segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caixa reduz juros em até 88%; taxa para carro chega a 0,98%Marina Novaes - Direto de São Paulo

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira, em São Paulo, um pacote de redução das taxas de juros para cheque especial e linhas de créditos voltadas para consumidores, além de micro e pequenas empresas. Segundo o banco estatal, as taxas anuais sofreram reduções de até 88%. PAra o financiamento de veículos, a taxa mínima pode chegar a 0,98% ao mês. Segundo pesquisa do Banco Central publicada na sexta-feira, é a segunda menor taxa do mercado para aquisição de veículos, atrás apenas do Banco GMAC, que oferece até 0,69% ao mês.

O lançamento do programa "Caixa Melhor Crédito" ocorre menos de uma semana após o Banco do Brasil também decidir derrubar as taxas para financiamento. Os bancos estatais atendem a um apelo do governo que espera que o corte agressivo nas taxas praticadas no setor público aumente a concorrência e impulsione os bancos privados a também derrubar estas tarifas.
Na avaliação do governo, isso irá estimular o consumo interno e aquecer a economia brasileira. O presidente da Caixa, Jorge Fontes Hereda, negou motivação política no anúncio. "Nós não estamos baixando os juros meramente em uma atitude política. Nós estamos baixando os juros porque acreditamos que essa é uma medida que vai fortalecer a Caixa e faze-la ganhar mercado. Em um ambiente de juros mais baixos, é fundamental que a gente tenha condição de sermos competitivos".
O anúncio de corte não inclui as linhas de financiamento para imóveis. Entretanto, segundo Hereda, a Caixa estuda reduzir as tazas de juros do segmento. "Habitação tem uma perspectiva que está sendo acompanhada, mas no momento não é possível anunciar uma decisão sem um estudo aprofundado", afirmou. Para 2012, a Caixa programou conceder R$ 300 bilhões em crédito, 24% a mais que o contratado em 2011.
Cheque especial
As taxas para clientes com crédito salário (que recebem pela Caixa Econômica) terão redução de 8,18% ao mês para 3,50%. Os demais clientes terão taxa máxima de 4,27% ao mês e mínima de 1,35%, dependendo do relacionamento. Todos os atuais clientes do cheque especial terão taxa reduzida ao máximo de 4,27% ao mês.
Cartão de Crédito
A Caixa reduziu em 40% as taxas de juros anuais no rotativo para os cartões Nacional, Internacional e Gold. Além disso, o banco lançou o Cartão Azul Caixa, com taxa do rotativo de 2,85% ao mês para clientes que recebem salário no banco. Clientes que contratarem esse novo cartão nacional terão taxas reduzidas de 12,86% para 2,85% ao mês - um corte de 87% na taxa anual.
Crédito Direto ao Consumidor (CDC)
A taxa anual foi reduzida de 5,40% para 3,88% ao mês. Para clientes com conta salário, a taxa do CDC foi reduzida 4,65% para 2,39%. De acordo com a Caixa, a redução pode representar uma economia de R$ 3.500 em um empréstimo de R$ 10.000 em 24 vezes, por exemplo.

Crédito Consignado
A taxa de balcão caiu de 2,82% para 1,95% ao mês. Para os convênios com empresas que operam com taxa mínima, as taxas também caíram para 1,20%. No consignado INSS, a redução foi de 2,14% para 1,80% ao mês. Nos prazos menores, a taxa é de 0,84%.

Financiamento de veículos
A taxa mínima foi reduzida para 0,98% ao mês, podendo ir até 2,25% de acordo com: prazo, cota de financiamento, idade do veículo e relacionamento do cliente.
fonte: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201204091443_TRR_SPE838047

Pressione parlamentares pela PLR sem IR

Trabalhadores devem enviar mensagens cobrando aprovação de emendas que assegurem isenção de imposto de renda na Participação nos Lucros e Resultados
São Paulo - “Parlamentar, aprovar emendas à MP 556 que isentam de imposto de renda a PLR dos trabalhadores é promover justiça social e tributária”. Essa é a frase sugerida pelo Sindicato para que seja enviada aos deputados federais, cobrando aprovação das emendas à MP 556 que isentam da cobrança do imposto de renda a Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores.

A campanha PLR sem IR foi lançada em 2011 por bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários e já contou, neste ano, com atos na Via Anchieta, na Avenida Paulista e em Brasília. O protesto mais recente ocorreu em 27 de março, na capital federal, onde deputados foram recepcionados por representantes das categorias e receberam dos trabalhadores material explicativo sobre os benefícios que a isenção pode proporcionar à economia do país.

> Clique aqui para mandar as mensagens

Proposta – O Sindicato também está no aguardo do posicionamento oficial dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que se comprometeram – em reunião no dia 21 de março – a responder à reivindicação dos trabalhadores.


fonte:  http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=1235

Depois de bater de frente com sua base política, Dilma agora encara os bancos privados

A Caixa Econômica Federal vai anunciar hoje um corte radical nas taxas de juros cobradas de seus clientes.
A CEF deverá ser mais agressiva ainda do que o Banco do Brasil, que anunciou na semana passada, entre outras reduções nas taxas de juros, uma queda para 3% ao mês no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial.
É grande a expectativa no Palácio do Planalto com o resultado desse movimento nos bancos públicos.
Aposta é que isso forçará os bancos privados a, enfim, diminuírem seus spreads (o lucro sobre os juros cobrados na praça), considerados muito acima do nível explicável.
A ordem da presidenta Dilma Rousseff à sua equipe econômica é de resistir a pressões dos bancos privados.
Se eles não baixarem os spreads, virão mais medidas por aí.
Depois de brigar com sua própria base política e ver a popularidade subir, Dilma acredita que chegou a hora de encarar o sistema financeiro.

fonte: http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/04/09/depois-de-bater-de-frente-com-sua-base-politica-dilma-agora-encara-os-bancos-privados/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Após cobranças, BB fará correção do VCPI

Medida era reivindicada pelo Sindicato e beneficiará funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa
São Paulo – Depois de sucessivas reivindicações do Sindicato, finalmente os bancários oriundos do antigo Banco Nossa Caixa terão a correção de 3% sobre a Verba em Caráter Pessoal de Vencimento Padrão (VCP-VP). A medida era reivindicada pelos representantes dos trabalhadores desde que o Banco do Brasil incorporou a instituição financeira em 2009.

