segunda-feira, 29 de julho de 2013



Campeão de demissões, Itaú é o banco que lidera reclamações no Procon


O Itaú, campeão absoluto de demissões, de lucros e de remuneração milionária aos altos executivos, é também o banco que liderou no primeiro semestre de 2013 as reclamações de consumidores do setor financeiro na Fundação Procon. A relação das 30 primeiras empresas foi divulgada pela entidade na quinta-feira, dia 25.

As instituições financeiras (bancos, cartões de crédito e financeiras) foram responsáveis por 34.971 queixas ou 28% das reclamações. O número só é inferior ao setor de telecomunicações (telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura), que concentraram 39.520 queixas ou 31% do total.

A relação das três primeiras empresas inclui dois bancos: em segundo lugar, o Itaú, e em terceiro, o Bradesco. O grupo Vivo (fixo, TV e internet) liderou o levantamento feito pela entidade.

Campeão de demissões

"Esse novo título não nos surpreende, na medida em que o Itaú tem sido o campeão das demissões nos últimos anos. A dispensa de trabalhadores e o corte de empregos impactaram negativamente o atendimento aos clientes, que registraram queixas no Procon", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

O Itaú foi o banco que mais demitiu no Brasil em 2012. Além da rotatividade, a instituição privada fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro funcional.

Desde março de 2011 até dezembro do ano passado, o banco eliminou 13.699 empregos. E no primeiro trimestre de 2013, cortou mais 708 vagas.

Campeão de lucros

Enquanto reduz custos com folha de pagamento e piora o atendimento aos clientes, o lucro líquido recorrente do Itaú foi recorde no ano passado e atingiu R$ 14,043 bilhões.

Campeão em remuneração dos altos executivos

Como se não bastasse, o Itaú foi também campeão em remuneração milionária dos altos executivos, superando o Santander e o Bradesco, que também pagam milhões de reais por ano para o alto escalão.

Segundo levantamento do Dieese, com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada diretor do Itaú ganhou, em média, R$ 9,05 milhões em 2012, mais do que o do Santander, que recebeu R$ 5,63 milhões e o do Bradesco, que embolsou R$ 5,01 bilhões. Enquanto isso, o bancário do piso salarial recebeu apenas R$ 38,64 mil no ano passado. Pode?

Isso significa que um diretor do Itaú ganhou, em média, 234,27 vezes mais que um funcionário recebe com o piso. No Santander, o executivo ganhou 145,67 vezes o piso.

"Trata-se de um modelo perverso, que escancara a falta de distribuição de renda no setor financeiro e que não pode continuar. Não é à toa que o Brasil é o 12º país com a maior concentração de renda do mundo", destaca Cordeiro.

Cadê a responsabilidade social?

"Está na hora de o Itaú, assim como os demais bancos privados, passar a oferecer contrapartidas para os trabalhadores e a sociedade, como o fim das demissões e da política de rotatividade, mais contratações, plano de cargos e salários e melhores condições de trabalho, bem como atendimento de qualidade para os clientes com mais crédito e redução dos juros e das tarifas", defende o presidente da Contraf-CUT.

"Além de crescimento, o Brasil precisa de desenvolvimento econômico e social, bem como de políticas de distribuição de renda e de justiça social", aponta Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT com UOL


Comando Nacional entrega pautas específicas para BB e Caixa no dia 30


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega na próxima terça-feira (30), às 11h, as pautas de reivindicações específicas dos trabalhadores para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As minutas serão apresentadas aos dois bancos públicos logo após a entrega da pauta geral de reivindicações dos bancários para a Fenaban, que acontece no mesmo horário, em São Paulo.

Seguindo o modelo de campanha nacional unificada, as negociações com o BB e a Caixa serão realizadas de forma concomitante com a negociação da categoria com a Fenaban.

A mesa de negociação com os dois bancos públicos é coordenada pela Comando Nacional, com a assessoria da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ambas integradas por representantes de federações e sindicatos.

Banco do Brasil

O 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou a pauta específica centrada no combate ao plano de funções comissionadas, ao assédio moral, às práticas antissindicais e às péssimas condições de trabalho.

"Temos propostas que buscam resolver problemas do funcionalismo nas mais diversas áreas, como saúde e previdência, em que reivindicamos a isonomia de tratamento e o direito de todos na Cassi e na Previ", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Segundo o dirigente sindical, também foram aprovadas propostas para melhorar as condições de trabalho, combater o fim das metas e o adoecimento que toma conta nos locais de trabalho no banco.

"Precisamos reverter nesta Campanha Nacional os prejuízos advindos da implantação unilateral do plano de funções que reduziu salários e não está respeitando a jornada correta dos bancários de 6h para todos. Os bancos públicos podem resolver diversos problemas internos e avançar nas mesas concomitantes, antes mesmo de finalizarmos as renovações dos direitos gerais da Convenção Coletiva de Trabalho", ressalta William.

Caixa

Os empregados da Caixa aprovaram no 29º Congresso Nacional dos Empregados(Conecef) a pauta específica com reivindicações que envolvem Saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa, segurança bancária, carreira e condições de funcionamento das agências, papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho, e questões que tratam da Funcef e aposentados.

"São demandas dos empregados que precisam ser atendidas pela Caixa. Todas são muito importantes, mas especialmente a melhoria das condições de trabalho, mais contratações, isonomia, plano de saúde e Funcef. Agora o que vale é a mobilização, que começa com a participação nas reuniões em cada local de trabalho para fazer a diferença e garantir novos avanços e conquistas gerais e específicas", salienta Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.


Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 26 de julho de 2013



Condições de trabalho agravam problemas de saúde no Santander


A falta de funcionários, a sobrecarga de serviços, as metas abusivas, o assédio moral e a insegurança estão agravando os problemas de saúde dos trabalhadores do Santander. Vários colegas estão tomando remédios de tarja preta. Outros estão adoecendo e vários se encontram afastados do trabalho. Os trabalhadores não aguentam mais essa situação de descaso do banco.

O diagnóstico foi feito na tarde desta quinta-feira (25) por dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos, durante o Fórum de Saúde e Condições de Trabalho do Santander, em São Paulo. Trata-se de um espaço de debates, previsto na cláusula 24ª do acordo aditivo à convenção coletiva. Também participou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale.

"Mostramos aos representantes do Santander a necessidade de acabar com as condições precárias de trabalho, sobretudo na rede de agências, e agora esperamos que o banco traga soluções que atendam as reivindicações dos bancários na reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), que ocorre na próxima segunda-feira (29)", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Condições de trabalho

Os representantes dos trabalhadores discutiram as propostas de saúde e condições de trabalho que constam na pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, realizado nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo.

As condições de trabalho no banco são assustadoras, pioram e se deterioram dia a dia. No ano passado, houve corte de 572 postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, segundo informações enviadas pela maioria dos sindicatos para a Contraf-CUT, o banco demitiu 2.604 funcionários, dos quais 1.820 sem justa causa.

"Essas demissões acontecem, principalmente, em razão da política de redução de custos, fusão de agências e a eliminação de cargos/funções, como o de coordenador de atendimento", denuncia o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Marcelo Gonçalves.

Foi denunciada a prática do assédio moral para o atingimento das metas abusivas. Um ato público foi realizado ontem (24) em frente à agência Liberdade, na capital paulista, onde fica o diretor de rede, que é responsável pelas regiões Leste SP, ABC e Baixada Santista.

"Essa situação é cruel e desmotiva os funcionários, sendo também prejudicial para os negócios do banco. Não é à toa que o Santander liderou, pelo quinto mês consecutivo, em junho, o ranking de reclamações do Banco Central", aponta Marcelo.

"Não vamos resolver os problemas de saúde se não melhorarem as condições de trabalho", alerta a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Vera Marchioni.

A exposição do ranking individual dos funcionários, apesar de proibido pela convenção coletiva, continua sendo feita em várias regiões, como em Araçatuba (SP). "Esse procedimento não pode continuar, pois é um desrespeito aos bancários", afirma o diretor da Feeb SP-MS, João Carlos.

O descaso é tão grande que tem caixas levando chaves da agência e do cofre para casa. "Em vez de eliminar riscos, o banco está expondo até os caixas. Queremos o fim da guarda das chaves pelos bancários, mediante a contratação de empresas especializadas de segurança para fazer a abertura e fechamento das agências ou a utilização de dispositivos de controle remoto para fazer esse procedimento, a fim de prevenir assaltos e sequestros e proteger a vida dos funcionários e seus familiares", destaca Ademir.

"Como se não bastasse, ainda há casos de estagiários e aprendizes que possuem metas, o que é um absurdo", protesta o representante da Fetrafi-RS, Bino Kohler. O banco ficou de avaliar uma forma de orientar a rede de agências sobre essa medida irregular.

Planos de saúde

Os dirigentes sindicais defenderam novamente a proposta de manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que o funcionário gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante o pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado de seu holerite (contra cheque).

Também foi ressaltado a importância de discutir a unificação da gestão dos planos de saúde, buscando garantir a participação dos trabalhadores e assegurar transparência, com acesso aos contratos e aos estudos atuariais que subsidiam as decisões sobre pagamentos e contribuições. Além disso, os bancários cobraram o recebimento de extratos mensais com as despesas realizadas, a exemplo do procedimento já adotado há muitos anos pela Cabesp.

O banco se limitou a dizer que o assunto está sendo estudado.

Os representantes dos bancários propuseram ainda que o banco estabeleça meses fixos para quem quiser fazer upgrade e downgrade, facilitando o planejamento e evitando transtornos.

Programa de retorno ao trabalho

Os bancários reivindicaram um programa de reabilitação, cujo objetivo é assegurar condições adequadas de reinserção do empregado no trabalho, após encerramento de benefício previdenciário, de origem ocupacional ou não.

O banco prometeu que apresentará e discutirá o programa com o movimento sindical antes da sua implantação.

Funcionamento das CIPAs

Os representantes dos trabalhadores apresentaram ainda ao banco um conjunto de garantias necessárias para o pleno funcionamento das CIPAs, bem como o respeito aos cipeiros eleitos e as decisões tomadas nas reuniões da CIPAs.

Garantir o pleno funcionamento da comissão significa avançar na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, buscando a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador, de modo a tornar o trabalho, direito fundamental do ser humano, em fonte de prazer e não doenças.

O banco ficou de analisar as propostas.

Comitê de Relações Trabalhistas

Na próxima segunda-feira (29), às 14h, ocorre nova reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), no prédio do ex-Banespa. Estará em discussão a pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais.

No mesmo dia, às 10h, a Contraf-CUT realiza uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, na sede da entidade (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista. O objetivo é preparar os debates com o banco.


Fonte: Contraf-CUT


Bancos e telecomunicações lideram queixas no 1º semestre, diz Procon


O setor financeiro e o de telecomunicações foram os campeões de reclamações em seus canais de atendimento no primeiro semestre de 2013, segundo levantamento do Procon-SP (órgão de defesa do consumidor).

As teles foram responsáveis por 31% das queixas, com um total de 39,5 mil reclamações, um aumento de 29% em relação ao total do primeiro semestre de 2012.

Já os bancos responderam por 28% do total. O número total de reclamações permaneceu praticamente inalterado, em cerca de 35 mil. Em terceiro lugar, aparecem as empresas de aparelho celular, com 8% do total, e 10,3 mil reclamações. Produtos de informática, móveis, planos de saúde, produtos da linha branca, cursos livres, aparelhos de televisão e instituições de ensino também aparecem no ranking por setor.

O ranking aponta também as empresas que lideraram as reclamações no último semestre e responderam por mais da metade das reclamações no período. Nesse ranking, as empresas de comércio eletrônico também se destacaram como líderes em queixas dos consumidores.

A Vivo foi a campeã, com 5.756 reclamações, seguida pelo Itaú, com 3.981. Em terceiro lugar, ficou a Claro, com 3.703 registros. Segundo o Procon, as principais reclamações à Vivo se referem a ineficiência da instalação de linhas, devido a falta de reparo, e serviço inoperante (linha muda).

Segundo o órgão, esses problemas incidem diretamente na qualidade do serviço e indica problemas estruturais da empresa.

Das instituições financeiras, os problemas mais recorrentes se referem a cobrança indevida de faturas, em cartão de crédito e conta corrente, além da cobrança de tarifas, sobretudo em financiamento de veículos.

O Procon destacou também o setor de comércio eletrônico, que tem observado aumento nas reclamações, segundo o órgão. O grupo B2W, que agrega Americanas.com, Submarino, Shoptime, Soubarato e Lojas Americanas é o primeiro a aparecer no ranking, em 13º.

Apesar do alto número de reclamações, a maior parte das empresas tem índices altos de resolução no primeiro atendimento, de 80%. Sabesp, Vivo e B2W têm 90% de resolução.

O Banco Votorantim apresentou índice de solução superior ao do ano passado, no entanto, ainda é a empresa do segmento com o menor percentual de atendimento em fase preliminar (61,75%).

O Procon considera no ranking o número absoluto de atendimentos. Assim, empresas com mais clientes tem maior propensão a aparecer no levantamento.


Fonte: UOL


Bancos privados fecham 5 mil postos de trabalho no primeiro semestre


Os bancos privados que operam no país fecharam quase cinco mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2013, andando na contramão da economia brasileira, que gerou 826.168 novos empregos de janeiro a junho. Além disso, a rotatividade continua alta no sistema financeiro, mecanismo que os bancos usam para reduzir custos.

Esses são os principais resultados da 18ª Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta quinta-feira 25 pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese com base nos dados dos Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho.

"Mesmo aumentando os lucros e mantendo a mais alta rentabilidade do sistema financeiro internacional, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuam demitindo trabalhadores e empregando a rotatividade para reduzir os salários dos trabalhadores", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Segundo o Caged, os bancos brasileiros contrataram 20.230 bancários no primeiro semestre e desligaram 22.187. No total do sistema financeiro, foram fechados 1.957 postos de trabalho. O Caged não discrimina a evolução do emprego por empresa; apenas por setor. Mas como a Caixa Econômica Federal é a única instituição do seu segmento, sabe-se que ela apresentou um saldo positivo de 2.804 empregos no primeiro semestre. E como o Banco do Brasil manteve o quadro de funcionários estável, fica evidente que os cortes nos postos de trabalho se concentram nos bancos privados.

Veja aqui o quadro com a evolução do emprego na categoria.

