segunda-feira, 16 de julho de 2012


Redução de juros e impostos viabiliza crescimento, diz presidenta Dilma


A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (13) que a governo redução dos juros e dos impostos viabiliza o crescimento do país. Ela disse, também, que a atual taxa de câmbio é benéfica para a indústria nacional.

"Queremos, de forma sistemática, reduzir os custos no Brasil. Não como estão fazendo lá fora que é reduzir os ganhos sociais e salários, queremos reduzir custos baseado em redução de impostos e capacitação da nossa força de trabalho, nosso caminho não é o de tirar direitos dos trabalhadores", disse a presidenta, em discurso durante a cerimônia de batismo da Plataforma P-59 da Petrobras em Maragogipe, na Bahia.

Dilma citou uma frase do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defender a redução de juros e disse que o nível atual da taxa de câmbio é necessário para evitar o enfraquecimento da indústria nacional com o favorecimento da entrada de produtos importados.

"Estamos mofidicando algumas condições no Brasil que geram entraves para o crescimento econômico e sustentável. A primeira mudança tem sido a redução dos juros que está em um nível nunca visto antes na história desse país, como dizia nosso presidente Lula. Outra é a taxa de câmbio que impede que nossa indústria seja sucateada".

Segundo Dilma, não se pode mais esperar que a economia cresça para dividir os dividendos com a população. "Foi-se o tempo em que foi concebível que o bolo precisava crescer para ser distribuído depois. Agora, à medida que cresce o bolo repartimos, isso leva a um bolo maior que o inicial".

A Petrobras investiu US$ 360 milhões na plataforma batizada hoje. A P-59 alcança 9,1 mil metros de profundidade e pode perfurar poços sob condições de alta temperatura e pressão. Segundo Dilma, a construção da plataforma se deve à "teimosia" da indústria brasileira e é simbólica para a retomada da produção naval nacional.

"O que tem aqui nessa plataforma não e só aço, nem apenas todo o sistema altamente computadorizado que permite que se extraia [petróleo] sem um grande risco para o ser humano. O que está aqui é um caminho de futuro, o fato de que vamos continuar gerando aqui emprego e renda para os brasileiros".


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 13 de julho de 2012


ASSEMBLEIA PARA VOTAÇÃO DO BALANÇO E RELATÓRIO DA DIRETORIA, REFERENTE ANO 2011.

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

 
Pelo presente edital ficam convocados os associados do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, quites e em gozo dos seus direitos sindicais, para a assembleia geral ordinária a realizar-se no dia 17 de julho de 2012, em nossa sede social a Rua Tibagi nº 3447 – centro – em Votuporanga-sp as 19:00 horas em primeira convocação, para discutirem a seguinte ordem do dia a) leitura, discussão e votação da ata da assembléia anterior; b) leitura, discussão e votação do Balanço e Relatório da Diretoria, referente ao ano de 2011, com o parecer do Conselho Fiscal. Caso não haja número legal a hora anunciada, assembléia será realizada as 19:30 horas após, com qualquer número de presentes.

Votuporanga-sp, 13 de julho de 2012.

HARLEY AP.VIZONÁ

PRESIDENTE

quarta-feira, 11 de julho de 2012


BB afirma disposição em negociar, mas não discute jornada de 6 horas


Bancários cobram soluções para diversos problemas no BB

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta terça-feira (10) o processo de negociação permanente com o Banco do Brasil, em Brasília. Um dos temas em debate foi a jornada de 6 horas para todos os funcionários.

Nova negociadora

O diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, apresentou a nova negociadora do banco, Aurea Faria Martins, que manifestou o desejo de começar as discussões da pauta específica, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, assim que as entidades sindicais fizerem as entregas das minutas à Fenaban e ao BB.

Jornada de 6 horas

A posição do BB gerou indignação por parte dos representantes dos trabalhadores. O banco afirmou que não vai negociar a implantação da jornada correta de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.

A expectativa das entidades sindicais era a mesma de todo o funcionalismo que chegou a ouvir do próprio diretor do BB, Carlos Neri, em 2011, que o banco resolveria o problema da jornada.

Após uma mesa temática sobre jornada - com o objetivo de coleta de dados e informações entre as partes para posterior mesa de negociação -, ocorrida após a campanha de 2011, os trabalhadores esperavam que o banco cumprisse o compromisso público de resolver o problema e a afirmação hoje de que a empresa não vai discutir o tema com a representação sindical é um total desrespeito ao processo negocial.

O banco disse que a jornada de 6 horas é tema de Plano de Comissões e que isto é estratégico e não discute em mesa de negociação. Além disso, o BB ressaltou que não discute questões ligadas ao plano de metas, arquitetura organizacional e de remuneração da empresa.

O banco observou que isso não quer dizer que não possa apresentar ao movimento sindical a decisão sobre o tema, caso decida algo sobre a jornada mais adiante.

"Além de todos os problemas de péssimas condições de trabalho e do assédio moral institucional para o cumprimento do programa 'caótico' de metas Sinergia BB, o banco sinaliza uma coisa para os funcionários e depois não cumpre. Os bancários darão a resposta a esse comportamento na campanha nacional deste ano", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

Sinergia BB e assédio moral

A Contraf-CUT pediu ao banco que informasse como estão os números do fechamento do semestre nas várias agências do país. As entidades sindicais já sabem que a maior parte das dependências não conseguiu atingir a etapa ouro e os bancários estão sendo forçados pelos superintendentes do banco a fazerem diversas arbitrariedades para cumprir algo impossível e sem nenhuma regra clara.

O banco pediu que as entidades sindicais apontassem alguns dos problemas e assim foi feito: foco em metas individuais e carteiras, o programa muda a toda hora (três vezes neste semestre), a maior parte do país não cumpriu a etapa ouro (só cerca de 10%), não existem mais parâmetros para negociar qualquer eventual parcela adicional ao modelo básico de PLR da Fenaban na rede varejo. A Contraf-CUT já havia avisado isso ao banco em fevereiro deste ano.

Sobre assédio moral, os dirigentes sindicais relataram diversos casos como o descomissionamento de 23 gerentes de agência em MG, de maneira estranha. Também foi apontado o recente caso de assédio no Ceará, onde gerentes foram obrigados a assinarem "termos de compromisso" para cumprirem metas e que, se não cumprissem, seriam descomissionados por insubordinação.