Com a correção do VCPI os funcionários oriundos do banco público estadual passam a receber o percentual em todas as promoções por tempo de serviço.

O Banco do Brasil também comunicou à Comissão de Empresa dos Funcionários que, desde 29 de março, passou a desmembrar o VCP de Incorporação em VCP-VP e VCP de Adicional de Tempo de Serviço, corrigindo problema iniciado na incorporação da Nossa Caixa. O percentual será aplicado no VCP-VP retroativamente à data da primeira promoção recebida pelos bancários.

"A conquista dos funcionários obtida a partir das reivindicações do Sindicato garantirá mais isonomia aos funcionários do BNC neste período de pós-incorporação", destaca o diretor do Sindicato Claudio Luis de Souza.

Outros temas ainda pendentes da negociação de 13 de março entre o banco e a comissão de empresa são a adequação da Cassi à resolução 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS) e que as metas sejam discutidas com os funcionários e que não sejam individuais.

Leia mais
> Funcionários exigem fim das metas individuais no BB


Redação, com informações da Fetec-CUT/SP - 5/4/2012  -  http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=1246

Banco do Brasil anuncia diminuição dos juros

Instituição pública dá a largada na ofensiva do governo Dilma para baixar o spread do setor financeiro
São Paulo - O Banco do Brasil anunciou um plano de redução de juros e de aumento dos limites de crédito para pessoas físicas e para micro e pequenas empresas. Com o chamado BomPraTodos, a instituição pública inaugura a ofensiva do governo federal contra o spread praticado pelo setor financeiro no país, um dos mais altos do mundo.

Spread é a diferença entre o que os bancos gastam para captar recursos e quanto eles cobram dos clientes para emprestar esses recursos. Os novos valores entram em vigor no dia 12 de abril.

Anunciado nesta quarta-feira 4, um dia após o lançamento do pacote de governo com medidas para aquecer a economia e enfrentar da crise financeira mundial, o BomPraTodos prevê o aumento de R$ 26,8 bilhões dos recursos destinados ao crédito para micro e pequenas empresas,e R$ 16,3 bilhões para pessoas físicas.

> Governo anuncia ações para estimular a indústria
> Dilma defende redução do spread e juros bancários

Em nota o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, declarou: "Vamos reduzir os spreads, aumentar a oferta de crédito, estimular o uso consciente do crédito e ainda atrair novos clientes no contexto da Livre Opção Bancária."

A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, avaliou a iniciativa como positiva. “O governo cumpriu com o que havia acenado e iniciou um processo que deve forçar os bancos privados a também baixar seus juros para não perderem clientes para as instituições públicas. A Caixa Federal deve fazer o mesmo.”

Pessoa física – A nota do BB informa que será ofertada uma nova linha de financiamento de veículos para pessoas físicas com juros a partir de 0,99% ao mês. Segundo a direção do banco, haverá redução de 19% em relação aos valores atuais. Já as linhas voltadas à aquisição de bens e serviços de consumo terão juros médios reduzidos em 45%.

A aposentados e pensionistas da Previdência, o banco oferecerá empréstimo consignado com desconto na folha do INSS com juros de 0,85% a 1,80% ao mês. E para os clientes que recebem salário pelo BB haverá linha de rotativo do cartão de crédito com taxa mensal de 3%, hoje a taxa média é de 12,25% ao mês.

Empresas – O banco informou ainda que micro e pequenas empresas terão acesso a linhas de capital de giro com juros de 0,96% ao mês, redução de 15% sobre os valores atuais.

Os valores das vendas a prazo com cheques pré-datados, duplicatas e cartões de crédito poderão ser antecipados com encargos a partir de 1,26% ao mês. E anuncia outras facilidades para pessoa jurídica "de acordo com o nível de relacionamento entre cliente e o BB".

A Caixa Federal também deve fazer parte da iniciativa do governo para aumentar a competitividade do setor financeiro e, assim, forçar a queda dos juros bancários no país. Até o momento, porém, o banco não anunciou mudanças.


Redação, com informações da Folha.com - 4/4/2012 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=1239

Previc conclui pela realização de novos estudos no Plano II do Banesprev


Crédito: Augusto Coelho - Afubesp
Augusto Coelho - AfubespAudiência na Previc reabre diálogo com Santander

Após duas horas e meia de debates sobre a existência do serviço passado, os representantes da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), da Afubesp, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, da Anapar, do Banesprev e do Santander decidiram pela realização de novos estudos no Plano II. O objetivo será verificar a viabilidade de criação de uma proposta alternativa de reestruturação do plano, que solucione o déficit atual e evite novos déficits.

A audiência foi realizada na manhã desta quarta-feira, dia 4, em Brasília, e coordenada pelo diretor de Fiscalização da Previc, Manoel Lucena dos Santos.

A Previc decidiu pela suspensão do julgamento do recurso, e seus respectivos adendos, relacionado ao arquivamento da denúncia sobre o serviço passado apresentado pela Afubesp, Sindicato e demais entidades. Uma nova reunião foi agendada para o dia 6 de junho.

A presidente da Anapar, Claudia Ricaldoni, e o especialista em previdência complementar, Wanderlei de Freitas, consideraram o resultado da audiência positivo, por conta da reabertura do diálogo com a patrocinadora.

"Saímos do dilema de só poder contar com a Justiça e agora vamos voltar para a mesa de negociação, o que é muito bom", comenta o presidente da Afubesp, Paulo Salvador, que completa: "Lembramos que nossa intenção sempre será a de garantir as aposentadorias".

Também participaram da reunião o secretário-geral da Afubesp, Walter Oliveira, a diretora do Sindicato, Maria Rosani, a representante do Santander no Conselho Deliberativo do Banesprev, Maria Cristina Carvalho, o presidente do Fundo de Pensão, Jarbas de Biagi, e o atuário da Towers Watson, Valdiney Conde.

