sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Comando Nacional se reúne com bancos nesta sexta e não aceitará retrocessos

  




Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUTA Fenaban marcou para esta sexta-feira a apresentação da proposta às reivindicações da categoria 

As mobilizações dos bancários no Dia Nacional de Lutas, na quarta-feira (23), já deram o recado da unidade da categoria com paralisações das atividades de bancos públicos e privados, por todo o Brasil. A Fenaban marcou para esta sexta-feira (25), em São Paulo, a apresentação da sua proposta às reivindicações da categoria na Campanha Nacional Unificada 2015. O Comando Nacional Bancários já alertou que não aceitará retrocessos. 

A quinta rodada de negociação ficou marcada na última mesa sobre remuneração, no dia 16 de setembro, quando os bancos mantiveram a intransigência. A Fenaban respondeu que iria consultar as instituições financeiras para apresentar uma proposta global aos bancários. 

"Vamos aguardar a responsabilidade e coerência dos bancos, eles ganharam muito este ano e podem atender as nossas reivindicações. Não estamos falando de um setor em crise, mas de muita pujança. A responsabilidade está nas mãos dos banqueiros. Se os bancos assumirem uma posição de intransigência ou provocação, pode haver greve. Não repor a inflação é inimaginável. O setor pode atender tudo perfeitamente", afirma o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. 

Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que operam no País (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas os negociadores dos bancos tentaram usar a retração econômica do País para justificar a falta de propostas na última mesa de negociação. 

"Já mostramos que estamos preparados para o que der e vier e, se houver desrespeito para com a nossa categoria, daremos uma resposta igualmente dura, debatida em assembleias, na quais quem decide democraticamente são os trabalhadores", ressalta Roberto von der Osten. 

A ladainha dos bancos nas rodadas
Primeira rodada
Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 19 de agosto, os representantes dos bancos não assumiram compromisso com a manutenção dos empregos da categoria. Os bancários reivindicaram também o fim da rotatividade, o combate à terceirização, inclusive via correspondentes bancários, e a criação de um grupo de trabalho para discutir a automação, entre outros pontos da pauta.


Segunda rodada
A segunda rodada de negociação, aconteceu nos dias 2 e 3 de setembro, e tratou os temas saúde, condições de trabalho e segurança. Foram dois dias de debates intensos e os bancos trataram as reivindicações sem o empenho que merecem. A mesa sobre saúde teve continuidade no dia 15 de setembro, quando os bancos admitiram, pela primeira vez, o crescimento do adoecimento entre os trabalhadores, baseado nos números fornecidos por eles no Grupo de Trabalho (GT) bipartite de causas do adoecimento bancário.

Terceira rodada
O não continuou sendo a palavra usada pelos banqueiros na hora de negociar as reivindicações sobre igualdade de oportunidades, as quais visam corrigir discriminações históricas de gênero, raça e orientação sexual nos locais de trabalho. E a terceira rodada, realizada no dia 9 de setembro, também terminou sem avanços.

Quarta rodada
Mesmo com os lucros nas alturas, os bancos não apresentaram propostas sobre as reivindicações de remuneração entregues pelo Comando Nacional dos Bancários, incluindo o reajuste salarial de 16%, na última rodada, em 16 de setembro. Nos últimos 10 anos (2004 a 2014), a categoria bancária conquistou aumento real de 20,7%. 

Principais reivindicações da categoria:

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga SP, inscrito no CNPJ/MF: 49.074.172/0001/07, Registro Sindical INSC/MTE: 006.132.86232-7, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em Cooperativas de Crédito e Mútuo do Estado de São Paulo, sócios e não sócios, da base territorial deste Sindicato, para Assembleia Geral Extraordinária que se realizará dia 25/Setembro/2015, às 17h00min, em primeira convocação, e às 17h30min, em segunda convocação com qualquer numero de presentes, no endereço à Rua Tibagi nº 3447, Bairro Patrimônio Novo, em Votuporanga SP, para discussão e deliberação da seguinte ordem do dia:
1-Aprovar ou rejeitar a proposta apresentada pela classe patronal das Cooperativas de Crédito e Mútuo do Estado de São Paulo, do Termo Aditivo de Revisão das Clausulas Econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2016.
Votuporanga SP, 22 de Setembro de 2015. HARLEY APARECIDO VIZONÁ – Presidente.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Caixa mantém intransigência e diz que não há previsão de contratações

  




Crédito: Augusto Coelho
Augusto CoelhoA Comissão Executiva entregou camisetas da campanha "Mais empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil"

Não há previsão de contratações. Essa foi a resposta dos negociadores da Caixa Econômica Federal à cobrança das representações dos trabalhadores por mais empregados, nesta sexta-feira (18), na quarta rodada de negociação da Campanha Nacional 2015. Antes do início da reunião, os membros da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, e um grupo de concursados realizaram protesto em frente ao hotel, em Brasília (DF), onde ocorreu a reunião.

Os aprovados no último concurso tentaram entregar um documento aos interlocutores da empresa, que não aceitaram recebê-los. "Essa postura da Caixa é um desrespeito. A contratação de mais empregados é uma questão não só para os trabalhadores que sofrem com a sobrecarga nas unidades, bem como para os milhares de aprovados que esperam ser chamados e a população como um todo, que merece um atendimento de qualidade", destaca Genésio Cardoso, membro da CEE/Caixa e diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba.

No início da negociação, a Comissão Executiva entregou camisetas da campanha "Mais empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil" - realizada pela Fenae, Contraf-CUT e outras entidades representativas do movimento associativo e sindical - aos membros da mesa de negociação que representam o banco. Por recomendação do Comando Nacional dos Bancários, foram realizadas nesta sexta-feira manifestações em todo o país reivindicando novas contratações.

Os representantes da CEE/Caixa lembraram que a empresa está autorizada pelos órgãos controladores a ter um quadro com 103 mil trabalhadores, mas que atualmente conta com 98 mil. "A Caixa está reduzindo de forma drástica o número de empregados, e com o PAA a situação agravou-se. Foram mais de 3 mil que se aposentaram este ano. É preciso repor urgentemente os trabalhadores que estão saindo", acrescenta Genésio Cardoso.

Mais uma vez, o banco alegou que não pode avançar nas reivindicações, por conta do cenário econômico e das limitações orçamentárias. Além de não sinalizar com a contratação de mais trabalhadores, a Caixa recusou outras propostas como o redimensionamento da lotação das unidades, o fim do banco de horas e da dotação orçamentária para pagamento horas extra, mais transparência dos processos seletivos internos, entre outros.

Para a CEE/Caixa, a intransigência da empresa marcou as quatro rodadas de negociação específica da Campanha Nacional 2015, o que demanda que a mobilização da categoria seja intensificada. "Nossa expectativa é de que no dia 25 (sexta-feira da próxima semana), quando a Fenaban vai apresentar a proposta global ao Comando Nacional dos Bancários, que a Caixa também apresente respostas concretas às nossas reivindicações", diz Genésio Cardoso.

A Comissão Executiva dos Empregados reivindicou uma nova negociação para 25 de setembro, em São Paulo, após a reunião do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban.

Saúde Caixa
A Caixa informou que apenas no início de 2016 deverá retomar o debate sobre a implementação das medidas sugeridas pelo Grupo de Trabalho, instalado em 30 de outubro de 2014, para debater a metodologia de utilização do superávit do plano de saúde dos empregados: redução da coparticipação, estender aos dependentes dos beneficiários um dos programas de promoção a saúde utilizados pelo banco e a remoção por ambulância em situações de emergência.

A CEE/Caixa referendou a proposta na mesa de negociação permanente de 26 de maio deste ano, com a ressalva de que a redução da coparticipação de 20% para 15% entrasse em vigor em 1º de julho, o que foi rejeitado pelo banco. Os representantes dos trabalhadores condenaram a postura da empresa, que tem protelado sucessivamente uma solução para o uso dos recursos excedentes do Saúde Caixa. 

A empresa também recusou estender o plano para os empregados que saíram no PADV (Programa de Apoio a Demissão Voluntária), além da transformação do caráter do Conselho de Usuários de consultivo para deliberativo.

Funcionamento das agências
O banco informou que mantem a Circular 055, que restringe por períodos menores que sete dias as substituições em cascata de empregados que executam temporariamente funções gratificadas e cargos em comissão. Para os trabalhadores, essa medida precariza ainda mais as condições de trabalho.

A Caixa se negou também a estabelecer um número mínimo de empregados por agência. Os representantes da categoria reivindicam pelo menos 20 trabalhadores por unidade, mas os negociadores da empresa alegaram que o dimensionamento do quantitativo é feito por meio de uma metodologia que leva em conta vários indicadores.

A CEE/Caixa criticou a ferramenta de dimensionamento de pessoal. Segundo eles, é inadmissível que unidades sejam abertas com número insuficiente de empregados.

Jornada de Trabalho
A Caixa disse 'não' às reivindicações de fim do banco de horas e do limite orçamentário nas unidades para pagamento de hora extra. Segundo a CEE/Caixa, a dotação estimula fraudes na jornada, porque os empregados são induzidos a não assinalar todas as horas trabalhadas, já que não há recursos suficientes. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2015 prevê o pagamento integral das horas extras nas agências com até 20 empregados.

PSIC
Os representantes dos trabalhadores reivindicaram mais transparências nos processos seletivos internos. Uma das propostas é a criação de um Comitê de Acompanhamento do Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC) e do banco de habilitados e oportunidades e banco de sucessores, com participação dos empregados e um membro da GIPES. 

A Caixa recusou a reivindicação, alegando que já existem ferramentas que garantem o acompanhamento dos processos. Questionada sobre o PSIC para formação de banco de habilitados, suspenso em 31 de agosto por recomendação do Ministério Público do Trabalho após denúncias de irregularidade, o banco informou que ainda não há posicionamento sobre a realização de novas provas e que o assunto está sendo discutido internamente.

É hora de mobilização!
Diante da intransigência da Caixa em todas as negociações realizadas até agora, a CEE/Caixa convoca a categoria a intensificar a mobilização em todo o país. "Só mostrando unidade e força é que vamos conseguirmos avançar nas nossas reivindicações. Nós, empregados, é que fazemos a Caixa ser o que é hoje, um banco essencial para o Brasil e os brasileiros. Nada mais justo que sejamos valorizados e tenhamos melhores condições de trabalho", frisa Genésio Cardoso. 

Fonte: Fenae

Bradesco e HSBC reafirmam à Contraf-CUT que não haverá demissão em massa

  




Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUTOs representantes dos bancos se comprometeram a manter transparência sobre o processo de fusão

Atendendo à reivindicação da Contraf-CUT e das comissões dos empregados dos bancos, diretores do HBSC e do Bradesco estiveram na sede da Confederação, na manhã desta sexta-feira (18), em São Paulo, para tratar da venda do banco inglês. Os representantes dos bancos voltaram a afirmar que não há verá demissão em massa e se comprometeram a manter transparência e diálogo com os funcionários sobre o processo de fusão.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, abriu a reunião destacando que a defesa do emprego é prioridade nesta negociação e também em toda a Campanha Nacional dos Bancários deste ano. "Queremos acompanhar todo o processo de integração entre os bancos, saber o desenho organizacional que HSBC e Bradesco apresentam para os funcionários para garantir o emprego e os direitos dos trabalhadores dos dois bancos", reforçou. 

A compra da operação brasileira do HSBC pelo Bradesco por cerca de R$ 17,6 bilhões, em agosto deste ano, ainda aguarda aval de órgãos reguladores, como o Banco Central, explicou o diretor executivo do banco, André Cano. Ele também destacou que o banco não trabalha com a possiblidade de liquidar as operações do HSBC e que irão valorizar o nível profissional dos funcionários. 

"Não temos intenção de fechar qualquer agência do HSBC. É a maior aquisição que o banco já fez. O HSBC é forte em alta renda, onde o Bradesco precisa ganhar mais força. Estamos comprando a carteira de clientes e capital humano, que será integrado ao Bradesco com transparência", afirmou. 

Cristiane Zacarias, coordenadora da COE HSBC, falou da preocupação dos funcionários sobre a manutenção dos centros administrativos, concentrados, principalmente, em Curitiba. Segundo o Bradesco, não há nenhuma deliberação em acabar com a estrutura. "As mudanças e fusões administrativas serão feitas sem traumas", afirmou André Cano.

A coordenadora da COE do HSBC também relatou, desta vez, ao diretor de RH do HSBC, Juliano Marcílio, o aumento de casos de assédio moral após o anúncio de venda do banco. "Soubemos de gestores que estão usando o processo de fusão para aumentar a pressão e o excesso de cobrança sobre os funcionários, alegando que só os ' melhores' serão contratos pelo Bradesco. A ansiedade do gestor não pode prejudicar os funcionários", alertou. 

O diretor do HSBC não negou as denúncias, mas afirmou que alguns gestores fogem da filosofia da instituição e que os casos serão apurados. 

PLR HSBC
A Contraf-CUT solicitou ao HSBC uma mesa específica para tratar da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco teve lucro de R$ 31,9 milhões primeiro semestre deste ano. 

"É preciso valorizar os funcionários, que sempre trouxeram resultados ao banco. O HSBC vale hoje 17 bilhões de reais, o mérito é de seus trabalhadores", lembrou Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e membro da COE do HSBC. 

O banco concordou em discutir o tema. "O HSBC teve bom resultado no último balanço. É um ano econômico complexo, mesmo tirando a questão da fusão, mas não temos interesse em prejuízos. Precisamos entregar um banco com clientes e uma equipe satisfeita, que tem seu valor", afirmou Juliano Marcílio. 

"Conversar é sempre positivo, ajuda a resolver o que está no campo da ansiedade. Mas temos que continuar acompanhando o comportamento dos bancos e fazer as negociações efetivas para manter os empregos, " concluiu o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. 

Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

 Bancários cobram esclarecimentos do Itaú sobre declaração de diretor

As declarações do diretor da Área de Varejo do Itaú, Marco Bonomi, sobre o fechamento de agências e cortes de postos de trabalho serão debatidas em reunião na próxima quarta-feira (23). Dirigentes da Contraf-CUT vão cobrar respeito aos empregos dos bancários.

Em reunião de acionistas na penúltima semana de agosto, ao reforçar a estratégia do Itaú de apostar cada vez mais no atendimento digital, Bonomi disse que em três anos o banco fecharia 15% das cerca 4 mil agências físicas que possui em todo o país e, em 10 anos, metade das chamadas "agências tijolo" deveriam ser extintas. 

O Itaú conta hoje com 90 mil funcionários, dos quais 60 mil em agências, portanto, a estratégia poderia resultar no corte de 30 mil empregos.

A declaração deixou os funcionários muito apreensivos. "Por isso cobramos essa reunião. Para esclarecer essas afirmações e cobrar a manutenção dos empregos diante da política de investimento digital", afirma a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Maria da Silva. "Com a lucratividade do Itaú, deveríamos estar é vivendo é uma situação de pleno emprego." 

Fonte: SP Bancários - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=42859

Nova rodada de negociações com BB discute carreira e remuneração



As negociações das reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil serão retomadas nesta sexta-feira (18). A reunião na sede do banco, desta vez, em São Paulo, vai debater remuneração e plano de carreira. Trata-se da quinta rodada de negociação. As primeiras foram sobre emprego, contratações, condições de trabalho, saúde, segurança, igualdade de oportunidades, isonomia, cláusulas sociais e previdência complementar. 

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) do BB, o banco já teve tempo suficiente para estudar as propostas da pauta desta semana. "Esperamos mais objetividade e a sinalização concreta de atendimento das nossas reivindicações, uma vez que parte delas não altera o custo do banco como a empresa argumenta. Ainda assim, o grande lucro produzido pelos funcionários deve ser recompensado", comentou.

Valorização do piso e aumento do percentual do interstício entre os níveis do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), com a adoção do salário mínimo do Dieese (R$ 3.299,66) e de interstício de 6% na tabela de antiguidade e a redução do tempo para a evolução na carreira, estão entre as reivindicações.

Os bancários também querem o fim dos descomissionamentos e, nos casos de reestruturação, que seja paga aos funcionários envolvidos uma Verba de Caráter Pessoal (VCP), para que não haja prejuízo salarial.

Outros temas a serem abordados serão as questões específicas das pessoas lotadas nas centrais de atendimento (CABB). Nesse caso, os trabalhadores reivindicam: fim de prazo mínimo para concorrer à remoção para outros setores, aumento do número de funcionários para acabar com a sobrecarga de trabalho, respeito aos intervalos de pausa e outras determinações da Norma Regulamentadora 17 (NR-17), entre outras propostas.

15 minutos
Depois da pressão da CEE, das Federações e dos Sindicatos, na última rodada de negociação, o banco aceitou, nesta terça-feira (15), suspender as medidas retaliatórias que adotou em janeiro e abrir negociação para encontrar uma solução definitiva para a questão dos 15 minutos de intervalo das mulheres bancárias que fazem horas extras. O BB concordou em debater a questão na mesa da Fenaban e na negociação específica.

"A suspensão proposta resolve uma parte do problema, mas queremos continuar o processo de negociação, pois a questão envolvendo o intervalo não é somente se descansa ou não, há questões sobre gerenciamento do ponto eletrônico, intervalo não realizado e hora extra não paga. Entendemos que estas questões devam ser detalhadamente negociadas com os sindicatos", destacou. 

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=42861
 Contraf-CUT se reúne com direção do HSBC e do Bradesco nesta sexta-feira

A Contraf CUT se reúne, nesta sexta-feira (18), com a direção do HSBC e do Bradesco para acompanhar as tratativas da venda dos ativos do banco inglês no Brasil. Este será mais um encontro da série prometida pelos bancos após o fechamento da negociação, no início de agosto. 

O principal assunto continua sendo a defesa do emprego. "É preciso garantir que os bancários e bancárias do HSBC não sejam prejudicados com a venda do banco. Desde que foi anunciado que o HSBC vai sair do País, os mais de 21 mil trabalhadores estão preocupados quanto ao seu futuro", alertou Cristiane Zacarias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC. 

Nesta quinta-feira (17), o COE se reuniu para se preparar para o encontro e ainda debater temas, como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O HSBC lucro líquido de R$ 31,9 milhões no primeiro semestre deste ano. 

De acordo com o diretor da Contraf-CUT e membro da COE do HSBC, Sérgio Siqueira, este lucro só foi possível diante do empenho dos trabalhadores. "Os funcionários devem ser valorizados pelos seus esforços, pois se o HSBC vale hoje R$17 bilhões o mérito é de seus trabalhadores", ressaltou Sérgio. 

Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=42865

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Contratação será um dos temas da negociação com a Caixa nesta sexta

  



Crédito: Arquivo / Fenae
Arquivo / FenaeComando Nacional orienta a realização de mobilizações por mais empregados

A quarta rodada de negociação específica com a Caixa será realizada nesta sexta-feira (18), em Brasília (DF), das 9 às 18h. Um dos pontos da pauta é a contratação de mais empregados. O problema da falta de pessoal foi agravado este ano com a saída de mais de 3 mil trabalhadores através do Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA).

No fechamento da campanha salarial 2014, os trabalhadores asseguraram uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), prevendo a contratação de mais dois mil empregados até dezembro deste ano. Na época, segundo informou a própria Caixa, não havia perspectiva de realização do PAA.

Assim, a empresa que já havia atingindo a marca de 101 mil empregados, chegaria ao total de 103 mil. Na prática, aconteceu o contrário. No dia 30 de junho, a empresa informou no Diário Oficial da União que o seu quadro de pessoal era de 97.975 providos.

Nas últimas reuniões da mesa de negociação permanente, a Caixa alegou que vai cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015 quanto ao compromisso de contratar mais 2 mil empregados até dezembro. No entanto, esse número é considerado insuficiente para resolver o problema de carência de pessoal.

"A Caixa tem demonstrado, antes mesmo da campanha salarial, que não está disposta a negociar. Por isso, a nossa pressão será fundamental. Devido à falta de pessoal nas unidades, a realidade hoje é de empregados sobrecarregados e doentes", ressalta Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa).

O Comando Nacional dos Bancários, que é assessorado pela CEE/Caixa nas negociações com o banco, está orientando a sindicatos e federações a realizar nesta sexta-feira (18) mobilizações por mais empregados na Caixa Econômica Federal.

A intenção é repetir o que aconteceu no dia 6 de agosto, Dia Nacional de Luta por Contratação Urgente na Caixa, quando ocorreu uma grande mobilização nas unidades do banco e nas redes sociais. 

"A mobilização da categoria é fundamental para a ampliação dos nossos direitos e mais conquistas. Amanhã vamos reforçar as manifestações. O banco ainda não apresentou nenhum avanço nas últimas rodadas de negociação.", afirma Fabiana Uehara Proscholdt, representante da Contraf/CUT na CEE/Caixa).


Outra recomendação repassada às entidades sindicais é de intensificar a coleta de apoio ao abaixo-assinado que cobra da empresa o aceleramento do ritmo de convocação de concursados.

Mais Reivindicações
Além de contratação, outros temas da pauta serão debatidos: condições de funcionamento das agências, jornada e Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), e Saúde Caixa. As três primeiras negociações com a Caixa foram marcadas por negativas às reivindicações dos empregados. 

"Precisamos intensificar a mobilização para reverter a intransigência do banco", diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. 

Fonte: Contraf-CUT/Fenae

COE do HSBC debate, nesta quinta-feira (17), PLR e defesa do emprego

  




A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC se reúne, nesta quinta-feira (17), em São Paulo para abordar os principais temas que preocupam os trabalhadores e trabalhadoras da instituição. 

Um dos destaques da reunião é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), visto que o banco inglês obteve lucro líquido de US$ 191 milhões no primeiro semestre deste ano. 

De acordo com o diretor da Contraf-CUT e membro da COE do HSBC, Sérgio Siqueira, este lucro só foi possível diante do empenho dos trabalhadores. "Os funcionários devem ser valorizados pelos seus esforços, o que contribuiu para que o banco obtivesse tal lucro", ressaltou Sérgio.

Entre outros temas a serem debatidos está a defesa do emprego. É preciso garantir que os bancários e bancárias do HSBC não sejam prejudicados com a venda do banco. Desde que foi anunciado que o HSBC vai sair do País, os mais de 21 mil trabalhadores estão preocupados quanto ao seu futuro. 

Na próxima sexta-feira (18), haverá uma reunião com a direção do HSBC e do Bradesco, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para discutir estes temas. 

Fonte: Contraf-CUT

COE do Itaú se reúne para discutir emprego e PCR nesta quinta

  




A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reúne, nesta quinta-feira (17), na sede da Contraf-CUT, para discutir emprego e o Programa de Complementar de Resultado (PCR), entre outras questões.

Na questão do emprego, a principal preocupação dos funcionários do Itaú é a informação divulgada recentemente pela imprensa de que o banco pretende fazer uma drástica redução no número das agências de tijolos, substituindo-as por agências digitais e que significará a redução de 30 mil postos de trabalho. 

"A redução de funcionários com a substituição por agências virtuais já está afetando o emprego, queremos aprofundar este debate para discutir com o Itaú" afirma Jair Alves, coordenador da COE. 

Quanto ao PCR, os bancários querem discutir o reajuste do valor, tendo em vista os bons resultados que o banco tem apresentado. 

Fonte: Contraf-CUT

Bancos frustram rodada econômica e Comando convoca mobilização

  




Crédito: Jaílton Garcia/ Contraf-CUT
Jaílton Garcia/ Contraf-CUTA Fenaban preferiu responder que ainda vai consultar as instituições

Sem avanços. Foi assim que terminou a quarta rodada de negociação da Campanha Nacional 2015, nesta quarta-feira (16), em São Paulo, com o tema remuneração. Mesmo com os lucros nas alturas, os bancos não apresentaram propostas sobre as reivindicações entregues pelo Comando Nacional dos Bancários, incluindo o reajuste salarial de 16%. A Fenaban preferiu responder que ainda vai consultar as instituições financeiras para apresentar uma proposta global para a categoria. 

A próxima reunião ficou marcada para o dia 25 de setembro, um dia após reunião dos banqueiros. Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, é muito tempo para que se apresente uma proposta para nossas reivindicações. "O comando ficou muito insatisfeito e protestou veementemente. Não parece que estão interessados em resolver nossa campanha como afirmam. Para o dia 25 os bancários esperam uma proposta que justifique essa longa espera."

O presidente da Contraf-CUT reforça que o momento exige grande mobilização da categoria. "Um setor que ganha tanto deveria valorizar mais seus empregados na hora da campanha. Temos que estar muito mobilizados neste momento e com muita disposição para defender nossos direitos, empregos e salários", convocou. 

Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que operam no País (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, os negociadores dos bancos tentaram usar a retração econômica do País para justificar a falta de propostas, com a alegação de que este é um ano atípico. 

"Os cinco maiores bancos ganharam, somente no semestre, R$ 36,1 bilhões, com crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Não existe crise para o setor, que também lucra com o aumento da Selic . Nos seis primeiros meses ganharam R$ 109,6 bilhões com receitas de títulos, crescimento de 59% em relação ao mesmo período de 2014. Mesmo com tanto dinheiro, eles demitem os trabalhadores e aumentam as taxas de juros para os clientes", disse Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. 

"A Fenaban marcou nova reunião dia 25 e tem até lá para apresentar uma proposta condizente com os ganhos bilionários dos bancos para os trabalhadores", completou. 

Nas negociações desta quarta-feira foram debatidas as seguintes reivindicações:

Reajuste de 16%
O reajuste de 16%, reivindicado pelos bancários, inclui reposição da inflação mais 5,7% de aumento real. Nos últimos 10 anos (2004 a 2014), a categoria bancária conquistou aumento real de 20,7%. O Comando alertou, durante a negociação com a Fenaban, que não aceitará retrocessos. 

PLR
Estudos do Dieese apontam que quanto maior o lucro do banco, menor tende a ser o percentual de distribuição na forma de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os percentuais do Bradesco e do Itaú, por exemplo, foram 6,70% e 5,40%, respectivamente, sobre o lucro líquido de 2014, mas já chegaram a pagar 14% em 1995, quando os bancários começaram a negociar a PLR.

Diante deste quadro desproporcional, a categoria está reivindicando PLR de três salários mais parcela fixa de R$7.246,82. Na hipótese de prejuízo, os trabalhadores querem a garantia do pagamento de um salário mínimo do Dieese, referente ao mês de divulgação do balanço.

Os bancos sinalizaram para a manutenção das regras do ano passado com correção, mas ficou de apresentar um pacote global.

14º salário
Como valorização do trabalhado executado pelos bancários, os dirigentes sindicais reivindicaram o pagamento do 14º salário a todos o empregados, inclusive aos afastados e aos que tiveram o contrato de trabalho rescindido. A Fenaban disse não. Argumentou que não há justificativa para mais uma remuneração fixa e que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) já conta com muitos benefícios. 

Salário de ingresso
O Comando Nacional também quer garantir o piso inicial, no setor bancário, de R$3.299,66. O valor é equivalente ao salário mínimo indicado pelo Dieese, como essencial para a sobrevivência do trabalhador. A minuta da categoria também propõe o salário inicial de R$4.454,54 para caixas e operadores de atendimento e a criação dos pisos de R$ 5.609,42 para primeiro comissionado e de R$ 7.424,24 para primeiro gerente. Mas também não houve propostas por parte dos banqueiros. 

Parcelamento de adiantamento de férias
Os dirigentes sindicais também defenderam a proposta da categoria de que os trabalhadores, por ocasião das férias, possam requerer que a devolução do adiantamento feito pelo banco seja efetuada em até dez parcelas iguais e sem juros, a partir do mês subsequente ao do crédito. Vários bancos já concedem essa vantagem aos bancários. Os banqueiros ficaram de discutir entre os bancos, para responder posteriormente.

Reajuste dos auxílios
Outra reivindicação é o aumento no valor dos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá para R$788,00 ao mês, para cada, correspondendo ao valor do salário mínimo nacional vigente. Os banqueiros, mais uma vez, ficaram de responder futuramente às reivindicações.

Auxílio Educacional 
Os bancários ainda solicitaram que as despesas com ensino médio, graduação e pós-graduação sejam custeadas integralmente pelos bancos. Atualmente, o auxílio educacional é estabelecido conforme critério de cada instituição bancária. Nesta clausula, não houve consenso entre os bancos e, conseqüentemente, não houve acordo.

15 minutos
O debate sobre os 15 minutos de pausa para mulheres antecedendo a jornada extraordinária também foi realizado nesta quarta. Foram feitas as explicações do súbito cumprimento da lei, por parte dos bancos, e do que poderia ser feito para modificar este procedimento. Foi combinado uma pausa no debate enquanto o assunto tramita no STF. 

Calendário de negociações

Fenaban
Dia 25/9

Banco do Brasil 
18/9 - Remuneração e Plano de Carreira

Caixa Econômica Federal
18 /9 - Contratações, Condições das agências e Jornada de Trabalho

Itaú
23/9 - Emprego

Banco do Nordeste
17 e 18/9 - Igualdade de Oportunidades 

Banco da Amazônia
17 - Igualdade de Oportunidades

Banrisul
17/9 

Banco de Brasília
17 e 21

Banco do Pará 
18/9 

Fonte: Contraf-CUT