terça-feira, 14 de março de 2017

FGTS não pode ser bloqueado para quitar dívida bancária

Publicado em .
O Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Rio, a Associação Brasileira de Procons e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviaram, nesta segunda-feira (13), notificação conjunta a cinco instituições bancárias alertando que os valores relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não podem ser bloqueados ou utilizados para pagamento automático de débitos.
FGTS saque conta inativa Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco têm cinco dias úteis para se manifestar sobre o documento.
“Não é permitida nenhuma movimentação desses recursos sem o conhecimento e a concordância do titular da conta”, explica a coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor, Patrícia Cardoso.
Segundo a notificação, o valor do FGTS transferido para a conta poupança do trabalhador na Caixa Econômica Federal não pode ser usado para “amortização involuntária total ou parcial das dívidas, sem autorização prévia”.
Da mesma forma, os recursos transferidos para outros bancos também não podem ser destinados à “cobertura de débitos pretéritos que eventualmente o correntista possua”, sem consentimento do interessado.
O uso de FGTS para cobertura de débitos já levou o IDEC a declarar a prática como abusiva. A notificação destaca ainda que há jurisprudência sobre o fato de que “os recursos do FGTS têm natureza alimentar, não podendo ser bloqueados para cobrir dívidas com instituições financeiras”.
Fonte: Defensoria Pública-RJ
Diretoria Executiva da CONTEC

sexta-feira, 10 de março de 2017

PLR dos funcionários do Banco do Brasil será paga nesta sexta (10/03)

Publicado em .
O Banco do Brasil deve creditar ainda nesta sexta (10/03) os valores relativos a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A instituição já divulgou os resultado e os créditos dos dividendos aos acionistas também já está programado para hoje. 
Diretoria Executiva da CONTEC
sede-bb

quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

MULHER

PALAVRA TÃO SIMPLES
QUE CONTÉM
SIGNIFICADOS TÃO GRANDES!

8 DE MARÇO
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

PARABÉNS MULHERES!

