quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CAIXA FEDERAL - Negociações

Direção da Caixa Federal tem de apresentar proposta
Trabalhadores estão indignados com falta de respostas às reivindicações dos empregados para a renovação do acordo aditivo




São Paulo – Os representantes dos trabalhadores voltaram a cobrar que a direção da Caixa Federal apresente proposta às reivindicações dos empregados para renovação do acordo aditivo ao Contrato Coletivo de Trabalho (CCT).

A exigência foi reforçada durante a terceira rodada de negociação específica que ocorreu ontem, dia 13, em São Paulo, para discutir os temas relacionados à carreira, o respeito à jornada de seis horas dos empregados e a isonomia entre todos os trabalhadores.

“A direção do banco manteve a postura das negociações anteriores e não se posicionou em relação às prioridades dos empregados para melhorar as condições de trabalho. Os representantes do banco afirmaram que apresentarão uma proposta global na próxima rodada de negociação”, afirmou a dirigente sindical e integrante da Comissão de Executiva dos Empregados (CEE) Jackeline Machado.

Entre as exigências dos empregados para a ascensão profissional estão melhorias no Programa de Seleção Interno (PSI) que assegurem a sua transparência para evitar injustiças ou favorecimentos. O Comando Nacional também exigiu a criação de critérios claros para que o trabalhador acompanhe sua avaliação pela empresa e que seja garantido o direito de defesa do bancário antes que ocorra qualquer descomissionamento.

Os representantes da Caixa afirmaram que não voltarão a discutir as reivindicações em torno da jornada de seis horas para os comissionados e a isonomia, no que se refere à licença-prêmio e ao Adicional por Tempo de Serviço. “Não concordamos com essa postura da empresa e vamos continuar pressionando até que as exigências do movimento sindical sejam atendidas. Todos são trabalhadores de uma mesma empresa e nada justifica essas diferenças de direitos ou de tratamento”, destaca Jackeline.

O Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Federal ainda não definiram a data da próxima rodada de negociação, quando a empresa deve apresentar sua proposta global aos trabalhadores para renovação do acordo aditivo.

> Empregados cobram Caixa em negociação
> Caixa Federal: é preciso pressionar para avançar

“Os trabalhadores devem estar preparados para ampliar a mobilização caso a Caixa apresente proposta que não contemple as reivindicações dos empregados”, orienta Jackeline.

Encontro de isonomia – A Comissão Executiva dos Empregados decidiu pela realização do Encontro Nacional sobre Isonomia no dia 20 de setembro, em Brasília, em cumprimento à deliberação do 27º Conecef.  Serão realizadas atividades na matriz do banco público e no Congresso Nacional.

Jair Rosa - 13/09/2011
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

17º TORNEIO DE TRUCO - Neste Sábado - Participe


 

Banco do Brasil - Remuneração nesta quarta-feira

Comando Nacional negocia remuneração nesta quarta com Banco do Brasil

 
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), retoma as negociações da pauta específica com o BB nesta quarta-feira (14), às 10h, em Brasília.

Clique aqui para ver os resultados da primeira rodada de negociações específicas, ocorrida na última sexta-feira, dia 9, em Brasília.

Na segunda rodada de negociações, os bancários discutem melhorias na remuneração. Entre os pontos da pauta específica estão Plano de Carreira e Remuneração (PCR), Plano de Cargos Comissionados (PCC).

"Vamos cobrar o Plano de Cargos Comissionados, um dos principais pontos da pauta, que até hoje o BB não admite discutir com os funcionários. Exigimos que seja negociado e construído com o movimento sindical", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Próxima rodada

A terceira rodada de negociação, em que o banco deve apresentar propostas efetivas, será realizada na próxima terça-feira, dia 20 de setembro, em São Paulo, por volta das 16h. No mesmo dia ocorre também rodada de negociação com a Fenaban, na capital paulista.

Confira os principais pontos que estarão em discussão nesta quarta:

Plano de Carreira e Remuneração

- Melhorar o PCR: Plano de Carreira e Remuneração com a majoração do interstício na tabela por antiguidade (A1 - A12) para 6%, e com isso a amplitude aumentará para 1,90 (hoje é de 1,38);

- TODOS os funcionários DEVEM PONTUAR DIARIAMENTE NA CARREIRA DE MÉRITO, enquadrando os caixas e escriturários nas faixas G1 a G4. As funções devem ser distribuídas nos grupos por níveis de responsabilidade e não por valores de remuneração. A contagem de pontos será da seguinte maneira: G1 = 2 anos, G2 = 1,5 ano, G3 = 1 ano, G4 = 6 meses, pois dessa maneira melhora-se a possibilidade da base da pirâmide atingir níveis mais altos da Carreira "M" após 35 anos de trabalho;

- AS FUNÇÕES SERÃO DE 6 HORAS, com valores apropriados de ABF (Adicional Básico de Função) respeitando sempre o parâmetro mínimo de 55% a mais sobre o salário-base da empresa (conforme cláusula 8ª: VP - E1 + gratificação semestral do E1 + anuênios do funcionário, ou seja, VCP do ATS). O VR segue existindo como PISO DE FUNÇÃO;

- Os funcionários em mandatos de representação pontuarão normalmente como os demais colegas de trabalho, conforme a função que cada um detinha à época da liberação para a atividade sindical, pois isso se trata de IGUALDADE DE OPORTUNIDADES para os representantes dos trabalhadores como qualquer outro trabalhador da empresa. Os bancários em cargos de representação como delegados sindicais, cipeiros e dirigentes sindicais são todos considerados DA ATIVA, ou seja, FORÇA REAL DE TRABALHO, INCLUSIVE PARA ELEIÇÕES EM CONSELHOS DE ÉTICA E DE ADMINISTRAÇÃO;

- AS SUBSTITUIÇÕES DE FUNÇÕES DEVEM SER PAGAS e também devem ser pontuadas conforme a faixa ou grupo G em que elas se encontrem, bem como deve ser considerado o HISTÓRICO FUNCIONAL anterior a 2006 de todos os trabalhadores pré-1998, pós-1998 e incorporados;


Plano de Cargos Comissionados

- Igualdade de oportunidades para as mulheres, com criação de regras para ampliar a presença de mulheres em cargos comissionados;

- Igualdade de oportunidades para negros e deficientes;

- Revisão das comissões a seguir: CABB - Unificação atendentes A e B, com VR no valor do piso do BB mais 55% de gratificação de função; CSO - Enquadrar fiscais como analistas A, SAC SP - enquadrar os assistentes A como analistas, CSO Risco União - enquadrar os assistentes A como analistas, SERET/Nuval - criação da função de analista B e fim do desvio de função dos caiex destas unidades, Equiparação da remuneração dos Gerentes de Segmento do BB a Gerentes de Relacionamento da Caixa etc;

- Cabb - Concorrência/Remoção para outras unidades sem necessidade de descomissionamento;

- Caixas - revisão da gratificação/comissão de caixa, equiparando o valor ao da Caixa Federal, com criação do VR para o cargo. A dotação mínima deve ser de três caiex por agência, fim do PSO e Comissionamento automático de caixas após 90 dias de atuação;

- Retorno do pagamento de todas as substituições, fim da lateralidade e do desvio de função com campanha de denuncia feita pelos Sindicatos;

- VCP de 12 meses para funcionários atingidos por reestruturações;

- Revitalização da carreira técnico científica e da carreira de apoio;

- Revisão da pontuação do TAO da carreira dos egressos de bancos, considerando o histórico funcional com reconhecimento do tempo de serviço nos bancos incorporados, inclusive para efeito de contagem da carreira de mérito;

- Incorporação de 10% da comissão a cada ano de trabalho;

- Comissionamento: nomeação via provas de seleção interna;

- Reajuste da verba de aprimoramento profissional;

- Fim do modelo de segmentação BB 2.0 e da rotatividade de encarteiramento, que traz insegurança aos gerentes de contas, quanto à extinção de funções, ou cria expectativa de ascensão aos assistentes de negócios que criam carteiras, mas não são efetivados gerentes;

- Fim da trava de dois anos para comissionamentos e transferências.

