quarta-feira, 19 de outubro de 2011

CONVENÇÃO COLETIVA SERÁ ASSINADA NESTA SEXTA FEIRA

19/10/2011

Contraf-CUT assina nova convenção coletiva com a Fenaban nesta sexta

 
A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinam nesta sexta-feira, dia 21, às 14 horas, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2011/12 com a Fenaban, em São Paulo. O instrumento, válido para funcionários de bancos públicos e privados em todo país, é resultado da unidade nacional da categoria, da força da mobilização, cujo ponto forte foi a greve de 21 dias que paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal, e da capacidade de negociação do Comando Nacional dos Bancários.

Com a assinatura, os bancos terão prazo de até 10 dias, isto é, até o próximo dia 31 para o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que. prevê o crédito para cada funcionário de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 840,00,limitado a R$ 4.696,37, e ainda a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano de forma linear com teto de R$ 1.400,00.

Já as diferenças pela aplicação do reajuste nos salários, nos tíquetes-refeição e na cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro, deverão ser pagas até a folha de pagamento do mês de novembro.

A convenção coletiva garante reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e PLR maior, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

Além disso, os bancários conquistaram avanços sociais. Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral. Outra cláusula obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados após a assinatura da convenção coletiva em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até o dia 15 de dezembro.

"Conquistamos aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos", destaca. "Foi também uma importante vitória para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categoriais", aponta Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, "a assinatura concretiza as conquistas da maior greve dos bancários nos últimos 20 anos e significa mais um passo firme na luta dos trabalhadores por emprego decente".

Compensação dos dias parados na greve só começa a partir desta sexta feira.

A Contraf-CUT tem recebido consultas de vários sindicatos sobre a cláusula do acordo negociado entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban que trata dos dias parados na greve nacional dos bancários. A entidade informa que o tema foi discutido ao final da última rodada de negociação com os bancos, na sexta-feira, dia 14, quando ficou definido, após muita pressão do Comando Nacional, que a redação será a mesma do ano passado.

Desta forma, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2011/2012, a ser assinada nesta sexta-feira, dia 21, entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com a Fenaban, em São Paulo, estabelece que os 21 dias de greve nacional dos bancários, entre 27 de setembro e 17 de outubro, não serão descontados, mas compensados com até duas horas extras diárias, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, entre a data da assinatura até 15 de dezembro.

Conforme a cláusula, as horas extras realizadas anteriormente não poderão ser compensadas com os dias não trabalhados. Qualquer saldo remanescente após o prazo final será anistiado.

Fontes: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28454
http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28457

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CEF E BB - FIM DA GREVE EM TODO O PAÍS.

18/10/2011

Termina greve dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa em todo país

 
Crédito: Seeb Porto Alegre
Seeb Porto Alegre Assembleia dos empregados da Caixa encerra greve em Porto Alegre

Em assembleias realizadas nesta terça-feira (18), os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que ainda permaneciam em greve, decidiram aprovar as propostas da Fenaban e as específicas dos dois bancos federais, encerrar a paralisação e voltar ao trabalho.

Foi o caso dos funcionários do BB em Porto Alegre, onde a assembleia de segunda-feira (17) fora suspensa pelo SindBancários e remarcada para as 10h desta terça-feira. A proposta do BB foi aprovada e os trabalhadores retornaram suas atividades a partir das 13h nas unidades do banco.

Os empregados da Caixa, que haviam rejeitado a proposta da Fenaban e a específica da empresa na segunda-feira, também participaram de novas assembleias nesta terça-feira e decidiram aprovar as propostas e voltar ao trabalho.

Em Florianópolis, os bancários da Caixa se reuniram às 9h, aprovaram as propostas, encerraram a greve e depois reassumiram as suas funções no banco. Já em Porto Alegre e Belém, as assembleias ocorreram à tarde e a volta ao trabalho acontece a partir desta quarta-feira (19).

Houve também assembleias nas primeiras horas da manhã em vários sindicatos no interior de alguns estados, onde os trabalhadores também aceitaram as propostas, decidiram pelo fim da greve e pelo retorno ao trabalho.

Avaliação

"A aprovação das propostas coroa mais uma campanha vitoriosa dos bancários, em que enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Com unidade nacional, força da mobilização e poder de negociação foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Foi também uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda", ressalta Cordeiro.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. "Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", salienta o presidente da Contraf-CUT.

