sexta-feira, 16 de março de 2012

Contraf-CUT apoia mobilização nacional por isenção de IR na PLR no dia 22


A Contraf-CUT chama sindicatos e federações de bancários a participarem das mobilizações que serão realizadas na próxima quinta-feira (22), em conjunto com metalúrgicos, químicos e petroleiros, pela isenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O objetivo é pressionar os deputados para que aprovem duas emendas na votação da Medida Provisória (MP) nº 556/11, que entra em pauta na Câmara a partir do próximo dia 25 de março. As emendas são de autoria dos deputados federais Vicentinho (PT-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP) e garantem a isenção de IR sobre a PLR.

Em audiência ocorrida na quarta-feira (14), com a participação da Contraf-CUT e centrais sindicais, o relator da MP, deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) já se comprometeu a incluir as duas emendas no seu parecer. Mas isso não é suficiente.

"Hoje somente quem paga IR sobre a distribuição dos lucros é o trabalhador. As emendas, se aprovadas, irão melhorar a renda e incentivar o consumo, contribuindo para o crescimento econômico e social e abrindo caminho para uma reforma tributária que favoreça a sociedade e aponte para o desenvolvimento", aponta Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, que participou da audiência.

A mobilização é fundamental para aprovação das emendas. Para tanto, é importante a realização de manifestações e envio de cartas, e-mails e mensagens aos deputados.

Clique aqui para o envio de mensagens aos deputados.

"No Brasil, a distribuição de lucros e dividendos entre acionistas, assim como os ganhos especulativos, não pagam imposto. Por outro lado, o trabalhador, que tem de fazer um esforço enorme para conquistar uma PLR, tem de pagar imposto. Isso é uma injustiça", ressalta Artur Henrique, presidente da CUT. "Para fortalecer o mercado interno e crescer temos de por dinheiro no bolso do trabalhador", aponta.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dilma recebe centrais e diz que não vai permitir flexibilização da CLT


Crédito: CUT
CUTPresidenta pediu à equipe econômica para estudar isenção de IR na PLR

"No meu governo não vai ter reforma trabalhista. Nenhum ministro está autorizado a falar sobre isso ou propor qualquer coisa nesse sentido". Essa foi a afirmação mais enfática e determinante feita pela presidenta Dilma Rousseff depois de mais de três horas de reunião com representantes da CUT e das demais centrais sindicais, na quarta-feira (14), em Brasília.

A presidenta não fez comentários nem tampouco promessas sobre a pauta dos trabalhadores, cujos principais itens são: isenção do Imposto de Renda no recebimento de Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e abono salarial, aumento do valor das aposentadorias; fim do fator previdenciário, regulamentação da terceirização, o envio da convenção 189 ao Congresso Nacional e a ratificação das convenções 151 e 158, todas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e reajuste salarial dos servidores públicos.

Após a reunião, o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, afirmou que, como o governo não se comprometeu com a pauta dos trabalhadores, a única alternativa que resta é ampliar as mobilizações e manifestações de rua.

"Do ponto de vista concreto não tivemos resposta em relação à pauta dos trabalhadores. Continuaremos reivindicando e exigindo respostas que até agora não vieram", disse ele.

Na avaliação de Artur, se o movimento sindical não se mobilizar, se não pressionar, há riscos de retrocessos. "Os projetos de interesse dos trabalhadores continuam parados no Congresso Nacional. O que anda na Casa são projetos de interesse do governo e dos empresários", criticou o dirigente.

No caso do governo, disse o presidente da CUT, tem projetos discutidos e aprovados pelas centrais esquecidos nas gavetas dos ministérios. Um deles é a proposta que as centrais elaboraram para regulamentar a terceirização. Quanto à convenção 158, que veda a dispensa arbitrária é autoaplicável, basta o governo encaminhar ao Congresso para aprovação. Essa convenção internacional é um instrumento contra a dispensa imotivada que provoca alta rotatividade de mão de obra e precariza das condições de trabalho.

Quanto ao Congresso, continuou Artur, é preciso pressionar, fazer grandes mobilizações para que sejam aprovados Projetos de Lei, emendas e Medidas Provisórias de interesse da classe trabalhadora como o Fim do Fator Previdenciário e a isenção de IR na PRL.

Além disso, conforme Artur, é preciso cobrar dos parlamentares e exigir que se posicionem e trabalhem contra projetos como o de regulamentação da terceirização de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que foi relatado pelo deputado federal Roberto Santiago (PSD-SP), que conseguiu piorar ainda mais o original. Artur se referia ao substitutivo ao PL nº 4330 feito por Santiago que, na visão dele, é um retrocesso enorme na luta em defesa dos trabalhadores. "Uma reforma trabalhista disfarçada", como disse Artur para Dilma.

Foram exatamente as críticas dos sindicalistas quanto aos riscos de flexibilização da CLT que fez a presidenta fazer a afirmação mais contundente da reunião. Dilma garantiu que em seu governo não vai haver qualquer reforma trabalhista e desautorizou os ministros a propor qualquer coisa neste sentido.

Outro momento importante da reunião foi quando a presidente reconheceu que, de tanto ouvir os dirigentes sindicais cobrarem em contrapartidas sociais, acabou pensando melhor sobre o assunto e decidiu que vai começar a exigir isso dos empresários. Dilma disse que vai chamar empresários que recebem incentivos do governo para discutir investimentos privados. "Este é um papel que eles têm de cumprir", disse ela.

Um dos principais pedidos dos sindicalistas, a isenção do Imposto de Renda na Participação sobre Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores, foi recebido com simpatia pela presidenta. Quando os dirigentes sindicais reclamaram que a taxação só incide sobre os lucros distribuídos aos funcionários, e não sobre os donos das empresas, Dilma determinou que o tema seja estudado pela equipe econômica o mais rapidamente possível. O ministro Guido Mantega deve marcar uma reunião com os dirigentes sindicais para discutir o assunto.

Desindustrialização

Para a CUT, o problema está na política macroeconômica - taxa de juros elevada, câmbio desvalorizado e imenso superávit primário -, que anula os esforços setoriais da retomada da indústria.

Segundo Artur, não basta o Banco Central reduzir a taxa Selic, é preciso tomar medidas para diminuir as taxas de juros cobradas das pessoas físicas, dentre outras medidas que o governo precisa tomar. Neste sentido, os dirigentes da CUT propuseram ao governo fazer uma grande conferência, com representantes do governo, das instituições financeiras, do movimento sindical e da sociedade civil organizada para discutir o papel dos bancos públicos e privados, a administração do câmbio, o superávit primário, taxa de investimento dentre outros itens da pauta econômica que afeta a vida da classe trabalhadora.

Pela CUT, também participaram da reunião o secretário-geral Quintino Severo e a secretária da Mulher Trabalhadora, Rosane da Silva.


Fonte: Marize Muniz - CUT

GT do SantanderPrevi será instalado nesta sexta para discutir eleições


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloMobilização abriu caminho para debater um novo processo eleitoral

A Contraf-CUT, federações e sindicatos instalam nesta sexta-feira (16), às 10h, com o Santander o Grupo de Trabalho (GT) do SantanderPrevi, em São Paulo. Trata-se de uma comissão paritária com o objetivo de discutir, de forma conjunta, a possibilidade de alterar o processo eleitoral, suspenso no ano passado por decisão judicial depois de ações movidas por participantes.

"O GT está previsto na cláusula 33ª do acordo do Santander, que é aditivo à convenção coletiva, tendo sido uma das principais conquistas da campanha nacional de 2011", afirma o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

"Queremos construir um novo processo eleitoral, a exemplo do Banesprev, com democracia e transparência, garantindo o direito de candidaturas de participantes, com ampla e prévia divulgação", destaca o dirigente sindical.

Conforme o aditivo, o GT será composto por quatro representantes por parte das entidades sindicais e outros quatro representantes do Santander, contando com assessoria técnica quando necessário.

GT do Call Center

O Santander também confirmou a instalação do GT do Call Center, que contará com a participação do Sindicato dos Bancários de São Paulo e do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. A primeira reunião foi agendada para a próxima quarta-feira (21), das 10h às 12h, na capital paulista.