Após mais alguns exemplos, o banco informou que não compartilha com essas ocorrências. Mas o fato é que o Sinergia BB é um programa que inevitavelmente leva a situação de assédio moral, causando fraudes e irregularidades.

PSO - implantação em nível nacional

Os sindicatos já fizeram plenárias por todo o país e constataram tudo aquilo que haviam apontado que ocorreria com as plataformas de suporte operacional. Os trabalhadores reafirmaram no 23º Congresso que são contrários a essa forma de gestão.

A Contraf-CUT apontou vários problemas e propostas para o setor. As dotações das PSO devem ser revistas e aumentadas. Os caixas devem ser efetivos, ter comissões e receber pontuação na carreira de mérito.

Não pode haver nenhuma dependência com apenas um caixa. Os gerentes de serviço não podem executar serviço de caixa. É uma lista enorme de problemas que também levarão os bancários do setor a participarem fortemente da Campanha Nacional 2012.

Pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI

As entidades sindicais já haviam discutido com o banco a respeito do acerto dos valores desde março de 2012, mas até o momento o BB não efetuou o pagamento.

O banco ficou de verificar a finalização dos acertos e informar à Contraf-CUT quando fará a regularização do pagamento, inclusive com os valores retroativos ao mês da conquista do direito.

Discriminação nas remoções automáticas

Essa importante conquista dos bancários do BB, que acabou com a discriminação interna para a transferência dos funcionários entre dependências (vide revista Espelho Nacional) vem sendo burlada sistematicamente pelos gestores dos departamentos do banco e com a conivência de algumas Gepes.

Com a desculpa de alegar que as vagas estão bloqueadas para alocar bancários envolvidos em processos de reestruturação, os gestores estão escolhendo escriturários para trabalhar, desrespeitando os normativos internos e o próprio concurso público.

A Contraf-CUT apresentou exemplos e suspeitas sobre a burla no sistema de remoção automática e na discriminação de escriturários que não conseguem ser realocados. O banco afirmou que não é orientação da empresa permitir aos gestores fazerem processos para escolher escriturários para atuarem nos setores.

Denúncias sobre burlas na remoção de escriturários devem ser encaminhadas para a Diref/Colet.

Visa Vale

Os trabalhadores do Espírito Santo, que possuem o vale refeição e alimentação Visa Vale, estavam sofrendo o risco de não poderem mais utilizá-los a partir do dia 16 por questões comerciais no Estado.

Após a cobrança de solução tanto por parte do Sindicato e da Federação dos Bancários do RJ-ES quanto da Contraf-CUT, o banco informou ao final da negociação que o problema foi resolvido. O convênio está em ordem e a partir desta quarta-feira (11) haverá comunicado nesse Estado avisando da regularização.

Cassi - plano associados

A nova gestão eleita da Cassi procurou a Comissão de Empresa para partilhar um problema existente na entidade em relação a valores devidos pelos associados, oriundos de inconsistências do sistema de cobrança da Cassi, que serão regularizados nos próximos meses.

Como o problema afeta aos associados, a Contraf-CUT e demais entidades sindicais reivindicaram que, caso os valores devidos sejam cobrados, o BB se comprometa a estabelecer o limitador de 1/24 no máximo de desconto ao mês para qualquer tipo de regularização de cobrança feita, para não prejudicar os bancários.

O banco ficou de analisar a reivindicação.

A Cassi informou que, assim que for tomada qualquer providência em relação à regularização das pendências, divulgará em seus veículos de comunicação.

Vacinação contra gripe A

Está havendo um grande surto de gripe A em Santa Catarina e foi solicitado ao banco que pague as vacinas. A medida vem sendo feita por outros bancos no Estado.

A Diref ficou de averiguar junto aos setores responsáveis do banco sobre a possibilidade de atendimento da reivindicação.

Adesão à Cassi e Previ pelos bancários incorporados

O banco disse que está estudando o caso, afrimando haver dúvidas quanto ao tema e sobre a maneira como implantá-lo.

Como o tema virá apresentado nas reivindicações da mesa específica, a empresa disse que terá melhores condições para avaliar a proposta dos trabalhadores.

O banco diz que há pré-disposição em resolver a questão. Mas cada caso deve ser avaliado com suas diferenças como, por exemplo, o Economus e a Fusesc. O banco não pode obrigar ninguém a migrar. O que o banco faria com as pessoas que já eram aposentadas antes das incorporações?

Devolução de delegado sindical na Previ

Os representantes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro protestaram contra a medida e vão tomar as medidas cabíveis. O banco disse que recorreu ao regulamento e afirmou que a Previ, a Cassi e entidades semelhantes não são dependências da empresa.

GDP usada de forma irregular por alguns gestores do BB

Foi feita a denúncia de que gestores do banco, como na CABB SP e na CSO prefixo 1900 (SP), estão usando de forma irregular a GDP para tentar intimidar os bancários que participam de atividades sindicais.
A GDP é para avaliar desempenho profissional e não foi feita para punir trabalhador ou fazer anotação sobre horas não trabalhadas ou coisas do gênero.

Os gestores das unidades têm dito que o banco havia autorizado tal anotação. Foi dito à Contraf-CUT que a informação passada pela Diref aos gestores é de que o ponto eletrônico deve refletir a jornada real dos trabalhadores. Nada mais que isso.

Descomissionamento nas três avaliações

Também foram feitas denúncias sobre o banco estar descomissionando funcionários com base nas três avaliações, inclusive quando a pontuação está entre 3 pontos e 4 pontos.

Tanto o banco quanto as entidades sindicais debateram a necessidade dos bancários acompanharem sempre qualquer tipo de anotação feita e, inclusive, discordar ou justificar quando for o caso.

Redução da trava de tempo para remoção das CABB

Devido à natureza do trabalho muito específica nas CABB, foi solicitado ao banco que haja redução no tempo da trava de remoção para outras dependências. Atualmente a trava no setor também é de dois anos. Foi citada como exemplo uma redução em setor semelhante na ouvidoria do DF.

Criminalização da luta pela democracia

A Contraf-CUT ainda fez um desagravo sobre a apostila institucional de segurança bancária do BB, que desrespeita a luta da sociedade brasileira pela democratização e contra a ditadura militar.

