quinta-feira, 24 de abril de 2014

Projeto obriga planos de saúde a substituir serviços descredenciados

  




Os planos de saúde terão de substituir imediatamente médicos e hospitais descredenciados por outros equivalentes, de forma a garantir que não haja interrupção no tratamento dos pacientes. É o que prevê o Projeto de Lei 6.964/10, aprovado nesta quarta-feira (23) em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Caso não haja requerimento para votação em plenário, o projeto vai à sanção da presidenta Dilma Rousseff.

As mudanças terão de ser comunicadas aos consumidores com 30 dias de antecedência. O projeto prevê, também, a continuidade da assistência médica nos casos de rompimento de contrato entre operadora do plano e prestadores de serviço, e que, nos contratos entre médicos e operadoras, haja cláusulas de reajuste anual dos procedimentos.

A proposta também determina que os contratos entre planos e prestadores sejam feitos por escrito, com o objetivo de evitar os descredenciamentos repentinos de profissionais da saúde, clínicas, hospitais e laboratórios. Caso os reajustes não sejam feitos até o final dos meses de março, quem definirá os novos valores da prestação do serviço será a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

O projeto já foi aprovado pelo Senado, onde foi apresentado pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-PA).


Fonte: Agência Brasil

De cada dez denúncias de assédio moral no Brasil, três são contra bancos


Levantamento do MPT mostra que casos de humilhação no trabalho aumentaram 7,4% de 2012 para 2013

Thinkstock/Getty Images
Casos de assédio moral no País cresceram 7% de 2012 para 2013, segundo pesquisa do MPT
Dois antidepressivos por dia, mais um remédio para dormir. São esses os medicamentos que a bancária Beatriz*, de 42 anos, tem de tomar todos os dias, desde que descobriu ter fibromialgia e depressão.
A bancária foi diagnosticada com distúrbios psiquiátricas após crises de choro e dores constantes pelo corpo todo. Por este motivo, está afastada do trabalho há cerca de seis meses.
“Descobri que estava doente porque quando chegava no banco começava a chorar. Também passei a dormir mal porque acordava de madrugada pensando que algo estava acontecendo no trabalho", recorda a bancária, que é administradora de empresas.
O motivo que levou a profissional a ficar doente é cada vez mais comum no setor bancário brasileiro: assédio moral.
Segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) a pedido do iG, das 3 mil denúncias realizadas em 2013, 30% foram de bancos. De 2012 para 2013, o número de acusações aumentou 7,4%.
O ritmo de expansão do assédio moral no Brasil é maior do que o apontado pelo MPT, de acordo com levantamento interno feito pela Confederação Nacional dos Bancários (Contraf).
Segundo a entidade, em 2011, 29% dos trabalhadores do setor pediram o fim do assédio moral. Em 2012, o número aumentou para 31%. Em 2013, para 58% – de um total de 37 mil entrevistados. Ou seja, o índice dobrou de 2011 para 2013. No caso do assédio sexual, o desconforto é menor. Apenas 3,78% dos bancários ouvidos pela pesquisa (1,4 mil trabalhadores) reivindicam o combate ao assédio sexual.
De acordo com Walcir Previtale, secretário de saúde do trabalhador da Contraf, o assédio moral ocorre, em grande parte, por conta das metas agressivas determinadas pelas instituições bancárias.
"A cobrança é cada vez mais ambiciosa. Se o trabalhador atingiu os objetivos em um mês, no próximo é cobrado para superá-los. Não há limites", avalia o secretário, que defende a participação de funcionários na elaboração das metas.
A pressão foi um dos motivos que levou Beatriz* a se sentir humilhada. "Era obrigada a fazer hora extra. Quando não podia trabalhar além do horário, falavam que tinha pouco comprometimento e argumentavam que havia muitos profissionais que nem eu disponíveis no mercado de trabalho", relata.
A bancária foi demitida do banco após queixar-se das humilhações, mas foi afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pedido do médico do trabalho durante o exame demissional.
"No banco, se você recebe duas avaliações negativas, é mandado embora. É uma pressão muito grande", destaca.
Paralelamente à cobrança por metas, o setor bancário extinguiu 10 mil postos de trabalho em 2013, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fonte: Portal IG

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Bancários realizam dia nacional de luta contra reestruturação no HSBC

  



Os bancários realizam nesta quarta-feira (23) um Dia Nacional de Luta contra o processo de reestruturação em andamento no HSBC que está provocando demissões e fechamento de agências e piorando as condições de trabalho. A mobilização tem por objetivo alertar os clientes contra o descaso do banco inglês. 

