quinta-feira, 31 de maio de 2012

FUTEBOL - Final Quadrangular


Cai rendimento da poupança para depósitos novos com redução da Selic


Os depósitos em poupança feitos a partir desta quinta-feira (31) terão uma nova fórmula de remuneração. Com o corte na taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 8,5% ao ano, os poupadores vão passar a receber 5,95% ao ano de remuneração, segundo o diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac) Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Pela regra antiga, a remuneração anual é 6,17% . Ou seja, os depósitos feitos até hoje vão ter rendimento maior que o das novas aplicações. Para Oliveira, apesar da redução dos ganhos com a poupança, a alteração na regra de remuneração era necessária e traz benefícios. "A mudança beneficia todos, que poderão fazer operações de crédito com taxas mais baixas e, agora, é possível que os juros continuem caindo", disse.

A Selic serve de referência para outras taxas de juros. Quando a taxa básica cai, a tendência é a de redução dos juros cobrados nos empréstimos feitos pelas instituições financeiras.

A nova regra de remuneração da poupança foi anunciada no início do mês pelo governo. O objetivo é evitar a migração de investidores dos fundos de renda fixa para a poupança, com uma Selic menor. Esses fundos são formados por títulos públicos utilizados pelo governo na rolagem da dívida.

Com a queda da Selic, um fundo de investimento, a depender da taxa de administração cobrada pela instituição financeira, podia pagar menos do que a caderneta. Com isso, para que o BC tivesse mais espaço para cortar a Selic, sem reduzir a demanda por títulos públicos, foi necessário fazer mudanças na remuneração da poupança.

A alteração no cálculo do rendimento foi instituída pela Medida Provisória 567, válida desde o dia 4, e estabeleceu que, sempre que a Selic estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a forma de remuneração muda. Nesse caso, os depósitos serão corrigidos por um percentual correspondente a 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR), calculada todos os dias pelo BC. Atualmente, a regra é a TR mais 0,5% ao mês.

Após o anúncio das mudanças, os bancos passaram a emitir novos extratos com os saldos das cadernetas de poupança, para permitir aos clientes diferenciar os depósitos enquadrados nas novas regras e os antigos.

Vale lembrar que as contas abertas e os depósitos feitos nos dias 29, 30 e 31 têm como data de aniversário o dia 1º do mês seguinte. Portanto, depósitos efetuados nesta quinta-feira, por exemplo, terão a remuneração creditada na conta no dia 1º de julho. A caderneta de poupança não tem taxa de administração e é isenta de Imposto de Renda.

De acordo com dados do BC, mesmo após o anúncio das novas regras, a poupança continuou atrativa. Em maio, até o dia 23, os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 3,729 bilhões. Até agora, o maior registro de captação líquida (mais depósitos que saques) para meses de maio foi em 2010, quando ficou em R$ 2,12 bilhões. Em abril deste ano, o resultado positivo foi R$ 1,977 bilhão.


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Santander Brasil não está à venda, diz Marcial Portela ao Valor Econômico


Vanessa Adachi e Assis Moreira
Valor Econômico


O presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, é taxativo ao dizer que o banco não está à venda. "Não existe qualquer negociação para venda do banco e a matriz não quer vender", afirmou ao Valor, em referência a especulações recentes sobre negociações para venda do controle ou parte do banco no país. O Santander é o terceiro maior banco privado do país.

Em conversa na sede do banco, em São Paulo, o executivo descartou também uma venda de participação minoritária relevante. Portela chegou ontem de Madri, onde esteve reunido com Emilio Botín, o presidente do conselho do grupo, e Alfredo Sáenz, o executivo-chefe.

"O grupo não precisa de capital", argumentou o executivo. Além de ter atingido antecipadamente o novo patamar de índice de capital de melhor qualidade exigido pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), de 9%, o grupo deve ultrapassar o índice de 10% com a planejada abertura de capital do Santander no México, argumentou.

Da mesma forma, Portela disse que já está equacionada a necessidade de fazer provisões adicionais para a carteira de crédito imobiliário de ? 5 bilhões, uma exigência do Banco de Espanha. "Não é pouco, mas já está resolvido." Parte dos recursos já está reservada e outra será coberta com o resultado gerados neste ano, segundo explicou.

Agora, o banco aguarda a condução da auditoria que o governo espanhol fará em todos as instituições do país para diagnosticar a necessidade de novas provisões para as carteiras imobiliárias. Portela disse acreditar que não haverá problema para atender a eventuais novas exigências das autoridades.

Poucas horas depois de chegar a São Paulo, ontem, onde está morando desde o ano passado quando assumiu a presidência da subsidiária brasileira, Portela afirmou que a única intenção da matriz é vender uma pequena fatia de 1% a pouco mais de 2% do banco para atender à exigência da BM&FBovespa de que o banco atinja um "free float" mínimo de 25%, aplicável a companhias listadas no Nível 2 de governança da bolsa.

O grupo Santander tem hoje 75,61% das ações do Santander Brasil e, a rigor, precisaria vender fatia de 0,61% até outubro, quando termina o prazo para se adequar à regra. Segundo ele, no entanto, a fatia a ser vendida deve ultrapassar um pouco o mínimo necessário, para que o banco não volte a ficar desenquadrado em caso de uma recompra de ações.

