quarta-feira, 26 de setembro de 2012



BB avança na proposta específica e Comando Nacional orienta aprovação


Crédito: Jailton Garcia
Jailton GarciaNegociação com o BB e reunião do Comando duraram toda a madrugada

Depois de um intenso e longo debate que durou toda a madrugada desta quarta-feira 26, o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, conseguiu arrancar novos avanços na proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo e orienta a sua aprovação nas assembleias em todo o país.

Entre outros itens, o BB pela primeira vez aceita colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; concorda em aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração; os bancários conseguiram incluir a gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006; estabelece como novo piso após estágio probatório (90 dias) o valor de R$ 1.948 (A2); unificação dos atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554.

Também será instalada mesa temática para discutir ascensão profissional e comissionamentos e o banco aceitou estabelecer a regra de preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do país através do sistema de remoção automática (SACR) ou pela nomeação de concursados. Isso é muito mais democrático e transparente na questão da mobilidade interna. E a PLR foi negociada mantendo-se a regra anterior sem vínculo do módulo bônus ao Novo Sinergia, que individualiza as metas. Será usada a mesma referência no resultado coletivo (ATB).

"A força da greve e a unidade do Comando Nacional foram fundamentais para trazer soluções de temas que estamos reivindicando há muitos anos, como jornada de 6 horas para comissionados, questões inerentes às CABB e aos caixas executivos, além de fazer o banco assinar a cláusula de combate ao assédio moral. Entendemos que a proposta é resultado da luta e tem avanços para os funcionários deliberarem nas assembleias", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Conheça a proposta do BB para as reivindicações específicas do funcionalismo:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:
Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:

Jornada de 6h para comissionados

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de
6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32105


Nova proposta específica da Caixa avança e Comando indica aceitação


Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTNegociação específica entre Comando Nacional e Caixa nesta terça

Em negociação ocorrida na noite desta terça-feira (25) com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a Caixa Econômica Federal apresentou uma proposta para a pauta de reivindicações específicas dos empregados na Campanha Nacional 2012.

A proposta contém avanços importantes, entre eles a PLR social de 4% do lucro líquido distribuído linearmente, contratação de mais 7 mil trabalhadores até 2013, melhoria nas condições de trabalho dos tesoureiros, a ampliação da concessão de bolsas de estudos, concessão de 6 horas por mês para estudar na Universidade Caixa dentro da jornada de trabalho e apresentação de estudo para critérios de descomissionamento até 31 de março de 2013.

Após longo debate e avaliação, o Comando Nacional decidiu orientar as assembleias dos sindicatos em todo o país a aprovarem a proposta.

"Essa proposta é fruto da unidade e da forte greve nacional dos trabalhadores da Caixa e de todos os bancários do país, que paralisaram 9.551 agências e centros administrativos e pressionaram os bancos a apresentarem propostas com aumento real e novas contratações, dentre outras demandas, que refletem na melhoria dos salários e das condições de trabalho", destaca Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

Veja a íntegra da proposta específica da Caixa:

1) PLR

a) PLR regra Fenaban
- Regra Básica
- Regra Adicional

b) PLR Adicional Caixa no valor de 4% do lucro líquido distribuída igualmente para todos os empregados.

2) PLR - Antecipação

Antecipação com base na regra da PLR Fenaban e da PLR Adicional Caixa, cujo adiantamento corresponde a 4% sobre o lucro líquido realizado no 1º semestre 2012, a ser paga 10 dias após assinatura do ACT.

3) Piso salarial

Os novos empregados serão contratados nas referências 202, 602 ou 802 da Estrutura Salarial Unificada (SEU) ou da Nova Estrutura Salarial (NES) e enquadrados nas referências 203, 603 ou 803, respectivamente, no dia imediatamente posterior à conclusão do período referente ao contrato de experiência, quando este finalizar-se na vigência do presente Acordo Coletivo de Trabalho.

4) Concentração de empregados

A Caixa se compromete a ter em seu quadro de pessoal 92.000 empregados até dezembro de 2012 e 99.000 empregados até dezembro de 2013.

5) Medicamentos de uso contínuo

Custeio de despesas de 50 medicamentos de uso contínuo não custeados pelo SUS, cujos percentuais de reembolso serão de 50%, 80% e 100%, de acordo com a patologia indicada no relatório médico.

6) Formação ampliada

A Caixa se compromete a ampliar em 3.230 bolsas de incentivos a formação do empregado, por meio de edital único centralizado na Matriz, para todos os empregados acima de 91 dias de trabalho, a saber:
a) 800 bolsas para idiomas;
b) 1.380 bolsas para graduação;
c) 950 bolsas para pós-graduação;
d) 100 bolsas para mestrado.


7) Licenças

Alterar de 1 (um) para 2 (dois) dias por ano a licença para internação hospitalar por motivo de doença de cônjuge ou companheiro (a), filho, pai ou mãe.


8) Licença-adoção

No caso de adoção ou guarda judicial a CAIXA concederá licença remunerada à empregada adotante, pelo período de 180 (cento e oitenta) dias, com exclusão do limite de idade de 12 anos do adotado.

9) Promoção por mérito

Redução das horas de treinamento para promoção por mérito de 100 para 70 horas.

