quinta-feira, 22 de maio de 2014

Caixa lucra R$ 1,5 bi, cria 1.101 vagas e abre 31 agências no 1º trimestre

  




A Caixa Econômica Federal obteve lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2014 com crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 12,1% no trimestre. Ao contrário do que vem fazendo o Banco do Brasil e os bancos privados, o banco seguiu abrindo postos de trabalho e ampliando o número de agências e postos de atendimento. 

Conforme análise do Dieese, a Caixa abriu 1.101 vagas no 1º trimestre, o que representa a criação de 4.893 empregos nos últimos 12 meses. Com isso, o número total de empregados no banco saltou para 99.299 em março de 2014.

Além disso, a Caixa prosseguiu com a política de inauguração de agências e postos de atendimento. O banco abriu 31 agências no primeiro trimestre, totalizando 348 unidades abertas nos últimos 12 meses. Houve também abertura de 19 postos de atendimento, somando 76 nos últimos 12 meses.

"Os resultados obtidos no primeiro trimestre de 2014 são frutos do empenho e da dedicação de seus empregados, mesmo enfrentando condições inadequadas de trabalho e sofrendo com o assédio moral e as metas abusivas. Apesar do aumento de empregos, a sobrecarga de trabalho ainda é enorme e, por isso, o banco precisa agilizar as contratações para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes e à população", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Esse resultado do primeiro trimestre correspondeu a uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido anualizado (ROE) de 23,5% (queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2013). 

A carteira de crédito ampliada cresceu 33,1% em doze meses, atingindo um montante de R$ 519,8 bilhões (alta de 5,2% no trimestre). A carteira comercial pessoa física cresceu 38,5% em relação a março de 2013, chegando a R$ 86,3 bilhões, o que representa 16,6% da carteira de crédito ampliada do banco. 

Já as operações com pessoa jurídica alcançaram R$ 94,4 bilhões, com elevação de 32,5% em comparação ao 1º trimestre de 2013, totalizando 18,2% do total do crédito. O crédito voltado para a habitação, que representa praticamente 55% da carteira, cresceu 29,1% em doze meses. 

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou alta de 0,3 ponto percentual em relação a março de 2013, ficando em 2,6%. Devido ao forte crescimento da carteira de crédito, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) cresceram 19,1%, chegando a R$ 2,5 bilhões.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 13,4% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal subiram 14,9%. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco caiu de 100,6% para 99,3% no 1º trimestre de 2014.

Nesse primeiro trimestre foram conquistados mais 2,1 milhões de correntistas e poupadores, que totalizaram uma base com 73,7 milhões de clientes, crescimento de 10,8% quando comparado ao mesmo período de 2013. 

"Ao seguir contratando empregados e abrindo novas agências, a Caixa dá bom exemplo para o Banco do Brasil e os bancos privados, que mesmo com lucros astronômicos vem cortando postos de trabalho, o que é injustificável. Não haverá desenvolvimento sustentável sem geração de empregos e distribuição de renda", ressalta Carlos Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT com Dieese

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lucro da Caixa cresce 15,3% com alta do crédito, mas inadimplência avança

EDUARDO CUCOLO | FOLHA DE S.PAULO
DE BRASÍLIA
21/05/2014  12h04 - Atualizado às 12h20