Pelo tamanho do negócio, que pode atingir US$ 600 milhões se forem considerados fatia de 2% e o atual valor de mercado do banco, Portela explicou que o mais provável é uma colocação privada e não uma oferta pública. "Nosso desejo é fazer isso antes de outubro, se as condições de mercado forem favoráveis", disse. A instituição já solicitou à BM&FBovespa uma prorrogação do prazo, mas, segundo o executivo, não gostaria de recorrer à possibilidade.

Na mesma linha de argumentação, em Madri, fonte da diretoria do grupo Santander insiste que o objetivo no Brasil "é crescer, não vender" o negócio local. Diz que não tem sentido abrir mão de um negócio que dá certo e é fundamental na diversificação geográfica do grupo.

O Brasil representa 27% do lucro total do Santander, comparado a menos de 10% na Espanha. No total, a América Latina faz 52% do lucro do banco. A diversificação é vista como um "colchão de proteção" para ciclos econômicos diferentes, como a crise agora na Europa, enquanto nos emergentes a situação é bem mais confortável. A direção espanhola insiste que não precisa vender ativos e, se precisasse, não venderia no Brasil, onde tem 10% do mercado e as condições para fazer o banco de varejo que deseja.

A direção também chama a atenção para uma diferenciação dentro do sistema bancário espanhol. Várias caixas estão afetadas duramente pelos ativos imobiliários tóxicos. Já o Santander nota que no ano passado gerou 24 bilhões de euros de lucros antes de provisões e impostos, resultando em 6,4 bilhões de euros de lucro líquido.

Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ontem no fim da tarde Bradesco e Santander divulgaram comunicados ao mercado em que negam o teor de reportagem publicada no domingo pelo jornal "O Globo", sobre supostas negociações para venda do Santander ao Bradesco.


Fonte: Valor Econômico

Reunião entre centrais e governo sobre PLR sem IR ocorre nesta quinta


O Ministério da Fazenda transferiu a data da reunião com as centrais sindicais sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) sem Imposto de Renda (IR) para a manhã desta quinta, dia 31, em Brasília.

O encontro entre o ministro Guido Mantega, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e dirigentes sindicais estava marcado para as 18h desta quarta, dia 30, mas foi alterado por problemas de agenda.

A campanha pela isenção do IR na PLR foi lançada em novembro do ano passado por bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários e cobra do governo justiça tributária. Os ganhos dos acionistas das empresas não pagam IR.

O valor economizado pelos trabalhadores, livres da cobrança do tributo, ajudará a aquecer o mercado interno brasileiro e o desenvolvimento econômico do País.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

terça-feira, 29 de maio de 2012


Exigir cheque caução para atendimento médico de urgência agora é crime


O Diário Oficial da União publica nesta terça-feira (29) a lei que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico de urgência. A lei, de autoria dos ministérios da Saúde e da Justiça, altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro.

Atualmente, a prática de exigir cheque caução já é enquadrada como omissão de socorro ou negligência, mas não existia uma referência expressa sobre o não atendimento emergencial.

O Código Penal passa a vigorar nos termos do Artigo135-A acrescido ao Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, que estipula pena de detenção de três meses a um ano e multa para os responsáveis pela prática de exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer garantia, inclusive o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A pena pode ser aumentada até o dobro, se da negativa de atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resultar morte

Os hospitais particulares ficam obrigados a afixar, em local visível, cartaz ou equivalente, com a seguinte informação: "Constitui crime a exigência de cheque caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como do preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial, nos termos do Artigo 135-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal."

O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta lei, que entra em vigor hoje. A proposta foi apresentada pelo governo federal um mês após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, 56 anos, vítima, em janeiro passado, de um infarto depois de ter procurado atendimento em dois hospitais privados de Brasília. Segundo a família, as instituições teriam exigido cheque caução.


Fonte: Agência Brasil

Ações do Santander Brasil têm alta na Bolsa com rumor sobre acordo


FOLHA DE S.PAULO

Os papéis do Santander Brasil, terceiro maior banco privado do país, tiveram alta ontem de 4,49% na BM&FBovespa após os novos rumores de que a matriz espanhola negocia a venda parcial ou integral da operação brasileira para o Bradesco.

Procurado, o Santander informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que "não está à venda" no Brasil.

"Gostaria de esclarecer que tanto os concorrentes mencionados como nós negamos essa possibilidade enfaticamente. Tenham a certeza de que os rumores são totalmente descabidos", afirmou Marcial Portela, presidente do banco, em um comunicado para os funcionários.

Reportagem do jornal "O Globo" relatou no domingo que o banco espanhol estaria próximo de vender a operação brasileira ao Bradesco com objetivo de fazer caixa para a matriz espanhola atender as exigências de capital dos reguladores europeus.

Até então os rumores, publicados pelo jornal "O Estado de S. Paulo", diziam que o banco espanhol venderia uma participação para o Banco do Brasil.

Bradesco e BB também negaram a negociação envolvendo a subsidiária do banco espanhol.

Desde o fim do ano passado, o Santander tem sido alvo de rumores de que esteja vendendo a operação brasileira por causa da crise enfrentada na Espanha.

