terça-feira, 3 de novembro de 2015

Lucro do Santander tem alta de 15,9% e alcança R$ 5 bilhões nos primeiros nove meses do ano

O lucro obtido no Brasil representa 19% do resultado global de 5,1 bilhões de euros, com alta de 17% em doze meses


Nos nove primeiros meses de 2015, o Santander obteve um lucro líquido gerencial de R$ 5 bilhões, com crescimento de 15,9% em relação ao mesmo período de 2014. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 12,8%, com crescimento de 1,5 ponto percentual, em doze meses. O lucro obtido no Brasil representou 19% do lucro global, que chegou a  5,1 bilhões de euros, com  alta de 17% em doze meses.
O balanço divulgado pelo banco nesta quinta-feira (29) e analisado pelo Dieese, revela que a holding do Santander encerrou o 1º semestre de 2015 com 50.519 empregados, com aumento de 1.038 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado. Foram abertas doze agências no período.
Confira abaixo a análise completa do Dieese sobre o balanço do Santander
Destaques das Demonstrações Financeiras do Banco Santander – 3º trimestre de 2015
A Carteira de Crédito Ampliada do banco cresceu 13,4% em doze meses e atingiu R$ 332,3 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 8,0% em relação a setembro de 2014, chegando a R$ 82,8 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 145,1 bilhões e tiveram alta de 19,6%. No segmento de pequenas e médias empresas houve alta de 1,9% em doze meses, enquanto no segmento de grandes empresas o crescimento foi de 25,7%. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,5 p.p. no período, ficando em 3,2%. Com isso, foram reduzidas as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 5,0%, totalizando R$ 6,9 bilhões.
O crescimento das receitas com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic e elevação nos índices de preços. No caso do Santander, essas receitas quase dobraram em doze meses, com crescimento de 94,6%, totalizando R$ 23,2 bilhões.
A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 7,1% no período, totalizando R$ 8,7 bilhões. As despesas de pessoal subiram 8,6%, atingindo R$ 5,9 bilhões. Assim, em setembro de 2015, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 147,3%.

Greve de 1985: 30 anos depois, segue a certeza de que lutar sempre vale a pena

Foi graças à paralisação de 24 horas, no dia 30 de outubro, que os empregados da Caixa conquistaram a jornada de seis horas e a condição de bancário


Foi graças à paralisação de 24 horas, no dia 30 de outubro, que os empregados da Caixa conquistaram a jornada de seis horas e a condição de bancário. Conhecer a história da mobilização é essencial, principalmente para os que ingressaram no banco mais recentemente
Há exatos 30 anos, os empregados da Caixa Econômica Federal inauguraram um novo tempo no que diz respeito à mobilização. Foi em 30 de outubro de 1985, data da greve histórica da categoria, quando todas as unidades do banco foram fechadas por 24 horas. A paralisação teve adesão de praticamente 100% dos trabalhadores, em todo o país, e consolidou o movimento organizado dos, hoje, bancários e bancárias da empresa.
Até então, os empregados da Caixa eram conhecidos apenas como economiários. E foi com base nessa injusta discriminação que surgiram as principais reivindicações da greve de 1985: a jornada de seis horas e a condição de trabalhador bancário, com direito à sindicalização. E a Fenae, que havia sido criada há 16 anos, em 29 de maio de 1971, se orgulha de ter sido uma das entidades protagonistas neste processo.
“Na greve histórica de 85, nossa categoria mostrou exatamente o que tem mostrado ao longo de todos esses anos. Que quando a gente se une, a busca por conquistas fica um pouco mais fácil. Há situações em que avançamos mais e outras em que avançamos menos. O mais importante, como diz o slogan da campanha que criamos, é que a luta não pode parar, em defesa dos trabalhadores e da própria Caixa”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
Segundo a secretária da Juventude da Contraf-CUT, Fabiana Uehara Proscholdt é um grande orgulho a história de organização de luta dos empregados da CAIXA. “Temos muito o que comemorar e compartilhar com os que não vivenciaram essa grande conquista. E a luta não para. Ainda temos muito que avançar na luta pela valorização e direitos dos empregados da CAIXA”, ressaltou.
Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e diretora de Administração e Finanças da Federação, também destaca a importância da mobilização. “Muita coisa melhorou na empresa nos últimos anos. Mas as condições nas unidades de todo o país estão muito longe das ideais, e um exemplo é a falta de contratações. O quadro de pessoal insuficiente e a política adotada pelo banco, inclusive, exige luta constante para que a jornada de 6 horas seja realmente respeitada”, afirmou.
Mesa unificada da categoria bancária
Em 2003, com a conquista da mesa unificada da categoria bancária, os empregados da Caixa passaram a assinar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o Acordo Aditivo. Até então, os acordos coletivos eram debatidos e assinados pela Caixa e por uma entidade que não representava nem 10% da categoria. Os trabalhadores sequer eram consultados sobre os itens das propostas. Ao longo dos anos, graças à mobilização, ocorreram avanços significativos nos direitos e nas condições de trabalho. Foi instituída também uma mesa de negociação permanente, com representantes dos trabalhadores e do banco.
Publicações especiais
Em comemoração aos 30 anos da greve de 1985, a Fenae lançou um hotsite com a linha do tempo da mobilização que culminou com a conquista da jornada de seis horas e do direito à sindicalização. O endereço é o http://grevede85.fenae.org.br. Por meio do endereço, a Federação também quer receber depoimentos, fotos e vídeos. E não apenas de quem participou da paralisação de 24 horas, mas também de todos que têm algo a dizer sobre o fato.
Além disso, a próxima edição da revista Fenae Agora, que será publicada em novembro, trará um encarte especial com textos, entrevistas, depoimentos e fotos da greve histórica. Segundo Natascha Brayner, diretora de Comunicação e Imprensa da Federação, é essencial conhecer essa história. “Nesses 30 anos, o quadro de empregados da Caixa se renovou muito. Boa parte deles, hoje, tem até 10 anos de banco e não compreendem a importância da greve de outubro de 1985, que deixou um legado importante: a certeza de que a mobilização é indispensável para o fortalecimento do movimento da categoria”, frisa.
Algumas datas importantes de 1985:
- 6 de agosto: Dia Nacional de Luta. Empregados da Caixa distribuem cartas abertas à população e enviam telegramas ao Ministério da Fazenda.
- 11 de agosto: Paralisações de duas horas realizadas em agências de Brasília (DF) e do Ceará.
- 11 de setembro: Presidente da Fenae, José Gabrielense, recebe mensagem informando que o ministro da Fazenda havia se manifestado contrário às reivindicações da categoria.
- 13 de setembro: Cerca de 800 empregados da Caixa protestam e realizam uma passeata na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).
- 19 e 20 de outubro: Realização do 1º Conecef, no qual mais de 500 pessoas aprovam a data de 30 de outubro para a greve de 24 horas.
- 30 de outubro: Greve histórica, quando todas as unidades da Caixa são fechadas.
- 4 de novembro: Caravanas de empregados da Caixa ocupam Brasília (DF). Pressionado, o deputado federal Pimenta da Veiga dá aval para o regime de urgência ao projeto de lei que estabelece a jornada de seis horas para a categoria.
- 28 de novembro: Projeto das seis horas é aprovado na Câmara dos Deputados. No mês seguinte, a proposta também passa pelo Senado Federal.
- 17 de dezembro: Presidente da República, José Sarney, sanciona a lei que garante a condição de bancário aos empregados da Caixa.
Fonte: Fenae

Campanha salarial dos bancários terá impacto de R$ 11 bilhões na economia. Assinatura de acordo acontece nesta terça (03)

Acordos aditivos específicos com BB, CEF, HSBC e Itaú também serão assinados

Este ano, o índice conquistado pelos bancários foi de 10% no piso e PLR e 14% nos vales refeição e alimentação. Com esse índice, em 12 anos, a categoria vai acumular 20,84% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos.
“Os bancários têm motivos para comemorar. Conseguimos avançar numa campanha em que os bancos, desde o início, alegavam não ter condição de dar um reajuste digno para os trabalhadores. Nossa união e mobilização garantiu pelo décimo segundo ano seguido aumento real para os salários”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos bancários.
Impacto na economia - O reajuste de 10% nos salários, 14% nos vales refeição e alimentação e os valores da PLR significam incremento anual de cerca de R$ 11,2 bilhões na economia, de acordo com projeção feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desse montante, R$ 6,04 bilhões referentes ao pagamento da PLR, sendo que R$ 2,4 bilhões já devem ser distribuídos na antecipação, em até 10 dias depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho. As diferenças salariais anuais dos bancários devem injetar R$ 4,240 bilhões na economia brasileira, sem contar os reflexos em FGTS e aposentadorias. As diferenças nos auxílios refeição e alimentação devem ter um impacto anual de R$ 894 milhões na economia. 
Assinatura - O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinam nesta terça-feira (3), 16h, na Fenaban, em São Paulo, renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), resultado do acordo firmado em negociação, após vinte e um dias de greve da categoria.
O evento também contará com as assinaturas dos acordos aditivos específicos com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Federal; do PCR, com o Itaú; e da gratificação de R$ 3 mil conquistada pelos bancários no HSBC.
A partir da data, os bancos têm até dez dias para depositar a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Dados - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 512 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.



Fonte: Seeb SP

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, por seu Presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados do BANCO ITAÚ UNIBANCO S/A, sócios e não sócios, da base territorial dos municípios de Votuporanga, Fernandópolis, e Jales, todos no estado de São Paulo, para assembleia geral extraordinária a ser realizada dia 30 de Outubro de 2015, às 17h00min, em primeira convocação e às 17h30min, em segunda convocação com qualquer numero de presentes, na sede da entidade, sito na Rua Tibagi nº 3447, Bairro Patrimônio Novo, em Votuporanga SP, para votação da seguinte pauta:
Única: Aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho do Programa de Participação Complementar nos Resultados – PCR, referente aos exercícios de 2015 e 2016.


Votuporanga Sp. 28 de Outubro de 2015.

 HARLEY APARECIDO VIZONÁ - Presidente

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


CAIXA pagará antecipação da PLR até o dia 06/11


A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL informou à CONTEC que pagará a antecipação da PLR aos seus empregados após assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A previsão é que o pagamento seja creditado até sexta-feira (6/11)

Diretoria Executiva da CONTEC

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Confira quanto vem de antecipação da PLR

Crédito será em até dez dias após a assinatura do acordo, que deve ocorrer em 4 ou 5 de novembro
São Paulo - A greve dos bancários garantiu reajuste de 10% na Participação nos Lucros e Resultados, e a antecipação vem aí: será creditada em até dez dias após a assinatura do acordo com os bancos, que deve ocorrer em 4 ou 5 de novembro (veja tabelas).

A PLR nos bancos privados é composta de regra básica e parcela adicional. A regra básica corresponde a 90% do salário reajustado em 10% mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o montante distribuído entre os bancários for inferior a 5% do lucro líquido do banco em 2015, o valor será aumentado até atingir os 5% ou 2,2 salários do empregado (o que ocorrer primeiro), com teto de R$ 23.861,00. A parcela adicional corresponde a 2,2% do lucro líquido dividido entre os funcionários, até o limite individual de R$ 4.043,58.

O que vem – Na antecipação, os bancários recebem 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07, limitado a R$ 6.507,55 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco (o que ocorrer primeiro) apurado no primeiro semestre deste ano. Isso somado à regra adicional: 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre, dividido igualmente entre os trabalhadores, com teto de R$ 2.021,79.

Baseado nos lucros que Itaú, Bradesco e Santander apresentaram no primeiro semestre, o Sindicato calculou quanto os bancários receberão de antecipação, a partir do piso da categoria (R$ 1.976,10) até o salário de R$ 5 mil. No caso do Itaú, a antecipação da PLR soma-se ao PCR de 2015.

> Assembleia aprova PCR do Itaú   

PLR sem IR – É importante lembrar que os trabalhadores conquistaram isenção ou descontos menores do Imposto de Renda sobre a PLR, medida que passou a valer em 2013. Assim, com a correção da tabela do IR, os bancários que ganham até R$ 6.677,55 de PLR estão totalmente livres do imposto.

Leia mais
Greve está encerrada em São Paulo, Osasco e região


Redação - 26/10/2015

Funcionários do Banco do Brasil encerram greve

Trabalhadores aprovam em assembleia índice de reajuste de 10% para salários, 14% para vales refeição e alimentação e manutenção da PLR semestral
São Paulo – Os funcionários do Banco do Brasil de São Paulo, Osasco e região aprovaram a proposta apresentada pela direção da empresa às reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2015 e encerraram greve de 21 dias. A decisão ocorreu em assembleia na noite desta segunda 26 que reuniu milhares de trabalhadores no Centro Social Hakka Brasil.

Vídeo: após 21 dias, bancários encerram greve

“Nosso movimento foi fabuloso. Com o envolvimento de diversos segmentos do banco: caixas, atendentes, pessoal do setor de tecnologia e gerentes. Isso foi essencial para sairmos do patamar de um reajuste abaixo da inflação, de 5,5% e um abono, para 10% no salário e 14% nos vales”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga. “Também conseguimos manter o formato de distribuição semestral da PLR e avanços para quem trabalha na Plataforma de Suporte Operacional, para atendentes e em isonomia para os egressos de bancos incorporados. Acreditamos ter chegado ao limite da paralisação e considero que a decisão de encerrar a greve foi grande demonstração de maturidade das pessoas.”

O dirigente esclarece ainda que os trabalhadores saem da greve fortalecidos para cobrar da direção da empresa solução para questão essencial a todos: a Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do BB). “É necessário manter a mobilização para que o debate sobre a situação deficitária da Cassi evolua favoravelmente aos funcionários. Por isso é essencial a participação de todos nos atos que serão realizados nas próximas semanas”, acrescenta.

Não haverá desconto dos dias parados e haverá anistia de até 72% dos dias de greve.

Greve está encerrada em São Paulo, Osasco e região

Redação - 16/10/2015
(Atualizado às 21h53) - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13040

Proposta aprovada pelos empregados da Caixa

Assembleia na segunda 26 decidiu pelo fim da greve; além de garantir poder de compra nos salários, trabalhadores avançaram na luta contra o GDP
São Paulo – Os empregados da Caixa de São Paulo, Osasco e região aprovaram a proposta que prevê 10% de reajuste nos salários, piso, PLR e 14% nos vales refeição e alimentação e itens específicos do banco público (veja quadro abaixo), em assembleia lotada no final da tarde desta segunda-feira 26, na Quadra dos Bancários. Encerrando, assim, uma greve que durou 21 dias.

Vídeo: após 21 dias, bancários encerram greve

O diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados, Dionísio Reis, destacou a forte mobilização dos bancários da Caixa e parabenizou a categoria. “Os empregados da Caixa estão de parabéns porque fortaleceram uma greve que conseguiu impedir a tentativa dos bancos de reduzir o poder de compra dos salários e de impor novamente a política recessiva do abono.”

O dirigente ressaltou ainda a vitória contra o Plano GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas). “Demos o primeiro golpe nessa política de exploração dos trabalhadores por meio do GDP.” Consta na proposta a suspensão da implantação da terceira fase do plano, que impõe metas individuais. E lembrou que a greve arrancou da Caixa o fim da pausa de 15 minutos para mulheres antes da jornada extraordinária.

Durante a assembleia, Dionísio destacou que a luta dos empregados da Caixa é constante e se dá durante todo o ano, não apenas na greve. “Esse ano a gente criou comitês em defesa da Caixa 100% pública para reverter a tentativa de privatização do banco. Agora nossa luta é contra o PLS 555 que é outra tentativa de privatização ao prever a abertura de capital da Caixa.”

Ele também lembrou a luta contra o PLC 30/2015, da terceirização, e enfatizou outra conquista dos bancários da Caixa com a greve deste ano: a reversão do desconto dos dias de luta contra a terceirização, em defesa da Caixa 100% pública e contra o plano Levy.

Não haverá desconto dos dias parados e haverá anistia de até 72% dos dias de greve.

Greve está encerrada em São Paulo, Osasco e região


Andréa Ponte Souza – 26/10/2015
(Atualizado às 22h17) - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13036

Bancários de SP aprovam propostas e fecham greve

Campanha 2015 termina sem perdas graças à forte mobilização dos bancários de todo o Brasil, que dobrou os bancos e os proibiu de manter o reajuste abaixo da inflação
São Paulo - Em assembleias lotadas, bancários dos bancos privados, Banco do Brasil e Caixa Federal aprovaram a proposta feita pela Fenaban, e as específicas das instituições públicas, e encerraram nessa segunda-feira 26 em São Paulo, Osasco e região a greve iniciada em 6 de outubro. Cerca de 6 mil bancários participaram das três assembleias.

Vídeo: após 21 dias, categoria fecha greve
> Greve no Banco do Brasil está encerrada
> Empregados da Caixa encerram greve

A luta, grandiosa em todo o Brasil, conseguiu dobrar os banqueiros que queriam impor perdas aos bancários. “Eles passaram mais de 20 dias tentando forçar à categoria um reajuste abaixo da inflação. Conseguimos resistir numa luta valorosa que fez com que o índice dobrasse, saindo dos 5,5% da primeira proposta para 10%”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que negocia com a Fenaban.

Além dos 10% para reajustar salários, piso, PLR, os bancos aumentarão vales alimentação, refeição e a 13ª cesta em 14% (veja detalhes nas tabelas laterais e no final do texto).

> Confira quanto vem de antecipação da PLR   

Até as 22h, além de São Paulo, a proposta já havia sido aprovada em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Porto Alegre.

Saúde – A Campanha 2015 também garantiu a assinatura de um termo de entendimento entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário para tratar das condições de trabalho nos bancos, na gestão das instituições de modo a reduzir as causas de adoecimento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.“Como aconteceu com o instrumento de combate ao assédio moral, essa é uma importante conquista rumo às mudanças tão necessárias nas condições de trabalho nos bancos. Juntos, bancários e Sindicato vão trabalhar no sentido de fazer com que essa nova conquista altere a lógica perversa de gestão que provoca o adoecimento da categoria”, ressalta Juvandia.

Respeito com a luta – Como em todos os últimos anos, foi a luta dos bancários ao lado do Sindicato que garantiu que a categoria não tivesse perdas como queriam os bancos. Num ano em que a crise vem sendo utilizada pelo setor empresarial para reduzir ganhos dos trabalhadores, os bancos, apesar de lucrarem tanto, não agiram diferente. Fizeram uma proposta de 5,5% e continha um abono “cala-boca” que levaria os bancários a começar a campanha, em 2016, com perdas de 4%. Depois vieram os 7,5% e os 8,75%. Os bancários se mantiveram firmes e na sexta-feira 23 vieram os 10% que recompõe o poder de compra dos trabalhadores diante da inflação de 9,88%.

Não pode haver desconto dos dias parados

“Só conseguimos chegar a isso e sem desconto dos dias parados graças à união e organização da categoria em todo o país. Cada bancário que fez a luta sabe a importância que teve sua participação”, reforça a presidenta do Sindicato, lembrando que os bancos apelaram de todas as formas com pressão e contingenciamento que foram vencidos pelo Sindicato, inclusive na Justiça, como foi o caso do Itaú. “Não adianta tentar burlar a greve, campanha se resolve com proposta”, destacou o dirigente.

“Unidos somos mais fortes. Nossa garra, a confiança de vocês no Sindicato e a participação de cada um, dobrou os bancos e as mentiras que sempre circulam durante a campanha, com a tentativa de enfraquecer a mobilização dos trabalhadores. Não recebemos tudo que merecemos, mas conseguimos acabar com as más intenções dos bancos, de pagar menos que a inflação aos seus empregados. E nossa luta continua, diariamente, na defesa dos direitos e dos empregos, em todos os locais de trabalho”, completa.

Quem luta, conquista – Com os resultados da Campanha 2015, em 12 anos a categoria vai acumular 20,83% de ganho real nos salários, 42,3% nos pisos e 26,30% nos vales. Além disso, estão mantidas conquistas importantes, como o vale-cultura, o abono-assiduidade, a licença-maternidade ampliada, a igualdade de direitos para casais homoafetivos.

Os bancários do Itaú também aprovaram o pagamento do PCR e os do HSBC a gratificação de R$ 3 mil.

> No HSBC, gratificação de R$ 3 mil
> Assembleia aprova PCR do Itaú   

Assistencial – De acordo com a assembleia que elegeu os delegados bancários para a Conferência Estadual, em 23 de julho, foi aprovada a contribuição assistencial de 2,5% do salário mais R$ 10, com teto de R$ 220.

O valor ajuda a cobrir os gastos do Sindicato com a Campanha Nacional Unificada 2015 e de toda a estrutura disponibilizada para os 21 dias de greve em São Paulo, Osasco e região.

Mas, de acordo com sua política democrática e de transparência, o Sindicato proporciona aos bancários o direito a solicitar o não desconto. Será de segunda a sexta, das 9h às 18h, de 27 de outubro a 10 de novembro na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Os trabalhadores com cadastro ativo no Sindicato poderão fazer a solicitação diretamente pelo site entre a 0h de 1º de novembro e as 18h de 10 de novembro.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo atendimento telefônico exclusivo, no 3188-5200.
 
Redação - 26/10/2015
(Atualizada em 27/10, às 10h28) - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13041

Assembleia aprova PCR do Itaú

Valor deste ano será de pelo menos R$ 2.285; reajuste da bolsa de estudo também foi aprovado e será de R$ 365 ao mês em 2016 e R$ 390 em 2017
São Paulo - Os bancários do Itaú aprovaram, em assembleia realizada na segunda 26, proposta para o PCR (Programa Complementar de Resultado) deste ano. O valor será de R$ 2.285 e vem com o pagamento da antecipação da PLR, em até dez dias após a assinatura da renovação da Convenção Coletica de Trabalho.

Caso o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco seja maior que 23%, o PCR subirá para R$ 2.395. Em 2016 o valor será alterado conforme o índice de reajuste salarial da categoria.

Os montantes foram apresentados após negociação com a Fenaban na sexta 23.

Vale lembrar que o PCR não tem desconto da Participação nos Lucros e Resultados conquistada na Campanha 2015, como ocorre com outros programas próprios de remuneração, como o Agir.

Bolsas de estudo – Cobrança do Sindicato garantiu o reajuste dos valores das bolsas de estudo no Itaú. Serão 5 mil bolsas no valor de R$ 365 cada, em 2016, e de R$ 390, em 2017. Os valores podem ser utilizados, além da primeira graduação, para pós ou segunda graduação.

A secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva, é funcionária do Itaú e ressalta a importância da forte participação dos bancários do banco na luta da categoria em 2015. “Essa campanha vai entrar para a história como mais um marco da força da categoria bancária. Provamos, mais uma vez, que a mobilização dos trabalhadores e o Sindicato, juntos, trazem importantes avanços para todos.”

Leia mais
> Confira quanto vem de antecipação da PLR
Greve está encerrada em São Paulo, Osasco e região


Redação - 26/10/2015
(Atualizado às 20h45) - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13037

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Comando Nacional conquista pagamento de R$ 3 mil de gratificação aos bancários do HSBC

Banco está saindo do Brasil e trabalhadores teriam PLR irrisória. Proposta também deverá ser votada nas assembleias realizadas pelos sindicatos.

24/10/2015
Contraf-CUT
O início das negociações foi motivado pelo HSBC estar saindo do Brasil - Contraf-CUT
O início das negociações foi motivado pelo HSBC estar saindo do Brasil
A coordenação do Comando Nacional dos Bancários conquistou em negociação com a direção do banco, na sexta-feira (23), no hotel Maksou Plaza em São Paulo, o pagamento de R$ 3 mil a título de gratificação. 
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando, explicou que o início das negociações foi motivado pelo HSBC estar saindo do Brasil e ter atingido uma lucratividade baixa neste ano. “A PLR dos trabalhadores deve ter valor irrisório, em torno de R$ 250, por isso negociamos mais esse pagamento de R$ 3 mil, que será efetuado em parcela única, junto com a primeira parcela da PLR, o que deve acontecer em até dez dias após a assinatura do acordo”, afirmou.
O valor será pago aos funcionários que estão nos níveis de 13 a 24. Segundo o HSBC, 71% dos bancários terão direito a receber os R$ 3 mil. A proposta, construída após a negociação com a Fenaban, também será votada pelos bancários do HSBC na assembleia dos bancos privados de segunda-feira (26).
Atualizada em 26/10/2015
Fonte: Contraf-CUT

Greve conquista reajuste de 10% em salários, PLR e piso e 14% para os vales. Comando orienta a aceitação da proposta em assembleia

Proposta da federação dos bancos será votada em assembleias na segunda-feira (26) e prevê entre 63% e 72% de anistia dos dias parados

24/10/2015
Elaine Cunha - Contraf-CUT
Para Comando Nacional, proposta é resultado da grande luta feita pela categoria - Elaine Cunha - Contraf-CUT
Para Comando Nacional, proposta é resultado da grande luta feita pela categoria
A Fenaban procurou o Comando Nacional dos Bancários, que estava em plantão neste sábado (24), para apresentar uma proposta global de encerramento da Campanha Nacional 2015. Além dos reajustes de 10% para os salários, para a PLR e para o piso e o de 14% para os vales refeição e alimentação, já ofertados na sexta-feira (23), os banqueiros aceitaram abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas.
Serão considerados para efeito de compensação os dias de paralisação de 6 de outubro a 26 de outubro de 2015. Assim, um dia após a assinatura do acordo, os trabalhadores compensariam, no máximo, uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro. De acordo com a Fenaban, a proposta só é valida até segunda-feira. 
A nova proposta da Fenaban, apresentada no 19º dia da greve, significa a manutenção do modelo que vinha sendo colocado em prática nos últimos anos, de reposição integral da inflação mais aumento real e abono parcial dos dias parados. Na proposta inicial, que levou os bancários à greve, os banqueiros se negavam até mesmo a repor a inflação do período e tentaram reconstruir um modelo ultrapassado de abono salarial.
“Os banqueiros tentaram impor uma derrota a categoria, inicialmente com um reajuste abaixo da inflação. A greve reverteu essa tentativa. Depois, a Fenaban queria, para punir os grevistas, o pagamento ou a compensação total das horas. Mais uma derrota para os bancos. Foi uma surpreendente vitória da unidade e da determinação da nossa categoria. Sem a forte greve que fizemos não teria sido possível!”, comemorou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional.
Para Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando,  em meio a um cenário de crise econômica e aumento do desemprego, a luta dos trabalhadores conseguiu derrotar os banqueiros. “Esse resultado foi alcançado graças à pressão dos trabalhadores, que não podem ser punidos pelo seu direito à mobilização”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando. “A proposta apresentada representa mais um ano em que os bancários conseguirão garantir seu poder de compra. Estamos num ano de recessão, não crescimento, desemprego maior, com categorias fechando acordos até abaixo da inflação. Diante desse cenário, a luta dos bancários representa uma vitória contra os bancos que queriam impor perdas à categoria”, ressaltou a dirigente.
Em razão desta conquista, o Comando Nacional orienta os sindicatos a realizar assembleias na segunda-feira (26) e indica a aceitação da nova proposta, que garante aumento real de salário pelo décimo segundo ano consecutivo. Até lá, a greve continua.
Comando Nacional dos Bancários orienta aprovação da proposta da CaixaLeia aqui
Funcionários do Banco do Brasil conquistam reivindicações específicas. Leia aqui
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Saúde – Os bancos apresentaram um termo de entendimento a ser assinado entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário com mesas específicas para tratar de ajustes na gestão das instituições de modo de reduzir as causas de adoecimento e afastamento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.

A nova proposta da Fenaban
Reajuste: 10 %.
Pisos: Reajuste de 10%.
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.377,62
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.976,10
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 (que inclui R$ 470,75 de gratificação de caixa e R$ 222,60 de outras verbas de caixa).
PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$10.845,92. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 23.861,00.
PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 4.043,58.
Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54 % do salário mais fixo de R$ 1.213,07 limitado a R$ 6.507,55. Da parcela adicional, 2,2 % do lucro líquido do primeiro semestre, limitado a R$2.021,79.  O pagamento do restante será feito até 01 de março de 2016.
Auxílio-refeição: de R$ 26 para R$29,64 por dia.
Cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52
13ª cesta-alimentação: de R$431,16 para R$491,52
Auxílio-creche/babá: de R$ 358,82 para R$ 394,70 (para filhos até 71 meses). E de R$ 306,96 para R$ 337,66 (para filhos até 83 meses).
Requalificação profissional: de R$ 1.227,00 para R$1.349,70

Histórico
A entrega da minuta de reivindicações dos bancários aconteceu em 11 de agosto. A partir daí foram realizadas cinco rodadas de negociações. Em 19 de agosto, foi debatido emprego. Nos dias 2 e 3 os temas foram saúde, condições de trabalho e segurança. Em 9 de setembro, Igualdade de oportunidades. A rodada extra do dia 15 de setembro discutiu adoecimento da categoria. E, no dia 16 de setembro, remuneração.
No dia 25 de setembro, a Fenaban não só frustrou, como agiu de forma desrespeitosa com os bancários, ao apresentar uma proposta para a categoria, com um reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00
Depois de 16 dias de greve, no dia 20 de outubro, a Fenaban apresentou uma nova proposta, de 7,5% de reajuste. No dia seguinte, o índice foi de 8,75%. Ambos foram recusados na mesa.
Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do Banco do Brasil conquistam reivindicações específicas

O Comando Nacional orienta aprovação da proposta nas assembleias que serão realizadas em todo o Brasil

24/10/2015
Contraf-CUT
Proposta foi apresenta nesta sábado (24), em São Paulo - Contraf-CUT
Proposta foi apresenta nesta sábado (24), em São Paulo
A proposta específica apresentada pelo Banco do Brasil ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Empregados (CEF), neste sábado (24), traz respostas para vários segmentos dentro banco. A orientação do Comando Nacional é que seja analisada em seu conjunto como avanço dentro do funcionalismo.
Segurança nas portas giratórias, o compromisso de o BB pagar a PLR dos cedidos na Cassi, que traz economia para nossa Caixa de Assistência, itens de isonomia para oriundos de bancos incorporados e inclusão de caixas, escriturários e atendentes de SAC e CABB podendo conquistar bolsa de graduação são alguns dos destaques da proposta.
Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, destacou que os temas dos grupos de trabalho com prazo de início e fim e com relatório de conclusão serão de extrema importância para a categoria. “Nós trataremos de ascensão profissional, prevenção de conflitos e saúde do trabalhador. Estes grupos de trabalho são uma conquista, pois além dos temas base, em um deles debateremos o fim dos códigos de greve para evitar a pressão sobre os funcionários diante do direito de reivindicar”, explicou.
“A greve no BB foi fundamental para conseguirmos romper a intransigência dos bancos e conseguirmos aumento sem perda, além de romper uma lógica de desconto dos dias parados. Este ponto foi tratado com grande cuidado pelo comando, pois entendemos o grande esforço dos grevistas que sustentaram a nossa pressão nas mesas de negociação”, completou Wagner Nascimento.
As horas negativas que poderão ser convertidas em abono não se referem a horas de greve. Estas terão sistema de compensação específico.
Por todo o conjunto de propostas apresentadas pelo Banco, a manutenção do modelo de PLR e ainda a proposta de reajuste conquistada na luta pelas bancárias e pelos bancários de todo o Brasil, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta.

Proposta PLR – Principais exemplos
Cargo                                                                                                  Quantidade de salários
Primeiros gestores                                                                                       1,86
Demais gestores                                                                                            1,59      
Primeiro nível assessoramento UE                                                        1,59
Gerência média                                                                                                             1,56
Demais analistas e assessores                                                                 1,56
Comissionados, FG e FC (plenos)                                                           1,48

Valores Fixos
Escriturário                        4.952,94
Caixa executivo                               5.420,74

Proposta completa das reivindicações específicas Banco do Brasil
Clausuladas:
  • Será permitido o provimento transitório das funções de Gerente de Relacionamento e Gerente de Serviços em Unidades de Negócios nos casos de ausência por licença-saúde a partir do 61º dia de afastamento consecutivo.
  • Aumentar em 20% o valor do auxílio-creche-dependentes com deficiência a partir da constatação da deficiência.
  • Serão estendidos aos funcionários egressos de Bancos incorporados optantes pelo regulamento de pessoal do Banco os seguintes benefícios:
Perícia Odontológica (PAS)
Deslocamento para tratamento de saúde no País (PAS)
Doação ou recepção de órgãos e tecidos – transplante (PAS)
Remoção táxi aérea (PAS)
Licença para acompanhar pessoa enferma da família (Lapef)
  • Será concedida aos funcionários que exercem a função atendentes no SAC e prerrogativa do prazo de carência de 1 ano para a concorrência à remoção e nomeação via TAO.
  • O saldo de horas não trabalhadas correspondente ou superior a uma jornada de trabalho poderá ser compensado com a utilização de folgas e abonos.
  • A ausência autorizada de um dia útil por ano para acompanhamento em internação hospitalar de cônjuge, companheiro (a), inscritos no Banco ou no INSS, filho e pais, poderá ser utilizada em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.
  • As ausências autorizadas de dois dias úteis por ano para acompanhar filho ou dependente, menores de 14 anos a consulta/tratamento médico-odontológico, poderão ser utilizadas em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.
  • As ausências autorizadas de dois dias úteis por ano para acompanhar o filho ou dependente com deficiência em consulta/tratamento médico-odontológico, poderão ser utilizadas em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.
  • O Banco facultará a ausência de funcionários eleitos, que não sejam representantes sindicais de base ou dirigentes sindicais, limitado a 60 funcionários por ano, para a participação do Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e da Contraf-CUT.
  • Será permitida a utilização das ausências do representante sindical de base eleito para participação no evento da posse.
  • Serão instituídas mesas temáticas sobre ascensão profissional, prevenção de conflitos, resultados do PCMSO, e saúde no trabalho com o prazo de 120 dias para a conclusão a partir da data de instalação.
  • Oferta de 4 mil bolsas de estudo para cursos de graduação, destinadas aos funcionários não graduados, mediante processo seletivo a ser lançado em 2016, observados critérios e procedimentos a serem publicados nas Instruções Normativas Corporativas.
  • As novas agências do Banco do Brasil, aquelas que forem relocalizadas e as que passarem por reformas de grande vulto serão dotadas de equipamento de detecção de metais, exceto quando forem consideradas de baixo risco pela área competente do Banco.
  • Não será exigida a trava de relacionamento (365 dias) para nomeações até o final de 2015.
  • Os funcionários cedidos à Cassi serão incluídos no ACT-PLR.
  • Ressarcimento dos custos com inscrição para a prova de Certificação legal CPA para os escriturários, caixas executivos e atendentes (SAC e CCABB). O ressarcimento se dará a partir de janeiros de 2016, mediante o atendimento das seguintes condições, cumulativamente:
  1. Não ter certificação legal vigente CPA-10 e CPA-20
  2. Ter concluído com aprovação o curso de capacitação para a CPA-10 disponibilizando no Portal UniBB (código Educa 2983), previamente à aprovação na Certificação legal, mediante registro no cadastro de formação profissional
  3. Apresentar o requerimento de ressarcimento em até 45 dias após a aprovação na certificação legal, conforme definição em normativo específico.

  • Benefício – Gestação Alto Risco: abonar horas para a realização de até 4 consultas e exames por mês e autorizar adição como escriturária no interesse da funcionária, mediante indicação médica.
  • Oportunidades para funcionários de PSO: implementar ações de integração entre PSO e agências que abrangem oportunidades de capacitação, adição cruzada entre escriturários, revisão de parâmetros TAO e estágios.
Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários orienta aprovação da proposta da Caixa

Resistência, unidade e determinação da categoria asseguraram avanços na Campanha Nacional

25/10/2015
Cetano Ribas - Contraf-CUT
Caixa apresentou proposta neste domingo, em São Paulo - Cetano Ribas - Contraf-CUT
Caixa apresentou proposta neste domingo, em São Paulo
A Caixa apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), neste domingo (25), em São Paulo, vigésimo dia de greve nacional, uma nova proposta para as reivindicações específicas dos empregados, a qual inclui a aplicação do reajuste de 10% em todos os níveis das tabelas salariais, para a PLR e para o piso, reajuste de 14% para os vales refeição e alimentação, PLR adicional de 4% do lucro, distribuída igualmente.
Destacam-se também a suspensão da terceira onda do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), fim dos 15 minutos de pausa para mulheres antecedendo a jornada extraordinária (em localidades onde não existem ações judiciais), retorno do adiantamento odontológico (a partir de janeiro de 2016), devolução dos dias descontados em mobilizações em defesa da Caixa 100% Pública e contra a terceirização, e promoção por mérito para 2017, no plano de carreira.  Reivindicações pontuais dos empregados nas mesas de negociações com o banco durante toda a Campanha Nacional.
O Comando Nacional considera a proposta positiva, resultado da unidade da categoria, e orienta sua aprovação nas assembleias marcadas para esta segunda-feira (26), em todo o Brasil. Assim como fez em relação às propostas da Fenaban e do Banco do Brasil.
“Além da vitória da luta da categoria geral, conseguimos avanços em pautas específicas. Temos muito a avançar ainda, mas a resistência, a unidade, a nossa determinação, em impedir que nossos salários fossem reduzidos, serão importantes em nossas próximas campanhas. O Comando avaliou positivamente o resultado da nossa campanha e indica sua aprovação nas assembleias”, destaca Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
“Após meses de construção e três semanas em greve, conseguimos chegar ao resultado que representa todo nosso esforço, não demos por encerrada nossa luta, esta foi apenas uma etapa, a Caixa ainda nos deve muito, como, por exemplo, as contratações. Está dado o limite deste período, porém a luta continua!”, afirma Genésio Cardoso, coordenador em exercício da CEE/Caixa.
Confira as principais propostas específicas da Caixa:
Reajuste Salarial – A Caixa aplicará reajuste de 10% nos salários e pisos, mesmo percentual definido na mesa da Fenaban. Assim como, os 14% de reajuste nos vales refeição, alimentação e 13ª cesta. 
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
PLR Regra Fenaban
I - Regra Básica
90% da remuneração base ajustada em setembro de 2015, acrescido do valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92, de acordo com as regras estabelecidas em Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
II – Parcela Adicional
2,2% do lucro líquido apurado no exercício de 2015, distribuído igualmente para todos os empregados elegíveis, de acordo com as regras estabelecidas em ACT.
PLR adicional da Caixa
4% do lucro líquido no exercício de 2015, distribuído igualmente para todos os empregados elegíveis, de acordo com as regras estabelecidas em ACT.
PLR Parcela Complementar
A Caixa garantirá no mínimo uma remuneração base a todos os empregados, ainda que a soma da PLR Fenaban e PLR adicional não atinja este limite.
Antecipação da PLR
60% do valor total da PLR devida, a ser paga em até 10 dias após assinatura do ACT.
Horas extras - Manutenção da cláusula referente à prorrogação da jornada de trabalho, assegurando-se o pagamento, com adicional de 50% sobre o valor da hora normal, ou a compensação das horas extraordinárias, realizadas na proporção de 1 hora realizada para 1 hora compensada e igual fração de minutos e pagamento de 100% das horas extras realizadas em agências com até 20 (vinte) empregados. 

Incentivo à elevação da escolaridade - Serão oferecidas 1600 bolsas de incentivo à elevação da escolaridade, na seguinte forma: até 300 para graduação, até 500 para pós-graduação e até 800 para idiomas.
Ausências permitidas - Para efeito de ausência permitida para levar cônjuge, companheiro(a), pai, mãe, filho(a), enteado(a) ou dependente menor de 18 anos, ao médico.  A Caixa propõe alterar de até 2 dias, para 12 ou 16 horas, conforme a jornada do empregado, de 6 ou 8 horas.
Promoção por mérito -  ano base 2016 - Realizará sistemática avaliação em 2016, para promoção por mérito em 2017, referente ao ano base de 2016, dos empregados ativos em 31.12.2016, com, no mínimo, 180 dias de efetivo exercício em 2016.
Comissões de Conciliação - A Caixa se compromete a renovar a assinatura do ACT que regulamenta a Comissão de Conciliação por ocasião do seu vencimento.
Além da manutenção dos temas Jornada de Trabalho e Auxílio-Alimentação, terá a inclusão do tema Natureza Salarial do Auxílio-Alimentação, dentre os assuntos passíveis a serem conciliados, a partir de janeiro de 2016.
Fonte: Contraf-CUT

Acordo entre MPT e Santander prevê respeito a intervalo de descanso e jornada

26/10/2015
O Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou assinatura de um acordo com o Banco Santander para que a instituição financeira respeite o intervalo de descanso dos funcionários e deixe de estender a jornada de bancários além do limite legal. De acordo com o MPT, a empresa deve parar de burlar o registro de ponto para encobrir irregularidades.
O banco deverá pagar uma indenização de R$ 5 milhões por lesão aos direitos difusos, ou seja, direitos de um coletivo caracterizado pela invisibilidade, presente na hierarquia da instituição. O Santander é obrigado a realizar o pagamento até o dia 18 de dezembro.
O acordo assinado implica que outras ações movidas pelo MPT contra o banco percam sua validade imediatamente. A contrapartida é que o Santander deve apresentar até 30 de janeiro de 2016 comprovações de iniciativas eficazes contra os abusos cometidos com os empregados da instituição.
A decisão anterior ao acordo, proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, compreendia a condenação com R$ 10 milhões de multa para o banco. O Santander reagiu e entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que marcou a audiência de conciliação, que levou à decisão atual.
Redigido pelo relator do processo no TST, desembargador Francisco Rossal de Araújo, o acordo impõe que o banco respeite a jornada de trabalho do bancário de seis horas diárias e 30 horas semanais, sendo que a prorrogação não pode exceder a duas horas por dia. A validade compreende os empregados que não exerçam cargos de gestão, conforme texto da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT, artigo 224, parágrafo segundo).
Outra obrigação prevista na CLT, que o banco deverá respeitar, é a pausa do trabalhador. Intervalos de 15 minutos, no mínimo, aos empregados com jornada de seis horas diárias e uma hora para os que trabalham oito horas. Caso descumpra a decisão, a empresa deverá pagar R$ 5 mil por cada irregularidade.

Fonte: RBA - Redação - http://www.contrafcut.org.br/noticias/acordo-entre-mpt-e-santander-preve-respeito-a-intervalo-de-descanso-e-jornada-b93e

domingo, 25 de outubro de 2015

BB apresenta proposta global ao funcionalismo

Direção da empresa propõe a manutenção do modelo de distribuição semestral da Participação nos Lucros e Resultados, aplicação de índice de 10% no salário, 14% nos vales da Fenaban e para questões específicas. Comando Nacional dos Bancários indica aprovação da proposta
São Paulo - O Comando Nacional dos Bancários indica que o funcionalismo do Banco do Brasil aprove a proposta global da direção da empresa às questões específicas da Campanha Nacional Unificada 2015 na assembleia que será na segunda-feira 26, a partir das 17h, no Centro Social Hakka Brasil (Rua São Joaquim, 460, Liberdade).

A proposta da empresa, apresentada em negociação neste sábado 24, prevê a aplicação do índice de 10% nos salários e de 14% nos vales refeição e alimentação. Além disso, a manutenção do formato do pagamento semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, além dos módulos bônus e Fenaban.
> Proposta da Fenaban para reajuste: 10% no salário; 14% no vale
Abono é perda no salário do trabalhador

Valores da PLR - Os valores a serem pagos seriam: escriturário: R$ 4.952,94; Caixa: R$ 5.420,74; 1º gestor: 1,86 salário; comissionado: 1,48 salário; gerência média: 1,56 salário; assessores: 1,56 salário (veja tabela à esquerda).

“A mobilização conjunta da categoria foi essencial para impedir que os bancos impusessem perdas salariais. Agora é essencial que todos reflitam sobre a proposta do BB e compareçam à assembleia. Os bancos queriam impor um reajuste abaixo da inflação, mas nossa unidade nacional e firmeza impediu que eles derrotassem a categoria. Nossa indicação é que a proposta seja aprovada pelos trabalhadores, pois entendemos que não conseguiremos avança mais”, dia o diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga. "A conjuntura econômica e política do país é difícil e outras categorias do setor público que entraram em greve não tiveram tanto avanço como nós, neste ano. Saímos de 5,5%, o que era uma derrota, e chegamos nos 10%, representando manutenção do poder de compra."

No que se refere aos dias parados da greve, caso a proposta seja aceita, será utilizado o mesmo formato proposto pela federação dos bancos. Dessa forma,  não haverá desconto e a compensação resultaria em abono de 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz de oito horas. A compensação, seria para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos.

“O BB queria descontar ou compensar todos os dia da greve. Nós reivindicamos a anistia. A proposta sobre os dias parados é mais uma vitória da mesa unificada”, defende João Fukunaga.


Jair Rosa - 24/10/2015
(Atualizado às 18h18 de 24/10/2015)
http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13021