Os dirigentes sindicais estão distribuindo uma carta aberta aos clientes sob o título de "HSBC: descaso no Brasil e no mundo", para explicar os motivos dos protestos e pedir o apoio de toda a população.

> Clique aqui para ler a carta aberta.

Para Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, a característica da reestruturação é nociva para trabalhadores e clientes. Ele aponta "demissões, fechamento de agências, falta de funcionários, aumento da pressão e do assédio moral para o atingimento de metas absurdas, discriminação e perseguição aos adoecidos pelo trabalho, seguidas por mudanças constantes no seu modelo de negócios, gerando insegurança no trabalho". 

Apesar de ser um dos maiores bancos do planeta, com lucro mundial de U$ 16,2 bilhões (R$ 37 bilhões) em 2013, no Brasil a política do banco é reduzir custos. "Somente nestes primeiros três meses do ano, 20 agências já foram fechadas e 142 funcionários dispensados, o que aponta que essa situação pode piorar ainda mais", salienta Miguel.

Para aumentar as incertezas, o banco inicia mais um processo de mudanças no Brasil, com a transformação de agências convencionais nas chamadas "agências de negócios", com menor estrutura, e na sua filosofia de relacionamento com clientes, baseada na "venda responsável de produtos" . 

O diretor da Contraf-CUT observa que "essa forma correta de se relacionar com clientes e usuários não pode servir para o banco repassar suas responsabilidades institucionais para as 'costas' de seus funcionários, aumentando ainda mais as cobranças e o patrulhamento interno, sem readequar sua estrutura interna e de fato dar as condições objetivas para que isso aconteça".

"Queremos denunciar que os funcionários do HSBC no Brasil não podem ser feitos de 'bodes expiatórios' para práticas de gestão condenáveis, quando de fato não forem suas responsabilidades", enfatiza Miguel.

"Com o dia nacional de luta, cobramos respeito e valorização para os bancários e clientes do banco", conclui o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

Senadores comemoram aprovação do Marco Civil da Internet por unanimidade

  



Mesmo com divergências durante o processo de votação, senadores da oposição e do governo comemoraram a aprovação nesta terça-feira (22) do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet. A matéria, que gerou muita polêmica e precisou de meses para ser votada na Câmara, foi aprovada em votação simbólica no plenário do Senado, por unanimidade.

Ao final da votação, a principal observação entre os senadores era que o novo marco regulatório dará mais segurança a empresas e cidadãos brasileiros no que se refere às suas atividades na rede mundial de computadores. "Estamos falando de problemas diários, que a gente coloca o Brasil numa condição de dar solução. São pessoas que são expostas, são pessoas que muitas vezes são invadidas na sua privacidade, são empresas que são fraudadas, são dados que são colocados a todo custo. E o projeto, se não é perfeito como muitos disseram, coloca o Brasil no que há de moderno neste instante na legislação, inclusive cuidando da legislação internacional, cuidando da relação com outros países", declarou o senador Wellington Dias (PT-PI).

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) foi relator ad hoc da matéria no plenário (escolhido para ler o relatório de parlamentar que não estava presente). Para ele, o fato de o texto ter sido construído em diálogo com todos os setores da sociedade, interessados, traz grande mérito para o projeto. "O resultado foi um texto maduro, equilibrado e inteligente, que balanceia os direitos e obrigações dos usuários", disse.

Classificando a aprovação do novo marco regulatório como um avanço na democracia brasileira, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) lembrou que o assunto não está encerrado. Ele citou diversos projetos que tramitam no Congresso, destinados a regulamentar a utilização de meios eletrônicos para diversos fins e que precisam ser aprovados. 

"Acho que temos um avanço. Temos outros instrumentos importantes para avançar, como a regulamentação do comércio eletrônico, que está tramitando no plenário do Senado. Precisamos aprovar a proposta de emenda à Constituição, já aprovada no Senado Federal, que reduz o número de assinaturas para os projetos de iniciativa popular e permite que as assinaturas possam ser feitas digitalmente, porque são todos instrumentos que contribuem para aprofundar a democracia", enfatizou.

Mesmo criticando o que chamou de "rolo compressor" do governo para votar a matéria hoje, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também elogiou a aprovação do projeto. Ele reclamou a falta de mais tempo para os senadores discutirem o assunto e terem espaço para melhorar ainda mais o texto, mas disse que o projeto é uma "vitória para toda a sociedade" e não deve ser partidarizado. "O novo marco regulatório é, sem dúvida, um avanço, porque mantém a neutralidade da rede, que é uma vitória de toda a sociedade", disse no fim da votação.

O também oposicionista Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) votou a favor da matéria, inclusive no momento em que os líderes do governo manobraram para permitir que ela fosse votada ainda hoje. Embora outros partidos de oposição, como Democratas e PSDB, tenham se posicionado contrários à votação do projeto agora, Randolfe votou a favor. 

"Para que o Brasil tenha a sua constituição da internet atendendo aos princípios de neutralidade da rede, da liberdade de expressão e da privacidade, o PSOL encaminha o voto 'sim'. Em especial para não atender às pressões das "teles', e pela mobilização da sociedade civil organizada, o voto do PSOL é 'sim' ao requerimento pela inversão de pauta", ressaltou.

Com a aprovação do projeto sem alterações, em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados, a matéria seguirá direto para sanção da presidenta Dilma Rousseff.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 17 de abril de 2014


Santander é tricampeão em março de reclamações de clientes no BC


O Santander liderou em março, pelo terceiro mês consecutivo, o ranking das instituições financeiras com o maior número de reclamações entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes, de acordo com levantamento do Banco Central (BC), divulgado na terça-feira (15).

O banco espanhol teve 349 reclamações procedentes em março, contando com 22.851 milhões clientes sob o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que representa o índice de 1,52 no mês, o mais alto entre as maiores instituições.

"O tricampeonato do Santander em 2014 não surpreende o movimento sindical, que não se cansa de criticar a falta de funcionários, a sobrecarga de serviços e a pressão das metas abusivas como fatores que prejudicam o trabalho dos bancários e o atendimento dos clientes", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

"Para sair dessa incômoda posição, o banco tem optado por gastos milionários em marketing e patrocínios da Copa Libertadores e da Fórmula 1, mas isso não tem resolvido o problema. A solução é parar de demitir, contratar mais funcionários e melhorar as condições de trabalho, a fim de garantir atendimento de qualidade aos clientes", defende o dirigente sindical.

HSBC, Banrisul, BB e Caixa vem depois

O HSBC manteve a segunda posição, com índice de 1,11. O banco teve 67 reclamações divididas entre 6.026 milhões de clientes.

O Banrisul continuou no terceiro lugar, ao apresentar índice de 0,99, com 24 reclamações e 2.417 milhões de correntistas.

Na quarta colocação vem o Banco do Brasil, que não aparecia entre as cinco instituições com maior número de reclamações em fevereiro. O banco público teve índice 0,85, resultado de 316 reclamações procedentes para um universo de 36.843 milhões de clientes.

Encerrando o "top five" está a Caixa Econômica Federal, com índice de 0,82. Foram 489 queixas para 58.977 milhões de correntistas.

No total, foram 1.817 reclamações de clientes procedentes em março, contra 2.384 em fevereiro.