Para fazer caixa, o banco espanhol planeja abrir o capital de sua subsidiária mexicana, operação testada com sucesso no Brasil em 2009.

A expectativa é que o banco levante pelo menos US$ 3,75 bilhões com a abertura de capital no México.

O Santander está no Brasil desde 1957, mas ganhou força em 2000 com a compra do antigo Banespa.


Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Novas especulações apontam que Bradesco negocia compra do Santander


Depois das matérias divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre a tentativa do Santander de venda de fatia do capital no Brasil, o que foi negado pelo banco na sexta-feira (25), o jornal O Globo publicou notícia no sábado (26) afirmando que o Bradesco negocia a compra da subsidiária do banco espanhol.

A Contraf-CUT enviou carta na sexta-feira ao presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, solicitando uma reunião, dentro da maior brevidade possível, para tomar conhecimento dos fatos, diante da enorme preocupação entre funcionários e aposentados. Ainda não houve resposta do banco.

Veja a íntegra da matéria de O GLOBO:

Bradesco negocia compra do Santander no Brasil

O GLOBO
ECONOMIA - Aguinaldo Novo


Publicado: 26/05/12 - 23h26 - Atualizado: 27/05/12 - 1h22

O Bradesco está próximo de fechar a compra das operações do Santander no Brasil.

O negócio para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, passou a ser imperativo em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência.

Procurado pelo GLOBO, o Bradesco não quis comentar a informação, e nenhum representante do Santander foi encontrado. Se confirmada, a operação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil (BB).

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco. Já o BB fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos (por ora, é a única instituição latino-americana a atingir essa marca) e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido.

Negócio ajudaria a capitalizar matriz

A princípio, os controladores do Santander dizem não ter a intenção de deixar completamente suas operações no Brasil, que hoje responde por mais de 30% do resultado global do grupo. A primeira informação que circulou no mercado dava conta do interesse do Santander de abrir mão de uma fatia entre 30% e 40% do seu capital no Brasil. Considerando as estimativas feitas por alguns executivos sobre o valor do banco (entre R$ 100 bilhões e R$ 160 bilhões, neste caso incluindo o ágio pago na aquisição do antigo ABN Amro/Real), a transação poderia chegar a R$ 64 bilhões.

O Banco do Brasil estava entre os principais interessados e vinha negociando com a instituição espanhola. Mas as conversas esbarraram na falta de acordo sobre preço. Não se descarta no mercado a hipótese de o Bradesco, que é apontado até agora como a instituição com mais chances de fechar a negociação, abocanhar o controle total.

- Não vejo o Bradesco como minoritário no negócio. Antes de ser vendido para o Itaú, o Unibanco chegou a negociar com o Bradesco e a proposta colocada na mesa era uma administração compartilhada. O Bradesco não aceitou na época - disse um desses executivos a par das conversas.

Bradesco e Santander iniciaram negociações há pouco menos de oito meses, mas as conversas ganharam velocidade nos últimos dois meses. Uma das propostas é a troca de ações entre os bancos, que asseguraria ao Santander a liquidez almejada para capitalizar sua operação na matriz.

Se confirmado, o negócio ainda terá que ser aprovado pelo governo. Comunicado sobre as negociações, o governo manifestou de início preocupação com o aumento de concentração de mercado. Mas o Banco Central já manifestou a alguns interlocutores o receio de que as dificuldades enfrentadas pelo Santander na Espanha possam contaminar as operações no Brasil. Por isso, não colocaria obstáculos a um eventual acordo.

Esta semana, as ações do BB caíram após rumores de que o banco estaria interessado em adquirir a participação no Santander. O interesse pela aquisição de 49% do banco espanhol, no entanto, teria sido vetada pela presidente Dilma Rousseff, segundo o jornal "Estado de S.Paulo".

Segundo o jornal, Dilma teria determinado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que suspendesse as conversações. A presidente teria visto no negócio o aumento da concentração do setor, num momento em que o governo, em sua cruzada pela redução dos juros bancários, busca uma maior concorrência entre os bancos.

Santander fez várias aquisições no país

Desde sua entrada no mercado brasileiro, em 1957, o Santander fez aquisições de bancos de médio porte. Em 1997, o Grupo Santander comprou o Banco Geral do Comércio, mudando o nome da instituição para Banco Santander Brasil. No ano seguinte, adquiriu o Banco Noroeste e, em 2000, o Meridional, com a subsidiária Banco Bozano, Simonsen.

Em 2007, o Santander Espanha participou de um consórcio com Royal Bank of Scotland e Fortis para comprar o controle do capital do ABN Amro, que controlava o Banco Real. A operação foi aprovada com ressalvas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No ano seguinte, um acordo com o Fortis deu ao Santander a administração do ABN Amro no Brasil. O Santander Espanha também assumiu o controle do Banco Real, quarto maior banco privado do país em ativos. E, em 2009, o Real foi incorporado ao Santander Brasil e extinto como pessoa jurídica. Segundo o site do Santander, a incorporação está pendente da aprovação do Banco Central do Brasil.


Fonte: Contraf-CUT com O Globo

Após especulações, Santander Brasil diz que não está à venda


O Santander Brasil negou na sexta-feira, dia 25, relatos divulgados pela imprensa de que está estudando a venda de uma fatia minoritária a um competidor no País. "O Banco não está à venda", disse a assessoria de imprensa da instituição.

Nos últimos dias têm surgido especulações de que a matriz espanhola do Santander estaria analisando a venda de uma participação de até 40% na unidade brasileira, ou para o Banco do Brasil ou para o Bradesco.

Na quarta-feira, dia 23, o Banco do Brasil negou os rumores de que estava em conversas para comprar uma fatia no Santander. E o Bradesco disse que não comenta especulações do mercado.

Segundo dados da empresa de pesquisa Austin Rating, o Santander Brasil tinha R$ 423,7 bilhões (cerca de US$ 212 bilhões) em ativos no fim de 2011, o que o deixa no quinto lugar na lista dos maiores bancos brasileiros.

As informações são da Dow Jones.


Fonte: O Estado de S.Paulo

sábado, 26 de maio de 2012

Contraf-CUT entrega reivindicações específicas ao Santander em 5 de junho

 
A Contraf-CUT, federações e sindicatos entregam no próximo dia 5 de junho, às 9h, a minuta de reivindicações específicas ao Santander, em São Paulo, com o objetivo de renovar o acordo aditivo à convenção coletiva dos bancários e o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS). No mesmo dia, após a entrega da pauta, será realizada a primeira rodada de negociações.

Trata-se do único banco privado que assina um aditivo com as entidades sindicais, com avanços econômicos e sociais. Entre as principais conquistas, destacam-se as 2,3 mil bolsas de estudo para graduação, o intervalo de 15 minutos dentro da jornada de seis horas, a estabilidade provisória para pais adotivos e a ampliação do horário para amamentação, licença para exames pré-natais e a garantia de acesso dos dirigentes sindicais a todas as unidades do banco.

Para elaborar a minuta, apesar do tempo reduzido, a Contraf-CUT orienta os sindicatos a buscar a participação dos trabalhadores, com o objetivo de apontar prioridades e novas propostas, através de questionários, reuniões nos locais de trabalho e consultas online.

As propostas dos funcionários deverão ser levadas pelos dirigentes sindicais para a reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, que será realizada no dia 4 de junho, às 9h30, no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo. "Vamos definir a minuta de reivindicações específicas dos trabalhadores que entregaremos ao Santander, buscando ampliar as conquistas, como forma de valorização para quem produz os melhores resultados do banco em todo mundo", afirma Maria Rosani, coordenadora da COE do Santander.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30720

Bancários paralisam Bradesco por práticas antissindicais em Dourados

 
Trabalhadores denunciaram ataques do banco ao direito de organização sindical

As agências Centro e Prime do Bradesco, situadas na Avenida Joaquim Teixeira Alves, em frente à Praça Antônio João em Dourados, permaneceram fechadas durante toda esta sexta-feira (25), em Dourados (MS). A atividade foi um protesto dos trabalhadores frente às praticas antissindicais que vem ocorrendo na agência Centro deste banco. Como no prédio funciona também uma Agência Prime, esta igualmente ficou sem expediente.

A paralisação ocorreu para chamar a atenção e denunciar a população em geral que as práticas antissindicais afrontam o direito da organização sindical e que, embora condenáveis, vêm sendo reiteradamente exercitadas no Bradesco em Dourados. Fato esse já denunciado pelo Sindicato dos Bancários ao Ministério Público do Trabalho.

Como exemplo da prática antissindical nesta agência, o Sindicato citar a discriminação de dirigentes sindicais, pressões para desfiliações e, durante a última greve da categoria, convocação de funcionários para começarem a laborar na referida agência ainda de madrugada, burlando, inclusive, o plano de segurança da agência e, com isso, colocando em risco a vida dos trabalhadores, na vã tentativa de desestabilizar o movimento paredista aprovado democraticamente em assembleia pelo conjunto dos trabalhadores.

O fechamento das unidades pelos bancários só aconteceu depois de esgotadas todas as tentativas do Sindicato de solucionar o problema através do diálogo, com reuniões em Campo Grande e em Dourados, com a Gerência Regional do Bradesco para tratar do assunto. Esse, mesmo tendo se comprometido a resolver o problema, até o momento não tomou nenhuma medida concreta nessa direção.

A paralisação contou, também, com o apoio dos companheiros do Sindicato dos Vigilantes, que não mediram esforços para estarem com os bancários na frente da agência durante todo o dia.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Dourados - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30723

Contraf-CUT quer reunião com Santander sobre notícia de venda no Brasil

 
A Contraf-CUT enviou nesta sexta-feira (25) uma carta ao presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, solicitando "a marcação de uma reunião, dentro da maior brevidade possível, para que possamos tomar conhecimento das negociações em andamento" sobre as notícias da imprensa acerca da tentativa de venda de fatia de 30% a 40% do capital do banco no Brasil.

Clique aqui para ler a íntegra da carta.

O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta sexta-feira uma reportagem apontando que "os potenciais compradores seriam Banco do Brasil e Bradesco. Procurados pela Agência Estado, Bradesco e Santander não comentaram o assunto. O BB negou que esteja negociando. As conversas entre os bancos já haviam sido noticiadas pela coluna de Sonia Racy".

Conforme a noticia, "uma fonte próxima ao banco espanhol diz que a intenção não é deixar o Brasil, mercado mais lucrativo para o grupo e responsável por 30% dos resultados mundiais. O objetivo da venda é levantar capital para fazer face às novas exigências do governo espanhol, que quer 30 bilhões a mais de provisão dos bancos, em meio ao agravamento da crise naquele país".

Clique aqui para ler a íntegra da notícia no Estadão.

Na carta, a Contraf-CUT manifesta para Portela a enorme preocupação dos trabalhadores, "uma vez que envolve o presente e o futuro do emprego e dos direitos de 54 mil funcionários do banco, bem como dos milhares de aposentados da instituição".

"Trata-se de uma oportunidade para esclarecer aos trabalhadores a real situação financeira do banco, sobretudo diante das recentes informações sobre a crise na Espanha", ressalta o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a secretária-geral Ivone da Silva, que assinam o documento.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30717

Contraf avança na organização do 23º Congresso dos Funcionários do BB

 
Crédito: Arquivo - Contraf-CUT
Arquivo - Contraf-CUT A organização do 23º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil foi o principal tema da reunião desta quinta-feira (24) da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), órgão da Contraf-CUT que assessora as negociação com o banco. Durante o encontro, que ocorreu na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, os representantes das federações trouxeram as principais demandas dos bancários para a próxima rodada de negociação permanente com a empresa e que também serão temas do congresso.

O 23º Congresso acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de junho, no Hotel Slaviero, em Guarulhos (SP), conforme definido pelo Comando Nacional dos Bancários. A CEBB definiu mais alguns critérios de organização, sempre buscando aumentar a democracia e a participação dos bancários no congresso.

Ficou definido que, após as assembleias e congressos regionais, as federações enviarão os resumos das propostas majoritárias e minoritárias para a Contraf-CUT, que organizará uma compilação de modo a facilitar o trabalho dos grupos temáticos no Congresso.

"A Contraf-CUT, por meio da CEBB, vai trabalhar bastante no próximo mês para que o congresso seja o mais produtivo possível", afirma William Mendes, coordenador da CEBB e secretário de Formação da Contraf-CUT. "Queremos garantir um processo de construção democrática, dando aos bancários da base toda a oportunidade de participar. Sendo assim, é fundamental que as bancárias e os bancários de todas as bases sindicais participem dos fóruns e escolham suas delegações e proposições e que já discutam formas de organização para a campanha 2012."

Também foi definida a programação do congresso. A abertura será na noite do dia 15, sexta-feira. O sábado começará com uma análise de conjuntura, por palestrante do Dieese. Na sequência, será feita a apresentação das teses de cada corrente política.

Na tarde de sábado, os bancários se dividirão nos quatro grupos temáticos (remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional) que discutirão as propostas e polêmicas oriundas dos encontros regionais e assembleias. No domingo, os delegados se reunirão em plenário para a votação das deliberações finais do congresso.

Os representantes das federações na CEBB trouxeram ainda relatos colhidos em suas bases sobre as principais reclamações dos bancários do Banco do Brasil hoje. Veja os principais pontos:

Jornada de seis horas para todos

Os bancários estão mobilizados desde o ano passado cobrando do banco a jornada de 6h para as comissões, sem redução de salário. Em 2011, o banco havia anunciado - inclusive em seus canais internos - que apresentaria uma proposta nesse sentido, mas não trouxe nenhuma novidade até agora. "Começamos este ano em mobilização com boa participação dos bancários de todo país. Queremos que o banco apresente proposta de plano de carreira que contemple essa reivindicação e vamos cobrar mais uma vez na mesa de negociação", diz William.

Implantação das PSO

O Banco do Brasil iniciou neste semestre a implantação das Plataformas de Suporte Operacional (PSO) em todo o país. As entidades sindicais já receberam diversas reclamações de bancários que se sentem prejudicados com o novo modelo.

A principal reclamação diz respeito aos "caixas-volantes", que deixam de ter sua dotação ligada à uma agências específica e passam a responder para a PSO. Com isso, são enviados para qualquer agência de acordo com a decisão da chefia, tirando a estabilidade dos bancários para trabalhar.

Além disso, muitos dos caixas do banco hoje não são efetivos na função, mas substitutos, piorando a situação. Assim, caso tenha que se ausentar, mesmo que para fazer um curso do próprio banco, o bancário tem interrompida a sequência de substituição pelo semestre, prejudicando o trabalhador.

"Há bancários que são caixas substitutos há anos e agora se veem nessa situação. Queremos que todos os caixas tenham Valor de Referencia (VR) e com isso tenham a carreira de mérito pontuada diariamente", cobra William.

"O movimento sempre se posicionou contrariamente à retirada dos caixas da dotação das agências - o tal projeto PSO. Acreditamos que eles devem pertencer à equipe de cada local de trabalho e não concordamos com a ideia do 'caixa-volante' inventada pelo banco, que aparta os trabalhadores e os deixa sem estabilidade ou referência", afirma.

Descomissionamentos

Os funcionários também têm reclamado que os gestores do banco têm desrespeitado os critérios de trava para descomissionar. Há casos de pessoas que são bem avaliadas e perderam sua função sem explicação. "O movimento sindical cobra uma discussão séria com o banco sobre a cláusula contra o descomissionamento, conquistada no Acordo Aditivo do funcionalismo do BB. Não é possível ter critérios tão subjetivos que o banco possa fazer o que quiser com os trabalhadores", afirma William.

Metas do Sinergia incentivam assédio moral

As metas abusivas determinadas pelo programa Sinergia BB são um grande tema de reclamação de todas as bases sindicais. Com a proximidade do fim do semestre, começam a surgir problemas em atingir as metas definidas, questão apontada pelo movimento sindical desde o início. Os bancários não aguentam mais a pressão constante e o assédio moral pelo cumprimento de metas que não levam em consideração a realidade de cada local de trabalho.

"O assédio moral tem aumentado muito, com ameaças constantes de descomissionamento. Alguns gestores estão até exigindo do bancário venda casada, desvirtuando as exigências do governo federal de redução dos juros e ampliação do credito com qualidade para os consumidores. É um desrespeito com os bancários e a população", afirma William.

Nomeações sem critério

O banco tem desconsiderado qualquer critério objetivo na definição das nomeações para funções, inclusive o TAO. Segundo as denúncias, apenas protegidos dos gestores são nomeados, desrespeitando a carreira dos bancários. Além disso, os trabalhadores sofrem perseguições das mais variadas. O movimento sindical cobra que as nomeações sejam definidas por concurso interno, respeitando a pontuação de cada bancário e incluindo critérios mais objetivos no TAO.

Incorporados

Os bancários oriundos de BEP, Besc e Nossa Caixa continuam aguardando que o BB atenda sua reivindicação e estenda o direito a Cassi e Previ para todos. Em 2011, o banco se comprometeu a criar uma mesa temática na qual apresentaria todos os dados necessários para a instalação de um processo de negociação, No entanto, a mesa temática teve apenas uma reunião e não foi feita nenhuma negociação sobre o tema.

Em relação à Cassi, um problema se estende a todos os funcionários: a parcela da diretoria e conselho indicada pelo banco não resolveu sobre a regulamentação da ANS 254, prejudicando os trabalhadores e pondo em risco o plano no que diz respeito à entrada de novos bancários.

Terceirização

Representantes de várias federações reforçaram a reivindicação de contratação de mais bancários concursados e pelo fim da terceirização no BB, como ocorre nas CABB. Outro exemplo ainda mais grave é a terceirização fraudulenta do Mais BB, correspondente bancário do banco.

Os trabalhadores trouxeram ainda denúncias graves com relação ao começo dos trabalhos do Banco Postal. Algumas entidades já apuraram que o BB não está abrindo poupança em agências, encaminhando os clientes para os correspondentes (Banco Postal e Mais BB). "É uma discriminação contra os clientes de baixa renda que não pode ser tolerada em lugar nenhum, mas especialmente em um banco público que tem a missão de aumentar o acesso da população brasileira ao crédito", defende William.

Negociação

A Contraf-CUT entrará em contato com o banco para marcar uma nova rodada do processo de negociação permanente para cobrar soluções para estes problemas dos trabalhadores, muitos deles pendências antigas.

"Queremos que o banco conduza negociações sérias. Identificamos e levamos as demandas dos bancários para a empresa e apostamos sempre no diálogo para a construção das melhores saídas. Esperamos que o banco tenha a mesma postura e traga soluções concretas", defende William.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30703

Contraf-CUT: A Previ é dos participantes, não do Banco do Brasil

 
Diante do noticiário da imprensa sobre a disputa entre grupos divergentes dentro do Banco do Brasil, que envolvem a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (Previ), a Contraf-CUT vem a público expressar seu veemente repúdio à utilização dessa entidade exemplar construída em décadas de luta pelos trabalhadores em disputas políticas de facções.

A administração da poupança previdenciária deve ser conduzida com responsabilidade visando, sempre, à correta aplicação do patrimônio pertencente aos quase 200 mil trabalhadores ativos e aposentados do banco.

O modelo de gestão da Previ é um dos mais avançados do mundo e serve de paradigma para outros fundos de pensão. Metade dos dirigentes é indicada pelo banco e a outra metade é eleita pelos associados. Esse modelo de gestão compartilhada foi conquistado na luta pelo funcionalismo do BB, sindicatos de bancários e entidades associativas, exatamente para evitar que o banco governe a Previ sozinho.

O banco tem todo o direito de escolher a sua representação na direção do fundo de pensão, desde que ela não implique prejuízos ao patrimônio e à imagem da instituição. O banco não pode se arvorar o direito de querer controlar a Previ ou impor ao fundo de pensão decisões tomadas no âmbito da empresa patrocinadora. As decisões da Previ cabem a seus órgãos de governança, onde o banco se faz representar pelos dirigentes que indica.

O Banco do Brasil é apenas patrocinador da Previ, não seu dono. É inconcebível que tente impor decisões à Previ, interferindo na autonomia da entidade conduzir seus negócios pautada pela defesa de seus próprios interesses e o de seus associados.

Divergências de posições e conflitos de interesses sempre haverá. Os representantes dos trabalhadores estarão sempre dispostos a barrar qualquer negócio lesivo ou interferência do banco. Para isso contará sempre com o apoio da Contraf-CUT e de todo o movimento sindical.