10) Grupo de Trabalho

a) Será constituído Grupo de Trabalho paritário, composto por 8 integrantes, 4 indicados pela Caixa e 4 pelos representantes dos empregados para tratar do plano Saúde Caixa, observando a sua sustentabilidade.

b) Os integrantes serão obrigatoriamente empregados ou ex-empregados Caixa.

c) O grupo de trabalho se reunirá pela primeira vez em até 30 dias após a assinatura deste ACT em dependências disponibilizadas pela Caixa, a qual se responsabilizará pelos custos de destacamento, diárias e hospedagem.

d) As propostas de modificações do Plano de Saúde serão apresentadas à Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas (Depes).

Fica mantido o Grupo de Trabalho Saúde do Trabalhador.

11) Tesoureiro executivo

a) A Caixa apresentará na mesa permanente de negociação, até 31 março 2013, um plano de ação para resolução definitiva das situações apontadas sobre saúde, segurança e condições de trabalho do Tesoureiro Executivo.

b) O pagamento de substituição com remuneração apurada por minuto nas ausências parciais ou pausa para almoço do Tesoureiro, condicionada a existência de saldo de minuto para esta substituição na unidade, limitada a 480 minutos por dia para cada empregado será implementada a partir de janeiro de 2013.

c) A Caixa se compromete até 31/12/2012 construir corredores para abastecimento em todos os terminais de ATM das agências.

d) Considerar a Função Gratificada de Tesoureiro Executivo na linha de sucessão primária para a Função Gratificada de Supervisor de Canais, Supervisor de Atendimento, Gerente de Atendimento e Negócios III e Gerente de Canais e Negócios, mantendo na linha primária de Supervisor de Centralizadora/Filial.

e) Formação de banco de habilitados para o exercício das atividades de Tesoureiro Executivo com empregados das agências e das Giret, no prazo de 90 dias após assinatura do presente ACT.

f) Desenvolver e implementar curso de formação de tesoureiros.

12) Login único

Implantar o acesso à rede de computadores em estação única em cinco unidades da Matriz, em fase piloto, no 4º trimestre de 2012 e concluir a implantação em 31 de agosto de 2013.

13) Agências-barco

Concessão de 2 dias úteis a ser negociado com o empregado, após o retorno de 1 ciclo de trabalho.


14) Descomissionamento

A Caixa assume o compromisso de apresentar, até 31/03/2013, estudos sobre descomissionamento de funções gratificadas, a partir das contribuições apresentadas pelas entidades representativas.

15) Horas de estudo

Os empregados deverão dispor de 6 horas por mês para estudos junto à Universidade Caixa dentro da jornada de trabalho, na metodologia à distância, em local apropriado na unidade.

16) Incorporação do REB ao Novo Plano

A Caixa e as entidades sindicais assumem o compromisso de envidar esforços junto aos órgãos controladores e fiscalizadores com o objetivo de acelerar o andamento do processo de incorporação do REB ao Novo Plano Funcef.

17) Cipa EaD

A Caixa e os representantes do GT Saúde do Trabalhador definirão, em até 180 dias após a assinatura deste ACT, o conteúdo do treinamento ministrado aos membros designados da Cipa, o qual será realizado durante a jornada de trabalho, em local apropriado, com metodologia EaD (Ensino à distância) via intranet, com carga horária total de 20 horas.

18) Sipon

As horas a compensar deverão ser previamente negociadas entre o gestor imediato e o empregado com no mínimo 5 dias úteis de antecedência.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32104

terça-feira, 25 de setembro de 2012



No 8º dia da greve, Fenaban eleva reajuste para 7,5% e com 8,5% no piso


Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT
Jailton Garcia/Contraf-CUTNegociação entre Comando Nacional e Fenaban

Após oito dias de uma forte greve nacional, que vem crescendo dia a dia, a Federação de Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários nesta terça-feira 25 uma nova proposta econômica, que eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores; para 8,5% o aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação; e para 10% no valor fixo da regra básica e no limite da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, está reunido neste momento, em São Paulo, para avaliar a proposta e definir qual a orientação que passará às assembleias que serão realizadas nesta quarta-feira 26 pelos 137 sindicatos representados pela entidade em todo o país. Na sequência, fará a nova rodada de negociações das reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa Federal.

Os bancários deflagraram a greve nacional no dia 18 de setembro, depois de rejeitarem a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais.

Pela nova proposta da Fenaban, as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva dos Bancários ficariam assim:

Reajuste - 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC).

Piso - R$ 1.519 (reajuste de 8,5%, o que significa 2,95% de ganho real).

Caixa - R$ 2.056,89 (reajuste de 8,24%, o que representa 2,70% de aumento real).

Auxílio-refeição - R$ 472,15 (R$ 21,46 por dia), o que representa reajuste de 8,5%.

Cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação - R$ 367,90 (reajuste de 8,5%).

PLR - Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54.

PLR adicional - 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).

Antecipação da PLR - 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00.

A antecipação da PLR será paga até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva e a segunda parcela até 1º de março de 2013.

(Atualizado às 22h46)


Fonte: Contraf-CUT

Proposta: 7,5% para salários e 8,5% para tíquetes

Aumento real chega a 2% e pisos e vales sobem 2,95% acima da inflação. Parte fixa da PLR e teto do adicional subiriam 10%. Específicas de BB e Caixa Federal serão realizadas após os debates com a Fenaban
São Paulo - A mobilização dos bancários arrancou uma nova proposta. No oitavo dia da greve nacional da categoria, a federação dos bancos (Fenaban) voltou a negociar e apresentou ao Comando Nacional dos Bancários índice de reajuste de 7,5% para os salários (aumento real de 2%) e de 8,5% para piso, vales alimentação e refeição (2,95% de aumento real).

