segunda-feira, 23 de setembro de 2013



Justiça condena BB em R$ 10 mi por discriminar bancários incorporados

 
Sentença da 3ª Vara do Trabalho de Brasília condenou o Banco do Brasil em R$ 10 milhões por dano moral coletivo. A empresa foi processada pelo Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) por fazer distinção entre seus empregados e os trabalhadores da Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e do Banco do Estado do Piauí (BEP). As instituições foram incorporadas pelo BB em 2008.

O juiz Carlos Augusto de Lima, que julgou o processo, destacou na sentença que se trata de discriminação a diferenciação feita pelo banco.

"O Banco do Brasil adquiriu quadro adicional de empregados, os quais são empregados da mesma classe que os demais - e não funcionários de segunda classe - sujeitos ao mesmo regime interno. Portanto, devem gozar dos mesmos deveres, obrigações e vantagens concedidas pela Instituição aos seus pares", afirmou o procurador do Trabalho Adélio Lucas, à frente do caso.

Pela decisão, o Banco do Brasil deve assegurar tratamento igualitário aos trabalhadores das instituições, inclusive garantindo que tenham acesso à assistência médica e previdência. Os interessados em usufruir dos benefícios devem se associar à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

O BB deverá divulgar amplamente a decisão aos seus empregados e comunicá-la direta e individualmente aos bancários incorporados. Multa de R$ 5 mil será cobrada em caso de descumprimento.


Fonte: Contaf-CUT com MPT  - http://www.contrafcut.org.br/Ramos.asp?CodRamo=1&CodSubItem=5

domingo, 22 de setembro de 2013

No segundo dia de greve, bancários fecham 7,2 mil agências, diz Contraf

Bancários fecharam mais de 30% das agências do país, diz entidade.
Houve crescimento de 18,5% em relação ao primeiro dia.

Do G1, em São Paulo
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Os bancários fecharam pelo menos 7.282 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta sexta-feira (20), segundo dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado, de acordo com balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
A paralisação atinge mais de 30% das agências. São 36,4% delas, considerando que há 20 mil agências no país, segundo a Contraf. Considerando a informação da Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban), de que são 21.500 agências ao todo, a greve atinge 33,9%.
Foi um crescimento de 18,5% na greve em relação à quinta-feira, quando 6.145 unidades haviam sido fechadas.

O balanço foi feito com base nos dados enviados até as 18h pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários. "Os bancários pararam até o Centro Administrativo do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osasco", diz a nota.

A Fenaban disse, em nota, que as lideranças sindicais têm um calendário próprio para começar de greve, "independente dos espaços de negociação". "A Fenaban lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população". A entidade diz que os bancos respeitam o direito à greve, mas "farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários".
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Poucas pessoas buscaram atendimento na Caixa Federal da Rua Américo Brasiliense na manhã de sexta-feira (Foto: Adriano Oliveira/G1)Poucas pessoas buscaram atendimento na Caixa da Rua Américo Brasiliense, em Ribeirão Preto, na manhã de sexta-feira (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Greve
Os bancários entraram em greve pelo país por tempo indeterminado na manhã de quinta-feira.  Em vários estados, agências já amanheceram fechadas e com faixas nas portas.

A categoria aprovou a paralisação por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 5 de setembro, diz a Contraf.

Na quarta, os trabalhadores decidiram, em assembleias, como organizar a greve de quinta-feira. Segundo a Contraf, cada sindicato tem autonomia para denifir como faz a greve, mas o objetivo é parar o maior número de agências possível.

A paralisação pede maior reajuste salarial, melhores condições de trabalho, aumento do piso, entre outros. De acordo com a confederação, a proposta dos bancos "é inaceitável diante dos seus lucros gigantescos", diz a Contraf.

A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.

Canais alternativos
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que a população tem uma série de canais alternativos para a realização de transações financeiras além das agências bancárias.
Greve bancários Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)Greve dos bancários fecha agências no Acre
(Foto: Rayssa Natani / G1)
"Os bancos oferecem aos clientes opções como os caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados", afirma.

Nesta quinta-feira, a Fundação ProconSP deu orientações para os consumidores diante da paralisação.

Uma delas diz respeito à obrigação da empresa credora de oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam feitos. Também é preciso entrar em contato com a empresa, pedir opções de formas e locais para pagamento e documentar essa solicitação, segundo o Procon.

O que os bancos oferecem
De acordo com a Contraf, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Orientações
O Procon-SP avisa que a greve não desobriga o consumidor de pagar as contas em dia, mas diz que a empresa credora tem a obrigação de oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam efetuados.

A orientação é entrar em contato com a empresa para saber quais são as formas e locais de pagamento como internet, sede da empresa, casas lotéricas e código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos. O pedido deve ser documentado (via e-mail ou número de protocolo de atendimento, por exemplo) para permtir a reclamação aos órgãos de defesa do consumidor, caso não seja atendido.

O consumidor não deve adquirir, sem conhecer em detalhes, pacote de serviços oferecidos por bancos, voltados a facilitar a quitação dos débitos durante a greve.
Para o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, a greve é um risco previsto nas atividades de uma instituição financeira, portanto, ela é responsável por possíveis prejuízos causados ao consumidor com a paralisação.

fonte:   http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/09/no-segundo-dia-de-greve-bancarios-fecham-72-mil-agencias-diz-contraf.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2013


Recém-criada, BB Seguridade já é denunciada por fraudes trabalhistas
 
O Banco do Brasil criou uma empresa chamada BB Seguridade e tem cedido vários funcionários concursados para o empreendimento. Esses bancários estão sendo transferidos para a nova empresa porque seus cargos atuais foram extintos, o que acarreta a perda da comissão e retorno para a função de escriturário em caso de recusa.

Além da pressão para aceitar a cessão, o Sindicato dos Bancários de Brasília também denuncia a manobra jurídica velada do banco para descaracterizar a função de bancário desses trabalhadores para incluí-los como securitários.

A maioria dos cedidos para o BB Seguridade é oriunda da Diretoria de Seguros, Previdência Aberta e Capitalização (Diseg), que tinha em torno de 100 bancários antes da criação da nova empresa.

O banco tem feito uma terceirização interna com os próprios funcionários cedidos para que eles exerçam outra função. A instituição financeira propõe que os cedidos migrem para a categoria dos securitários e, assim, integrem outro acordo de trabalho. A transferência para a nova empresa é quase uma obrigação, já que esses funcionários se especializaram na área de seguridade.

Danos aos direitos conquistados

O BB tenta descaracterizar a atividade dos bancários que atuam temporariamente na BB Seguridade, o que traz sérios danos aos direitos conquistados com muita luta ao longo de décadas.

Neste ano, o Sindicato participou de duas reuniões com a Diseg para discutir a cessão dos bancários para a BB Seguridade. Após debate e negociação com o Sindicato, a empresa informou que não tentaria alterar a categoria desses bancários, mas não cumpriu o combinado e aposta em reduzir direitos dos funcionários cedidos.

"Além deste desrespeito do BB com estes trabalhadores cedidos, o Sindicato recebeu diversas denúncias de fraude no ponto eletrônico e de não pagamento das horas extras trabalhadas. Os funcionários cedidos estão com um ponto manual, o que é um retrocesso ao direito conquistado após muita luta dos bancários", denuncia o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que também é bancário do BB.

O Sindicato questiona a quem interessa este modelo de terceirização interna e volta a cobrar respostas para algumas perguntas não respondidas pelo banco.

1) De quanto será a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) dos diretores e executivos na BB Seguridade, se optarem a se desvincular da convenção dos bancários?

2) A quem interessa a perda de direitos conquistados pelos bancários com a alteração da categoria dos funcionários cedidos?

3) Como fica a situação dos funcionários que retornarem para o BB após serem cedidos?


Fonte: Thaís Rohrer - Seeb Brasília - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35853

No primeiro dia da greve nacional, sindicatos filados à Feeb SP/MS fecham 794 agências


Começou nesta quinta-feira, 19, a greve nacional dos bancários. Trabalhadores dos bancos públicos e privados de todo o país estão paralisando as atividades para exigir dos bancos melhores condições de trabalho, reajuste de 11,93% (aumento real de 5% mais a reposição da inflação), valorização do piso e da PLR, além do fim das demissões e da rotatividade e mais contratações.