Outros itens de Remuneração

- Estagiário: Garantir o salário de escriturário A1, além da concessão/manutenção dos benefícios de vale transporte, vale refeição e cesta alimentação;

- Anuênio, Licença Prêmio e Férias de 35 dias para todos os funcionários;

Funcionários oriundos de bancos incorporados optantes:

- Igualdade de oportunidade em comissionamentos para todos;

- Extensão dos direitos e benefícios do aditivo sem restrição aos não optantes;

- Desmembramento do VCPI, em VCP-I e VCP de VP, com revisão dos reajustes do VCP de VP do acordo de 2010;

- Direito de uso do PAS para todos

Demais itens

- Vale Transporte: Garantir o uso de transporte intermunicipal;

- Criação do Auxilio Educação;

- Reajuste do valor das diárias de viagens a serviço e do valor do reembolso de combustível em caso de uso de automóvel próprio em 50% nos casos de serviços externos.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CAMPANHA SALARIAL - NEGOCIAÇÕES (Terceira Rodada)

Para bancos, salários e piso do bancário não podem crescer
Fenaban marcou rodada dia 20 para apresentar proposta total. Se quiser respeitar mesa de negociação tem de ter aumento real de salário, PLR maior, valorização do piso e melhores condições de trabalho

São Paulo - Os bancos estão entre os setores que mais cresceram no último ano. Foram R$ 26,5 bilhões de lucro líquido apenas nos primeiros seis meses do ano para as sete maiores instituições financeiras do país (Banco do Brasil, Caixa Federal, Santander, Bradesco, Itaú Unibanco, HSBC e Safra). O valor representa crescimento de 19,98% em relação a igual período de 2010.

A riqueza do subsetor também cresceu e bateu a casa dos 4,5% comparando o segundo trimestre de 2011 com mesmo período de 2010. Se analisado o último ano (ou últimos quatro trimestres), o número sobe para 8,4%, perdendo em crescimento somente para extração mineral (dados do IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de pouco mais de 6%.

“Os negociadores do setor que mais ganha, que mais acumula riqueza afirmaram que os bancários já estão há sete anos com aumento real e tiveram reajuste ‘extraordinário’ do piso no ano passado. O recado foi de que não devemos esperar nada parecido para este ano”, relata Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, sobre o resultado da negociação realizada nessa segunda-feira 12, que debateu as reivindicações de remuneração dos bancários. “Além de não apresentar proposta pra nada, alegam que o salário do bancário cresceu demais. Isso é inaceitável diante dos ganhos dos bancos.”

Essa foi a terceira rodada entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) e aconteceu exatamente um mês após a entrega da pauta, em 12 de agosto. Nas outras duas reuniões foram debatidas reivindicações de emprego, além de saúde e condições de trabalho. Em todas, a resposta da Fenaban para as propostas dos bancários foi “não”. E de acordo com o negociador dos banqueiros, Magnus Apostólico, esse ano, a solução não passa por cláusula econômica. “Se em todas as rodadas disseram não, fica clara a má vontade da Fenaban em negociar”, destaca Juvandia.

Rodada e plenária – A federação dos bancos marcou nova rodada para apresentar proposta total, na terça-feira 20. “Reafirmamos nossas reivindicações e se os bancos quiserem realmente resolver a campanha via negociação, no dia 20 têm de apresentar proposta que aumente os ganhos dos bancários e melhore as condições de trabalho”, afirma a dirigente.

“O Comando Nacional dos Bancários, a exemplo de outros anos, leva as rodadas de negociação a sério. Trouxemos para a mesa as reivindicações definidas por trabalhadores da categoria em todo o Brasil. Os representantes dos bancos, no entanto, parecem que vêm com o discurso do ‘não’ decorado”, critica Juvandia. “Os banqueiros sabem que sem melhoria nas condições de trabalho, aumento real de salários, PLR maior e valorização do piso, a campanha não se resolve. Se não tiverem proposta nesse sentido na rodada que marcaram para o dia 20, estaremos mobilizados.

Bancos e bancários na mesa de negociação
Aumento real
para os negociadores dos bancos, os bancários já estão há sete anos com aumento real. Que este ano não se espere dar um salto na remuneração dos bancários. O Comando destacou que o lucro dos bancos sempre dá saltos gigantes, assim como o volume de serviço. Dentre as dez empresas mais lucrativas do país em 2010 cinco eram bancos. Os bancários querem aumento real como tiveram 85% das categorias até agora. Querem ganhar como ganharam os banqueiros.
Valorização do piso
para a Fenaban o piso dos bancários é alto, teve reajuste extraordinário em 2010 e que este ano a correção será igual à dos salários. Os representantes dos bancos acham que não dá para pensar que todo ano vamos fazer reajuste diferenciado para o piso. O Comando destacou apesar de o Brasil ser a sétima economia do mundo, a desigualdade é grande – só perde para o Haiti, Bolívia e Equador na América Latina. No caso dos bancos, os executivos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso dos bancários, isso só acontece no Brasil e tem de ser combatido.
Vales refeição, alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche babá
Fenaban avisou que não pretende dar reajuste diferente dos salários e disseram que é ruim colocar mecanismo de correção como salário mínimo. Bancários aceitam discutir mecanismo, mas querem debater valor atual, que não dá pra fazer supermercado nem fazer refeição diária. Para eles, os tíquetes são auxílio, e não devem cobrir a integralidade dos gastos. O Comando ressaltou que o reajuste diferenciado desses itens foi apontado em consulta como extremamente importante pelos trabalhadores.
Plano de Carreira, Cargo e Salário (PCCS)
a resposta é não. Para Fenaban isso deve ser feito por acordo com cada banco, não querem colocar em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Comando cobrou transparência, já que os bancários não conhecem os PCCS dos bancos onde trabalham. Como os próprios técnicos da Fenaban afirmam, os PCCS são caixa-preta. Para o Comando, os maiores interessados, os bancários, têm de saber como funciona.
Salário do substituto
também disseram não à reivindicação de o bancário receber salário correspondente ao cargo que estiver substituindo. Bancos veem como favor, uma oportunidade para o trabalhador, como treinamento. Para o Comando, isso é exploração. O bancário acumula a responsabilidade do serviço, tem capacidade e deve ganhar por isso.
Auxílio-educação
Fenaban diz que é política de cada banco e não querem colocar na CCT. Comando insistiu porque essa é uma cobrança,
uma pré-condição para a seleção dos funcionários.
Participação nos Lucros e Resultados
bancários querem três salários mais R$ 4.500, considerado modelo mais justo e mais claro. E cobraram maior distribuição dos altos lucros, não compensação dos programas próprios, pagamento aos afastados e aos que participaram do exercício, além da discriminação dos valores (o que é PLR e o que é programa próprio). Fenaban quer continuar compensando não quer mudar modelo. E vai discutir com bancos a possibilidade de discriminar valores.
Planos de previdência complementar
para Fenaban cada banco faz como acha que deve ser e se recusa a colocar na CCT. O Comando debateu a importância de o bancário ter direito a se aposentar com dignidade, sem queda na remuneração como acontece hoje e sem perder o plano de saúde. Os bancos consideram isso problema do Estado, mas Comando lembrou que os executivos têm tudo isso garantido pelas instituições financeiras quando se aposentam.


Cláudia Motta - 12/09/2011
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

CAMPANHA SALARIAL - 3ª Rodada de negociações - Remuneração

Comando Nacional negocia remuneração com Fenaban nesta segunda

 
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, volta a negociar com a Fenaban nesta segunda-feira (12), a partir das 10h, em São Paulo. Na terceira rodada de negociações da Campanha Nacional 2011, serão discutidos os pontos da pauta de reivindicações que tratam da remuneração, na luta por emprego decente. Nas reuniões anteriores foram debatidas as propostas dos bancários sobre emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.

Entre os pontos prioritários para os bancários estão reajuste salarial de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho).

Outra demanda é a valorização do vale-refeição, cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação, no valor do salário mínimo, hoje em R$ 545.

Bancários querem distribuição de renda

Em seminário promovido pela própria Fenaban no início de julho sobre Sistemas de Remuneração e Carreira, empresas de consultoria reconheceram que o Brasil é um dos países onde existe a maior amplitude entre os mais baixos e mais altos salários dentro de uma companhia.

"Os lucros dos bancos continuam batendo recordes e a produtividade das instituições financeiras é cada vez maior. Altos executivos ganham até 400 vezes mais do que o piso do bancário. A luta por remuneração digna e distribuição da riqueza é um dos pilares da luta pelo emprego decente", diz Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

Entre 2001 e 2010, o lucro líquido dos seis maiores bancos que operam no país (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC) triplicou. Há sete anos, eles lucraram juntos R$ 15,80 bilhões (já deflacionado). Só no ano passado, o lucro dessas mesmas instituições financeiras alcançou R$ 47,35 bilhões.