Rotatividade reduz salário

A pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra que o salário médio dos admitidos pelos bancos no primeiro semestre foi de R$ 2.896,07, contra salário médio de R$ 4.523,65 dos afastados. Ou seja, os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36% inferior à dos que saem.

"Isso explica por que, embora com muita mobilização os bancários tenham conquistado 16,2% de aumento real no salário e 35,6% de ganho real no piso salarial desde 2004, a média salarial da categoria diminuiu neste período. Esse é o mais perverso mecanismo de concentração de renda, num país que faz um grande esforço para se tornar menos injusto", denuncia Carlos Cordeiro.

Veja aqui gráfico com o comparativo entre a evolução do PIB, do lucro líquido dos cinco maiores bancos e da remuneração média dos bancários.

Mulheres ganham menos na entrada e na saída

Apesar de constituírem hoje praticamente a metade da categoria bancária e de terem nível de escolaridade superior ao dos homens, a pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra que as mulheres continuam sendo discriminadas no sistema financeiro.

Quando são contratadas, as mulheres recebem salário médio de R$ 2.479,92, ou 25% a menos que os homens (R$ 3.290,43). E quando são desligadas, o salário médio das bancárias é 30% inferior ao dos bancários homens (R$ 3.713,43 contra R$ 5.314,74).

Veja aqui a evolução do emprego por gênero.

"A pesquisa mostra por que os bancários definiram a defesa do emprego como uma das principais bandeiras da campanha nacional deste ano. O setor que mais lucra na economia não pode continuar fechando postos de trabalho e concentrando renda da forma escancarada como faz hoje", afirma o presidente da Contraf-CUT.

Os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha durante 3,3 anos para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico.

No sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. No Banco Itaú, por exemplo, os executivos da Diretoria recebem em média R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 234,27 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsam R$ 5,6 milhões, o que significa 145,64 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que paga R$ 5 milhões anuais a seus executivos, a diferença é de 129,57 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o Caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos e o caixa do Bradesco 9 anos.

"A sociedade brasileira mostrou nas recentes manifestações de rua que quer mudança e certamente está de olho na prática dos bancos, de juros e tarifas escorchantes. Queremos transformar o crescimento em desenvolvimento econômico e social. Isso passa por melhoria de salário e mais emprego, o contrário do que os bancos estão fazendo", comenta Carlos Cordeiro.

O Comando Nacional dos Bancários vai entregar à Fenaban na próxima terça-feira, dia 30, a pauta de reivindicações da campanha nacional de 2013 aprovada na 15ª Conferência Nacional, realizada em São Paulo no último fim de semana.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 25 de julho de 2013

RESULTADO DA REUNIÃO DA CONTEC E BRADESCO REUNIDOS DIA 18 DE JULHO



Silvia Eduara, Gladir Basso, Valdir Lemes e Heloisa Errera, mesa que conduziu a reunião

Aconteceu no último dia 18 de julho em São Paulo reunião entre o Movimento Sindical e o Banco Bradesco. Representando o banco estavam presentes a Sra. Sílvia Eduara Cavalheiro - RH Relações Sindicais, Sra. Heloisa dos Santos Errera Aires – Gerente Serviço Social e o Sr. Valdir Andrade Lemes de Siqueira- Gerente Depto de Segurança Saúde Ocupacional.

A mesa de negociações foi coordenada pelo Presidente da Federação dos Bancários do Paraná e Diretor de Assuntos Legislativos da CONTEC, Sr. Gladir Antonio Basso que na oportunidade representou também o Presidente da CONTEC - Sr. Lourenço Ferreira do Prado, acompanhado dos Dirigentes Sindicais, pelo SEEB Maringá, José Carlos Leopoldino, pelo SEEB Ponta Grossa Milton Souta, pelo INTEC-TO Erizete Maria da Silva, representando o SEEB Tupã-SP João Luiz Paveloski, pelo SEEB-GO Sergio Luiz da Costa, pela FENESPIC Serafim Gianocaro, pelo SEEB-AM Ana Maria Milério de Souza e João Waldir Lobo da Silva, pelo SEEB São José dos Campos-SP Marcus Vinicius Palmeira, Luiz Roberto de Freitas e Rosangela Ap. Alves de Oliveira, Nilson Antônio dos Santos pelo SEEB-Franca-SP, CONTEC (Delegacia SP) Denialdo de Carvalho e SEEB Araçatuba-SP, José Antonio Zanela.

 

Foram debatidos vários temas dentre os quais:

Reabilitação Profissional - Faz parte da convenção coletiva, cláusula 45º e será aplicada desde que haja interesse entre as partes, nos moldes a ser discutidos e pactuados.

Existe um temor por parte dos sindicatos em demitir o funcionário que volta de uma reabilitação. O sindicato poderá acompanhar o bancário na readaptação / reabilitação em conjunto com o serviço social, que irá conduzi-lo a um serviço multidisciplinar de profissionais.

Os Sindicatos reivindicam estabilidade no emprego ao empregado submetido a reabilitação profissional de 12 meses após o tempo o acompanhamento.

A readaptação profissional esta ligada no serviço social do Bradesco onde vai envolver o gestor da agência no processo, caso haja qualquer desvio de conduta, o sindicato deverá denunciar ao Banco.

O Bradesco vai investir na reabilitação / readaptação indicada pelo médico para a mudança das atividades de trabalho compatível com a patologia clinica do empregado.

A orientação do Bradesco no setor de segurança e saúde é que o médico que faz o exame ocupacional tem a obrigação de fazer um exame completo, conforme a cartilha do Banco. Os empregados poderão denunciar os procedimentos inadequados dos médicos no exame periódico.

o Sr. Valdir Andrade Lemes de Siqueira, questionado pelos dirigentes sobre o número de funcionários afastados em processo de reabilitação, informou que são aproximadamente 2600 afastados dos quais mais ou menos 680 por acidente de trabalho.

Os dirigentes sindicais cobraram para que o Banco Bradesco, quanto aos exames periódicos, os mesmos devam ser feitos com maior detalhamento a fim de aferir um diagnóstico mais aprofundado de todos os funcionários de tal forma que esses exames sejam também importantes para todos os empregados.

 

Assistência médica e odontológica

A Sra Eduara sugeriu fazer reuniões, mas dividir os dirigentes por região ou federação para melhor aproveitamento, a exemplo do que já acontece com a Federação dos Bancários do Paraná e seus Sindicatos Filiados. Serão reuniões periódicas para tratar dos problemas do seguro/saúde/dental. Elaborar um levantamento para um plano de trabalho que consista em credenciar médicos em todas as especialidades, credenciar mais hospitais, clínicas e laboratórios de tal forma que os funcionários e seus dependentes possam ter um atendimento de qualidade do Saúde Bradesco e Saúde Dental em cada área de abrangência. Haverá uma primeira reunião de apresentação com a presença de dois superintendentes para prestar esclarecimentos. O tempo plausível para a próxima reunião para saber o parecer será de três meses.

 

Ainda demandarão resposta futura os seguintes temas:

Vale Cultura - Trata-se de um tema ainda novo para todos. Foi reivindicado pelo Movimento Sindical 50% do piso da categoria. Por não estar este tema regulamentado por lei, ficou definido que será incluído na próxima pauta da reunião.

Promoção sem remuneração - Foi abordado que há muitos empregados a nível nacional que foram “promovidos” ou transferidos porém continuam recebendo o mesmo salário sem qualquer alteração salarial por até um ano. Em decorrência desse atraso na promoção, o Movimento Sindical pediu agilidade na regularização dos pagamentos bem como meses remanescentes pois o bancário não pode ser penalizado. O Banco se comprometeu em agilizar essa questão.

 

Sindicalizações

O Banco se comprometeu a facilitar a campanha de sindicalização conversando com os gestores de agências se for necessário. O Banco assumiu o compromisso de enviar uma relação de empregados atualizada para os sindicatos que tiverem interesse.

Seguro de Vida em Grupo e Seguro de Acidentes Pessoais

O Movimento Sindical cobrou também explicações sobre o Seguro de Vida em Grupo e Seguro de Acidentes Pessoais quanto as coberturas e o Banco se comprometeu em providenciar respostas na próxima reunião.

 

Atendimento nas Casas Bahia

O Movimento Sindical denunciou a prática, em algumas agências, de direcionar aposentados e demais clientes ao atendimento realizado nas Casas Bahia, o Banco respondeu que vai analisar e responder igualmente na próxima reunião.

Previdência Privada - Sobre a Previdência Privada o Movimento Sindical ficou de encaminhar ao Banco alguns questionamentos e dúvidas os quais após recebidos serão analisados e respondidos pelo Banco.

 

 

 

Diretoria Executiva da CONTEC

Sindicato quer dados sobre PCDs nos bancos

Entidade propõe que Mapa da Diversidade tenha questões relativas às pessoas com deficiência e averiguar se as instituições financeiras respeitam
 
Lei das Cotas São Paulo – Quantas pessoas com deficiência estão na categoria bancária? Onde estão lotadas? Esses são alguns questionamentos que o Sindicato reivindica que sejam esclarecidos na segunda edição do Mapa da Diversidade, espécie de censo da categoria bancária, em fase de elaboração pela federação dos bancos (Fenaban) e que deve ser aplicado no próximo ano.
 
 “Com essas informações teremos condições de saber se os bancos respeitam a Lei das Cotas, quais são os problemas que esses funcionários enfrentam no dia a dia e, a partir de visitas aos departamentos, averiguar se o ambiente de trabalho e os equipamentos estão adequados a essas pessoas”, afirma a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares, que participa das negociações sobre igualdade de oportunidades com a Fenaban.
 
O Mapa da Diversidade foi conquistado pela categoria em 2008 e o resultado do primeiro censo foi divulgado em 2009. O segundo começará a ser executado em 2014.  
 
 Luta pela inclusão – Conforme a Lei das Cotas (8.213/91) que completa 22 anos nesta quarta 24, as empresas com até 200 trabalhadores têm de ter 2% de seu quadro ocupado por pessoas com deficiência, até 500 o percentual é 3%, até mil 4%, e acima deste número de contratados 5%. No entanto, conforme o Censo do IBGE, de 2010, apenas 1,6% dos 45 milhões de pessoas com deficiência estão em empregos formais.
 
De acordo com Marta Soares, o Sindicato tem atuado em duas frentes para que o PCD tenha direito a trabalho digno. Primeiro nas negociações com os bancos e, segundo, integrando a Câmara Paulista criada pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE) para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. “Essa luta integra nosso papel de Sindicato Cidadão, o qual se preocupa com a melhoria da sociedade em todos os sentidos”, afirma.
 
 
Para marcar os 22 anos da Lei das Cotas, a Câmara Paulista realiza manifestações na terça-feira 30. Haverá solenidade no salão nobre da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e eventos culturais e educativos, a partir das 11h na Rua das Flores, próximo à estação Trianon-Masp do metrô.
 
Falta ascensão – “Estou no banco há quase três anos, exerço bem minhas funções, mas, até agora, não tive oportunidade de realizar outras tarefas, ser promovida”, o depoimento é de bancária com deficiência que considera que a falta de oportunidades é devido ao despreparo das empresas. “Estudo constantemente, procuro me qualificar cada vez mais, mas é necessário que o banco também faça sua parte. Caso contrário, ficaremos eternamente no mesmo lugar. Não é isso que desejamos, queremos evoluir profissionalmente.”
 
 Para Marta o exemplo da trabalhadora reflete muito a situação do PCD. “Nesta campanha nacional vamos insistir para que os bancos tenham política voltada para esses funcionários. Eles não querem ser vistos apenas como uma necessidade da empresa para preencher cota, reivindicam ter oportunidades para ascender profissionalmente”, acrescenta.
 
Campanha 2013 – Na 15ª Conferência Nacional dos Bancários foram aprovadas propostas para garantir a igualdade de oportunidades nas instituições financeiras para todos os trabalhadores. Entre as reivindicações que serão entregues à Fenaban na terça-feira 30 está também a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.

Fonte: Jair Rosa - 23/7/2013 - spbancarios


"Sem constituinte, entraremos numa crise política prolongada", diz Stédile


Em junho, no auge dos protestos que sacudiram o país, o jornal Brasil de Fato publicou uma entrevista com João Pedro Stédile, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e membro das articulações dos movimentos sociais brasileiros por mudanças sociais, para fazer um balanço e entender o significado daquele momento.

Agora, passado um mês daquele momento histórico, e após a realização do dia nacional de paralisações, convocado pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, publicamos nova entrevista com Stédile.

O dirigente acredita que está definitivamente enterrada qualquer possibilidade de mudança política através do atual Congresso. E ele é taxativo: "Se não viabilizarmos uma assembleia constituinte, entraremos numa crise política prolongada, cujos desdobramentos ninguém sabe como acontecerão".

Brasil de Fato - Passado o primeiro mês das grandes mobilizações e da paralisação de 11 de julho, que balanço você faz?

João Pedro Stédile - O resultado das grandes mobilizações ocorridas em junho é extremamente positivo. A juventude passou a limpo a política institucional e rompeu com a pasmaceira da política de conciliação de classes, em que se dizia que todos ganhavam.

Depois, tivemos a paralisação nacional do dia 11 de julho - organizada pelas centrais sindicais e pelos setores organizados da classe trabalhadora - que apesar da manipulação da imprensa burguesa foi realmente um sucesso. A maior parte da classe trabalhadora nos grandes centros do país não foi trabalhar.

E seguiu-se em muitas cidades mobilizações representativas ou massivas, por demandas locais, contra a prepotência da polícia, contra os governos locais, como o caso do Rio de Janeiro, Vitória, Porto Alegre, etc. Tudo isso recolocou as massas em movimento atuando na luta política concreta e usando as ruas como espaço de disputa.

E qual o significado disso do ponto de vista programático?

Do ponto de vista programático, estamos assistindo a uma conjugação de dois polos: de um lado a juventude contestando a forma de fazer política, a falta de representatividade do Congresso, do poder Judiciário e governos. Desnudando a gravidade da crise urbana, na situação dos transportes e a vida nas cidades. E fazendo a crítica à Rede Globo e apoiando a democratização dos meios de comunicação.

E de outro lado, com a entrada em cena dos setores organizados da classe trabalhadora, foi posto na agenda as demandas por reformas estruturais, relacionadas com as necessidades socioeconômicas de todo o povo. Como é a garantia dos direitos sociais, contra a lei de terceirização e precarização das condições de trabalho, pela redução da jornada de trabalho e o fator previdenciário.