A parte fixa da PLR e o teto do adicional subiriam 10% (aumento real de 4,37%). Assim, os R$ 1.400 fixos da regra básica chegariam a R$ 1.540. E o teto do adicional de R$ 2.800 para R$ 3.080.

O Comando Nacional dos Bancários está reunido para avaliar a proposta e deve apresentar uma posição logo mais.

As negociações específicas de Banco do Brasil e Caixa ainda serão realizadas após os debates com a Fenaban.

Aumento maior – Na última rodada de negociação antes da greve, em 4 de setembro, os bancos ofereceram reajuste de 6%, aumento real de 0,58% para salários e demais verbas. Diante dessa proposta, os bancários decidiram paralisar as atividades em todo o Brasil e a greve teve início em 18 de setembro.


Cláudia Motta - 25/9/2012 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2708


Justiça multa HSBC em R$ 5 milhões por assédio na greve em Jundiaí


Crédito: Seeb Jundiaí
Seeb JundiaíO HSBC foi condenado a pagar uma multa de R$ 5 milhões por assédio cometido durante a greve nacional dos bancários em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O juiz da 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí, Jorge Luiz Souto Maior, considerou que o banco inglês tentou limitar o legítimo direito de greve, visando única e exclusivamente seus proveitos financeiros, além de tentar ludibriar a Justiça do Trabalho. O HSBC tentou utilizar-se de uma ata redigida por um cartório de Jundiaí, que não corresponderia com a verdade dos fatos.

Clique aqui para ler a sentença.

Além da multa imposta ao banco, o juiz determinou a expedição de oficio à Corregedoria do Tribunal de Justiça de São Paulo para apuração da atuação do Tabelião de Notas de Jundiaí durante a greve.

"Cumpre recordar que o livre exercício da greve é um direito fundamental, consagrado internacionalmente e assegurado pela Constituição Federal (artigo 9º), não se podendo submetê-lo ao risco de ingerências política ou políticas", apontou o juiz.

"A sentença proferida pelo Dr. Jorge Luiz Souto Maior nos faz acreditar que ainda existe justiça neste país. Não é o sistema financeiro com todo o seu poderio econômico que irá ludibriar a todos com os seus artifícios e mentiras durante toda a Campanha Nacional dos Bancários", comentou Paulo Santos Mendonça, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Jundiaí

QUADRO DE GREVE EM 25/09/2012


Companheiros, boa tarde,

 Um grande trabalho foi realizado em todas as cidades da nossa base sindical, com o fechamento de diversas agências, como:

BANCO DO BRASIL = 14 AGÊNCIAS FECHADAS

CEF = 4 AGÊNCIAS FECHADAS

ITAÚ = 5 AGÊNCIAS FECHADAS

HSBC = 4 AGÊNCIAS FECHADAS

SANTANDER =  19 AGÊNCIAS FECHADAS

BRADESCO = PARALISAÇÃO DE 1 HORA E MEIA

TOTAL DE 46 AGÊNCIAS FECHADAS

Comparativamente, ontem tínhamos 35 agências fechadas

No final da tarde, enviaremos informações sobre a reunião do Comando Nacional dos Bancários e a FENABAN, onde deverá ser apresentada nova proposta aos bancários.

Em breve posicionaremos à todos. Mais informações acessem nosso BLOG www.sindban.com.br.

 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA

Harley Ap.Vizoná - Presidente

Força da greve arranca negociação entre Comando e Fenaban nesta terça

 
Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUT Fenaban rompe silêncio no sétimo dia de greve e agenda negociação

A greve nacional dos bancários, que nesta segunda-feira 24 entrou na segunda semana ainda mais forte que na sexta-feira, começou a surtir efeito. No começo da noite, a Fenaban enviou ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) chamando uma nova rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários para esta terça-feira às 16h, no Hotel Maksoud, em São Paulo.

Após a rodada com a Fenaban, haverá também negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, no mesmo local, sobre a pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores.

"Foi a força da greve que arrancou a retomada das negociações. Esperamos que os bancos apresentem uma proposta que contemple as expectativas dos bancários e possa ser levada às assembleias da categoria em todo o país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Nesta segunda-feira, sétimo dia da paralisação, foram fechadas 9.386 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 Estados e no Distrito Federal, segundo informações passadas à Contraf-CUT até as 20h30 pelos 137 sindicatos e dez federações representados pelo Comando Nacional. Na sexta-feira 21, haviam sido paralisadas 9.092 unidades no Brasil inteiro.

A Fenaban apresentou a primeira e única proposta, com 6% de reajuste (0,58% de aumento real), no dia 28 de agosto. No dia 5 de setembro, a Contraf-CUT enviou carta à federação dos bancos para reafirmar que estava aberta à retomada das negociações e reivindicava a apresentação de uma nova proposta. A Confederação repetiu o gesto na quinta-feira 20, véspera da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, para avaliar a paralisação da categoria.

fonte:  http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32084

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Contraf-CUT cobra da Caixa suspensão de processo seletivo durante greve

 
A Contraf-CUT enviou nesta segunda-feira (24) carta à Caixa Econômica Federal reivindicando a suspensão da convocação dos 32 PSI (Processo Seletivo Interno) em todo o país, divulgada na véspera da deflagração da greve nacional dos bancários, no último dia 17. Durante rodada de negociação, ocorrida no dia 23 de agosto, a Contraf-CUT já havia solicitado ao banco a não publicação do edital caso houvesse a paralisação.