A única coisa que aumenta nessa mesma proporção é a remuneração dos membros das diretorias e conselhos de administração dos bancos. Em 2010, por exemplo, os diretores e conselheiros do Santander embolsaram cada um, em média, R$ 381 mil por mês; os do Bradesco, R$ 380 mil; e os do Itaú Unibanco, R$ 486,6 mil (diretores) e R$ 85,4 mil (conselheiros).

"A lucratividade estrondosa dos bancos e a generosa distribuição de bônus para os altos executivos, em contraste com os salários dos trabalhadores, ajudam a explicar a brutal concentração da renda no Brasil, que está entre os dez países mais desiguais no planeta", completa o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

Lucro dos bancos - primeiro semestre de 2011 (em milhões de reais)
Itaú Unibanco7.133
Banco do Brasil6.290
Bradesco5.487
Santander (IFRS)4.154
Caixa Econômica Federal2.274
HSBC611
Safra585
Banrisul438
Banco do Nordeste do Brasil (BNB)301
Banco da Amazônia43
Banpará41
Banestes50
Total27.407
Fonte: Demonstrações contábeis dos bancos - Subseção Dieese/Contraf-CUT. 


Principais reivindicações de remuneração

- Reajuste Salarial: 12,8% (inflação mais 5% de aumento real)

- PLR: 3 salários mais R$ 4.500

- Pisos de ingresso:
. Portaria: R$ 1.608,26
. Escriturário: R$ 2.2297,51
. Caixa: R$ 3.101,64
. 1° Comissionado: R$ 3.905,77
. 1º Gerente: R$ 5.169,40

- Vale-alimentação e refeição, cesta-alimentação e 13ª cesta: R$ 545

- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos

Mais prioridades

- Previdência complementar para todos os bancários.
- Auxílio-educação para todos os bancários.
- Contratação da remuneração total dos bancários.
- Gratificação semestral para todos os bancários.

Mobilização

O Comando Nacional orienta os sindicatos a intensificar a mobilização e a realizar nova semana nacional de luta, entre os dias 12 a 16, focando as atividades na remuneração. O objetivo é aumentar a mobilização da categoria e dialogar com os clientes e a sociedade, mostrando a importância das reivindicações dos bancários, que visam emprego decente e melhoria do atendimento bancário para todos os cidadãos brasileiros.


Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CEF - Negociações específicas

Comando cobra melhorias da Caixa na proteção e na assistência à saúde

 
Durante a segunda rodada de negociações específicas da Campanha Nacional 2011, realizada nesta quinta-feira, dia 8, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, cobrou da Caixa Econômica Federal o atendimento das reivindicações relativas ao temas Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa. Os representantes dos empregados frisaram a necessidade de avanços por parte da empresa no trato dos problemas existentes nessa área.

Foi destaque entre as propostas apresentadas pelo Comando a criação de unidades específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa - no mínimo uma por estado -, vinculadas diretamente à área de saúde da Matriz, com estrutura técnica e administrativa. A empresa ficou de aprofundar a discussão que vem fazendo internamente sobre o assunto e responder posteriormente às entidades sindicais.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando nas negociações, defendeu ainda a participação dos sindicatos nas comissões eleitorais das Cipas e na organização de cursos de cipeiros, assim como na organização das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Houve concordância da empresa com a necessidade de se focar os assuntos que de fato dizem respeito à saúde do trabalhador, tanto nos cursos das Cipas como nas Sipat. As partes buscarão construir conjuntamente os eventos, a partir de convergências na definição de temas a serem abordados.

A Caixa ficou de levantar mais dados para posicionamento acerca da proposta de incorporação da função, do valor da comissão de cargo e de CTVA aos salários, para empregados que forem obrigados a abandonar determinada atividade em razão de problemas de saúde.

Quanto ao pagamento de Adicional de Periculosidade aos empregados que trabalham em locais considerados como áreas de risco de assalto e sequestro, a empresa lembrou que o assunto foi tratado na mesa da Fenaban e que não houve concordância dos bancos, posição por ela mantida.

Sobre as questões relativas às condições de trabalho nos postos de Penhor, ficou acertada a realização de um debate técnico, para o qual será solicitada assessoria da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego.

A Caixa disse que ainda irá analisar a reivindicação de custeio do tratamento de doenças do trabalho, inclusive para aposentados por acidente de trabalho, abarcando as terapias alternativas e também tratamento psicológicos.

Saúde Caixa

No tocante ao Saúde Caixa, o Comando defendeu, entre outras coisas, utilizar o superávit anual, com o devido aporte da Caixa (70%), para a melhoria do plano. A empresa comprometeu-se em aprofundar o debate, inclusive no âmbito do GT Saúde Caixa, sobre todos os itens relacionados pelos empregados como importantes para a melhoria do programa.

A empresa concordou em definir com as entidades sindicais formas de se promover o fortalecimento dos comitês de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa.

A proposta de transformar o caráter do Conselho de Usuários de consultivo para deliberativo seguirá em discussão, para posterior manifestação da empresa.

Encontro de Isonomia

Em reunião no início da tarde desta quinta-feira, a CEE/Caixa decidiu pela realização do Encontro Nacional sobre Isonomia no próximo dia 20 de setembro, em Brasília, em cumprimento à deliberação do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef).

As delegações que participarão do evento serão definidas a critério de cada sindicato. Serão realizadas atividades na Matriz da Caixa e no Congresso Nacional.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NEGOCIAÇÕES - 2ª RODADA

Bancos ignoram violência e negam reivindicações por mais segurança

 
Crédito: Jailton Garcia
Jailton Garcia Segunda rodada de negociações com a Fenaban frustrou bancários

No momento em que dispara o número de mortes em assaltos envolvendo bancos, a Fenaban fugiu de sua responsabilidade perante os bancários e a sociedade ao recusar as medidas efetivas para combater a violência propostas pelo Comando Nacional dos Bancários. Na negociação ocorrida nesta terça-feira (6), em São Paulo, pela segunda rodada da Campanha Nacional dos Bancários 2011, os bancos negaram as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores sobre segurança.

Levantamento feito pela Contraf-CUT mostra que já ocorreram 31 assassinatos em assaltos envolvendo bancos 2011, dos quais 20 em crimes de 'saidinha de banco'. Além disso, a 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Contraf-CUT e pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), registrou 838 ataques a bancos no primeiro semestre deste ano, sendo 301 assaltos e 537 arrombamentos, consumados ou não.

"Os bancos perderam a oportunidade de dar uma resposta concreta para os bancários e para a toda a sociedade, que está assustada com a escalada de mortes, assaltos e explosões de caixas eletrônicos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Os bancos estão tirando o corpo fora, jogando a responsabilidade para os clientes e a segurança pública. A sociedade está cobrando medidas preventivas dos bancos e certamente apoia os bancários nessa luta", sustenta.

Os bancários defendem instalação de portas de segurança com detectores de metais, câmeras em todas as áreas internas e externas das agências com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas; divisórias individualizadas entre os caixas eletrônicos, biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas e isenção das tarifas de transferências de recursos (TED e DOC). Também querem melhorias na assistência às vítimas de assaltos e sequestros e a proibição da guarda das chaves de cofres e do transporte de valores por bancários.

Ademir Wiederkehr, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, considerou frustrante o resultado da mesa de negociação. "Saímos sem propostas concretas para proteger a vida dos trabalhadores e clientes e melhorar as condições de segurança dos estabelecimentos. É uma sinalização péssima num momento em que a imprensa e a sociedade estão apavorados com a ousadia das quadrilhas e o descaso dos bancos", salienta.

'Saidinha de banco'

O Comando Nacional propôs uma série de medidas para combater o crime de saidinha de banco, que já levou à morte 20 pessoas em 2011. Entre as medidas, estão a instalação de biombos entre a fila e os caixas, já adotada por algumas empresas.

"O Banestes e o Banpará já utilizam os biombos, enquanto a Caixa e o Banco do Nordeste assumiram compromisso de implantar essa medida. Mesmo assim, a Fenaban se nega a implantar essa medida para todos os bancos, mostrando mais uma vez o descaso com a vida dos clientes e trabalhadores", afirma Ademir.

Os trabalhadores manifestaram também sua preocupação com a situação dos bancários nos municípios em que foram aprovadas leis proibindo o uso de celulares dentro das agências. "Os funcionários não podem ser penalizados pelos bancos em caso de aplicação de multas, pois a fiscalização não é de competência dos bancários", afirma Ademir.

Os representantes dos bancários alertaram ainda que essa tarefa pode desviar a atenção dos vigilantes da segurança dos estabelecimentos. "Reiteramos nossa contrariedade diante dessa medida, que consideramos ingênua, inócua e ineficaz no combate à 'saidinha de banco', na medida em que não impede a visualização dos saques por olheiros", sustenta.

As negociações com a Fenaban continuam na próxima segunda-feira (12), com o tema remuneração.

Veja os principais itens discutidos da pauta de segurança:

Assistência às vítimas

Os bancários reivindicam que os bancos ofereçam assistência para as vítimas de assaltos e sequestros, contemplando os seguintes itens:

- Garantia de atendimento médico e psicológico individual e presencial aos empregados e suas famílias em casos de ameaça ou consumação de sequestros ou outros delitos;

- Pagamento por parte dos bancos dos custos de remédios e despesas de tratamento dos empregados;

- Emissão de CAT a todos os empregados que estiveram no local de assalto consumado ou não, com comunicação imediata à CIPA e sindicato local;

- Dispensa dos empregados que estiverem no local durante a ocorrência;

- Fechamento da agência até que seja feita perícia técnica com participação do sindicato;

Em relação a esses itens, os bancos defenderam apenas a manutenção da cláusula atual, conquistada pelos trabalhadores na campanha nacional do ano passado, que garante assistência médica ou psicológica, emissão obrigatória de boletim de ocorrência, possibilidade de realocação das vítimas de sequestro e acesso às estatísticas semestrais de ataques a bancos da Febraban.

Equipamentos e medidas de prevenção contra assaltos e sequestros

O Comando Nacional cobrou a implementação dos seguintes equipamentos de segurança:

- instalação de portas individualizadas de segurança com vidros à prova de balas, antes do autoatendimento, em todos os acessos aos estabelecimentos;

- câmeras de filmagem em todas as áreas internas e externas de circulação de clientes e usuários, com monitoramento em tempo real fora das agências e postos;

- instalação de divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, bem como de biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas, para garantir a privacidade e impedir a visualização de terceiros;

- instalação de vidros em frente aos guichês de caixa;

- vidros blindados nas fachadas dos bancos;

- malhas finas de aço nas janelas que dão acesso às ruas;

- Proibir a triagem de clientes antes do acesso à parte interna das agências e postos para fins de depósitos e saques em dinheiro, como forma de combater o crime da "saidinha de banco";

- Instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros.

Os bancos negaram o atendimento das reivindicações, encaminhando as questões para a discussão na mesa temática de segurança, a ser retomada após a campanha nacional. Somente em relação às câmeras, a Fenaban ficou de procurar os bancos para trazer uma proposta de ampliação desse equipamento de segurança.

Proibição da guarda de chaves e acionadores de alarmes por bancários

Os bancos negaram a reivindicação, alegando que a posse da chave não aumenta a exposição dos bancários ao risco de sequestro. "É uma prova de descaso com a vida dos trabalhadores", afirma Cordeiro.

Proibição de transporte de numerário por bancários

Bancários querem que o transporte de valores seja feito somente por vigilantes em carro-forte, conforme estabelece a lei federal 7102/83. O assunto é objeto de procedimento que se encontra pendente na Procuradoria Geral do Ministério Público do Trabalho. A Fenaban ficou de consultar os bancos.

Outros itens

Os bancos se negaram a discutir as reivindicações de estabilidade no emprego de 36 meses e indenização aos empregados vítimas de assalto ou sequestro.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CORRESPONDENTES

 
O jornal Valor Econômico publicou nesta segunda-feia (5) reportagem sobre o andamento do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 214/2011, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que tramita no Congresso Nacional e suspense os efeitos das recentes resoluções do Banco Central (BC) sobre a atuação dos correspondentes bancários.
Conforme a notícia, nos próximos dias o deputado Rui Costa (PT-BA) fará reunião com o BC em busca de uma saída negociada para o projeto, por ele relatado. O parlamentar diz que a proposta de Berzoini é "positiva" e que, por isso, não aceitará rejeição pura e simples, como querem o BC e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
"Ninguém quer acabar com os correspondentes. Nem o deputado Ricardo Berzoini. É um exagero", disse Costa, referindo-se à reação ao projeto, ora em tramitação na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
Rui Costa concorda que aprovar o projeto tal qual apresentado inviabilizaria a atuação da enorme malha de correspondentes do país, que já beira 161 mil estabelecimentos. O deputado vê na iniciativa de Berzoini um "elemento de negociação".
Para Berzoini, que presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a extinta Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT), o projeto é um ponto de partida para um debate sobre o atual modelo, na sua opinião, "desvirtuado".
"A contratação de correspondentes virou instrumento de fraude trabalhista", critica Berzoini. Isso porque, explica, permite aos bancos aumentar indiretamente sua mão de obra, sem respeitar a legislação e os acordos coletivos dos bancários. Os trabalhadores dos estabelecimentos contratados, em geral, têm jornada maior e salários menores, diz.
Berzoini argumenta que os bancos estão usando essa forma de terceirizar serviços também para segregar e afastar das agências a clientela de baixa renda, que dá menos retorno.
A localização dos estabelecimentos estará no centro das negociações entre o relator do projeto e o BC. Berzoini e Rui Costa defendem que se crie alguma restrição.
A figura do correspondente foi autorizada sob a justificativa de levar serviços bancários a locais distantes, onde é economicamente inviável instalar dependências próprias, lembra o relator. Segundo ele, é comum, ver correspondentes não só nos mesmos municípios, mas também em endereços muito próximos aos da rede própria dos bancos.
O projeto de Berzoini tem apoio da Contraf-CUT, entidade que representa mais de 90% dos bancários de todo Brasil. "A figura do correspondente foi sendo desvirtuada, até culminar na total terceirização das atividades bancárias", aponta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Ele defende a transformação dos correspondentes em pequenas agências e postos de atendimento, visando garantir o acesso aos serviços bancários para todos os cidadãos.
Na reportagem, "a Febraban rebate apontando números sobre a expansão da rede bancária entre 2006 e 2010. A quantidade de agências aumentou de 18 mil para 20 mil e a de postos, de 10,2 mil para 12,7 mil. O quadro de bancários foi de 422 mil para 486 mil".
A notícia termina afirmando que, "para a Febraban, os estabelecimentos, em geral micro ou pequenas empresas, beneficiam-se com maior fluxo de potenciais consumidores nas lojas e renda extra pela prestação dos serviços. O consumidor também ganha, na visão dos bancos, em função da conveniência".
Para os bancários, a reportagem trouxe novos elementos para o debate da sociedade. Os números apontados pela Febraban confirmam a tendência denunciada pela Contraf-CUT: há uma leve expansão da rede de agências e uma abertura desenfreada de correspondentes, como forma de baixar os custos e aumentar ainda mais os lucros dos bancos, trazendo precarização do atendimento bancário, sem assistência financeira, sem emprego decente, sem segurança e sem proteção do sigilo das informações dos clientes.
Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico

CAMPANHA SALARIAL 2011/2012

Bancos negam haver metas abusivas e desdenham da saúde dos bancários

 
Crédito: Jailton Garcia
Jailton Garcia Na segunda rodada de negociação da campanha de 2011, iniciada nesta segunda-feira 5 em São Paulo, os bancos recusaram as principais reivindicações sobre saúde e condições de trabalho apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, inclusive as relacionadas a metas. Eles negam que haja metas abusivas nas instituições financeiras e questionam até mesmo a veracidade das pesquisas que apontam o aumento do número de adoecimentos na categoria em razão da pressão por aumento da produtividade.

> Clique aqui para acessar material específico sobre saúde e segurança

"A postura dos bancos foi de absoluto desdém em relação à saúde dos trabalhadores e às condições de trabalho", condena Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Eles estão sendo irresponsáveis com o sofrimento dos bancários dentro das dependências."

