sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016


Congresso Nacional aprova licença-paternidade de 20 dias


Na semana passada, o Senado Federal aprovou o Marco Legal da Primeira Infância, que prevê um conjunto de medidas de proteção aos primeiros seis anos de vida da criança. Entre elas, a ampliação da licença-paternidade dos atuais cinco dias para 20 dias, inclusive em casos de adoção. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.
Conforme o projeto do Marco Legal da Primeira Infância, o novo prazo para licença dos pais, se sancionado, não será obrigatório, valendo apenas para empregadores que aderirem ao Programa Empresa-Cidadã, a exemplo da licença-maternidade ampliada de 180 dias. Assim que a lei for sancionada, a CONTEC vai propor aos bancos a adesão da nova licença paternidade.
O texto do Marco Legal da Primeira Infância estabelece como questões prioritárias a saúde, alimentação, educação, convivência familiar e comunitária, assistência social, cultura, lazer, espaço e meio-ambiente. Ele determina, por exemplo, que gestantes e famílias com crianças na primeira infância recebam orientação e formação sobre maternidade e paternidade responsáveis, aleitamento materno, alimentação complementar saudável, crescimento e desenvolvimento infantil integral, prevenção de acidentes e educação sem uso de castigos físicos. Os legisladores querem com isso ajudar na formação e consolidação dos vínculos afetivos, além de estimular o desenvolvimento integral da criança de 0 a 6 anos.
Fonte: Agência Senado e Agência Brasil
Diretoria Executiva da CONTEC

Itaú pagará o percentual do teto da PLR de 2,2 salários

O banco ainda não definiu a data de pagamento dos valores. A Contraf-CUT continua cobrando a antecipação da 2ª parcela da PLR


Fachada do Banco Itaú
Fachada do Banco Itaú
O Banco Itaú informou que vai pagar o percentual do teto da PLR de 2,2 salários e o valor teto da PLR Adicional será de R$ 4.043,58. Para a PCR (Participação Complementar de Resultado) haverá o pagamento da diferença de R$2.285,00 (adiantamento) do valor a ser pago R$ 2.395,00, em razão do ROE em 2015 ter sido de 23,9%. O banco ainda não definiu a data de pagamento.
De acordo com o secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Mauri Sergio Martins de Souza, o percentual do teto para a PLR já era esperado pelos bancários. “Estas premissas para o pagamento da PLR eram esperadas tendo em vista o lucro recorde do Itaú deste ano, que foi arrancado diante de um ambiente de trabalho estressado, em que os bancários e bancárias tiveram que bater as metas a qualquer custo. Vale ressaltar que o pagamento do teto de 2,2 salários equivalerá a aproximadamente 4,3% do lucro líquido do Itaú em 2015. Ou seja, nem pagando o teto se alcança 5% do lucro do banco”, concluiu.
Segundo Mauri, a Contraf-CUT continua cobrando a antecipação do pagamento da segunda parcela do PLR. “Devido ao acúmulo de despesas que os bancários e bancárias têm no início do ano, por conta dos tributos e gastos familiares, a Confederação solicita às instituições financeiras que façam o pagamento em data antecipada”, justificou.
Lucros nas alturas e postos de trabalhos eliminados
Vale lembrar que em 2015, o banco Itaú obteve um lucro recorde de R$ 23,8 bilhões, o maior na história do sistema financeiro brasileiro, o que representa um crescimento de 15,6% em relação ao de 2014. Mas, em contrapartida extinguiu 2.711 postos de trabalho. O número de cortes foi maior no último trimestre do ano passado. Dos 2.711 empregos eliminados, 1.009 foram entre outubro e dezembro de 2015. Além disso, o banco fechou 120 agências ao longo de 2015 e encerrou o ano com 3.816 unidades no país.
Nenhum desses números se justifica, já que apenas com as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, que em 2015 somaram R$ 30,8 bilhões (elevação de 11%), o Itaú cobre 165% do total de suas despesas com pessoal.
Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Veja as regras do Plano de Apoio à Aposentadoria da CAIXA


A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL divulgou os detalhes do novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) da empresa para seus empregados. O período de adesão será de hoje (01/02) até o dia 31 de março de 2016.

Quem optar pelo PAA deverá atender algumas exigências como:
- Estar aposentado pelo órgão oficial da Previdência Social (INSS) até o dia 29 de abril de 2016;
- Estar com idade mínima de 48 anos até 29 de abril de 2016; e,
- Possuir no mínimo 10 anos de CAIXA até 29 de abril de 2016.

O novo PAA prevê o pagamento de apoio financeiro no valor de CINCO REMUNERAÇÕES base do empregado, considerando como referência a data de 20 de janeiro de 2016. Como se trata de verba de caráter indenizatório, não haverá incidência de Imposto de Renda.

Os empregados, que resolverem aderir ao PAA e já são optantes do Saúde CAIXA, poderão permanecer no plano com as mesmas regras para os beneficiários aposentados.

Em caso de dúvidas e esclarecimentos, a CAIXA orienta que os empregados busquem a CEPES25, das 8h às 18h, nos telefones (61) 3521-7390/7391.

Diretoria Executiva da CONTEC

Cade diz que compra do HSBC pelo Bradesco é complexa e decide aprofundar análise


 A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU), considerar "complexo" o ato de concentração que prevê a aquisição, pelo Banco Bradesco, de 100% do capital social do HSBC Serviços e Participações. Com isso, o órgão antitruste decidiu aprofundar a análise do negócio por meio de novas diligências.

De acordo com a Superintendência, "a instrução realizada até o momento apontou que a operação eleva o nível de concentração bancária, gerando a necessidade de se analisar, de forma cuidadosa, a eventual propensão a aumentos de preços para os consumidores na oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros". O negócio foi fechado em agosto de 2015, por US$ 5,2 bilhões. 

Dentre as novas diligências, será solicitado, ao Departamento de Estudos Econômicos do Cade, elaboração de estudo quantitativo a respeito de impactos concorrenciais decorrentes da operação, e as empresas terão de apresentar, a critério delas, as eficiências econômicas geradas pela operação.
Além disso, as companhias também poderão apresentar estudos quantitativos ou qualitativos que possam mitigar as eventuais preocupações concorrenciais identificadas pela Superintendência-Geral.

A Superintendência ainda avisa na lista das providências que está aguardando "informações diversas já solicitadas às requerentes e concorrentes do mercado e ainda pendentes de resposta".
Com o aprofundamento da avaliação do negócio, a Superintendência-Geral do Cade informa que, se for o caso, poderá pedir ampliação do prazo de análise da operação, que foi notificada ao órgão em novembro do ano passado.

Fonte: Estadão e Contec

Caixa desrespeita e trabalhadores responderão com Dia de Luta

Na primeira negociação da mesa permanente deste ano, o banco mostrou que vai manter a postura de intransigência aos compromissos assumidos com a categoria

29/01/2016
Agência Fenae
Entidades e empregados vão organizar protesto nas redes sociais para 25 de fevereiro e 2 de março - Agência Fenae
Entidades e empregados vão organizar protesto nas redes sociais para 25 de fevereiro e 2 de março
A primeira reunião da mesa permanente em 2016, nesta quinta-feira (28), foi marcada pelo desrespeito do banco às reivindicações dos trabalhadores. Mesmo após a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ter protestado na abertura dos debates contra a postura intransigente nas últimas negociações, a empresa manteve a mesma posição em relação à maioria dos temas.
Os representantes da Caixa insistem em respostas evasivas e na disposição de manter o descumprimento de cláusulas acordadas nas duas últimas campanhas salariais. Sobre contratação, o posicionamento do banco foi ainda pior. Além de ter não ter previsão de convocar novos concursados, os interlocutores da direção anunciaram a abertura de um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. A empresa espera o desligamento de aproximadamente 1.500 empregados.
Segundo Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Juventude da Contraf-CUT e funcionária da Caixa, esta postura do banco deixa clara a falta de responsabilidade social e compromisso com os seus funcionários. “Acordo é para ser cumprido. Uma vez desrespeitado um compromisso assumido em mesa de negociação, cabem aos funcionários intensificar suas mobilizações e protestos”, destacou.  
“É um total desrespeito com os empregados e com o processo de negociação. A Caixa não cumpre nem mesmo os itens homologados em acordos coletivos”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus. Vestidos de preto, em forma de protesto contra a intransigência da empresa, os membros da Comissão Executiva cobraram o cumprimento dos pontos acordados. 
A CEE/Caixa enfatizou que as medidas da atual gestão são contrárias à importância do banco para o país. Para os representantes dos empregados, é preciso fortalecer a empresa e assegurar melhorias nas condições de trabalho. “O enxugamento do quadro funcional compromete a atuação da Caixa, e essa não é a empresa que queremos e que a sociedade precisa. Lutamos por um banco 100% público, que respeite seus trabalhadores e que contribua para o desenvolvimento econômico e social do país”, disse Eliana Brasil, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e integrante da CEE.
Acordo é para ser cumprido!
Dos pontos da pauta da negociação permanente desta quinta-feira, cinco dizem respeito ao descumprimento de questões acertadas com as representações dos trabalhadores. Três são relacionados ao cumprimento do ACT 2014/2015: contratação, destinação do superávit do Saúde Caixa e promoção por mérito. Outros refere-se a uma pendência da campanha salarial 2015: proposta para retorno do Adiantamento Assistencial Odontológico. Outros dois itens em discussão foram: incêndio da agência barco em Curralinho (PA) e reestruturação das GIRETs.
“A resposta dos trabalhadores à falta de compromisso da Caixa será a mobilização”, avisou Dionísio Siqueira, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e também membro da CEE/Caixa. Já nos próximos dias, Contraf-CUT vai orientar os sindicatos e as federações a realizarem duas ações em defesa da Caixa 100% Pública e contra o desrespeito da direção. A primeira deverá ocorrer em 25 de fevereiro nas redes sociais. Já no dia 2 março, será realizado um Dia Nacional de Luta, com ações em todo o país.
Contratação
Se a falta de pessoal já é grave nas unidades de todo o país, o problema ficará ainda pior. A Caixa confirmou que um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) será aberto a partir do dia 1º de fevereiro, no qual o banco esperar desligar em torno de 1.500 empregados. As adesões vão até 31 de março, e o prazo para desligamento será de 15 de fevereiro a 29 de abril. Os representantes da empresa disseram que não haverá reposição das vagas, mas realocação de pessoal para as agências, sem informar como isso ocorrerá.
Ao ser questionada sobre o cumprimento da cláusula 50 do ACT 2014/2015, que previa a contratação de mais 2 mil empregados até 31 de dezembro do ano passado, a empresa alegou que cumpriu o que estava no acordo. Conforme os interlocutores da empresa, de 1º de setembro de 2014 até o final de 2015 foram contratados 2.102 trabalhadores.
Os membros da CEE rebateram a informação, argumentando que quando o ACT foi fechado o banco contava com 101 mil empregados. “Quando concordamos com a cláusula de mais dois mil empregados era para que a Caixa chegasse aos 103 mil trabalhadores autorizados pelo órgão controlador. Mas o que ocorreu foi uma redução drástica do quadro de pessoal. No final do ano, a empresa estava com quase cinco mil trabalhadores a menos. Os empregados trabalham sobrecarregados e estão adoecendo, e o atendimento à população está péssimo”, frisou Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e membro da Comissão.
A Comissão Executiva chamou atenção ainda para o comprometimento da qualidade do serviço prestado pela Caixa, que nos últimos meses tem liderado o ranking de reclamações do Banco Central.
Saúde Caixa
A CEE também cobrou, na mesa, o cumprimento da cláusula 42 do ACT 2014/2015, que prevê a destinação do superávit do plano de saúde dos empregados da Caixa. Em 26 de maio do ano passado, foi homologada na mesa de negociação permanente proposta com três medidas: redução do percentual de coparticipação de 20% para 15%, inclusão da remoção por ambulância no rol de serviços e a extensão de programas de qualidade de vida aos dependentes e titulares aposentados e pensionistas.
A redução da coparticipação deveria entrar em vigor em janeiro deste ano, o que não aconteceu. A Caixa alegou que a proposta, apesar de contar com o referendo das áreas técnicas da empresa envolvidas na discussão e dos trabalhadores, foi debatida e rejeitada pelo Conselho Diretor. A proposta da empresa foi que o tema voltasse para o GT Saúde Caixa para formulação de uma nova alternativa, o que foi rejeitado pela CEE/Caixa.
“A direção do banco tem que cumprir o que é acordado com as representações dos empregados. O prazo inicial previsto para conclusão dos debates sobre o superávit era 15 de dezembro de 2015, data sugerida pela própria Caixa. Após três adiamentos por parte da empresa, as discussões do GT foram concluídas e a proposta referendada na mesa permanente. No mínimo, podemos chamar isso de apropriação indébita”, argumentou Luiz Ricardo Maggi, representante na Fetrafi-RJ/ES na Comissão Executiva dos Empregados.
Adiantamento Odontológico
Apesar da Caixa ter assumido o compromisso no encerramento da campanha salarial de que até o dia 31 de dezembro do ano passado apresentaria uma solução para retomada do Adiantamento Assistencial Odontológico, a empresa chegou à mesa de negociação sem nenhuma proposta. Os representantes do banco argumentaram que não havia previsão de quando isto iria acontecer, e que os técnicos da área não conseguiram encontrar uma saída para o problema. Após a pressão dos membros da CEE, os interlocutores da empresa se comprometeram, mais uma vez, a apresentar uma proposta em até 30 dias.
Reestruturação 
Os representantes da Caixa admitiram pela primeira vez que um projeto piloto de reestruturação está sendo executado em Brasília. A CEE solicitou detalhes sobre as mudanças, mas a empresa argumentou que por se tratar de um piloto nada pode ser divulgado no momento. “Essa falta de transparência não é de hoje. Sempre que solicitamos esclarecimentos sobre boatos de reestruturação, especialmente na retaguarda, o banco alegou que estava realizando estudos”, lembrou Fabiana Matheus. Segundo a Caixa, o Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC) está suspenso por conta da reestruturação. 
Promoção por mérito
Os interlocutores do banco reafirmaram que os reajustes da promoção por mérito serão creditados na folha salarial de fevereiro, com valores retroativos a janeiro. Eles explicaram que o adiamento ocorreu devido a uma inconsistência no sistema, mas não repassaram informações sobre as porcentagens de trabalhadores que receberão um ou dois deltas, bem como os que não alcançaram promoção em 2015. Esses dados devem ser apresentados à comissão que formulou a sistemática até 5 de fevereiro.
As regras da promoção por mérito 2015, com reflexos neste ano, foram definidas por uma comissão paritária e divulgadas no dia 25 de maio do ano passado. Foi uma das conquistas da campanha salarial de 2014. A sistemática garantiu um delta com 40 pontos, 10 a menos que na metodologia anterior. Também foram considerados critérios subjetivos, que garantiram até 20 pontos.
Ampliação dos fóruns
A Caixa anunciou que devido à avaliação positiva dos seis pilotos dos fóruns regionais de condições de trabalho (Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo), estes serão ampliados para todo o país. Uma reunião do fórum nacional foi agendada para 16 de março, quando serão definidos os detalhes sobre a expansão para todas as Gipes. Essas instâncias foram uma conquista da campanha salarial 2014. As entidades também avaliaram como positiva a implantação dos pilotos.
A Comissão Executiva dos Empregados cobrou um posicionamento sobre a agência barco da Ilha de Marajó, no Pará, que foi destruída durante incêndio no dia 21 de janeiro. Não houve vítimas. A Caixa informou que está investigando o acidente e que começou avaliar uma nova embarcação para retomar as atividades em 90 dias. Segundo o banco, os empregados receberam a assistência necessária e estão trabalhando em suas unidades de origem.
“Na reunião da mesa permanente de 26 de maio, alertamos a Caixa sobre as condições de funcionamento nas agências barco, sobretudo em relação à estrutura física e à questão de segurança. Pelo jeito a empresa não tomou nenhuma providência no sentido de averiguar problemas existentes”, relatou Wandeir Severo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEE/Caixa.
Os representantes da Caixa informaram ainda que assim que for divulgado o balanço de 2015, o que só deve ocorrer na última semana de fevereiro, será paga a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados. O ACT 2015/2016 prevê que isso deve ocorrer até 31 de março. No ano passado, a segunda parcela foi creditada no dia 28 de fevereiro.
Fonte: Agência Fenae - http://www.contrafcut.org.br/noticias/caixa-desrespeita-e-trabalhadores-responderao-com-dia-de-luta-22d9

Itaú nega solicitação da Contraf-CUT para antecipar pagamento da PLR

Solicitação também foi feita a outras instituições em função da concentração de despesas assumidas pelos funcionários dos bancos entre janeiro e fevereiro

29/01/2016
Contraf-CUT
Contraf-CUT
O Banco Itaú negou a solicitação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), enviada na quinta-feira (28), de antecipar o pagamento da 2ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente ao exercício de 2015.
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, explica que o pedido feito a todos os bancos foi motivado em função da concentração de despesas (tributos e gastos familiares) assumidas pelos trabalhadores do banco entre os meses de janeiro e fevereiro. “Outros bancos já deram um sinal positivo, antecipando este benefício que é fruto do suor dos bancários e das bancárias. Já o Itaú negou e nem explicou o porquê. Esperamos que eles reconsiderem essa posição”, disse.
O Itaú-Unibanco S.A. divulgará os resultados relativos ao 4º trimestre de 2015 no dia 2 de fevereiro de 2016.
Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias/itau-nega-solicitacao-da-contraf-cut-para-antecipar-pagamento-da-plr-dc0b

Santander informa Contraf-CUT que pagará PLR cheia no dia 19 junto com PPRS

29/01/2016

Foto divulgação
O Santander pagará na folha de fevereiro, que sai na sexta-feira (19), a segunda parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o valor do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS). A forma de pagamento foi comunicada nesta sexta-feira (29) para a Contraf-CUT.
PLR
Em razão do impacto do lucro de R$6,2 bi, os valores de PLR regra básica e adicional ocorrerão pelo teto, sendo:
- Regra básica: 2,2 salários (limitado a R$23.861,00, conforme a CCT)
 - Adicional: R$ 4.043,58 (limite individual da parcela adicional da PLR. O valor é determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do exercício de 2015, pelo número total de empregados elegíveis, como consta da CCT)                                         
PPRS
O valor da PPRS- Programa de Participação nos Resultados Santander será de R$ 2.016,00.  No acordo específico é garantido este valor mínimo, que será recebido integralmente por quem não recebe outros programas. Os funcionários que já receberam de outros programas - renda variável, por exemplo-  devem descontar o valor recebido deste total.
Veja abaixo uma simulação dos valores a serem recebidos, de acordo a faixa salarial.  Destes valores deverá ser descontada a antecipação da PLR recebida em novembro e haverá incidência de imposto de renda na fonte.

Fonte: Contraf-CUT com informações Seeb SP - http://www.contrafcut.org.br/noticias/santander-informa-contraf-cut-que-pagara-plr-cheia-no-dia-19-junto-com-pprs-08bd

PLR no Bradesco vem antes do Carnaval e é cheia

Antecipação do crédito foi solicitada pelo Sindicato e o banco confirmou pagamento para dia 5; carta foi endereçada a todos os bancos
São Paulo - O Bradesco foi o primeiro banco a responder a solicitação do Sindicato em adiantar o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco informou que fará o crédito na sexta-feira 5 anterior ao Carnaval. O pagamento será de 2,2 salários, mais o valor adicional, descontando-se o que foi antecipado em novembro do ano passado.

De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, as instituições financeiras têm até 1º de março para depositar, mas o lançamento dos balanços dos bancos dá plenas condições para o pagamento antecipado. A solicitação foi feita por carta, na terça 26, a todos as empresas. O Bradesco divulgou, nesta quinta 28, lucro de R$ 17,8 bilhões em 2015.

> Bradesco lucrou R$ 17,8 bilhões em 2015
> Sindicato cobra antecipação do pagamento da PLR

Regra da PLR – A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica corresponde a 90% do salário do bancário mais uma parte fixa de R$ R$ 2.021,79 (limitado ao valor individual de R$ 10.845,92). O montante a ser distribuído deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro (com teto de R$ 23.861).

Parcela adicional – Os funcionários do Bradesco também receberão a parcela adicional que determina a distribuição de 2,2% do lucro – ou seja, todos recebem o mesmo valor –, com limite de R$ 4.043,58.

Antecipação - A título de antecipação, os bancários receberam em novembro de 2015 a primeira parcela da PLR, ou 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07, limitado a R$ 6.507,55 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco (o que ocorrer primeiro) apurado no primeiro semestre deste ano. O adicional foi 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015 dividido igualmente, com o teto de R$ 2.021,79.

PLR sem IR – Desde 2013, fruto da mobilização do movimento sindical, os bancários também têm direito a uma tabela de tributação exclusiva da PLR, que garante isenção para quem recebe até R$ 6.677,55 e descontos a partir desse valor. Assim, todos pagarão menos imposto de renda, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

É importante lembrar que a tributação se dá sobre a PLR da CCT somada ao valor dos programas próprios de participação nos lucros de cada banco. E também que a cobrança da Receita tem como referência todos os valores recebidos dentro do ano fiscal, ou seja, a segunda parcela da PLR do ano anterior, que é paga até março, e a primeira parcela da PLR do ano corrente, paga no segundo semestre.

Por exemplo, se o trabalhador receber agora R$ 5 mil como segunda parcela da PLR 2015, não terá nenhum desconto de IR, mas o tributo será recalculado quando for creditada a primeira parcela da PLR 2016. Ainda assim, os bancários pagam bem menos imposto graças à conquista da tabela progressiva.

Vale destacar ainda que o desconto ocorre sempre na fonte, já que as novas regras estabelecem que a PLR não faz parte dos valores contabilizados na declaração de ajuste anual.


William De Lucca – 28/1/2016 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13913

Direção da Caixa abre pacote de maldades

Em total desrespeito aos empregados e ao papel do banco público, representantes da instituição lançam novo Plano de Apoio à Aposentadoria e afirmam que não haverá novas contratações; dirigentes sindicais convocam trabalhadores para se mobilizar
São Paulo – A retomada das negociações específicas com a Caixa Federal escancarou as verdadeiras intenções da direção da empresa: piorar as condições de trabalho e o atendimento à população, além de esvaziar o papel do banco público.

Na reunião da quinta-feira 28, os interlocutores do banco anunciaram a abertura na segunda-feira 1º de fevereiro de um novo PAA (Plano de Apoio a Aposentadoria) destinado a quem estiver aposentado pela Previdência Social até 31 de março deste ano e com mais de 48 anos de idade. De acordo com o banco, cerca de 11 mil trabalhadores em todo o país reúnem essas condições.

Esse será o segundo PAA em menos de um ano. O de março de 2015 resultou na saída de cerca de 3 mil bancários.

O impacto desse tipo de medida pode ser avaliado pela liderança da Caixa no ranking de reclamações do Banco Central em sete dos doze meses do ano passado.

> Direção torna Caixa campeã em reclamações 

Mesmo com essas sucessivas reduções no quadro e seus reflexos danosos, os representantes do banco afirmaram: não haverá novas contratações.

“Não aceitamos essa política que aumentará a sobrecarga e o adoecimento entre os trabalhadores. Nossa resposta será a mobilização, com protestos, além de intensificar, junto à população, a coleta de assinaturas por mais empregados”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Dionísio Reis, acrescentando que o banco descumpriu a cláusula 50 do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2014 que determinava a contratação de mais 2 mil funcionários até o final de 2015. “Em vez disso, saíram 3 mil colegas devido ao PAA. Não aceitamos esse desrespeito e vamos tomar medidas para que cumpram o acordo. Querer reduzir ainda mais a quantidade de trabalhadores está na contramão do que vem sendo debatido pelo governo federal para que haja mais oferta de crédito. Para fazer isso, os bancários têm de ter condições adequadas de trabalho nas agências e departamentos.”

> BB e Caixa ajudaram na alta de corte de empregos

Concursados – Dionísio critica ainda o descaso com os aprovados no concurso de 2014 que aguardam convocação. “A direção da empresa não pode simplesmente fechar os olhos a essa situação. Por isso é importante os concursados também engrossarem a mobilização pela ampliação do quadro. O Ministério Público do Trabalho, inclusive, está acompanhando e abriu inquérito contra a instituição para que seja prorrogada a validade do concurso de 2014.”

Reestruturação – Questionado sobre a reestruturação nas Girets (Gerências de Retaguarda), os negociadores do banco se limitaram a responder que foi colocado em prática um projeto-piloto em Brasília.

A empresa também informou que o PSI (Processo Seletivo Interno) está suspenso devido à reestruturação.

Promoção por mérito – A instituição reiterou que o crédito da promoção por mérito ocorrerá em fevereiro, mas retroativo a 1º de janeiro. Também ficou de informar em 5 de fevereiro a quantidade de trabalhadores com um ou dois deltas e quantos não terão direito. Cada delta representa reajuste de 2,33% na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS).

PLR – A publicação do balanço da Caixa Federal está prevista para o final de fevereiro. Diante disso, uma ressalva no acordo aditivo do banco permite o pagamento entre 1º e 31 de março (na CCT a data limite é 1º de março). Mas o Sindicato reivindica a antecipação.

Saúde Caixa – A Caixa também negou a redução da coparticipação aos assistidos baseada no superávit do plano. O movimento sindical vai insistir no tema, pois a Caixa já havia concordado, em mesa de negociação, em diminuir essa cobrança de 20% para 15% já a partir de janeiro deste ano. Os negociadores do banco afirmaram que essa redução não ocorreu porque foi rejeitada pelo Conselho Diretor da Caixa.

“Os empregados arcam com 30% e a Caixa com 70% para custear o Saúde Caixa. Na prática, os assistidos desembolsam bem mais que esse percentual pois, além da mensalidade, pagam  coparticipação por exames. Isso resulta em superávit que já atinge R$ 700 milhões e é obrigação da direção do banco discutir com os trabalhadores a destinação desses recursos”, explica Dionísio Reis. “A redução da coparticipação é uma das formas, como também é a melhoria no atendimento e investimentos em programas de prevenção.” Dionísio reforça que baixar o valor da coparticipação não oneraria em nada o Saúde Caixa e ainda beneficiaria o banco que teria uma redução nos gastos com o plano na mesma proporção que os trabalhadores. “Essa negativa do alto escalão chega a ser irresponsável.”

Fóruns regionais – A reunião avaliou, ainda, a atuação dos seis fóruns regionais sobre condições de trabalho nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília. As iniciativas foram consideradas positivas e, em nova reunião sobre esse tema marcada para 16 de março, será definida a ampliação para todo o país.


Jair Rosa – 28/1/2016 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=13925

Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 23,4 bilhões em 2015


O Itaú Unibanco reportou lucro líquido de R$ 23,4 bilhões no ano de 2015, uma alta de 15,4% em relação a 2014, quando o valor total ficou em R$ 20,2 bilhões. No quarto trimestre, a cifra foi a R$ 5,7 bilhões, elevação de 3,22% ante o mesmo período de 2014. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, porém, foi identificada retração de 4,15%, uma vez que a soma chegou a R$ 5,945 bilhões,
No quarto trimestre de 2015, os destaques foram, conforme explica o Itaú em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, os crescimentos de 1,1% da margem financeira com clientes, de 7,9% das receitas de prestação de serviços e de 35,4% da recuperação de créditos baixados como prejuízo. "Houve também redução de 44,2% da margem financeira com o mercado e aumentos de 6,4% das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDDs) e de 1,9% das despesas não decorrentes de juros", acrescenta o banco, no documento.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, que inclui avais, fianças e títulos privados, fechou dezembro em R$ 585,504 bilhões, declínio de 0,9% na comparação com a cifra de setembro, de R$ 590,674 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 559,694 bilhões, os empréstimos cresceram de 4,6%. Se calculada com base na conversão da carteira em moeda estrangeira (dólar e moedas dos países da América Latina), foi vista estabilidade e queda de 2,9%, nesta ordem.
O Itaú Unibanco fechou dezembro com R$ 1,359 trilhão em ativos totais, montante 12,4% superior ao registrado em 12 meses, de R$ 1,209 trilhão. Na comparação com setembro, quando estavam em R$ 1,323 trilhão, o crescimento ficou em 2,8%.
O patrimônio líquido do banco chegou a R$ 106,462 bilhões no quarto trimestre, aumento de 11,1% em 12 meses e 3,0% ante os três meses anteriores. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) foi a 22,0% no quarto trimestre contra 23,3% no terceiro. Em um ano, estava em 24,0%. No ano de 2015. Fechou estável em 23,5%.
Resultado recorrente. O Itaú anunciou também lucro líquido recorrente de R$ 5,773 bilhões no quarto trimestre, aumento de 2,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 5,660 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 6,117 bilhões, foi registrada retração de 5,6%.
Dentre os eventos não recorrentes no quarto trimestre ante um ano, o Itaú cita, em relatório que acompanha suas demonstrações contábeis, provisão para contingências, amortização de ágio e outros.
Em 2015, o lucro líquido recorrente do banco totalizou R$ 23,832 bilhões, incremento de 15,6% em relação a 2014, quando ficou em R$ 20,619 bilhões. A diferença se deve, conforme destaca o Itaú, pela majoração da alíquota da contribuição social (CSLL) no valor de R$ 3,988 bilhões, R$ 2,793 bilhões em PDDs, provisão para contingências e outros.
O retorno (ROE) recorrente do Itaú ficou em 22,3% ao final de dezembro contra 24,0% ao término de setembro. Em um ano, estava em 24,7%. No exercício fechado de 2015, a rentabilidade recuou 0,1 ponto porcentual, para 23,9%. 

Fonte: Isto é Dinheiro / Terra

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Santander confirma pagamento de PLR para 19 de fevereiro

Lucro do Santander cresce 13,2% em 2015, mas condições de trabalho não melhoram

27/01/2016
Contraf-CUT
Contratação de funcionários não corresponde às necessidades com o aumento do número de clientes - Contraf-CUT
Contratação de funcionários não corresponde às necessidades com o aumento do número de clientes
O Santander confirmou, neta quinta-feira (28), a antecipação da PLR para o dia 19 de feveiro. O pagamento será efeutado juntamente com o pagamento do programa próprio de remuneração PPRS.
O Santander obteve em 2015, lucro líquido gerencial de R$ 6,6 bilhões, com crescimento de 13,2% em relação à 2014. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 12,8%, com crescimento de 1,3 ponto percentual em doze meses. O lucro obtido no Brasil representou 19% do lucro global que foi de € 6,566 bilhões (alta de 12,9% em relação a 2014). Os bons resultados, entretanto, não se refletiram nas remunerações, em contratações suficientes e na melhoria das condições de trabalho no banco.
Segundo a análise feita pelo Dieese, a holding encerrou o ano de 2015 com 50.024 empregados, com aumento de 715 postos de trabalho em relação a 2014. Foram abertas 10 agências nesse período e o número de cliente cresceu em 1,3 milhão.
“Os funcionários no Santander não se sentem reconhecidos por contribuírem diretamente para  bons resultados que banco apresentou em 2015. As contratações aumentaram cerca de 1,5% em comparação ao ano anterior, mesmo com o aumento de clientes, a abertura de novas agências e o excesso de trabalho, que há muito tempo é realidade na maioria dos locais”, afirma Mario Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionário do Santander.  
O Santander foi o primeiro dos grandes bancos a publicar o balanço do ano passado, uma vez que os resultados já foram apresentados, a Contraf-CUT está entrando em contato para que seja feito o adiantamento do pagamento da PLR-Participação nos Lucros e Resultados. Além da PLR, os funcionários do Santander também devem receber a PPRS- Programa de Participação nos Resultados Santander.
Banco foi favorecido com aumento da taxa de juros
O banco também se favoreceu com o aumento do aumento das taxas de juros O crescimento das receitas com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic e elevação nos índices de preços. No Santander, essas receitas apresentaram crescimento de 68,1%, totalizando R$ 29,5 bilhões.
Tarifas pagam despesas com sobra
A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 7,3% no período, totalizando R$ 11,9 bilhões. As despesas de pessoal subiram 9,4%, atingindo R$ 8,1 bilhões. Assim, em 2015, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 146,9%.

Veja aqui a íntegra da análise do Dieese.
Fonte: Contraf-CUT

Bradesco antecipa parcela da PLR para 5 de fevereiro

Em 2015, o Bradesco obteve um Lucro de R$ 17,873 bilhões, crescimento de 16,4% em relação a 2014

28/01/2016
Contraf-CUT
A holding encerrou o ano de 2015 com 92.861 empregados, com redução de 2.659 postos de trabalho - Contraf-CUT
A holding encerrou o ano de 2015 com 92.861 empregados, com redução de 2.659 postos de trabalho
O Bradesco informou, nesta quinta-feira (28), para a Contraf-CUT que irá pagar a PLR na sexta-feira, dia 5 de fevereiro, véspera de carnaval. O cálculo do benefício será feito em cima do lucro do banco, anunciado na quarta-feira (27).
“Parabéns aos trabalhadores (as) que mesmo num ano difícil para a economia, se superaram, demonstrando a falácia da dita crise, pois, o crescimento do Lucro ultrapassa 16%. Só o trabalho produz riqueza”, exaltou Gheorge Vitti, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco.
Lucro exorbitante
Em 2015, o Banco Bradesco obteve um Lucro Líquido Gerencial de R$ 17,873 bilhões, com crescimento de 16,4% em relação a 2014. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 20,5%, com crescimento de 0,4 p.p. em doze meses.
A Carteira de Crédito Expandida do banco cresceu 4,2% em doze meses e atingiu R$ 474 bilhões (no trimestre houve queda de 0,1%). As operações com pessoas físicas cresceram 4,5% em relação a 2014, chegando a R$ 147,7 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 326,3 bilhões e tiveram alta de 4,0% em doze meses. Essa carteira apresentou queda de 0,9% no último trimestre do ano em relação ao anterior. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias apresentou alta de 0,6 p.p. no período, ficando em 4,1%.  As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) também subiram (43,7%), totalizando R$ 20,6 bilhões.
O crescimento das receitas com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic e elevação nos índices de preços, apresentando um crescimento de 22,5%, totalizando R$ 39,5 bilhões. A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 7,6% no período, totalizando R$ 19,3 bilhões. As despesas de pessoal subiram 2,9%, atingindo R$ 14,3 bilhões. Assim, em 2015, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 134,7%.
É importante salientar que, em 2015, houve impacto significativo dos impostos diferidos (ou créditos tributários) no resultado do banco. Os créditos tributários totalizaram R$ 8,2 bilhões, em 2015, enquanto no ano passado houve uma despesa com os impostos (IR e CSLL) de R$ 4,8 bilhões. Segundo o relatório do banco, esse valor “Inclui, basicamente, (i) a variação cambial de ativos e passivos, derivados de investimentos no exterior; (ii) a equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (45%) demonstrada; e (iii) as deduções incentivadas”.
A holding encerrou o ano de 2015 com 92.861 empregados, com redução de 2.659 postos de trabalho em relação a 2014. Foram fechadas 152 agências nesse período.
Veja aqui a íntegra da análise do Dieese
Fonte: Contraf-CUT

Lucro do Bradesco sobe 9% no 4º trimestre, a R$ 4,353 bilhões


O banco Bradesco anunciou nesta quinta-feira (28) que teve lucro líquido de R$ 4,353 bilhões no quarto trimestre, alta de 9% sobre igual período de 2014. O lucro ajustado da instituição foi de R$ 4,562 bilhões nos três últimos meses de 2015. A previsão média de analistas era de R$ 4,298 bilhões. (Com Reuters)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016


Lucro líquido gerencial do Santander soma R$ 1,607 bi no 4º trimestre (+5,65)


O Santander Brasil inaugurou a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto ao anunciar lucro líquido gerencial, que não exclui o ágio da compra do Real, em R$ 1,607 bilhão no quarto trimestre de 2015, cifra 5,65% maior que a vista em um ano, de R$ 1,521 bilhão. Em relação aos três meses anteriores, houve queda de 5,9%.
O lucro líquido gerencial do Santander Brasil superou em 5,86% a projeção de analistas consultados peloBroadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A expectativa média de cinco casas (BTG Pactual, Safra, UBS e outras duas que preferiram não ser identificadas) indicavam resultado de R$ 1,518 bilhão.
Broadcast considera que o resultado veio em linha com as estimativas do mercado quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.
No ano passado, o resultado gerencial do Santander totalizou R$ 6,624 bilhões, aumento de 13,2% em relação a 2014, de R$ 5,850 bilhões. O banco explica, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que se beneficiou de créditos tributários não ativados no montante de R$ 800 milhões.
"Este benefício foi compensado integralmente nas linhas de margem financeira bruta e provisões de crédito de liquidação duvidosa, portanto sem impacto no lucro líquido", esclarece o Santander, no documento.
No conceito societário, que considera eventos não recorrentes, o lucro líquido do Santander no Brasil foi a R$ 1,167 bilhão no quarto trimestre de 2015, incremento de 101,9% ante mesmo período do ano passado, de R$ 578 milhões. Já o resultado do ano somou R$ 6,998 bilhões, elevação de 223,8%.
A carteira de crédito ampliada do Santander totalizou R$ 330,946 bilhões ao final de dezembro, retração de 0,3% na comparação com setembro, de R$ 331,922 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 310,593 bilhões, foi visto avanço de 6,6%.
O Santander encerrou dezembro com R$ 677,454 bilhões em ativos totais, cifra 14,8% maior que a registrada em um ano, de R$ 589,956 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, o montante foi 3,6% inferior.
O patrimônio líquido do Santander Brasil alcançou R$ 50,673 bilhões ao término de dezembro, elevação de 0,4% ante um ano, de R$ 50,453 bilhões. Em relação à cifra de setembro, foi identificada queda de 4,3%. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco (ROE, na sigla em inglês), excluindo o ágio, ficou em 12,4% no quarto trimestre contra indicador de 12,8% nos três meses anteriores. Em um ano, teve melhora de 1,3 ponto porcentual.
O Santander realiza nesta quarta-feira, 27, às 11h, coletiva de imprensa para comentar os resultados de 2015. Será a primeira conversa oficial de Sérgio Rial, que assumiu o comando do banco este ano, com jornalistas.
Pelo resultado divulgado na Espanha, o Santander Brasil gerou lucro de 1,631 bilhão de euros para o grupo, alta de 13,5% na comparação com 2014. Assim, o País respondeu por 19% do lucro da empresa no ano passado - mesma fatia de 2014 - mantendo-se como a segunda subsidiária mais lucrativa, atrás do Reino Unido, responsável por 23% do lucro do ano.

Fonte: UOL

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Bradesco e HSBC divulgam aprovação da transferência do controle das operações do HSBC Brasil para o Bradesco

A conclusão da operação está sujeita, ainda, à aprovação dos demais órgãos reguladores competentes, dentre eles o CADE

05/01/2016
O Bradesco e o HSBC informaram, nesta terça-feira (5), que o Banco Central aprovou da venda das operações do HSBC Brasil para o Bradesco. A conclusão da operação está sujeita, ainda, à aprovação dos demais órgãos reguladores competentes, dentre eles o Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento das formalidades legais.
O Banco Bradesco S.A. (“Sociedade”) comunicou ao mercado, aos seus acionistas, clientes e funcionários que a aprovação da aquisição de 100% do capital social do HSBC Bank Brasil S.A. – Banco Múltiplo e do HSBC Serviços e Participações Ltda. pela Sociedade. Já o HSBC divulgou um comunicado para seus funcionários pela intranet.
O Banco Central também autorizou a criação do HSBC Banco de Investimentos, por meio do qual o HSBC pretende continuar a atender grandes corporações em suas necessidades internacionais após a concretização da venda.
O início das operações do HSBC Banco de Investimentos, portanto, está condicionado à concretização da venda das operações do HSBC Brasil, após a aprovação completa dos órgãos reguladores.
O comunicado do HSBC termina com o alerta de que “neste momento, não nenhuma mudança no HSBC Brasil ou no dia a dia das nossas operações e nossos colaboradores devem continuar trabalhando normalmente.”
Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Fenaban decepciona bancários na última reunião do ano para debater igualdade de oportunidades

A principal frustação ficou por conta da campanha nacional conjunta de combate ao assédio sexual


Jaílton Garcia - Contraf-CUT
Apesar de definir o calendário de debates para 2016,  temas importantes não avançaram - Jaílton Garcia - Contraf-CUT
Apesar de definir o calendário de debates para 2016, temas importantes não avançaram
Decepcionados. Foi assim que os dirigentes sindicais saíram da última reunião do ano com a Fenaban para debater igualdades de oportunidades, realizada em São Paulo, nesta terça-feira (15). Apesar de definir o calendário de debates para 2016, os temas alguns temas importantes não avançaram. Já estão agendadas quatro reuniões: na segunda quinzena de fevereiro, na última semana de abril; na segunda semana de julho e após a assinatura do acordo da Campanha Nacional de 2016. “A postura da Fenaban ficou muito aquém da nossa expectativa. Embora os temas importantes tenham sido abordados, os resultados práticos foram muito pequenos”, lamentou Fabiano Paulo da Silva Junior, secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
A principal frustação ficou por conta da campanha nacional conjunta de combate ao assédio sexual. Os bancos se comprometem a reforçar a comunicação e sensibilização interna, mas não aceitam fazer a campanha conjunta com movimento sindical, ao contrário do que foi sinalizado na campanha nacional 2015.
“A gente considera um retrocesso esse tipo de postura dos bancos num tema, comprovadamente, de extrema relevância. É uma violência, pois o agressor se utiliza de seu cargo e seu poder para subjugar sua vítima. É uma relação de poder calçada no machismo que é algo que lutamos para desconstruir. Queremos uma sociedade de iguais, sem discriminação de gênero, raça, orientação sexual, pessoa com deficiência, sem violência de gênero e sem assédio sexual”, afirmou Fabiano
 “É lamentável esse tipo de postura, uma vez que eles dizem que são sensíveis ao tema, e essa campanha de conscientização é fundamental para inibir esse tipo de prática dentro do espaço de trabalho. Esse é um assunto preocupa muito os trabalhadores, como mostrou a Consulta Nacional, na qual 12% da categoria elegeu o tema como prioridade na Campanha Nacional”, lembrou Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT. “Apesar disso, o movimento sindical vai trabalhar o tema como prioridade. Uma pena que não possa ser de forma conjunta, mostrando que patrões e empregados estão sensíveis a mesma causa”, completou Elaine.
Durante o encontro também, a Fenaban apresentou os dados sobre a participação das mulheres negras no setor. Em 2008, era 8,2% da categoria. Já no novo censo, esse número subiu para 11% e a PEA está 21,6%.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o aumento, sem dúvida, representa um avanço, mas os resultados continuam longe do esperado. "Depois de muitas cobranças do movimento sindical, a Fenaban finalmente apresentou os dados das mulheres negras no setor bancário. Os números de 2014 em relação a 2008, ainda é insuficiente. O dia a dia, mostra que os afrodescendestes ainda são invisíveis na categoria. Precisamos avançar mais."
A inclusão dos trabalhadores com PCD também foi debatido. Os representantes dos trabalhadores questionaram quais as ações em curso para avanço no cumprimento da cota de pessoas com deficiência. Os bancos afirmaram que o percentual de trabalhadores com deficiência no setor atualmente é de 3,6%, contra 1,8%, em 2008. A Fenaban alega que a dificuldade de contratação se deve à deficiência da educação pública.
“Nós discordamos desta avaliação. Embora tenha subido, nós consideramos insuficiente e está aquém do mínimo exigido pela lei, de 5%”, lembrou Fabiano. O tema de inclusão de trabalhadores com deficiência será retomado na primeira reunião do ano que vem.
Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Contraf-CUT e sindicatos cobram Itaú sobre demissões

Mudança do cálculo do Agir, que agora não terá mais impacto dos dias de greve também foi definida


Caetano Ribas
Forte mobilização contra demissões deve acontecer em todo o país - Caetano Ribas
Forte mobilização contra demissões deve acontecer em todo o país
A Contraf-CUT, federações e sindicatos, estiveram reunidos nesta quinta-feira (26) , em São Paulo,  com a direção do Itaú,  para discutir demissões e Agir, entre outros temas. Pelo banco, participaram Romualdo Garbos (RH), Marcelo Orticelli (Relações Sindicais), Carlos Sobrinho (Relações de Trabalho) e Marcos Aurelío (Relações Sindicais).
Os representantes dos bancários questionaram o Itaú sobre a existência de uma onda de demissões e fechamento de agências em todo o país, depois da campanha salarial. O banco afirmou que não há variação no número de demitidos em comparação ao ano passado e que não haverá demissão em massa. Os bancários pediram informações mais detalhadas e o banco ficou de apresentar na próxima reunião, que deve acontecer entre 15 e 17 de dezembro, mesmo período em que a COE-Comissão de Organização dos Empregados estará reunida em São Paulo.
Foi apresentada também a proposta de construção de uma agenda para reunião de três em três meses para acompanhar o nível de emprego dentro do Itaú, que foi aceita pelo bamco.
“Temos recebido muitas denúncias sobre demissões e se este processo continuar faremos uma campanha nacional de mobilização contra o Itaú”, afirma Jair Alves, coordenador da COE.
A Contraf-CUT também cobrou informações sobre o fechamento do prédio da São Cristovão, que tem em média 400 trabalhadores, anunciada ontem (25) ao Sindicato do Rio de Janeiro. O banco disse que vai realocar os funcionários da área comercial: “Reiteramos nossa preocupação com a garantia do emprego para o pessoal que trabalha no prédio” afirmou Jô Araujo, da COE.
Sobre o Agir, o banco disse que vai atender a uma antiga reivindicação sobre um ajuste do impacto dos dias da greve no cálculo da gratificação. A partir de agora, o banco vai usar a os últimos três meses como referência (julho, agosto e setembro), prevalecendo o que for mais vantajoso.  Os bancários reiteraram ainda, a reivindicação da revisão do impacto das férias no cálculo e o banco disse que vai avaliar.
“Depois de muita luta e muita insistência finalmente conseguimos que o banco entendesse que a greve é um direito do trabalhador, que não pode ser prejudicado na sua remuneração em virtude disso”, afirmou Mauri Sergio Martins de Souza, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT.
Outra informação importante durante a reunião foi a de que assistentes comerciais passarão a ser contratados como assistentes, com jornada de 6h, sendo que os que já trabalham continuarão na mesma função e jornada: “O número de assistentes comerciais é bastante representativo e o banco passa agora a respeitar a jornada dos bancários que é de seis horas”, destaca Jair.
 Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 26 de novembro de 2015


EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA


O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA, através de seu presidente abaixo assinado, convoca todos os Diretores Executivos, Diretores do Conselho Fiscal e Associados, quites com suas obrigações estatutárias, para Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada em 30 de novembro/2015, às 17h00min, em primeira convocação ou às 17h30min, em segunda convocação com qualquer numero de presentes, na sede da entidade sito à Rua Tibagi nº 3447, bairro Patrimônio Novo, em Votuporanga SP, para deliberações conforme a seguir:
1  -  Discussão, deliberação e aprovação da Proposta Orçamentária para 2016;
2  - Parecer do Conselho Fiscal – Cap.X; Art. 51; Item D; Parag. Único do Estatuto Social.



Votuporanga SP, 26/Novembro/2015


HARLEY APARECIDO VIZONÁ-Presidente

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Desemprego alcança 8,9% no terceiro trimestre, diz IBGE


O desemprego no país alcançou 8,9% no terceiro trimestre (julho, agosto e setembro) de 2015, informou hoje (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série iniciada em 2012. No trimestre anterior (abril, maio e junho), o indicador estava em 8,3%.
Os dados divulgados, que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua Trimestral (Pnad Contínua), indicam que a população desocupada no Brasil chegou a 9 milhões de pessoas.
A população ocupada, no terceiro trimestre, corresponde a 92,1 milhões de pessoas. A pesquisa indica, ainda, que cerca de 35,4 milhões de pessoas tinham, no terceiro trimestre, carteira de trabalho assinada no setor privado.
No terceiro trimestre do ano passado a taxa de desocupação foi 6,8%. A Bahia foi o estado que teve a maior taxa de desocupação (12,8%) e Santa Catarina a menor (4,4%). Entre os 27 municípios das capitais, Salvador registrou a maior taxa de desemprego (16,1%) e o Rio de Janeiro a menor (5,1%). 

Fonte: Agência Brasil - Nielmar de Oliveira

Bancos fecham 6.319 postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2015

Pesquisa mostra que a rotatividade também é alta, trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 56,1% menor que a remuneração dos dispensados



Nos primeiros dez meses deste ano os bancos que operam no Brasil fecharam 6.319 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta terça-feira (24) pela Contraf-CUT. O estudo é feito mensalmente, em parceria com o Dieese, e usa como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Eles eliminaram 3.980 empregos. O número também foi impactado pelos planos de aposentadoria incentivada promovidos pela Caixa e BB. Somente na Caixa foram fechados 2.356 postos.
"Acabamos de fechar com os bancos uma dura negociação e um dos pontos que mais insistimos foi a necessidade de convencionar salvaguardas para proteger empregos. Claro que os bancos não aceitaram isso.  Através da rotatividade continuam retirando do salário médio os impactos do aumento real. Isto significa que os bancos seguem demitindo altos salários e contratando bancários com salários mais baixos. Para piorar, estão demitindo mais do que contratando. Mostram o seu baixo compromisso com a realidade brasileira pois o setor que mais lucrou tinha, na verdade, que contratar mais.", afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.
Reduções por estados 
No total, 23 estados registraram saldos negativos de emprego. As reduções mais expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (-1126), São Paulo (-1088), Rio Grande do Sul (649) e Distrito Federal (-646). Já o Pará, foi o estado com maior saldo positivo, com geração de 132 novos postos de trabalho, seguido pelo Mato Grosso (74).
Rotatividade e salário 
De acordo com o levantamento da Contraf-CUT/Dieese, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta. Os bancos contrataram 27.503 funcionários e desligaram 33.822 nos primeiros dez meses. A pesquisa também revela que o salário médio dos admitidos pelos bancos foi de R$ 3.507,23, contra R$ 6.246,41 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 56,1% menor que a remuneração dos dispensados.
Desigualdade entre homens e mulheres 
A pesquisa mostra também que as mulheres, mesmo representando metade da categoria e tendo maior escolaridade, continuam discriminadas pelos bancos na remuneração. A média dos salários dos homens admitidos pelos bancos foi de R$ 3.855,43 entre janeiro e outubro. Já a remuneração das mulheres ficou em R$ 3.121,93, valor cerca de 23,5% inferior à remuneração de contratação dos homens.
A diferença de remuneração entre homens e mulheres é maior na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e outubro deste ano recebiam R$ 5.376,29, que representou 76,5% da remuneração média dos homens desligados dos bancos, de R$ 7.029,89.
Veja aqui a íntegra da pesquisa
Fonte: Contraf-CUT e Dieese