A Caixa Econômica Federal registrou forte avanço no crédito no primeiro trimestre de 2014, com impactos sobre lucro, receitas e inadimplência.
O banco estatal lucrou R$ 1,5 bilhão nos três primeiros meses do ano, alta de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A carteira de crédito da instituição cresceu 33% na mesma comparação, com saldo de R$ 519,8 bilhões. Segundo a Caixa, o banco foi responsável por quase 60% do aumento no crédito em todo o sistema financeiro nacional. Com isso, alcançou participação de mercado de 18,6%.
No primeiro trimestre, foram liberados R$ 94,2 bilhões em financiamentos, 9,8% acima do mesmo período de 2013.
Também foi destaque o aumento dos ganhos da instituição com operações de títulos e valores mobiliários (51,3% em 12 meses) e com prestação de serviços e tarifas (13,4%). Esse último resultado, segundo o banco, foi influenciado pelo aumento do volume de negócios com clientes.
INADIMPLÊNCIA
O índice de inadimplência totalizou 2,6%, alta de 0,3 ponto porcentual em relação ao final de 2013. O índice de Basileia encerrou o período em 13,7%.
A carteira de crédito habitacional atingiu saldo de R$ 284,3 bilhões, com alta um pouco abaixo da média da sua carteira total (29,1%).
O crédito comercial (saldo de R$ 180,6 bilhões) teve crescimento de 35,3%, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Para infraestrutura, o aumento foi de 50,9%.
OUTROS BANCOS
A Caixa é o último dos grandes bancos a divulgar os dados do terceiro trimestre. Na maior parte dos casos, as instituições tiveram avanço no lucro e redução da inadimplência.
O Santander Brasil foi a exceção, ao apurar redução de 6% no lucro do primeiro trimestre, para R$ 1,428 bilhão.
O Itaú teve o maior resultado, R$ 4,419 bilhões, um aumento de 27,28% em relação a igual período do ano passado. Em seguida ficaram Bradesco (R$3,443 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 2,678 bilhões). 



Editoria de Arte/Folhapress




Federação dos Bancários de SP e MS

STJ deve decidir hoje sobre perdas de poupadores em planos econômicos

  





O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma nesta quarta-feira (21) à tarde o julgamento sobre a contagem de juros de mora em casos de perdas na poupança causadas por planos econômicos passados. A corte decidirá se os juros de mora - a taxa que incide sobre o atraso de pagamento - serão contados a partir da citação coletiva ou a partir da citação na execução individual.

Em nota, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defendeu a contagem da taxa a partir da citação coletiva. De acordo com o Idec, uma decisão contrária prejudicaria os poupadores, que deixariam de computar vários anos de juros, corridos desde a citação coletiva. "Se o STJ decidir que os juros devem ser contados somente a partir da execução individual, o poupador deixará de receber o acréscimo justo (.) pela demora demais no pagamento por parte do devedor (o banco)". 

Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) entende que os juros devem contar a partir da execução individual. "Não houve ganho para os bancos, que cumpriram o papel de meros intermediários nessas operações", alega a presidência no site da entidade.

Serão julgados dois recursos de poupadores beneficiados por ações civis públicas movidas, respectivamente, contra o Banco do Brasil e o Bamerindus (atual HSBC). A eles foi reconhecido o direito à diferença da correção monetária do Plano Verão, de 1989, restando saber a partir de quando começam a contar os juros de mora. A decisão que for tomada vai balizar outros tipos de ações, como reajustes de planos de saúde, cobranças indevidas ou perdas ocorridas em outros planos econômicos.


Fonte: Agência Brasil
FUTEBOL

Quadrangular Regional de Bancários





1ª Rodada - Partida Realizada

Em16/05 - Banespinha (Fernandópolis)

Região B - Fernandópolis  1

(Clique na foto) 



X


Região A - Votuporanga  5

(Clique na foto)







2ª Rodada

Em 23/05 - AABB (Santa Fé do Sul)

sexta-feira - 19:30h

Região D - Santa Fé do Sul
x
Região C - Jales

terça-feira, 20 de maio de 2014

Manifesto no Santander repercuti na mídia local.

O Jornal "A Cidade de Votuporanga" do dia 20 de maio de 2014 divulgou matéria, confira abaixo:

(Clique na imagem)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

HSBC supera Santander e lidera ranking de reclamações de clientes no BC

  





O HSBC e o Santander foram os bancos que mais tiveram reclamações, em abril. Ambos apresentaram os maiores índices de queixas procedentes entre as instituições com mais de um milhão de clientes, segundo o Banco Central.

Campeão, o HSBC atingiu o índice de 1,67 e o Santander, até então invicto no primeiro lugar neste ano, bateu 1,6.

O terceiro lugar ficou com o Banrisul, que mantém a posição desde fevereiro, marcando 0,99.

Em seguida veio o Banco do Brasil, repetindo a colocação de quarto lugar do mês anterior, ao registrar 0,89.

Logo após apareceu o Bradesco, de volta aos cinco primeiros, cravando 0,81 e deixando a Caixa para a sexta posição.

O índice é a forma usada pelo Banco Central para estabelecer o ranking, pois leva em consideração a diferença do tamanho da clientela. O cálculo é feito contando o número de reclamações, dividindo pelo número de clientes e multiplicando o resultado por 100 mil.

Entre as maiores queixas estão débitos não autorizados em conta, sendo o Santander o campeão nesse quesito.

Tarifas e cobranças irregulares de serviços não contratados é o segundo tipo de maior reclamação, sendo líder o BB.

O Bradesco vence na categoria de esclarecimentos incompletos ou incorretos - a terceira maior demanda em que foi constatado descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central do Brasil.

Protestos 

Enquanto os dados mostram insatisfação dos clientes, os trabalhadores reivindicam fim das demissões, mais contratações e melhores condições de trabalho junto.

De acordo com dirigentes sindicais, o representante do HSBC informou, ao final de 2013, que haveria um processo de reestruturação nas agências. Conforme apuração do Sindicato dos Bancários de São Paulo, desde então, o banco tem demitido e fechado unidades.

O Santander, por sua vez, eliminou 4.833 vagas em um ano. Só de janeiro a março, foram fechados 970 postos de trabalho.

Enquanto os dados do Banco Central mostram insatisfação dos clientes, os trabalhadores recebem metas impossíveis e, muitas vezes, adoecem com a falta de funcionários.

As mobilizações contra as demissões do HSBC e do Santander estão sendo feitas pelos sindicatos para reivindicar o fim das demissões, melhores condições de trabalho para um melhor atendimento ao cliente, contratação e redução de tarifas, durante o mês de maio.

Os protestos tomam também a arena virtual, em que a hashtag #santanderbastadedemissoes relaciona falta de funcionários com desrespeito aos clientes e trabalhadores.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Jornada nacional de luta contra demissões do Santander cresce em São Paulo



  
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo


Movimento cobra melhores condições 
de trabalho para os bancários 

A jornada nacional de lutas dos bancários do Santander entrou no seu terceiro dia nesta quinta-feira 15 percorrendo agências de bairros da zona sul de São Paulo. O movimento cobra melhores condições de trabalho e de atendimento por meio do fim das demissões e da diminuição tanto das tarifas cobradas dos clientes quanto da concentração de renda verificada nos quadros do banco. 

Um alto executivo recebe cerca de R$ 4,8 milhões por ano. O valor representa 146 vezes os ganhos de um escriturário (R$ 37.773,63). Os 46 integrantes da diretoria executiva do Santander Brasil terão um aumento de até 48,3% em 2014. No total, eles poderão receber este ano até R$ 324,1 milhões. 

Na outra ponta da hierarquia, os bancários são obrigados a lidar com as demissões, sobrecarga de trabalho e adoecimento. O número de funcionários, que era 53.484 em março de 2013, chegou a março deste ano em 48.651. Além disso, a instituição fechou 150 agências em 12 meses, sendo 58 apenas no primeiro trimestre deste ano. 

"Com essas mudanças o banco está sobrecarregando os funcionários com vários atendimentos ao mesmo tempo como cartão, gerencial Van Gogh, antiatrito, internet e SAC. Eu não tenho cabeça para esse monte de informações, já que não consigo dormir direito preocupada com o atendimento. Estou fazendo tratamento com psiquiatra porque não consigo gravar informações", desabafa uma bancária da rede de agências Van Gogh. 

"A atual gestão do banco está buscando o corte de custos por meio das demissões, do acumulo de tarefas e do aumento de metas, mas a diretoria ainda não parece ter se dado conta de que essa política não está trazendo resultados", critica a diretora executiva do Sindicato, Maria Rosani. 