Clique aqui para ler a carta enviada.

"Na negociação, os representantes da Caixa comprometeram-se a encaminhar a demanda à área competente e dar um retorno posterior, o que não aconteceu. A realização dos PSI representa uma forma de pressão para que os empregados interessados em participar deles não façam adesão ao movimento grevista", afirma Plínio Pavão, diretor executivo da Contraf-CUT.

Além disso, a manutenção da convocatória representa afronta à lei nº 7.783/89, a chamada lei de greve, que no artigo 6º, parágrafo 2º, prevê que "é vedado à empresa adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho" durante o período de greve. "Isso representa uma pressão inadmissível sobre os bancários da Caixa e fere claramente a lei de greve", critica Plínio.

Confira a íntegra do texto da carta:

São Paulo, 24 de setembro de 2012.

À
Caixa Econômica Federal
A/C. do Sr. Jorge Fontes Hereda - Presidente

Ref.: Realização de PSI Durante o Período de Greve.

Prezado Senhor:

Na reunião de negociação ocorrida em 23/08 último foi solicitado pela Contraf/CUT à Caixa que se abstivesse de publicar editais convocando PSI (Processo Seletivo Interno), caso, em razão de eventual impasse nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários - 2012, a categoria bancária decidisse pela deflagração de greve, uma vez que a realização dos PSI representaria uma forma de pressão para que os empregados interessados em participar deles não aderissem ao movimento grevista. Os representantes da Caixa comprometeram-se a encaminhar a demanda à área competente e dar um retorno posterior, o que não aconteceu.

A greve nacional dos bancários foi aprovada praticamente em todas as bases de sindicados filiados a esta confederação em assembleias realizadas em 12/09, ocasião em que foram apreciadas e rejeitadas as propostas para fechamento da CCT 2012 presentadas pelos bancos.

No dia 17/09, véspera do início da greve, a Caixa divulgou Informe de Gestão de Pessoas, oficializando a realização de 32 PSI na Matriz e em outras unidades em diversos locais do País, todos eles com exíguo prazo para manifestação de interesse.

Em vista disso a Contraf/CUT vem à presença de V. Sa. solicitar a suspensão dos referidos PSI, uma vez que sua manutenção representará afronta à Lei de Greve nº 7.783/89 que em seu Art. Sexto, parágrafo segundo prevê que "é vedado à empresa adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho " durante o período de greve.

Sendo só para o momento apresentamos nossas

Cordiais saudações.

Carlos Cordeiro
Presidente


Fonte: Contraf-CUT- http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32083

Greve dos bancários paralisa 9.386 agências no sétimo dia em todo país

 
Crédito: Seeb Porto Alegre
Seeb Porto Alegre Manifestação com outras categorias em greve em Porto Alegre

A greve nacional dos bancários entrou na segunda semana da mesma forma que terminou a primeira: crescendo em todo o país. Nesta segunda-feira 24, sétimo dia da paralisação, foram fechadas 9.386 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo informações enviadas à Contraf-CUT até as 20h30 pelos 137 sindicatos e dez federações que são representados pelo Comando Nacional dos Bancários. Na sexta-feira 21, haviam sido paralisadas 9.092 unidades no Brasil inteiro.

"A cada dia que passa, aumenta a indignação dos bancários com o silêncio dos bancos em retomar as negociações com o Comando Nacional e apresentar uma nova proposta que contemple as reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25% (aumento real de 5%), valorização do piso, melhoria da PLR, mais saúde e melhores condições de trabalho, mais contratações e fim da rotatividade, mais segurança e igualdade de oportunidades. A Fenaban propôs um reajuste de 6% (aumento real de 0,58%), rejeitado pelas assembleias dos bancários em todo país.

O Comando Nacional se reuniu na última sexta-feira, em São Paulo, para avaliar a paralisação nacional, colocando-se à disposição dos bancos para a retomada das negociações. "A Fenaban ignorou o gesto e perdeu uma boa oportunidade para reabrir o diálogo. A resposta foi a intensificação das paralisações em todo Brasil", destaca Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

- Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
- Piso salarial de R$ 2.416,38.
- PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
- Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
- Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
- Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
- Mais segurança
- Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações- http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32082

Caixa prevê contratar mais 12 mil funcionários em 2013


Vagner Magalhães - Direto de São Paulo
O presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que o banco deverá contratar mais 12 mil funcionários em 2013 para as mais de 2 mil novas agências previstas. Segundo o presidente, o banco tem atravessado bem o período de crise econômica mundial. "Não somos autistas de dizer que a crise não existe. Mas estamos a enfrentando bem. Podemos crescer sem fazer nenhuma bobagem. Estamos abrindo agências e precisamos de gente", disse ele. 
 
 Hereda afirmou que a previsão é de um 2013 com a taxa Selic na casa de um dígito e não descarta novas quedas de taxas para o consumidor final, a exemplo do que aconteceu nos últimos meses. "Mesmo com ajuste, os juros devem se manter em um dígito no ano que vem. Não é só a questão da presidente (Dilma Rousseff) pedir. "A Caixa é um banco público e o que o nosso controlador (o governo) enxerga, para nós é importante", afirma.
 Ele diz que na questão do emprego no setor bancário, a atuação da Caixa tem sido essencial. "Se não contratássemos, teríamos um número negativo (em 2012). Conseguimos equilibrar isso", diz. A projeção é que a Caixa esteja entre os três maiores bancos do País nos próximos 10 anos. "A Caixa não vai crescer comprando outros bancos, vai crescer organicamente".