Problema é o modelo de gestão

O Comando Nacional fez uma longa explanação sobre as precárias condições de trabalho hoje nos bancos, apontando a relação direta que existe entre o assédio moral e as metas abusivas, ambos incentivados pelo atual modelo de gestão - o que está levando a um aumento vertiginoso de adoecimentos na categoria e do uso de remédios de tarja preta.

Levantamento do INSS mostra que as doenças mentais, provocadas pela pressão por cumprimento de metas e pelo assédio moral, já se aproximam do número de casos de LER/DORT. Entre janeiro e junho de 2009, por exemplo, 6.800 bancários no Brasil foram afastados por doenças, dos quais 2.030 por LER/DORT e 1.626 por transtornos mentais. Pesquisa da Universidade de Brasília revelou que houve 181 suicídios de bancários entre 1996 e 2005, o que dá uma média de 18 por ano.

Para combater o desrespeito dos bancos, os bancários propõem, entre outras coisas, a participação dos trabalhadores na fixação das metas, que devem levar em consideração o tamanho, a localização e o perfil econômico das dependências. O Comando Nacional também reivindicou que não haja meta de venda de produtos para os caixas. E que as metas não sejam individuais nem comparadas por quaisquer tipos de ranking.

Como demonstração de que os bancários não estão suportando a pressão pelo cumprimento de metas e o assédio moral, os dirigentes sindicais apresentaram os resultados da Pesquisa de Emprego realizada pela Contraf-CUT e pelo Dieese com base nos dados do Caged do Ministério do Trabalho, mostrando que mais de 47% dos desligamentos que ocorreram no sistema financeiro no primeiro semestre deste ano foram a pedido.

'Bancos não estão preocupados com a saúde dos bancários'

Os representantes da Fenaban disseram que o estabelecimento de metas é prerrogativa da gestão das empresas, informaram que a recomendação dos bancos é evitar a divulgação de ranking individual de metas, afirmaram não ser possível fazer qualquer relação entre metas, assédio moral e adoecimento dos trabalhadores, e questionaram as metodologias das pesquisas sobre saúde dos bancários. Os banqueiros também declararam que os bancários estão satisfeitos com as metas e que quando um trabalhador sai do banco é para ir trabalhar em outro banco.

"Quando não têm argumentos, os banqueiros questionam nossas pesquisas, demonstrando que eles não estão preocupados com a saúde dos trabalhadores. Chegaram a duvidar dos dados extraídos do anuário estatístico do INSS", critica Carlos Cordeiro.

Em resposta ao questionamento dos bancos, o Comando Nacional propôs a realização de uma pesquisa nacional conjunta sobre a saúde dos bancários e sobre as metas, além da inclusão na Convenção Coletiva de uma cláusula proibindo a divulgação de rankings individuais sobre cumprimentos de metas. Os negociadores da Fenaban ficaram de levar essas propostas para a avaliação dos bancos.

Assédio moral

O Comando Nacional e os representantes dos bancos concordaram com a retomada imediata da comissão de acompanhamento da cláusula de prevenção de assédio para concluir o balanço dos primeiros seis meses de vigência do programa.

Eliminação de riscos

O Comando Nacional defendeu a cláusula da pauta de reivindicações segundo a qual os bancos não podem manter bancários trabalhando no mesmo ambiente físico de agências e departamentos que estejam sendo submetidos à reforma. Os representantes da Fenaban não aceitaram incluir essa cláusula na Convenção Coletiva, afirmando que esse é um tema para discussão empresa por empresa, caso a caso.

Os negociadores dos banqueiros também rejeitaram a reivindicação de manutenção da complementação salarial em valor equivalente à diferença entre a importância recebida do INSS e a remuneração total recebida pelo trabalhador (como salários, comissões, gratificações, adicionais, PLR, como se na ativa estivesse) até a cessação do auxílio-doença.

A Fenabam recusou também a proposta de que ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses seja automática, sem a necessidade de opção por parte da bancária.

"Há uma grande resistência por parte dos bancos em discutir de forma aprofundada as questões relativas à saúde do trabalhador, pois eles sabem que esse debate passa pela problemática da organização do trabalho. O tema das metas é bem exemplar disso: eles alegam que seria uma ingerência na gestão, mas na verdade o que eles não querem é admitir que há abusos na estipulação e cobrança das metas, o que importa é que os ganhos de produtividade sejam cada vez maiores, mesmo que à custa do adoecimento dos trabalhadores", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Negociação sobre remuneração será dia 12

A rodada de negociação sobre remuneração foi antecipada pela Fenaban para a próxima segunda-feira, dia 12. Nesta terça 6, a negociação continua sobre segurança bancária.

Mobilização

O Comando Nacional orienta os sindicatos a intensificar a mobilização da categoria, realizando até sexta-feira 9 a semana nacional de luta por melhores condições de saúde, segurança e trabalho.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CEF - Negociações

Caixa recusa reivindicações sobre previdência e aposentados na 1ª rodada

 
Crédito: Fenae
Fenae Caixa frustra empregados no início da negociação da pauta específica

A primeira rodada de negociações específicas do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, com a Caixa Econômica Federal, nesta sexta-feira (2), começou frustrando os bancários. O banco se negou a atender reivindicações dos trabalhadores em relação à Funcef, aos aposentados e à Prevhab.

A Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que assessora o Contraf-CUT nas negociações com o banco, cobrou que a empresa não utilize o voto de minerva na Funcef como instrumento para limitar os avanços dos trabalhadores.

A recomposição do poder de compra dos benefícios, por exemplo, sofreu uma perda significativa devido ao voto de minerva da patrocinadora, que definiu um índice de reajuste de 2,33%, muito menor do que o permitido pelo Regulamento e pela conjuntura econômica. A empresa desconsiderou que o reajuste de 3,57%, aprovado pela diretoria executiva da Funcef e defendida pelos conselheiros eleitos, não causaria qualquer risco ao equilíbrio dos planos de benefícios.

A Caixa mostrou também insensibilidade com os aposentados e pensionistas ao revelar que o processo de recomposição dos benefícios vai continuar, só que de forma gradual. Em relação ao pagamento do auxílio-alimentação para os aposentados e pensionistas, a Caixa vai continuar com sua política, contrariando as expectativas da categoria por um pagamento para todos os aposentados, de forma contínua.

Discriminação dos participantes do REG/Replan não-saldado

O Comando reivindicou mudança de postura em relação aos participantes do REG/Replan não-saldado, que vêm sofrendo inúmeras discriminações por parte da empresa. Esses empregados ficaram, por exemplo, impossibilitados de aderir à tabela salarial unificada do PCS de 2008 e, em 2010, eles foram excluídos do Plano de Funções Gratificados, entre outros prejuízos.

A empresa respondeu que não enxerga esses fatos como discriminações e que vai manter essa política.

Incorporação do REB

O Comando solicitou empenho da Caixa para pressionar as instâncias governamentais a aprovarem a incorporação do REB ao Novo Plano. A empresa manifestou interesse em concluir a incorporação e se comprometeu a agilizar o processo.

Contencioso jurídico

O Comando também pressionou a empresa para reduzir o número de processos da Funcef, pois muitas demandas estão relacionadas a questões trabalhistas que são decorrentes de descumprimento de obrigações da patrocinadora.

Os representantes do banco sinalizaram que existe um plano para a criação de um Grupo de Trabalho conjunto entre os departamentos jurídicos da Funcef e da Caixa para tratar com mais eficiência os processos judiciais. Os empregados reivindicaram uma solução para esse contencioso de forma a dar mais segurança ao patrimônio dos participantes da Funcef.

Prevhab

A Caixa negou qualquer possibilidade de viabilizar a transferência dos participantes e assistidos da Prevhab para a Funcef e que esse procedimento é tecnicamente inviável. Além disso, no passado já foi oferecida a alternativa para transferir e quem quis mudar já está na Funcef.