No ano passado, o Santander teve uma queda de 9,7% dos seus lucros em comparação com 2012. No mesmo período, eliminou 4.371 postos de trabalho. O número de contas correntes, que no primeiro trimestre do ano passado era de 520 por funcionário saltou parta 617 no mesmo período deste ano. 

Manifesto 

Nas agências percorridas pelo movimento, dirigentes sindicais leram um manifesto criticando a atual gestão do banco. Centenas de clientes assinaram carta endereçada ao presidente da filial espanhola do banco, Jesús Zabalza, cobrando a diminuição de tarifas e a contratação de mais funcionários e o fim das demissões. 

"O banco deve se dar conta de que é uma concessão pública e tem um papel social a cumprir, e que deve vir por meio da valorização do emprego, da disponibilização de crédito acessível e da diminuição do valor das tarifas", afirma o diretor da Fetec-CUT/SP, Walter de Oliveira. "Enquanto o banco espanhol não rever sua postura, nós continuaremos com os protestos", completa.


Fonte: Seeb Sã Paulo

quinta-feira, 15 de maio de 2014


Horário de atendimento dos Bancos durante jogos do Brasil na Copa do Mundo



O Banco Central (BC) autorizou os bancos a atender ao público em horário alternativo em dias de jogos da  Seleção Brasileira de Futebol durante a Copa do Mundo.

Circular, publicada no sistema de informações do BC, determina que será obrigatório o funcionamento mínimo de quatro horas. A circular não obriga o cumprimento da regra em vigor, que prevê cinco horas de atendimento obrigatório e ininterrupto.
Segundo o BC, as instituições financeiras terão que afixar em suas dependências aviso sobre o horário de atendimento nos dias dos jogos,  com antecedência mínima de dois dias úteis.



Confira os horários de atendimento dos jogos confirmados:

Dia: 12/06/2014 - quinta-feira
de 08:30h às 12:30h

Dia: 17/06/2014 - terça-feira
de 08:30h às 12:30h

Dia: 23/06/2014 - segunda-feira
de 08:30h às 12:30h



quarta-feira, 14 de maio de 2014

Começa a jornada nacional de luta contra as demissões no Santander

  
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo


Bancários protestam e clientes assinam cartas ao presidente do banco

"Como cliente/usuário do Santander, me solidarizo com a luta pelo fim das demissões. Quero também a redução de tarifas e a contratação de mais bancários." A reivindicação endereçada ao presidente do Santander no Brasil, Jesús Zabalza, foi assinada por clientes no primeiro dia de luta dos funcionários do banco, com atividades realizadas em todo o país. 

Na capital paulista, nesta terça-feira 13, dirigentes sindicais visitaram unidades da região central. O manifesto por mais funcionários no Santander foi lido nas agências e ouvido com atenção pelos bancários e também pelos clientes. 

"O lucro do banco é muito alto comparando ao que é proporcionado ao cliente. Já fiquei duas horas esperando para ser atendido nesta agência. Quando você vê, são apenas três ou quatro caixas para dar conta de tudo", comentou o estudante Caíque Mamede após aderir ao documento com exigências ao banco. 

E Caíque tem razão. Nos últimos 12 meses, o Santander eliminou mais de 4.800 postos de trabalho. São milhares de trabalhadores a menos. No entanto, o banco espanhol ganhou 3 milhões de novos clientes. 

Insatisfeitos, muitos bancários também aderiram ao protesto. "Tem dia que isso aqui é um caos, contou o estagiário de uma das agências no Centro. É muita gente para atender. Gerentes, caixas e até a jovem aprendiz que fica no autoatendimento sofre com tanto trabalho de uma só vez." 

A diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Maria Rosani, destacou que, em 2013, o Santander arrecadou quase 10 bilhões de reais só com as tarifas cobradas. Ao informar os clientes nesta terça sobre os números, a reação era de espanto. 