Após a descoberta do material interno do banco pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, até a presidência da República já recebeu a denúncia sobre o fato.

O trecho, citado no item 1.1.2 da apostila, nos Fundamentos Teóricos de Segurança, sob a organização da Diretoria de Gestão da Segurança do BB, descreve: "No Brasil, em razão do aumento de assaltos a instituições financeiras, a partir de meados da década de 1960, realizados por terroristas de orientação esquerdista, opositores do regime militar, entre eles o desertor do Exército, ex-capitão Carlos Lamarca, e o ex-deputado, com formação em guerrilha e terrorismo na China e em Cuba, Carlos Marighella, autor do tristemente famoso manual do guerrilheiro urbano, tem início a formalização institucional da segurança privada. Várias organizações terroristas assaltavam instituições bancárias e de crédito, agindo de forma violenta, muitas vezes matando guardas, policiais e pessoas inocentes, requerendo medidas especiais de repressão ao delito".

Negociações da Campanha Nacional 2012

A 14ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 20 a 22 de julho, em Curitiba. O evento definirá a minuta nacional dos trabalhadores que será entregue à Fenaban, ao mesmo tempo em que serão apresentadas aos bancos públicos as pautas específicas para iniciar as negociações.

Os bancários devem participar ativamente do calendário organizado pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, para que haja avanços e novas conquistas.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 10 de julho de 2012


Blog de Luis Nassif: O escândalo das taxas básicas de juros


O recente escândalo da manipulação da taxa libor (a taxa básica do Banco da Inglaterra) é mais um capítulo terrível na desmontagem do sistema financeiro internacional.

A taxa básica (libor, na Inglaterra, prime, nos Estados Unidos, Selic, no Brasil) serve de parâmetro para a articulação de todo o sistema de empréstimos de longo prazo.

Tais taxas servem de parâmetro para a troca de reservas entre bancos no chamado mercado interbancário. No final do dia, o banco com saldo em caixa empresta para o banco com déficit pagando a taxa do interbancário. São descartadas os dois lances mais altos e os mais baixos e tira-se uma média do restante. Além de afetar todo o mercado de crédito, essas taxas são alvo de enormes apostas no mercado futuro de juros. No caso da libor, as jogadas envolveram 20 grandes bancos internacionais.

Esse mesmo movimento se observa nos Estados Unidos, com jogadas em torno da prime, como se observa em artigo recente de Paul Craig Roberts, que acaba de lançar livro prevendo o colapso financeiro dos EUA (http://migre.me/9Pdpr), tradução de Argemiro Ferreira.

Para combater a crise bancária, EUA e União Europa inundaram os bancos de liquidez, jogando as taxas básicas para perto de zero. Mas a cada ano são US$ 1,5 trilhão de déficit público sendo financiado com novas emissões.

Há inúmeros jogos com títulos públicos. O resgate desses títulos é pelo chamado valor de face - por exemplo, 100. Se um título tem um prazo de, digamos, 10 anos a uma taxa de 1,5% ao ano, no lançamento será vendido a 85 (100 - 1,5 x 10). Suponha que a taxa caia para 1%. Imediatamente o valor dos títulos sobe para 90. Multipliquem-se esses 5 pontos por trilhões de dólares e se terá uma pálida noção dos valores envolvidos.

Esse mesmo jogo ocorre no Brasil com a Selic. Desde que foi introduzida como elemento de política monetária em 1999 (com a criação das metas inflacionárias) criou-se, ali, o mais potente processo de enriquecimento que o país conheceu, fora de período de crises cambiais.

A cada definição da Selic, movimentavam-se apostas extraordinárias nos mercados futuros. E o Banco Central, de qualquer tempo, mantinha um contato cúmplice com consultorias de mercado, antecipando tendências. No período Henrique Meirelles, era comum uma reunião fechada com traders do mercado, antes de cada reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Rompeu-se esse cumplicidade em agosto do ano passado, quando o BC derrubou a Selic - provocando enorme estardalhaço de consultores e jornalistas membros da confraria da Selic. Depois, o BC continuou derrubando as taxas com resistência cada vez menor, porque suas apostas já estavam novamente alinhadas com as do BC.

No mercado de apostas, pode-se ganhar tanto na alta quanto na baixa, seja com libor, prime ou Selic. Se as taxas de juros aumentam, o preço do título cai. Digamos que caia de 85 para 82. O apostador vende um contrato futuro a 85. Quando o preço à vista cai para 82, ele lucra os 3 de diferença.

E aí se entra em uma espiral de descrédito perigosa para a regulação frouxa do mercado financeiro internacional.


Fonte: Blog do Nassif - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=31239

Conferências regionais preparam Campanha Nacional dos Bancários


Arte da 14ª Conferência Nacional

Federações e sindicatos de todo o país estão promovendo conferências e encontros estaduais e regionais, aprofundando os debates e preparando a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, o mais importante fórum de deliberações da categoria, que acontece entre os dias 20 e 22 de julho, em Curitiba.

Neste final de semana acontecem eventos em Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia/Sergipe e Santa Catarina. Confira:

Congresso começa nesta sexta em Brasília e prepara Campanha Nacional

14ª Conferência dos bancários de Minas Gerais começa nesta sexta

14ª Conferência dos bancários do RS ocorre neste sábado e domingo

14ª Conferência dos bancários da BA e SE ocorre neste sábado e domingo

Duas conferências de bancários de Santa Catarina ocorrem neste sábado

De acordo com o calendário definido pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, as conferências regionais devem acontecer até o próximo sábado, dia 14, quando se reúnem os bancários de São Paulo e do Nordeste.

No último final de semana, ocorreram as conferências dos bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo e Paraná, além dos encontros estaduais do Piauí e Pernambuco. Na quarta-feira, dia 4, foi realizada a conferência da Feeb SP-MS.

Quatro grandes temas estão em discussão: emprego; remuneração; saúde, condições de trabalho e segurança bancária; e sistema financeiro nacional. Eles devem ser abordados de forma transversal, levando em consideração as questões de gênero, raça, orientação sexual e pessoas com deficiência.

Nas conferências regionais são eleitos os delegados e as delegadas que participarão da 14ª Conferência Nacional.