Também a pauta da soberania nacional contra os leilões de petróleo e a pauta da política econômica, contra as altas taxas de juros, por uma reforma tributária, que revise inclusive a política de superávit primário que vem sendo aplicada desde o governo FHC.

Por que a proposta da presidenta Dilma de realizar uma constituinte e um plebiscito não prosperou?

A presidenta Dilma sentiu o barulho das ruas e num primeiro momento apresentou a proposta de realização de uma constituinte e a convocação de um plebiscito oficial para consultar o povo sobre essas mudanças. Foi uma boa iniciativa, apesar de que o plebiscito proposto estava relacionado a pequenas mudanças eleitorais, que não tinham uma relevância maior de reforma política.

Mas, por incrível que pareça, ela foi boicotada e derrotada. Primeiro por sua base parlamentar, que na verdade não é base do governo, é base das empresas que financiaram suas campanhas. Segundo, foi boicotada pelo PMDB e por parte da própria bancada do PT.

E assim está definitivamente enterrada qualquer possibilidade de mudança política através do atual Congresso. Ou seja, se comprovou, mais uma vez, que ninguém corta seus próprios privilégios. Pior. Em meio a toda essa mobilização, os principais representantes dos poderes constituídos se comportaram com escárnio frente às demandas das ruas, ao usar os jatinhos da FAB para ir a festas e jogo da seleção.

E as maracutaias do presidente do STF com suas mordomias, sua promiscuidade com a Globo, empregando um filho, e a denúncia de que recebeu mais de 500 mil reais sem trabalhar da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Tudo isso deixou a presidenta derrotada politicamente. Acho que seu futuro depende agora de muita coragem. Primeiro deveria fazer uma reforma ministerial para trocar imediatamente vários ministros da área política, Casa Civil, da Justiça e da Comunicação que ainda não escutaram as ruas... E dar uma prova de que quer mudar. Se afastar o mais rápido possível do PMDB e seguir ouvindo as ruas!

Como você vê o comportamento e os objetivos da burguesia brasileira frente a essas mobilizações?

Os setores organizados da burguesia brasileira e que a representam nos mais diferentes espaços também ficaram atônitos diante das mobilizações, sem saber o que fazer e tateando suas táticas. Vejam a própria postura da Globo como foi se alternando ou as orientações que davam para suas polícias militares. Eles continuam divididos.

Uma parte continua apoiando o governo Dilma, embora preferisse que o Lula voltasse para dar mais segurança ao pacto de classes que se estabeleceu em 2002. E outra parte da burguesia, mais ligada ao agronegócio e ao setor rentista do capital financeiro, se articula em torno de um único objetivo: desgastar ao máximo o governo Dilma para colher os frutos nas eleições de 2014.

Porém, eles ainda não têm um candidato que consiga representar seus interesses e ao mesmo tempo capitalizar os desejos de mudança das ruas. Até porque eles não são a mudança, eles são o retrocesso, a volta aos programas neoliberais e a maior dependência do Brasil aos interesses estrangeiros.

Eles vão continuar tentando motivar a juventude para que coloque temas reacionários ou utilizar o 7 de setembro para exaltação da pátria, como faziam no passado. Mas, para nossa sorte, acho que eles também estão mal na foto, como diz o ditado. E a juventude não entrou nessa. E com a entrada da classe trabalhadora em cena, se colocaram temas da luta de classe na rua.

O que deve acontecer nas ruas daqui para frente?

É muito difícil prever o desdobramento. É certo que as mobilizações vão continuar. Tanto de maneira pontual contra questões locais, como o caso do governador do Rio de Janeiro, os pedágios de Vitória, a luta pela tarifa zero, que só está começando...

E os setores organizados da classe trabalhadora já se programaram para diversas mobilizações durante todo o mês de agosto. Dia 6 de agosto teremos manifestações dos setores sindicais, na frente de todas as sedes patronais, contra o projeto de terceirização e pela redução da jornada de trabalho.

Na semana de 12 de agosto, teremos uma grande mobilização dos jovens estudantes, por temas relacionados com a educação. Dia 30 de agosto está marcada nova paralisação nacional com a mesma pauta política e econômica da mobilização do dia 11 de julho. Tenho certeza que essa paralisação será ainda mais significativa.

E na semana de 7 de setembro teremos mobilizações contra os leilões do petróleo, da energia elétrica, as mobilizações do grito dos excluídos que envolvem as pastorais das igrejas etc. Assim, teremos um agosto muito ativo. Mas o principal é que consideramos que está se abrindo um novo período histórico de mobilizações de massa, que será prolongado, até que se altere a correlação de forças políticas na institucionalidade.

E qual é a proposta dos movimentos sociais frente a essa situação?

Frente a essa conjuntura, temos discutido nos movimentos sociais e realizado inúmeras plenárias locais, estaduais e nacionais dos mais diferentes espaços para ir acertando os passos unitários. Achamos que devemos estimular todo tipo de mobilização de massa nas ruas, como já descrevi sobre o mês de agosto.

E por outro lado, a única saída política a curto prazo é lutarmos pela convocação de uma constituinte exclusiva para promover as reformas políticas que abrirão espaço para as necessárias reformas estruturais. Como o Congresso não quer constituinte e derrotou o próprio governo, cabe às forças populares se mobilizarem e convocarem por conta própria um plebiscito popular que pergunte ao povo uma única questão: você acha necessário uma assembleia constituinte exclusiva para realizar as reformas?

E com esse plebiscito popular, organizado por nós mesmos, colher milhões de votos, por exemplo, entre setembro e novembro, e aí fazer uma grande marcha a Brasília e entregar ao parlamento a proposta, para que eles convoquem a eleição dos constituintes junto com a eleição de 2014. E aí teríamos o Congresso temporário, funcionando, e outra assembleia constituinte que teria, por exemplo, seis meses (durante o primeiro semestre de 2015) para promover as reformas que as ruas estão exigindo.

No próximo dia 5 de agosto, realizaremos uma plenária nacional de todos os movimentos sociais brasileiros, para debater essa e outras propostas e aí darmos os encaminhamentos necessários. Espero que os dirigentes que por ventura lerem essa entrevista se motivem a participar dessa importante plenária que será realizada em São Paulo.

Mas você acha que essa proposta tem viabilidade política?

Nesse momento estamos fazendo muitas consultas entre os movimentos sociais, correntes partidárias, forças populares e a aceitação é muito grande. Se conseguirmos organizar um plebiscito popular e ele recolher milhões de votos, isso será a pressão para encontrar uma saída política.

Se não viabilizarmos uma assembleia constituinte, entraremos numa crise política prolongada cujos desdobramentos ninguém sabe como acontecerão. Até porque as eleições de 2014 não vão resolver os impasses colocados nas ruas.


Fonte: Jornal Brasil de Fato


BB é intimado a explicar práticas antissindicais ao Ministério Público


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloSindicato denunciou constrangimentos de bancários durante mobilizações

O Sindicato dos Bancários de São Paulo foi recebido pelo procurador Luiz Carlos Michele Fabre para expor ao Ministério Público do Trabalho denúncias de práticas antissindicais promovidas pela direção do Banco do Brasil nas campanhas nacionais de 2010, 2011 e 2012 e outras mobilizações.