Maria Rosani avaliou o encontro como positivo na medida em que abriu espaço diálogo, onde se poderá buscar soluções para o déficit atual e evitar problemas futuros.


Fonte: Érika Soares - Afubesp

terça-feira, 3 de abril de 2012

CONVÊNIO PARA ASSOCIADO

UNIFEV - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOTUPORANGA

Aos Bancários Associados

Cursos ( exceto PÓS GRADUAÇÃO )

20% de desconto ( 14% de desconto do Programa UNIFEV e 6% de desconto na pontualidade do pagamento ) sobre o valor da parcela da semestralidade/anuidade.

Maiores informações na UNIFEV - fone: (17) 3405-9999 ( setor convênio )

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CONVÊNIO PARA ASSOCIADOS E DEPENDENTES

POSTO VM

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Lavagem completa R$15,00 ( carros de passeio ) - R$20,00 ( Pick-up e demais utilitários )

DESPESAS DO MÊS COM PAGAMENTO NO DIA 10 DO MÊS SEGUINTE.

Faça seu cadastro no POSTO VM e tenha todas as vantangens.

Maiores informações c/ Ayres no Posto.

Trabalhador que não teve contribuição recolhida poderá se aposentar


O trabalhador que teve vínculo empregatício, mas não teve as contribuições mensais recolhidas à Previdência Social deve ter o seu tempo de serviço reconhecido, para efeito de aposentadoria, segundo entendimento do presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Manuel Rodrigues.

O presidente do CRPS disse que para o reconhecimento do direito basta que o empregado apresente, quando for se aposentar, a Carteira Profissional, com a anotação do contrato de trabalho, com a data de entrada e de saída do emprego.

Outra prova importante que justifica o tempo de serviço do trabalhador para ser beneficiário da Previdência Social é a apresentação da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) que todo ano os empregadores têm que encaminhar ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Como a Rais só passou a existir a partir de 1976 e os dados são informados pelas delegacias regionais do Trabalho e inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais, quem trabalhou antes disso só terá como prova a Carteira Profissional.

Em reunião na semana passada no CNPS, Manuel Dantas destacou que "há uma cultura do trabalhador brasileiro de recorrer à Justiça quando tem qualquer problema com o Instituto Nacional do Seguro Social". Ele disse que a Previdência Social é o foro apropriado para resolver as questões com o INSS.

Segundo ele, recorrer ao Judiciário envolve demora nas soluções e alto custo para a União. De todos os precatórios pagos anualmente pelo governo, 85% envolvem ganhos de causa dos trabalhadores contra a Previdência Social.

O presidente do CNPS disse que vai lutar para melhorar a estrutura da área de recursos da Previdência, para agilizar a solução para o estoque de recursos que estão em tramitação. "Os trabalhadores pensam logo de saída em ir para a Justiça, porque não estão bem informados sobre as possibilidades de solução, no âmbito administrativo da Previdência Social".

Dantas disse que conta com o apoio do ministro Garibaldi Alves Filho para ampliar a estrutura do conselho de recursos. Ele lembrou que existem no país mais de 6 milhões de empregados domésticas que não têm carteira assinada. "Quando chegar a idade de aposentadoria, não terão como provar que trabalharam". Por isso chama a atenção para a importância de as donas de casa assinarem as carteiras de seus empregados domésticas, para que no futuro tenham proteção previdenciária.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2012

Contraf retoma Comitê de Relações Trabalhistas do Santander nesta terça


A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam nesta terça-feira (3), às 14h, o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) do Santander, em São Paulo. A pauta de reivindicações dos trabalhadores já foi encaminhada ao banco espanhol, incluindo novas demandas e também pendências de reuniões anteriores. Trata-se da primeira reunião do CRT em 2012.

Entre as propostas dos bancários, estão questões sobre melhoria das condições de trabalho nas agências, acesso às informações sobre emprego, denúncias de divulgação de rankings individuais, relatório sobre bolsas de auxílio-educação, auxílio-academia de R$ 90 para todos os funcionários, manutenção da assistência média para todos os aposentados e acesso ao portal de PH por parte de dirigentes sindicais e funcionários afastados, dentre outros pontos.

Clique aqui para ver a pauta de reivindicações.

"Esperamos que o banco traga respostas positivas para as reivindicações dos trabalhadores, que representem avanços para quem constrói dia a dia os lucros estrondosos da instituição, que atingiram R$ 7,7 bilhões em 2011, o que significou 28% dos ganhos mundiais do grupo", afirma o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Para ser o banco do juntos, como aparece na propaganda, o Santander precisa fazer a lição de casa, respeitando e valorizando os seus trabalhadores", aponta.

Reunião da COE do Santander

Nesta segunda-feira (2), às 10h, a Contraf-CUT realiza reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O objetivo é preparar os debates com o banco e acompanhar o andamento dos grupos de trabalho que foram instalados recentemente (SantanderPrevi e Call Center).


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 29 de março de 2012

STF vai julgar perdas da poupança nos planos econômicos em abril

 
O STF (Supremo Tribunal Federal) vai fazer uma sessão extraordinária em abril para julgar os processos envolvendo os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

As ações foram movidas por quem tinha conta na poupança aberta entre os anos de 1987 e 1991. Na época, os bancos fizeram mudanças na correção das cadernetas, passando a aplicar índices novos, determinados nos planos econômicos.

Os ministros vão decidir se os índices aplicados foram corretos ou não. Os processos estavam suspensos desde 2010 por decisão do próprio Supremo. A data exata do julgamento ainda não foi definida, mas será marcada para a semana logo depois da Páscoa, segundo o STF.

Número de processos pode chegar a 700 mil

O número de processos movidos para reaver as perdas dos planos econômicos é incerto.

Segundo o advogado especializado em direito bancário Alexandre Berthe, quando o STF fez a suspensão, apenas uma pequena parte deles estava na fase de execução -o que significa que os valores das perdas tinham sido devidamente calculados e estavam para ser pagos. Esses processos não foram suspensos e não serão afetados por uma nova decisão diferente.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) estima que a quantidade de processos que ainda precisam ser executados esteja entre 500 mil e 700 mil.

No ano passado, o STJ determinou que os índices de correção das cadernetas prejudicadas pelos planos seriam de 26,06%, no caso do Plano Bresser; de 42,72%, no caso do Plano Verão; de 44,80% para o Collor 1 e de 21,87% no caso do plano Collor 2.


Fonte: UOL Notícias - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30082

Na volta de Dilma, sai pacote de BB e Caixa com corte nos juros

 
Claudia Safatle e Edna Simão
Valor Econômico


O ministro Mantega reuniu-se ontem (28) com bancos para cobrar queda das taxas.O Banco do Brasil e Caixa vão anunciar o corte nas taxas de juros de todas as suas linhas de financiamento após o retorno da presidente Dilma Rousseff da viagem à Índia. É com essa iniciativa que o governo pretende forçar uma redução dos spreads cobrados pelos bancos privados.

Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tiveram uma reunião de duas horas com dirigentes dos maiores bancos privados do país e com os presidentes do BB, Aldemir Bendini, e da Caixa, Jorge Hereda, para discutir as razões pelas quais os juros básicos (Selic) já caíram 275 pontos e os spreads - diferença entre as taxas de captação e de aplicação - cobrados pelos bancos seguem em direção oposta, em franca elevação.

O encontro foi cercado de sigilo. Estavam presentes também os presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; do Itaú, Roberto Setubal; do Santander, Marcial Portela; e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. Todos entraram e saíram pela garagem do ministério.

O governo dispõe dos bancos públicos como instrumento de persuasão para convencer os bancos privados a reduzirem seus spreads sob o risco de perderem fatia do mercado, tal como ocorreu no pós-crise de 2008/2009.

O sistema como um todo, porém, amarga uma taxa de inadimplência elevada, de 5,8% - a mais alta desde 2009, quando o país estava em recessão, e essa é uma das principais justificativas dos bancos privados para elevar o custo do dinheiro.

Segundo dados do BC, em fevereiro a inadimplência (operações vencidas entre 15 e 90 dias) da pessoa física era de 7,6%, sendo 5,5% nos financiamentos para a compra de veículos, de 10,5% no cheque especial e de 5,6% no crédito pessoal. No crédito às empresas ela é menor, de 4,1%, sendo que as linhas onde a inadimplência é mais elevada são: desconto de duplicata (8,5%), desconto de promissória (6,8%) e operações de hot money (4,3%).

Entre as sugestões dos bancos está uma melhoria do sistema de garantias. Nesse sentido, são várias as ideias, como a de o governo permitir ao tomador de um financiamento dar, por exemplo, seu PGBL (plano de previdência) como garantia.


Fonte: Valor Econômico - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30073

Chapa Mãos Dadas pelo Banesprev vence eleição do Comitê Gestor


Crédito: Afubesp
AfubespBanespianos comemoram vitória da chapa Mãos Dadas pelo Banesprev

Terminou no final da manhã desta quarta-feira (28) a apuração dos votos da eleição do Comitê Gestor do Plano II do Banesprev, que foi realizada no Esporte Clube Banespa de São Paulo. Foram contabilizados 14.319 votos, via internet e correio.

Os três candidatos da chapa Mãos Dadas pelo Banesprev foram os mais votados: Vera Marchioni (3.254), Walter Oliveira (3.198) e Camilo Fernandes (3.063). Eles ficaram com as três cadeiras de titulares do colegiado.

"Essa vitória mostra o reconhecimento dos banespianos para o trabalho da Afubesp, das entidades sindicais e de várias associações de aposentados em defesa dos direitos dos participantes do Plano II do Banesprev e reforça ainda mais a luta pela cobrança do pagamento do serviço passado junto ao Santander", comemora o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Veja o resultado final:

Dijalma Alves de Carvalho - 1.317 - 9,20%

Marcelino José da Silva - 712 - 4,97%

Vera Marchioni - 3.254 - 22,7%

Jacira Miranda dos Santos - 941 - 6,57%

Camilo Fernandes - 3.063 - 21,39%

Walter Oliveira - 3.198 - 22,33%

Vera Saponara - 633 - 4,42%

Eliana Danza - 1.009 - 7,05%

Nulos - 26 - 0,18%

Brancos - 166 - 1,16%



Fonte: Érika Soares - Afubesp

quarta-feira, 28 de março de 2012

Encolhe a fatia de bancos estrangeiros no sistema financeiro do Brasil


Carolina Mandl
Valor Econômico


Os bancos estrangeiros voltaram no tempo no Brasil. Retrocederam quase uma década e meia em termos de participação de mercado, retomando patamares vistos logo após o desembarque do HSBC, que adquiriu o finado Bamerindus em 1996, segundo dados do Banco Central. A ignição dessa máquina do tempo são os desdobramentos da crise que Estados Unidos e Europa atravessam desde o colapso do banco de investimento Lehman Brothers, em 2008.

Os bancos estrangeiros perderam espaço para os locais nos principais indicadores da força de uma instituição financeira. "As matrizes, principalmente na Europa, passam por processos de desalavancagem. É natural que os bancos estrangeiros reduzam ou vendam operações em alguns países", diz Alexandre Albuquerque, analista de bancos da agência de classificação de risco Moody's.

Se considerado o patrimônio líquido, a fatia dos estrangeiros na soma total das instituições que estão no Brasil caiu de 33,62% para 19,17% nos últimos dez anos. Foi a maior redução entre os itens analisados pelo Banco Central: patrimônio, operações de crédito, ativos e depósitos. Nos empréstimos, a perda foi de 12,9 pontos percentuais, encerrando 2011 em 17,58%. (ver gráfico acima)

Não foram poucos os casos de debandada do Brasil. Com problemas na Escócia, o Royal Bank of Scotland (RBS) anunciou sua saída do país em outubro do ano passado. A notícia veio apenas quatro meses depois de o banco receber a licença para operar no país. O RBS avaliou que não seria prudente se comprometer com um novo investimento, em um momento em que a matriz precisava de uma injeção de capital.

O WestLB também já noticiou que, como parte de uma reestruturação dos bancos estatais da Alemanha, está colocando todos os seus ativos à venda, o que inclui a unidade brasileira.

Em recente entrevista ao Valor, Louis Bazire, presidente do BNP Paribas na América Latina, afirmou que daqui para frente o banco francês deve colocar mais ênfase nas operações que consumam menos capital no Brasil. "Estamos mais focados na desintermediação bancária. Para o cliente, tanto faz o meio como conseguirá o dinheiro." O executivo do BNP não descarta a venda de participação em alguns negócios que o banco tem no país, que incluem banco, financeira, distribuidora de seguros e até uma empresa de gestão de frotas.

O português Banco Espírito Santo (BES) vai na mesma linha de direcionar sua atividade para operações que não demandem capital, como gestão de recursos.

Mesmo Santander e HSBC, os dois principais bancos europeus de varejo com presença no Brasil, foram afetados pelos problemas da matriz. Apesar de bastante capitalizado no país, o Santander desacelerou nos últimos dois anos a expansão da carteira de crédito. Isso desagradou os investidores do banco, já que a instituição levantou R$ 13,2 bilhões em uma oferta de ações em 2009 com o objetivo de ganhar mercado no Brasil. O banco espanhol também vendeu uma fatia da subsidiária brasileira com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital na Espanha.

O HSBC, por sua vez, já tentou se desfazer de alguns ativos, como da financeira Losango e das carteiras de financiamento a veículos e de crédito consignado para não correntistas. Por enquanto, o banco ainda não teve êxito nessa estratégia, mas em diversos países como Estados Unidos e Polônia, o HSBC já vendeu operações.

Apesar dessa coleção de casos, a redução da presença dos estrangeiros no país não é um tema que tem preocupado o governo brasileiro até agora.

O Valor apurou que a interpretação da equipe econômica é que, de forma geral, apesar de estarem encolhendo, os bancos estrangeiros estão saudáveis no país, sem impor riscos ao sistema. Isso porque, ao mesmo tempo em que o patrimônio deles está se reduzindo, as operações de crédito também vêm perdendo espaço recentemente, sem criar um descompasso.

Um eventual problema poderia ser a concentração do crédito entre poucos bancos num mercado já bastante concentrado. Os quatro maiores bancos do país detêm 69,2% do mercado, e os dez maiores, 90%.

A avaliação, entretanto, é que a demanda por licenças de bancos asiáticos e americanos para operar no país possa compensar essa atual debandada.

Novos bancos nacionais também podem abocanhar esse espaço deixado para trás. O BTG Pactual, por exemplo, já afirmou que pretende ter uma atuação mais forte nas operações de crédito depois que levantar recursos com sua oferta iniciais de ações, prevista para acontecer ainda neste semestre do ano.


Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 27 de março de 2012

Trabalhadores voltam ao Congresso nesta quarta cobrar PLR sem IR


Representantes dos bancários, metalúrgicos, petroleiros, químicos e urbanitários vão ao Congresso Nacional, em Brasília, para cobrar dos parlamentares aprovação de proposta que isenta a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores brasileiros da cobrança de Imposto de Renda (IR). A mobilização será nesta quarta-feira 27.

Essa será a segunda vez, somente em março, que representações sindicais vão ao Congresso com a campanha PLR sem IR em pauta. No dia 14 de março, obtiveram do relator da Medida Provisória 556, deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), compromisso de que serão mantidas as emendas que estabelecem a isenção do imposto.

Na ocasião, o parlamentar informou que a votação do tema na casa deverá ocorrer a partir desta segunda-feira 26. A Contraf-CUT foi representada pelo secretário de Organização do Ramo Financeiro, Miguel Pereira.

Além do debate com Goergen, os trabalhadores reuniram-se com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Mais do que compromissos nos gabinetes, os trabalhadores mobilizam-se nas ruas não apenas para cobrar a aprovação da proposta, mas para esclarecer para a sociedade os motivos e as vantagens que a reivindicação traz para a economia brasileira.

Em março, manifestações tomaram a Rodovia Anchieta e a Avenida Paulista. "A isenção é justa e impulsiona a economia, pois o dinheiro será usado para o consumo de bens e serviços e consequentemente aumenta a produção, que gera demanda de empregos. Ou seja, alimenta o círculo virtuoso de crescimento", afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. A dirigente lembra ainda que a medida é uma questão de justiça, pois os executivos são isentos de IR quando recebem seus dividendos.

Incentivo

Renúncia fiscal é uma ferramenta constantemente usada pelo governo federal para aquecer a economia. Na segunda 26, Mantega anunciou a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos da linha branca. A desoneração estava em vigor desde janeiro do ano passado e acabaria no final deste mês. O benefício foi prorrogado por três meses, até o final de junho.

O ministro também retirou o IPI para a linha de móveis por três meses, até então o imposto era de 5%. As desonerações atingem também os revestimentos laminados, que tiveram a alíquota do imposto zerada, luminárias e lustres que passou de 15% para 5%, e os papéis de parede, de 20% para 10%.

Em contrapartida, os setores beneficiados não poderão demitir trabalhadores.

Pressione

Para pressionar os parlamentares, bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários devem enviar mensagens aos congressistas cobrando a aprovação. Para enviar uma mensagem a cada um dos parlamentares.

Clique aqui para enviar mensagens aos deputados.

O recado que o Sindicato sugere é: "Parlamentar, aprovar emendas à MP 556 que isentam de imposto de renda a PLR dos trabalhadores é promover justiça social e tributária".


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Contraf-CUT negocia com Itaú e critica reajuste no Plano de Saúde


Crédito: Maurício Morais
Maurício MoraisBancários condenaram aumento unilateral do convênio médico

A Contraf-CUT, federações e sindicatos reuniram-se nesta segunda-feira (26) com representantes do Itaú, em São Paulo, para discutir o Plano de Saúde. O novo diretor de Relações do Trabalho do banco, Marcelo Orticelli, e integrantes das áreas de Relações do Trabalho e do Plano de Saúde representaram a instituição financeira na negociação.

Os representantes do banco fizeram uma apresentação sobre a estrutura atual do Plano de Saúde, médico e odontológico e comunicaram o reajuste no plano. Cerca de 12% dos funcionários da ativa, que fizeram up-grade ou que têm agregados no plano, tiveram um reajuste de 14,91% na média. Já os funcionários aposentados a partir de 1º de janeiro deste ano tiveram um aumento de até 39% de reajuste.

"É muito ruim a postura do Itaú que, mais uma vez, comunicou um reajuste ao invés de negociá-lo previamente, prejudicando assim muitos dos seus funcionários da ativa e aposentados", avalia Wanderley Crivellari, integrante da coordenação da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.

Os dirigentes sindicais, acompanhados de técnicos do Dieese, discutiram os números apresentados pelo Itaú. A Contraf-CUT protocolou um documento solicitando uma série de informações sobre o Plano de Saúde, como quantidade de ativos, aposentados, assistidos, agregados, por faixa etária; sinistralidade por faixa etária; valor total das co-participações; dentre outros itens.

Próximos passos

A negociação sobre o Plano de Saúde deve continuar em data a ser agendada para a primeira quinzena de abril.

Outros pontos, como a PCR (Participação Complementar nos Resultados), auxílio-educação e as questões relativas ao emprego no banco, devem ser tratados em reuniões específicas que serão agendadas também no mês de abril.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bancários entregam propostas de eleições democráticas no SantanderPrevi


Os representantes da Contraf-CUT, federações e sindicatos que participam do Grupo de Trabalho (GT) sobre a elaboração de um processo eleitoral transparente e democrático no Santanderprevi entregaram nesta sexta-feira, dia 23, as propostas aos representantes do banco, durante a segunda reunião, em São Paulo. Trata-se de procedimentos bem diferentes do que os praticados atualmente.

Dentre os principais pontos apresentados estão a forma de divulgação do processo, prazos, formação da comissão eleitoral e, principalmente, uma abertura maior em relação à representação dos participantes nos colegiados da entidade.

"Além de buscarmos criar um processo eleitoral mais transparente, sugerimos também algumas adequações que irão possibilitar uma melhora significativa na gestão do fundo, no que diz respeito às boas praticas de governança", afirma Camilo Fernandes, diretor da Contraf-CUT e da Afubesp, que integra o GT.

"Temos hoje um bom exemplo no Banesprev, que é uma referência dentro do sistema de previdência complementar. Queremos que os participantes do Santanderprevi tenham possibilidade de ter dentro da entidade representantes eleitos em todos os cargos, a exemplo do que ocorre hoje no Banesprev", explica o dirigente sindical.

Na oportunidade, os representantes do banco fizeram uma breve explanação sobre os dados do Santanderprevi e, ao final da reunião, ficou acertado que as respostas a essas propostas serão trazidas no próximo encontro, que está agendado para o próximo dia 13 de abril.


Fonte: Contraf-CUT com Afubesp

domingo, 25 de março de 2012

Previc marca audiência sobre Plano II do Banesprev para dia 4 de abril

 
Reunião é convocada após assembleia que rejeitou equacionamento do déficit

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) marcou uma audiência com a Afubesp e entidades sindicais para o próximo dia 4 de abril, às 10 horas, em Brasília. A convocação, que ocorre uma semana depois da grande assembleia que rejeitou a proposta de equacionamento do déficil e manteve acessa a luta pela cobrança do serviço passado do Plano II do Banesprev junto ao Santander, foi recebida pela Afubesp nesta sexta-feira, dia 23.

"Vamos à Capital Federal cobrar da autarquia uma resposta sobre o recurso e os adendos, protocolados contra o arquivamento de nossa denúncia em relação ao serviço passado. Aproveitando a ocasião, vamos levar a informação do resultado da assembléia dos participantes e mostrar o quanto os banespianos estão preocupados com o destino do Plano II", afirma o presidente da Afubesp, Paulo Salvador.

A Afubesp também divulgou nesta sexta um comunicado aos participantes do Plano II. Confira:

Comunicado para o Plano II sobre desdobramentos da assembleia

Após o resultado esmagador de 95% rejeitando a proposta do Banesprev/Santander para equacionamento do déficit do Plano II, na Assembleia Extraordinária de Participantes, realizada no dia 17/3, muitos estão preocupados, principalmente com a forma de pagamento dos altos valores a serem cobrados.

Independente do resultado da assembleia, o débito referente à contribuição extraordinária será efetuado pelo Banesprev para os participantes assistidos (aposentados e pensionistas), e pelo Santander, para os participantes ativos, no dia 20 de abril.

A Previc, em decisão monocrática do diretor de fiscalização, indeferiu nossa denúncia para apuração do valor real do déficit do Plano II. A deliberação foi tomada após 50 dias do protocolo, e agora, após 70 dias recurso, a autarquia ainda não se manifestou, impedindo o início de qualquer demanda judicial.

No caso dos aposentados, os valores a serem pagos se iniciam em 2% para os salários mais baixos e chegarão até 20% no topo da tabela salarial. Esses percentuais serão cobrados apenas sobre o salário de complementação pago pela entidade. Lembramos que o último aumento salarial foi de 6,08%.

Para os ativos, o aumento da contribuição, em muitos casos, ultrapassará o percentual de 100% da contribuição normal. Quando atingir a condição de assistido, a regra muda.

No caso dos autopatrocinados a situação é mais complicada, pois já pagam a parte referente ao participante e patrocinador, agora irão pagar valores dobrados.

Os participantes ativos têm algumas opções, mas todas com perda de benefícios:

Participante Ativo: que ainda está com contrato de trabalho vigente pode migrar para o Plano III, levando apenas a sua reserva de poupança, pois a parte do banco ficará no Plano II. Consequentemente, ao se aposentar ele perderá parte da renda mensal.

Autopatrocinado: pode optar pelo Beneficio Proporcional Diferido (BPD). Caso o faça imediatamente, carregará parte do déficit, reduzindo a sua renda mensal. Pode ainda resgatar, portar para outra entidade, mas a sua reserva será sempre a de poupança, a parte de contribuição feita pelo banco fica no Plano II. Resultando em perda de benefício também.

Assistidos: Não há opção, o débito será efetuado por tempo indeterminado, ou até que o déficit desapareça.

Para todos os casos, o Banesprev aprovou linhas especiais de empréstimos visando financiar as dívidas dos participantes que não têm condições de arcar com a contribuição extraordinária. Porém, alertamos que está opção deve ser muito bem analisada por cada participante.

Ao nosso ver, a melhor opção no momento é aguardar os próximos desdobramentos, pois qualquer decisão individual poderá acarretar sérios problemas para o próprio participante. Isso porque na previdência privada as decisões são irretratáveis, exceto nos casos de decisões judiciais.

Diretoria da Afubesp



Fonte: Contraf-CUT com Afubesp - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30029

sexta-feira, 23 de março de 2012

Contraf-CUT critica reajuste do plano de saúde anunciado pelo Itaú nesta sexta


O Itaú divulgou nesta sexta-feira (23) em sua rede interna que reajustará os valores cobrados dos bancários no convênio médico. Os novos valores já serão cobrados no próximo pagamento, no dia 27 de março, e atingirão os bancários que tem agregados no plano (como pai e mãe) e quem fez upgrade.

A Contraf-CUT encaminhará uma carta ao Itaú criticando a decisão unilateral da empresa de impor o reajuste sem qualquer negociação com os trabalhadores e o movimento sindical. "Repudiamos a atitude do banco. É fundamental que haja um processo de negociação a respeito do tema, com a apresentação dos custos e justificativas da empresa para o reajuste", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Aposentados

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, tem recebido reclamações de sindicatos e federações em todo o país em relação ao convênio dos aposentados. Segundo as denúncias, os bancários que se aposentaram após 2010 estariam pagando um valor maior do que aqueles que se aposentaram antes dessa data.

"Não é justo que duas pessoas que se aposentaram na mesma empresa paguem valores diferentes pelo plano de saúde", sustenta Jair Alves, um dos coordenadores da COE Itaú. "Vamos cobrar do banco esclarecimentos e a correção dessa situação", finaliza.

Negociação

Os problemas no convênio médico serão discutidos com o banco em nova rodada de negociação, a ser realizada na próxima segunda-feira (26). Na reunião, a Contraf-CUT, federações e sindicatos darão início ao debate sobre a pauta de reivindicações entregue pelos trabalhadores ao banco no último dia 10 de fevereiro. Na ocasião, as partes definiram que a discussão começará por três temas: Participação Complementar nos Resultados (PCR) e auxílio-educação, além do plano de saúde.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 22 de março de 2012

Caixa anuncia login único e Contraf-CUT cobra fim da hora extra sem registro


Uma antiga reivindicação do movimento nacional dos empregados, a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos, começa a sair do papel. É que na próxima segunda-feira, dia 26 de março, há a previsão de que esse dispositivo esteja finalmente disponível no âmbito do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), conforme anúncio feito pela Caixa Econômica Federal na quarta-feira (21), em Brasília, durante rodada da mesa de negociação permanente com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorados pela Comissão Executiva dos Empregados do banco (CEE/Caixa).

A empresa informou, na ocasião, que o processo relativo ao login único está pronto, depois de ter passado por testes realizados por equipe técnica. O banco também assumiu o compromisso de corrigir qualquer irregularidade que for identificada no reloginho do Sipon, ao mesmo tempo que se negou a atender a reivindicação dos empregados de extinguir o registro de horas negativas, além do bloqueio de acesso motivado pela falta de homologação do gestor ou decorrente de hora extra não acordada.

Na reunião com os representantes do banco, a Contraf-CUT denunciou casos de atividades em algumas áreas que não são registradas no sistema. Essas situações têm levado a que empregados extrapolem com freqüência a jornada de trabalho, sem o registro correto, até em finais de semana. A Caixa ficou de apurar essas denúncias.

Ficou agendada ainda para o dia 3 de abril a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa.

Outros pontos

A questão de um novo formato para o Processo Seletivo Interno (PSI) também esteve em debate. A Caixa apresentou uma proposta de formatação do PSI, com base em quatro modelagens: específico, simplificado, banco de oportunidades e banco de sucessão. E revelou, no entanto, que o processo de recrutamento está voltado apenas aos empregados cadastrados e com os seus nomes publicados.

A CEE/Caixa deixou claro, por outro lado, que os PSIs hoje existentes apresentam vários problemas. Uma das situações mais recorrentes é a de gestores que discriminam empregados, sobretudo os mais antigos. Há ainda uma política nociva de estímulo para a disputa entre gerações, numa espécie de processos seletivos direcionados. A Caixa afirmou que não orienta essa política de disputa.

A representação nacional dos empregados reivindicou ainda, em relação ao preenchimento dos cargos comissionados, o respeito a uma seleção com critérios objetivos e o fim do prazo de cinco anos para a pontuação. A Contraf-CUT defende a adoção de critérios universais para o PSI, para possibilitar que todos os empregados possam dele participar. O banco ficou de analisar a viabilidade dessa reivindicação.

Funcef: contencioso jurídico

A CEE/Caixa voltou a solicitar, em caráter de urgência, uma solução para o problema relacionado ao contencioso jurídico na Funcef. Foi lembrado, por exemplo, que a Fundação responde hoje por mais de 17 mil ações judiciais, a maioria delas de cunho eminentemente trabalhista, decorrendo, sobretudo, de medidas unilaterais da patrocinadora, sem consulta aos participantes ou até aos órgãos de gestão da Funcef.

Foi lembrado que o crescente número de ações trabalhistas contra a Caixa, em processos que envolvem a Funcef, eleva as despesas administrativas e requer o provisionamento para possíveis perdas na Justiça, onerando resultados e provocando impacto direto na revisão dos benefícios. A representação nacional dos empregados reivindicou a busca de uma solução em curto prazo para esse contencioso jurídico, tendo em vista que o cenário é preocupante e aponta para um provável período de aporte de reservas, tendendo a ser prejudicial a todos os participantes, indistintamente.