Fonte: Contraf-CUT com federações e sindicatos

Federação de SP-MS realiza conferência e indica propostas para Campanha


Crédito: Feeb SP-MS
Feeb SP-MSBancários definem propostas para 14ª Conferência Nacional

A plenária final da Conferência Interestadual dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul aprovou na quarta-feira, dia 4, as propostas dos sindicatos filiados relativas a emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e segurança; e sistema financeiro nacional para a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece entre os dias 20 e 22 de julho, em Curitiba (PR).

Participaram da Interestadual, realizada nos dias 3 e 4, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, 185 delegados, sendo 145 homens e 40 mulheres, representantes dos 23 sindicatos filiados.

Para o presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Davi Zaia, a Conferência foi muito participativa, todos os sindicatos estiveram presentes e se preparam previamente para os debates. Além disso, a divisão por grupos possibilitou uma maior participação e aprofundamento nas discussões.

Entre as propostas aprovadas na Interestadual, estão 5% de aumento real mais a inflação acumulada no período compreendido entre 01 de setembro de 2011 e 31 de agosto de 2012; participação na Conferência Nacional do Sistema Financeiro e elaboração de uma pré-conferência pela FEEB-SP/MS; e luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT.

Zaia ressalta que a delegação da FEEB-SP/MS está bem preparada para a Conferência Nacional e os sindicatos prontos para realizarem uma boa Campanha Salarial. "Os rumos, claro, dependem da Conferência Nacional, mas temos apontado as principais questões, agora é importante que os sindicatos mobilizem a categoria", finalizou.


Fonte: Contraf-CUT com Feeb SP-MS

sábado, 7 de julho de 2012

Definidos critérios de promoção por mérito na Caixa

Regras, válidas por dois anos, são fruto de negociação entre dirigentes sindicais e a direção do banco
São Paulo – Os debates para definir as regras de avaliação de desempenho para a promoção por mérito dos empregados foi o tema central da negociação entre dirigentes sindicais e a direção da Caixa Federal.

Na negociação na terça 3, em Brasília, ficou definido que os critérios de promoção por mérito terão validade para 2012 e 2013. No entanto, haverá reunião de avaliação (prevista para maio de 2013) e caso seja necessário fazer alterações para corrigir distorções.

Entre as regras acordadas, ficou definido que parte da pontuação para o segundo Delta, referente à Universidade Caixa, será considerada extra tendo como nova nomenclatura “Horas de Capacitação à Distância”. Nesse caso serão necessárias 100 horas de cursos à distância para a pontuação total. Abaixo dessa carga horária, a pontuação será proporcional à quantidade de horas cursadas pelo empregado. “Os cursos da Universidade Caixa têm de ser feitos dentro da jornada de trabalho, caso contrário o empregado será prejudicado”, alerta o diretor executivo do Sindicato Kardec de Jesus.

Também ficou mantido o sistema de distribuição de deltas e a exigência de que o empregado complete 180 dias de empresa para ter direito a ser avaliado e promovido. “A manutenção desses seis meses para a promoção é resultado da resistência do Sindicato, pois a Caixa insistia que o bancário completasse 365 dias para poder participar do processo”, destaca o dirigente sindical, acrescentando que o objetivo é a melhora constante do processo para valorizar os empregados. “Isso passa necessariamente pela redução do Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercado (CTVA).”

Ele diz ainda que o fato de os critérios valerem até o próximo ano dá maior tranquilidade aos trabalhadores. “Os empregados têm reivindicado que o ano comece com regras claras para a avaliação. Isso é melhor para todos”, acrescenta Kardec.


Redação, com informações da Fenae - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2038

Luta por dinheiro no bolso e condições de trabalho

Primeira participação dos bancários na Campanha Nacional 2012 é recorde e aponta que bancos têm de melhorar remuneração, reduzir metas e acabar com o assédio moral
São Paulo – Os bancários de São Paulo, Osasco e região honraram seu espaço democrático de participação na Campanha Nacional 2012 e bateram o recorde de respostas à consulta sobre as prioridades para a pauta de reivindicação deste ano: 12.286 trabalhadores retornaram. Cerca de 50% mais que no ano passado.
E não resta dúvida: a categoria, na base do Sindicato, quer mais dinheiro no bolso e mais respeito nas agências e departamentos, sem metas abusivas ou assédio moral (veja abaixo tabela).

A consulta consolidada aponta o aumento real de salários em primeiro lugar dentre as prioridades da categoria, com 76%. Em seguida, 75% reivindicaram vales alimentação e refeição maiores. Discutir as metas, com 72%, e o combate ao assédio moral, 67%, configuram a urgente necessidade de melhorar as condições de trabalho. A consulta segue com a conquista do 14º salário e PLR maior, 62% das respostas. Plano de cargos e salários (59%), jornada de seis horas para todos, sem redução do salário (51%), auxílio-educação (48%) e garantia de emprego (47%) completam a lista das dez principais reivindicações apontadas pela categoria. Além dessas, 30% dos trabalhadores cobram mais contratações.

“Ficamos muito felizes com o expressivo retorno dos bancários. Isso demonstra a disposição da categoria para participar da campanha”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Essas necessidades são conhecidas dos banqueiros. Os trabalhadores querem ser valorizados com remuneração total maior e condições dignas de trabalho. São os bancários que vivem a rotina com os clientes, constroem a imagem dos bancos e querem ser respeitados pelo trabalho que fazem”, ressalta a dirigente.

Índice – Se o aumento real é uma das principais demandas, o percentual médio para o reajuste dos salários apontado pela maioria foi de até 10%. Chegou a 52% o número de respostas que definiu esse índice para o aumento deste ano.

Cidadania – A exemplo do retorno à pesquisa feita pelo Sindicato no fim de 2011, os problemas com o transporte estão entre os que mais prejudicam a qualidade de vida dos trabalhadores: 49% apontaram a mobilidade urbana como o item que deve ter mais atenção do Sindicato em sua atuação junto ao poder público. Segurança ficou com 24% e lazer com 4%.

Conferências – As reivindicações apontadas pelos bancários de São Paulo, Osasco e região serão levadas aos debates estadual e nacional. No sábado 14, acontece a Conferência que reúne delegados de todo o estado. A decisão que sair desse encontro será levada a Curitiba, entre os dias 20 e 22 de julho, quando estarão reunidos trabalhadores da categoria de todo o Brasil. É dessa conferência nacional que sai a pauta final de reivindicação a ser apresentada aos banqueiros no mês de agosto.


Dirigentes vítimas da ditadura comparecem ao ato

Protesto repudiou apostila criada pela direção do Banco do Brasil que criminaliza movimentos de esquerda na luta pela democratização
São Paulo – A manifestação organizada pelo Sindicato em repúdio ao trecho da apostila do curso de formação de segurança do Banco do Brasil, que criminaliza a luta dos movimentos de esquerda no combate à ditadura, contou com a presença de dirigentes sindicais que sofreram com a repressão ou foram presos no período. O ato foi realizado nesta sexta-feira 6, em frente ao Complexo São João do BB, no centro da capital.

> Ato cobra do BB respeito à luta pela democracia

Deli Soares (foto à esquerda), que trabalhou durante 32 anos como bancário, relembra que foi punido pelo banco por participar de um movimento grevista na época. “A direção do banco me proibiu até de fazer concursos internos para concorrer a cargos superiores.”

Ele explica que durante a ditadura não era possível fazer reivindicações e nem mesmo a Folha Bancária podia ser distribuída. “Nós ficávamos escondidos no banheiro com o jornal e os bancários iam lá retirar, pois a distribuição não podia ser explícita de maneira nenhuma.”

O bancário aposentado Geraldo Magnanelli, também presente ao ato, esclareceu que os sindicalistas faziam a luta pela garantia de direitos da categoria, como a conquista da cesta básica e do fim do trabalho ao sábado. “Nós nunca fomos terroristas nem bandidos. Sempre atuamos como sindicalistas que lutávamos pelos direitos dos trabalhadores. Quando não havia negociação, nós fazíamos greve sim”, defende.

Após ser preso por 69 dias no presídio do hipódromo por realizar greve, Magnanelli foi transferido para Jundiaí como forma de punição. “Fui preso dentro do banco pelo delegado Raul Careca por ordem do 2º exército. Levei vários tapas e joelhadas”.

Para ele, o Sindicato está correto em repudiar a atitude do banco. “O BB não pode tratar sindicalistas como bandidos.”


Tatiana Melim - 6/7/2012 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2049

CUT reage e diz "não" a aumento da idade mínima para aposentadoria


Crédito: CUT
CUTNa última reunião da atual Direção Executiva da CUT, realizada na quarta-feira (4), em São Paulo, o presidente da Central, Artur Henrique, conclamou os dirigentes da CUT de todo o país a se prepararem para uma batalha em defesa dos direitos na aposentadoria.

Segundo Artur, a luta mais urgente é contra o aumento da idade mínima para aposentadoria em troca do fim do Fator Previdenciário, como quer o governo Federal.

"Nós não vamos permitir a implementação de uma idade mínima maior no Brasil. Nossa pauta não tem recuo e, sim, avanços".

O argumento do presidente da CUT leva em consideração a situação de milhares de brasileiros que não têm condições de estudar e só entrar no mercado de trabalho mais tarde, com mais idade, como ocorre nos países mais desenvolvidos. Portanto, esses trabalhadores pagarão mais para receber por menos tempo.

"No Brasil", disse Artur, "infelizmente, as pessoas começam a trabalhar muito cedo para ajudar no orçamento da família, para sobreviver. Muitos enfrentam a rotina dura do corte de cana de açúcar, ou o trabalho nos setores químico, elétrico etc., aos 16 anos, no máximo 17 anos. Esses trabalhadores vão morrer antes de se aposentar. Vão pagar e não vão receber".

Além da luta contra a terceirização que precariza, por melhores condições de trabalho e renda dos servidores públicos e contra a alta rotatividade, o presidente da CUT pediu aos dirigentes que se preparem para grandes mobilizações contra o aumento da idade mínima para aposentadoria.

"O grande desafio é avançar nas conquistas da classe trabalhadora. Direito não se reduz, se amplia", encerrou Artur, citando o mote da Jornada de Lutas que deverá ser aprovada no Congresso Nacional da CUT, que será realizado entre os dias 9 e 13 de julho, no Transamerica Expor Center, em São Paulo.


Fonte: Marize Muniz - CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=31204

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Seis em cada dez brasileiros têm muito medo de assalto, aponta Ipea


Pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que é alto o medo da violência no Brasil e baixa a confiança nas polícias que combatem os crimes mais próximos do cotidiano do cidadão.

O Ipea publicou a segunda rodada de pesquisa sobre segurança pública feita pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social, criado pelo instituto. Desta vez, 3.799 pessoas foram entrevistadas em todas as regiões do país.

Clique aqui para ver os principais indicadores.

Clique aqui para ver a íntegra da pesquisa.

A cada grupo de dez brasileiros, pelo menos seis têm "muito medo" de assalto à mão armada, assassinato e arrombamento da residência, conforme apurado pela pesquisa. Mais da metade sentem "muito medo" de sofrer agressão.

O percentual de "nenhum medo" em todos os quesitos (assalto à mão armada, assassinato e arrombamento da residência) é em torno de 10%, com exceção do tema sofrer agressão, em que o percentual é 18,2%.

As mulheres se sentem menos seguras que os homens. Apenas 7,8% das entrevistadas disseram não sentir "nenhum medo" de assalto à mão armada, enquanto 16,9% dos homens têm a mesma sensação.

Metade dos homens entrevistados afirma ter "muito medo" de assalto à mão armada, enquanto três quartos das mulheres têm a mesma intranquilidade.

A amostra da pesquisa permite comparações entre as regiões. Em todos os quesitos, o Nordeste (com mais de 70% das respostas indicando "muito medo") lidera os temores de violência.

Além da sensação de insegurança, a pesquisa ouviu a opinião dos entrevistados sobre as instituições policiais. Apenas a Polícia Federal (PF) teve índice acima de 10% na resposta "confia muito".

As polícias civis e militares dos estados, polícias com os maiores efetivos e mais próximas do cotidiano dos cidadãos, atingiram apenas 6% das respostas "confia muito". Cerca de 9% disseram "confiar muito" na Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em cada dez entrevistados, seis concordam que a PF e a PRF realizam "seu trabalho com competência e eficiência". Mais da metade dos entrevistados em todo o país discordam da afirmação de que a "Polícia Civil realiza investigações sobre crimes de forma rápida e eficiente". A maioria também discorda que "a Polícia Militar (PM) aborda as pessoas de forma respeitosa".