Segurança

O Comando ainda cobrou da empresa a instalação de biombos em guichês de caixas e de penhor. A empresa informou que instalou biombos e fez mudanças nas agências situadas nos municípios em que a lei exigiu essas adaptações. T

A Caixa também afirmou que as instalações serão feitas em todas as agências até o mês de dezembro deste ano. Os empregados também reivindicaram aumento nos valores das indenizações para vítimas de assalto/sinistro. A empresa negou aumento e informou que seguirá os índices propostos pela Fenaban.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - COOPERATIVAS

EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 49.074.172/0001-07, Registro sindical nº 006.132.86232-7 por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em cooperativas de crédito e mútuo do Estado de São Paulo, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembléia geral  extraordinária   que  se   realizará dia 05/09/2011(segunda-feira), às 18:30 horas em primeira convocação, e às 19:30 horas em segunda convocação, no endereço à Rua Tibagi, 3447 – Patrimônio Novo – Votuporanga-SP, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Autorizar à diretoria celebrar Termo Revisional  à convenção coletiva de trabalho 2010/2012, cláusulas econômicas com vigência para o período de 2011/2012, e termos aditivos à convenção, bem como delegar poderes para tanto;
2. Deliberar sobre desconto da contribuição assistencial a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;

Votuporanga-SP, 02 de setembro de 2011.


Harley Ap.Vizoná
Presidente

MINUTA REVISIONAL 2011 - COOPERATIVAS

TERMO ADITIVO DE REVISÃO
À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2010/2012
COOPERATIVAS DE CRÉDITO E MÚTUO DO ESTADO DE SÃO PAULO
2011/2012

Pelo presente instrumento, de um lado, representando a categoria profissional, a FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DOS ESTADOS DE SÃO PAULO E MATO GROSSO DO SUL, entidade sindical inscrita no CNPJ/MF sob o nº. 62.655.253/0001-50, por seu presidente David Zaia, inscrito no CPF/MF sob nº 819.440.558-00, e os SINDICATOS  DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CAMPINAS, FRANCA, JAÚ, MARÍLIA, PIRACICABA, RIBEIRÃO PRETO,  RIO CLARO, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SOROCABA E VOTUPORANGA todos com  sede nos locais indicados, no Estado de São Paulo, igualmente representados por procuração pelo presidente da Federação signatária, assistidos pela advogada Tânia Mara Assis Sabino, inscrita na OAB/SP sob nº 115.591, portadora do CPF/MF 024.701.868-62,  doravante designados “SINDICATO DE EMPREGADOS” e de outro lado, representando a categoria econômica, o SINDICATO  DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - SINDICOOPERATIVAS, inscrito no CNPJ sob número 01.008.278/0001-78, com endereço na Avenida General Olímpio da Silveira, n° 655, 6° andar, Perdizes, CEP 01150-010, representado por seu Presidente Dr. Fernando Meirelles, inscrito no CPF/MF sob o n°. 148.762.908-73 e por seu Vice-Presidente Administrativo-Financeiro, Dr. Antonio Miranda Ramos, inscrito no CPF/MF sob o n°. 026.940.348-53, assistidos por seu Advogado Dr. Geraldo Volpe de Andrade, inscrito na OAB/SP sob o n°. 48.547 e no CPF/MF sob o n°. 330.452.838-53, designado "SINDICATO DE EMPREGADORES", celebram a presente TERMO ADITIVO DE REVISÃO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada em 25/08/2010 pelo período 2010/2012, nos seguintes termos:


CLÁUSULA 1ª – A partir de 01/06/2011 as cláusulas de natureza economicas passam a ter as seguintes redações:


  1-                                         REAJUSTE SALARIAL - CLÁUSULA  1ª

Reajuste de 8,0% (oito por cento), a partir de 1º de junho de 2011, sobre as cláusulas de natureza econômica, praticadas no mês de maio/2011 em cada cooperativa, sendo compensáveis todas as antecipações concedidas no período de junho/20010 a maio/2011, exceto os aumentos reais e os decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem. Este percentual abrange o período de 1º de junho de 2011 a 31 de maio de 2012.

PARÁGRAFO PRIMEIRO:
Na hipótese de empregado admitido após 1º de junho de 2011, ou em se tratando de cooperativa constituída e em funcionamento depois desta data, o reajuste será calculado de forma proporcional em relação à data de admissão, com preservação da hierarquia salarial e respeitados os paradigmas quando existentes.

PARÁGRAFO SEGUNDO:
Não serão consideradas as verbas que tiverem regras próprias nesta Convenção, para efeito de aplicação dos reajustes previstos nesta cláusula.

2-                                    SALÁRIO DE INGRESSO - CLÁUSULA 2ª

Durante a vigência desta Convenção, para a jornada de 06 (seis) horas, nenhum empregado poderá ser admitido com salário inferior aos seguintes valores:

a)  Pessoal de Portaria, Contínuos, Serventes e Auxiliares de Cozinha (Copeiras (os): R$ 882,12  (oitocentos e oitenta e dois reais e doze centavos);

b)  Recepcionista, Operador de Teleatendimento e Auxiliar Administrativo: R$ 1.069,72 (hum mil, sessenta e nove reais e setenta e dois centavos);

c)  Pessoal de Escritório: R$ 1.254,57 (hum mil, duzentos e cinqüenta e quatro reais e cinqüenta e sete centavos);

d) Tesoureiros, Caixas e outros empregados de Tesouraria, que efetuam pagamentos ou recebimentos: R$ 1.328,63 (hum mil, trezentos e vinte oito reais e sessenta e três centavos).

PARÁGRAFO PRIMEIRO:
Na contratação de estagiário, será observado o salário de ingresso estabelecido no item “a” desta cláusula, na proporção das horas de sua jornada de trabalho.

PARÁGRAFO SEGUNDO:
Quando o salário resultante da aplicação do reajuste previsto na cláusula primeira for de valor inferior ao salário de ingresso aqui estabelecido, prevalecerá como novo salário a partir de 1º de junho de 2011 o valor mínimo previsto nesta cláusula, bem como a aplicação de critérios mais vantajosos.

PARÁGRAFO TERCEIRO:
Os Tesoureiros, Caixas e outros empregados de Tesouraria perceberão mensalmente a remuneração total mínima de R$ 1.650,72 (hum mil, seiscentos e cinquenta reais e setenta e dois centavos), nesta compreendidos o Salário de Ingresso, a Gratificação de Caixa previstos nesta Convenção, e outras verbas pagas a título de ajuda de custo ou abonos de qualquer natureza, não cumulativas com as préexistentes.

3-                                           ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO - CLÁUSULA 5ª


É fixado o Adicional por Tempo de Serviço de R$ 18,93 (dezoito reais e noventa e três centavos), por ano completo de serviço ao mesmo empregador ou que vier a completar-se na vigência da Convenção Coletiva de Trabalho, devendo ser pago mensalmente e em rubrica própria, respeitando-se os critérios mais vantajosos.

4-                                           GRATIFICAÇÃO DE CAIXA - CLÁUSULA 10ª


Fica assegurado aos empregados que efetivamente exerçam e aos que venham a exercer, na vigência da presente Convenção, as funções de Caixa e Tesoureiro o direito à percepção de R$ 322,09 (trezentos e vinte dois reais e nove centavos) mensais, a título de gratificação de caixa, respeitando-se o direito dos que já percebem esta mesma vantagem em valor mais elevado.

5-                                                   AUXÍLIO REFEIÇÃO – CLÁUSULA 11ª


As cooperativas concederão aos seus empregados, auxílio refeição no valor de R$ 18,25 (dezoito reais e vinte e cinco centavos), sem descontos, por dia de trabalho, sob a forma de tíquetes refeição ou tíquetes alimentação, facultado, excepcionalmente, o seu pagamento em dinheiro, ressalvadas as situações mais favoráveis relacionadas às disposições da cláusula e seus parágrafos, inclusive quanto à época de pagamento.

  6-                             AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO - CLÁUSULA 12ª
As cooperativas concederão aos seus empregados, cumulativamente com o benefício da cláusula anterior, Auxílio Cesta Alimentação, o valor mensal de R$ 277,52 (duzentos e setenta e sete reais e cinqüenta e dois centavos), junto com a entrega do Auxílio Refeição e observadas as mesmas condições estabelecidas no “caput”e §§ 1º e 5º da cláusula anterior.

7-                                 DÉCIMA TERCEIRA CESTA ALIMENTAÇÃO – CLÁUSULA 13ª
As cooperativas concederão aos seus empregados, até o último dia útil do mês de novembro de 2011 e 2012, uma décima terceira cesta alimentação no valor de R$ 277,52 (duzentos e setenta e sete reais e cinqüenta e dois centavos), através de crédito em cartão eletrônico ou sob a forma de tíquetes.

