quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aposentadoria da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL



A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL deve lançar ainda no mês de março/2015 o novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA). O programa deve beneficiar empregados do banco que já estão aposentados pelo INSS e continuam trabalhando, além daqueles que já tem tempo de serviço para se aposentar.

A CONTEC acompanha de perto o tema, que já foi aprovado pelo Conselho Diretor da empresa, e neste momento, está sob analise do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) do Ministério do Planejamento. Assim que tivermos novas informações, repassaremos a todos.
 
 
Diretoria Executiva da CONTEC

Governo retoma debate com centrais sobre fim do fator previdenciário

  



Em entrevista ao Portal Vermelho, lideranças das centrais sindicais classificaram como positiva a sinalização do governo da presidenta Dilma Rousseff, de retomar o debate para pôr fim ao fator previdenciário. A sinalização foi feita pelo ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, em entrevista nesta segunda-feira (23) ao jornal O Estado de S. Paulo.

"O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base de partida", afirmou o ministro.

A chamada fórmula 85/95, citada por Gabas, prevê que a concessão da aposentadoria seria de maneira integral quando a soma da idade do segurado com seu tempo de contribuição resultar 85 anos para as mulheres, e 95, para os homens, sendo mantido o tempo mínimo de contribuição de 30 anos para ela e 35 para ele. Pela regra, uma mulher com 35 anos de contribuição, por exemplo, poderia se aposentar integralmente a partir dos 55 anos.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, saudou a iniciativa de diálogo proposto pelo novo ministro, mas ressaltou que a proposta 85/95 ainda não é um consenso. 

"Por enquanto, o único consenso que existe entre governo e centrais sindicais é de que é preciso pôr fim ao fator previdenciário. É um entulho criado pelo governo FHC que lesa os trabalhadores, principalmente aqueles que começaram a trabalhar mais cedo. Quanto a proposta da 85/95 é preciso estabelecer as regras", salientou Adílson.

Para Quintino Severo, secretário de finanças da CUT, a sinalização do governo é positiva. "É a retomada do diálogo de uma pauta que está parada desde 2013. Esperamos que essa mesa de negociação possa avançar para uma proposta concreta que acabe com o fator previdenciário. Essa é a nossa expectativa", declarou Quintino.

Ele resgata que a proposta do 85/95 foi construída num debate feito entre governo e centrais desde 2010. Quintino defende que o novo debate seja feito a partir dos pontos acertados anteriormente. 

"Na ocasião ficou acordado que seria incluído na conta do tempo de contribuição o período que o trabalhador foi beneficiado pelo seguro-desemprego, seria garantida estabilidade no emprego um ano antes do trabalhador se aposentar, além de ter diferenciação para aposentadorias especiais, com carreiras que tenham graus maiores de insalubridade e periculosidade, sendo computados mais 4 anos para cada 10 anos de contribuição", enfatizou o dirigente cutista.

Regras mais claras

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, também afirmou ser favorável a proposta do 85/95, "desde que não permita nenhum tipo de instrumento nefasto como o fator previdenciário".

"Primeiro, queremos que se acabe com o fator previdenciário. Segundo, caso seja implantada essa regra nossa condição é de que todas as pessoas que estiverem no meio do caminho e que poderiam ser prejudicadas pela fórmula do 85/95, que ficassem num regime especial", defende Patah.

Ele concorda que é preciso adequar o sistema a expectativa da vida atual do brasileiro, mas enfatiza que "é preciso ter regras claras que não provoque perdas de direitos".

Fator reduz em 40% as aposentadorias

O fator previdenciário é um redutor de aposentadoria. Foi criado em 1999, no governo FHC, sendo uma fórmula matemática aplicada obrigatoriamente nos pedidos de aposentadorias por tempo de contribuição com base na média aritmética dos maiores salários correspondentes a 80% de todo o período em que o segurado contribuiu para a Previdência.

O valor do benefício considera, além do tempo de contribuição, a idade na data de concessão da aposentadoria e a expectativa de sobrevida a partir dessa idade, com base no indicador médio contido na tábua de mortalidade do IBGE, calculada anualmente.

Como a expectativa de vida a partir da idade de aposentadoria está no denominador da fórmula, quanto maior a expectativa de vida, menor é o fator e, consequentemente, maior o "desconto" no valor do benefício. Isto é, quanto mais se vive, menor o valor do benefício, que chega a reduzir em 40%.