Maior reclamação é contra débitos não autorizados

Os débitos não autorizados continuam a liderar o ranking, com 306 ocorrências. Neste caso, o banco que aparece primeiro na lista é a Caixa, com 93 casos, seguida pelo Santander (75), Banco do Brasil (63), Itaú (38) e Bradesco (31).

Cobrança irregular de tarifa sobre serviço não contratado é a segunda maior fonte de reclamações, com 161 ocorrências. Em terceiro lugar estão os esclarecimentos incompletos dados pelos bancos, com 148 reclamações procedentes.


Entre bancos menores, BMG lidera em queixas

Entre os bancos com menos de um milhão de clientes, o BMG aparece na liderança no mês de março, com índice de 1.065, 26 e 71 reclamações, para 6.665 clientes. O Panamericano está na segunda colocação, seguido pelo J.Malucelli, BNP Paribas e Daycoval, em quinto lugar.

Entre as administradoras de consórcio, o BC computou oito reclamações, o mesmo número do mês de fevereiro. E no topo da lista está a Bauru Administradora de Consórcios.


Fonte: Contraf-CUT com Banco Central

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bancos não terão atendimento ao público nos feriados de 18 e 21 de abril

  




Os bancos não vão abrir as portas nos próximos dias 18 e 21 de abril, devido aos feriados nacionais de Sexta-feira da Paixão e Tiradentes, informou nesta quarta-feira (16) a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As contas com vencimento marcado para os feriados, como as de consumo (água, luz, telefone e TV por assinatura, por exemplo) e os carnês, poderão ser pagas no próximo dia útil subsequente (22), sem incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais).

Os clientes também podem agendar nos bancos o pagamento das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos caixas eletrônicos. 


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

terça-feira, 15 de abril de 2014

Metas, assédio e desgoverno causam desânimo no funcionalismo do BB

  
Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUT



William Mendes, Diretor de Formação da Contraf-CUT, coordenador da Comissão de Empresa do BB e candidato da Chapa 1 Todos pela Cassi

Tive nas últimas semanas uma rica oportunidade de conversar com os colegas do Banco do Brasil nas mais diversas cidades e regiões do país.

Como estou na composição de uma das chapas que disputam a eleição da Cassi (assistência médica dos funcionários do BB) pude percorrer as unidades de trabalho do banco pelo país para apresentar nossas propostas para a Cassi, resgatando junto à novíssima geração de colegas do banco o que é a nossa caixa de assistência médica, e também para abordar a importância da participação de todos no processo eleitoral que define a metade da gestão da entidade.

Ouvi Brasil afora muitas reclamações sobre a direção do Banco do Brasil e o rumo que esta empresa está tomando. 

A impressão que o funcionalismo tem, e nós dirigentes que o representamos também, é que não temos um Banco do Brasil, mas vários bancos dentro de um BB. É quase como diz a propaganda da empresa.

Temos o banco do joão, que negocia os direitos coletivos com as entidades do funcionalismo, e temos o banco do pedro, que não cumpre o que a empresa contratou; temos o banco do paulo, que se diz de responsabilidade socioambiental, e temos o banco do manoel, que gastou uma fortuna para alocar milhares de funcionários em local com solo contaminado (o fato não se realizou por luta sindical). Não temos o banco da maria, porque na direção do BB só tem homens. 

Enfim, temos o banco do faz de conta da propaganda e do papel, e temos o banco da realidade objetiva, o Banco do Brasil e dos brasileiros, e com funcionários sérios e dedicados que não conseguem trabalhar por falta de condições de trabalho, por metas esdrúxulas e sem parâmetros, inclusive com mudanças diárias, e com formas truculentas na cobrança por resultados.

Poderíamos resumir o Banco do Brasil atual de duas formas, após tudo o que ouvi: 

- o maior banco do país tem uma direção que não pensa sequer o futuro do próprio Banco do Brasil e, muito menos, o futuro do país ao qual deveria servir e;

- a direção do maior banco do país está levando o funcionalismo a um total desânimo pelo sistema de metas atuais, tanto pelo objetivo determinado quanto pela forma de cobrar seu atingimento por parte do corpo funcional.