O banco tem planos de expansão de suas linhas de crédito e prevê o lançamento novos produtos para empresas, com antecipação de recebíveis e uma linha popular para a compra de móveis e linha branca, além de entrar também no crédito agrícola.

fonte:  http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201209241832_TRR_81608062

Itaú é uma das melhores empresas para trabalhar?

Pontos avaliados como positivos pelo guia Você S/A como plano de saúde e PLR são alvos de muita reclamação por parte dos funcionários
São Paulo – Representantes dos trabalhadores se mostraram muito desconfiados com a divulgação do guia da revista Você S/A que elegeu o Itaú como uma das melhores empresas para se trabalhar. Isso porque critérios avaliados como positivos, como o valor da participação nos lucros e o plano de saúde, são fruto de muita reclamação por parte dos trabalhadores.

O funcionário do Itaú e dirigente sindical Jair Alves lembra que a insatisfação dos empregados em relação ao plano de saúde é generalizada. Além disso, o banco pode pagar menos de PLR esse ano, graças a manobras no balanço como o alto provisionamento para devedores duvidosos (PDD). “Esses são argumentos suficientes para colocar em dúvida a eleição da revista”, afirma Jair.  “Se o Itaú fosse uma das melhores empresas para se trabalhar os funcionários não entrariam em greve. A paralisação dos bancários demonstra a insatisfação com a política da instituição.”

O plano de saúde avaliado como positivo é contestado pelo dirigente. “A todo momento estamos cobrando do banco melhoria no atendimento do plano, pois chegam inúmeras reclamações dos trabalhadores. A avaliação positiva mencionada pela revista deve ser dos executivos que têm planos diferenciados da maioria dos bancários. Assim também como o pagamento dos bônus desses mesmos executivos, que cresceu significativamente nos últimos anos, enquanto para os trabalhadores o Itaú quer pagar PLR menor que no ano passado”, lembra Jair Alves.

Também citado como positivo, o auxílio-creche/babá é uma conquista histórica dos trabalhadores. “É sempre bom lembrar que o Itaú não concedeu nada sem a reivindicação do movimento sindical. Os mais jovens precisam saber que tanto a PLR quanto o auxílio-creche/babá foram resultado de muito luta dos trabalhadores”, resgata.

Negativos – Entre os pontos negativos destacados pela revista está a reclamação da falta de oportunidade no plano de carreira e sobrecarga de trabalho devido à falta de funcionários. “Isso é reflexo das quase 10 mil demissões feita pelo Itaú nos últimos anos”, destaca o dirigente sindical.


Carlos Ferndandes - 21/9/2012 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2688

sábado, 22 de setembro de 2012

Orientações para Greve

 

  1. A partir do início do movimento, avise o Sindicato ou sub sede se sua unidade está parada. É importante também, com o auxílio dos dirigentes sindicais, debater com funcionários de outras agências e concentrações para que ampliem a mobilização. Durante a greve, desligue o celular: é uma boa forma de evitar pressão para voltar ao trabalho.

2. Afaste-se da polícia, evite confrontos. Nosso movimento é pacífico.

3. Caso seja convocado a participar de contingência, denuncie ao Sindicato pelo 3421 3047. Todos os bancários têm de fazer a sua parte para que a greve seja vitoriosa.

4. Cuidado com informações que não sejam do Sindicato. Nesse período há muitos boatos que visam confundir o trabalhador, inclusive na intranet das instituições financeiras. A informação segura está no Blog do Sindicato e nos emails que sao enviados toda vez que temos novidades, além dos diretores do Sindicato.

5. Vá às reuniões convocadas pelo Sindicato. Elas são importantes para debater e fortalecer a estratégia de mobilização.

6. Participe das assembleias, onde são tomadas as decisões sobre os rumos da Campanha Nacional


Telefones
Sede do Sindicato: 17 3421 3047
Sub Sede: 17 3442 4285

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Clientes 

Veja como as reivindicações da Campanha ajudam a população.

O setor bancário brasileiro é um dos mais lucrativos e rentáveis do país. Em 2011, a soma do lucro líquido dos seis maiores bancos – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Federal, Santander, HSBC – chegou a R$ 52 bilhões e só no primeiro semestre deste ano, o lucro desses mesmos bancos já chegou a R$ 25,2 bilhões. E esse resultado cresce em ritmo astronômico.

> Leia íntegra do Jornal do Cliente

As instituições financeiras também cobram altos juros e tarifas pelos serviços que prestam à população. A taxa do cheque especial chega a 159,60% ao ano. A dos cartões de crédito é ainda maior, alcançando exorbitantes 323,14%, de longe a mais alta de todos os países da América Latina. Na Argentina, por exemplo, os juros no cartão de crédito são de 50% ao ano.

Os bancos brasileiros têm, portanto, condições de baixar os juros sem abrir mão dos lucros.

Além disso, a receita dos bancos com as tarifas que você cliente paga aumentou 15% em 2011.

Mesmo diante desses números, os bancos fecham postos de trabalho, demitem funcionários e, consequentemente, pioram o atendimento à população, que enfrenta filas cada vez maiores e demoradas nas agências.

Proposta insuficiente
Durante todo o mês de agosto, os trabalhadores insistiram em negociar com os bancos. Mas o setor mais lucrativo do país oferece apenas 6% de reajuste. Descontada a inflação do último ano, de 5,39%, isso representa apenas 0,58% de aumento real.