Previdência e expectativa de vida

Na entrevista, o ministro argumentou que atualmente a expectativa de vida subiu no país, chegando a 84 anos. No entanto, segundo ele, a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos. "Então, o cidadão fica 30 anos, em média, recebendo aposentadoria. Não há sistema que aguente. Para que nosso sistema previdenciário seja preservado temos que estender um pouquinho essa idade média de aposentadoria, que é uma discussão diferente, que ainda não entrou na pauta", afirmou Gabas.

Adílson disse que nessa conta o governo não considera o fato que a grande maioria dos trabalhadores entra mais cedo para o mercado de trabalho e começa também a contribuir mais cedo. "O fator previdenciário tem prejudicado justamente os trabalhadores que contribuíram há mais tempo com a Previdência", lembrou.

As centrais destacam que é uma demanda urgente, pois lesa direitos fundamentais com efeitos permanentes para milhares de pessoas. "Queremos uma proposta que faça justiça com os trabalhadores e garanta as suas conquistas. Por isso, esperamos que o governo faça o debate. Não vamos nos furtar ao direito de negociar", destacou Adílson.

As lideranças sindicais saudaram a reabertura do debate, mas salientam que, apesar da urgência, esperam que o governo construa uma proposta em conjunto com as centrais.

"A forma que o governo anunciou as medidas no final nos causou preocupação", disse Patah, referindo-se ao anúncio das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram a concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas, como seguro-desemprego, auxílio-doença e pensão por morte. A crítica das centrais é porque o governo editou as medidas e só convocou as centrais sindicais para apresentar as justificativas, postergando o debate para o Congresso Nacional, onde a medida já tem mais de 700 emendas.

"Esperamos que, diferentemente do que ocorreu no anúncio das medidas provisórias, o governo sente à mesa de negociações e, juntos, possamos construir uma alternativa que respeite os direitos e garanta o benefício digno aos trabalhadores", afirmou Adílson, lembrando que existem outras pautas de reivindicações das centrais que precisam ser discutidas. 

"Além do fator previdenciário, temos que avançar no debate quanto ao reajuste das aposentadorias daqueles que ganham acima do salário mínimo, por exemplo. É uma injustiça que prejudica os trabalhadores que contribuíram durante toda uma vida e quando precisam têm a sua única renda reduzida ano a ano", disse.


Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

BB tem lucro de R$ 11,3 bilhões, aumento de 9,6%, e paga a PLR no dia 27

  



O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 11,343 bilhões em 2014 (R$ 3,020 bilhões no quarto trimestre), o que representa um crescimento de 9,6% em relação a 2013, mas fechou 588 postos de trabalho, mesmo criando 74 novas agências em todo o país. A Carteira de Crédito Ampliada cresceu 9,8% em doze meses, atingindo um montante de R$ 760,9 bilhões, e a rentabilidade ajustada sobre o patrimônio líquido anualizado (ROE) foi de 15,1%, praticamente estável em relação ao ano anterior.

O BB vai depositar a PLR semestral no dia 27 de fevereiro, após o pagamento dos dividendos aos acionistas.

Confira aqui quadro resumido do balanço do BB preparado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

"Embora em ritmo menor que nos anos anteriores, o que é preocupante em um momento de desaquecimento da economia, o crédito e o lucro continuam crescendo", avalia Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. "Preocupante também é que o banco, apesar do lucro alto, está reduzindo o número de funcionários e não está preenchendo as vagas em aberto nas unidades. E esse é um tema que queremos discutir com a empresa."

O BB encerrou 2014 com 111.628 funcionários, com 588 postos de trabalho a menos que no ano anterior. Foram abertas 74 agências no mesmo período.

Operações de crédito

As operações com pessoa física cresceram 6,8% em relação a setembro de 2013, chegando a R$ 179,8 bilhões, o que representa 23,6% do total das operações de crédito. Já as operações com pessoa jurídica alcançaram R$ 354,1 bilhões, com elevação de 9,9% no período, totalizando 46,5% do total do crédito. A carteira do agronegócio cresceu 13,9%, totalizando R$ 164,9 bilhões, representando 21,7% do total da carteira do banco. A carteira de crédito imobiliário cresceu 59,1% em 12 meses, num total de R$ 38,8 bilhões.

Inadimplência estagnada

O índice de inadimplência superior a 90 dias cresceu 0,05 pontos percentuais no ano, ficando em 2,03% em dezembro de 2014. Apesar da baixa inadimplência e de a carteira de crédito não ter crescido tanto, o banco elevou suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 18,9%, totalizando R$ 18,5 bilhões.

Aumento da Selic traz mais lucros

O crescimento do resultado com Títulos e Valores Mobiliários e com Aplicações Compulsórias foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic. O primeiro cresceu 46,8%, totalizando R$ 44,0 bilhões. Isso significa que o BB, com a majoração da taxa básica de juros, reduziu a oferta de crédito para a compra de títulos da dívida pública, a exemplo do que estão fazendo todos os bancos privados. Já o resultado com aplicações compulsórias teve alta de 20,7%.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 7,6% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal subiram 8,2%, com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 135,92% em dezembro de 2014.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Lucro do HSBC cai em 2014 com despesas e provisões elevadas

  



A filial brasileira do banco HSBC registrou prejuízo antes de impostos de US$ 247 milhões no ano passado. Esse foi o pior resultado entre todas as filiais latino-americanas e reverte a tendência de lucro vista nos anos anteriores. Em 2013, a instituição havia lucrado US$ 351 milhões no Brasil e no ano de 2012 o resultado positivo havia somado US$ 1,123 bilhão. 

O desempenho do banco britânico no ano passado foi afetado por despesas e provisões elevadas ligadas a acusações de má conduta. Recentemente, a instituição foi acusada de ajudar clientes milionários a sonegar impostos por meio de sua subsidiária suíça.

O executivo-chefe Stuart Gulliver disse em comunicado nesta segunda-feira que o resultado ficou aquém das expectativas. "Um quarto trimestre difícil ofuscou progressos feitos durante os três primeiros trimestres do ano passado", afirmou. 

Na edição desta segunda-feira, o jornal "The Guardian" alega que o próprio Gulliver tem uma conta pessoal na Suíça através de uma empresa panamenha.

A direção do banco diz que o prejuízo é explicado pelo ambiente econômico desfavorável e a continuidade dos ajustes gerados pelo reposicionamento do banco no Brasil. 

"A desaceleração da economia brasileira explica muito dessa fraqueza. A deterioração da confiança econômica e a consequente retração do investimento empresarial foram os principais fatores por trás da desaceleração econômica", diz o balanço divulgado em Londres. "Para mitigar as pressões inflacionárias de uma moeda mias fraca, o Banco Central aumentou o juro em 75 pontos base no quarto trimestre para 11,75%", completa o documento.

Por unidades no Brasil, a unidade que engloba o banco de varejo e a gestão de ativos liderou o prejuízo com perda antes de impostos de US$ 174 milhões em 2014. Isso acelerou a tendência de perdas do ano anterior, quando o prejuízo já havia somado US$ 114 milhões. Em seguida, o banco comercial registrou prejuízo de US$ 153 milhões no ano passado, mais que o triplo da perda de US$ 43 milhões reportada em 2013. O segmento de alta renda, o private, acumulou perda de 2 milhões em 2014 contra lucro de US$ 5 milhões em 2013.

O único segmento do HSBC Brasil que terminou o ano passado com lucro foi o de "global banking e mercados", que gerou resultado positivo antes de impostos de US$ 115 milhões em 2014. Apesar de estar no azul, a unidade viu o resultado cair drasticamente já que em 2013 o lucro havia somado US$ 514 milhões. Segundo o balanço, houve ainda prejuízo de US$ 33 milhões em outras áreas não especificadas no ano passado na filial brasileira do HSBC.

No mundo 

No resultado global, o banco teve lucro líquido de US$ 13,69 bilhões em 2014, 16% menor que o ganho de US$ 16,2 bilhões registrado no ano anterior. O resultado do banco britânico foi afetado por custos maiores e uma série de provisões relacionadas a condenações por conduta indevida. A receita anual teve ligeira alta, a US$ 62 bilhões, de US$ 61,9 bilhões em 2013. O banco provisionou US$ 1,19 bilhão no ano para acordos, em meio a uma ampla investigação sobre suas atividades nos mercados de câmbio. 


Fonte: Época e Valor Econômico

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Itaú paga PLR cheia somente na folha do dia 27 com diferença de PCR

  




O Itaú anunciou na manhã desta terça-feira (10) para a Contraf-CUT que vai pagar a segunda parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) somente na folha do próximo dia 27. O banco também vai creditar uma diferença de R$ 100 da Participação Complementar de Resultados (PCR).

"Apesar de ter obtido mais um lucro bilionário, fruto do empenho e dedicação dos funcionários, o banco não aceitou a proposta que enviamos por ofício no último dia 3, quando foi publicado o balanço, de antecipar o pagamento o mais breve possível, frustrando assim a grande expectativa de que o crédito fosse efetuado antes do carnaval", critica o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Com o lucro líquido recorrente de R$ 20,6 bilhões em 2014, o que representa um crescimento de 25,9% em relação a 2013, o Itaú efetuará o pagamento da PLR cheia, equivalente a 2,2 salários, limitado a R$ 21.691,82, descontados os valores antecipados na antecipação feita em outubro do ano passado. 

Além disso, será paga a parcela adicional da PLR, correspondente à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, no teto de R$ 3.675,98, também descontando o que foi adiantado em 2014.

"A PLR e o PCR não são benefícios, mas importantes conquistas das negociações e das mobilizações das entidades sindicais", salienta Cordeiro.

Veja como será feito o pagamento da PLR no Itaú:

Regra básica - 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82. 

Haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95.

Parcela adicional - R$ 3.675,98.

Haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de R$ 1.837,99.

PCR

O Itaú vai pagar também uma diferença de R$ 100 de PCR.

O acordo coletivo assinado com o banco em 2013, com validade de dois anos, garantiu um valor mínimo de R$ 2.080 de PCR em 2014, creditado em outubro do ano passado. 

Ocorre que o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi superior a 23%, atingindo 24,7%. Com isso, conforme o acordo, a PCR passa a ser de R$ 2.180, fazendo com que cada funcionário receba uma diferença de R$ 100.

A PCR não sofre desconto da PLR.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

TST declara nula cláusula do PCS da CEF que previa renúncia de direitos pelos empregados


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho declarou nula a cláusula que determinava aos empregados da Caixa Econômica Federal a renúncia prévia a direitos e ações judiciais em curso para poder aderir ao Plano de Cargos e Salários denominado Estrutura Salarial Unificada de 2008. A Turma acolheu em parte o recurso de revista de um empregado que questionava o plano e determinou o retorno do processo ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) para prosseguir no julgamento do pedido.
A Caixa lançou o PCS 2008 para unificar suas carreiras administrativas, regidas por dois planos anteriores. Na reclamação trabalhista, o empregado, contratado em 1984, disse que o novo plano era "altamente favorável", mas impunha, como condição para a adesão, a renúncia a direitos e a ações judiciais e a migração para um novo plano de previdência privada. Como não pretendia dar quitação a eventuais direitos nem migrar para o novo plano de previdência, pediu a anulação das cláusulas que continham tais exigências, garantindo a adesão ao PCS e a manutenção do plano de previdência ao qual era filiado, na sua avaliação mais vantajoso.
A Quarta Vara do Trabalho de Florianópolis e o TRT-SC julgaram improcedentes os pedidos, com o entendimento de que não houve vício de consentimento na opção entre os planos, uma vez que a Caixa discutiu as condições com a categoria sindical.
No recurso ao TST, o empregado reafirmou que a imposição de renúncia expressa a direito trabalhista e a obrigatoriedade de aderir a novo plano de previdência privada violam o direito constitucional de ação, a CLT, o Código Civil e as Súmulas 51 e 288 do TST.
O ministro Walmir Oliveira da Costa, relator do processo, acolheu parte do recurso aplicando entendimento do TST no sentido da invalidade da cláusula condicional de renúncia a direitos, com base no artigo 5º, incisos XXXV e XXXVI, da Constituição da República. Para o relator, o pedido não trata de cumulação indevida de benefícios, "mas de insurgência contra exigência ilegal da CEF", que pretendia impor a renúncia de direitos já incorporados a seu patrimônio jurídico, e de ações judiciais anteriores, "em manifesta ofensa ao direito constitucional de ação e ao direito adquirido".
Por unanimidade, a Turma declarou a nulidade da cláusula 7.1.2 do PSC de 2008, mas negou o pedido na parte relativa à adesão ao novo plano de previdência privada. Neste caso, segundo o relator, o TRT seguiu a jurisprudência do TST de que é lícito à empresa exigir a opção integral do empregado ao novo PCS, estando nisso incluído plano de previdência.
(Elaine Rocha/CF)
O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Fonte: TST
Diretoria Executiva da CONTEC

Caixa atende Contraf-CUT e antecipa segunda parcela da PLR nesta sexta

  



Os empregados da Caixa Econômica Federal recebem nesta sexta-feira 20 o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A antecipação foi anunciada pela empresa nesta quinta-feira 19, após reivindicação da Contraf/CUT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), feita em carta encaminhada ao presidente Jorge Hereda, no último dia 12.

A Caixa creditará a segunda parcela da PLR com base no lucro de R$ 7,1 bilhões obtido no ano passado. O aditivo ao acordo coletivo 2014/2015 prevê que o benefício seja pago até 31 de março. "O bom desempenho da empresa está alicerçado no árduo e intenso trabalho realizado pelos mais de 100 mil empregados em todo o país. A antecipação da segunda parcela é uma forma de reconhecer e valorizar essa dedicação diária dos bancários e bancárias", dizem na carta o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus.

A PLR é uma conquista histórica da categoria. "Ela veio com muita luta, o que deve ser sempre lembrado e valorizado. Até o fim do governo FHC o que existia na Caixa era a PRX, um plano atrelado ao cumprimento de metas, que deixava a maioria dos empregados sem receber nada e beneficiava o alto escalão. A PLR como se conhece hoje veio em 2003", diz Fabiana, que também é diretora da Fenae.

Ao apontar a dedicação e a eficiência dos empregados como fatores preponderantes para a excelente performance da Caixa no ano passado, Fabiana Matheus destaca o fato de os empregados estarem atuando em condições longe das ideais e, muitas vezes, extremante adversas. "Escassez de pessoal, agências mal equipadas e subdimensionadas e acúmulo de horas não remuneradas são exemplos dos percalços", diz. 

A PLR Social também é lembrada como um avanço histórico de 2010 e que vem sendo mantido nos acordos coletivos dos últimos anos. "A distribuição dos 4% do lucro líquido do banco é feita de forma linear. Sem diferenciação, esta é uma forma de reconhecer os trabalhadores, que se tornaram essenciais para o sucesso de programas como o Bolsa Família, PAC e Minha Casa Minha Vida", afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae. Ele diz que ano após ano, graças à mobilização dos bancários, a PLR Social tem sido mantida.

PLR na Caixa

Na Caixa, a PLR é composta por regra básica Fenaban, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015 dos bancários, correspondente a 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93; parcela adicional, também presente na CCT, que representa 2,2% do lucro líquido do banco dividido pelo número total de empregados em partes iguais, até o limite individual de R$ 3.675,98; e a PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores. No ACT 2014/2015, a empresa assegurou pelo menos uma remuneração base para todos.

Isenção de IRPF

Tudo que for recebido de PLR (primeira e segunda parcelas) até o limite de R$ 6.270 está isento de Imposto de Renda de Pessoa Física. Acima desse valor, a tributação é escalonada entre 7,5% e 27,5%. "Essa foi uma conquista muito importante. A luta começou em 2011 e resultou na MP 597, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2013", afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae. Além dos trabalhadores dos bancos públicos e privados, a regra vale para petroleiros, metalúrgicos, químicos e urbanitários de todo o país.


Fonte: Fenae, com Contraf-CUT

Santander credita segunda parte da PLR e R$ 1.858 de PPRS nesta sexta

  




O Santander paga na folha de fevereiro, que sai nesta sexta-feira (20), a segunda parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e efetua o crédito de R$ 1.858 do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), junto com os programas de renda variável do segundo semestre de 2014. A forma de pagamento foi comunicada no último dia 9 para a Contraf-CUT.

A PLR e o PPRS não são benefícios do banco, mas sim importantes conquistas das negociações e das mobilizações das entidades sindicais na Campanha Nacional 2014, garantidos em convenção coletiva e acordo aditivo assinados com a Fenaban e o Santander, respectivamente.

PLR

Com o lucro líquido gerencial de R$ 5,850 bilhões em 2014, o banco informou que pagará a regra básica prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com majoração de 15,72% sobre o resultado obtido, limitado a R$ 11.409,91. 

Também pagará a parcela adicional, que corresponde à distribuição de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, no valor de R$ 2.788,13.

Veja como será o pagamento:

Regra básica - 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.837,99, com majoração de 15,72%, limitado a R$ 11.409,91. 

Haverá o desconto da antecipação realizada em outubro de 2013, que foi de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95.

Parcela adicional - R$ 2.788,13

Haverá o desconto da antecipação feita em outubro, que foi de R$ 1.409,11.

PPRS

O PPRS, previsto em acordo coletivo aditivo assinado no final do ano passado pelas entidades sindicais com o Santander, garante o pagamento de R$ 1.858 em 2015. Como o instrumento tem validade de dois anos, já está assegurado o valor de R$ 2.016 em 2016. 

Conforme o acordo, o PPRS não é compensável com o pagamento da PLR, porém são descontados os valores recebidos com os programas próprios de renda variável.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Lucro da Caixa reforça que não há motivos para abertura de capital

  



Crédito: Fenae
FenaeContraf-CUT reivindica pagamento antecipado da segunda parte da PLR

O balanço de 2014 da Caixa Econômica Federal, divulgado nesta quinta-feira (12), mostra que o banco continua ganhando espaço no mercado. O saldo das operações de crédito atingiram R$ 605 bilhões, sendo quase R$ 340 bilhões na área habitacional. No ano passado, graças principalmente às taxas de juros competitivas, foram conquistados cerca de 6 milhões de clientes, o que fez o número de correntistas e poupadores chegar a 78,3 milhões. Com competência, a Caixa administra hoje mais de 132 milhões de contas ativas do FGTS.

Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, destaca que a dedicação diária dos mais de 100 mil trabalhadores é o principal pilar dos resultados da Caixa. 

"Somos nós, bancários e bancárias, que construímos isso no dia a dia. A categoria precisa ser mais valorizada e contar com condições dignas de trabalho. Só para citar um exemplo: existem atualmente 4,2 mil agências e postos de atendimento espalhados pelo Brasil, mas o quadro de pessoal é insuficiente frente a essa capilaridade", afirma Fabiana.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, os dados do balanço deixam ainda mais claro a quem interessa uma abertura de capital da empresa. "Enquanto o mercado financeiro acumula perdas desde a crise de 2008, a Caixa tem atropelado o setor privado, incomodando e despertando a cobiça. De janeiro a dezembro, o banco injetou quase R$ 700 bilhões na economia, o que corresponde a aproximadamente 13,4% do PIB. Tudo isso significa que a Caixa 100% pública é o melhor modelo para os brasileiros", argumenta.

Outros números da Caixa no ano passado, conforme a análise do Dieese, também impressionam. O lucro líquido foi de R$ 7,1 bilhões. O saldo em ativos próprios alcançou R$ 1,1 trilhão. As contratações em operações de saneamento e infraestrutura somaram R$ 33,3 bilhões. 

Um total de R$ 5 bilhões foi disponibilizado em crédito rural. A quantidade de contas de poupança chegou a 58,3 milhões, com saldo de R$ 236,8 bilhões, o que mantém o banco na liderança do mercado com 35,7% de participação. Mais uma prova da confiança que a população tem na Caixa.

Ainda em relação ao balanço de 2014, destaque também para o social. No ano passado, os programas de transferência de renda distribuíram R$ 28 bilhões por meio de 176 milhões de benefícios. Desses, cerca de 161,7 milhões se referem ao Bolsa Família, totalizando R$ 26 bilhões. 

Em relação aos programas voltados ao trabalhador, como seguro-desemprego, abono salarial e PIS, a instituição foi responsável pelo pagamento de 173,5 milhões de benefícios. No período também foram pagas 66,3 milhões de pensões e aposentadorias do INSS, que somaram R$ 67,4 bilhões.

"A Caixa sempre teve um forte papel social, o que foi intensificado na última década. Ela é protagonista nas melhorias pelas quais o Brasil tem passado. O banco deve continuar 100% público. Aliás, continuamos no aguardo do posicionamento do governo quanto às notícias veiculadas pela imprensa de que se pretende abrir o capital da empresa. A Fenae, as outras entidades do movimento sindical e associativo e os empregados estão mobilizados", diz o vice-presidente da Federação, Clotário Cardoso.

Pagamento da PLR

A Contraf-CUT, assessorada pela CEE/Caixa, enviou nesta quinta-feira um ofício ao presidente do banco, Jorge Hereda, solicitando a antecipação da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A primeira parte, correspondente a 60% do total a que o trabalhador tem direito, foi paga no dia 20 de outubro do ano passado. 

> Clique aqui para saber mais.

Até o momento a Caixa ainda não se manifestou.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae