quarta-feira, 20 de abril de 2016
FUTEBOL - Quadrangular Regional de Bancários
1ª Partida Dia 29/04/2016 - Sexta-feira no
Clube dos Bancários em Votuporanga,
Fernandópolis x Jales
Horário: 19:30
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Santander, caixas não vendem!
Em mais uma das ideias do diretor de rede Marcelo Malanga, banco direciona caixas para vendas externas, provocando desvio de função e descumprindo acordo firmado com movimento sindical; bancários devem denunciar ao Sindicato, que exige o fim da prática
São Paulo – Algumas regionais do Santander estão direcionando caixas para efetuarem vendas fora da agência. Esses trabalhadores permanecem nas unidades bancárias só em dias de pico e, nos demais, são designados para trabalho externo.
Os bancários que enfrentam essa situação devem denunciar ao Sindicato, que vai exigir do banco o fim da prática. A denúncia pode ser feita pelo 3188-5200 ou pelo Fale Conosco (clique aqui e escolha o setor “Site”). O sigilo do denunciante é absoluto.
“Essa é mais uma das ideias geniais do senhor Marcelo Malanga [diretor de rede]”, critica a dirigente sindical e funcionária do Santander Lucimara Malaquias. “Além do desvio de função, que é muito grave, com essa atitude o banco ainda fere o acordo que tem com o Sindicato, que estabelece que caixas não têm a obrigação de vender e não podem ser avaliados pela venda de produtos”, acrescenta.
Outro grave problema que esse desvio de função pode causar: como o banco vai se responsabilizar caso ocorra algum acidente na rua com um caixa durante a jornada? “Se isso ocorrer, toda a responsabilidade de provar que estava a trabalho ficará a cargo do bancário, ficando o banco desobrigado de qualquer penalidade, já que a característica da atuação do caixa é dentro da agência”, frisa Lucimara.
Além disso, as agências ficam desfalcadas com a ausência desses trabalhadores, sobrecarregando os que permanecem na função dentro da agência, o que prejudica ainda mais o atendimento ao público.
“Banco é concessão pública, por isso tem o dever de ofertar um atendimento rápido e de qualidade aos clientes e tem a responsabilidade de garantir que seus funcionários tenham condições adequadas de trabalho”, afirma Lucimara. “Cobramos do Santander que cumpra com o acordo assinado e contrate mais trabalhadores”, finaliza a dirigente.
Redação – 4/4/2016 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=14480
Os bancários que enfrentam essa situação devem denunciar ao Sindicato, que vai exigir do banco o fim da prática. A denúncia pode ser feita pelo 3188-5200 ou pelo Fale Conosco (clique aqui e escolha o setor “Site”). O sigilo do denunciante é absoluto.
“Essa é mais uma das ideias geniais do senhor Marcelo Malanga [diretor de rede]”, critica a dirigente sindical e funcionária do Santander Lucimara Malaquias. “Além do desvio de função, que é muito grave, com essa atitude o banco ainda fere o acordo que tem com o Sindicato, que estabelece que caixas não têm a obrigação de vender e não podem ser avaliados pela venda de produtos”, acrescenta.
Outro grave problema que esse desvio de função pode causar: como o banco vai se responsabilizar caso ocorra algum acidente na rua com um caixa durante a jornada? “Se isso ocorrer, toda a responsabilidade de provar que estava a trabalho ficará a cargo do bancário, ficando o banco desobrigado de qualquer penalidade, já que a característica da atuação do caixa é dentro da agência”, frisa Lucimara.
Além disso, as agências ficam desfalcadas com a ausência desses trabalhadores, sobrecarregando os que permanecem na função dentro da agência, o que prejudica ainda mais o atendimento ao público.
“Banco é concessão pública, por isso tem o dever de ofertar um atendimento rápido e de qualidade aos clientes e tem a responsabilidade de garantir que seus funcionários tenham condições adequadas de trabalho”, afirma Lucimara. “Cobramos do Santander que cumpra com o acordo assinado e contrate mais trabalhadores”, finaliza a dirigente.
Redação – 4/4/2016 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=14480
Cade formaliza aprovação de compra do HSBC por
Bradesco com restrições
Órgão
condicionou a aprovação do negócio à celebração de um acordo. Operação entre
Bradesco e HSBC Brasil foi anunciada no ano passado por US$ 5,2 bilhões
04/04/2016 às 12:01 - Atualizado em 04/04/2016 às 12:03

Bradesco
comprou a operação brasileira do HSBC(Vanderlei
Almeida/AFP)
A
Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
recomendou ao Tribunal do órgão a aprovação da compra do HSBC Brasil pelo
Bradesco, mas impôs restrições. A condição do órgão é a de que bancos assinem
acordo em controle de concentrações proposto pelas instituições financeiras.
O Cade já
havia afirmado que o negócio era "complexo", apontando a necessidade
de se analisar "de forma cuidadosa" eventual tendência de aumento de
preços para os consumidores por conta do negócio.
"A
Superintendência-Geral concluiu que o ato se insere em um mercado com
evidências bastante claras de ausência de competição efetiva, com elevadas
margens de lucro e baixa eficiência operacional, resultando em serviços mais
caros e de menor qualidade para os consumidores, em um mercado com elevados
custos de troca", disse a Superintendência-Geral em parecer. Ela
acrescenta que, embora a participação de mercado do HSBC Brasil seja baixa, a
operação não poderia ser aprovada sem restrições.
Assim, a
Superintendência optou por negociar com os bancos medidas "comportamentais
que possam garantir maior nível de bem estar para os consumidores e promover
algum incremento de competição no mercado".
O acordo
para aprovação do negócio deve ser assinado entre o Cade e o Bradesco, tendo o
HSBC como interveniente. Ele envolve medidas agrupadas em quatro eixos:
comunicação e transparência, treinamentos dos servidores bancários, indicadores
de qualidade dos serviços e compliance. O Bradesco terá que comprometer-se a
implementar 16 medidas para eliminar preocupações concorrenciais encontradas
pelo Cade dentro desses quatro eixos.
A
Superintendência-Geral pode aprovar diretamente um ato de concentração sem
restrições ou então oferecer sua impugnação perante o Tribunal, quando entende
que ele deve ser rejeitado ou aprovado com condições, conforme o regimento
interno do Cade.
A operação
entre Bradesco e HSBC Brasil foi anunciada em agosto do ano passado por 5,2
bilhões de dólares.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Nova regra eleva aposentadorias em 57% e aumenta gastos da Previdência
Em vigor há oito meses, regra contribuiu para aumento do valor médio dos benefícios por tempo de serviço (Fábio Cherubini)
Criada com o intuito de aliviar no curto prazo o rombo da Previdência, a fórmula 85/95 – usada como alternativa para o cálculo da aposentadoria – teve um efeito oposto ao esperado pelo governo federal.
Criada com o intuito de aliviar no curto prazo o rombo da Previdência, a fórmula 85/95 – usada como alternativa para o cálculo da aposentadoria – teve um efeito oposto ao esperado pelo governo federal.
Aprovada em junho de 2015, a nova regra contribuiu para o aumento de 18,8% do valor médio dos benefícios concedidos por tempo de serviço em seis meses de vigência. Enquanto que em julho a média foi de R$ 2.029,19, em janeiro subiu para R$ 2.411,99. No período houve uma correção de 11% nos pagamentos.
Quando comparadas com os vencimentos por meio do fator previdenciário – mecanismo que reduz a aposentadoria conforme a idade do contribuinte – as aposentadorias pela 85/95 foram 57% mais altas, segundo o Ministério da Previdência Social.
Em oito meses, a média dos vencimentos liberados pelo
fator ficou em R$ 1.779,88. Já pela nova fórmula, os valores foram de R$ 2.792,29. Dos 142.482 benefícios concedidos neste período, os realizados pela nova regra representaram 40,7% do total. Os dados surgem em um momento em que a reforma da Previdência se mantém em compasso de espera, diante das turbulências do cenário político brasileiro.
fator ficou em R$ 1.779,88. Já pela nova fórmula, os valores foram de R$ 2.792,29. Dos 142.482 benefícios concedidos neste período, os realizados pela nova regra representaram 40,7% do total. Os dados surgem em um momento em que a reforma da Previdência se mantém em compasso de espera, diante das turbulências do cenário político brasileiro.
Paliativo
Quando aprovada, a regra 85/95 foi uma forma encontrada pelo governo de estancar temporariamente o rombo do INSS. Pela regulamentação, homens cuja idade e tempo de serviço somem 95 podem solicitar o valor integral do benefício. Para as mulheres, a soma deve ser 85.
Quando aprovada, a regra 85/95 foi uma forma encontrada pelo governo de estancar temporariamente o rombo do INSS. Pela regulamentação, homens cuja idade e tempo de serviço somem 95 podem solicitar o valor integral do benefício. Para as mulheres, a soma deve ser 85.
A fórmula é progressiva e tem aumentos de um ponto em 2017 e 2018, de dois pontos em 2019 e de três pontos em 2020. Com isso, a base passará a ser gradativamente maior, de 86/96, 87/97, 88/98 e assim sucessivamente.
Quantidade estável
A quantidade de benefícios concedidos nos 8 meses de vigência da regra se manteve estável. Em agosto e setembro de 2015, o número diminuiu em comparação com os meses anteriores. Uma das possíveis explicações são as greves do INSS no segundo semestre. Em outubro, novembro e dezembro houve alta expressiva no número de concessões.
A quantidade de benefícios concedidos nos 8 meses de vigência da regra se manteve estável. Em agosto e setembro de 2015, o número diminuiu em comparação com os meses anteriores. Uma das possíveis explicações são as greves do INSS no segundo semestre. Em outubro, novembro e dezembro houve alta expressiva no número de concessões.
Para o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Marcelo Caetano, apesar do resultado, ainda é cedo para avaliar os primeiros efeitos. Ele diz que uma das hipóteses para o aumento dos vencimentos seja a antecipação das aposentadorias entre os que aguardavam para obter um índice do fator mais favorável.
A tese é semelhante à defendida pelo Ministério da Previdência, que espera uma queda no curto prazo. “Os números mostram que não houve postergação, visto que a quantidade de aposentadorias não variou tanto. É preciso esperar mais tempo para dizer, mas é possível supor que as pessoas não mudaram tanto de comportamento e continuaram se aposentando mesmo com a nova regra”, afirma o economista.
Crítico da 85/95, o especialista em previdência Renato Follador afirma que o efeito já era esperado e que as perspectivas são de um aumento ainda maior. “A aprovação da fórmula foi um tiro no pé, porque havia um estoque grande de gente que com muito tempo de contribuição se aposentou pelo valor integral.”
A estimativa do governo é que o déficit da Previdência feche em R$ 129 bilhões neste ano. Para Follador, o número deverá ser maior. “Houve um aumento brutal na conta do governo. E a previsão é de um desastre econômico por conta disso, já que o governo não contava com esse aumento no valor da aposentadoria.”
Déficit da Previdência
Para o economista do Ipea Marcelo Caetano, caso o mercado de trabalho continue a se deteriorar, a previsão é que o rombo previdenciário seja maior que o projetado pelo governo. Segundo ele, a perda de postos de trabalho pode influenciar na queda de arrecadação por meio da folha de pagamento. “O desemprego derruba a arrecadação e pode elevar o déficit da previdência.”
Para o economista do Ipea Marcelo Caetano, caso o mercado de trabalho continue a se deteriorar, a previsão é que o rombo previdenciário seja maior que o projetado pelo governo. Segundo ele, a perda de postos de trabalho pode influenciar na queda de arrecadação por meio da folha de pagamento. “O desemprego derruba a arrecadação e pode elevar o déficit da previdência.”
O especialista em previdência Renato Follador acrescenta que, mesmo com o impacto da recessão, o prejuízo continuará a crescer caso não seja feita uma reforma do setor. “O déficit cresce sistematicamente desde 1996. E isso acontece porque temos um problema estrutural, e não conjuntural.”
Para ele, a existência de diferentes regras na aposentadoria coloca o sistema público em descrédito, o que abre espaço para a previdência privada e amplia a queda na arrecadação. Como uma possível saída, Follador defende o estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria e a manutenção do fator previdenciário. Fonte: Gazeta do Povo
Diretoria Executiva da CONTEC
Bancos continuam discriminando negros e pessoas com deficiência
Este foi o tema da audiência pública, realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, nesta segunda-feira
29/03/2016
Contraf-CUT

Presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), a mesa contou o dirigente sindical José Roberto Santana
“O resultado do processo de inclusão nos bancos”, este foi o tema da audiência pública, realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, nesta segunda-feira (28). Presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), a mesa contou o dirigente sindical José Roberto Santana da Silva, representando a Contraf-CUT, Alessandro de Miranda - procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, Frei David Santos- diretor-executivo da ONG Educafro e Mario Theodoro- consultor Legislativo do Senado.
A discriminação dentro do setor bancários foi destacado por todos. Pela Contraf-CUT, José Roberto Santana da Silva, relatou que os bancos não cumprem a cota de pessoas com deficiência que deveriam ser contratadas, nos termos da Lei 8.213/1991.
“Conforme o censo da Febraban de 2014, há 3,60% de PCD nas instituições financeiras, que por conta do alto número de funcionários deve preencher no mínimo 5% das vagas com pessoas com deficiência. Eles mesmos colocam que eles não cumprem a Lei de Cotas”, criticou o dirigente sindical.
Em relação à presença de negros e negras nos bancos, o diretor-executivo da ONG Educafro, Frei David Santos, disse as instituições não têm cumprido metas para a inclusão de afro-brasileiros. Ele também defendeu a criação de cotas para negros, já que correspondem a 53,7% da população, mas apenas 16% estão no quadro de funcionários das instituições financeiras.
“Subiu para 16% o número de negros por quê? Porque nós, negros, marcamos em cima, exigindo nossos direitos. Mas, mesmo assim, nesse ritmo, quantos anos a Febraban vai levar para atender a nossa real demanda? Nós, afro-brasileiros, somos 53,7% da população. Em quatro anos, a Febraban subiu em apenas quatro pontos percentuais a quantidade de negros contratados”, disse Frei David.
A Febraban foi convidada para a audiência, mas não mandou representante.
Ao final dos debates, o presidente da CDH, senador Paulo Paim, se comprometeu a promover o diálogo entre os sindicalistas, a Educafro e os bancos. Ele também anunciou que vai solicitar à Febraban dados consolidados sobre a inclusão de negros, deficientes e mulheres nas instituições financeiras.
Fonte: Contraf-CUT
quarta-feira, 23 de março de 2016
“Multa” do FGTS deve ser paga mesmo com decretação de falência por empresa
Entre os números pessimistas de 2016 está o aumento de mais de 15% dos pedidos de falência pelas empresas brasileiras no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado. Diante desse cenário, muitos empregados ou ex-funcionários de companhias que estão fechando as portas podem ter dúvidas sobre seus direitos. Afinal, quando a empresa decreta falência e dispensa os funcionários, a situação não se enquadra nem em rescisão arbitrária, nem em rescisão sem justa causa. Então, será que por isso o empregador está livre do pagamento da chamada “multa” do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos ex-funcionários?
Segundo o desembargador Marcelo Lamego Pertence*, a massa falida (empresa) não está desobrigada do pagamento em decorrência da decretação de falência, que é um dos riscos inerentes à atividade de empregador. Além disso, embora seja chamada vulgarmente de “multa”, este valor é, na verdade, uma indenização. Portanto, os 40% sobre os depósitos do FGTS deverão ser, sim, serem pagos.
Um caso recente da empresa gaúcha Bertin S.A. chama a atenção ao tema, já que ela foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho ao pagamento de um industriário demitido da Massa Falida da Curtipelli Indústria e Comércio de Couros Ltda.
Dessa maneira, mesmo que o contrato de emprego, em regra, seja por prazo indeterminado, a demissão do trabalhador é um poder da empresa, que, assim, pode rescindir unilateralmente os contratos que não lhe são mais necessários. Então, não sendo a dispensa ato ilícito, o acréscimo rescisório também não pode ser considerado multa.
O direito é garantido na Lei 8.036/90, artigo 18, parágrafo 1º, que estabelece que é do empregador a obrigação de pagar a indenização de 40% sobre os depósitos do FGTS quando dispensar seu empregado. O artigo 449 da CLT, por sua vez, dispõe que “os direitos oriundos da existência do contrato de trabalho subsistirão em caso de falência, concordata ou dissolução da empresa”.
*Com informações do TST
Fonte: Brasil Econômico
Diretoria Executiva da CONTEC
terça-feira, 22 de março de 2016
Tarifas bancárias sobem mais do que a inflação
Taxa de cheque administrativo teve reajuste de 72,11% em um ano
21/03/2016
REUTERS/Ueslei Marcelino

As tarifas bancárias subiram mais que a inflação em um ano
O desconto das tarifas bancárias estão pesando mais no orçamento dos clientes. Nos últimos doze meses, algumas das taxas cobradas pelos bancos subiram acima da inflação. A tarifa média de emissão do cheque administrativo que custava R$ 19,36 no ano passado, subiu para R$ 33.32, alta de 72,1%, frente a uma inflação de 10,3% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O levantamento dos valores médios das tarifas bancárias é feito pelo Banco Central.
A segunda via do cartão de débito que custava R$ 7,02, em março de 2015, subiu para R$ 7,93, um aumento de 12,96%. O custo maior dos serviços bancários também pesou para os poupadores que fazem retiradas em instituições parceiras dos bancos. A tarifa do saque da poupança em correspondente bancário teve aumento de 14,71%, de R$ 2,65 para R$ 3,04.
Os pacotes padronizados de serviços, que garantem uma quantidade mínima de serviços por um preço fixo mensal, também tiveram reajuste. Das quatro opções de pacotes permitidas pelo BC, duas tiveram reajuste acima da inflação. O pacote do perfil 4, com mais serviços agregados, subiu de R$ 70,18 para R$ 78,25, alta de 11,49%. O pacote do perfil 2, o mais barato com fornecimento de folhas de cheques, teve reajuste de 12,03%, de R$ 35,38 para R$ 39,75.
O Banco Central informou que as tarifas variam de acordo com a livre concorrência entre as instituições e que o levantamento dos valores médios é feito com informações fornecidas pelos próprios bancos.
Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), cada instituição financeira determina os preços de seus produtos acordo com sua estratégia comercial. Em nota, a federação ressaltou que "os aumentos devem ser aplicados a períodos superiores a um ano e não inferior a um ano". Além disso, os bancos divulgam suas tabelas de tarifas para facilitar a livre escolha dos clientes, que podem comparar os preços e os tipos de serviços oferecidos.
As informações sobre as tarifas cobradas pelos bancos estão neste link, no site da Febraban. Entre os cinco maiores bancos do país, o pacote de tarifas do perfil 2 varia entre R$ R$ 15,65 e R$ 17,50. Caixa (R$ 15,65), Santander (R$ 16,10), Banco do Brasil (R$ 16,80), Bradesco (R$ 17) e Itaú Unibanco (R$ 17,50).
Fonte: R7 e Contraf CUT
segunda-feira, 14 de março de 2016
STJ diz que FGTS entra na partilha em casos de separação do casal
Uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) estabeleceu que os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) recebidos durante o casamento integram o patrimônio comum do casal e entram na partilha de bens em caso de separação.
Esse entendimento vale com ou sem saque de valores do fundo durante o casamento e para relações com regime de comunhão parcial de bens.
A definição ocorreu durante análise da segunda seção do STJ, que seguiu a linha jurídica do voto apresentado pelo ministro Luis Felipe Salomão. Ainda cabe recurso da decisão ao próprio tribunal. A decisão, tomada por 5 votos a 4, ocorreu em um caso concreto, mas pode ser seguida por instâncias inferiores.
Segundo o Luís Felipe Salomão, se houver divórcio, há mecanismos para a Justiça requerer à Caixa Econômica Federal a divisão do FGTS do trabalhador referente ao percentual do cônjuge, relativo ao tempo do casamento.
Pelo entendimento, quando houver a hipótese legal de saque, como compra de imóvel, doença, o cônjuge passa a ter direito aos valores.
No julgamento, os ministros decidiram manter decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que determinou a partilha proporcional do FGTS utilizado pelo casal para compra de imóvel durante o casamento.
O TJ-RS também havia afastado da partilha do divórcio os valores doados pelo pai da ex-esposa para a compra do imóvel.
Relatora do processo, ministra Isabel Gallotti posicionou-se favoravelmente à divisão de valores sacados por ambos os cônjuges durante o casamento, de forma proporcional aos depósitos realizados no período, investidos em aplicação financeira ou na compra de quaisquer bens.
Fonte: Folha.com
Diretoria Executiva da CONTEC
quinta-feira, 10 de março de 2016
Segunda Parcela da PLR CAIXA deve sair sexta-feira (11/03)

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta última terça-feira (08/03) o balanço de 2015 e o lucro líquido registrado foi de R$ 7,2 bilhões. Agora, já é possível o cálculo e pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Conforme o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2016, a empresa tem até 31 de março para creditar os valores, no entanto, a CONTEC já formalizou o pedido de antecipação dos valores.
CÁLCULO DA PLR – Conforme ACT 2015/2016, a PLR será composta de 90% do salário reajustado em setembro de 2015 mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Além disso, será pago valor adicional de 2,2% do lucro líquido, dividido igualmente entre todos os funcionários até o limite individual de R$ 4.043,58 – e da PLR Social, que corresponde a 4% do lucro líquido distribuído de forma linear.
No acordo firmado, a Caixa já antecipou 60% do total da PLR em novembro passado.
É importante lembrar que há isenção ou descontos menores do Imposto de Renda sobre a PLR. Os bancários que ganham até R$ 6.677,55 de PLR estão totalmente livres do imposto.
Diretoria Executiva da CONTEC
terça-feira, 8 de março de 2016
Caixa lucra R$ 7,156 bilhões e fecha 3.219 postos de trabalho devido ao PAA
O número de empregados efetivos, em dezembro de 2015, foi de 97.458. Nos últimos 12 meses, foram abertas 13 agências e 28 postos de atendimento
08/03/2016
Mesmo com o lucro de R$ 7,156 bilhões, crescimento de 0,9% em relação ao exercício de 2014, a Caixa fechou 3.219 postos de trabalho, devido ao Plano de Apoio à Aposentadoria (P.A.A.), implementado pelo banco.
Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Caixa, lembrou que o lucro foi gerado pelo esforço dos empregados. “Os números mostram que a Caixa tem condições de repor os postos de trabalho fechados e ainda aumentar as contratações.”
O número de empregados efetivos da Caixa, em dezembro de 2015, foi de 97.458. Nos últimos 12 meses foram abertas 13 agências e 28 postos de atendimento, enquanto foram fechados 3.790 postos de correspondentes bancários, para um total de 14.421 unidades.
O resultado anual foi impulsionado pelas receitas de crédito que totalizaram em R$ 86,6 bilhões e cresceram em 30,5%, seguido do resultado com TVM* e instrumentos derivativos em R$ 43,7 bilhões e com alta expressiva de R$ 45% em doze meses. O Patrimônio Líquido totalizou em R$ 62,7 bilhões, com alta de 1%, permitindo uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 11,44% (variação de -3,79 p.p., em relação a 2014).
A Carteira de Crédito Ampliada cresceu 11,9% em doze meses (acima do saldo de crédito do sistema financeiro que cresceu 6,6% em 12 meses até dez/15), atingindo um montante de R$ 679,5 bilhões. A carteira comercial pessoa física cresceu 9,8% em relação a dezembro de 2014, totalizando em R$ 103,2 bilhões. Já as operações com pessoa jurídica alcançaram R$ 96,2 bilhões, mantendo-se estável em doze meses. O crédito habitacional alcançou R$ 384,2 bilhões, com crescimento de 13,0%. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias de 3,55% apresentou alta de 1,0 p.p. no período. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (P.C.L.D.) cresceram bem acima do crescimento da carteira de crédito, chegando a R$ 19,7 bilhões (alta de 49,4%), limitando a realização de lucro líquido mais expressivo.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 12,6% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal cresceram 10,5%, permitindo que as receitas de serviços e tarifas cobrissem 104,85% das despesas de pessoal no ano (+1,88 p.p).
Clique aqui e veja os destaques do Dieese.
Fonte: Contraf-CUT
VI Congresso Interestadual reconduz Davi Zaia à presidência Federação dos Bancários SP/MS
Davi Zaia é reeleito presidente da Feeb SP/MS

Durante o VI Congresso Interestadual da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), realizado no Hotel Braston São Paulo, na semana passada, a nova diretoria da entidade foi eleita para o período de 2016-2020. A chapa vencedora é encabeçada pelo atual presidente da federação, David Zaia. "A composição da nossa chapa mantém o caráter da Federação e atende a participação dos sindicatos de forma bastante equilibrada", avaliou Zaia.
Para o presidente reeleito, o cenário econômico preocupante indica necessidade de grande mobilização por parte dos trabalhadores diante das perspectivas de piora. "Os trabalhadores em geral, vivem um momento muito preocupante. Já são quase 10 milhões de desempregados e a perspectiva é de que este ano isso possa se agravar ainda mais, o que vai exigir de nós e de todos os trabalhadores uma mobilização muito grande e acima de tudo, de grande participação”, ponderou.
A Diretoria Executiva da CONTEC parabenizou a diretoria eleita da Feeb SP/MS, desejando-lhes sucesso nesta nova gestão.
Confira a nova diretoria da FEEB SP/MS - 2016 / 2020:
Presidente: David Zaia
1º Vice-Presidente: Jeferson Rubens Boava
2º Vice-Presidente: José Antonio Fernandes Paiva
3º Vice-Presidente: Geofredo Borges Rocha
1º Secretário: Reginaldo Lourenço Breda
2º Secretário: Itamar Inácio de Faria
1º Diretor Financeiro: Aparecido Donizete Roveroni
2º Diretor Financeiro: José Antonio Gamba
1º Diretor Administrativo: José Geraldo Fogolin
2º Diretor Administrativo: Julio César Machado
Diretor de Imprensa: Osorio Carbone Filho
Diretor de Formação Sindical: Simone de Andrade Gerosa
Diretor Jurídico: Sidnei de Paula Corral
Diretor de Esportes e Cultura: Geraldo dos Santos
Diretor de Saúde: Moacir Januário
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Bancos driblam crise e mantêm lucros exorbitantes
Esforço extra Em um ano de turbulências na economia, os bancos precisaram fazer um esforço redobrado para obter resultados positivos. E deu certo. De acordo com os números divulgados pelos maiores bancos no País, nenhum crescimento foi abaixo dos 13%. O Banco do Brasil foi o que mais cresceu: 28% em relação ao ano de 2014. O maior lucro, porém, ainda é do Itaú, com R$ 23,4 bi. Apenas a Caixa não publicou seus números. A previsão do banco público é que a divulgação seja a partir do dia 29/02.
Itaú O Itaú Unibanco reportou lucro líquido de R$ 23,4 bilhões no ano de 2015, uma alta de 15,4% em relação a 2014. O patrimônio líquido do banco chegou a R$ 106,462 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 11,1% em 12 meses. Para 2016, porém, os executivos da instituição estão mais cautelosos. Para o crédito, o banco admitiu, considerando Brasil, encolhimento de até 1,0% na carteira total.
Bradesco O banco teve lucro de R$ 17,2 bilhões em 2015, alta de 13,9% em comparação com o ano anterior. A carteira de crédito expandida do Bradesco, que considera avais e fianças, fechou dezembro com R$ 474,027 bilhões, leve queda de 0,1% na comparação com setembro. Por não cumprir todas as metas de 2015, banco traça objetivos mais tímidos para 2016 e espera que crédito cresça entre 1% e 5%.
Banco do Brasil O Banco do Brasil registrou alta de 28% em 2015 em comparação com 2014, totalizando R$ 14,4 bilhões. De acordo com a instituição, o negócio de gestão de cartões Ourocard, em parceria com a Cielo, ajudou no resultado. A carteira de crédito do banco terminou o ano com saldo de R$ 193,2 bilhões, uma alta de 7,5% em 12 meses. O crédito ao agronegócio também teve alta.
Santander O Santander Brasil foi a primeira a anunciar seu balanço. Seu lucro líquido foi de R$ 6,6 bilhões, um aumento de 13,2% em relação a 2014. As receitas de serviços e tarifas alcançaram R$ 11,9 bilhões no ano passado, montante 7,3% maior que o de 2014. O Brasil respondeu por 19% do lucro do banco espanhol e manteve-se como a 2ª subsidiária mais lucrativa. O destaque ficou para serviços de conta corrente, seguros, crédito e cobrança - todas com crescimento superior a 10% no período.
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC
Lucro do Banco do Brasil sobe 28% em 2015, para R$ 14,4 bilhões
Negócio de gestão de cartões Ourocard, em parceria com a Cielo, ajudou no resultado do banco; além de dividendos, acionistas irão receber juros sobre capital próprio

Banco do Brasil registra alta de 28% em 2015 em comparação com 2014
Último a apresentar o resultado de 2015, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 14,4 bilhões no ano, um aumento de 28% em relação a 2014, quando somou R$ 11,2 bilhões. O lucro líquido ajustado, que exclui os efeitos de itens extraordinários, atingiu R$ 11,5 bilhões no ano. Esse resultado foi 2,2% superior ao observado em 2014.
No balanço divulgado nesta manhã, o banco aponta que o resultado obtido em 2015 foi impactado pela receita da operação Cateno, que gerou resultado de R$ 3,2 milhões no lucro líquido no período. A operação foi anunciada em novembro de 2014 e deu à Cielo a gestão dos cartões de crédito e de débito da marca Ourocard, do Banco do Brasil. Em maio do ano passado, foi divulgada a mudança do nome da parceria, que passou de Token para Cateno.
Outras altas. Os ativos totais cresceram 10,2% em 12 meses, para R$ 1,6 trilhão em dezembro. As principais linhas do ativo são operações de crédito, TVM e aplicações interfinanceiras de liquidez, que responderam por 80,3% do total em dezembro/15.
A carteira de crédito do banco terminou 2015 com saldo de R$ 193,2 bilhões, uma alta de 7,5% em 12 meses. As linhas de menor risco, como crédito consignado, alcançaram 75,9% do total da carteira.
Líder no crédito ao agronegócio, com 60,9% de participação de mercado, o banco obteve alta nessa carteira de crédito, que, incluindo operações de crédito rural e agroindustrial, cresceu 6,1% em 12 meses, alcançando R$ 174,9 bilhões em dezembro. O guidance para essa linha era alta de 10% a 14%
Acionistas. Por ação, o lucro líquido do BB alcançou R$ 5,05 no ano de 2015. A gestão da companhia manteve a prática de distribuir 40% do lucro líquido a seus acionistas (payout) e destinou R$ 5,7 milhões em remuneração no período.
O conselho diretor do Banco também aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 246,619 milhões, relativo ao quarto trimestre de 2015. Por ação, o valor será de R$ 0,08831 ou R$ 0,09004 atualizado até o dia de hoje (25). O valor também será atualizado pela taxa Selic até a data do pagamento, em 11 de março de 2016.
O patrimônio líquido do BB foi a R$ 81,536 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado, chamado pelo banco de RSPL, caiu de 14,9% no quarto trimestre de 2014 para 12% em 2015, enquanto fechou o ano em 16,1%, acima dos 14,2% de 2014. Considerando eventos extraordinários, o indicador foi de 14,6% no quarto trimestre de 2014 para 11,4% no quarto trimestre de 2015. No ano, o retorno sobre o patrimônio líquido médio sem efeito extraordinário caiu para 13%, de 14,3% em 2014.
No quarto trimestre de 2015, as demonstrações contábeis consolidadas do Banco do Brasil passaram a ser apresentadas abrangendo o BB Banco Múltiplo e suas entidades controladas.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Diretoria Executiva da CONTEC
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Aparelhamento de fundos de pensão afeta 500 mil aposentados
Déficit na Petros (da Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios) é de R$ 29,6 bilhões

RIO - De segunda a sexta, é tudo sempre igual. Sai de casa cedo, no Jardim América, Zona Norte, viaja uma hora até o Centro do Rio e passa o dia à espera de um serviço de despachante no entorno da sede da Petrobras, onde trabalhou um terço da vida. Deixou a estatal, em 1993, levando um plano de previdência anunciado na empresa como a garantia de um “futuro mais tranquilo”. (Infografico: déficit dos fundos de pensão das estatais)
Aos 71 anos, Livaldo Pereira de Souza é um aposentado preocupado com o seu futuro e o de outras 150 mil pessoas que, como ele, apostaram no fundo de previdência da Petrobras:
— Não é possível que a Petros possa estar em situação difícil — hesita. — Quando mais vou precisar, ela não poderá pagar minha pensão? Como um fundo como a Petros, que tinha um dos maiores patrimônios depois da Previ (Banco do Brasil), pode estar em situação difícil? Isso só pode ser má gestão dos dirigentes, que sempre foram nomeados por indicação do governo federal.
Aflição similar há um ano consome o cotidiano em Brasília de Maria do Socorro Ramalho, de 56 anos. Ex-funcionária da Caixa Econômica Federal, ela começou a ouvir rumores sobre uma crise no fundo de previdência Funcef. O boato virou realidade numa segunda-feira, 13 de abril, quando ouviu o presidente da Funcef Carlos Alberto Caser confirmar o déficit:
— Foi chocante, porque eles viviam falando que estava tudo bem.
Maika, como prefere ser chamada, soube de uma mobilização dos sócios do fundo dos Correios. Aposentados da Funcef e do Postalis foram ao Congresso pedir ajuda para obter informações sobre a situação das contas. Ela descobriu que a situação no Postalis é bem pior que na Funcef.
Em quatro meses de ativismo, ela percebeu também como é a elevada sensibilidade do Legislativo às pressões do funcionalismo: a Câmara abriu uma CPI dos Fundos de Pensão e o Senado já tem outra na fila.
Sobram motivos. Um deles é o tamanho do déficit na Petros (da Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios): R$ 29,6 bilhões, pela última medição governamental, em agosto do ano passado.
Outra razão é a velocidade em que o rombo aumenta: média de R$ 3,7 bilhões ao mês, até agosto. Nesse ritmo, os balanços de 2015 de Petros, Funcef e Postalis, cuja divulgação está prevista para abril, devem fechar com perdas de R$ 44,4 bilhões — um valor sete vezes maior que as perdas reconhecidas pela Petrobras com corrupção.
O pagamento dessa fatura será dividido ao meio entre associados de Petros, Funcef e Postalis e as estatais patrocinadoras — ou seja, pela sociedade, porque as empresas são controladas pelo Tesouro Nacional. No Ministério da Previdência e na CPI, considera-se provável que os 500 mil sócios dos três fundos atravessem as próximas duas décadas com reduções nos rendimentos. De até 26% no caso do Postalis.
— Roubaram meu dinheiro — desabafa Jackson Mendes, aposentado com 42 anos de trabalho nos Correios.
Professor de Matemática, Mendes integra o grupo que levou a Câmara a instalar a CPI. Ele se diz convicto:
— Fizeram investimentos mal explicados e o dinheiro virou pó.

A maioria dos responsáveis pelos déficits das fundações públicas tem em comum a origem no ativismo sindical. Nos últimos 12 anos, os principais gestores dos fundos de Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e Correios saíram das fileiras do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
É uma característica dos governos Lula e Dilma, e as razões têm mais a ver com perspectivas de poder e negócios do que com ideologias.
Os sindicalistas-gestores agem como força-tarefa alinhada ao governo. Compõem uma casta emergente na burocracia do PT. Agregam interesses pela capacidade de influir no acesso de grandes empresas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), fonte principal de recursos subsidiados do BNDES. Onde não têm hegemonia, por efeito do loteamento administrativo, convivem em tensão permanente com indicados pelo PMDB e outros partidos, caso do Postalis.
O uso dos fundos de pensão estatais como instrumento de governo é um traço peculiar do modo de organização política brasileira. Moldadas no regime militar, as 89 fundações públicas existentes dispõem de uma reserva de investimentos (R$ 450 bilhões no ano passado) que seduz governantes: permite-lhes vislumbrar a possibilidade de induzir iniciativas econômicas, por meio da participação dos fundos na estrutura de propriedade das empresas envolvidas. Petros, Previ, Funcef e Postalis, por exemplo, concentram dois terços do patrimônio dos fundos públicos.
Essas entidades paraestatais cresceram nas privatizações iniciadas por Fernando Collor e Itamar Franco. Com Fernando Henrique Cardoso, passaram ao centro das mudanças na mineração (Vale) e nas comunicações (Telefônicas).
Quando chegou ao Planalto, em 2003, Lula estava decidido a ampliar esse canal de influência sobre o setor privado, pela via da multiplicação da presença dos fundos de pensão estatais e do BNDES no quadro societário das empresas.
Havia um projeto, desenhado desde os primórdios do PT e da Central Única dos Trabalhadores, por iniciativa de Luiz Gushiken, então presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Tipo incomum, ascendera à liderança sindical convocando greves a bordo de terno e gravata. Trocou a militância no comunismo trotskista pela composição com Lula, líder dos metalúrgicos, a partir de uma conversa de botequim. Ajudou a escrever o primeiro estatuto, presidiu o PT, elegeu-se deputado federal três vezes e se tornou um dos mais influentes assessores de Lula.
Foram os negócios nada ortodoxos entre fundos estatais e empresas privadas durante o governo Collor, em 1991, que levaram Gushiken e dois diretores do sindicato paulistano, Ricardo Berzoini e Sérgio Rosa, a abrir o debate dentro do PT sobre o potencial político dos fundos de pensão — até então percebidos como meros instrumentos governamentais de cooptação de sindicalistas.
No ano seguinte, a cúpula político-sindical do PT elegeu bancários para diretorias da Previ e da Funcef, derrotando a velha guarda da Confederação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito.
O grupo avançou com a eleição de Berzoini à presidência do sindicato paulistano, com Sérgio Rosa e João Vaccari Neto na diretoria. Meses depois, esse trio teve a ideia de entrar no ramo imobiliário com apoio financeiro dos fundos de previdência: nascia a Bancoop, cooperativa habitacional, hoje alvo de múltiplos processos por suposto desvio de dinheiro para campanhas do PT e calote em mais de dois mil clientes.
Gushiken decidiu não disputar o quarto mandato de deputado federal pelo PT, em 1998. Berzoini ficou com a vaga. Elegeu-se, mas fez questão de continuar na direção da Bancoop até a campanha presidencial de Lula, em 2002.
Na sede da CUT, Gushiken instalou um curso para formação de sindicalistas em Previdência Complementar. Sinalizava o rumo nas apostilas: “No Brasil, o fundo de pensão como fonte de poder ou como potente agente de negociação nunca foi objeto de discussão nos sindicatos (...) Existe a possibilidade, não remota, de que este monumental volume de recursos, oriundos do sacrifício de milhões de trabalhadores, venha a se transformar num gigantesco pesadelo para estes mesmos trabalhadores”.
O grupo testou o potencial de um fundo estatal na campanha presidencial de 2002. Sérgio Rosa estava na diretoria de Participações da Previ, onde decidem-se os investimentos. Numa quinta-feira, 9 de maio, ele despachou cartas a uma centena de conselheiros do fundo em empresas privadas. Pediu informações sobre como a disputa política “está sendo abordada na empresa em que nos representa” e “qual o posicionamento” das companhias privadas quanto à “participação efetiva no processo”.
Naquele ano eleitoral, as aplicações da Previ no mercado de ações foram quadruplicadas. Adversários sindicais, como Magno de Mello e Valmir Camilo, relacionaram as aplicações da Previ com doações de empresas privadas para Lula e 254 candidatos do PT em todo o país.
Eleito, Lula deu à burocracia sindical 11 dos 33 ministérios e partilhou diretorias na Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e Correios com PMDB e PTB, entre outros integrantes da “maior base parlamentar do Ocidente”, como definia o ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Gushiken ficou com a Secretaria de Comunicação; Berzoini foi para o Ministério da Previdência; e Vaccari assumiu o sindicato em São Paulo. Eles definiram com Lula o comando dos maiores fundos de pensão estatais a partir do núcleo do sindicalismo bancário. Assim, Sérgio Rosa ganhou a presidência da Previ, Wagner Pinheiro ficou com a Petros e Guilherme Lacerda foi para a Funcef. Ao PMDB reservaram o menor, Postalis.
Na Previdência, Berzoini fechou o circuito com a nomeação de um ex-conselheiro fiscal da Bancoop, Carlos Gabas, para a secretaria-executiva do ministério, que controla o órgão de fiscalização dos fundos de pensão, a Previc. Passaram os anos seguintes testando na prática o projeto que haviam imaginado na década de 80. Os bons companheiros estavam no poder.
Fonte: O Globo
Diretoria Executiva da CONTEC
HSBC anuncia queda no lucro em 2015 e perda no 4º trimestre
O HSBC registrou em 2015 uma queda de 1,2% do lucro líquido e um prejuízo inesperado no quarto trimestre, anunciou o banco nesta segunda-feira.
O lucro líquido do grupo foi de 13,52 bilhões de dólares no ano passado, segundo um comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong.
No quarto trimestre do ano passado, o HSBC registrou uma perda antes de impostos de 858 milhões de dólares. O resultado foi uma grande surpresa, pois vários analistas acreditavam em um resultado trimestral positivo.
Apesar da queda nos últimos meses do ano, o lucro global antes de impostos para 2015 foi de 18,9 bilhões de dólares, abaixo da previsão dos analistas (21,8 bilhões).
O volume de negócios do grupo caiu 2,36%, a US$ 59,8 bilhões.
Em um comunicado, o presidente do banco, Douglas Flint, chamou o desempenho do grupo de "globalmente satisfatório".
"Não esperávamos uma perda trimestral", admitiu o analista financeiro Jackson Wong, da Simsen Securities.
"Acredito que as perdas têm relação com o petróleo e as matérias-primas", disse.
O ano de 2015 foi complicado pela queda nas cotações de várias matérias-primas, em particular o petróleo. O fenômeno se deve parcialmente à desaceleração da demanda na China, cuja economia registra o menor nível de crescimento em 25 anos.
Os movimentos de pânico nas Bolsas mundiais, especialmente na China, também afetaram os números.
Abalado por uma série de escândalos e resultados financeiros decepcionantes, o HSBC anunciou em junho do ano passado um ambicioso plano de reestruturação, que incluía a eliminação de 50.000 postos de trabalho e a venda de suas atividades no Brasil e Turquia.
Mas o grupo anunciou que pretende conservar as atividades na Turquia. Ao mesmo tempo, Flint indicou que a venda das atividades no Brasil está quase concluída.
Fonte:Isto é Dinheiro com Terra.
Número de desempregados sobe 41,5% em um ano e chega a 9,1 mi, diz IBGE
O número de desempregados no Brasil chegou a 9,1 milhões no trimestre de setembro a novembro do ano passado. Na comparação com o mesmo período de 2014, o aumento foi de 41,5%, com 2,7 milhões de desempregados a mais.
Em relação ao trimestre anterior, de junho a agosto de 2015, a alta foi de 3,7%, ou 323 mil pessoas a mais.
O número de pessoas com emprego era de 92,2 milhões entre setembro de novembro do ano passado. Ele ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas caiu 0,6% na comparação com o mesmo período de 2014. Isso significa que, em um ano, são 533 mil empregos a menos.
Com isso, a taxa de desemprego no trimestre de setembro a novembro do ano passado foi de 9%, 0,3 ponto percentual maior do que o do trimestre anterior, entre junho e agosto. Na comparação com o período de setembro a novembro de 2014 (6,5%), o aumento foi de 2,5 pontos percentuais.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua mensal.
Ela usa dados de trimestres móveis, ou seja, de três meses até a pesquisa. Na de novembro, são usadas informações de setembro, outubro e novembro. As informações são coletadas em 211.344 domicílios, em cerca de 3.500 cidades.
O IBGE tem outra pesquisa de desemprego, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que mede a taxa mês a mês, com base em seis regiões metropolitanas. Ela indicou que o desemprego em 2015 teve média de 6,8%.
O instituto considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.
Três pesquisas
O IBGE divulga mais duas pesquisas com dados de desemprego, mas deve manter neste ano apenas a Pnad Contínua mensal.
Uma delas já foi encerrada, a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes). A última foi divulgada na quinta-feira (17) e indicou que o número de trabalhadores na indústria em 2015 caiu 6,2%, quarto ano seguido de queda e a maior desde 2002, quando a pesquisa começou a ser feita.
A outra pesquisa, a PME, também deve terminar neste ano. Diferentemente da Pnad Contínua, que é nacional, a PME é baseada apenas nos dados das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A última divulgação está marcada para março.
Dados do Ministério do Trabalho
Além do IBGE, o Ministério do Trabalho também apresenta dados sobre emprego, levando em conta o número de contratações e demissões de pessoas com carteira assinada, baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
No mês passado, o Ministério divulgou que o Brasil perdeu 1,54 milhão de vagas de trabalho com carteira em 2015, pior resultado para um ano desde o início da pesquisa, em 1992.
Fonte: UOL
Diretoria Executiva da CONTEC
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