Se até segunda 17 os bancos não apresentarem proposta melhor, a categoria entrará em greve na terça 18 de setembro. O objetivo não é prejudicar a população – que continuará contando com o autoatendimento –, mas lutar por remuneração justa e melhores condições de trabalho, que também resultam em melhor atendimento a usuários e clientes.

Outros setores pagam mais que bancos
Rentabilidade é a capacidade que  uma empresa tem de agregar valor a ela mesma. Os bancos são campeões em rentabilidade, capazes de, em quatro anos, dobrar seu patrimônio, construindo um novo banco do mesmo tamanho. Apesar disso, querem pagar menos aos seus funcionários.

Outros setores da economia, que lucram menos e têm rentabilidade menor que a dos bancos, concederam reajustes salariais de em média 2,23% acima da inflação. Os bancos, no entanto, ofereceram apenas 0,58% aos bancários.

Empregados adoecem
A categoria bancária é das que mais adoece em função do trabalho. Os bancos impõem metas de venda abusivas aos trabalhadores e ameaçam de demissão caso não batam as metas. Essa situação de cobranças e pressão, em nome do lucro, resulta em assédio moral que leva a estresse e depressão.

As metas e a falta de pessoal nos bancos (leia mais no quadro verde) também sobrecarregam os funcionários e causam doenças físicas como as lesões por esforço repetitivo (LER).

Na campanha salarial, os trabalhadores também reivindicaram mudanças para tornar o ambiente de trabalho mais humano e saudável, mas essas questões não avançaram na negociação com?os bancos.

Bancos lucram muito, mas cortam empregos
Enquanto o emprego vem crescendo no Brasil, o setor financeiro vai na contramão e corta postos de trabalho. Apesar dos altos lucros, o Itaú cortou 9.014 postos de trabalho em 12 meses (junho de 2011 a junho 2012). A maior parte do fechamento dessas vagas ocorreu entre março e junho deste ano, quando o banco extinguiu 3.777 empregos. No mesmo período, o Bradesco reduziu 571 postos de trabalho e o Santander, 135.

Isso mostra que, em vez de contribuir com o desenvolvimento do país, os bancos demitem trabalhadores, sobrecarregando os que ficam e prejudicando a qualidade dos serviços bancários.

“Os bancos estão devendo à sociedade. Fazem campanhas publicitárias falando de responsabilidade social, mas não baixam os juros para impulsionar o crédito pessoal e das empresas. Cortam empregos, prejudicando a economia do país. Bancos são concessões públicas e já passou da hora de retribuírem à sociedade e a seus funcionários os ótimos resultados que têm a cada ano”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

Executivos de bancos ganham R$ 8 milhões
Apesar de o Governo Lula ter tirado 22 milhões de cidadãos da miséria, o Brasil ainda tem 16 milhões vivendo abaixo da linha da pobreza. Num país como esse, ter pessoas ganhando?R$ 8 milhões por ano é um contrassenso. Parece absurdo, mas é mais ou menos isso que ganham os altos executivos dos bancos.

Este ano, os bancos aumentarão em 9,7% o total que destinam aos que ocupam cargos na alta direção da empresa. No Itaú, por exemplo, os que ocupam o alto da pirâmide passarão a ganhar R$ 8,3 milhões por ano. No Santander, os executivos receberão R$ 6,2 milhões.

Enquanto isso, o salário inicial do bancário é R$ 1.400, o que dá por ano R$ 18.662,00 – já considerando 13º salário e adicional de férias. E os bancos querem conceder reajuste de apenas 6% (0,58% de aumento real) aos trabalhadores que estão no topo da pirâmide. O que você acha disso?


fonte: http://www.spbancarios.com.br/Pagina.aspx?id=322

Bancários ampliam greve nacional e fecham 9.092 agências no quarto dia

 
Crédito: Seeb BH
Seeb BH Passeata dos bancários intensifica greve em Belo Horizonte

"Os bancos perderam mais uma grande oportunidade para retomar as negociações e apresentar nova proposta aos bancários, ignorando a presença do Comando Nacional em São Paulo durante toda esta sexta-feira. Essa intransigência aumenta a indignação da categoria e vai intensificar a greve nacional na próxima semana." A advertência foi feita pelo presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, ao final da reunião do Comando Nacional realizada nesta sexta-feira 21 para avaliar a paralisação e intensificar o movimento nos próximos dias.

A greve nacional se alastra a cada dia. Nesta sexta-feira, quarto dia do movimento, 9.092 agências e centros administrativos foram fechados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço da Contraf-CUT a partir das informações passadas até as 18h pelos 123 sindicatos e dez federações que integram o Comando Nacional.

Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas, saltando para 7.324 no segundo dia e 8.527 na quinta-feira. Já no quarto dia de paralisação no ano passado, 7.865 agências haviam sido fechadas.

Na reunião desta sexta, o Comando Nacional avaliou que o crescimento da greve é consistente em todo o país, principalmente nos bancos privados, e orientou os sindicatos a intensificarem a mobilização em todas as bases, de forma a forçar a Fenaban a romper o silêncio e retomar as negociações.

A federação dos bancos apresentou a primeira e única proposta, com 6% de reajuste (0,58% de aumento real), no dia 28 de agosto. No dia 5 de setembro, a Contraf-CUT enviou carta à Fenaban para reafirmar que estava aberta à retomada das negociações e reivindicava a apresentação de uma nova proposta, mas até hoje não obteve resposta.