A Caixa esclareceu que o assunto vem sendo alvo de estudo por parte de um grupo técnico, formado por representantes do banco e da Fundação.

Saúde Caixa

Foram dados informes sobre a recente reunião do GT Saúde do Trabalhador, na qual foi apontada uma solução para a destinação do superávit do Saúde Caixa, com o reconhecimento, por parte do banco, que despesas com auditoria dos serviços médicos e INSS dos credenciados pessoas físicas não podem ser debitadas na conta do plano de saúde, por estarem fora do crivo assistenciais e serem de responsabilidade exclusiva da empresa.

Para o exercício de 2012, a projeção estimada é de que o superávit chegue a R$ 65 milhões. A Contraf-CUT defende que esses recursos, ou qualquer outra sobra, sejam investidos preferencialmente na melhoria da cobertura e da rede credenciada. A representação nacional dos empregados também ficou de apresentar, em breve, uma proposta para melhorar efetivamente o Saúde Caixa, a ser elaborada por empresa especializada em plano de saúde.

A CEE/Caixa propõe também rediscutir a questão do Conselho de Usuários, composto de forma paritária. O objetivo, nesse caso, é viabilizar a principal atribuição do Conselho, que é acompanhar a qualidade do Saúde Caixa e oferecer subsídios ao aperfeiçoamento da gestão e dos benefícios, o que até agora não foi colocado em prática.

Foi reivindicada ainda uma maior valorização dos comitês de acompanhamento da rede credenciada. Há hoje 16 comitês, que não vêm conseguindo trabalhar adequadamente, por causa de dificuldades em acompanhar esse processo de credenciamento, com impactos na melhoria dos resultados.

Houve o debate sobre a necessidade da Caixa levar adiante o processo de adequação do Saúde Caixa ao rol de procedimentos mínimos da lei 9.566. O prazo dado pela Associação Nacional de Saúde (ANS) expira em agosto deste ano. A necessidade de ser apresentada proposta de revisão do sistema de custeio também foi debatida.

Como resultado da reunião do GT Saúde do Trabalhador, a Caixa irá tornar obrigatória a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) na suspeita da doença do trabalho, com o banco concordando ainda com a não obrigatoriedade de especificar a CID-10, o chamado Código de Diagnóstico, no atestado médico. Uma constatação: o empregado tem o direito de preservar o sigilo sobre seu diagnóstico.

CCV específica para a 7ª e 8ª hora

A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados. A proposta prevê um termo aditivo às Comissões de Conciliação Voluntárias (CCV) já existentes.

O compromisso assumido anteriormente entre as partes previa a implantação da CCV para os empregados em atividade que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica. A base é o mês de setembro de 2011, para que não haja prejuízos aos empregados. O processo deveria ter sido finalizado há mais de 90 dias e está demorando por responsabilidade da Caixa.

Modelo de atendimento

Continua ainda sob avaliação. Houve a experiência registrada em alguns pilotos, como no caso de Curitiba, e ajustes ainda precisam ser feitos, segundo a Caixa.

O banco, no entanto, não soube responder aos questionamentos alusivos ao descomissionamento de empregados. Na ocasião, a Contraf-CUT voltou a cobrar a contratação de pessoal, considerada fundamental para por fim à sobrecarga de trabalho nas unidades e à extrapolação da jornada sem registro correto.

Descomissionamento de caixas

Brasil afora, segundo denúncias apresentadas na mesa de negociação permanente, a Caixa vem instalando uma espécie de "Big Brother" nas agências, baseado no controle de atendimento de caixas. Esse processo já vem causando descomissionamento, o que caracteriza uma situação de assédio moral. Foi dado o exemplo da Superintendência Regional do ABC, em São Paulo, onde 10 caixas foram descomissionados sem qualquer justificativa plausível.

Ainda em São Paulo, segundo as denúncias, todas as SRs colocam em prática a campanha "Arrancada Caixa", estimulando ranqueamentos entre equipes, o que vem prejudicando o trabalho nas unidades. Em Belo Horizonte, há casos de equipes que são classificadas por cores, o que contraria a cláusula 35ª da Convenção Coletiva de Trabalho.

O movimento nacional dos empregados considera equivocada a cobrança por metas individualizadas. A Contraf-CUT possui uma proposta para combater as metas abusivas e cobra negociação com as empresas. Entre as ações previstas, está o fim das metas individuais, o que acabaria automaticamente com os rankings de desempenho.

A Caixa, por outro lado, reconheceu não ter propostas para resolver o problema, esclarecendo que o ranqueamento não faz parte da orientação dada pela direção do banco.

Compensadores

A CEE/Caixa voltou a reivindicar que todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques passem a ter o direito à incorporação do adicional noturno. A proposta da empresa é de que o beneficio seja usufruído apenas por aqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função.

A Caixa anunciou que, para ela, esse assunto está encerrado. Disse, por outro lado, que está facilitando o remanejamento desses empregados para funções semelhantes em unidades de ponta.

No tocante a essa questão, as entidades representativas denunciaram que, em São Paulo, há um grupo de empregados que ainda exercem a atividade de compensadores, apesar de não receberem pela função. No estado, são 28 empregados nessa situação, dos quais 10 ainda trabalham no turno noturno (até as duas e meia da madrugada), pois ficaram impedidos de incorporar a função ou de receber o adicional, tendo em vista que não completaram a exigência dos 10 anos. O relacionamento desse grupo com a chefia é difícil e, o que é pior, ninguém informa nada sobre como ficará a situação deles.

Carreira de TI

A Caixa informou que esse processo está concluído. As áreas já estão fazendo o dimensionamento, e há estudo para verificar como ocorrerá o provisionamento. Depois de aprovada pelo Conselho Diretor, a questão será apreciada pelo Ministério da Fazenda.

Aposentados

A Caixa informou ainda que, no último dia 9 de março, depositou a devolução aos aposentados do valor pago indevidamente por eles em relação à cobrança de tarifas bancárias e aos juros do cheque especial.


Fonte: Contraf-CUT