Contraf-CUT

> Saiba mais: Eleição da Previ vai até dia 29. Contraf apoia Chapa 6

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30716

Após cobrança da Contraf-CUT, Caixa promete força-tarefa para contratações

 
Crédito: Fenae
Fenae Negociação permanente discutiu elevação do quadro para 92 mil empregados

Em rodada de negociação realizada nesta quinta-feira (24), em Brasília, a Caixa Econômica Federal comprometeu-se com a Contraf-CUT, federações e sindicatos a realizar uma força-tarefa para intensificar a contratação de pessoal a partir de junho. As entidades sindicais cobraram da empresa a elevação do seu quadro de empregados para o patamar de 92 mil, conforme prevê o acordo coletivo de trabalho de 2011/20112.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), instância de assessoramento da Contraf-CUT na mesa de negociações, demonstrou a necessidade da força-tarefa para contratações ao apontar a grande defasagem do quadro de pessoal em relação ao que ficou acordado na última campanha nacional. No final de 2011, esse objetivo de 92 mil empregados implicava em 5 mil novas contratações, número que ainda está longe de ser atingido.

A CEE-Caixa destacou que a carência por mão de obra e, por consequência, a sobrecarga de trabalho na empresa cresceram ainda mais ao longo deste ano, dado o forte aumento da demanda, sobretudo a advinda das políticas governamentais.

A representação dos empregados lembrou, inclusive, que no fechamento do acordo coletivo a Caixa não só assumiu o compromisso de atingir 92 mil empregados como revelou também que já havia autorização dos órgãos governamentais para atingir o patamar de 99 mil até o final de 2013.

A rodada de negociação desta quinta-feira tratou ainda de Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), promoção por mérito, Ret-PV, Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e trabalho aos sábados, domingos e feriados.

Sipon

Em relação ao Sipon, as entidade sindicais cobraram agilidade na solução dos problemas no funcionamento do login único e condenaram a utilização do sistema de ponto para registro de horas negativas.

A interpretação da CEE-Caixa é de que o registro de hora negativa significa fazer com que o empregado fique em dívida com a empresa e se sujeite a fazer o pagamento conforme a conveniência do gestor.

"A cláusula do acordo coletivo que trata de compensação de hora extra não prevê a possibilidade de hora negativa e não há qualquer outro dispositivo legal que admita o trabalhador contrair esse tipo de dívida com o empregador", ressaltou o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão.

Os representantes da Caixa ficaram de apresentar resposta sobre as horas negativas até a próxima rodada de negociação. Os bancários frisaram que o assunto vem sendo discutido há bastante tempo e exigem proposta conclusiva por parte da empresa.

Quanto ao login único, a Caixa informou que a área de tecnologia está providenciando as adaptações necessárias e que, em breve, voltará a funcionar.

Promoção por mérito

Na discussão sobre as regras da avaliação para promoção por mérito no ano base 2012, a Caixa criou impasse ao insistir na exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ter direito a participar do processo. A Contraf-CUT defendeu a regra que vigorou nos últimos anos, de 180 dias como prazo mínimo para que o empregado possa ser avaliado e promovido.

Os representantes dos empregados alertaram a empresa para o fato de que a tentativa de mudar a regra poderá inviabilizar todo o processo da promoção por mérito. "Não vamos admitir esse retrocesso que a Caixa está tentando nos impor", frisou Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE-Caixa. O debate foi encerrado com a declaração da Caixa de que fará nova apreciação do assunto.

Ret/PV

Sobre as Ret/PV, os problemas apontados pelos dirigentes sindicais foram a manutenção das rotinas inadequadas e o excesso de trabalho. A Caixa reconheceu a carência de pessoal e disse que já ocorreram contratações, mas não em quantidade suficiente para suprir sequer as 418 vagas com as quais a empresa havia se comprometido.

A alegação é de que já não há mais banco de habilitados em vários estados. O compromisso é de completar as contratações até junho e de promover também a adequação das instalações para, em seguida, redimensionar as necessidades da área.

CCV

Sobre a CCV, a Caixa informou que o impedimento à adesão de sindicatos que patrocinam ações coletivas foi provocado por desencontro de informação e que não está mais ocorrendo. A CEE-Caixa cobrou transparência na metodologia dos cálculos na apuração dos valores das indenizações, frisando ainda que os valores calculados estão aquém do que deveriam ser.

Trabalho em final de semana

A Contraf-CUT, federações e sindicatos manifestaram total reprovação à convocação para o trabalho no dia 12 de maio, medida que consideraram mera peça de marketing da empresa. Exigiram pagamento de todas as horas decorrentes de tal iniciativa e cobraram também respeito à jornada e ao pagamento de todas as horas extras praticadas nos feirões, independente das funções dos empregados que foram convocados para o trabalho.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae - fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=30704

quinta-feira, 24 de maio de 2012

FUTEBOL - Final


Caixa insiste em retrocesso na promoção por mérito e gera impasse


Crédito: Fenae
FenaeA Caixa Econômica Federal voltou a criar impasse nos debates sobre promoção por mérito no âmbito do Plano de Cargos e Salários (PCS), ao insistir na exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ter direito a ser avaliado e promovido. Pelas regras em vigor, participam do processo os empregados que já tenham 180 dias de casa.

A comissão paritária que trata da promoção por mérito esteve reunida na terça e na quarta-feira, em Brasília. Os representantes dos empregados condicionaram a aprovação da proposta global negociada esta semana à manutenção do prazo de 180 dias para participação no processo de avaliação para promoção por merecimento.

O impasse será objeto de novas discussões nesta quinta-feira, dia 24 de maio, em Brasília, desta feita por ocasião da rodada de negociações permanentes entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos, representados pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), e os representantes do banco.

Fonte: Fenae

Em reunião com centrais, ministros prometem proposta para PLR sem IR


A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, reafirmaram o compromisso do governo com a isenção de parte do Imposto de Renda (IR) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores.

O encontro com representantes das centrais sindicais ocorreu na tarde desta quarta-feira (23), em Brasília, e contou com a participação do secretário de finanças da CUT, Vagner Freitas.

De acordo com Gilberto Carvalho, o governo se comprometeu a chamar as centrais para negociar até segunda-feira (28) "depois que a presidenta Dilma Rousseff analisar a proposta feita pelos técnicos do Ministério da Fazenda". E acrescentou: "tem de botar dinheiro no bolso das pessoas e a presidenta tem consciência disso".

Carvalho confirmou o que foi anunciado durante o ato do 1º de maio da CUT e com autorização da presidenta: a isenção de IR na PLR de no mínimo R$ 6 mil.

"Essa é uma conquista importante para os trabalhadores e para o país. Deixará parte significativa dos tributos no bolso dos cidadãos, valor que será reinvistido na economia", ressalta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, que participa das negociações.

MP 556

Os debates ocorreram durante os trâmites da votação da MP 556/2011 - e das emendas que tratam da PLR sem IR. A ideia é garantir que o for negociado entre governo e centrais seja confirmado pelo Congresso Nacional.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e CUT

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Votação da PLR sem IR entra na pauta da Câmara nesta quarta


A Medida Provisória (MP) 556 volta à pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, dia 23, em Brasília. A apreciação da proposta que ocorreria nesta terça-feira, dia 22, foi adiada novamente.

Na MP, há duas emendas que tratam da isenção de imposto de renda (IR) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e, portanto, interessam aos bancários, petroleiros, metalúrgicos e químicos. A sessão no plenário começa às 14h.

A Contraf-CUT e as entidades sindicais orientam os trabalhadores a enviar mensagens via e-mail aos parlamentares.

Clique aqui para mandar o seu recado aos deputados.

O texto sugerido é: "Parlamentar, aprovar emendas à MP 556 que isentam de imposto de renda a PLR dos trabalhadores é promover justiça social e tributária".

As emendas que tratam da isenção são a 27 e 28. Ambas alteram a Lei 7.713, de 22 de dezembro de 1.988, incluindo a PLR no artigo 6º - que especifica os rendimentos de pessoa física isentos do imposto de renda.

Falta de acordo

A votação da MP, que trata de assuntos diversos, entrou na pauta da Casa no último dia 16, mas acabou não sendo apreciada por conta de falta de acordo sobre vários pontos.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

terça-feira, 22 de maio de 2012


PLR sem IR volta à pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta terça


A Medida Provisória (MP) 556 retorna à pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, dia 22, em Brasília. Nela, há duas emendas que tratam da isenção de imposto de renda (IR) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A sessão no plenário começa às 14h.

A Contraf-CUT e as entidades sindicais orientam os trabalhadores a enviar mensagens via e-mail aos parlamentares.

Clique aqui para mandar o seu recado aos deputados.

O texto sugerido é: "Parlamentar, aprovar emendas à MP 556 que isentam de imposto de renda a PLR dos trabalhadores é promover justiça social e tributária".

As emendas que tratam da isenção são a 27 e 28. Ambas alteram a Lei 7.713, de 22 de dezembro de 1.988, incluindo a PLR no artigo 6º - que especifica os rendimentos de pessoa física isentos do imposto de renda.

Falta de acordo

A votação da MP, que trata de assuntos diversos, entrou na pauta da Casa no último dia 16, mas acabou não sendo apreciada por conta de falta de acordo sobre vários pontos.

Caso sejam aprovadas, MP e emendas serão encaminhadas ao Senado.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Sancionada lei que reduz tributos de produtos para pessoas com deficiência


O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira (18) a lei que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre 27 produtos voltados a pessoas com deficiência.

Entre os produtos estão calculadoras equipadas com sintetizador de voz, teclados com adaptações específicas, mouses com acionamento por pressão, digitalizador de imagens - scanners - equipados com sintetizador de voz, lupas eletrônicas, próteses oculares e softwares de leitores de tela que convertem o texto em voz ou em caracteres braille, para utilização de surdos-cegos.

A medida faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Plano Viver sem Limite), lançado pelo governo federal no ano passado. Também contam com isenção desde novembro do ano passado, data de publicação da Medida Provisória 549/11, partes e peças para cadeiras de rodas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência no país, o que corresponde a 23,91% da população brasileira.


Fonte: Agência Brasil