No primeiro dia de greve, os Sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) paralisaram 794 agências. Os dados ainda são parciais. Confira a tabela
aqui.

A greve foi deflagrada em assembleias realizadas pelos Sindicatos no último dia 12, quando foi rejeitada a proposta de reajuste de 6,1% da Fenaban, que repõe somente a inflação do período pelo INPC.

Greve é constitucional
A greve é um direito do trabalhador, previsto na Constituição e regulamentado pela Lei Nº 7.783/89.

Combate à terceirização

Além de estar em Campanha Salarial, a categoria bancária trava ainda luta contra o PL 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel, que tramita na Câmara dos Deputados e significa uma ameaça aos trabalhadores, pois retira direito e precariza as condições de trabalho. Nesta quarta-feira, 18, houve uma audiência pública na Câmara e agora o PL segue direto para votação no plenário. A audiência foi um verdadeiro cabo de guerra entre empresários e trabalhadores. Durante o debate, as falas dos empresários foram em defesa da aprovação do PL 4330 em nome da proteção de 15 milhões de trabalhadores terceirizados. Do lado dos trabalhadores, as falas destacaram que o referido PL, em nome de regular a terceirização, promove uma verdadeira desregulação de trabalho no país. Além de empresários e trabalhadores, líderes partidários e juristas manifestaram suas posições; ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deixaram claro que são contra o PL 4330.

O Projeto de Lei 4330/2004 é de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO) e tramitava na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na versão do substitutivo apresentado pelo deputado federal Artur Maia (PMDB-BA). Se aprovado como está, autoriza a terceirização em qualquer etapa do processo produtivo seja do setor público (inclusive fere o princípio constitucional do concurso público), seja do setor privado, rural ou urbano, desde que a empresa seja unicamente considerada especializada.

Principais reivindicações dos bancários

- Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação.

- PLR de três salários mais R$ 5.553,15;

- Piso de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);

- Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);

- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;

- Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que permite que qualquer atividade seja terceirizada e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;

- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;

- Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;

- Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.
Fonte: FEEB SP/MS


Greve começa forte e paralisa mais de 18 mil bancários em São Paulo


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloParalisação não é só por reajuste, mas também por condições dignas de trabalho

Mais de 18 mil bancários de 580 locais de trabalho, sendo 9 centros administrativos, aderiram nesta quinta-feira 19 à greve nacional na base territorial do Sindicato dos Bancários de São Paulo no primeiro dia de mobilização. Em todas as unidades paralisadas, os clientes puderam ter acesso normal aos serviços do autoatendimento.

No país, segundo dados da Contraf-CUT, foram 6.145 locais de trabalho de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal. São 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), crescimento de 19,73%.

"Todos os bancários têm de fortalecer a mobilização, conversar com colegas, inclusive de outros bancos, para ampliar cada vez mais a paralisação. Todos os bancários têm de entrar nessa luta para mostrarmos aos bancos que não encerramos essa campanha se não houver aumento real, valorização no piso e vales, PLR maior, e medidas que garantam condições dignas de trabalho". A convocação é da presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, logo nas primeiras e chuvosas horas da greve.

Na capital e no centro de Osasco, a paralisação foi iniciada nas agências. Na zona norte fecharam unidades dos corredores da Rua Voluntários da Pátria, Tucuruvi e Guilherme Cotching. Na sul, região da Avenida Ibirapuera; na zona oeste pararam os corredores das ruas Cunha Gago, Teodoro Sampaio, Pedroso de Moraes, Fradique Coutinho, dos Pinheiros e Avenida Rebouças. Na leste, Jardim Anália Franco, Brás, Vila Prudente, Itaquera, Penha, Via Anchieta e Itaim Paulista. Bancários dos centros velho e novo de São Paulo e do centro de Osasco, além do corredor da Avenida Paulista, também paralisaram as atividades.

Paulista

Assim como em todas as regiões, a da Paulista registrou fechamento de bancos de todas as bandeiras e os bancários realizaram o trabalho de esclarecimento da população. Houve evidências de contingenciamento na Estilo do BB.

Após efetuarem telefonemas para gerentes, três funcionárias foram deslocadas para a Rua Pamplona, a poucas quadras dali. Alguns bancários foram obrigados a entrar antes das 6h. Uma que trabalha na área de alto rendimento saiu de táxi para realizar visita a um cliente.

Apesar do caráter pacífico da paralisação, houve presença da polícia em frente à agência BB Estilo.

Em uma unidade da Caixa, todos os funcionários aderiram e muitos permaneceram no local para dialogar com os clientes sobre os motivos. "É uma situação limite, mas foram os bancos que nos impuseram isso. Esclarecemos à população que a greve é um direito e que nossa reivindicação é justíssima", relatou uma funcionária.

Outro, também da Caixa, afirma que a greve é uma resposta à Fenaban. "Muitos de nós estivemos nas assembleias dos dias 12 e 18 para aprovar e organizar a greve. A proposta da Fenaban é uma 'palhaçada'. Também sofremos com a falta de funcionários aqui na agência, ficamos sobrecarregados", afirmou. Lá trabalham 80 funcionários e, segundo eles mesmos, 120 seriam necessários para suprir as demandas dos clientes.

Osasco

Em Osasco e cidades adjacentes, 78 agências e uma concentração também amanheceram paradas. "Esse aumento é ridículo. O banco lucra quase R$ 14 bilhões e reajusta essa esmola para os trabalhadores. A gente construiu esse lucro e temos direito sobre ele também", critica um bancário do Itaú.

Como na Paulista, houve tentativas deliberadas dos bancos para minar a mobilização. "Minha agência foi fechada, mas já me ligaram para ir trabalhar em outra unidade que conseguiu driblar a greve. Eu acho errada e desrespeitosa essa atitude de contingenciamento do banco porque greve é greve e ninguém deve trabalhar."

A postura vai no sentido contrário do espírito de participação, segundo a opinião de uma bancária da Caixa. "Este ano o pessoal parece estar mais engajado. O sentimento é que 'dá pra fazer'. Acho que se não fizer greve, as coisas não acontecem", acredita.

Calendário

O início do movimento foi decidido em assembleia realizada na Quadra dos Bancários no dia 12 em resposta à proposta de índice 6,1%, sem aumento real, feita pela federação dos bancos (Fenaban) para reajustar salário, piso e verbas como os vales refeição e alimentação.

O Sindicato orienta os trabalhadores a se dirigirem às regionais e à sede da entidade caso necessitem de faixas e cartazes para ampliar a mobilização.

O calendário prevê, ainda, assembleia na segunda 23 e passeata na terça 24. Há também agendadas reuniões do Comando de Greve, integrado por dirigentes do Sindicato, da Fetec-CUT/SP, da Contraf-CUT, cipeiros de todos os bancos, delegados sindicais da Caixa Federal e do Banco do Brasil


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

1º dia de greve dos bancários fecha ao menos 6,1 mil agências, diz Contraf

Paralisação atingiu os 26 estados e o Distrito Federal nesta quinta-feira, diz.
Em vários estados, agências amanheceram fechadas e com faixas.

Os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira (19), primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado, de acordo com balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). De acordo com a confederação, há aproximadamente 20 mil agências bancárias no país.
 
Segundo a entidade, são 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), um crescimento de 19,73% .
"O balanço foi feito com base nos dados enviados até as 18h30 pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% dos 490 mil bancários do país", diz a Contraf, em nota.

Greve

 Os bancários entraram em greve pelo país por tempo indeterminado nesta manhã.  Em vários estados, agências já amanheceram fechadas e com faixas nas portas.

A categoria aprovou a paralisação por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 5 de setembro, diz a Contraf.
Na quarta, os trabalhadores decidiram, em assembleias, como organizar a greve de quinta-feira. Segundo a Contraf, cada sindicato tem autonomia para denifir como faz a greve, mas o objetivo é parar o maior número de agências possível.

Agências bancárias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, amanheceram repletas de cartazes alusivos à greve (Foto: SÉRGIO MASSON/ESTADÃO CONTEÚDO)
 
Agências bancárias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, amanheceram repletas de cartazes alusivos à greve (Foto: SÉRGIO MASSON/ESTADÃO CONTEÚDO)
 
A paralisação pede maior reajuste salarial, melhores condições de trabalho, aumento do piso, entre outros. De acordo com a confederação, a proposta dos bancos "é inaceitável diante dos seus lucros gigantescos", diz a Contraf.
A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.