Desacorçoo causado pela direção do BB

Há uma insatisfação generalizada na rede de agências por falta de funcionários, por falta de respeito na cobrança de metas esdrúxulas, na ascensão profissional por apadrinhamento e sem regras e, pasmem, as condições de trabalho estão tão ruins que muitos comissionados da gerência média já estão repensando suas estruturas de vida familiar para abrirem mão da carreira comissionada no BB e para pensarem um pouco mais na sua saúde.

Foi grande a quantidade de colegas do BB, nesse período que estive diariamente nos locais de trabalho, que me abordou para falar o quanto esses vários "bancos" dentro do BB estão reduzindo a esperança do funcionalismo em seguirem suas carreiras na empresa em que trabalham. 

Esses vários bancos dentro do BB estão prejudicando a saúde física e mental do funcionalismo. Vive-se um sistema de cobrança de metas e entrega de resultados a qualquer custo, que leva muitas vezes o funcionalismo a cometer alguma irregularidade ou procedimento não previsto nas instruções normativas por absoluta falta de funcionários ou por pressão de "capitães do mato" que cobram a cada hora do dia a entrega de algum resultado sob o risco de se perder a função e a remuneração. 

Esses vários bancos dentro do BB estão transformando o maior banco do país numa esquisofrenia total.

Isso é uma demonstração cabal do quanto essa direção do BB está fazendo o inverso do que uma gestão de empresa deveria fazer: motivar seu corpo funcional. Estão faltando bons gestores para o BB. Todos os funcionários estão insatisfeitos e desacorçoados para seguirem dedicando suas vidas ao Banco do Brasil.

Até quando e até onde vai chegar este Banco do Brasil com seus vários bancos? O banco do fulano, o banco do ciclano, o banco do beltrano - e seus apadrinhados nas estruturas de poder? Será que o dono, acionista majoritário, não poderia colocar ordem na casa e dar um rumo coerente para essa empresa pública de importância fundamental para o futuro do Brasil?

O funcionalismo quer ser respeitado, quer ter condições de trabalhar e sempre se esforça para atender bem a clientes e usuários, mas está difícil seguir assim com esse desgoverno da direção do banco.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Contraf-CUT retoma negociações permanentes com a Caixa no dia 16

  
Crédito: Fenae
Fenae



Um dia antes haverá reunião do fórum paritário de condições de trabalho

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam na próxima quarta-feira (16) a mesa de negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal. O encontro, agendado para Brasília, será realizado a partir das 14h30.

Os assuntos da pauta são: bancário temporário, avaliação sobre o fórum de condições de trabalho, comissão paritária do Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC) e horas extras.

No mesmo dia, às 11h, na sede da Fenae, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, se reúne para preparar os debates com os representantes do banco.

Fórum Paritário de Condições de Trabalho 

Na véspera, na terça-feira (15), às 10h, haverá no prédio da Matriz II da Caixa, em Brasília, mais uma reunião do Fórum Paritário de Condições de Trabalho. Esse será o quarto encontro do grupo, formado por representantes dos empregados e do banco.

O objetivo é dar continuidade ao debate sobre jornada de trabalho, assédio moral e empregados por unidades, além de outros assuntos relativos a condições de trabalho. Como faltam trabalhadores e maiores investimentos nos locais de atendimento, os representantes dos empregados vão cobrar melhorias.

A criação desse fórum foi uma conquista da Campanha Nacional de 2013.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Além de demitir, Santander extingue cargos sem dar explicações

  





Ao mesmo tempo em que assiste a um vertiginoso aumento no número de contas correntes (2,2 milhões novos correntistas apenas em 2013), o Santander continua perpetrando sua política de cortes de postos de trabalho. 

Conforme denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, o banco espanhol está acabando com funções como GA+ e B1 e B2 (empresas). GA+ virou coordenadora dos caixas e B2 foi para plataforma. Ao menos dois gerentes empresa 1 e empresa 2 foram demitidos na região central de São Paulo, mesmo tendo atingido 100% das metas e tendo boa avaliação. 