  8-                            AUXÍLIO CRECHE/AUXÍLIO BABÁ - CLÁUSULA 14ª

As cooperativas reembolsarão aos seus empregados até o valor mensal de R$ 198,82 (cento e noventa e oito reais e oitenta e dois centavos), para cada filho, inclusive para os adotados, até a idade de 83 (oitenta e três) meses, as despesas realizadas e comprovadas, mensalmente, com o internamento deste em creches ou instituições análogas de sua livre escolha. Reembolsarão, também, nas mesmas condições e valor, as despesas efetuadas com o pagamento da empregada doméstica/babá, mediante a entrega de cópia do recibo desta, desde que tenha seu contrato de trabalho registrado em Carteira de Trabalho e inscrita na Previdência Social.

  9-                                   AUXÍLIO EDUCACIONAL - CLÁUSULA 16ª

As cooperativas abrangidas por esta convenção ficam obrigadas a pagar o Auxílio Educacional no valor mensal de R$. 194,40 (cento e noventa e quatro reais e quarenta centavos) a todos os seus empregados que ingressarem ou que já estejam cursando o nível superior de ensino, ressalvadas condições e valores mais benéficos já praticados pelas cooperativas.

10-                                     AUXÍLIO FUNERAL – CLÁUSULA 17ª

As cooperativas pagarão aos seus empregados, auxílio funeral no valor de R$. 697,85 (seiscentos e noventa e sete reais e oitenta e cinco centavos) pelo falecimento de cônjuge e de filhos menores de 18 anos. No caso do empregado ser solteiro, o auxílio deverá ser concedido nas hipóteses de falecimento do pai e da mãe. Igual Agamento será efetuado também aos dependentes do empregado que vier a falecer. Em qualquer das situações será exigível a apresentação do devido atestado, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o óbito, mantida situação mais vantajosa já praticada pelas cooperativas.

11-  COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO E AUXÍLIO-DOENÇA

        ACIDENTÁRIO – CLÁUSULA 32ª - PARÁGRAFO QUINTO


Quando o empregado não fizer jus à concessão do auxílio-doença, por motivo de aposentadoria ou por não ter ainda completado o período de carência exigido pela Previdência Social, receberá a complementação salarial no valor de R$ 435,62 (quatrocentos e trinta e cinco reais e sessenta e dois centavos) e nas condições dos §§ 1º e 2º, desde que constatada a doença por médico indicado pela cooperativa.

 12- INDENIZAÇÃO POR MORTE OU INCAPACIDADE DECORRENTE  DE ASSALTO
    CLÁUSULA 36ª

Em conseqüência de assalto ou ataque, consumado ou não o roubo, a qualquer de sua(s) unidade (s), a empregados ou a veículos que transportem numerário ou documentos, as cooperativas pagarão indenização ao empregado ou a seus dependentes legais, no caso de morte ou incapacidade permanente, na importância de R$ 87.999,25 (oitenta e sete mil, novecentos e noventa e nove reais e vinte cinco centavos).

13-     REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL - CLÁUSULA 50ª

No período de vigência desta Convenção Coletiva de Trabalho, a cooperativa arcará com despesas realizadas pelos seus empregados dispensados sem justa causa durante a vigência dessa convenção, até o limite de R$ 795,27 (setecentos e noventa e cinco reais e vinte e sete centavos), com Cursos de Qualificação e/ou Requalificação Profissional, ministrados por empresa, entidade de ensino ou entidade sindical profissional, respeitados os critérios mais vantajosos.

14- MULTA POR DESCUMPRIMENTO DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO –
CLÁUSULA 52ª

Se violada qualquer cláusula desta Convenção, ficará o infrator obrigado a pagar a multa no valor de R$ 23,09 (vinte e três reais e nove centavos), por infração e por empregado, revertendo-se a importância a parte prejudicada.

15-                      COMPLEMENTAÇÃO DE PAGAMENTO - CLÁUSULA 54ª

As diferenças salariais e de outras verbas decorrentes desta Convenção, referentes aos meses de junho até a assinatura deste Termo de Revisão, inclusive as diferenças do auxílio cesta-alimentação e do auxílio refeição considerado o mesmo período, serão satisfeitas até o dia 30 do mês seguinte da assinatura deste documento.

PARÁGRAFO ÚNICO:
O disposto acima se estende aos empregados demitidos a partir de 02 de maio de 2011.

16- CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA DA CATEGORIA ECONÔMICA AO SINDICOOPERATIVAS, SINDICATO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - CLÁUSULA 56ª
Todas as cooperativas de quaisquer segmentos e ramos, conforme dispõe o § 1.°  desta cláusula, inclusive as de transportes em geral ou as que forem objeto de acordo específico assinado com o SINDICOOPERATIVAS, cujos segmentos estão inclusos e representados nesta convenção, localizadas na base territorial do Estado de São Paulo, de conformidade com o art. 513, letra “e”, da CLT, com a Constituição Federal, art. 8.°, incisos III e IV, recolherão para o Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA PATRONAL, conforme o previsto na Constituição Federal e em lei, no valor de R$1.107,00 (mil cento e sete reais).

PARÁGRAFO PRIMEIRO:
Esta convenção aplica-se a todas as cooperativas as de transportes/alternativos de pessoas em cláusulas sociais e econômicas somente localizadas no Estado de São Paulo, visto que as cláusulas que tratam das contribuições para o Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo são iguais, sem nenhuma alteração, seja em que aspecto for.

PARÁGRAFO SEGUNDO:
A contribuição de que trata esta cláusula deverá ser recolhida ao SINDICOOPERATIVAS por todas as cooperativas integrantes da categoria econômica sindical, mediante guias próprias de cobrança, com vencimento inscrito no mesmo boleto, conforme decisão da Diretoria do SINDICOOPERATIVAS.

PARÁGRAFO TERCEIRO:
Para os antecipados recolhimentos que vierem a ser efetuados até a data de vencimento constante do boleto, será concedido desconto de 38% (trinta e oito por cento), reduzindo-se, neste caso, seu valor para R$ 686,34 (seiscentos e oitenta e seis reais e trinta e quatro centavos), ou seja, com desconto de R$ 420,66 (quatrocentos e vinte reais e sessenta e seis centavos), podendo os descontos e os prazos ser reprocessados em casos de comprovado extravio e por solicitação do destinatário, aprovados pela Diretoria do SINDICOOPERATIVAS.

PARÁGRAFO QUARTO:
O atraso no recolhimento implicará multa de 10% (dez por cento) e acréscimo de correção monetária e juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, até a data do efetivo pagamento, sem prejuízo do ressarcimento de custas processuais e honorários advocatícios, adindo-se a correção e multa autorizadas pelo Poder Judiciário, estando, desde já, conforme decisório assemblear, determinada a cobrança judicial dos inadimplentes à Diretoria do SINDICOOPERATIVAS, para ingresso em Juízo.

PARÁGRAFO QUINTO:
Cessados os prazos de descontos insertos nos respectivos boletos de cobrança da Contribuição Confederativa PATRONAL, reintegrar-se-á o valor original de R$ 1.107,00 (mil cento e sete reais), para todos os fins em direito permitidos, inclusive demanda judicial, cujo ingresso ficou aprovado pela Assembleia-Geral Extraordinária do SINDICOOPERATIVAS.


PARÁGRAFO SEXTO:
Para a obtenção de certidões intersindicais negativas de débito, cada cooperativa deverá solicitar ao SINDICOOPERATIVAS, que emite o Certificado de Regularidade e que o continuará emitindo, o recolhimento devido à categoria econômica e aos sindicatos respectivos, o recolhimento devido à categoria profissional, as quais serão emitidas mediante consulta a ambas as sociedades sindicais responsáveis pela convenção ‘in casu’.

17- Contribuição Assistencial Patronal AO SINDICOOPERATIVAS, SINDICATO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - CLÁUSULA 57ª
Todas as cooperativas de quaisquer segmentos e ramos, conforme dispõe o § 1.°  desta cláusula, ou as que forem objeto de convenção específica assinada com o SINDICOOPERATIVAS, localizadas na base territorial do Estado de São Paulo, associadas ou não ao SINDICOOPERATIVAS, recolherão para o Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo Contribuição Assistencial Patronal no valor de R$1.107,00 (mil cento e sete reais).