Canais alternativos

 Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que a população tem uma série de canais alternativos para a realização de transações financeiras além das agências bancárias.
"Os bancos oferecem aos clientes opções como os caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados", afirma.
Nesta quinta-feira, a Fundação ProconSP deu orientações para os consumidores diante da paralisação. Uma delas diz respeito à obrigação da empresa credora de oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam feitos. Também é preciso entrar em contato com a empresa, pedir opções de formas e locais para pagamento e documentar essa solicitação, segundo o Procon.

O que os bancos oferecem

 De acordo com a Contraf, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Agência da Avenida Paulista permitia o acesso aos caixas eletrônicos   (Foto: Tahiane Stochero/G1)
 
Agência da Avenida Paulista permitia o acesso aos
caixas eletrônicos (Foto: Tahiane Stochero/G1)
 
Em posicionamento sobre a paralisação, a Fenaban disse que "tem com as lideranças sindicais uma prática de negociação pautada pelo diálogo, que nos últimos 20 anos evoluiu de forma significativa, resultando numa valorização constante da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT), que a diferencia e a torna única em relação a outras categorias profissionais."
Disse, ainda, que últimos anos tem sido recorrente que as lideranças sindicais tenham um calendário próprio para deflagração de greve, independente dos espaços de negociação.

"A Fenaban lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população, e reitera que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos, vão continuar funcionando normalmente.  Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários", diz a nota.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/09/1-dia-de-greve-dos-bancarios-fecha-ao-menos-61-mil-agencias-diz-contraf.html

Contraf-CUT divulga carta aberta aos clientes sobre greve dos bancários
 
A Contraf-CUT divulgou nesta quinta-feira (19) uma carta aberta aos clientes, explicando por que os bancários estão em greve nacional e responsabilizando a intransigência dos bancos. O material pode ser acessado na seção de downloads na área restrita do site para ser impresso e distribuído aos clientes e usuários, durante os piquetes e as manifestações da greve em todo país.

O panfleto mostra que os bancos também desrespeitam os clientes e a sociedade, apontando as filas intermináveis por causa da falta de bancários e a cobrança de juros e tarifas mais altas do mundo.

Os bancos só "sugam" os clientes e não oferecem contrapartidas sociais ao Brasil e aos brasileiros.

Clique aqui para ler a carta aberta.

Leia abaixo o texto completo:

BANCÁRIOS EM GREVE

NÃO É SÓ PELO SALÁRIO. É CONTRA O ABUSO DOS BANCOS

> Ninguém ganha mais dinheiro que os bancos. Mas eles desrespeitam os seus funcionários, os clientes, os usuários e a sociedade brasileira.

> Os seis maiores bancos lucraram mais de R$ 29,6 bilhões somente no primeiro semestre do ano. Mas não querem atender as reivindicações dos bancários por aumento real, melhores condições de trabalho, preservação da saúde, mais contratações, mais segurança e igualdade para todos.

> Enquanto isso, os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes o que recebe um caixa. É assim que o Brasil se torna um dos campeões mundiais de concentração de renda.

> Para atingir os lucros gigantescos, os bancos pressionam os bancários a vender produtos aos clientes, mesmo que eles não precisem.

> Os bancos exigem metas cada vez maiores, impossíveis de serem atingidas. Por isso os bancários estão adoecendo. Mas os banqueiros não querem discutir medidas para preservar a saúde.

> As filas intermináveis nas agências ocorrem porque faltam funcionários. Enquanto a economia brasileira continua gerando empregos, os bancos fecharam mais de 15 mil postos de trabalho nos últimos 18 meses, para aumentar os lucros.

> Os bancos no Brasil cobram os juros e as tarifas bancárias mais altas do mundo. Eles só "sugam" os clientes e não oferecem contrapartidas sociais ao Brasil e aos brasileiros.

> Mesmo com esses ganhos, os bancos investem pouco em segurança para proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes. Só no primeiro semestre deste ano, houve 30 mortes em assaltos envolvendo bancos, dos quais 21 eram clientes.

> Por tudo isso, os bancários estão em greve.

> Desculpe pelo transtorno. Mas é que estamos tentando melhorar o atendimento a você. Por isso contamos com seu apoio e compreensão.


Contraf-CUT, Federações e Sindicatos


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35839

Contraf-CUT denuncia BB ao MPT por ameaças contra direito de greve

 
Para intimidar os funcionários a não participar da greve que começa nesta quinta (19), a direção do Banco do Brasil voltou a apelar para práticas antissindicais. Em dois boletins publicados em seu site de negociação coletiva, sob os títulos "Convite para Reflexão" de 12/9 e "Transparência para o debate" de 16/9, o BB assedia os bancários a não participarem da greve e, reitera, sob o pretexto de prestar esclarecimento, que pode demitir por ato de gestão.

Em 2012, o banco usou a mesma estratégia e a Contraf-CUT, após duas audiências com o MPT - Ministério Público do Trabalho - em dezembro de 2012 e fevereiro de 2013 -, conseguiu que fosse aberto processo investigativo por suspeita de prática antissindical, tendo em vista o assédio e a perseguição sofrida pelos funcionários que participaram da greve, com cancelamentos de férias e descontos de dias parados, não previstos na convenção coletiva, dentre outras práticas antissindicais.

Diante de mais essa prática ilegal do BB, a Contraf-CUT vai encaminhar as novas denúncias ao MPT, anexando os boletins publicados nas últimas semanas às provas de 2012, para mostrar que o banco persiste na mesma conduta contra o direito de greve do trabalhador.

"A direção do banco não aprende mesmo a respeitar a democracia e o direito de greve. Nós denunciamos práticas antissindicais do BB após a greve de 2012 e o banco já ameaça de novo", critica William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"O banco prefere ameaçar seus funcionários no lugar de negociar com seriedade, propor melhorias no plano de função unilateral e prejudical ao funcionalismo, prefere ameaçar ao invés de acabar com a discriminação e propor uma mesa com prazo determinado para incluir todos os bancários na Cassi e na Previ e prefere assediar ao invés de atender às demandas econômicas e sociais, como aumento real, piso do Dieese, fim do assédio moral e das metas abusivas, contratar os concursados, melhores condições de saúde e trabalho, previdência e segurança bancária", afirma o representante dos trabalhadores.

Bancários do BB devem fortalecer a greve nacional

"Conclamamos que todos os colegas do BB participem fortemente da greve porque as reivindicações são justas e legítimas e os bancários merecem respeito. O banco passa semanas escrevendo maravilhas de que é o melhor lugar do mundo para se trabalhar, mas a realidade é adoecimento, descomissionamentos, pressão, assédio moral com dezenas de torpedos e cobranças violentas ao dia, falta absurda de funcionários, PSO sem a mínima condição de trabalho, reestruturações com ameaça de demissão e terceirização etc. Aonde é esse país das maravilhas que a direção do banco diz que existe?", questiona William Mendes.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35818

Bancários fecham 6.145 agências em todo o país no primeiro dia da greve
 
Agência do Itaú parada na Avenida Paulista, o coração do sistema financeiro

Os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira 19, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado. São 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), um crescimento de 19,73%. Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com base nos dados enviados até as 18h30 pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% dos 490 mil bancários do país.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve com sua postura intransigente - e vão se surpreender. A forte paralisação, inclusive nos bancos privados, mostra a indignação da categoria com a recusa dos banqueiros em atender nossas reivindicações, propondo apenas 6,1% de reajuste, enquanto seus altos executivos chegam a receber até R$ 10 milhões por ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Condições financeiras os bancos têm de sobra para atender às reivindicações dos bancários, uma vez que somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre, alcançando a maior rentabilidade do sistema financeiro internacional, graças principalmente ao aumento da produtividade dos bancários. Não aceitamos a postura dos bancos, de negar aumento real para reduzir custos", acrescenta Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, apesar dos lucros, "os bancos estão fechando postos de trabalho e piorando as condições de trabalho, com aumento das metas abusivas e do assédio moral, o que tem provocado uma verdadeira epidemia de adoecimentos na categoria. Por falta de investimento em segurança, também cresce o número de assaltos, sequestros e mortes. Mas os banqueiros se recusam a discutir esses problemas".

Os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro, depois de quatro rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 5 de setembro.

As reivindicações gerais dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35838

Greve começa em São Paulo, Osasco e região

Bancários iniciam paralisação por tempo indeterminado não só por reajuste salarial, mas também por condições dignas de trabalho e valorização profissional
    
São Paulo – “Todos os bancários têm de fortalecer a mobilização, conversar com colegas, inclusive de outros bancos, para ampliar cada vez mais a paralisação. Todos os bancários têm de entrar nessa luta para mostrarmos aos bancos que não encerramos essa campanha se não houver aumento real, valorização no piso e vales, PLR maior, e medidas que garantam condições dignas de trabalho”. A convocação é da presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, logo nas primeiras e chuvosas horas da greve nacional por tempo inderminado, iniciada na quinta 19.

> Vídeo: grande estrutura para a greve
> Vídeo: Greve começa forte

Na capital e no centro de Osasco, a paralisação foi iniciada nas agências. Na zona norte fecharam unidades dos corredores da Rua Voluntários da Pátria, Tucuruvi e Guilherme Cotching. Na sul, região da Avenida Ibirapuera; na zona oeste pararam os corredores das ruas Cunha Gago, Teodoro Sampaio, Pedroso de Moraes, Fradique Coutinho, dos Pinheiros e Avenida Rebouças. Na leste, Jardim Anália Franco, Brás, Vila Prudente, Itaquera, Penha, Via Anchieta e Itaim Paulista. Bancários dos centros velho e novo de São Paulo e do centro de Osasco, além do corredor da Avenida Paulista, também paralisaram as atividades.

No total, mais de 18 mil bancários de 580 locais de trabalho, sendo 9 centros administrativos, aderiram na base do Sindicato ao primeiro dia de mobilização. Em todas as unidades paralisadas, os clientes puderam ter acesso normal aos serviços do autoatendimento.

No país, segundo dados da Contraf-CUT, foram 6.145 locais de trabalho de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal. São 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), crescimento de 19,73%.

> Fotos: galeria do centro, Paulista, Osasco e zonas leste, sul, oeste e norte

Paulista - Assim como em todas as regiões, a da Paulista registrou fechamento de bancos de todas as bandeiras e os bancários realizaram o trabalho de esclarecimento da população.

Houve evidências de contingenciamento na Estilo do BB, na Paulista. Após efetuarem telefonemas para gerentes, três funcionárias foram deslocadas para a Rua Pamplona, a poucas quadras dali. Alguns bancários foram obrigados a entrar antes das 6h. Uma que trabalha na área de alto rendimento saiu de táxi para realizar visita a um cliente.

Apesar do caráter pacífico da paralisação, houve presença da polícia em frente à agência BB Estilo.

Em uma unidade da Caixa, todos os funcionários aderiram e muitos permaneceram no local para dialogar com os clientes sobre os motivos. “É uma situação limite, mas foram os bancos que nos impuseram isso. Esclarecemos à população que a greve é um direito e que nossa reivindicação é justíssima”, relatou uma funcionária.

Outro, também da Caixa, afirma que a greve é uma resposta à Fenaban. “Muitos de nós estivemos nas assembleias dos dias 12 e 18 para aprovar e organizar a greve. A proposta da Fenaban é uma ‘palhaçada’. Também sofremos com a falta de funcionários aqui na agência, ficamos sobrecarregados”, afirmou.

Lá trabalham 80 funcionários e, segundo eles mesmos, 120 seriam necessários para suprir as demandas dos clientes.

Osasco - Em Osasco e cidades adjacentes, 78 agências e uma concentração também amanheceram paradas. “Esse aumento é ridículo. O banco lucra quase R$ 14 bilhões e reajusta essa esmola para os trabalhadores. A gente construiu esse lucro e temos direito sobre ele também”, critica um bancário do Itaú.

Como na Paulista, houve tentativas deliberadas dos bancos para minar a mobilização. “Minha agência foi fechada, mas já me ligaram para ir trabalhar em outra unidade que conseguiu driblar a greve. Eu acho errada e desrespeitosa essa atitude de contingenciamento do banco porque greve é greve e ninguém deve trabalhar.”

A postura vai no sentido contrário do espírito de participação, segundo a opinião de uma bancária da Caixa. “Este ano o pessoal parece estar mais engajado. O sentimento é que ‘dá pra fazer’. Acho que se não fizer greve, as coisas não acontecem”, acredita.

Calendário - O início do movimento foi decidido em assembleia realizada na Quadra dos Bancários no dia 12 em resposta à proposta de índice 6,1%, sem aumento real, feita pela federação dos bancos (Fenaban) para reajustar salário, piso e verbas como os vales refeição e alimentação. O Sindicato orienta os trabalhadores a se dirigirem às regionais e à sede da entidade caso necessitem de faixas e cartazes para ampliar a mobilização.

O calendário prevê, ainda, assembleia na segunda 23 e passeata na terça 24. Há também agendadas reuniões do Comando de Greve, integrado por dirigentes do Sindicato, da Fetec-CUT/SP, da Contraf-CUT, cipeiros de todos os bancos, delegados sindicais da Caixa Federal e do Banco do Brasil.

Leia mais
> O calendário completo da Campanha 2013
> Leia orientações para a greve
> Assembleia define greve a partir do dia 19


Redação - 19/9/2013
(Atualizado às 19h10) - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5789

Em debate no plenário da Câmara, trabalhadores exigem retirada do PL 4330
 
Crédito: CUT
CUTCâmara barrou trabalhadores e galeria ficou esvaziada durante comissão geral

A luta de classes se materializou com toda sua crueza na comissão geral (audiência pública) que debateu nesta quarta-feira 18, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, o PL 4330 do empresário e deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que permite a terceirização de todos os setores das empresas, inclusive as atividades-fim. De um lado, os trabalhadores, os parlamentares de partidos progressistas e representantes de entidades do campo do Direito do Trabalho - que defenderam o arquivamento do projeto de lei. Do outro, as associações empresariais e deputados conservadores que não abrem mão do PL. Não foi à toa que o negociador da Fenaban, Magnus Apostólico, estava presente e foi à tribuna para defender a aprovação do projeto.

As galerias do plenário Ulysses Guimarães ficaram praticamente vazias durante a comissão geral, que começou pouco depois das 11h e terminou às 16h, porque os trabalhadores foram barrados do lado de fora. "Se fosse realmente a Casa do Povo, a Câmara deveria estar lotada. Há claramente uma diferença de tratamento por parte da presidência da Câmara em relação a empresários e trabalhadores. Até por isso é importante uma reforma política que acabe com o financiamento privado das campanhas eleitorais", criticou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Em várias discussões recentes na Câmara, como por exemplo na votação do projeto Mais Médicos, os manifestantes contrários à proposta do governo tiveram acesso livre ao plenário e puderam se manifestar à vontade, inclusive vaiando os parlamentares favoráveis - sem que fossem incomodados pela presidência da Casa, ao contrário do que tem acontecido com os trabalhadores nas discussões sobre o PL 4330, tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) como agora no plenário geral.

'Querem legalizar interposição fraudulenta de mão-de-obra'

"O objetivo real do PL 4330 é legalizar a interposição fraudulenta de mão-de-obra. Os trabalhadores brasileiros precisam saber que, se o PL 4330 for aprovado, serão demitidos e substituídos por terceirizados com salários menores e menos direitos", atacou Vagner Freitas na exposição aos parlamentares.

O presidente da CUT rebateu o argumento central dos defensores do projeto de lei, repetido como um mantra por todos os parlamentares favoráveis e representantes patronais que ocuparam a tribuna na comissão geral, segundo o qual o PL 4330 visa apenas regulamentar a terceirização e assegurar direitos aos trabalhadores terceirizados, modernizando as relações de trabalho e tornando as empresas mais competitivas.

Ele disse que é mentiroso o argumento de que terceirização significa especialização do serviço. "Não é. É para pagar mais barato ao trabalhador que substituirá o empregado direto".

"Também estamos preocupados em garantir direitos aos 13 milhões de terceirizados que os empresários tanto citam. Podemos negociar a regulamentação da terceirização. Temos maturidade e experiência em negociação. Estamos dispostos a sentar na mesa para estabelecer regras para normatizar, mas desde que se retire esse projeto. Ele não trata disso. Ao contrário, quer apenas precarizar os outros 48 milhões de trabalhadores. Colocar o trabalhador para ter uma jornada maior e pagar menos não tornará o país mais competitivo. E não podemos negociar com a faca no nosso peito. Pra negociar, é preciso retirar o PL 4330 da pauta da Congresso", enfatizou Vagner.
Ele disse ainda que "em cada rincão deste país vai ter um militante da CUT organizado para impedir que esse PL avance".

As demais centrais sindicais também condenaram o PL 4330. Os representantes da CTB, da Força Sindical, da UGT, da Nova Central, da CGTB e da Intersindical ocuparam a tribuna e mostraram igualmente os prejuízos para a classe trabalhadora e o Brasil.

Justiça do trabalho também é contra

Vários ministros, juízes e procuradores do trabalho também foram ouvidos na comissão geral e criticaram o projeto de lei do empresário Sandro Mabel. Dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), 19 assinaram manifesto condenando o PL 4330 e todos os 24 presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) também se posicionaram contrários ao projeto, assim como a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) e a Associação Nacionais dos Procuradores do Trabalho (ANPT).

Maurício Delgado falou em nome dos 19 ministros (de um total de 26) que assinaram manifesto contra o PL 4330. "Somos 73% do colegiado e todos nós temos no mínimo 25 anos de julgamentos de casos de terceirizações e de experiência de verificação dos efeitos terríveis da terceirização sobre a vida e a saúde dos trabalhadores", disse o ministro.

Para o ministro do TST, o PL 4330, "em vez de regular e restringir a terceirização, generaliza a terceirização no país, ampliando os malefícios para os trabalhadores e para o país". Na sua opinião, o PL traz prejuízos de várias ordens:

1. "As categorias profissionais tenderão a desaparecer, uma vez que todas empresas vão terceirizar para reduzir custos."

2. "O PL 4330, se aprovado, terá efeito avassalador sobre as conquistas trabalhistas históricas sedimentadas há 70 anos e reconhecidas pela Constituição Federal."

3. "Isso seria muito ruim para a economia do país, porque haverá uma redução da massa salarial e do poder de consumo dos trabalhadores, o que acabará prejudicando as próprias empresas."

4. "A generalização da terceirização significará uma piora da saúde dos trabalhadores. Não conheço um único exemplo de que a terceirização tenha melhorado as condições de saúde dos empregados. Só o contrário."

5. "Com a aprovação do projeto de lei, haverá ainda um problema fiscal no país, porque todas as empresas vão ampliar a terceirização, reduzindo o pagamento de impostos, o que trará impactos na vida econômica e social do país."

O ministro do TST, Alexandre Belmonte, também signatário do manifesto, citou os prejuízos que a aprovação do projeto pode trazer. "A Súmula 331 do tribunal traça todos os limites para que a terceirização possa se realizar com dignidade para o trabalhador. O projeto elimina esses limites."

Tragédia para o futuro do país

O presidente da Anamatra, Paulo Luiz Schimidt, considerou o projeto "uma tragédia, em termos de futuro político da Nação". Segundo ele, hoje os direitos garantidos aos trabalhadores terceirizados são os previstos na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com Schimidt, os processos envolvendo empresas de serviços terceirizados são inúmeros e sem resultado, "porque as empresas simplesmente somem". "Se a proposta for aprovada, o que é exceção vai virar regra", opinou.

Para Carlos Eduardo de Azevedo Lima, presidente da ANPT, "a proposta traz mais precarização e é um retrocesso social". Ele destacou que as estatísticas comprovam que os trabalhadores terceirizados ganham menos, trabalham mais, têm rotatividade maior nos empregos e têm mais acidentes de trabalho. Segundo ele, a associação de procuradores está disposta a discutir a regulamentação do trabalho terceirizado, mas não nos moldes da proposta do deputado e empresário Sandro Mabel.

Azevedo Lima também criticou o fato de o texto atual permitir a contratação de serviços terceirizados nas chamadas atividades-fim das empresas. "Isso pode levar a bancos sem bancários, escolas sem professores e aí por diante", observou. Ele defendeu ainda que a regulamentação institua a responsabilidade solidária da empresa contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias.

Tentativa de regulamentar a fraude

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) disse que seria uma ironia aprovar um projeto como o 4330 quando a Constituição de 1988, que reconhece o valor social do trabalho, está completando 25 anos e a CLT, 70 anos.

"O que estão propondo é a interposição fraudulenta de mão-de-obra daqueles empresários que são desonestos. Do jeito que está, o projeto é inconstitucional. Se permitirmos a fragmentação da organização sindical dos trabalhadores, e é só dos trabalhadores, porque os empresários vão continuar com seu sistema "S", um patrimônio duramente constituído será jogado no lixo", apontou Berzoini.

Além do PT, as bancadas do PSB, PCdoB e PSOL, por meio de suas lideranças, informaram que fecharam questão contra o projeto.

Legalizar a precarização do trabalho

Sandro Mabel e o relator Arthur Maia (PMDB-BA) mostraram estar afinados com os patrões. Eles e os empresários destacaram a terceirização como um fato, uma realidade e um processo irreversível, frisando a necessidade de garantir um ordenamento jurídico. Algo como defender no passado a escravidão e hoje o trabalho escravo por causa da sua existência.

"Essa lei acaba com a precarização dos trabalhadores, que hoje só contam com a Súmula 331 do TST. Vamos diminuir muito o sofrimento do trabalhador que perde emprego e não tem para quem reclamar. Muitos são contra porque não leram o projeto ou por ideologia", apontou Mabel.

A "defesa" dos terceirizados foi ironizada pelos deputados Dionilso Marcon (PT-RS) e Janete Pietá (PT-SP). "Nunca vi raposa cuidar do galinheiro. O deputado Sandro Mabel tem lado e não é dos milhões de trabalhadores, mas sim dos empresários, a quem tem de prestar conta, de quatro em quatro anos, porque são eles que financiam sua campanha", disse Marcon.

"Sandro, não subestime a classe trabalhadora, que leu o projeto. Há sim uma questão de ideologia: você representa os empresários e nós, a classe trabalhadora", afirmou Pietá.

Trabalhadores não são bandidos

A comissão geral foi interrompida depois do início quando o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) acusou ter sido agredido por representantes das centrais sindicais que foram impedidos de entrar na Câmara e os chamou de "bandidos".

O deputado Vincentinho (PT-SP) rebateu imediatamente e acusou os policiais de agredir os sindicalistas. A deputada Erika Kokay (PT-DF) e o líder do PT, José Guimarães, protestaram contra a afirmação de Perondi, afirmando que se tratam de trabalhadores e não bandidos.

Manter a mobilização

Ao final do encontro, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias, disse que é preciso equilíbrio para garantir uma legislação justa e que isso só será possível "se houver entidades sindicais fortes, sem fragmentação dos trabalhadores e com limites à regulamentação."

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputado Décio Lima (PT-SC), encerrou a comissão geral com a afirmação de que não há data marcada para votar o PL e defendeu que o diálogo entre trabalhadores, empresários e governo continuem.

Para a secretária de relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, o debate foi positivo, principalmente para a classe trabalhadora. "Pela primeira vez, os empresários resolveram mostrar a cara e deixaram claro quais interesses defendem. Acredito que nossos argumentos venceram essa disputa hoje, mas só vamos conseguir engavetar esse projeto se houver mobilização em todos os estados."

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, elogiou a participação das entidades sindicais dos bancários na luta contra o PL 4330 e alerta que os trabalhadores não podem baixar a guarda. "O PL não foi aprovado até agora em razão da forte mobilização dos trabalhadores. Temos de continuar vigilantes. Ganhamos várias batalhas, mas ainda não a guerra. É preciso manter a mobilização."

Homenagem a Gushiken

A comissão geral começou com uma justa homenagem proposta pela bancada do PT a Luiz Gushiken, bancário do antigo Banespa (adquirido pelo Santander), presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, deputado federal por três mandatos, inclusive constituinte, e ministro da Secretaria de Comunicação do presidente Lula no primeiro mandato. Ele faleceu na sexta-feira (13), na capital paulista.

Além de um pronunciamento do líder do PT, foi lido o poema "Samurai" escrito para registar a história deste grande brasileiro.


Fonte: Contraf-CUT com CUT e Agência Câmara - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35823


HSBC usa helicópteros já no primeiro dia de greve nacional em Curitiba


Crédito: Seeb Curitiba
Seeb CuritibaConforme informações recebidas pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba, o HSBC está usando helicópteros para transportar seus funcionários já no primeiro dia de greve, nesta quinta-feira, dia 19. O transporte aéreo, que obriga os bancários a trabalharem, parte do Parque Barigui até o Centro Administrativo HSBC Xaxim.

Além de prática antissindical, que desrespeita o direito de greve, o HSBC coloca seus trabalhadores em risco. Em anos anteriores, o Sindicato recebeu muitas reclamações dos moradores, que afirmavam que o barulho era insuportável e começava bastante cedo.

Em retaliação, já houve, também em anos anteriores, disparo de fogos de artifícios nos helicópteros por parte dos moradores da região.

Vale lembrar que os Centros Administrativos não realizam atendimento ao público, ou seja, o banco não pode se utilizar da justificativa de que não quer prejudicar a população.

Centros administrativos fechados

Os 13 centros administrativos amanheceram fechados nesta quinta-feira. São 9 mil bancários de braços cruzados só nesses locais, responsáveis por processos internos administrativos (sem atendimento ao público).

O Sindicato estima que também estarão fechadas todas as agências do Centro de Curitiba, dos bairros Portão, Centro Cívico e da região do Mercado Municipal. Já estão confirmadas como fechadas as agências BB e Caixa no bairro Bacacheri. Na região metropolitana, Lapa, Araucária e São José dos Pinhais estão com as agências paradas.

Confira os centros administrativos fechados:

HSBC
C. A. Palácio Avenida (Travessa Oliveira Belo, 34 - Centro)
C. A. Xaxim (Rua Des. Estanislau Cardoso, 870 - Xaxim)
C. A. Kennedy (Av. Presidente Kennedy, 3080 - Água Verde)
C. A. Vila Hauer (Rua Tem. Francisco Ferreira de Souza, 645 - Hauer)

Caixa Econômica Federal
C. A. Sede 1 (Rua José Loureiro, 195 - Centro/Praça Carlos Gomes)
C. A. Sede 2 (Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro/Caixa Cultural)

Banco do Brasil
C. A. CSO Palladium (Av. Presidente Kennedy, 4121 - Portão/Shopping Palladium)
C.A. CSO Estação (Av. Sete de Setembro, 2775 - Centro/Shopping Estação)
C. A. Banco do Brasil CSL (Praça Tiradentes, 410 - Centro/Praça Tiradentes)
Central de Atendimento do Banco do Brasil (Rua Joinville, 3.816 - São José dos Pinhais)

Bradesco
C.A. Bradesco Pólo (Av. Presidente Afonso Camargo, 177 - Jardim Botânico)
C. A. Centro (Rua Marechal Deodoro, 558 - Centro)

Santander
C. A. Santander (Rua Marechal Deodoro, 474 - Centro)


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Curitiba


Greve nacional começa em São Paulo paralisando agências dos bancos


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloBancários iniciam paralisação por tempo indeterminado

"Todos os bancários têm de fortalecer a mobilização, conversar com colegas, inclusive de outros bancos, para ampliar cada vez mais a paralisação. Todos os bancários têm de entrar nessa luta para mostrarmos aos bancos que não encerramos essa campanha se não houver aumento real, valorização no piso e vales, PLR maior, e medidas que garantam condições dignas de trabalho". A convocação é da presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, logo nas primeiras e chuvosas horas da greve nacional por tempo indeterminado, iniciada nesta quinta-feira 19.

Na capital e no centro de Osasco, a paralisação foi iniciada nas agências. Na zona norte estão fechadas unidades dos corredores da Rua Voluntários da Pátria, Tucuruvi e Guilherme Cotching. Na sul, região da Avenida Ibirapuera; na zona oeste estão parados os corredores das ruas Cunha Gago, Teodoro Sampaio, Pedroso de Moraes, Fradique Coutinho, dos Pinheiros e Avenida Rebouças. Na leste, Jardim Anália Franco e adjacências. Bancários dos centros velho e novo de São Paulo e do centro de Osasco, além do corredor da Avenida Paulista, também paralisaram as atividades.

Em agência da Caixa na Avenida Pailista, a adesão foi maciça. "Achamos uma palhaçada a proposta da Fenaban. Também é um absurdo o que estão fazendo: abrindo agências com 7 funcionários. Aqui temos 80 e precisamos de uns 120, no mínimo", relatou um dos funcionários.

O início do movimento foi decidido em assembleia realizada na Quadra dos Bancários no dia 12 em resposta à proposta de índice 6,1%, sem aumento real, feita pela federação dos bancos (Fenaban) para reajustar salário, piso e verbas como os vales refeição e alimentação. O Sindicato orienta os trabalhadores a se dirigirem às regionais e à sede da entidade caso necessitem de faixas e cartazes para ampliar a mobilização.

Na noite da quarta 18, assembleia organizativa definiu a realização de passeata na próxima terça 24, na Avenida Paulista, com concentração a partir das 16h no vão livre do Masp.

Assembleia

Os bancários realizam nova assembleia para avaliar o movimento na segunda 23, às 17h, na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé).

Comando de greve

Integrado por dirigentes do Sindicato, da Fetec-CUT/SP, da Contraf-CUT, cipeiros de todos os bancos, delegados sindicais da Caixa Federal e do Banco do Brasil, o Comando de Greve reúne-se nesta quinta 19 e na sexta 20, às 17h, na sede do Sindicato (Rua São Bento, 413). Outros bancários também podem participar. Na segunda 23 a reunião ocorre às 16h, na Quadra.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo


Comunicado do Comitê Gestor aos participantes do Plano II do Banesprev


Na assembleia de prestação de contas do Banesprev, realizada em 6/4/2013, dentre as várias deliberações relacionadas ao Plano II, foi aprovada a realização de estudo atuarial de segunda opinião sobre as contas do ano de 2012 e ainda, um estudo de cenários futuros. O objetivo é obter uma radiografia do plano, que também irá colaborar para melhor planejamento dos participantes e dirigentes. O Comitê Gestor ficou encarregado de elaborar as premissas e hipóteses que seriam utilizadas para embasar o mesmo.

Em 26/4/2013 a entidade, junto com o Comitê Gestor do Plano II, deu início a execução das deliberações da Assembleia. Na oportunidade, três empresas com longa experiência no sistema de previdência complementar mundial ouviram os membros do colegiado sobre essa demanda específica para posterior elaboração de propostas financeiras, que culminou com a escolha da consultoria Ernst & Young Terco.

Este estudo atrasou devido a problemas burocráticos da empresa no exterior. No entanto, na última reunião do Comitê Gestor, o responsável da consultoria informou que ele estará concluído até o final deste mês (setembro/2013).

Para esclarecer melhor a situação atual dos déficits já contratados e mostrar a realidade futura do plano - que promete se agravar nos próximos anos, devido a novas legislações e alterações de premissas que deverão impactar negativamente os próximos resultados - tínhamos a intenção de fazer um grande encontro nacional, no mês de agosto/2013, cumprindo deliberação da mesma assembleia, mas o atraso citado nos impossibilitou a realização do evento.

Mesmo assim, a ideia é marcar esse encontro nacional dos participantes do Plano II para debate dos dados e o futuro do plano tão logo tenhamos o resultado do estudo.

Em paralelo estamos fazendo esforços junto a Anapar (Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão), que possui cadeira no Conselho de Gestão da Previdência Complementar, para que haja mudanças na legislação que trata de equacionamento de déficits, evitando mais perdas de benefícios e ainda aguardando posicionamento de nossa demanda judicial que cobra o Serviço Passado.

Continue acompanhando as notícias no site: www.afubesp.org.br

Walter Oliveira - Camilo Fernandes - Vera Marchioni
Representantes eleitos do Comitê Gestor do Plano II


Fonte: Afubesp


Falta de proposta específica empurra empregados da Caixa para a greve


Ao se negar a apresentar contraproposta decente para as reivindicações específicas da Campanha Nacional 2013, depois de quatro rodadas de negociações ocorridas até o momento, a Caixa Econômica Federal deu um motivo a mais para os trabalhadores da empresa fortalecer a greve de toda a categoria bancária, que começa nesta quinta-feira (19) em todo país.

A luta é por respostas satisfatórias aos problemas relacionados a condições de trabalho, especialmente no que se refere à sobrecarga de serviços, à carência de pessoal e às metas abusivas. "Isso passa por contratação de mais empregados, respeito à jornada, marcação correta de horas extras com pagamento integral e fim do assédio moral", destaca Jair Pedro Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco.

A representação nacional dos empregados reivindica ainda Adicional por Tempo de Serviço (ATS), com extensão do anuênio para todos os empregados admitidos a partir de 1998.

A questão das horas extras precisa também ser resolvida. A luta é pelo fim do banco de horas, com pagamento das horas extras de imediato, acrescidas de 100% da hora normal, além de extinção do registro de horas extras negativas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), entre outras demandas.

Respostas satisfatórias também devem ser dadas a questões como garantia do Saúde Caixa para os aposentados por PADV, critérios para a retirada de funções (descomissionamentos) e pagamento de PLR social que corresponda aos esforços dos empregados na implementação das políticas públicas. Precisam ser atendidas ainda as reivindicações relativas à Funcef/aposentados, carreira, jornada/Sipon e segurança bancária.

Para o Comando Nacional, a ausência de proposta decente deve ser respondida com mobilização mais ampla e contundente possível, para que sejam atendidas as expectativas dos trabalhadores, tanto em relação às suas reivindicações específicas como em relação aos itens gerais tratados na mesa da Fenaban.

Segundo Jair, que também é vice-presidente da Fenae, "a greve tornou-se uma necessidade para o conjunto da categoria e terá nos empregados da Caixa a sustentação esperada".

Ele afirma que, além de aumento real e PLR digna, os bancários da Caixa vão à luta também por valorização do piso, ATS, contratação de mais empregados, saúde e condições de trabalho, Funcef/Prevhab e tíquete dos aposentados. "O momento, portanto, é de mostrar nossa força com uma mobilização intensa em todo o Brasil", conclui.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae


Bancários entram em greve nacional nesta quinta por tempo indeterminado


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloAssembleia organizativa dos bancários de São Paulo

Bancários de bancos públicos e privados de todo pais entram em greve nacional a partir desta quinta-feira (19) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleias realizadas pelos sindicatos no último dia 12, quando foi rejeitada a única proposta de reajuste de 6,1% da Fenaban, que repõe somente a inflação do período pelo INPC.

Novas assembleias foram realizadas na noite desta quarta-feira (18) para organizar o movimento, conforme orientação do Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT. O objetivo é buscar a adesão dos bancários e paralisar o maior número possível de locais de trabalho, a fim de pressionar os bancos para que apresentem uma proposta decente para a categoria.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese), entre outras reivindicações. "Também queremos o fim das demissões, da rotatividade e das terceirizações, e mais contratações para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes, bem como o fim das metas abusivas, do assédio moral e do adoecimento, mais segurança e igualdade de oportunidades", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Tivemos quatro rodadas de negociação, mas a Fenaban nada ofereceu de aumento real nem valorizou o piso, que hoje é de R$ 1.519, o que causou enorme indignação e empurrou a categoria para a greve. O Brasil está crescendo, os bancos continuam batendo lucros recordes e, por isso, eles têm obrigação de apresentar uma proposta com conquistas econômicas e sociais como forma de respeito e valorização dos bancários", ressalta o dirigente sindical.

Além da intransigência da Fenaban, as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, assim como as demais diretorias de bancos públicos, também não atenderam às reivindicações específicas dos bancários, o que reforça a importância da greve para conquistar avanços.

O Comando Nacional representa 95% dos cerca de 490 mil bancários de todo o país. Um balanço do primeiro dia de greve será divulgado no final da tarde desta quinta-feira, com base nas informações que serão enviadas pelos sindicatos para a Contraf-CUT.

As reivindicações gerais dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sardinhada contra abusos e falta de humanidade

Agência do Santander na zona norte de São Paulo coleciona casos de desrespeitos aos funcionários
São Paulo – Um poço de crueldades e abusos. É dessa forma que uma agência do Santander localizada na zona norte da capital paulista pode ser descrita, de acordo com relatos de bancários que trabalham ali. Por esse motivo o Sindicato organizou uma sardinhada na terça-feira 17 para denunciar as práticas desumanas que os gestores daquela unidade impõem aos funcionários.

> Fotos: galeria da sardinhada

Segundo apuração do Sindicato, das 19h às 23h, portanto após o horário do expediente, os bancários são obrigados a peregrinar nas portas das faculdades em busca de abertura de contas universitárias.
Mas os abusos não param por aí. De acordo com depoimentos dos trabalhadores, quando a agência está sem movimento, a gerente de atendimento designa os caixas para vender produtos do banco aos clientes e ainda são estipuladas metas para esse serviço, que ultrapassam os 100%.

Essas posturas podem ter origem na falta de funcionários. Nos últimos 12 meses, segundo balanço próprio, o Santander cortou 3.216 postos de trabalho.

Desumanidade – De acordo com a denúncia de uma bancária da agência, há alguns dias uma funcionária sentiu fortes dores no rim e os demais funcionários foram impedidos de socorrê-la.

 “Ela se retorcia de dor, mas quando os colegas se ofereceram para levá-la ao hospital, a gerente-geral proibiu, pois o atendimento ao cliente não podia ficar ainda mais defasado por causa da falta funcionários, e muito menos seria possível diminuir a quantidade de trabalhadores para ajudar no atingimento de metas absurdas e abusivas”, critica a bancária, acrescentando que a colega teve de ir de táxi, sozinha, procurar atendimento no hospital.

Heptacampeão em reclamações – Se em uma ponta os funcionários do Santander são tratados com tamanho desrespeito e falta de humanidade, do outro lado os clientes também não se sentem satisfeitos. A instituição espanhola liderou pelo sétimo mês seguido o ranking de reclamações do BC, que considera as instituições com mais de um milhão de clientes.

O BC considerou que 2.195 reclamações feitas contra as instituições de grande porte em agosto foram procedentes. Em agosto, o Santander registrou um índice de 1,81, número que considera as reclamações procedentes divididas pela quantidade de clientes multiplicada por 100 mil.

A diretora executiva do Sindicato Rita Berlofa lembra que o presidente do Santander recentemente reafirmou que o foco do banco tem de ser o cliente. “Mas como focar no cliente se o banco não respeita seu principal artífice, que é o trabalhador? Há uma distância entre discurso e a prática. Como falar em foco no cliente se o responsável pelo atendimento não é valorizado, não é respeitado? Como focar no cliente se não há trabalhadores suficientes nas agências para bem atendê-los? Como falar em foco no cliente se os trabalhadores estão adoecendo devido às pressões violentas pelo cumprimento de metas abusivas? Como falar em foco no cliente se os funcionários são obrigados a vender produtos que não interessam aos clientes para poder cumprir a meta estipulada? Como falar em foco no cliente com essas práticas vigentes?”, questiona a dirigente.

Um dos bancários que denunciou a pressão na agência concorda. “Passamos a maior parte do nosso tempo nos dedicando ao banco, onde os próprios gestores, se é que assim os podemos chamar, dizem que são a nossa segunda família e dizem que temos de ser felizes! Como ser feliz trabalhando com pessoas tão carrascas e que só pensam em números, e onde os funcionários são apenas mais um número e são tratados como ninguém, como nada?”, desabafa.


Rodolfo Wrolli - 17/9/2013 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5772
Empregados da Caixa preparam-se para a greve

Delegados sindicais debatem organização nos locais de trabalho para iniciar paralisação a partir do dia 19

São Paulo – A precariedade nas condições de trabalho devido ao número reduzido de empregados é uma das principais queixas dos empregados da Caixa Federal. A situação foi relatada pelos delegados sindicais que participaram da reunião realizada pelo Sindicato na sexta 13, na sede e nas subsedes regionais da entidade.

Entre as queixas dos bancários está a extrapolação da jornada. “Há locais onde o empregado tem feito até mais de duas horas extras por dia. O que é proibido pela legislação. Assim, é essencial que os trabalhadores da Caixa entrem firme na greve. Essa é a única forma de forçar os negociadores do banco a mudarem de postura e atenderem nossas reivindicações”, afirma o diretor executivo do Sindicato Kardec de Jesus.

A falta de proposta da Caixa para as reivindicações específicas da Campanha 2013 também foi debatida no encontro. “Os bancários estão insatisfeitos com o andamento das negociações, tanto com a Caixa como nas gerais da categoria com a federação dos bancos. Eles querem ser valorizados e também exigem que sejam adotadas medidas para resolver os diversos problemas das agências e dos departamentos”, acrescenta o dirigente sindical.

Jair Rosa - 16/9/2013 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5756


Proposta do BB frustra expectativas e bancários devem aderir à greve


Crédito: Guina - Contraf-CUT
Guina - Contraf-CUTComando Nacional cobra soluções para principais problemas dos bancários

Em negociação ocorrida nesta segunda-feira (16) com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a direção do Banco do Brasil frustrou as expectativas. Apesar de trazer avanços sociais importantes, o banco não apresentou respostas para as principais questões específicas do funcionalismo, que foram debatidas e aprovadas no 24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB.

A avaliação do Comando Nacional é que mais uma vez o banco ficou devendo soluções para os grandes problemas debatidos e reivindicados na Campanha Nacional 2013, como plano de funções, piso, saúde, violência das metas, assédio moral e contratações.

"O sentimento é de frustração. Os bancários do BB esperavam que o banco apresentasse propostas efetivas para os principais problemas apresentados durante as três rodadas de negociação específicas e concomitantes à mesa geral dos bancários com a Fenaban, ocorridas durante o mês de agosto, e isso não aconteceu" afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf- CUT e coordenador da Comissão de Empresa.

Desta forma, a orientação do Comando Nacional aos funcionários do BB é aderir à greve da categoria que inicia nesta quinta-feira (19) e lutar com muita unidade e mobilização para arrancar propostas que atendam as reivindicações econômicas e sociais, como aumento real, piso do Dieese, fim do assédio moral e das metas abusivas, emprego, melhores condições de saúde e trabalho, previdência e segurança bancária.

Contraf-CUT cobra fim das reestruturações e terceirizações

Logo no início da negociação, a Contraf-CUT e as entidades sindicais cobraram a interrupção imediata dos processos de reestruturação com a transferência dos serviços dos bancários para empresas terceirizadas como, por exemplo, a Cobra Tecnologia. Também foi questionado o total desrespeito do banco em lançar programas de desligamento, como PDV para vítimas de reestruturações.

"Na última sexta-feira (13) ocorreu forte atividade de paralisação em São Paulo, cobrando a reversão desses processos e o fim da violência na cobrança de metas. Os funcionários de todas as bases onde há áreas meio estão aflitos com o rumo que a direção do banco tomou de reestruturar e terceirizar os serviços da atividade bancária", criticou William Mendes.

Outra questão abordada foram os boletins da direção do BB ameaçando os bancários, como o do último dia 12, onde o banco sugere que os funcionários reflitam ao aderirem à greve, dizendo que haverá consequências indesejáveis no "pós-greve".

"O banco alegou que a informação que ele quis dizer era de 'consequências ao banco', só que desde a greve em 2012 há processo investigatório no Ministério Público do Trabalho porque a Contraf-CUT teve que acionar o BB por perseguir grevistas. Se o banco faz referência a 'pós greve', ele está ameaçando de novo os bancários com retaliações e isso é prática antissindical condenada mundialmente pelas legislações que protegem os trabalhadores", denunciou o dirigente sindical.

Propostas apresentadas pelo BB

I - Com cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014

- Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;
- Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;
- Vale cultura: R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos;
- Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,97 para R$ 570,00.

II - Sem cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014

- Vacina contra a gripe para todos os funcionários; e
- Auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o banco: R$ 800,00 por mês até 24 anos incompletos.

Prioridades apresentadas pelos funcionários do BB

Plano de Funções e PCR:

- Piso
- Aumento no interstício
- Crescimento horizontal nas funções
- Anuênio
- Incorporar funções após 10 anos
- Volta do valor das gratificações de função ao valor anterior (ABF+ATFC+25%) tanto para os AFG 6h quanto para os AFC 8h
- Garantir reajustes nas verbas do novo plano como, por exemplo, verba 226

Ascensão Profissional

- Programa de Seleção Interna com critérios claros e transparentes;
- Fim da trava para concorrências;
- fim dos descomissionamentos e inclusão dos primeiros gestores na cláusula de proteção com 3 avaliações. E maior clareza sobre o que seria satisfatório e insatisfatório nas avaliações;
- volta da substituição remunerada nas funções.

PSO/Caixas executivos e demais unidades da rede

- igualar a pontuação do Mérito dos caixas e incluir os escriturários na carreira de Mérito, retroagindo ao histórico funcional de cada um;
- aumentar as dotações nas PSO;
- nomear todos os caixas executivos;
- ter regras para a eleição de delegados sindicais nas PSO (proporcional à quantidade de agências cobertas por cada PSO);
- criar supervisor de caixa e ou criar gratificação para o "caixa líder".

Contratações e fim das reestruturações e terceirizações

- contratar mais 5 mil bancários e chamar imediatamente os concursados;
- reposição das aposentadorias e desligamentos;

Questões de Saúde

- Cassi e Previ para todos;
- Manutenção da função e do vínculo ao local de trabalho quando houver afastamento por questões de saúde com a substituição remunerada na vaga do afastado;
- melhorar a assistência odontológica;
- melhorias nos exames periódicos

Metas individuais e diárias

- fim da violência na cobrança de metas;
- fim das metas na GDP.


Fonte: Contraf-CUT


Santander é heptacampeão do ranking de reclamações de clientes no BC


O Santander liderou em agosto pelo sétimo mês consecutivo o ranking de reclamações de clientes no Banco Central (BC) entre as instituições financeiras com mais de 1 milhão de clientes. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (16), em Brasília. O BC considerou que 2.195 reclamações feitas contra os bancos de grande porte no mês passado foram procedentes.

O título de heptacampeão mensal de queixas de clientes no BC não surpreende os bancários. "O banco espanhol liderou o corte de empregos no primeiro semestre de 2013 e continua demitindo", afirma o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. O banco extinguiu 2.290 postos de trabalho entre janeiro e junho deste ano e 3.216 entre os meses de junho de 2012 e 2013, conforme dados do balanço.

"Para largar essa posição incômoda para qualquer banco, o Santander deveria, ao invés de gastar fortunas em marketing e patrocínio de futebol e fórmula 1, parar de demitir funcionários, contratar mais trabalhadores, melhorar as condições de trabalho e oferecer atendimento de qualidade aos clientes", propõe o dirigente sindical.

Em agosto, o Santander registrou um índice de 1,81, número que considera as reclamações procedentes divididas pela quantidade de clientes multiplicada por 100 mil.

O HSBC (1,28) ficou vice-campeão, seguido do Banco do Brasil (1,18), Itaú (1,1) e Caixa Econômica Federal (0,8). Em julho, atrás do Santander, estavam Itaú (1,29), Banco do Brasil (1,21), HSBC (1,00) e Banrisul (0,82).

As reclamações mais comuns contra as instituições que chegaram ao BC foram débitos não autorizados (358), prestação do serviço conta salário de forma irregular (249), esclarecimentos incompletos ou incorretos a respeito da circular 3.289, que trata justamente do Sistema de Registro de Denúncias, Reclamações e Pedidos de Informações (207), e cobrança irregular de tarifas por serviços não contratados (202).

Os números se referem apenas ao descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou do BC.

No ranking de instituições com menos de 1 milhão de clientes, as primeiras posições ficaram com Bonsucesso, BMG, J. Malucelli, BNP Paribas e Banco Daycoval. Entre as administradoras de consórcio, lideram o ranking Sponchiado, Saga, Fiat, Caixa Consórcios e HSBC Brasil.


Fonte: Contraf-CUT com Estadão