Menos de 45% discordam que a PM "atende às emergências de forma rápida e eficiente". Segundo o Ipea, a percepção negativa das pessoas declaradas "não-brancas" em relação às polícias é 5% acima daquelas declaradas "brancas". Mais de 63% de todos entrevistados afirmaram que "os policias no Brasil tratam as pessoas com preconceito".

Apesar desses indicadores, a maioria da população ainda confia na polícia. Somente cerca de um quinto (20%) disse "não confiar" nas polícias militares e nas polícias civis, enquanto 15% avaliaram negativamente a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

Dos entrevistados, 48,4% afirmaram "ter procurado a polícia por algum motivo e passado por um atendimento policial". Desses, 74,1% fazem "avaliação positiva" dos atendimentos policiais.

A desigualdade social, a falta de investimento em educação e o aumento do tráfico de drogas foram apontados como as principais causas da criminalidade. O crescimento do comércio ilegal de entorpecentes foi a principal dificuldade enfrentada pelos policiais.

A maioria dos entrevistados discorda que os policiais no Brasil "recebem boa formação e são bem preparados". Mais de um quarto dos entrevistados afirmam que ser policial é uma péssima opção de trabalho.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 5 de julho de 2012


JUIZA DEFERE  HORAS  EXTRAS A BANCÁRIO QUE FAZIA CURSOS VIRTUAIS DE APERFEIÇOAMENTO EM CASA

Atuando na 31ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, a juíza substituta Jane Dias do Amaral reconheceu a um bancário o direito de receber horas extras, relativas a cursos virtuais disponibilizados pelo banco após a jornada de trabalho e cursados pelo reclamante em sua própria residência. No modo de ver da julgadora, ficou comprovada a obrigatoriedade dos cursos a distância, apesar de não haver uma cobrança formal. Nessa linha de raciocínio, a magistrada concluiu que os cursos eram considerados indispensáveis, pela influência que exerciam na carreira profissional do bancário, caracterizando uma obrigatoriedade implícita.

Conforme relatou o reclamante, há cursos treinet estipulados pelo Banco Central e outros voltados para a promoção no banco. Uma testemunha informou que, no início do ano, o banco fornece uma relação de cursos a serem realizados pelos empregados, sendo obrigatórios para todos. E nem sempre os cursos são feitos durante o expediente, em virtude da rotina de trabalho, ficando alguns para serem cursados em casa mesmo.

Em sua defesa, o banco reclamado afirmou que o reclamante não era obrigado a participar dos cursos de aperfeiçoamento, sendo que as horas gastas nestas atividades não poderiam ser consideradas como tempo à disposição do empregador. Porém, discordando das alegações patronais, a julgadora ressaltou que a participação do reclamante em cursos, nos quais eram ministrados ensinamentos relativos à atividade profissional desenvolvida em benefício do Banco, conduz à conclusão de que o bancário estava, durante sua realização, à disposição do empregador.

Como ficou comprovado no processo que a jornada a ser cumprida pelo reclamante é a de seis horas, a juíza sentenciante deferiu as horas extras trabalhadas além da 6ª diária, mais 20 horas mensais a título de treinet, com o devido adicional e reflexos nas parcelas salariais. O TRT de Minas manteve a condenação, apenas reduzindo o número das horas extras deferidas para 10 horas mensais. Processo nº 0001848-28.2010.5.03.0110 ED.


Fonte: TRT 3ª Região

 Diretoria Executiva da CONTEC

GOVERNO NÃO   TEM CONSENSO SOBRE ALTERNATIVA A FATOR PREVIDENCIÁRIO

Mesmo após o anúncio de que irá apresentar uma proposta para substituir o fator previdenciário, o governo ainda não chegou a um consenso sobre qual deve ser o cálculo usado nas contas da aposentadoria. Segundo afirmou nesta terça-feira a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a ideia é apresentar, daqui uma semana, uma alternativa ao Congresso para extinguir o fator previdenciário e substituir o texto em votação, que institui a fórmula 85/95.

Mas o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, afirmou nesta terça que a proposta sugerida por Ideli - uma fórmula "móvel", que leva em consideração a expectativa de vida do brasileiro - pode não ser a mais indicada. "Nós ainda não temos os cálculos, os levantamentos, e mesmo que tivéssemos, ainda estão em uma fase técnica. Nós temos ainda que levar isso para o governo e obter um consenso maior, e aí a própria presidente (Dilma Rousseff) teria que ser consultada", afirmou.

O texto que tramita na Câmara visa extinguir o fator previdenciário, um cálculo usado para determinar aposentadorias por tempo de contribuição e por idade. A ideia é estimular a permanência do contribuinte na ativa, reduzindo o déficit da Previdência. A proposta é substituir o fator pelo cálculo 85/95, em que, somando-se a idade com o tempo de contribuição, o resultado deve ser 85 para mulheres e 95 para homens. Mas, segundo o ministro da Previdência, esta também não é a melhor solução para o problema.

"Com o 85/95, uma mulher com 55 anos e 30 de contribuição teria um ganho de 40% no valor da aposentadoria trabalhando apenas um ano e meio a mais do que a média. No caso do homem que se aposentasse com 55 anos, que é a idade média, ele teria que trabalhar mais dois anos e meio para ter um aumento de 15% no valor da aposentadoria. O fator previdenciário compensa mais porque acabou com a diferença de idade entre homens e mulheres", explicou Garibaldi.

Para Garibaldi, uma solução pode ser estipular uma idade mínima para aposentadoria. "Mas sabemos que há uma resistência muito grande ao assunto dentro do Congresso e por parte das centrais sindicais. O que se ventilou em reuniões foi estipular idade mínima somente para novos segurados, que ingressarem depois no regime de Previdência", afirmou.


Reforma das pensões

O governo também admite que o atual modelo de pagamento de pensões por morte ou invalidez aos dependentes dos segurados também pode sofrer alterações. As mudanças devem ser feitas por meio de projeto de lei que será enviado ao Congresso, o que ainda não tem data para acontecer. Segundo Garibaldi Alves, o assunto não tem sido objeto de discussão entre o Executivo e o Legislativo. A estimativa é que a Previdência pague, anualmente, R$ 101 bilhões em pensões.

"Fazendo uma contribuição só, um segurado pode deixar para seus dependentes uma pensão cheia, igual a quem contribuiu durante vários anos. Não há nenhum país que tenha essa facilidade em relação às pensões. Acho uma necessidade (reforma nas pensões) não só pela despesa, mas pela distorção, pela injustiça que é", disse o ministro.

Fonte: Terra

  

Diretoria Executiva da CONTEC

Itaú recua e suspende retirada das portas de segurança nas agências


Em reunião ocorrida na última segunda-feira (2) com a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, o diretor de segurança do Itaú anunciou que o banco suspendeu a retirada da porta de segurança das agências. Todas as unidades do Itaú que passarem por reforma terão mantidas as portas de segurança. Ele também assumiu o compromisso de reavaliar a situação dos estabelecimentos que tiveram o equipamento retirado.

"Trata-se de uma boa notícia para os trabalhadores, os clientes e a sociedade, pois a porta giratória virou hoje um símbolo de segurança, protegendo a vida das pessoas, a exemplo do aparelho de raio-x nos aeroportos", afirma Carlos Cordeiro, funcionário do banco e presidente da Contraf-CUT.

O anúncio do Itaú ocorre após a onda de protestos dos bancários em todo país, sobretudo contra as demissões, a rotatividade, a retirada das portas de segurança e as condições precárias de trabalho.

"Queremos a obrigatoriedade da instalação da porta de segurança em todas as agências e postos de atendimento, pois até as estatísticas da Febraban comprovam a redução dos assaltos a bancos depois da instalação da porta de segurança, a partir do final dos anos 90, por força da mobilização dos bancários e da aprovação de leis municipais", destaca Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, que também participou da reunião.

Ademir lembra que a reivindicação foi discutida na última quinta-feira, dia 28 de junho, na mesa temática de segurança bancária com a Fenaban. Mas os debates não avançaram. "O representante dos bancos disse que porta de segurança nada tem a ver com relações de trabalho, ignorando que o equipamento é fundamental para que haja trabalho seguro", salienta.

"Esse é um avanço para vigilantes, bancários e clientes que estarão mais protegidos da ação de marginais. No entanto, vamos insistir até que todas as agências tenham porta de segurança", reforça Daniel Reis, funcionário do banco e diretor executivo do Sindicato.

De acordo com Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, que igualmente participou da reunião, além do Itaú, a reivindicação está sendo levada a todos os bancos. Além disso, estão sendo feitas ações junto às câmaras de vereadores para que sejam aprovadas leis que tornem obrigatória a porta de segurança nas unidades bancárias. "Essa luta é para o bem de toda a população e o legislativo tem de atuar pela aprovação de medidas que ajudem a preservar a integridade de trabalhadores e usuários das agências", completa.

A obrigação da porta de segurança também está sendo reivindicada pela Contraf-CUT e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) nas reuniões com o Ministério da Justiça que tratam da elaboração do projeto de lei do estatuto da segurança privada.

"Defendemos a instalação desse equipamento porque ele protege a vida das pessoas e melhora as condições de segurança dos estabelecimentos, além de prevenir assaltos e outras ações criminosas", salienta José Boaventura Santos, presidente da CNTV, que também participou da reunião.

Os dirigentes sindicais também cobraram medidas para melhorar a estrutura de segurança dos estabelecimentos, bem como ações para combater o crime da "saidinha de banco", como biombos, divisórias entre os caixas e isenção das tarifas de transferências (TED, DOC) para reduzir a circulação de dinheiro.

O Safra foi a primeira instituição financeira a atender a reivindicação dos bancários e instalou portas de segurança em toda rede de agências.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Contraf-CUT negocia saúde com Bradesco, mas resultados frustram bancários


Crédito: Mauricio Morais - Seeb São Paulo
Mauricio Morais - Seeb São PauloBanco nada propõe para avançar no seguro saúde médico e plano odontológico

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram na última quarta-feira (27) o processo de negociação permanente com o Bradesco, cujos temas foram o Saúde Bradesco e o plano odontológico. Mais uma vez, o banco frustrou a expectativa dos bancários.

O Bradesco não apresentou proposta concreta sobre as questões do seguro saúde médico e odontológico dos funcionários. O banco afirmou que está estruturando uma proposta e deve chamar nova reunião na próxima semana.

Para os dirigentes sindicais, o tema é de extrema importância e exige urgência do banco. Conforme a Resolução Normativa (RN) 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS), a partir do dia 4 de agosto, o Bradesco não poderá mais incluir novos funcionários na apólice de saúde vigente. Criada em 1989, essa apólice está defasada em atendimentos como psicológico, psiquiátrico e fonoaudiólogo.

Caso o banco não se comprometa a fazer adaptação ou migração para as novas normas, ele terá que abrir uma nova apólice para receber os novos funcionários, o que acabará gerando diferenciação de atendimento entre novos e antigos funcionários.

"Esperamos que o banco apresente propostas que venham resolver o problema atendendo assim uma reivindicação antiga da categoria que é a ampliação do rol de atendimento de especialidades não contempladas na atual apólice", afirma Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, órgão que assessora as negociações com o banco.

Inclusão de pais e mães no plano de saúde

Outro ponto de destaque diz respeito à inclusão de pais e mães no plano de Saúde. Mas o banco reafirmou que essa possibilidade está fora de cogitação. "Isso é um absurdo, pois muitos funcionários possuem seus pais como seus dependentes econômicos, comprometendo o seu salário com o pagamento de planos de mercado", critica Elaine.

Manutenção do plano de saúde na aposentadoria

As entidades sindicais reivindicaram ainda a manutenção do plano de saúde na aposentadoria nas mesmas condições vigentes para os funcionários na ativa. Mas o banco não mostrou disposição para negociar o tema.

"O Bradesco se contradiz. Ao mesmo tempo em que faz discurso de valorização dos bancários, acaba deixando na mão seus funcionários no momento em que mais precisam", ressalta a dirigente sindical.

Mais seriedade nas negociações

Essa postura intransigente do banco não será aceita pelo movimento sindical. "Cobramos mais seriedade por parte do Bradesco no processo de negociação. Há muito tempo não avançamos em nenhuma das propostas apresentadas, ficando sem solução os problemas dos bancários", conclui Elaine.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Itaú anuncia regras para bolsas sem atender reivindicações dos bancários


O Itaú Unibanco divulgou as regras, critérios e prazos para a concessão do auxílio-educação, sem levar em conta as reivindicações dos bancários. Ao todo o banco disponibilizará 3.500 bolsas de estudo para primeira graduação aos funcionários em todo o país, no valor individual de 70% da mensalidade, limitado a R$ 320, em até 11 parcelas ao ano.

"Nós vínhamos discutindo com o banco o auxílio-educação e a nossa reivindicação era o aumento do número de bolsas mas, ao contrário, o Itaú manteve a mesma quantidade do período passado. Outras duas demandas dos trabalhadores também não foram atendidas: a extensão para cursos de pós-graduação e o aumento do valor de cada bolsa", afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

Os funcionários do Itaú podem obter mais informações sobre os critérios para a concessão das bolsas na intranet do banco.

Os valores serão pagos retroativamente a janeiro. "Ainda esperamos alterar as regras do auxílio-educação nas negociações com o banco, que abrangem também o PCR do Itaú", destaca o dirigente sindical.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 26 de junho de 2012


Ao menos 72 cidades de São Paulo têm leis por mais segurança nos bancos


Pelo menos 72 cidades paulistas já têm leis municipais que propõem dar mais segurança aos clientes de bancos. A maioria das normas obriga a instalação de divisórias entre os caixas e a área de espera para dar mais privacidade aos clientes. Há ainda outras leis, como proibição do uso de celular dentro dos bancos, instalação de câmeras dentro e fora das agências e blindagem de vidros.

O levantamento de cidades que aprovaram as leis é da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), que tem posição diversa sobre as regras.

Um dos casos mais recentes de lei desse tipo no Estado é o de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), que no último dia 6 regulamentou a obrigatoriedade de divisórias dentro dos bancos.

Os defensores do uso dos biombos argumentam que, com as estruturas, os clientes terão mais privacidade principalmente ao sacar quantias elevadas de dinheiro.

A ideia é evitar que "olheiros" vejam o saque e, com isso, tentar impedir o crime chamado de "saidinha", quando ladrões atacam clientes que deixam as agências.

A efetividade dessas leis, porém, está ligada diretamente à capacidade de fiscalização dos municípios.

Em Araraquara (273 km de São Paulo), por exemplo, onde a lei das divisórias já existe desde outubro de 2010, a prefeitura diz que fez uma ampla fiscalização no ano passado, que resultou em 23 advertências e 12 infrações. Neste ano, a fiscalização só encontrou uma agência que não havia se adequado.

FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Já em Franca (400 km de São Paulo), a lei que exige as divisórias está em vigor desde setembro de 2010, mas, como não houve fiscalização, a regra pouco saiu do papel.

Até o início deste mês, segundo o Sindicato dos Bancários de Franca, apenas um banco - o Mercantil do Brasil -, que tem uma única agência na cidade, cumpria a lei de dois anos atrás.

Por causa disso, segundo o Sindicato, o órgão procurou a prefeitura para cobrar fiscalização. Só assim, a administração notificou os bancos e deu prazo até agosto para colocação das divisórias.

Procurada, a Polícia Militar informou que apoia todas as iniciativas que possam aumentar a segurança.


Fonte: Contraf-CUT com Folha de S.Paulo

Assembleias de bancários do Santander aprovam acordo aditivo e PPRS


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloA proposta de renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva apresentada pelo Santander foi aprovada em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (25) pelos funcionários de São Paulo (foto), Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pernambuco, entre outros sindicatos. Também foi aceita a proposta de acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPR) e os Termos de Compromisso Banesprev, Cabesp e Opção de Migração ao PCS.

Os sindicatos devem informar até as 18h desta terça-feira (26) para a Contraf-CUT o resultado das assembleias, através de correspondência em papel timbrado e assinado pelo presidente, e enviar uma procuração para a assinatura dos documentos com o banco, agendada para quinta-feira (28), às 14h, na Torre Santander, em São Paulo. Todas as orientações jurídicas foram enviadas no último dia 18 para as entidades sindicais pela Contraf-CUT.

Avanços econômicos e sociais

O acordo, válido por dois anos traz avanços para os trabalhadores, como o aumento no PPRS, que passa dos atuais R$ 1.500 para R$ 1.600, este ano. No ano que vem, já está previsto o reajuste do valor pelo índice da Convenção Coletiva a ser conquistado junto à Fenaban em 2012.

Outra novidade foi o pagamento de vale-refeição e cesta-alimentação para o funcionário que utilizar a licença não remunerada de 30 dias para acompanhamento de parente de primeiro grau ou por afinidade, hospitalizado, ou com doença grave.

O banco concordou, também, em ampliar de 2.300 para 2.500 o número de bolsas de estudos para primeira graduação; e incluir uma cláusula de igualdade de oportunidades.

Com o aditivo e o PPRS, serão também assinados os termos de compromisso do Banesprev e Cabesp, que preveem a manutenção das duas entidades além dos prazos fixados no edital de privatização do Banespa, bem como o termo de compromisso de opção de migração ao Plano de Cargos e Salários (PCS). Os funcionários do Santander são os únicos entre os de bancos privados que já conquistaram um acordo aditivo.

Venda responsável de produtos

O Santander também aceitou a reivindicação do movimento sindical de assinar um documento em que se compromete com a venda responsável de produtos e serviços financeiros, nos moldes da declaração conjunta que foi firmada no ano passado no Comitê de Empresa Europeu, em Madri, a partir da campanha mundial da UNI Sindicato Global. O objetivo é acabar com pressões que os bancários sofrem no banco para vender produtos que muitas vezes os clientes não precisam.

O protocolo europeu foi denominado de "Declaración conjunta del Comité de Empresa Europeu y la Dirección Central de Grupo Santander sobre el marco de relaciones laborales para la prestación de servicios financeiros".

Clique aqui para ler o documento assinado na Europa.

Foi assinado pela UGT e Comisiones Obreras (as duas principais centrais sindicais da Espanha), pela UNI Finanças (o sindicato global dos trabalhadores do setor financeiro) e pelo diretor de Relações Laborais do Santander na Espanha, Juan Gorostidi Pulgar. O instrumento é válido em todos os países europeus onde o Santander atua.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos