segunda-feira, 17 de novembro de 2014

HSBC mantém suspensão das demissões e irá rever dispensas irregulares

  




Crédito: Seeb Curitiba
Seeb CuritibaMobilização: essencial para abrir negociações que continuam na próxima terça

Na segunda reunião específica ocorrida na manhã da sexta-feira (14) com a Contraf-CUT, os sindicatos dos bancários de Curitiba e São Paulo e a Federação dos Bancários de São Paulo e São Paulo e Mato Grosso do Sul, a direção do HSBC reiterou o compromisso assumido dia (13) de que as demissões de funcionários estão suspensas enquanto durarem as negociações. Nova reunião foi marcada para as 11h da próxima terça-feira (18), na capital paulista.

O diálogo foi agendado na quarta-feira (12) pelo banco depois do envio de um ofício da Contraf-CUT e após as paralisações de centros administrativos e agências do banco inglês em Curitiba, São Paulo e várias cidades do Brasil e da audiência de mediação promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná.

Os representantes do HSBC ficaram de analisar a proposta dos dirigentes sindicais de suspender novas dispensas, reverter as demissões ocorridas e apresentar a relação completa de todos os demitidos. 

"Temos informações de que foram dispensados inclusive colegas com estabilidade pré-aposentadoria ou prestes a adquiri-la, mulheres grávidas, afastados por motivos de saúde e portadores de doenças crônicas", afirma Alan Patrício, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e funcionário do banco.

"Com a apresentação dessas informações, garantimos na mesa de negociação que, além da suspensão de novas dispensas enquanto durarem as negociações, o HSBC fará a revisão e a reversão imediata dessas demissões irregulares. O banco também se comprometeu a trazer uma relação completa de todos os demitidos", destaca Alan.

Além disso, os representantes do banco reafirmaram que não existe intenção de cortar 20% do quadro de funcionários, nem substituir bancários por terceirizados. Eles também negaram novamente os boatos de que o HSBC cogita deixar o Brasil, ressaltando que a matriz do banco fez recentemente uma capitalização de R$ 1 bilhão na filial brasileira, demonstrando o interesse de permanecer operando no país.

"Esperamos que as negociações avancem na próxima terça para que os bancários do HSBC possam voltar a trabalhar sem o medo de novas dispensas e com melhores condições de trabalho", salienta Alan. "Se o HSBC quiser crescer no Brasil, o caminho é a preservação do emprego, a valorização dos funcionários e a melhoria do atendimento aos clientes", conclui o diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Folga eleitoral no BB será cobrada na Justiça


Direção da empresa não pode impor prazo para que pessoas utilizem dias a que fazem jus por terem ficado à disposição do TRE

São Paulo – O Sindicato vai acionar judicialmente a direção do Banco do Brasil por não respeitar orientação do TRE (Tribunal Regional Eleitora) de que os dias de folgas eleitorais devem ser definidos em comum acordo entre a instituição financeira e o trabalhador.

De forma unilateral e sem qualquer negociação com o movimento sindical, a direção do BB determinou que quem trabalhou por solicitação da Justiça Eleitoral, no primeiro e no segundo turno das eleições 2014, deve utilizar seus dias de descanso até 31 de dezembro.  “E agora nem mesmo esse prazo está sendo respeitado, pois recebemos denúncia de que há gestores pressionando para que folguem ainda neste mês. Caso contrário, poderão sofrer represálias. Isso é um absurdo”, diz o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

O dirigente sindical relata ser a segunda vez que o BB toma essa medida. A primeira ocorreu em 2012, logo após as eleições municipais. À época, a entidade denunciou o banco junto ao TRE, o qual orientou que os dias de folga têm de ser definidos em comum acordo e sem prazo para gozá-los. “Além de desrespeitar a orientação, agora a instituição ainda tenta confundir os empregados, informando que a estipulação de prazo faz parte de nosso acordo coletivo. Isso não é verdade. A Comissão de Empresa dos Funcionários reivindicou que BB retirasse a determinação, mas eles negaram.”