"Quem não concorda que um banco espanhol que se instala no Brasil deve respeito ao nosso povo, aos trabalhadores e usuários de seus serviços? Com esse valor seria possível o Santander contratar mais 25 mil bancários para atender melhor os clientes", ressaltou a dirigente sindical. 

O estoquista Jociclaiton Vasconcelos expressou sua indignação diante das altas taxas de juros. "Você faz um empréstimo aqui e não consegue pagar por conta dos juros altos demais. Sem falar que é pequeno o número de funcionários pra uma agência deste tamanho. A gente paga tanto, e ainda espera tanto tempo na fila quando quer ser atendido". 

Quem ganha é o executivo 

Enquanto os trabalhadores sofrem com a sobrecarga de trabalho e agências cheias, metas para cumprir, o que leva muitos ao adoecimento, a realidade de 46 integrantes da diretoria executiva do Santander Brasil é bem diferente. Por ano, cada um deles ganha, em média, R$ 4,7 milhões, valor estampado em um cheque gigante levado às agências neste primeiro dia de protestos. 

Os funcionários também foram orientados a utilizar em suas redes sociais a hashtag #santanderbastadedemissoes

Protestos continuam 

A jornada de luta segue por duas semanas. Haverá ainda um protesto para a entrega das cartas assinadas pelos clientes e trabalhadores ao presidente do banco.


Fonte: Seeb Sã Paulo
Mercado de trabalho é o fator que mais contribui
para a queda das desigualdades

A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos. Esses dois fatores superam até mesmo outras fontes de renda do brasileiro provindas do Orçamento da União, como a Previdência e programas sociais concedidos pelo governo. Para a conta, foi utilizado como benefício social o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda.

De acordo com o ministro Marcelo Neri, o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012. Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os dados fazem parte da apresentação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, à presidenta Dilma Rousseff e a 20 ministros na última segunda-feira (5), e informam que o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e
2012.

O conjunto de informações é parte de uma compilação sobre o desenvolvimento inclusivo sustentável, na qual Marcelo Neri buscou repassar aos seus colegas e à presidenta a ideia de que o dinheiro no bolso é mais importante para o cidadão comum do que o baixo crescimento da economia apresentado recentemente.
A estratégia de investir na valorização do salário e não apenas em programas de transferência de renda gera resultados positivos para alguns analistas porque seu resultado prático é o aumento da renda dos brasileiros assalariados.

No entanto, segundo o professor de economia da Universidade de Brasília, Roberto Ellery, é necessário discutir a sustentabilidade dessa política. “Se queremos continuar esse caminho [de aumento dos salários], é preciso aumentar a produtividade”, avaliou o professor, acrescentando que, caso contrário, o país terá problemas com a inflação e com o setor externo. De acordo com Ellery, os investimentos na melhoria dos serviços e na eficiência da produtividade podem impedir essa situação. Para isso, segundo ele, é necessário focar na infraestrutura para que a produção nacional não registre prejuízos com estradas em más condições, portos operando sem a capacidade necessária nem com problemas no setor energético.

Com base nos dados da SAE, as políticas que mais contribuem para o bem estar social, depois do trabalho, são o Bolsa Família, o pagamento da Previdência acima do piso e a aposentadoria com base no salário mínimo, com 12,2%, 11,4% e 9,4%, respectivamente. “O brasileiro em suas casas está tendo um desempenho bem acima do desempenho que as contas nacionais e a maior parte dos economistas analisa”, disse o ministro, ao citar a valorização dos benefícios do Bolsa Família e da Previdência acima da inflação.

O programa de transferência de renda, que repassa recursos a famílias com renda per capita inferior a R$ 70 mensais, também atua de uma forma importante no combate à desigualdade. Segundo os números, o custobenefício de cada real gasto com o Bolsa Família impacta a desigualdade quase quatro vezes mais do que o benefício da Previdência Social. “Uma das belezas do Bolsa Família é que ele tem um impacto social muito grande, gasta pouco e consegue efeito muito grande”, explica o professor Ellery.

Fonte: Agência Brasil


terça-feira, 13 de maio de 2014

FUTEBOL
Quadrangular Regional de Bancários


Inscrições antecipadas no Sindicato e Sub-Sede em Fernandópolis


1ª Rodada
16/05 - Banespinha (Fernandópolis)
sexta-feira - 19:30h
Região B - Fernandópolis
x
Região A - Votuporanga


2ª Rodada
23/05 - AABB (Santa Fé do Sul)
sexta-feira - 19:30h
Região D - Santa Fé do Sul
x
Região C - Jales

Planos de saúde terão que ampliar tratamento domiciliar contra o câncer

  




Os planos de saúde têm que fornecer oito grupos de medicamentos para controle dos efeitos colaterais da quimioterapia, no tratamento domiciliar de pacientes com câncer. Antes, os medicamentos só eram fornecidos nos hospitais.

A Resolução Normativa 349, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, publicada nesta segunda-feira (12), traz as diretrizes para o uso dos medicamentos, que abrangem terapia contra anemia, infecções, diarreia, alguns tipos de dores, náuseas e vômitos.

A distribuição dos remédios para efeitos colaterais poderá ser feita de modo centralizado pela operadora e distribuído diretamente ao paciente, ou o paciente poderá comprar o medicamento em farmácia conveniada, ou, ainda, comprar em qualquer farmácia com posterior ressarcimento.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Emprego é o fator que mais contribui para a queda das desigualdades sociais

  




A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos. Esses dois fatores superam até mesmo outras fontes de renda do brasileiro provindas do Orçamento da União, como a Previdência e programas sociais concedidos pelo governo. Para a conta, foi utilizado como benefício social o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda.

Os dados fazem parte da apresentação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, à presidenta Dilma Rousseff e a 20 ministros na última segunda-feira (5), e informam que o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012.

O conjunto de informações é parte de uma compilação sobre o desenvolvimento inclusivo sustentável, na qual Marcelo Neri buscou repassar aos seus colegas e à presidenta a ideia de que o dinheiro no bolso é mais importante para o cidadão comum do que o baixo crescimento da economia apresentado recentemente.

A estratégia de investir na valorização do salário e não apenas em programas de transferência de renda gera resultados positivos para alguns analistas porque seu resultado prático é o aumento da renda dos brasileiros assalariados. No entanto, segundo o professor de economia da Universidade de Brasília, Roberto Ellery, é necessário discutir a sustentabilidade dessa política.

"Se queremos continuar esse caminho [de aumento dos salários], é preciso aumentar a produtividade", avaliou o professor, acrescentando que, caso contrário, o país terá problemas com a inflação e com o setor externo. De acordo com Ellery, os investimentos na melhoria dos serviços e na eficiência da produtividade podem impedir essa situação. Para isso, segundo ele, é necessário focar na infraestrutura para que a produção nacional não registre prejuízos com estradas em más condições, portos operando sem a capacidade necessária nem com problemas no setor energético.

Com base nos dados da SAE, as políticas que mais contribuem para o bem estar social, depois do trabalho, são o Bolsa Família, o pagamento da Previdência acima do piso e a aposentadoria com base no salário mínimo, com 12,2%, 11,4% e 9,4%, respectivamente. "O brasileiro em suas casas está tendo um desempenho bem acima do desempenho que as contas nacionais e a maior parte dos economistas analisa", disse o ministro, ao citar a valorização dos benefícios do Bolsa Família e da Previdência acima da inflação.

O programa de transferência de renda, que repassa recursos a famílias com renda per capita inferior a R$ 70 mensais, também atua de uma forma importante no combate à desigualdade. Segundo os números, o custo-benefício de cada real gasto com o Bolsa Família impacta a desigualdade quase quatro vezes mais do que o benefício da Previdência Social. "Uma das belezas do Bolsa Família é que ele tem um impacto social muito grande, gasta pouco e consegue efeito muito grande", explica o professor Ellery.


Fonte: Agência Brasil