De acordo com o diretor do Sindicato, Marcelo Gonçalves, denúncias de bancários apontam que com a fusão dos cargos de empresa 1 e empresa 2, o Santander está criando uma nova categoria de gerentes, que tem o sugestivo nome de gerente misto. "Esta fusão representará mais clientes e serviços para um único gerente. A atual gestão do banco só cria confusão, sobrecarrega e gera enorme descontentamento entre os funcionários e impede o bom atendimento ao cliente." 

Para os bancários que não foram demitidos por causa de mais essa reestruturação nos quadros do banco, sobra acúmulo de tarefas, pressão pelo cumprimento de mais metas, muito sofrimento e adoecimento. 

"Estou esgotado, não posso ir ao médico, não consigo dormir e choro diariamente. Estou com atestado médico devido à resistência muito baixa, peguei uma baita infecção por dormir mal e comer muito pouco e pelo estresse causado por esse banco. E não poderei me afastar do trabalho devido a uma ferramenta punitiva chamada avaliação de qualidade operacional", relata um bancário. 

A diretora executiva do Sindicato, Rita Berlofa, cobra posicionamento sobre a questão. "O banco extingue cargos de maneira truculenta e injustificável. Isso traz acúmulo de atividades e adoecimentos físicos e psíquicos aos funcionários remanescentes. O Santander deve respeitar os trabalhadores brasileiros, responsáveis por mais de um quarto dos lucros mundiais da instituição." 

Em 2013, o banco espanhol reduziu 4.371 empregos, fechou as portas de 94 agências, 128 postos de atendimento (PAs) e desativou 835 caixas eletrônicos. Tudo isso no mesmo período em que passou a administrar 29,5 milhões de contas correntes, ante 27,3 milhões em 2013, e obteve lucro de R$ 5,7 bilhões, o que representa 23% do resultado mundial do banco.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Contraf-CUT critica reajuste abusivo de 30,44% no Cabesp Família

  



A Contraf-CUT critica o reajuste abusivo de 30,44% no plano de assistência médica do Cabesp Família, a ser implementado a partir de 1º de maio. O plano atende principalmente parentes até 3º grau de funcionários do ex-Banespa (adquirido pelo Santander) ainda na ativa e aposentados.

"Trata-se de mais uma violência, uma verdadeira paulada no bolso dos usuários do Cabesp Família, sem nenhuma justificativa da diretoria da Cabesp", destaca Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e diretor da Afubesp. Ele teme a saída de beneficiários porque muitos não terão condições financeiras para pagar os altos valores das mensalidades, prejudicando o plano e a Cabesp.

O percentual de reajuste está muito acima da inflação do período. A variação do INPC nos últimos 12 meses foi de 5,62%, segundo o IBGE. Além disso, o índice autorizado pela ANS para reajuste de planos individuas e familiares em 2013 foi de 9,04%.

O abuso dos reajustes no Cabesp Família não é de hoje. Em 2013, a elevação foi de 11,71%, o que provocou muitas reclamações de usuários. Já em 2012, o aumento tinha sido de 22,01%, causando a evasão de inúmeras pessoas, conforme noticiou a Afubesp. 

Além do índice abusivo, Ademir critica a falta de transparência e participação dos beneficiários na gestão do Cabesp Família. Ele já propôs em assembleias dos associados da Cabesp "a criação de um conselho de usuários, a exemplo de outros planos de saúde e da boa experiência do comitê gestor nos planos do Banesprev". 

Omissão dos diretores eleitos

Os dois diretores eleitos da Cabesp, Ricardo Mitsouka e Getúlio Coelho, estão omissos diante do absurdo reajuste que prejudica as famílias de muitos associados. Não divulgaram nenhuma explicação ou posicionamento. 

O Departamento de Imprensa da Afubesp tentou entrar em contato na manhã desta quinta-feira (10) com os dois dirigentes eleitos. Getúlio, o diretor financeiro, ao invés de dar explicações, mandou recado pedindo que a Afubesp consultasse a página da Cabesp na internet, bem como as respostas dadas a outras pessoas em outros fóruns de banespianos.

"Eles fogem à responsabilidade ao não responder as questões e não dar transparência à gestão", disse o diretor da Afubesp, Wagner Cabanal. Ele lembra que durante a recente assembleia de prestação de contas da Cabesp, ocorrida no dia 29 de março, eles foram questionados sobre qual seria o índice do reajuste e responderam que o assunto ainda seria discutido. "Dias depois veio a bomba. É claro que já sabiam, mas não queriam conflito na assembleia", avalia o dirigente.

O presidente da Afubesp, Camilo Fernandes, lembra que a entidade sempre tenta abordar esse assunto nas assembleias. "O debate não acontece, pois o presidente da Cabesp não permite. E os eleitos dizem amém para tudo, não fazem a discussão, não defendem esse plano", enfatiza o dirigente, que completa: "a Afubesp está estudando o que pode ser feito para defender os direitos dos usuários do Cabesp Família".

Petição online

Uma petição online está disponível na internet reivindicando a redução do índice de aumento do plano.

> Clique aqui para assinar a petição. 

Mais de 630 pessoas já assinaram o documento até o início da tarde desta quinta-feira, que será enviado para a Cabesp.


Fonte: Contraf-CUT com Afubesp

Campanha de vacinação do Santander contra gripe inicia nesta segunda

  



A campanha de vacinação do Santander contra as gripes H1N1 e sazonal (gripe comum) começa nos prédios administrativos a partir da próxima segunda-feira (14). Já na rede comercial as vacinas serão aplicadas a partir do dia 22 de abril, segundo informações do banco espanhol. 

Na intranet do banco está disponível o cronograma, bem como os locais e os horários dos postos de vacinação. A iniciativa é uma medida de promoção à saúde e de prevenção.

O funcionário deverá apresentar o crachá e o número do CPF no momento da vacinação. Não é necessário fazer agendamento prévio e, caso esteja ausente no período da campanha (férias, treinamentos, etc.), também é possível comparecer a uma das clínicas credenciadas de 22 de abril a 15 de julho.

A vacina passará a ter efeito duas semanas após a aplicação e a imunização previne a infecção em até 90% dos indivíduos. Alérgicos ao ovo e à Timerosal (Merthiolate®) não devem tomar a vacina antes de consultar o seu médico.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Inflação disseminada põe o país em alerta


IPCA atinge 0,92% em março, o maior índice para o mês desde 2003. Liderados por alimentos e itens de transporte, sete de cada 10 produtos subiram. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a alta é passageira
 
» ANTONIO TEMÓTEO
 
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deu um salto de 0,92% em março e superou as expectativas mais pessimistas dos analistas de mercado, que apostavam em uma elevação de 0,89%. É o pior indicador para o mês em 11 anos. Puxada pela forte elevação dos alimentos e do custo dos transportes, a inflação acumulada em 12 meses passou de 5,68%, em fevereiro, para 6,15%, encostando no limite de tolerância estabelecido pelo
Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% ao ano.
A aceleração do custo de vida aumentou a preocupação de analistas, investidores e governo com a saúde da economia, uma vez que, em apenas três meses, o IPCA acumula uma alta de 2,18%, quase a metade do centro da meta, de 4,5%. Divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados transmitem outro sinal inquietante: de cada 10 itens e serviços pesquisados, sete tiveram alta. Ou seja, a carestia é generalizada. Além disso, dos nove grupos de produtos monitorados, seis já ostentam, em 12 meses, aumento anual acima do teto.
A situação só não foi pior porque os preços controlados pelo governo subiram 3,4%, bem abaixo dos 7,14% dos produtos livremente comercializados. Em algum momento, porém, itens como gasolina e energia elétrica, que estão artificialmente represados, precisarão ser reajustados, o que pressionará ainda mais a inflação.
Apesar do susto, a presidente Dilma Rousseff determinou aos auxiliares que demonstrem calma. Ela está convencida de que os preços dos alimentos, que responderam por 51% do IPCA de março, vão ceder. O Planalto sustenta o discurso  com base na primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de abril, que cravou alta de 0,72%, contra 1,16% de igual período do mês anterior. Para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a alta do IPCA é temporária porque reflete, sobretudo, um choque de preço dos alimentos.
O otimismo do governo, no entanto, não consegue convencer os analistas de grandes instituições. O economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Augusto de la Torre, observa que o Brasil enfrenta uma difícil combinação de inflação alta e baixo crescimento. Segundo ele, o Ministério da Fazenda precisa adotar uma política fiscal mais austera para que o Banco Central possa reduzir a taxa de juros. A falta de rigor fiscal, avalia De la Torre, é o que explica por que os preços continuam sob pressão, mesmo num cenário de baixa atividade econômica. “Normalmente, isso não ocorre”, explicou.
A gerente da pesquisa de inflação do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, avaliou que, além do grupo alimentos e bebidas, que subiu 1,92% em março, o item transportes teve peso significativo no IPCA ao cravar alta de 1,38%. Somados, os dois componentes representam 79% do índice. Ela considerou também que a falta de chuvas comprometeu a produção de várias lavouras.
Como a estiagem não deve acabar nos próximos meses, o preço dos alimentos vai ceder lentamente. “Além de prejudicar a quantidade e a qualidade dos alimentos, a seca produziu efeitos indiretos. A alta do milho encareceu a ração animal, o que teve impacto sobre carnes e leite. E o trigo afetou o preço de pães e farinhas”, explicou Eulina.
Para o economista-sênior do Espirito Santo Investment Bank Flávio Serrano, o resultado do IPCA de março  torna difícil qualquer previsão sobre a mudança do cenário. Para ele, a desaceleração será lenta, uma vez que a estiagem ainda continuará, por um bom tempo, mantendo elevados os custos de grãos e de insumos. Ele alertou que o índice de difusão, que mede a quantidade de produtos e serviços com comportamento de alta, continua em trajetória ascendente.
Na avaliação de Serrano, a carestia generalizada torna mais difícil a tarefa do Banco Central de fazer os preços convergirem para o centro da meta. “Esse cenário aumenta as chances de a inflação terminar o ano bem próxima do limite, de 6,5%. Ela está se estabilizando em torno dos 6%, deve permanecer assim em 2015, e isso é ruim para confiança, aumenta a volatilidade da economia e afugenta investidores”, completou.
Eleições
O líder do Democratas na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), atribuiu a alta da inflação aos erros do governo. “O descontrole da política econômica chega com força à mesa do brasileiro, que paga pela incompetência da dita ‘gerentona’, a presidente Dilma Rousseff”, criticou.
Motivo de preocupação cada vez maior para a população, a carestia deverá ser tema central nas eleições de outubro. A dona de casa Maria Selma de Campos Santos, 53 anos, diz que levará o assunto em conta na hora de escolher o candidato a presidente. Não bastasse o custo do tomate, que aumentou 32,85% em março, e da batata-inglesa, que disparou 35,05%, ela reclama da baixa qualidade dos produtos nas gôndolas. “Sei que a falta de chuvas prejudica a produção, mas quando a qualidade é boa a gente faz um sacrifício e compra. Nem isso está acontecendo. Tudo está caro e feio. Isso precisa mudar.”
 


 

Bancos abrirão quatro horas em dias úteis de jogos do Brasil na Copa

  




O Banco Central (BC) autorizou os bancos a abrir somente durante quatro horas quando houver jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo que caírem em dias úteis. A circular 3.703, divulgada nesta quarta-feira (9), flexibiliza a regra em vigor sobre horário bancário, que exige abertura das agências ao público durante cinco horas ininterruptas em dias úteis. 

A circular se aplica a bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e caixas econômicas. As instituições deverão avisar a clientela com dois dias úteis de antecedência sobre o horário que irão adotar em dias de jogos do Brasil, fixando aviso em suas dependências.


Fonte: Valor Econômico