O Sindicato orienta a todos que forem pressionados a guardar cópias das correspondências do banco cobrando a utilização das folgas, pois serão necessárias para comprovar os casos junto à Justiça. “O funcionário não deve agir sozinho, recusando-se simplesmente a utilizar as folgas, pois há administradores que podem tentar caracterizar o ato como indisciplina”, esclarece Ernesto. “Se o trabalhador quiser, pode agendar a utilização formalmente, mas acrescentando no comunicado que está agindo devido à exigência do banco.”

O funcionário também pode recusar, mas deve manifestar formalmente uma proposta de data para esse descanso que seja posterior a 31 de dezembro. Nesse caso, no entanto, deve primeiro procurar o departamento jurídico do Sindicato para ser assessorado, agendando horário pelo 3188-5200.

“Isso é necessário para tomar medidas judiciais imediatas e individuais, uma vez que a solução da denúncia coletiva na Justiça pode demorar a ser resolvida”, conclui Ernesto.


Jair Rosa – 12/11/2014
fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=9501
Caixa lucra R$ 5,3 bilhões e aumenta ganhos no 3º trimestre
Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo banco estatal, em seu balanço do terceiro trimestre
O presidente da Caixa, Jorge Hereda lidera banco estatal que injetou R$ 501,1 bilhões na economia brasileira em 2014
Foto: Agência Brasil


O aumento das receitas com as operações de crédito e os investimentos em títulos e valores mobiliários fizeram a Caixa Econômica Federal lucrar R$ 5,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano, 5,6% a mais que no mesmo período em 2013 - os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo banco estatal, em seu balanço do terceiro trimestre.
Somente de junho a setembro, o lucro líquido alcançou R$ 1,9 bilhão, alta de 1% sobre o trimestre anterior e de 1,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, o retorno sobre o patrimônio líquido médio atingiu 17,8%.
De acordo com o banco, o crescimento do lucro líquido nos nove meses do ano decorreu principalmente do aumento 

O aumento das receitas com as operações de crédito e os investimentos em títulos e valores mobiliários fizeram a Caixa Econômica Federal lucrar R$ 5,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano, 5,6% a mais que no mesmo período em 2013 - os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo banco estatal, em seu balanço do terceiro trimestre.
Somente de junho a setembro, o lucro líquido alcançou R$ 1,9 bilhão, alta de 1% sobre o trimestre anterior e de 1,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, o retorno sobre o patrimônio líquido médio atingiu 17,8%.
De acordo com o banco, o crescimento do lucro líquido nos nove meses do ano decorreu principalmente do aumento de 44,4% nas receitas financeiras de crédito e da alta de 47,8% no resultado da carteira de títulos e valores mobiliários, na comparação com o mesmo período de 2013.
As receitas com as tarifas bancárias subiram 12%, mas a Caixa esclarece que a alta se deve à ampliação do número de clientes e dos canais de relacionamento, não ao aumento de tarifas.
No período, as receitas totais alcançaram R$ 98,2 bilhões. Pela primeira vez, os ativos próprios da instituição financeira superaram a marca de R$ 1 trilhão, montante 5,8% acima do registrado no segundo trimestre e 18,6% maior que o terceiro trimestre de 2013.
Ações sociais
De janeiro a setembro, a Caixa injetou R$ 501,1 bilhões na economia brasileira. O valor engloba tanto as concessões de crédito como o pagamento de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal e destinação social das loterias. Somente as contratações de crédito acumuladas até setembro somaram R$ 364,2 bilhões, alta de 6,6% em relação a igual período do ano passado. 
Com 6 mil contratos assinados todos os dias, as operações habitacionais corresponderam a 25,9% do total (R$ 94,2 bilhões). Somente no Programa Minha Casa, Minha Vida, foram contratados R$ 25,8 bilhões no período, no total de 321,6 mil unidades habitacionais.
As contratações para operações de infraestrutura e saneamento alcançaram R$ 20,7 bilhões, crescimento de 17,2% na mesma comparação. Do total, R$ 3 bilhões destinaram-se ao saneamento básico, R$ 8,3 bilhões a financiamentos de energia e logística, R$ 4,1 bilhões à operações de mobilidade urbana e R$ 5,3 bilhões à infraestrutura urbana.
Liberação de crédito
As operações de crédito comercial somaram R$ 189,9 bilhões até setembro, aumento de 8,1% em relação ao registrado no mesmo período de 2013. Desse total, as contratações para pessoas físicas atingiram R$ 106 bilhões, e as novas operações para pessoas jurídicas totalizaram R$ 83,9 bilhões.
Já as operações de crédito rural, que começaram em 2012, somaram R$ 3,4 bilhões de janeiro a setembro de 2014, cerca de R$ 2,6 bilhões a mais que o registrado no mesmo período de 2013.
A carteira de crédito ampliada alcançou saldo de R$ 576,4 bilhões, crescimento de 24,4% em 12 meses e de 4,4% no trimestre. 
De acordo com o balanço, a Caixa foi responsável por 37,7% do crescimento do mercado de crédito nos últimos 12 meses, com participação de 19,6% ao fim de setembro.

fonte: http://economia.terra.com.br/caixa-lucra-r-53-bilhoes-e-aumenta-ganhos-no-3-trimestre,2b6f967da1aa9410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Caixa Econômica Federal tem lucro líquido de R$1,9 bi no 3o trimestre


SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 1,9 bilhão de reais no terceiro trimestre, alta de 1,7 por cento ante igual período de 2013.
No fim de setembro, o estoque de financiamentos do banco estatal era de 576,4 bilhões de reais, alta de 24,4 por cento em 12 meses.
(Por Aluisio Alves, edição de Marcela Ayres)
Fonte: UOL

Mercantil se nega a pagar participação nos resultados aos funcionários

  




Em negociação com banco, dirigentes sindicais criticaram política discriminatória

Na segunda rodada de negociação ocorrida nesta quarta-feira (12) com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, em Belo Horizonte, o Banco Mercantil do Brasil (BMB) se negou a conceder qualquer pagamento a título de participação nos resultados (abono, prêmio ou bônus) aos seus funcionários, alegando que o banco não têm condições financeiras. 

A reivindicação havia sido encaminhada pelas entidades sindicais logo após o fechamento da Campanha Nacional dos Bancários 2014, uma vez que o banco mineiro apresentou prejuízo de R$ 93 milhões no primeiro semestre de 2014, o que o desobriga a pagar a antecipação da PLR.

Discriminação

No entanto, mesmo tendo registrado prejuízo, o BMB confirmou que irá pagar neste mês de novembro os valores do programa próprio que mantém para a área de negócios do banco.

"Essa negativa de pagar qualquer valor ao conjunto dos funcionários soa como provocação", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT. "Não se trata de dizer que é injusto pagar o que havia sido anunciado anteriormente aos gerentes. O que é injusto é pagar 'somente' aos gerentes", salienta.

"Onde fica o argumento de que somos uma equipe, todos têm de se envolver para o batimento das metas, etc. Afinal, mesmo com o prejuízo pós provisionamentos, todos se envolveram para os resultados. Pior: pagar prêmios com prejuízo registrado para apenas um pequeno grupo, só prejudica o que buscávamos evitar, que é a piora do ambiente interno de trabalho, com a divisão entre os empregados e a desmotivação dos mesmos", protesta Miguel.
Alguns gerentes se manifestaram inclusive constrangidos diante da falta de um pagamento aos demais funcionários.

Na negociação, os dirigentes sindicais esclareceram que a proposta apresentada ao BMB nos moldes da conquistada junto ao HSBC - que também não apresentou lucro no primeiro semestre deste ano, mas negociou e vai pagar R$ 3 mil a todos os seus funcionários - era apenas uma referência e que os sindicatos estavam abertos a construir uma proposta que dialogasse com as condições específicas do BMB.

"Mesmo assim o banco negou qualquer pagamento, como uma forma de valorizar e reconhecer os esforços dos funcionários, mesmo com o resultado contábil apurado no balanço", lamenta Miguel.
As entidades sindicais vão analisar a possibilidade de denunciar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) esse tipo de prática discriminatória no banco.

Aumento da PDD não se justifica e reduz o lucro

Conforme análise dos últimos balanços do BMB, feita da Subseção do Dieese na Contraf-CUT, o que chama a atenção é uma evolução muito expressiva das provisões para devedores duvidosos (PDD). Em 2012 foi contabilizado o valor de R$ 471,45 milhões. Em 2013, o montante pulou para R$ 664,32 milhões. Somente no primeiro semestre de 2014 o banco lançou R$ 409,22 milhões.

> Clique aqui para ver a análise do Dieese.

As entidades sindicais indagaram o banco sobre esse comportamento porque a PDD é uma conta de despesa e reduz o lucro líquido das empresas. "Estranhamos porque a carteira de crédito do banco vem se mantendo estável, em torno de R$ 9 bilhões, em queda, o que não ensejaria o aumento dessas provisões. O nível de inadimplência no sistema financeiro também se encontra muito baixo", salienta Miguel. 

O banco apresentou algumas justificativas para essa contabilização, inclusive a inadimplência em sua carteira de pessoa jurídica.

"Vamos estudar a possibilidade de recorrer ao Banco Central para buscar maior detalhamento desses registros, uma vez que é o BC que regulamenta a questão da PDD nos bancos, classificando os créditos em atraso, definindo entre zero a 100 o nível de constituição de garantias de acordo com o período de vencimento da operação financeira, definindo os valores mínimos para a constituição das reservas", aponta o diretor da Contraf-CUT.

O BMB informou que nesta sexta-feira (14) será divulgado o balanço do terceiro trimestre de 2014.

Um jornal nacional será elaborado para distribuição aos funcionários do banco.


Fonte: Contraf-CUT

BB: Esclarecimento sobre folgas eleitorais


A cláusula 39ª do Aditivo a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmado entre os sindicatos e o Banco do Brasil, trata o tema Folgas, incluindo a correspondente à convocação pela Justiça Eleitoral, sem distinguir a finalidade. Em seu parágrafo primeiro, a citada cláusula estabelece que o saldo de folgas verificado até o dia 30 de setembro deste ano poderá ser utilizado no prazo de 60 dias ou, ainda, converter em espécie a metade do saldo de folgas.
Caso não haja utilização do referido saldo no prazo estipulado, o funcionário deverá usufruir metade do saldo constante, na semana subsequente ao prazo acima, podendo optar em converter em espécie o saldo remanescente. “Contudo, o inciso III da cláusula 39ª do Aditivo estipula que a conversão em espécie só se dará mediante anuência do funcionário. Caso não haja concordância, o saldo residual de folgas permanecerá”, observa a diretora Deborah Negrão.




BB descumpre Aditivo

O Banco do Brasil, em seus correios internos, tem orientado os funcionários a utilizarem todas as suas folgas até o dia 31 de dezembro deste ano, incluindo aquelas adquiridas no processo eleitoral de outubro último, e cita a IN 375. “Essa orientação descumpre o Aditivo, assinado no dia 13 de outubro passado. As folgas adquiridas por convocação da Justiça Eleitoral neste ano podem ser usufruídas a qualquer momento, sem a obrigatoriedade de cumprir o prazo que o BB tenta impor. Nas relações de trabalho, o acordo firmado entre as partes deve ser respeitado e garantido”, destaca Deborah.
O funcionário que se sentir prejudicado quanto à utilização das folgas eleitorais, deve procurar o Sindicato.




Gedip

Será instalada ainda neste ano a mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip), conforme estabelece a cláusula 56ª do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Se você passou por processos administrativos, sofreu perdas pecuniárias ou não, e se considera prejudicado com as medidas, encaminhe sua situação ao Sindicato.




Fonte: SEEB CAMPINAS/SP com FEEB SP/MS

HSBC demite 800 funcionários no Brasil



O HSBC, segundo maior banco estrangeiro em atividade no Brasil, demitiu cerca de 800 funcionários nos últimos três dias no país, afirmou nesta sexta-feira sindicato de trabalhadores.

Em Curitiba (PR), ocorreram cerca de 100 demissões, enquanto no centro administrativo do banco na capital paulista, foram 40 empregados dispensados, com previsão de mais demissões nesta sexta-feira, afirmou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Segundo dados do Banco Central, o HSBC era o sétimo maior banco em operação no Brasil em junho, com ativos de 163,3 bilhões de reais.

Consultado, o banco afirmou por meio de sua assessoria de comunicação que não vai se pronunciar sobre o assunto. O banco tem cerca de 22 mil funcionários no país.

Fonte: Brasil Econômico e Contec

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Santander adia sexta rodada de negociação do aditivo e PPRS para dia 18

  




Crédito: Seec Pernambuco
Seec PernambucoManifestação em Recife durante manifestações no Dia Nacional de Luta

O Santander adiou na manhã desta quinta-feira (12) a sexta rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2014 com a Contraf-CUT, federações e sindicatos para a próxima terça-feira (18), às 10h30, em São Paulo. A rodada estava marcada para ocorrer nesta quinta-feira (13). Estará em discussão a renovação do acordo aditivo do Santander à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), bem como o Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS).

"Esperamos que esse intervalo de tempo possibilite ao banco espanhol construir uma proposta decente para os funcionários, depois do recado do dia nacional de luta, que teve paralisações e protestos em todo o país cobrando avanços concretos nas negociações", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. 

"Queremos uma proposta à altura do lucro gigantesco de R$ 4,3 bilhões até setembro, que representa 20% do resultado global do banco. Os trabalhadores brasileiros merecem ser respeitados e valorizados e isso se faz com uma boa proposta para o aditivo e o PPRS", destaca o dirigente sindical. 

"Queremos mais emprego, saúde, condições de trabalho, igualdade de oportunidades, eleições democráticas no SantanderPrevi e melhorias nas bolsas de estudo, dentre outras demandas da pauta de reivindicações", ressalta Ademir.

Reunião da COE do Santander

Com o adiamento, a Contraf-CUT altera também a reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander para terça-feira (18), às 9h, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no mesmo local da negociação. O objetivo é preparar os debates com o banco.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Bancários de São Paulo paralisam CASP do HSBC contra demissões

  




Crédito: Maurício Morais - Seeb São Paulo
Maurício Morais - Seeb São PauloManifestações vão continuar até que o banco cesse a dispensa de bancários

Uma das principais concentrações do HSBC, o Centro Administrativo São Paulo (Casp), na zona oeste de São Paulo, teve as atividades paralisadas nesta sexta 7. O protesto foi uma resposta à medida da direção banco inglês de demitir diversos trabalhadores em todo o país. 

"O Casp não abriu hoje e as paralisações vão continuar até que o HSBC pare com as demissões", avisou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, durante a mobilização. 

O Casp abriga cerca de 1,2 mil funcionários, destes 15 foram dispensados na quinta 6, outros 45 nesta sexta e há boatos de listas de dispensa. 

"A adesão foi total, pois os trabalhadores sentiram a necessidade de lutar pelo seu bem maior que é o emprego. Ficamos no local por mais de dez horas, até o último turno de trabalho e ninguém quis entrar. Ou seja, eles perceberam ser preciso se mobilizar", disse o dirigente sindical Paulo Sobrinho. 

"As pessoas ficaram com medo de entrar e saber que estão desempregadas. É um absurdo o que o banco fez. O número de bancários já é insuficiente para dar conta da demanda. Como é possível reduzir ainda mais o quadro?", questionou.

O Sindicato recebeu denúncia de demissões também no CAM (Centro Administrativo Morumbi), localizado na zona sul de São Paulo. "Hoje soube por um amigo que quatro pessoas de uma equipe de dez foram demitidas. Uma outra área no mesmo andar também teve demissões", afirmou um trabalhador, cuja identidade será preservada. 

Caso tenha ocorrido demissões desde o início de novembro em seus locais de trabalho, denuncie pelo 3188-5200. O sigilo aos denunciantes é garantido. 

O protesto também atingiu, ainda, diversos estabelecimentos do banco inglês na região do ABC paulista. 

Matriz parada 

Em Curitiba, os centros administrativos Palácio Avenida (matriz do banco), Vila Hauer, Xaxim e Kennedy e também as agências André de Barros, Brasílio Itiberê, Ceasa, Hauer, João Negrão, Juvevê, Marechal Deodoro, Mercês e Orleans amanheceram fechados. Apenas na capital paranaense ocorreram cerca de 100 demissões. 

No interior do Paraná, os bancários fecharam agências em Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Paranavaí, Marechal Cândido Rondon, Umuarama, Cruzeiro do Oeste e Douradina. Na região, a Fetec-CUT-PR apurou a demissão de seis bancários. 


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

"Terceirização equivale a desigualdade", afirma ministro do TST

  




Crédito: Rede Brasil Atual
Rede Brasil AtualAo citar raízes históricas e legais do desequilíbrio social no Brasil, o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), criticou as iniciativas de ampliar a terceirização, vendo inclusive afrontas à Constituição. "Terceirização, para mim, equivale a uma palavra: desigualdade", afirmou, durante seminário promovido por um escritório de advocacia (LBS) em São Paulo. 

O magistrado citou o artigo 3º da Carta de 1988, que define como um dos objetivos da República "construir uma sociedade livre, justa e solidária", para acrescentar que "uma Constituição não pode ser entendida como mera declaração", mas como resultado de uma decisão política, com uma proposta a ser perseguida.

O objetivo do encontro era discutir a terceirização nas chamadas atividades-fim das empresas, questão que tem sido sistematicamente barrada no TST e que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), causando preocupação no movimento sindical. 

Para o ministro, há um estigma em relação à questão social que atinge inclusive o Judiciário trabalhista. "De 1943 (ano de promulgação da CLT) até hoje, o estigma de ser um diploma anarquista propagou-se e gerou um estigma para a própria Justiça do Trabalho. É difícil convencer que existe o Direito do Trabalho para quem não milita nele." O juiz faz referência a críticas contra a CLT "porque trazia a codificação do Direito social".

Além de perda de direitos, o magistrado afirma que a terceirização provoca "perda da identidade profissional do trabalhador". E Melo Filho dá como exemplo terceirizados do próprio TST. "Eles não olham para nós, não têm sentimento de identificação", diz. Para o juiz, terceirizar também representa tirar da empresa "o que lhe é essencial, o risco".

Essa análise havia sido feita, minutos antes, pelo professor Calixto Salomão Filho, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). "Empresa implica risco. O risco é exatamente o elemento que justifica a remuneração", afirmou. "Ao contrário do que parece, a terceirização é extremamente deletéria (para a empresa). A terceirizada se torna uma grande gestora de mão de obra, casca sem realidade empresarial própria, contrata, descontrata." Para ele, terceirizar significa perder o controle sobre a atividade-fim e sobre a produção, desorganizando a empresa.

Assim como o juiz, o professor também cita exemplos entre os próprios terceirizados da instituição. "Aqui se sente na pele o que é a degradação do trabalho. Parecem faces do século 19, lhes garanto que é muito impactante." Para ele, a empresa moderna deve "se abrir" e reconhecer os vários interesses envolvidos, como os dos funcionários e das comunidades onde atuam. E cita a legislação alemã, que prevê participação dos trabalhadores nos conselhos de supervisão, com mais poderes que os conselhos de administração no Brasil.

O ministro do TST cita diferenças salariais entre bancários e funcionários de call center no setor. E afirma que de 1995 a 2008 morreram 257 trabalhadores em decorrência de acidentes na Petrobras, sendo 81% terceirizados. "E dizem que isso é melhoria das condições sociais", ironiza. Ele também identifica os contratos de terceirização como grande foco de corrupção na administração pública. Na sua palestra, ele fez referência ainda ao jurista Fábio Konder Comparato: "Quatro séculos de escravidão são difíceis de ser afastados da ideias de uma sociedade".

A secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, manifestou preocupação com a análise da questão pelo STF. Mas ao citar iniciativas legais sobre terceirização, como o Projeto de Lei 4.330, na Câmara, e o PLS 87, no Senado, também vê problemas com a nova composição do Congresso, mais conservadora. "É um ambiente muito difícil para fazer esse debate."

Melo Filho informou que o ministro Luiz Fux, do Supremo, já se comprometeu a realizar uma audiência pública. "Ouvimos também de alguns ministros, e isso é grave, que essa questão da terceirização é corporativa." Para ele, talvez fosse necessário buscar uma nova alternativa no Parlamento. 

"A democracia tem um aspecto muito importante, que é o dia seguinte. O projeto (4.330) é ruim, parte de premissas erradas. O que eles querem mesmo é se afastar do risco e da responsabilidade", disse. Em relação ao STF, o ministro afirmou que sua expectativa "é que, obviamente, não se usurpe a competência do Tribunal Superior do Trabalho".


Fonte: Vitor Nuzzi - Rede Brasil Atua

Após lucro de R$ 5 bilhões, Itaú retoma reclamações contra governo

  




Crédito: Portal Brasil 247
Portal Brasil 247Brasil 247

Banco malha Petrobras em relatório após reajuste de 3% no preço da gasolina; ação da estatal "merece ser negociada com desconto, a despeito do crescimento da produção", diz texto do Itaú BBA distribuído hoje ao mercado; instituição cobrou aumento, governo avisou que o daria antes do final do ano, mas gesto foi classificado como "vitória de Pirro a um custo devastador" no relatório da instituição do banco de Roberto Setubal; com lucro líquido de R$ 5 bilhões no 3º trimestre, Itaú pagará à herdeira Neca Setubal, segundo a consultoria Economatica, R$ 14 milhões em dividendos este ano; mas, pelo Face, Neca reproduziu ontem artigo de Marina Silva atacando política econômica; choro de barriga cheia vale?

Brasil 247

Durante a campanha eleitoral, debaixo de cobranças de diversas frentes por um aumento no preço dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Guido Fazenda, e a presidente Dilma Rousseff, na condição de candidata à reeleição, deram a mesma resposta: até o final do ano, a exemplo do que ocorreu em anos anteriores, o reajuste seria dado. Agora, um dia após o anúncio da Petrobras de que os preços da gasolina e do óleo diesel subirão, respectivamente, 3% e 5% para os distribuidores, quem cobrava passou a criticar a medida pedida e atendida.

Nesse rol, em particular, se sobressai na crítica o banco Itaú BBA - braço de investimentos da instituição das família Setúbal. Em relatório ao mercado, o Itaú considera que a Petrobras não tem uma política "transparente" para preços dos combustíveis - apesar de o governo estar praticando, a cada final de ano, um índice de reajuste. Por esta e outras razão, prega o relatório um castigo à estatal, que deveria ter o preço de suas ações rebaixado para compra e venda.

- Na ausência de uma política de preços transparente e dos níveis de endividamento, a Petrobras merece ser negociada com desconto em relação a seus pares a despeito do aumento de produção, escreveu, em estilo bastante direto e reto, a analista Paula Kovarsky. Como resultado, o Itaú rebaixo o preço-alvo da ações da estatal, orientando o mercado a pagar menos pelos papéis da companhia.

O contexto de mais essa crítica do Itaú é dos mais interessantes. Dois dias atrás, o banco presidido por Roberto Setubal apresentou o maior lucro líquido entre todas as instituições financeiras do País, chegando a R$ 5,4 bilhões apenas no 3º trimestre deste ano. Um resultado obtido à maior seletividade no crédito e ao aumento da próprias tarifas sobre os clientes.

Com este número reluzente, o Itaú poderá pagar fortunas em dividendos aos seus acionistas. Para ficar apenas na herdeira da instituição, Neca Setubal, dona de parte da Itausa, a holding que controla o banco e os negócios a ele ligados, a conta é de um rendimento, apenas este ano, de cerca de R$ 14 milhões. O cálculo foi feito pela renomada consultoria Economática.

Mesmo Neca, porém, continua sem encontrar motivo para comemorar. Depois de ter feito o papel de braço direito da candidata Marina Silva durante a eleição presidencial, ela continua fiel escudeira da ex-senadora. Em sua página no Facebook, ontem, Neca manifestou seu descontentamento com a política econômica reproduzindo artigo de Marina com críticas aos movimentos pós-eleitorais do governo.

É franqueado a todos reclamar da situação. Inclusive aos que estão, como diz o dito popular, chorando de barriga cheia. Ocorre, nesses casos, de o choro não ser levado a sério.

Abaixo, notícia do portal especializado Infomoney, parceiro de 247, sobre o relatório do Itaú BBA:

Reajuste da Petrobras é "vitória de Pirro", obtida a um custo devastador, diz Itaú BBA

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou na última quinta-feira (6) o reajuste de preços tão aguardado pelo mercado (apesar do anúncio ter pego de surpresa o mercado ontem, já que era aguardado só para a semana que vem). A companhia aumentou o preço da gasolina em 3% e o diesel, em 5%.

Porém, os analistas avaliam que, apesar do alívio para a companhia com o reajuste, os problemas para a estatal continuam.

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo para 2015 dos ativos preferenciais da companhia, que foi de R$ 25,00 para R$ 23,70, mantendo a recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) ao incorporar o aumento dos preços e a expectativa de preços do petróleo em 2015. E, de acordo com a analista Paula Kovarsky, o reajuste da companhia foi uma espécie de "vitória de Pirro", obtida a um custo devastador.

"A frase 'vitória de Pirro' descreve o que ocorreu com o rei grego Pirro de Épiro, cujo exército sofreu vítimas insubstituíveis depois de derrotar os romanos em 280 aC. [É] uma vitória com tal custo devastador que é equivalente a derrota. Alguém que ganha uma vitória de Pirro foi vitorioso, de alguma forma; no entanto, o pesado tributo nega qualquer sentimento de realização ou lucro. Esta é uma boa maneira de descrever a nossa reação ao anúncio do aumento [dos preços de combustíveis]", ressalta.

Com o reajuste, a ação pode ter uma reação positiva no curto prazo, avalia, mas há riscos de baixa para o desempenho da empresa, especialmente se o real continuar se depreciando. "Na ausência de uma política de preços transparente e diante dos níveis de endividamento, a Petrobras merece ser negociada com desconto em relação a seus pares a despeito do crescimento da produção", afirmou.

Com os preços mais baixos do petróleo, combinados com preços estáveis da gasolina e diesel ao longo de 2015, o banco reduziu em 16% estimativas de lucro, para R$ 21,9 bilhões. Isso implica em um múltiplo de preço sobre lucro de 8,4 vezes, um desconto de 13% sobre seus pares.

A analista ressalta que o aumento, muito aguardado, no entanto, coincidiu com os preços à vista domésticos se aproximando da paridade internacional, seguindo a queda acentuada dos preços do petróleo e já ajustado para a depreciação do real. Com o anúncio, a gasolina tem agora um prêmio de 1% frente o preço no exterior.

"Acreditamos que a decisão de adiar o aumento de quase um ano, combinado com a decisão contra-intuitiva de fazê-la quando o desconto diminuiu, não faz nada para melhorar a confiança do investidor no compromisso da empresa com uma política de preços. A transparência na política de preços continua a ser um elemento-chave na recuperação da confiança dos investidores; e o aumento anunciado, em nossa visão, infelizmente segue a política de costume de sacrificar os aumentos de preços para apoiar a agenda macroeconômica", afirma a analista.

Ela lembra o comunicado enviado à imprensa sobre a fórmula de precificação do ano passado, em que o conselho da Petrobras se comprometeu arever a política de preços da empresa, visando a conversão da dívida líquida/Ebida para 2,5 vezes em dois anos. "Um ano se passou e nós estimamos que a dívida líquida/Ebitda tenha atingido a relação 4,5 vezes no terceiro trimestre!", afirmou.


Fonte: Portal Brasil 247