Outros bancos

Os funcionários do Banrisul também encerraram a greve em assembleias dos sindicatos nesta terça-feira, após a apresentação pela manhã de nova proposta específica do banco com avanços, durante negociação em Porto Alegre.

Ainda permanecem em greve os funcionários do Banco da Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco do Estado de Sergipe (Banese).


Fonte: Contraf-CUT

DESCONTO DIAS DE GREVE NO BANCO DO BRASIL - RESSARCIMENTO

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18/10/2011

BB ressarce nesta quarta o desconto dos dias de greve de setembro

 
Crédito: Seeb Rio
Seeb Rio Diante da aprovação da proposta da Fenaban, que prevê a compensação dos dias parados durante a greve nacional dos bancários, o Banco do Brasil confirmou ao coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Eduardo Araújo, que o desconto referente aos dias 27, 28, 29 e 30 de setembro será ressarcido nesta quarta-feira, dia 20, junto o crédito da folha de pagamento deste mês.

Araújo explica que, a exemplo de anos anteriores, o desconto dos dias de greve não foi novidade, pois isso tem sido feito em virtude do formato da folha do BB.

Já os dias de greve de outubro não deverão ser descontados. "O banco vai fazer a reclassificação das ausências referente aos dias de paralisação", esclarece o dirigente sindical.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS VITORIOSA

Companheiros,

À exemplo de outras bases sindicais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Bahia, Mato Grosso, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista, Dourados e Campina Grande, entre outras, aprovamos na manhã desta segunda feira  a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com retorno imediato ao trabalho.

Nossa greve foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos.

Coroada mais uma campanha vitoriosa dos bancários,  enfrentando um cenário econômico e político,  derrotando visão equivocada por parte dos banqueiros de não conceder aumento real nos salários e a imprensa difundindo tese, de que salário gera inflação.

Nacionalmente representados, poder de negociação  e mobilização,  arrancamos conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano,  valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança.

Com a proposta apresentada conquistamos reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400(reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

Há também avanços como:
. Combate ao assédio moral com nova cláusula proibindo a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas
. Observação à Lei Federal nº 7.102/83,  onde  obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários,  que deve ser realizado através de vigilantes.   
.Não desconto dos dias de greve, com a compensação em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro de 2011, eventual saldo após esse período será anistiado, à exemplo de anos anteriores.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. "Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", salienta o presidente da Contraf-CUT.
Parabenizamos todos os companheiros que aderiram à Greve Nacional dos Bancários.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA

Fenaban divulga prazos de pagamento da PLR e diferenças salariais

 
A Fenaban divulgou o prazo de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças salariais relativas aos meses de setembro e outubro, caso a proposta apresentada na sexta-feira (14) seja aprovada pelas assembleias dos sindicatos, que serão realizadas nesta segunda-feira (17), conforme orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT.

Veja os prazos para pagamento:

Antecipação PLR:
- até 10 dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

PLR:
- até o dia 1º de março de 2012.

Diferenças relativas aos meses de setembro e outubro:
- eventuais diferenças pela aplicação do reajuste de 9% no salário, nos tíquetes-refeição ou na cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro de 2011, serão satisfeitas até a folha de pagamento do mês de novembro/2011.

Clique aqui para ver a íntegra da proposta da Fenaban.

Confira o modelo da PLR pela nova proposta dos bancos:/b>

- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Isso significa um reajuste de 27,2% na parcela fixa da regra básica.

- Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 17.220,04

- Parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.800,00, representando um reajuste de 16,7% no teto. Os valores da parcela adicional não serão compensados com planos próprios de remuneração.

- Antecipação da PLR: 54% do salário mais o valor fixo de R$ 840,00, com teto de R$ 4.696,37, e mais parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre com distribuição linear entre todos os funcionários limitada a R$ 1.400,00.


Fonte: Contraf-CUT

domingo, 16 de outubro de 2011

ASSEMBLÉIA DE APROVAÇÃO DA PROPOSTA APRESENTADA PELA FENABAN

Companheiros, bom dia,

No link abaixo encontra-se a proposta feita pela FENABAN na última mesa de negociação, dia 14/10/2011.


Diante da proposta apresentada, segundo o Comando Nacional dos Bancários e nossa Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul,   indicam a aceitação da proposta, mas para isso teremos que ir na assembléia de segunda-feira e aprová-la.

Conto com vocês, pois é uma vitória e não tem outra negociação nem tão pouco intenção de mudança na proposta por parte dos banqueiros.

Lembramos que teremos aumento real, aumento PLR, aumento no Piso da categoria dentre outros ítens.

Aguardamos todos (as) nas "ASSEMBLÉIAS" às 09:00hs  nos lugares já determinados, ou seja:

VOTUPORANGA: Biblioteca Municipal, defronte CEF;
FERNANDÓPOLIS: Defronte estacionamento do Banco Itaú na Rua Rio de Janeiro;
JALES: Praça do Jacaré e
SANTA FÉ DO SUL: Praça Central Sales Filho, ao lado da Rua 14.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA          
Harley Ap.Vizoná  -  Presidente

sábado, 15 de outubro de 2011

PROPOSTA CAIXA ECONOMICA FEDERAL

15/10/2011

Proposta da Caixa inclui PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso

 
Em negociação realizada na noite desta sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. Além disso, o banco reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado.

Dessa forma, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17). "Avaliamos que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. É mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes", afirma Jair Ferreira, coordenador da CEE Caixa.

"É uma proposta que foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria, o que precisa ser valorizado. É importante evitar a armadilha de levar o impasse ao TST, cujas decisões de dissídios coletivos são sempre desfavoráveis aos trabalhadores, como ocorreu na greve dos bancários de 2004 e agora no julgamento da greve dos funcionários dos Correios", destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e membro da CEE Caixa.

A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

> Clique aqui para ver a proposta da Fenaban

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

Além disso, o banco concordou em repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela Caixa de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:

Saúde do trabalhador - ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum que os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.

Saúde Caixa - a proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.

Superávit - O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.

Auxiliares de serviços gerais - empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.

Representante no Conselho de Administração - o banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.

Crédito para calamidades - a Caixa propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.

CCV para Inativos - a proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a Caixa assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.

CCV específica sobre 7ª e 8ª hora - pela proposta, a Caixa e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empresados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.

Compensadores - a Caixa concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.

Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela Caixa para o empréstimo consignado.

Fonte: Contraf-CUT -  http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28398

PROPOSTA BANCO DO BRASIL

15/10/2011

Banco do Brasil cede à pressão da greve e apresenta proposta com avanços

 
Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde. O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

"Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso dos Funcionários do BB", defende Eduardo Araujo, Coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;
- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;
- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;
- VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;
- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;
- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;
- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;
- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;
- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;
- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;
- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);
- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;
- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e
- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28399

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PROPOSTA FENABAN 2011/2012

14/10/2011

Unidade da categoria conquista aumento real, valorização do piso e PLR maior

 
Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUT Nova proposta foi apresentada após 18 dias de greve nacional

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembléias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

> Clique aqui para acessar a íntegra da proposta da Fenaban

"A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 18 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A proposta adquire ainda mais importância porque representa a consolidação de uma política permanente de recomposição dos salários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra ainda que nas primeiras rodadas de negociação os bancos negavam a possibilidade de aumento real, alegando risco de alta da inflação, discurso que foi amplamente repercutido pela mídia. "Essa tese falsa foi derrotada. Conseguimos arrancar vitória econômica, com a melhoria do poder de compra dos salários e do piso, mas principalmente política. Os bancos tentaram vencer a categoria pelo cansaço, mas revertemos o quadro e saímos vitoriosos", afirma.

A conquista deixa clara a importância da consolidação da estratégia de unidade nacional da categoria. A campanha unificada, reunindo trabalhadores de bancos públicos e privados, vem sendo construída desde 2004 e cada vez mais se mostra como uma opção acertada da categoria, que reitera sua opção em todas as conferências e congressos. "Com isso, conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancos em todo o território nacional - fato único entre as categorias profissionais no Brasil", aponta o presidente da Contraf-CUT. Na avaliação do Comando, com a proposta apresentada, a Campanha Nacional 2011 se soma a essa trajetória de vitórias.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado

As negociações de temas específicos de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ocorrem ainda hoje e serão divulgadas em breve.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28395
13/10/2011

CUT intensifica luta contra projeto de terceirização dos empresários

 
A CUT é contra a proposta de terceirização assinada pelo empresário e deputado Sandro Mabel (PR-GO) e que, segundo o próprio parlamentar, teria recebido apoio das outras quatro centrais sindicais.

A CUT defende a proposta de regulamentação da terceirização que ajudou a elaborar e é assinada pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP).

Segundo Mabel, que preside a Comissão Especial criada para debater e elaborar estudos sobre os projetos de terceirização que tramitam na Câmara dos Deputados, já existe um acordo firmado entre parte das centrais sindicais e partidos políticos para votação do Projeto de Lei nº 4330 no âmbito dessa Comissão Especial e da Comissão de Constituição e Justiça. A afirmação foi feita durante a audiência pública realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, no último dia 5.

Pela proposta do deputado, fica permitida a terceirização nas atividades-fim e também nas atividades-meio no setor público e no privado, tanto rural quanto urbano. Mais que isso: a responsabilidade solidária foi retirada do texto.

Além disso, os deputados estabeleceram o enquadramento sindical da respectiva categoria prestadora de serviços, não considerando a natureza da atividade exercida, rebaixando os parâmetros da contratação do trabalho no Brasil e a organização sindical.

Os delegados e delegadas que participaram da 13ª Plenária Nacional da CUT, realizada entre os dias 3 e 7, em Guarulhos (SP), se posicionam veementemente contrários à proposta do deputado Sandro Mabel. Para os dirigentes CUTistas, trata-se, na verdade, de uma reforma trabalhista às avessas.

A CUT reafirma seu comprometimento com as premissas do PL nº 1621/2007, apresentado pelo deputado Vicentinho e também com a proposta bipartite construída pelas centrais sindicais e o Ministério do Trabalho e Emprego, encaminhado em 2009 à Casa Civil.

Os dirigentes e a militância CUTistas vão intensificar a mobilização de toda a base da central no combate à terceirização e suas conseqüências para os trabalhadores e ampliar a articulação com outros setores da sociedade para impedir a aprovação de quaisquer projetos que visem institucionalizar a precarização do trabalho no Brasil.


Fonte: Marize Muniz - CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28384

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

13/10/2011

Negociação com bancos não avança e greve nacional continua nesta sexta

 
Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT
Jailton Garcia/Contraf-CUT Com a força da greve, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13) as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. As negociações terão continuidade às 10h desta sexta-feira (14), quando a greve completa 18 dias em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

"A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve. A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.

Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.

Greve cresce

A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações específicas com bancos federais

Após as negociações com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações específicas buscando avanços para os trabalhadores. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas.

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28383

NOVA PROPOSTA DA FENABAN É CONSIDERADA INSUFICIENTE.


Negociações retomadas, nova proposta da Fenaban é considerada insuficiente

A Fenaban voltou a negociar hoje com o Comando Nacional dos Bancários. Os bancos apresentaram proposta de 8,4%de reajuste, com negociação posterior das demais cláusulas. A proposta foi considerada insuficiente pelos representantes da categoria.
Como a proposta foi considerada insuficiente, a orientação do Comando é pela continuidade da greve  com o reforço da mobilização.
As negociações serão retomadas nesta sexta-feira, às 10 horas. O Comando deixou claro que a principal reivindicação da categoria é o aumento real, com a valorização da PLR e do piso salarial.
As negociações serão retomadas nesta sexta-feira, às 10 horas .
A greve continua.

FINAL DA REUNIÃO COM FENABAN FICA PARA AMANHÃ, DIA 14/10/2011

Companheiros, boa noite

Conforme palavras do Diretor João Analdo,  da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que participou nesta data da mesa de negociação FENANBAN / COMANDO NACIONAL DOS BANCÁRIOS, "ficam suspensas as negociações até amanhã, dia 14/10/2011".
Portanto, amanhã deveremos
MANTER NOSSA PARALISAÇÃO ".

Harley Ap.Vizoná - Presidente

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

URGENTE - REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO NESTA QUINTA FEIRA, DIA 13/10/2011.

12/10/2011

Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quinta

 
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina. No entanto pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, mas pagam bônus milionários para seus altos executivos, os maiores do continente", aponta Cordeiro. Conforme pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Reunião do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28373

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Comando quer audiência com Dilma e Murilo Portugal sobre impasse da greve

 
Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUT Comando reúne sindicatos e federações de bancários de todo país

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), decidiu orientar os sindicatos de todo o país a fortalecer e ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, durante reunião ocorrida nesta terça-feira (11), em São Paulo. A paralisação, que completa 15 dias e é a maior dos últimos 20 anos, já ultrapassou o total de 9 mil agências e vários centros administrativos fechados de bancos públicos e privados em todo o país.

A Contraf-CUT solicitará audiência com a presidenta Dilma Rousseff para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve. Outra solicitação de audiência será encaminhada ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal. "Vamos cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

"Os bancos públicos federais fazem parte da Fenaban e podem assumir um papel fundamental para construir uma proposta decente, que atenda às reivindicações dos bancários", ressalta Carlos Cordeiro. "O governo federal precisa estar ao lado dos trabalhadores e da sociedade brasileira e cobrar dos bancos uma solução para a greve que fortaleça a política de distribuição de renda e de redução das desigualdades sociais que iniciou no governo Lula", enfatiza. Cordeiro afirma que os bancários também querem discutir com Dilma o papel dos bancos no Brasil e propor a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina, mas pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, porém pagam bônus muito maiores para seus altos executivos", afirma Cordeiro, lembrando pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso salarial da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

A Contraf-CUT remeterá também cartas aos presidentes dos seis maiores bancos do país e que participam da mesa de negociações da Fenaban (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, cobrando a responsabilidade de cada instituição na retomada do diálogo para construir uma proposta para as questões gerais dos bancários, bem como para as mesas específicas.

Protestos nesta sexta contra a ganância dos bancos

O Comando Nacional definiu ainda a realização, nesta sexta-feira (14), de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

"O papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009", aponta Carlos Cordeiro. "Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

10/10/2011

Sem nova proposta da Fenaban, greve cresce e para 9.090 agências no 14º dia

 
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo Paralisação da Agência Central do Santander, em São Paulo

Os bancários paralisaram 9.090 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, nesta segunda-feira (10), 14º dia da greve nacional da categoria. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A greve, que já é a maior da categoria nos últimos vinte anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias.

"Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf-CUT na última terça-feira (5) solicitando a retomada das negociações. "Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar", declara.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira (11), às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28342

GREVE COMPLETA DUAS SEMANAS

Greve completa duas semanas
Justa e legítima, mobilização por tempo indeterminado continua firme em agências e concentrações de bancos públicos e privados de São Paulo, Osasco e região


São Paulo – Uma nova proposta que contenha aumento real nos salários, PLR maior, valorização nos pisos e melhores condições de trabalho. Esse é o recado que os bancários, que completaram nesta segunda 10 duas semanas de greve nacional, estão enviando à federação dos bancos (Fenaban).

A paralisação por tempo indeterminado se manteve forte em São Paulo, Osasco e região com 812 locais de trabalho ficaram fechados, sendo 16 prédios administrativos, abrangendo 25 mil trabalhadores.

> Só falta você para aumentar a mobilização e fortalecer a greve

“A mobilização tem de seguir cada vez mais forte. Os bancários trabalharam o ano todo, se dedicaram e têm de ser valorizados”, destaca a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, orientando os trabalhadores a denunciar caso haja qualquer tipo de pressão ou ameaça. “Não aceitamos nenhum forma de retaliação dos bancos, sejam eles públicos ou privados. Nossa greve é legítima, justa e só está ocorrendo porque as instituições financeiras ainda não apresentaram proposta que valorize de fato os funcionários.”

A greve, que entra em sua terceira semana, segue forte em agências de diversos corredores na capital e de Osasco e região, além de concentrações como o Edifício Patriarca do Itaú Unibanco, São João e Verbo Divino, do Banco do Brasil, edifício Sé da Caixa Federal, entre outros.

Redação - 10/10/2011
10/10/2011

Comando Nacional se reúne nesta terça para avaliar greve dos bancários

 
Crédito: Seeb Brasília
Seeb Brasília O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira, dia 11, às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento, diante do silêncio da Fenaban em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria. A reunião será realizada na sede da Contraf-CUT (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista.

A greve começou no dia 27 de setembro e completa 14 dias nesta segunda-feira, dia 10, paralisando bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na última sexta-feira, dia 7, o movimento parou 8.951 agências e vários centros administrativos, segundo balanço da Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos de todo país.

"Vamos avaliar a força da greve, a maior dos últimos 20 anos, e procurar intensificar ainda mais as paralisações, a fim de quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados. Nós apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Os bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano e, por isso, eles têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender as justas reivindicações dos bancários", ressalta.

A paralisação começou após as assembleias dos sindicatos rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real. Desde o início da greve, nenhuma nova proposta foi feita pela Fenaban.

A categoria reivindica reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

"Queremos emprego decente", reitera o presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28331

sábado, 8 de outubro de 2011

07/10/2011

BB mente em seu site ao dizer que 'discussões ocorrem diariamente'

 
O Banco do Brasil voltou a mentir aos funcionários nesta sexta-feira (7) em informativo publicado em seu site oficial, dizendo que está negociando diariamente com representantes dos bancários. O banco já havia publicado a falsa informação nos comunicados dos dias 28 e 30 de setembro, assinados pelo Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri, negociador oficial do banco.

O comunicado de hoje afirma que o BB prossegue com a firme intenção de fechar o Acordo Coletivo 2011/2012. "As discussões ocorrem diariamente. Alternativas são colocadas em debate entre as representações dos bancários e a Fenaban, na busca da proposta final que seja fruto de acordo entre as partes e possa ser submetida às assembleias de todo o País", diz o informativo.

O banco simplesmente ignora que a última negociação aconteceu no dia 20 de setembro. Desde então não houve nenhuma mesa oficial entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e o BB. "Queremos que o banco pare de mentir. É muita irresponsabilidade uma empresa do porte do BB ter este tipo de comportamento. Não há nenhuma mesa oficial em andamento. A empresa joga com a desinformação e tenta enganar os trabalhadores. Uma atitude como essa tira o respeito e a credibilidade do banco. É um desrespeito ao trabalhador e à sociedade", afirma William Mendes, funcionário do BB e secretário de Formação da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT vem se manifestando publicamente, seja por seu site ou pela imprensa, que quer retomar as negociações, mas a resposta dos bancos tem sido apenas o silêncio. "Queremos negociar sim. Os bancos podem nos chamar a qualquer momento. O Comando Nacional está à disposição para conversar. Queremos propostas que contemplem as principais reivindicações aprovadas pela Conferência Nacional dos Bancários", destaca William.

A Contraf-CUT, inclusive, enviou uma carta à Fenaban na terça-feira (4) cobrando a retomada das negociações. Mas o silêncio tem sido a resposta dos bancos. "A Fenaban ainda não enviou resposta. Nossa contraposição é a intensificação da greve em todo o país", ressalta o dirigente sindical.

A mesa de negociações da Fenaban é formada pelos seis maiores bancos - BB, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC -, que representam 90% dos bancários do país e o BB é o maior deles. "O BB é um dos principais responsáveis pelo não fechamento de um acordo, já que é um dos mais importantes dentro da Fenaban", avalia William.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Esperamos também que o banco faça uma proposta para a pauta específica de reivindicações dos funcionários com avanços", salienta William.

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28323
Liminar proíbe Itaú de ato antissindical. Juíza da 4ª Vara
do Trabalho de Campinas atende pedido do Sindicato

A juíza Siumara Junqueira de Oliveira, da 4ª Vara do Trabalho de Campinas, concedeu hoje (7/10) ao Sindicato dos Bancários de Campinas e Região liminar em que proíbe o Itaú de atos antissindicais. O pedido do Sindicato foi apresentado após o Banco das famílias Sétubal, Vilella e Moreira Salles apelar para o recurso jurídico denominado Interdito Proibitório, visando impedir o exercício constitucional do Direito de Greve.
Em sua conclusão, a juíza diz: “Ante o exposto, determino ao requerente (Itaú, grifo nosso) que se abstenha da prática de quaisquer atos antissindicais, que possam obstaculizar o direito constitucional de greve, tais como impedir a permanência pacífica dos grevistas em frente às agências bancárias, a distribuição de folhetos informativos, o emprego de meios pacíficos de aliciamento de funcionários não-grevistas, práticas previstas no art. 6º da Lei 7.783/89, sob pena de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por ato de violação”. Em outros termos, o Itaú não pode ligar para o funcionário e convocar para entrar mais cedo no trabalho, mudar o local de trabalho e até arrancar os cartazes do Sindicato. “A decisão judicial deixa claro que o Itaú tem que respeitar o direito de greve. Inclusive disciplina a atuação do banco durante o movimento da categoria. O que representa uma importante conquista. Vitória mesmo. O tiro do banco saiu pela culatra”, analisa o presidente do Sindicato, Jeferson Boava. Diante desse novo quadro, “qualquer desrespeito do Itaú deve ser denunciado ao Sindicato”, destaca Jeferson.