A audiência, ocorrida na terça-feira 23, contou com a participação do diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi e de três bancários que sofreram constrangimentos da diretoria do banco. O MPT intimou a direção do banco a se esclarecer sobre o tema em 10 dias.

A principal prática relatada pelos funcionários foi a de contingenciamento de funcionários em espaços improvisados durante o período de greve. Um funcionário do BB presente à audiência afirmou que em sua agência há um espaço subutilizado em períodos normais que serve como local de trabalho para bancários de outras unidades durante as greves. Outro funcionário afirmou que trabalhadores foram obrigados a dar expediente em um depósito do banco.

Essa prática é nomeada pelo Banco do Brasil como Locais de Atendimento de Contingência (LAC), que teoricamente serviriam para manter os serviços absolutamente indispensáveis do banco. No entanto, os funcionários presentes afirmaram que a prática já se banalizou e atinge todos os serviços do BB.

Os funcionários afirmaram que a LAC está associada a práticas de intimidação como a ameaça de corte de ponto, não promoção e os interditos proibitórios.

"Também denunciamos na audiência as ameaças de gestores aos funcionários que querem participar das mobilizações, por meio de descomissionamento, prejuízo nos processos seletivos e outros tipos de retaliação. Essa pressão leva muitos colegas a se submeterem ao trabalho em locais inadequados e ficamos impedidos de convencê-los de participar das mobilizações. O resultado da campanha acaba sendo menor do que poderia e por isso o Sindicato fez a denúncia. Essa política de gestão é perversa.", afirma Ernesto.

O dirigente lembra que, recentemente, o Sindicato protocolou denúncia ao PCN (Ponto de Contato Nacional) da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre diversas práticas que prejudicam os funcionários do BB, entre elas o interdito proibitório para evitar manifestações. A organização acatou a denúncia.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quarta-feira, 24 de julho de 2013



Após assalto, agência do Santander não emite CAT em São Paulo


O Sindicato dos Bancários de São Paulo intercedeu para que uma agência do Santander, localizada no centro da capital paulista, permanecesse fechada e seus 16 bancários fossem dispensados do trabalho após a unidade sofrer um assalto na última sexta-feira 19.

O banco, no entanto, ainda não emitiu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A diretora do Sindicato Wanessa de Queiroz conta que funcionários do Sindicato estiveram no local para informar os bancários sobre a importância do documento.

"Com a CAT, o trabalhador que desenvolver alguma doença psíquica decorrente da ação violenta, como uma síndrome do pânico, por exemplo, poderá comprovar seu vínculo com o incidente", explica a dirigente, acrescentando que o Sindicato está cobrando a emissão do documento.

Todo acidente de trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS, sob pena de multa para o empregador em caso de omissão, como determina o artigo 22 da Lei nº 8.213/91. Ou seja, a responsabilidade da emissão do documento é do banco, inclusive nos casos de assaltos. Se houver recusa, o bancário deve procurar o Sindicato.

Assalto

A ação criminosa ocorreu por volta das 10h, numa agência da Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás. Ao todo, cerca de 200 mil reais foram roubados. Três clientes que estavam na unidade tiveram aproximadamente 700 reais e seus celulares levados. Nenhum tiro foi disparado, mas testemunhas disseram que o bandido foi bastante agressivo.

Descaso

Wanessa conta que após o ataque nem o superintendente regional, nem o superintendente de pessoa física, compareceram à agência. "Quando ocorre um assalto, é praxe os gestores do banco irem até a unidade para saber como estão os funcionários, mas isso não ocorreu até agora", relata a dirigente sindical, completando que pelo menos uma psicóloga designada pelo Santander esteve no local.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo


Licença-maternidade não depende da idade da criança, decide TRF-RS


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concedeu liminarmente, na última semana, licença-maternidade de 180 dias a uma servidora pública federal do Rio Grande do Sul que adotou uma criança. Segundo a decisão da 4ª Turma da corte, deve haver tratamento isonômico entre mães biológicas e mães adotantes, independentemente da idade da criança adotada.

Segundo o relator do processo, juiz federal Caio Roberto Souto de Moura, convocado para atuar na corte, "estão em jogo não só os interesses da servidora pública, mãe adotante, mas também os da criança adotanda, cuja possibilidade de convívio maior ou menor com a 'nova' mãe depende certamente da extensão da licença que a esta será concedida".

Para o juiz, não há fundamento que justifique o tratamento desigual entre a mãe biológica e a adotiva, assim como o tempo também não pode ser medido em função da idade do adotado. "É de ser considerado que a adaptação de uma criança de mais idade a uma nova família não há de ser mais fácil nem menos importante para o bom desenvolvimento das futuras relações familiares do que o seriam no caso de uma criança de colo", ressaltou Moura.

A servidora ajuizou ação questionando o período estipulado pela legislação em vigor. Conforme a Lei 8.112/90, as servidoras públicas federais têm direito à licença-maternidade, no caso de adoção, por um período de 135 dias para crianças de até um ano de idade e de 45 dias para crianças maiores de um ano. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.


Fonte: Consultor Jurídico


Comando Nacional entrega pauta de reivindicações à Fenaban no dia 30


Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT
Jailton Garcia/Contraf-CUTPlenária da 15ª Conferência Nacional aprova a pauta de reivindicações

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega na próxima terça-feira 30 de julho, às 11h, à Fenaban, em São Paulo, a pauta de reivindicações aprovada domingo pela 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que tem como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

"Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos", alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Essa campanha não será apenas por questões corporativas. Vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país. Agora, vamos à luta, pois todas as nossas conquistas só vieram com mobilização", convoca Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações

> Reajuste salarial de 11,93%, composto de 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%.

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.

Agenda política

Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Fim do Fator Previdenciário.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 - Realização de assembleias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 - Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 - Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 - Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 - Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 - Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 23 de julho de 2013



PT discute PL 4330 e aprova resolução em defesa dos trabalhadores


O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido no último sábado, dia 20, em Brasília, aprovou por aclamação, a seguinte resolução sobre o PL 4330:

Em defesa dos direitos e da representação dos trabalhadores

O PL 4330, do deputado Sandro Mabel, representa uma nova tentativa de sabotar uma das grandes conquistas dos trabalhadores brasileiros, que é a legislação trabalhista que assegura, sob o comando dos artigos 7 e 8 da CF, direitos de representação e contratação coletiva.

O projeto pretende legalizar, de maneira ampla e irrestrita, a terceirização em todos os processos produtivos. Isso significa precarizar salários e condições de trabalho, além de desorganizar a estrutura sindical que representa os trabalhadores.

A CUT coordena, com outras centrais sindicais, a resistência a mais esse ataque da direita aos trabalhadores. Por reivindicação dessas centrais, o governo instalou uma mesa quadripartite de negociação, iniciativa que aplaudimos.

No entanto, o lobby dos setores mais atrasados do empresariado continua atuando fortemente junto as deputados pela aprovação deste projeto. Se a negociação não resultar em mudança estrutural do projeto, somente a mobilização poderá impedir o retrocesso para as relações trabalhistas e sindicais.

Nesse sentido, apoiamos a luta da CUT e demais centrais contra o PL 4330 e orientamos as instâncias partidárias a participar dessa mobilização e orientamos nossa bancada a trabalhar pela rejeição do projeto.

Brasília, 20 de julho de 2013.