PARÁGRAFO PRIMEIRO:
Esta convenção aplica-se a todas as cooperativas de transportes/alternativos de pessoas em cláusulas sociais e econômicas somente, localizadas no Estado de São Paulo, visto que as cláusulas que tratam das contribuições para o Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo são iguais, sem nenhuma alteração, seja em que aspecto for.

PARÁGRAFO SEGUNDO:
Para os antecipados recolhimentos que vierem a ser efetuados até a data constante do boleto de cobrança, será concedido desconto de 28% (vinte e oito por cento), reduzindo-se, neste caso, seu valor para R$797,04 (setecentos e noventa e sete reais e quatro centavos), ou seja, com desconto de R$309,96 (trezentos e nove reais e noventa e seis centavos), podendo os descontos e os prazos ser reprocessados em casos de comprovado extravio e por solicitação do destinatário, com aprovação da Diretoria do SINDICOOPERATIVAS, por delegação de competência da Assembleia-Geral do sindicato.

PARÁGRAFO TERCEIRO:
A CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL de que trata esta cláusula deverá ser recolhida ao SINDICOOPERATIVAS, mediante guias próprias de cobrança, cujo vencimento indicar-se-á no respectivo boleto. O atraso no recolhimento implicará multa de 10% (dez por cento), acréscimo de correção monetária e juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, até a data do efetivo pagamento, sem prejuízo do ressarcimento de custas processuais e honorários advocatícios, adindo-se a correção e multa autorizadas pelo Poder Judiciário, estando, desde já, determinada pela Assembleia-Geral Extraordinária do SINDICOOPERATIVAS, a cobrança judicial dos inadimplentes à Diretoria do sindicato, para ingresso em juízo.

PARÁGRAFO QUARTO:
Desde que as cooperativas tenham contribuído com suas mensalidades sociais ao SINDICOOPERATIVAS, poder-se-á cobrar ou não das associadas a este sindicato, representante da categoria econômica e signatário da presente Convenção Coletiva de Trabalho, a CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL, cujo recolhimento, porém, é obrigatório às não-afiliadas ao SINDICOOPERATIVAS, ou, ainda, reduzir-lhe os valores, concedendo-se substancial desconto, a critério exclusivo da Diretoria do Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo, o que lhe ficou delegado pela Assembleia-Geral Extraordinária, não sendo tais normas extensivas à CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA PATRONAL.

PARÁGRAFO QUINTO:
Cessados os prazos de descontos insertos nos respectivos boletos de cobrança da Contribuição Assistencial Patronal, reintegrar-se-á o valor original de R$1.107,00 (mil cento e sete reais), para todos os fins em direito permitidos, inclusive demanda judicial, para cujo ingresso há, desde já, a aprovação da Assembleia-Geral Extraordinária do SINDICOOPERATIVAS.

PARÁGRAFO SEXTO:
Para a obtenção de certidões intersindicais negativas de débito, cada cooperativa deverá solicitar ao SINDICOOPERATIVAS, que emite o Certificado de Regularidade e que o continuará emitindo, o recolhimento devido à categoria econômica e aos sindicatos respectivos, o recolhimento devido à categoria profissional, as quais serão emitidas mediante consulta a ambas as sociedades sindicais responsáveis pela convenção ‘in casu’.

18 -                                       DAS CONTRIBUIÇÕES - Cláusula 58ª
      O pagamento das contribuições Confederativa e Assistencial  não  exime do recolhimento da Contribuição Sindical a cooperativa, para a qual, em épocas próprias, será cobrada por meio das respectivas guias.

PARÁGRAFO ÚNICO:
Quanto ao movimento econômico lançado no balanço-geral aprovado em Assembleia-Geral Ordinária, de acordo com a Lei n. 5764/71, será aplicada a tabela constante do boleto de cobrança do referenciado tributo.

19- CONTRIBUIÇÃO ASSOCIATIVA AO SINDICOOPERATIVAS, SINDICATO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - CLÁUSULA 59ª
Segundo os critérios da Diretoria Executiva do SINDICOOPERATIVAS, poderão ser dispensados os recolhimento das contribuições Confederativa e Assistencial em favor da Contribuição Associativa, segundo os serviços oferecidos e prestados pelo sindicato, sendo o valor negociado, no momento da filiação, com cada cooperativa e sua situação socioeconômica.

PARÁGRAFO ÚNICO:
O pagamento das contribuições Confederativa e Assistencial (respectivamente, cláusulas 68 e 69 desta Convenção Coletiva de Trabalho) não exime do recolhimento da Contribuição Sindical as cooperativas as quais, em épocas específicas, serão cobradas por meio de guias próprias.

20 - DISPOSITIVOS DOS COOPERADOS EM ACORDOS COLETIVOS E SOLUÇÕES DE CONFLITOS ENTRE OS COOPERADOS E AS COOPERATIVAS - Cláusula 60ª
      A categoria profissional: econômica das cooperativas em geral é uma categoria que ainda causa pouco entendimento, por ter natureza ‘sui generis’, comparada com as demais conhecidas no Brasil. O cooperado é associado, autônomo, proprietário de uma quota-parte da cooperativa a que é associado, logo patrão de si mesmo e organizado em uma sociedade jurídica chamada cooperativa, para fins de cumprimentos legais. É, pois, uma sociedade de pessoas. Posto isto, esclarece-se a vontade assemblear dos cooperados. Estes não só autorizam, nesta cláusula, em cada caso e de acordo com suas peculiaridades, a discussão das condições de realizar um projeto, uma produção, etc., assinadas em convenção coletiva/acordo coletivo próprios com o tomador do serviço de determinado projeto e com a anuência do sindicato que os representa, ‘in casu’, o SINDICOOPERATIVAS, nos termos inciso VI do art. 8.° do capítulo II (DOS DIREITOS SOCIAIS) da Constituição Federal de 1988: “VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;”, mas também elegem, de conformidade com o disposto na Lei n.° 9.307/96, de 23 de setembro de 1996, o Centro Intersindical de Conciliação e Arbitragem do Estado de São Paulo (CENTRAARB), CNPJ n.° 05.394.328/0001-53, como órgão intersindical de conciliações, mediações e arbitragens para atendimento aos servidores das entidades sindicais e das cooperativas abrangidas por esta Convenção Coletiva de Trabalho, ocorrendo as conciliações no território do Estado de São Paulo, e as arbitragens, onde forem necessárias. Doravante, serão tomados os serviços do CENTRAARB para execução de compromisso, ratificando-se e alinhando-se a matéria, sobretudo, também nas soluções de conflitos que poderão surgir entre os cooperados e as cooperativas ou entre os prestadores e os tomadores de serviços, enfim, no universo cooperativo envolvente desta Convenção Coletiva de Trabalho. Faculta ao critério dos cooperados de determinado ramo comunicação e possível convênio com o sindicato representativo da outra parte. Esta cláusula autoriza uma complementação deste em convenção ou acordo coletivos, dirimindo pontos e matérias não-tratados nesta, em virtude das especificidades.

21-                                VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA  - CLÁUSULA 62ª

O presente instrumento coletivo de revisão das cláusulas, regras, disposições e condições de natureza econômica, vigerão por 01 (um) ano, de 1º de junho de 2011 a 31 de maio de 2012, sendo mantidas as demais cláusulas e correspondentes  parágrafos, incisos e alíneas expressos na Convenção Coletiva de Trabalho 2010/2012 firmada em 25 de agosto de 2010, com validade até 31 de maio de 2012.


São Paulo, 15 de Agosto de 2011.


Em nome próprio: FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DOS ESTADOS DE SÃO PAULO E MATO GROSSO DO SUL, e por procuração: SEEB DE CAMPINAS, SEEB FRANCA, SEEB DE JAÚ, SEEB DE MARÍLIA, SEEB DE PIRACICABA E REGIÃO, SEEB DE RIBEIRÃO PRETO, SEEB DE RIO CLARO, SEEB DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SEEB DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SEEB DE SOROCABA E SEEB VOTUPORANGA.


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                      David Zaia                                Tânia Mara Assis Sabino
                       Presidente      OAB/SP. 115.591


SINDICATO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINDICOOPERATIVAS.


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               Fernando Meirelles               Antônio Miranda Ramos
                   Presidente               Vice-Presidente Administrativo Financeiro 
           CPF 148.762.908-73           CPF 026.940.348-53                  


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Geraldo Volpe de Andrade
OAB/SP sob o nº 48.547