"Os bancos erraram ao apostarem no fracasso da paralisação. A resposta dos trabalhadores está aí, com uma greve ainda mais forte que nos anos anteriores", conclui Carlos Cordeiro.

fonte:  http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32061

quinta-feira, 20 de setembro de 2012



Comando Nacional reúne-se nesta sexta para avaliar e ampliar a greve


Comando vai discutir estratégias para fortalecer movimento

O Comando Nacional dos Bancários vai se reunir nesta sexta-feira 21 na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, a partir das 14h, para fazer uma avaliação da greve da categoria e discutir estratégias para fortalecer o movimento em todo o país caso a Fenaban mantenha a postura intransigente em relação às reivindicações por 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

"A cada dia de silêncio da Fenaban a greve será maior do que no dia anterior", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e e coordenador do Comando Nacional.

A paralisação vem crescendo em todo o país, repetindo o mesmo roteiro dos anos anteriores. "A diferença é que este ano a greve está ainda mais forte que nas campanhas passadas", acrescenta Carlos Cordeiro.

Na terça-feira 18, primeiro da greve, os bancários fecharam 5.132 agências e centros administrativos de bancos privados e públicos em todo o país. No segundo dia, a paralisação atingiu 7.324 unidades. E nesta quinta-feira 20 o movimento cresceu, segundo as primeiras informações fornecidas pelos sindicatos.

Os bancos podem atender aos bancários porque...

... Os lucros são crescentes

Os seis maiores bancos, que empregam 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012, um aumento de 1,20% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso sem contar a manobra contábil de superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos (PDD) diante de uma inadimplência em queda. O lançamento em PDD foi de R$ 39,15 bilhões no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido dos bancos.

... Deram aumento de 9,7% aos altos executivos

Enquanto a Fenaban propõe reajuste de apenas 6% aos bancários, a remuneração já milionária dos altos executivos dos bancos aumentou este ano em 9,7%, segundo dados fornecidos pelos próprios bancos à Comissão de Valores Mobiliários. Assim, a remuneração anual de cada diretor estatutário chegará até R$ 8,4 milhões este ano.

... Setores menos lucrativos deram reajustes maiores

Quase todos os acordos salariais assinados no primeiro semestre de 2012 resultaram em aumento real de salários dos trabalhadores, segundo pesquisa do Dieese. Muitos desses acordos foram até superiores a 5% acima da inflação, enquanto a Fenaban ofereceu meros 0,58% de ganho real aos bancários.

... Os bancários brasileiros têm baixos salários

Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil o salário de ingresso de um bancário é de 681 dólares, ou seja, R$ 1.400. Os bancários querem um piso de R$ 2.416,23, equivalente ao salário mínimo do Dieese.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32035


Greve cresce no País e bancários fecham 8.527 agências no terceiro dia


A greve nacional dos bancários continua crescendo em todo território nacional. Nesta quinta-feira (20), terceiro dia do movimento, as paralisações atingiram 8.527 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal. As informações foram enviadas à Contraf-CUT até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários.

No primeiro dia de greve, terça-feira (18), 5.132 agências foram fechadas. Já no segundo dia as paralisações alcançaram 7.324 dependências. O crescimento da greve nesta quinta-feira superou também o terceiro dia do movimento no ano passado, quando 7.672 unidades foram fechadas.

O Comando Nacional se reunirá nesta sexta-feira (21), a partir das 14h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. "Vamos fazer uma avaliação da greve e discutir estratégias para fortalecer ainda mais o movimento em todo o país, caso a Fenaban continue não dando sinal de vida e mantenha essa postura intransigente em relação às demandas dos bancários", destaca o dirigente sindical.

"Como o Comando Nacional estará reunido nesta sexta-feira, é uma boa oportunidade para a Fenaban acordar, marcar uma negociação e apresentar uma proposta que atenda as expectativas dos bancários", aponta Cordeiro. "Se a Fenaban não retomar o diálogo, com certeza o movimento sindical irá intensificar ainda mais a greve na próxima semana", projeta.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25% (5% de aumento real), valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

"Os bancários estão cada vez mais indignados com o silêncio da Fenaban e, por isso, o movimento se amplia rapidamente a cada dia em todo o país. Os banqueiros não atenderam as reivindicações da categoria na mesa de negociação e agora estão sentido a força da mobilização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Além de ampliar a greve, os bancários participaram nesta quinta-feira do ato unificado das categorias em campanha salarial no segundo semestre, na Avenida Paulista. A manifestação organizada pela CUT e demais centrais sindicais reforçou a luta por aumentos reais de salários. Os dirigentes sindicais enfatizaram que não falta dinheiro, mas responsabilidade aos banqueiros e aos empresários nas negociações com os trabalhadores.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17, mas nenhuma resposta foi enviada pela Fednaban até o momento.

Os bancos apresentaram uma única proposta ao Comando Nacional no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32039


Terceiro dia de greve tem ato das categorias em luta na Avenida Paulista


Um ato unificado na Avenida Paulista das categorias em campanha salarial no segundo semestre vai marcar o terceiro dia de greve nacional dos bancários nesta quinta-feira (20), a partir das 10h, em São Paulo. A atividade conjunta está sendo organizado pela CUT com outras centrais sindicais.

Bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e funcionários dos Correios vão levar ao conhecimento da população as pautas específicas de suas campanhas salariais e também pressionar pela pauta conjunta da classe trabalhadora que está parada no Congresso Nacional.

Entre as reivindicações estão: isenção do imposto de renda na PLR; fim da terceirização e da rotatividade; regulamentação das convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho, que garante o direito de negociação coletiva e inibe a dispensa imotivada, respectivamente.

Em São Paulo, a greve dos bancários envolve trabalhadores do Centro Administrativo Brigadeiro (CAB) do Itaú, Bradesco Prime, além de diversas agências da Paulista.

Nos centros velho e novo, o movimento atinge agências de várias instituições financeiras e concentrações como o edifício Patriarca (Itaú) e Complexo São João (Banco do Brasil).

Na zona sul, bancários cruzam os braços nos eixos da Avenida Adolpho Pinheiro, Chácara Santo Antonio e João Dias. Na zona oeste, o movimento ganha adesão de trabalhadores lotados em agências dos corredores da Professor Afonso Bovero, Heitor Penteado, Cerro Cora e Dr. Arnaldo.

Na zona norte, bairros da Vila Nova Cachoeirinha, Horto Florestal e Casa Verde estão com agências fechadas. Na zona leste, funcionários fortalecem a greve no Jardim Anália Franco, Vila Carrão e Ermelino Matarazzo

Em Osasco, além do movimento ser mantido nas unidades do calçadão, a paralisação se estende para agências dos Santana do Parnaíba, Alphaville e Barueri.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32032


No segundo dia, bancários fecham 7.324 agências e greve se fortalece


Agência paralisada no Rio de Janeiro pela greve nacional dos bancários

Subiu para 7.324 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados nesta quarta-feira 19, segundo dia da greve nacional dos bancários, segundo balanço realizado pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional da categoria. Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas. Na greve do ano passado, foram paralisadas 6.248 unidades no segundo dia.

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo. Os banqueiros pagaram pra ver e estão vendo a força da greve, resultado da insatisfação dos bancários diante da ausência de nova proposta da Fenaban que contemple as reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários querem 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Eles aprovaram a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias em todo o país.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17. Mas a federação dos bancos não deu resposta até hoje.

"Esperamos que a Fenaban rompa o silêncio, marque nova negociação e apresente uma proposta decente para levarmos às assembleias dos bancários. Em caso contrário, a greve continuará crescendo e poderá entrar na próxima semana", diz Carlos Cordeiro.

Os bancos podem atender aos bancários porque ...

... Os lucros são crescentes

Os seis maiores bancos, que empregam 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012, um aumento de 1,20% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso sem contar a manobra contábil de superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos (PDD) diante de uma inadimplência em queda. O lançamento em PDD foi de R$ 39,15 bilhões no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido dos bancos.

... Deram aumento de 9,7% aos altos executivos

Enquanto a Fenaban propõe reajuste de apenas 6% aos bancários, a remuneração já milionária dos altos executivos dos bancos aumentou este ano em 9,7%, segundo dados fornecidos pelos próprios bancos à Comissão de Valores Mobiliários. Assim, a remuneração anual de cada diretor estatutário chegará até R$ 8,4 milhões este ano.

... Setores menos lucrativos deram reajustes maiores

Quase todos os acordos salariais assinados no primeiro semestre de 2012 resultaram em aumento real de salários dos trabalhadores, segundo pesquisa do Dieese. Muitos desses acordos foram até superiores a 5% acima da inflação, enquanto a Fenaban ofereceu meros 0,58% de ganho real aos bancários.

... Os bancários brasileiros têm baixos salários

Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil o salário de ingresso de um bancário é de 681 dólares, ou seja, R$ 1.400. Os bancários querem um piso de R$ 2.416,23, equivalente ao salário mínimo do Dieese.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=32017
ACOMPANHAMENTO DAS PARALISAÇÕES NO DIA 19/09/2012

UF SINDICATO Quantidade agência fechadas por banco TOTAL
  BB CEF BRADESCO Itaú HSBC Santander BNB Basa Outros Estaduais Outros
  Andradina 4 4 0 0 1 4 0 0 0 0 13
Araçatuba 12 8 2 (parcial) 6 2 11 0 0 0 2 43
Campinas 69 38 8 13 2 13 0 0 0 3 146
Corumbá 1 1 1 2 1 1 0 0 0 0 7
Franca 0 4 0 0 0 0 0 0 0 0 4
Guaratinguetá 10 6 0 6 4 13 0 0 0 1 40
Jaú 15 6 06 12 HS 8 3 12 0 0 0 2 52
Lins 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Marília 13 7 6 (parciais) 4 2 10 0 0 0 1 43
Naviraí 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 5
Piracicaba 19 11 0 14 2 19 0 0 0 6 71
Ponta Porã 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 5
Pres. Venceslau 8 4 0 4 2 7 0 0 0 0 25
Ribeirão Preto 0 9 0 20 6 22       7 64
Rio Claro 15 6 3 5 2 10 0 0 0 0 41
Santos 29 21 34 37 5 23 0 0 0 4 153
São Carlos 2 0 1 H 1H 1 5 0 0 0 1 11
S. J. do Rio Preto 6 12 2 HORAS 8 5 12 0 0 0 3 48
S. J. dos Campos 9 15 2 14 4 11 0 0 0 3 58
Sorocaba 32 13 4parc 12 4 16 0 0 0 4 85
Três Lagoas 2 1 1 2 2 1 0 0 0 0 9
Tupã 44 7 19 6 4 19 0 0 0 0 99
Votuporanga 0 3 0 0 0 2 0 0 0 0 5
TOTAL 292 179 91 164 54 211 0 0 0 37 1028