Fórum de Saúde e Condições de Trabalho

O banco ainda confirmou a retomada do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho, previsto na cláusula 22ª do aditivo. A reunião foi marcada para o próximo dia 10 de abril, das 14h às 16h, em São Paulo.

Comitê de Relações Trabalhistas

Já a data e o horário da reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), que deverá ocorrer no início de abril, ainda não foram confirmadas pelo banco.

Reunião da COE do Santander

Após a confirmação do CRT, a Contraf-CUT agendará também uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, visando preparar os debates com o banco e discutir outros temas de interesse dos trabalhadores.


Fonte: Contraf-CUT

Berzoini recebe Fórum contra Terceirização e concorda em ampliar debate


Crédito: Anamatra
AnamatraO Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização foi recebido nesta quarta-feira (14) em audiência pelo novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), em Brasília.

O objetivo foi discutir a tramitação da regulamentação da terceirização diante do projeto de lei substitutivo ao PL 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). O substitutivo, que teve como relator o deputado Roberto Santiago (PSD-SP), amplia e facilita o processo de contratação de terceiros pelos empregadores, ameaçando assim os direitos trabalhistas. O projeto aguarda parecer na CCJC.

"O Fórum apresentou posição contrária ao substitutivo e defendeu premissas para a regulamentação do tema, que são fundamentalmente: responsabilidade solidária entre tomadores e prestadores de serviços, a isonomia salarial e de demais direitos entre todos os trabalhadores e a proibição da terceirização na atividade fim das empresas", destaca Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, que participou da reunião.

Miguel explica que o Fórum solicitou ao deputado a garantia de um debate democrático dentro da CCJC durante o processo de tramitação do projeto, fato que não ocorreu na aprovação da matéria no âmbito da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp).

Berzoini assumiu compromisso de ampliar o debate. "O deputado afirmou que vai garantir um processo de discussão sem atropelos, de modo que toda a sociedade participe", ressalta Miguel.

O substitutivo aprovado representa na prática, avalia o dirigente da Contraf-CUT, uma verdadeira reforma trabalhista com a precarização de direitos do trabalhador, caminhando para aniquilamento do próprio direito do trabalho. "Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade. É um golpe contra o emprego decente, contra a CLT e contra a organização dos trabalhadores", aponta.

Também participaram da audiência o Sindicato dos Bancários de São Paulo, CUT, CTB, CGTB, Nova Central Sindical, Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho (ALJT), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Próximos Passos

Segundo Miguel, o Fórum agendará em breve reunião com o relator do projeto na CCJC, o deputado Artur Maia (PMDB-BA). Além disso, a ANPT e a ALIT devem encaminhar notas técnicas sobre terceirização, produzidas pelas entidades, para a CCJC.

O Fórum aproveitou a audiência e convidou Berzoini para o seminário acadêmico sobre terceirização, que acontecerá nos dias 12 e 13 de abril, no Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp, em Campinas.

Sobre o Fórum

A Contraf-CUT foi uma das entidades fundadoras do Fórum, idealizado após a audiência pública do TST sobre terceirização realizada no ano passado - a primeira audiência pública da história do Tribunal - e lançado em dezembro de 2011 na Câmara dos Deputados.

Além da Contraf-CUT, participam a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho (ALJT), o Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, o Dieese e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para os integrantes do Fórum, a ideia é ampliar o espaço de debate, para dar a exata dimensão dos impactos sociais da terceirização e, a partir dessa frente, pautar a sociedade sobre o tema.

Mesa temática de terceirização nesta quinta

Os bancários retomam nesta quinta-feira (15), às 15h, a mesa temática de Terceirização com a Fenaban, em São Paulo. A reunião deverá ser marcada, de acordo com Miguel, pela continuidade dos debates sobre call center.

"Queremos que os bancos apresentem de maneira objetiva o que consideram ser tarefas de call center e quantos trabalhadores estariam nestas atividades. E a partir destes parâmetros iniciais poderemos traçar as condições objetivas das propostas para a internalização dos serviços", explica o dirigente sindical.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 14 de março de 2012

Para aumentar lucro, Santander tem que melhorar condições de trabalho


O Santander Brasil espera um crescimento de 15% de seu lucro líquido neste ano e no próximo, informou Carlos Alberto Lopez Galán, vice-presidente executivo responsável por finanças, em reunião com investidores ocorrida na terça-feira (13), em São Paulo. A estimativa foi feita com base nas projeções de desempenho das receitas, custos e de expansão da carteira de crédito do banco espanhol. O Santander apurou lucro líquido de R$ 7,755 bilhões em 2011 (pelo padrão contábil internacional IFRS), aumento de 5,1% ante 2010.

"Para aumentar o lucro, o banco espanhol tem que melhor as condições de trabalho dos funcionários, pois há carência de pessoal, cobrança de metas abusivas, prática de assédio moral, insegurança e sobrecarga de serviço na rede de agências", rebate Ademir Wiederkehr, funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT.

"O crescimento do banco tem que passar pela valorização dos trabalhadores da ativa e aposentados, o que significa negociar e construir soluções para gerar mais empregos e atender as justas reivindicações dos principais responsáveis pelos resultados da instituição", salienta o dirigente sindical.

Novas estratégias do banco

As pequenas e médias empresas deverão ter papel de destaque na expansão pretendida. O segmento, de acordo com Galán, é o que apresenta maior potencial de crescimento no banco. "As pequenas e médias empresas serão os grandes beneficiados pelo processo de bancarização, além de nossa posição atual junto a essa clientela ser menor que a de nossos concorrentes", observou.

Para elevar a participação no chamado "middle market", a estratégia do Santander passa também pela oferta de serviço de "adquirência" (credenciamento de estabelecimentos comerciais e captura de transações com cartões de crédito e débito), mercado no qual concorre com Cielo e Redecard. "Temos grande aspiração de ser um importante jogador nesse setor", afirmou Galán.

A participação de 72% do segmento de varejo nas receitas do banco também está longe do ideal, na visão de Galán. A meta é alcançar um índice de 80%, mas não foi estipulado prazo para tal.

O nome do executivo que vai substituir José de Menezes Berenguer Neto na vice-presidência das operações de varejo do Santander deverá ser anunciado pelo "board" do banco até o fim deste mês. "Essa pessoa ficará mais próxima das agências e dos clientes", ateve-se a dizer Galán sobre a mudança em curso.

Desde julho do ano passado, o banco espanhol colocou em prática o projeto "Santander 3.1", que tem como meta transformar a instituição no primeiro banco de seus clientes em três anos. O projeto está sendo tocado por Juan Manuel Hoyos, que há duas semanas entrou para o quadro de vice-presidentes do banco.

Com um índice de Basileia de 19,9% no fim de 2011, o Santander pretende manter a atual política de distribuição de dividendos, equivalente a 50% do lucro (em IFRS), segundo Galán. Por conta das novas regras de Basileia 3, há a perspectiva de que os bancos passem a reter mais lucro para compor patrimônio.


Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico

Fórum contra terceirização se reúne nesta quarta com Berzoini


Crédito: Câmara Federal
Câmara FederalRepresentantes do Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização reúnem-se nesta quarta-feira 14 com o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), eleito recentemente presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara para o ano de 2012. Na pauta o PL 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia e facilita o processo de contratação de terceiros pelos empregadores, ameaçando assim os direitos trabalhistas. O PL aguarda parecer na CCJC.

O secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, participará da reunião. "A proposta do Fórum é solicitar a realização de uma audiência pública para debater a terceirização", adianta o dirigente sindical.

Luta

Criado em novembro de 2011, a partir da audiência pública no TST, como estratégia de luta contra a terceirização no país, o Fórum é formado por representantes dos trabalhadores, juízes, procuradores do trabalho e acadêmicos.

Entre as entidades que o compõem estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho (ALJT), o Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, o Dieese e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para os integrantes do Fórum, o PL do empresário Sandro Mabel é uma verdadeira ameaça aos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da história do país, hoje previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Precarização, discriminação e golpe contra emprego

"Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a tercerização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade", aponta Miguel.

"Trata-se de uma estratégia do empresariado de desmonte da CLT, um golpe contra o contrato de trabalho, contra o emprego e a organização dos trabalhadores", ressalta a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas.

Clique aqui para assinar a petição pública que se encontra disponível na internet.

Os representantes do Fórum apontam precarização, sofrimento, adoecimento e morte como os resultados da terceirização para os trabalhadores, já que os terceirizados ganham menos, têm jornadas de trabalho maiores e não gozam dos mesmos direitos assegurados aos empregados diretos.

O texto afirma ainda que, se aprovados, projetos como o PL 4330 ou seu substitutivo, de autoria do deputado Roberto Santiago (PSD-SP), agravarão essa situação já que permitem a terceirização em atividades essenciais da empresa e defendem a responsabilidade subsidiária da contratante, ou seja, a empresa contratante só pode ser acionada na Justiça após esgotadas todos os meios de execução contra a contratada. Além disso, não garantem a isonomia de direitos entre terceirizados e empregados diretos.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

terça-feira, 13 de março de 2012

Bancários voltam a Brasília para discutir PLR sem IR

Ao lado de metalúrgicos, químicos, eletricitários e petroleiros, Sindicato cobra isenção do imposto de renda
São Paulo – A isenção da cobrança de imposto de renda na Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores volta a ser debatida em Brasília. A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, fará parte de uma comissão que representa trabalhadores metalúrgicos, químicos, eletricitários e petroleiros em reunião com o relator da MP 556, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), para tratar da Emenda que determina a isenção. O encontro será na tarde da quarta-feira 14.

Juvandia ressalta que esse é um assunto prioritário para os bancários. “Essa isenção é mais uma medida que vai favorecer o crescimento da economia. Com mais renda, o consumo aumenta e melhora a geração de emprego, beneficiando toda a sociedade” explica a dirigente. “Quando recebem os dividendos, os acionistas são isentos do imposto de renda. E os trabalhadores exigem o mesmo tratamento.”

Além dessa Emenda, de autoria dos deputados federais Vicentinho (PT-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP), existem dois projetos de lei que buscam a isenção do IR na PLR dos trabalhadores: um deles do próprio Vicentinho e o outro do ex-presidente do Sindicato e deputado federal, Ricardo Berzoini (PT-SP).

“Vamos a Brasília defender a Emenda que trata da isenção e continuar atuando em outras frentes para garantir esse direito aos trabalhadores”, destaca Juvandia, informando que na próxima semana uma série de ações conjuntas entre bancários, metalúrgicos, químicos, eletricitários e petroleiros vão cobrar a PLR sem IR.

Fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=1031

Contraf-CUT vê retrocesso em propostas da Caixa para promoção por mérito

 
Crédito: Fenae
Fenae Empregados refutaram qualquer vinculação a metas

A Comissão Paritária da Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal reuniu-se nesta segunda (12) e terça-feira (13), em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013.

O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a 1º de janeiro deste ano.

A expectativa era de que, nesta reunião de dois dias, a primeira da Comissão Paritária neste ano, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a Caixa acabou por inserir dificuldades nas discussões.

Os representantes da Caixa apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior. Para a Contraf-CUT, muitas delas significam retrocessos. São os casos, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.

Pela proposta da empresa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ter a seguinte conformação: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linda de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.

Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.

A proposta da Caixa passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.

A Caixa ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.


Fonte: Contraf-CUT com Evando Peixoto - Fenae - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=29881

Contraf-CUT negocia PCR, saúde e bolsas educação com Itaú no dia 26

 
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam no próximo dia 26 as negociações com o Itaú Unibanco, em São Paulo. A rodada havia sido marcada inicialmente para o dia 16, mas foi adiada. Os trabalhadores discutirão o Programa Complementar nos Resultados (PCR) e as bolsas educação para 2012, bem como o plano de saúde, envolvendo problemas de convênios médicos.

"Recebemos o PCR de 2011, de acordo com os valores estabelecidos por dois anos em 2010. Chegou a vez de abrir os debates sobre os números do programa para 2012. Com lucros recordes ano após ano, o Itaú precisa negociar parâmetros que de fato tragam valorização para os principais responsáveis por esses resultados gigantescos, que são os funcionários do banco", destaca Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.

Na última negociação com o banco, no dia 10 de fevereiro, os trabalhadores entregaram ao banco a minuta específica de reivindicações dos funcionários, que possui nove itens: emprego, remuneração, combate às metas abusivas, saúde e condições de trabalho, segurança bancária, liberdade sindical, previdência complementar, plano de saúde e igualdade de oportunidades.

A minuta foi construída no Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais do Itaú Unibanco, realizado nos dias 14 e 15 de dezembro, em Nazaré Paulista (SP).


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=29873

Contraf aponta problemas no programa de metas do BB e cobra mudanças

 
Crédito: Seeb Brasília
Seeb Brasília Bancários criticaram individualização das metas nas carteiras de clientes

A Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorados pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, se reuniram nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.

Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.

Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência.

O coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, disse que o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.

Jornada de 6 horas

Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf-CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.

Saúde

Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.

Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.

Dia Nacional de Luta

A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.

"A participação dos funcionários na mobilização do dia 7 de março foi muito boa e é importante que todos os sindicatos preparem atividades que envolvam os bancários na luta por melhorias no banco", ressalta Araújo.

Nova reunião

Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=29882

segunda-feira, 12 de março de 2012

Contraf-CUT debate programa de metas do Banco do Brasil nesta terça

 
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam negociação permanente com o Banco do Brasil nesta terça-feira (13), em Brasília. O principal ponto de discussão será o Sinergia, novo programa de metas do banco.

"Na semana que passou fizemos reuniões em grandes agências para conversar com os bancários sobre questões a serem negociadas com o BB e o programa é uma das principais questões que preocupam os bancários", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

O banco mudou a forma de avaliação das agências e dos bancários. Até 2011, o acordo de trabalho era metrificador do resultado da dependência como um todo e era a referência para a parcela do módulo bônus da PLR.

"O BB mudou de um ano para outro o sistema que usa como referência para pagar parte da participação nos lucros e resultados, contratada com os bancários por meio de acordo coletivo com a Contraf-CUT, federações e sindicatos", salienta William.

O movimento sindical não tem concordância com a individualização de metas para avaliação dos trabalhadores em seus locais de trabalho, como define o novo programa. "Da forma como está configurado o programa, teremos dificuldades em negociar com o banco neste ano, principalmente se a empresa seguir fazendo mudanças que contrariam as proposições dos bancários", critica William.

"Vamos cobrar ainda a mesa de negociações sobre jornada de 6 horas, além de uma resposta do banco sobre a adesão da Cassi à Resolução 254 da Agência Nacional da Saúde, que regulamenta as coberturas mínimas dos planos de saúde. Também queremos negociação com o banco para a inclusão de todos os bancários incorporados na Cassi e na Previ, com igualdade de direitos dos funcionários, sejam eles pré ou pós 1998 ou de bancos incorporados", ressalta o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=29854

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dieese: apesar de mais escolarizadas, bancárias ganham 24,10% menos


As mulheres bancárias ganham em média 24,10% a menos do que os homens, apesar de serem mais escolarizadas. As informações são resultado do levantamento realizado pela subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Nos bancos privados, a disparidade de salários de mulheres e homens é maior. Neles a remuneração das mulheres é 29,92% inferior à dos homens, enquanto, nos bancos públicos, a diferença salarial média entre homens e mulheres é de 15,25%.

Nos bancos, as mulheres ocupam 48,48% do total de postos de trabalho, totalizando 234.203 mulheres empregadas. Nos bancos públicos, as mulheres representam 42,97% dos empregados e, nos bancos privados, são maioria entre o total de trabalhadores (53,05%).

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados

Brasil - 2010


Natureza Jurídica Estabelecimento
Feminino
No Trab.
Partic. %
Rem. Média
(R$)
Entidades empresariais estatais
94.125
42,97%
4.297,53
Entidades empresariais privadas
140.074
53,05%
3.485,47
Total
234.203
48,48%
3.811,79
Fonte: MTE/ RAIS
Elaboração: DIEESE - Subseção Contraf-CUT


Apesar disso, as mulheres que trabalham nos bancos têm maior escolarização que os homens, segundo a RAIS. No sistema financeiro como um todo, 71,67% das bancárias têm curso superior completo, contra 66,52% dos trabalhadores do sexo masculino. As diferenças salariais podem ser explicadas, segundo o estudo, pelo fato de as mulheres estarem concentradas em cargos na base da pirâmide, com as mais baixas remunerações.

As diferenças salariais entre homens e mulheres com doutorado chegam a 53,25% - enquanto o salário médio de um homem com doutorado é de R$ 12.595,93, o de uma bancária com o mesmo grau de instrução é de R$ 5.889,10.

Diferença entre a remuneração média de mulheres e homens (%)
Brasil - 2010. Clique aqui para ver o gráfico.

"O país está em pleno desenvolvimento econômico e, no setor que se diz mais moderno e socialmente responsável, não é possível que haja este tipo discriminação. Não dá mais para admitir estas diferenças, temos que romper este ciclo de desigualdade", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Ocupações

Mesmo ocupando quase metade das vagas, as mulheres estão em apenas 19% dos cargos de diretoria e mesmo assim ganhando menos do que os homens. As diferenças salarias entre homens e mulheres se mantêm em cargos de todos os níveis dentro do banco. Confira na tabela abaixo.

Ocupação
Homens
Mulheres
% de Mulheres
nº de trab.
Rem. Média
nº de trab.
Rem. Média
Diretores
1.929
23.688,10
455
18.936,18
19,09%
Gerentes
29.867
7.451,75
20.902
5.659,55
41,17%
Supervisores
9.122
4.036,15
8.894
3.320,81
49,37%
Escriturários e Técnicos Bancários
153.281
4.351,54
137.114
3.537,28
47,22%
Agentes, Assistentes e Auxiliares Administrativos
9.257
3.248,68
14.403
2.551,17
60,87%
Operadores de telemarketing e telefonistas
26.138
4.839,26
38.741
3.791,99
59,71%
Outros
19.300
6.287,95
13.694
4.938,32
41,50%
Total
248.894
5.022,22
234.203
3.811,79
48,48%


Menos tempo de casa

As mulheres são maioria entre os bancários nas faixas de idade entre 17 e 39 anos. A partir dos 40 anos, tornam-se minoria. Os dados revelam que os homens chegaram ao final de três décadas ocupando cerca de 17 mil vagas, quase o triplo dos 6 mil postos de trabalho das mulheres com mesmo tempo de casa. A saída precoce de mulheres dos bancos pode ser reflexo tanto da dificuldade de obterem promoções e de terem acesso a cargos de maior prestígio e remuneração, quanto da preferência dos bancos pela presença de jovens em seu quadro de funcionários.

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados, por faixa etária
Brasil - 2010


Faixa Etária
Entidades empresariais estatais
Entidades empresariais Privadas
Sistema Financeiro
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
18 a 24 anos
4.015
4,27%
2.125,44
24.212
16,06%
1.929,28
28.227
16,06%
1.957,18
25 a 29 anos
16.269
17,28%
2.950,20
35.808
25,88%
2.750,27
52.077
25,88%
2.812,73
30 a 39 anos
27.223
28,92%
3.602,09
44.174
31,94%
3.941,97
71.397
31,94%
3.812,38
40 a 49 anos
30.746
32,67%
5.127,35
28.720
21,21%
4.635,48
59.466
21,21%
4.889,80
50 a 64 anos
15.834
16,82%
5.813,64
7.126
4,71%
4.992,17
22.960
4,71%
5.558,68
65 ou mais
38
0,04%
5.690,61
34
0,03%
5.661,11
72
0,03%
5.676,68
Total
94.125
100,00%
4.297,53
140.074
100,00%
3.485,47
234.199
100,00%
3.811,84
Fonte: M.T.E/ RAIS
Elaboração: DIEESE - Subseção CONTRAF/CUT


"A preferência por jovem pode estar associada ao uso da imagem de mulher para venda de produto. Condenamos este tipo de prática, pois a mulher tem que ser valorizada por sua competência", avalia a dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 8 de março de 2012


 





 
O  meu nome é MULHER! 

No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão 
Mais tarde fui Maria 
Dando a luz Àquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria 
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade 
Mas sonhava com a igualdade. 
Muito tempo depois decidi: 
Não dá mais! 
Quero minha dignidade 
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista, 
Bancaria, Sindicalista, policial feminina, 
Operária em construção... 
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser 
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
 


Autora é Desconhecida,