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores


Fonte: PT


Após cobrança dos bancários, Santander marca negociação para dia 29


Após cancelamento unilateral, o que foi contestado pela Contraf-CUT, sindicatos e federações, o Santander remarcou nesta segunda-feira (22) a reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) para a próxima segunda-feira (29), às 14 horas, no prédio do ex-Banespa, em São Paulo. A negociação ocorrerá no mesmo horário e local da reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Call Center.

"A expectativa dos bancários é a discussão da pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais e entregue ao banco espanhol no dia 26 de junho, que não chegou a ser debatida na reunião do CRT no último dia 4", afirma o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

A pauta contém reivindicações de emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além de várias pendências de reuniões anteriores do CRT.

Demissões e reestruturação

Segundo informações da maioria dos sindicatos para a Contraf-CUT, o banco demitiu 2.604 bancários no 1º semestre deste ano, dos quais 1.820 sem justa causa. Isso piorou as condições de trabalho, pois faltam ainda mais funcionários e aumentou a sobrecarga de serviços, a pressão das metas abusivas e o adoecimento de muitos colegas.

As precárias condições de trabalho também afetam o atendimento. Não é à toa que o Santander liderou em junho, pelo quinto mês consecutivo, o ranking de reclamações de clientes junto ao Banco Central.

Outra preocupação dos bancários é com o reestruturação que se encontra em andamento no banco. A dispensa de coordenadores das agências menores sobrecarregou caixas e gerentes que, além de não darem conta do próprio trabalho, ainda são obrigados a acumular mais uma função.

Expectativas dos bancários

"Esperamos que novo negociador do Santander traga respostas que garantam o atendimento das demandas dos funcionários, principais responsáveis por 26% do lucro mundial do banco espanhol, o melhor resultado em todos os países onde atua", ressalta o dirigente sindical.

"Também aguardamos a retirada das ações judiciais movidas pelo banco contra a Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp para tentar calar a voz dos trabalhadores", reitera Ademir. "Trata-se de uma prática antissindical e uma agressão inaceitável ao direito de liberdade de expressão do movimento sindical", salienta.

Outra demanda apresentada ao banco é o fim da recente terceirização dos prepostos nas homologações das rescisões junto aos sindicatos. Trata-se de atividade-fim da empresa e que, portanto, não deve ser exercida por terceiros.

Fórum de Saúde e Condições de Trabalho

Já o Fórum de Saúde e Condições do Trabalho ocorre nesta quinta-feira (25), às 14 horas, igualmente no prédio do ex-Banespa, na capital paulista. Trata-se de importante espaço de debates, também previsto no acordo aditivo à convenção coletiva, e o banco ficou de apresentar um projeto de programa de reabilitação profissional.

Reuniões da COE do Santander

Para preparar os debates, a Contraf-CUT reunirá a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander antes das duas reuniões agendadas com o banco, no mesmo dia de cada uma delas, às 10 horas, na sede da Confederação (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro de São Paulo.

SantanderPrevi

O banco ainda não agendou reunião para a retomada do GT sobre o processo eleitoral do SantanderPrevi, previsto no acordo aditivo à convenção coletiva. Trata-se do fundo de pensão com mais de 44 mil participantes, o maior do banco. No entanto, eles não podem participar de eleições democráticas para a escolha dos seus representantes nos conselhos, como acontece no Banesprev e Bandeprev.

"A proposta dos bancários já está nas mãos do banco desde o ano passado e não há justificativa que sustente essa baita enrolação", destaca Ademir.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 22 de julho de 2013


 

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 49.074.172/0001-07,  Registro sindical nº 006.132.86232.7, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembleia geral extraordinária que se realizará dia 26 de Julho de 2013, às 19:30 horas, em primeira convocação, e às 20:00 horas, em segunda convocação, no endereço à Rua Tibagi nº  3447, Bairro Patrimônio Novo - Votuporanga - SP, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Autorizar à diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como convenção/acordos de PLR e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;

2. Deliberar sobre aprovação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária, data-base 1º de setembro de 2013 definida na 15ª Conferência Nacional dos Bancários;

3. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;

 

Votuporanga-sp, 23 de julho de 2013.

 

Harley Ap.vizoná

Presidente

Bancos investigados por terceirização ilícita pelo MPT em Minas Gerais


Mercantil, Bradesco, HSBC, Itaú, BGN, Santander e Banco do Brasil estão entre as instituições acusadas.

Os bancos Mercantil, Bradesco, HSBC, Itaú, BGN e Banco do Brasil estão sendo investigados por terceirização ilícita pelo MPT em Minas Gerais. As empresas são acusadas de contratar terceirizados para executar as mesma atividades que os bancários, só que por salários menores e com uma jornada de trabalho superior. As instituições fazem parte das 16 empresas investigadas pela mesma irregularidade, que ocorre no setor há 15 anos.

As apurações tiveram início em 2011 com quatro ações ajuizadas. Os bancos estão na lista das 100 maiores empresas acionadas na Justiça do Trabalho em Minas Gerais. O ranking, atualizado em janeiro deste ano, aponta sete das 16 instituições bancárias investigadas na lista dos "litigantes habituais".

O enfrentamento do problema da terceirização já foi alvo de diversas discussões no país, inclusive no TST, em 2011. No tribunal, mais de 5 mil processos sobre o tema aguardam julgamento desde aquele ano.

O tema voltou a ganhar espaço com a decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, votar no próximo dia 09 de julho o Projeto de Lei 4.330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB/GO). A proposta amplia as possibilidades de terceirização para a atividade-fim, atualmente proibida, tanto na iniciativa privada como nos orgãos públicos.

 

Fonte: Estado de Minas


15ª Conferência dos Bancários aprova reivindicações da Campanha 2013


Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTParticiparam 629 delegados, sendo 422 homens e 207 mulheres

Rede de Comunicação dos Bancários
Fábio Jammal e José Luiz Frare

A 15ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 21 em São Paulo, a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2013, que terá como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Diesse (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral. A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 30 de julho.

Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 19 no hotel Holiday Inn, 629 delegados de todo o país, dos quais 422 homens e 207 mulheres.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a Campanha Nacional deste ano será muito forte. "Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Esta Campanha não será apenas por questões corporativas, vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país. Agora, vamos à luta, pois todas as nossas conquistas só vieram com mobilização", resumiu Carlão.

Ousadia, unidade e mobilização

O presidente da Contraf-CUT destacou que a Conferência Nacional dos Bancários foi marcada pela unidade e participação. "Todas as forças que compõem o movimento sindical bancário participaram da Conferência, que foi bastante plural e produziu um debate muito rico", comentou.

Sobre as reivindicações dos bancários, Carlão destacou a valorização dos salários e do piso, a garantia de emprego e a importância de se melhorar as condições de trabalho. "Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Aliás, este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos", disse.

Principais reivindicações

Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%;

PLR: três salários mais R$ 5.553,15;

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que libera geral e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;

Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes;

Agenda política

Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 - Realização de assembléias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 - Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 - Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 - Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 - Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 - Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 18 de julho de 2013



Santander continua demitindo e desmarcando reuniões com bancários


O modelo de gestão do Santander permanece desrespeitando os trabalhadores. As demissões imotivadas aumentaram no primeiro semestre, superando os números do mesmo período do ano passado. As condições de trabalho pioraram com a falta de funcionários, as metas abusivas, o assédio moral, a insegurança e o adoecimento de muitos colegas. E as práticas antissindicais e as terceirizações não param, deixando indignados os representantes dos bancários.

Em vez de apostar no diálogo e na negociação coletiva, o Santander entrou em contato com a Contraf-CUT na tarde desta quarta-feira (17) para comunicar que estava adiada a reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) marcada para a próxima segunda-feira (22), às 14 horas. O banco alegou problemas de agenda e não anunciou nova data.

Na reunião adiada estava prevista a discussão da pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários e entregue ao banco no dia 26 de junho, que não chegou a ser debatida na reunião do CRT no último dia 4. O novo superintendente de relações sindicais do Santander, Luiz Cláudio Xavier, que assumiu o cargo no início de maio, disse que ainda não tinha conseguido examinar todas as demandas.

A pauta contém propostas de emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além de várias pendências de reuniões anteriores do CRT.

Essa medida unilateral do banco repete a da última sexta-feira (12), quando cancelou a reunião específica para tratar das demandas dos funcionários com deficiências (PCDs), que foi igualmente agendada na reunião do CRT. Nos meses anteriores, o banco já havia suspenso as reuniões sobre o Grupo de Trabalho (GT) do Call Center e a apresentação sobre a agência Select.

O banco limitou-se a agendar o Fórum de Saúde e Condições do Trabalho para a próxima quinta-feira (25), às 14 horas, bem como o GT do Call Center a ser realizado no dia 29, às 14 horas. As duas reuniões não tem local confirmado. E nada foi agendado para retomar o GT sobre o processo eleitoral do SantanderPrevi, previsto no acordo aditivo à convenção coletiva.

Nova enrolação

"Trata-se de nova enrolação do banco em cima do movimento sindical e dos funcionários", protesta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "O banco não quer negociar os problemas de emprego, condições de trabalho e remuneração, e apela a práticas antissindicais, como as recentes ações judiciais movidas contra várias entidades sindicais, além das terceirizações ilegais, como a contratação de prepostos para tentar fazer as homologações nos sindicatos", destaca o dirigente sindical.

Segundo informações da maioria dos sindicatos para a Confederação, o banco espanhol demitiu 2.604 funcionários no 1º semestre deste ano, dos quais 1.820 sem justa causa.

Enquanto isso, cada diretor do banco vai receber, em média, R$ 5,6 milhões por ano, o que corresponde a 118,4 vezes o que vai ganhar um caixa no mesmo período, conforme projeções do Dieese com base no manual da assembleia de acionistas e na convenção coletiva dos bancários.

"Os trabalhadores, principais responsáveis pelo lucro do banco, que representa 26% do resultado global do Santander, não podem ser tratados como se fossem de segunda categoria", salienta o dirigente sindical.

"Esses sucessivos cancelamentos são injustificáveis. A situação nas agências é caótica. O banco, além de não parar com as demissões como temos reivindicado, fez uma reestruturação, na qual retirou os coordenadores das agências menores, classificadas como C e D. Essa função agora é exercida por caixas, gerentes. Ou seja, além de não darem conta do próprio trabalho, esses funcionários são obrigados a acumular mais essa função", afirma a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani.

"Esses problemas não podem continuar e exigimos que o Santander trate o processo negocial com a mesma seriedade do movimento sindical", enfatiza a dirigente sindical.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quarta-feira, 17 de julho de 2013

15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BANCÁRIOS

 
 
O Sindicato dos Bancários de Votuporanga e Região participará da 15ª Conferência Nacional dos Bancários nos dias 19; 20 e 21 de julho na cidade de São Paulo, através dos diretores: Harley Aparecido Vizoná; Paulo Francisco da Silva e Wilson Alves Caldas.  
 

Como eixo da campanha, serão discutidas as seguintes bandeiras:

·       -  Valorização do Piso - Aumento Real – PLR;
·       -  Fim do Assédio Moral;
·       -  Mais bancários, menos filas;
·       -  Mais segurança para bancários e clientes;
·       -  Saúde do Bancários; e,
·       -  Fim da terceirização.

 

terça-feira, 16 de julho de 2013



Enquanto demite, Santander é pentacampeão em reclamações no BC


As demissões sem freio no Santander, além de jogar trabalhadores no desemprego, cortar empregos e piorar as condições de trabalho, levaram o banco espanhol a liderar pelo quinto mês consecutivo em junho o ranking de reclamações contra os bancos com mais de um milhão de clientes no Banco Central.

O Santander teve 557 reclamações procedentes e contava com 23,1 milhão clientes sob as garantias do FGC. Com isso, seu índice fechou junho em 2,41.

O banco desligou 2.604 funcionários no primeiro semestre deste ano, dos quais 1.820 foram demissões sem justa causa, segundo informações da maioria dos sindicatos filiados à Contraf-CUT. Segundo o Dieese, esse número supera as dispensas ocorridas no mesmo período do ano passado, conforme dados do Caged, que apurou 2.449 demissões, sendo 1.175 sem justa causa.

"Esse pentacampeonato do Santander é fruto do enorme descaso com o emprego, pois a falta de funcionários nas agências é alarmante e nenhuma providência vem sendo tomada para mudar essa situação. Por isso, o aumento das reclamações não surpreende", afirma o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

"Vamos reforçar as propostas de fim das demissões e da rotatividade, mais contratações e melhores condições de trabalho na próxima negociação com o banco, que ocorre na segunda-feira (22), durante o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), em São Paulo", salienta o dirigente sindical.

Em segundo lugar no ranking de reclamações está o conglomerado Itaú Unibanco, com índice de 1,47 - foram 383 reclamações para 25,9 milhões de clientes. Em terceiro lugar, aparece o Banco do Brasil, com índice de 1,24. O banco estatal teve 433 reclamações divididas entre 34,6 milhões de clientes.

A Caixa Econômica Federal vem na sequência, com índice de 0,95 --foram computadas 509 reclamações para um universo de 53,2 milhões de correntistas. Encerrando o "top five" está o Banrisul, que mostrou índice de 0,78. Foram 18 reclamações para 2,3 milhões de clientes.

No ranking sobre o tipo de reclamações, os débitos não autorizados lideram a lista, com 413 ocorrências. Nesse caso, o Santander também é líder, acumulando 114 dessas reclamações, seguido pela Caixa (97) e BB (88).

O segundo maior número de reclamações foi quanto a prestação irregular de conta-salário, com 311 queixas. A cobrança de tarifas irregulares, por serviço não contratado, teve 170 ocorrências.

Depois de registrar uma diminuição entre abril e maio, o número de reclamações contra os bancos voltou a subir no mês passado. De acordo com levantamento do BC, foram registadas 2.406 reclamações procedentes, um aumento de 1,9% em comparação com as 2.361 registradas em maio.

Bancos de médio porte

Entre os bancos com menos de um milhão de clientes, o Bonsucesso lidera o ranking de reclamações desde fevereiro e também é pentacampeão. No mês passado, o índice da instituição ficou em 6.382. Na sequência aparecem o BMG, BNP Paribas, J.Malucelli e PanAmericano.

Entre as administradoras de consórcio, o BC computou 26 reclamações no mês passado, ante 19 em maio. A principal reclamação envolve o descumprimento de prazos.


Fonte: Contraf-CUT com UOL