terça-feira, 7 de março de 2017

Mulher perde mais do que o homem na reforma da Previdência

Publicado em .
Apesar de viverem mais, elas enfrentam dupla jornada. Pessoas do sexo feminino dedicam 26,6 horas semanais ao lar e as do masculino, 10,5 horas (Alessandra Azevedo)
No plenário 2 da Câmara dos Deputados, onde têm ocorrido as reuniões da comissão especial que discute a reforma da Previdência, cabem 150 pessoas, mas a sala sempre está um pouco acima da capacidade. Em geral, 37 são integrantes titulares do colegiado, sem contar os outros 37 que substituem, caso um deles não possa ir. Entre os 74, há apenas uma representante do sexo feminino: a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Foi nessa sala que o relator da proposta, Arthur Maia (PPS-BA), questionou, em entrevista a jornalistas, a necessidade de as mulheres se aposentarem antes dos homens, como é feito hoje. “A mulher que é solteira, que não se casou e não tem filho, por que ela vai ter uma diferença em relação ao homem?”.
Em geral, o argumento usado pelos defensores da proposta do governo, que prevê idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição para requerer a aposentadoria, independentemente do gênero, é de que, atualmente, não faz mais sentido fazer essa diferenciação.
Principal articulador da reforma no governo, o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, orgulha-se de propor uma reforma “igual para todos”, defendendo que é esse o modelo que os outros países, em especial os da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), têm seguido. Alemanha, Islândia e Noruega, por exemplo, têm a idade mínima ainda mais elevada, de 67 anos para os dois sexos.
Machismo
“Se a proposta é machista, o mundo todo é”, declara Caetano. A aposentada Raimunda Souza, 72 anos, concorda com o argumento do secretário. Homens e mulheres, na opinião dela, devem ter deveres e obrigações iguais. Por isso, é favorável à igualdade na idade mínima para aposentadoria, embora ache 65 anos muito tarde, para ambos. “Eu me aposentei aos 60 e acho que essa deveria ser a idade para todo mundo.
Precisamos ter tempo para descansar e aproveitar depois de tantos anos de trabalho”, argumenta ela, que não vê machismo ou injustiça na proposta do governo. Afinal, a expectativa de vida feminina é maior que a dos homens em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), então, nada mais justo que elas trabalhem o mesmo tanto para se aposentar.
O problema é que, ao se dedicar o “mesmo tanto” que os homens aos empregos fora de casa, as mulheres estão, na realidade, trabalhando quase o dobro, quando se leva em conta a jornada doméstica. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatou que, enquanto as mulheres gastam, em média, 26,6 horas semanais com serviços de casa, os homens gastam 10,5 horas.
Quando têm cinco ou mais filhos, elas chegam a trabalhar quase cinco horas por dia em casa, sem contar o tempo que gastam no emprego fora. O mesmo não acontece com os homens. Eles dedicam, em média, uma hora por dia às tarefas domésticas, independentemente do tamanho da família ou de estarem desempregados ou não. Quando casam, trabalham ainda menos — e as mulheres, coincidentemente, ainda mais.
“Elas têm, culturalmente, o peso sobre si do cuidado da família. E independe de ter filho ou não, como diz o relator. Mulher tem dupla, tripla jornada”, comenta a única mulher integrante da comissão especial, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Para ela, é essencial analisar de forma igualitária os dados da OCDE e do Brasil, e não apenas os que interessam ao governo divulgar.
“Se é para comparar com países europeus, que se observe também os outros termos. No Brasil, além das cargas horárias bem maiores, mulheres têm salários menores”, lembra. Segundo o Censo mais recente do IBGE, feito em 2010, a renda mensal bruta das mulheres é de R$ 1.217, menos de três quartos da média entre os homens, de R$ 1.673.
Diante desse quadro, a advogada presidente da Comissão de Seguridade Social da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Thaís Riedel, acredita que, mesmo que outros países tenham adotado a idade mínima semelhante para homens e mulheres, o país não está preparado para seguir esses passos. “A legislação deve refletir a cultura. No Brasil, é inegável que ainda há uma desigualdade muito grande.
Isso precisa ser levado em conta ao mudar as regras previdenciárias, que afetam toda a população”, afirma. “A mulher agora sai para trabalhar, mas, quando volta para casa, a situação continua ruim. Por mais que tenha conseguido ir para o mercado de trabalho, e isso seja um avanço, em casa, a condição permanece semelhante ao que era 20 anos atrás”, concorda a advogada Jane Berwanger, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), que também desaprova a ideia de uma equiparação imediata. “A dupla jornada pode não ser uma realidade nos países da OCDE, mas, no Brasil, ainda é muito forte.”
Ciente dos obstáculos a mais que enfrenta por ser mulher, a atendente de lanchonete Janete Sousa, 40 anos, acha que 65 anos é muito tarde para se aposentar. “Com a rotina corrida que tenho, vou chegar nessa idade bem estressada. Hoje, não consigo ter uma vida, eu sobrevivo. Durmo cinco horas por dia. Espero, na aposentadoria, ter tempo de descansar e aproveitar um pouco da vida”, desabafa. Atualmente, ela concilia dois trabalhos, sai de casa às 6h e só volta às 23h, quando ainda precisa arrumar a casa. “Chego em casa e só penso em dormir. Sempre fica uma parte malfeita, em casa ou no trabalho”, admite.
Também contrária à equiparação entre as idades, a estudante Bruna Guimarães, 26, acrescenta que é mais difícil para mulheres se reinserirem no mercado de trabalho. “Além da dupla jornada, tem o fato de que, em várias empresas, elas perdem o emprego porque engravidam.
Lógico que existem exceções, mas a grande maioria sofre com esse panorama. Mulheres trabalham mais e ganham menos, considerando um mesmo cargo, isso se ela conseguir o mesmo cargo”, acredita Bruna, com o respaldo dos números oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que comprovam ser mais difícil para as mulheres atingir o tempo de contribuição exigido atualmente, de 30 anos, mesmo com os cinco anos a menos de exigência para elas em relação aos homens, ainda em vigor. A cada 100 aposentadorias por tempo de contribuição concedidas, apenas 33 são para as mulheres.
O argumento é reforçado por um estudo do Fórum Econômico Mundial, publicado em 2015, que concluiu que o mundo só alcançará a igualdade de gênero no mercado de trabalho em 2095. O Brasil está na posição 124, entre 142 países, no ranking de igualdade de salários por gênero — em nada parecido com o grupo de países ricos que o governo toma como referência, ao sugerir a equiparação.
Fonte: Correio Braziliense
Diretoria Executiva da CONTEC

quinta-feira, 2 de março de 2017

A reforma trabalhista é tão ruim quanto à previdenciária

Publicado em .
Todas as atenções estão voltadas para a reforma da Previdência (PEC 287/16), como se a reforma trabalhista (PL 6.787/16) não existisse ou fosse menos prejudicial. Ambas as proposições retiram direitos dos trabalhadores. Ambas impõem retrocessos sociais. Por isso, o combate a ambas deve ser na mesma proporção.
Se a reforma da Previdência dificulta ou acaba com o direito à aposentadoria e/ou pensão, porque pode destruir a Previdência Pública; a reforma trabalhista pode destruir os direitos trabalhistas, o Direito do Trabalho e a Justiça do Trabalho. Uma “reforma” completa a outra, numa lógica perversa que precisa ser denunciada. Sem legislação trabalhista, a primeira consequência será a redução drástica de salário. E quanto menor o salário, menores ainda serão os benefícios previdenciários - aposentadorias e pensões.
A mobilização e luta contra as “reformas” precisam de estratégias. Como se o movimento sindical se dividisse em duas grandes frentes: uma para debater e combater a reforma da Previdência; e outra para debater e combater a reforma trabalhista.
Já há, salvo melhor juízo, uma razoável massa crítica em relação à PEC 287/16. Agora é necessário dar vazão às informações que ajudam a combater e desmistificar o discurso do governo de “quebradeira da Previdência”.
O mercado, o sistema financeiro, os empresários, sobretudo os grandes, querem reduzir as despesas com Previdência, porque essa é a segunda maior despesa do Orçamento da União. A primeira grande despesa é o pagamento dos juros e rolagem da dívida. Para isso, o governo reservou R$ 1,7 tri, dos R$ 3,5 tri do orçamento de 2017.
Para que a emenda constitucional do congelamento de gastos (EC 95/16) tenha efetividade é preciso fazer a reforma da Previdência. Daí virá grande parte dos recursos para pagar os juros e serviços da Dívida Pública, em benefício do sistema financeiro, do rentismo.
Outro sonho de consumo do mercado
A reforma trabalhista tem o mesmo caráter. Retirar direitos para reduzir o custo da mão de obra, que já é um dos mais baratos das grandes economias mundiais. Essa redução vai maximizar o lucro dos empresários. E, ainda, tem o objetivo de atender outro sonho de consumo do mercado, dos empresários e da bancada que representa os interesses do capital no Congresso Nacional - acabar com a legislação trabalhista.
A reforma trabalhista visa desregulamentar direitos e regulamentar restrições. O mercado trabalha com a falsa lógica que para aumentar o número de vagas é preciso desregulamentar direitos.
O objetivo de inserir numa lei infraconstitucional o “negociado sobre o legislado”, elemento central do PL 6.787/16, é exatamente restringir direitos. Do contrário não precisaria, pois a legislação já prevê que a negociação se sobressaia quando acrescenta ou amplia direitos. Nenhum sindicato precisa colocar no acordo ou na convenção coletiva o que já está consignado em lei, já que os direitos assegurados em lei são inegociáveis ou irrenunciáveis.
Assim, portanto, com a desregulamentação da legislação trabalhista tudo poderá ser negociado. Tudo mesmo!
Por fim, para entender a gravidade e consequência negativa que a reforma trabalhista vai trazer para as relações de trabalho, é que tal reforma, se for aprovada, vai “comprometer não apenas o Direito do Trabalho, que perde seu caráter irrenunciável e de ordem pública, mas também a própria Justiça do Trabalho, que só se justifica para fazer cumprir os direitos trabalhistas, além de inviabilizar a própria organização sindical, que passará a enfrentar a pressão do trabalhador e não mais diretamente do patrão”, refletiu o diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, em artigo “Reforma trabalhista e fontes de direito”.
Portanto, ambas as “reformas” se equivalem no quesito “retirada de direitos” e retrocessos sociais, sendo que a trabalhista traz consigo um componente a mais: o enfraquecimento do movimento sindical. Como se vê, o risco de retrocesso, realmente, é muito grande.
(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap
Fonte: Diap
Diretoria Executiva da CONTEC

Prazo para entregar IR 2017 começa hoje e vai até 28/4; veja dicas

Publicado em .
Começa hoje e termina em 28 de abril o prazo para entrega do Imposto de Renda 2017. Quem entregar com atraso terá de pagar multa de 1% do imposto devido ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% do imposto devido. Quem entrega a declaração antes tem mais chances de receber a restituição nos primeiros lotes.
A restituição do IR (devolução de imposto pago a mais) é feita de junho a dezembro. Quem recebe primeiro são idosos, pessoas com deficiência e doenças graves. Após a liberação desses pagamentos, utiliza-se como critério de prioridade a data de entrega da declaração. Por isso vale a pena entregar mais cedo.
Tem direito a receber restituição quem pagou Imposto de Renda a mais durante o ano (o imposto é descontado na folha de pagamento dos trabalhadores assalariados, por exemplo). Na hora de declarar, o programa faz as contas. Quem tem muitas deduções, como dependentes e despesas médicas, por exemplo, vai ganhando descontos. No fim das contas, pode ter dinheiro a receber.
São esperadas 28,3 milhões de declarações. Em 2016, foram 27.960.663.
Veja quem é obrigado a declarar (basta estar numa situação, não em todas):
 - Recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano (salário, por exemplo); ou
 - Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista); ou
 - Teve ganho com venda de bens (casa, por exemplo); ou
 - Comprou ou vendeu ações em Bolsas; ou
 - Recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano calendário de 2016 ou nos próximos anos; ou
 - Era dono de bens de mais de R$ 300 mil; ou
 - Passou a morar no Brasil em qualquer mês e ficou aqui até 31 de dezembro; ou
 - Vendeu uma casa e comprou outra num prazo de 180 dias, usando isenção de IR no momento da venda
Deduções para diminuir o IR
Quem tem dependentes, paga escola ou possui empregados domésticos pode reduzir o imposto a pagar.
Veja aqui dicas de como pagar menos imposto ou conseguir uma restituição maior.
Estes são os limites para descontos:
 - Despesas com instrução por dependente ou com educação própria: R$ 3.561, 50
 - Dedução por dependente: R$ 2.275,08
 - Desconto com cada empregado doméstico: R$ 1.093, 77
Sobre dedução com educação, lembre que isso é válido para cursos normais (ensino básico e superior). Não vale para cursos extras, como inglês ou cursinho pré-vestibular, por exemplo.
Declaração completa ou simplificada
O contribuinte pode escolher o modelo completo ou o simplificado para enviar sua declaração. Na opção pelo simplificado, é aplicado o desconto padrão de 20% (independentemente de gastos com saúde e educação, por exemplo). O limite para esse desconto de 20% é de R$ 16.754,34.
Novidade: e-mail e telefone do contribuinte
Uma novidade na declaração do IR 2017 é que a tela de identificação do contribuinte vai pedir seu telefone e e-mail. Mas a Receita diz que o preenchimento não é obrigatório e que não vai ligar nem enviar mensagens para a pessoa. Segundo a Receita, o objetivo é "ampliar o cadastro de pessoa física".
CPF para maiores de 12 anos
Outra novidade das regras, que já havia sido divulgada antes, é a exigência de CPF para maiores de 12 anos. Antes isso era pedido só para quem tinha 14 anos.
A medida vale para os dependentes que completaram 12 anos até 31 dezembro de 2016. Se fizer aniversário depois disso, não precisa.
O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, disse que em breve deve ser exigido CPF para qualquer idade. "É uma tendência."
Programas de declaração e entrega são unificados
Os programas de declaração e entrega (Receitanet) eram separados. Pela primeira vez, vão ser unificados. O Receitanet (para entrega) foi incorporado ao programa geral de declaração e não precisa mais ser baixado à parte.
Programa será atualizado automaticamente A Receita informou que, a partir deste programa de 2017, o software irá se atualizar automaticamente durante o período de declaração. A Receita costuma fazer pequenas melhorias para corrigir erros, e o contribuinte precisava baixar o programa novamente antes de entregar.
"Assim que o usuário se conectar à internet, o programa informará que uma nova versão está disponível, como acontece nos aplicativos de celular", afirma Adir.
Essas atualizações automáticas vão acontecer no programa deste ano. A Receita não confirmou se, na declaração de 2018, a atualização também seria automática, dispensando download.
Fonte: UOL
Diretoria Executiva da CONTEC

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bancos fecham durante o carnaval 2017

Pagamentos podem ser programados nos canais eletrônicos 
As agências bancárias estarão fechadas para atendimento ao público na segunda-feira (27/2) e na terça-feira (28/2). Já na quarta-feira de cinzas (1º de março), os bancos abrirão ao meio-dia.
A população pode utilizar os canais eletrônicos e correspondentes para o pagamento das contas. Além disso, os tributos que possuem código de barras podem ter o seu pagamento agendado nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). 
“Os bancos possuem ferramentas que possibilitam ao cliente agendar pagamentos e acompanhar os lançamentos na conta-corrente pelo aplicativo do banco no celular”, declara o diretor-adjunto de Operações da FEBRABAN, Walter Tadeu Pinto de Faria.
A FEBRABAN lembra que as contas de consumo (água, energia, telefone etc) e carnês que tiverem os dias 27 ou 28/2 como data de vencimento poderão ser pagas  sem acréscimo na quarta-feira (1º/3). Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento.
Já para aqueles clientes que irão passar a semana inteira viajando e não dispensam a ida até uma agência, é possível consultar o endereço dos bancos no site Busca Banco da FEBRABAN. Basta acessar o link www.buscabanco.com.br e fazer a busca de acordo com o Estado e município desejado.

Diretoria de Comunicação da FEBRABAN 
imprensa@febraban.org.br
3244-9831/9942
www.febraban.org.br
Twitter: @FEBRABAN

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Para trabalhadores, não é ‘reforma’ da Previdência. É fim

Especialistas alertam que PEC 287 deve inviabilizar aposentadorias, afastar contribuintes e piorar o sistema público para favorecer o privado

20/02/2017
Conhecido por apresentar em 2013 um relatório francamente favorável à ampliação da terceirização, o deputado Arthur Maia – na época no SD, hoje no PPS baiano – espera divulgar em meados de março seu parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência Social. O plano de trabalho na comissão especial foi apresentado em 14 de fevereiro, e prevê oito audiências públicas e seminário internacional.
A guerra começou, como diz o economista Eduardo Fagnani, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O que está em jogo no Brasil não é um ajuste fiscal, é uma mudança no modelo de sociedade”, afirmou, durante evento organizado pelo Dieese e por nove centrais sindicais, que tentam unir forças para derrubar (como defendem alguns) ou modificar (como tentam outros) a PEC 287. Em comum, todos refutam o argumento central do governo Temer, que fala em necessidade de “reforma” para manter o sistema viável.
Argumentos sempre usados de “déficit” ou “rombo” da Previdência são falsos, diz Fagnani. “O déficit é a parte do governo que, embora prevista na Constituição, não é contabilizada”, afirma. “Não há argumento para dizer que o problema fiscal brasileiro é a Previdência. A estratégica do ajuste fiscal é comprimir o gasto primário.” Já o gasto financeiro, acrescenta, “deixa explodir”.
Para a oposição no Congresso, a PEC tem o sistema financeiro como interessado direto. Assim que Maia foi escolhido como relator, emergiu a informação de que o deputado recebeu contribuições, em sua campanha eleitoral, de bancos e seguradoras – apenas da Bradesco Vida e Previdência, foram quase R$ 300 mil, em 2014. Para o parlamentar, isso nada mais é que uma “ilação maldosa”.
O presidente da comissão especial, Carlos Marun (PMDB-MS), deve conduzir a tramitação da PEC 287 conforme deseja o Planalto sem temer pressões contrárias. Marun já mostrou resistência ao defender, quase solitariamente, o agora ex-deputado Eduardo Cunha antes de sua cassação. “Quem defende Cunha, defende qualquer coisa”, diz um observador.clemente-ganz-lucio_dieese_Rparizotti-cut.jpg
Ou seja: para combater a PEC, será preciso muita unidade e capacidade de articulação e pressão, diante de um Congresso francamente alinhado ao governo e às reformas, incluindo a trabalhista. Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, trata-se de desafio semelhante ao do período pré-Constituinte, em meados dos anos 1980. Ele avalia que o movimento sindical precisa se organizar para evitar “um dos maiores desmontes institucionais e sociais da história”. E as centrais não são contra mudanças, acrescenta, tanto que apresentaram várias propostas em negociações com a equipe de Michel Temer. “O projeto que está aí não nos representa. Queremos uma reforma que dê proteção universal aos trabalhadores, eficaz na cobrança, com sonegação zero, universal e sustentável.”

Protestos

As centrais mandarão representantes a Brasília no dia 21, para conversar com os presidentes da Câmara e do Senado, líderes partidários e com o comando da comissão especial da reforma da Previdência (e também da trabalhista). Em 15 de março, acompanhando uma data já aprovada pelos trabalhadores em educação, haverá um dia nacional de protestos e paralisações contra a 287.
Em meados de janeiro, o Dieese divulgou nota técnica com restrições severas ao projeto do governo, cuja premissa básica é dificultar ou impedir o acesso a benefícios – e reduzir o valor para quem conseguir recebê-los. Tornaria a aposentadoria integral uma “utopia” e, em uma análise mais geral, “favorece o aumento da vulnerabilidade social, da pobreza e das desigualdades no país”. O instituto também identifica favorecimento: “Transparece ainda na proposta um objetivo implícito de fragilizar a Previdência Social e estimular a difusão de sistemas privados de previdência”.
mulher-trabalhando.jpg

Para obter a aposentadoria integral, pelas regras propostas na PEC, um trabalhador precisaria contribuir durante 49 anos, uma façanha se considerados fatores como rotatividade e informalidade no mercado de trabalho brasileiro. Com base em dados de 2014 da própria Previdência, segundo os quais cada trabalhador pagou em média 9,1 contribuições naquele ano, o tempo aumenta consideravelmente: “Seria necessário esperar 64,6 anos, depois de iniciar a vida laboral, para completar o correspondente a 49 anos de contribuições”.

Suposição irrealista

O instituto destaca que a exposição de motivos da PEC não traz explicação sobre a proposta de mudança do cálculo do benefício. “Tudo indica que o raciocínio utilizado foi: subtrair a idade legal de início de trabalho no Brasil (16 anos) da idade mínima de aposentadoria proposta (65 anos) e fazer com que ao resultado dessa diferença (49 anos) corresponda à aposentadoria integral”, analisa. “A suposição, totalmente irrealista para a realidade brasileira, é que a pessoa trabalhadora contribuiu todos os meses, ininterruptamente, no período entre os 16 e os 65 anos, sem nunca ter ficado desempregada, inativa do ponto de vista econômico, na informalidade (isto é, como autônoma sem contribuição previdenciária) ou na ilegalidade (contratada sem carteira). A suposição do início do período contributivo aos 16 anos também desconsidera o princípio de que, nessa idade, a pessoa ainda deveria estar em processo de escolarização e de formação para o trabalho.”
Mais informações da própria Previdência mostram potencial excludente da proposta governista. Segundo divulgou o jornal Folha de S.Paulo na edição de 12 de fevereiro, 79% das aposentadorias por idade concedidas em 2015 foram para trabalhadores com menos de 25 anos de contribuição, que pela PEC passa a ser o tempo mínimo exigido – o atual é de 15 anos.
Recortes por grupos sociais também atestam que alguns setores sofrerão ainda mais caso as mudanças sejam implementadas. Estudo elaborado por um grupo de trabalho no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta consequências negativas para as mulheres. “Estimamos que cercjoana_mostafa_ipea_RParizotti_cut-2.jpga de 47% das atuais contribuintes não conseguirão se aposentar, em geral as mais precarizadas, aumentando fortemente a demanda por BPC (benefício de prestação continuada)”, diz o estudo. “Eles sabem disso. Por isso mesmo, estão desvinculando o BPC do salário mínimo”, diz a pesquisadora Joana Mostafa, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea. Para ela, a PEC 287 representa “redução do Estado na proteção social”.
Estabelecer a mesma idade para homens e mulheres na concessão da aposentadoria, como quer o governo, significa uma “mudança radical”, dizem os pesquisadores. “A diferença de idades para homens e mulheres reconhece um maior risco da mulher de se ausentar ou participar menos do mercado de trabalho por força da divisão sexual do trabalho ainda desigual.”
Segundo Joana, que participou do seminário do Dieese, apesar de alguma melhoria nos últimos anos, a desigualdade persiste: com salário equivalente a 70% do recebido pelos homens, as mulheres ainda têm jornada semanal, em média, de oito horas a mais. Em um período de 25 anos de contribuição, isso corresponderia a um acréscimo de 4,5 anos. Ou mais, considerando a informação de que o trabalhador, em média, contribui nove a cada 12 meses – o período aumentaria para 5,4 anos.
Chinelos


evandro_morello_contag_RParizotti_cut.jpg
No caso dos trabalhadores rurais, a exclusão pode ser ainda maior, segundo Evandro Morello, assessor da Secretaria de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Ele estima que a PEC tira a expectativa de mais de 70% dos camponeses de alcançar a aposentadoria. “Isso afeta a economia dos municípios, a produção de alimentos.”
Evandro acredita que a reforma representará um desestímulo à permanência no campo, principalmente para os trabalhadores mais jovens: “O jovem tem de ser muito herói para permanecer no campo e manter-se no processo produtivo da agricultura. Quem vai ficar no campo produzindo alimentos para o Brasil?”, questiona.
Pela proposta do governo, o trabalhador rural passaria a ter uma contribuição individual, em vez da contribuição sobre a venda, como ocorre hoje (artigo 195 da Constituição), algo inviável pela realidade do agricultor, avalia o assessor da Contag.
A PEC também aumenta para 65 anos a idade mínima para aposentadoria – hoje é de 60 anos para os homens e de 55 para as mulheres. Evandro afirma que quase 80% dos homens e 70% das mulheres começam a trabalhar no campo com menos de 14 anos. “Quem vai conseguir alcançar essa idade (65), considerando que é um trabalho penoso?”, questiona.
A rigidez das novas regras poderá fazer com que também os jovens urbanos se sintam pouco atraídos a contribuir para a Previdência, acredita o economista Eduardo Fagnani. “Está se disseminando a ideia de ‘se não vou usar, por que pagar?’”, comenta. Fatores como uma saída do público jovem da base de contribuintes e mudanças nas relações de trabalho que levam à menor formalidade, como a terceirização, podem causar “queda brutal” da receita. Ele lembra que a Previdência é sustentada pelo trabalhador ativo, pela sociedade e “sobretudo pelo governo”, aproveitando para contestar afirmação corrente de que o sistema se torna inviável porque há, progressivamente, menos pessoas na ativa e mais inativos.

Falta diálogo

Quem também contesta os dados do governo é o presidente da Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Vilson Antonio Romero. “O governo dá uma pedalada na Constituição e faz uma contabilidade criativa”, afirma sobre o falado “rombo” da Previdência.vitor-romero-anfip.jpg
Segundo ele, com todas as fontes de financiamento previstas para manutenção da seguridade social, o sistema não tem déficit. Mas desde 1994, com a criação do Fundo Social de Emergência, a atual Desvinculação de Receitas da União (DRU), o governo passou a contar com um “instrumento de tunga”, como ele define, citando o uso para outros fins da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além de renúncias previdenciárias, incluindo desonerações da folha de pagamento e entidades filantrópicas.
Romero concorda que o setor rural é fator de preocupação, mas discorda do ônus para o trabalhador. “Temos de chamar o agronegócio a contribuir.” Outra fonte de recursos estaria na venda de imóveis, que representam anualmente bilhões em manutenção e outras despesas. “A Previdência Social é a maior imobiliária do Brasil. E não aliena isso”, afirma o presidente da Anfip, defendendo ainda aperfeiçoamento do combate à sonegação.
Peter-oit_Fabio-oit-telao_clovis-dieese_Rparizotti_cut.jpg
Está faltando diálogo, diagnosticou o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Peter Poschen. Para ele, o debate sobre a Previdência precisa ser aprofundado para que resulte em uma reforma “justa e equilibrada”, já que se trata de um tema complexo e que afetará a atual geração e as próximas. Essa discussão precisa ser feita com todos os agentes sociais e com o maior número de informações. “Nossa percepção é que, nesse sentido, ainda falta muito.”
Sobre a PEC 287, ele vê uma “lógica fiscal, no sentido de conter gastos”, mas afirma que é preciso considerar outros aspectos, inclusive em termos de manutenção da formalidade, para que isso não represente perdas – inclusive fiscais – no futuro. “Isso requer uma decisão da sociedade”, observa o diretor da OIT. Ele considera a Convenção 102 da OIT, ratificada pelo Brasil, “uma boa âncora para o debate” – essa norma trata de critérios básicos para regimes de seguridade social, em relação a contribuições, pagamentos e governança.
Entre os princípios básicos da OIT, está a cobertura universal do sistema, com base na solidariedade social. Um levantamento da organização mostra tendência mundial de expansão da cobertura previdenciária, embora metade dos idosos ainda não receba benefícios. A maioria dos países têm sistemas públicos. Alguns desistiram da privatização. Um dos modelos mais conhecidos, o do Chile, é hoje objeto de questionamento. “Há uma grande discussão sobre o que fazer com o sistema privado, que se tornou impopular”, diz o especialista da OIT Fabio Durán.
Está na PEC 287

• Para a concessão da aposentadoria, será preciso ter pelo menos 65 anos de idade e no mínimo 25 anos de contribuição. A aposentadoria por contribuição será extinta. Atualmente, no regime geral, é necessário ter 65 anos (homens) ou 60 anos (mulheres) e 15 anos de contribuição.

• Está prevista uma regra de transição, para homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos. Eles teriam de pagar um “pedágio” equivalente à metade do tempo de contribuição que resta para a aposentadoria. Se faltam cinco anos, por exemplo, teriam de trabalhar mais dois anos e meio

• Além do “pedágio”, eles teriam as regras de cálculo para a aposentadoria já alteradas. Assim, em vez da média de 80% dos maiores valores de contribuição, esse trabalhador receberia o equivalente a 51% da média (desde julho de 1994) mais 1% por ano de contribuição. Em um exemplo mais repetido, teria de trabalhar durante 49 anos seguidos para conseguir a aposentadoria integral. Em qualquer caso, perde receita

• Também cairiam os valores dos benefícios, tanto para servidor vinculado ao RPPS (regime próprio) como para o segurado do RGPS (regime geral). A PEC desvincula benefícios do salário mínimo. Segundo o Dieese, as pensões concedidas com valor de um mínimo correspondiam, em 2015, a 55% do total e por 36% do montante pago

• O Dieese dá exemplos de uma professora da educação básica e de uma trabalhadora rural com 44 anos de idade na data de promulgação da emenda constitucional (caso a PEC seja aprovada). Nesse caso, elas não serão contempladas pela regra de transição e terão de trabalhar 10 anos a mais: em vez de 11, 21 anos. A proposta suprime diferenças entre homens e mulheres nos critérios de idade e tempo de contribuição
Fonte: Rede Brasil Atual

Um golpe contra seu emprego

Às vésperas do Carnaval, presidentes da Câmara e do Senado indicam acordo para acelerar tramitação do mais prejudicial dos projetos de lei sobre terceirização; movimento sindical se reunirá com parlamentares para marcar posição contra precarização das relações de trabalho
Rodolfo Wrolli, Spbancarios
20/2/2017


São Paulo – Às vésperas do Carnaval, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou ter conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para acelerar a tramitação de projeto que trata da terceirização.

O objetivo é dar prioridade ao texto que atualmente está na Câmara (4302/98). As informações são da Agência Senado e foram divulgadas na quarta-feira 15. Como já foi votado no Senado, os deputados não podem mais modificar a matéria, só confirmar ou rejeitar mudanças feitas pela outra Casa.

O projeto libera às empresas, de forma indiscriminada, a terceirização de toda a produção, incluindo a chamada atividade-fim. Por exemplo, metalúrgicos em uma fábrica de veículos, enfermeiros em hospitais, caixas nos bancos.

Mais danoso – Retomado no fim do ano passado pela Câmara, o projeto de 19 anos atrás é mais danoso aos trabalhadores em relação ao que os deputados aprovaram em 2015 e que agora está no Senado (o PLC 30/2015), porque estabelece que as empresas terão responsabilidade apenas subsidiária, e não solidária. Ou seja, a empresa que contratou a terceirizada não poderá ser processada em eventuais débitos trabalhistas e previdenciários dos funcionários da terceirizadora.

“Com a mudança de governo, o setor empresarial se sente fortalecido para acelerar a pauta de retirada de direitos”, afirma Vagner Freitas, presidente da CUT. “Assim como a PEC da Previdência, essa é mais uma luta que temos de enfrentar para não permitir que seja aprovada.”

Na terça-feira 21, representantes das centrais sindicais, dentre elas a CUT, se reunirão com os presidentes da Câmara e do Senado e líderes partidários para se contrapor a esse projetos.

Correlação desfavorável – O analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) Neuriberg Dias ressalta que a correlação de forças do atual Congresso Nacional é extremamente desfavorável aos trabalhadores.

De acordo com o Diap, as bancadas empresarial e ruralista são compostas por 320 deputados, enquanto que os deputados que representam os interesses dos trabalhadores são apenas 51.

“Além disso, essa pauta tem apoio total do poder executivo, que provavelmente vai sancionar esse projeto. Na visão do atual governo, a garantia de direitos traz dificuldades para a economia. É uma combinação muito ruim para os trabalhadores, a tempestade perfeita. Governo e legislativo têm convergência neste assunto e a bancada sindical não tem força para barrar este movimento no Congresso.”

Por que a pressa? – Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Germano Siqueira, o PL da terceirização, em conjunto com as reformas trabalhista e da Previdência, também em tramitação no Congresso, representam uma reestruturação do arcabouço jurídico de modo a precarizar direitos atualmente garantidos pela Constituição Federal.

“Há uma tentativa do executivo, do legislativo e do setor empresarial de votar com a maior rapidez o projeto da terceirização e a reforma trabalhista. A pergunta é: por que querem votar um tema tão importante, que vai influenciar a vida de tanta gente, tão rapidamente, sem discutir com as entidades sindicais e com a sociedade de uma forma geral? É muito ruim que haja essa pressa para desestruturar o modelo jurídico que a Constituinte tem garantido há quase 30 anos”, avalia o juiz da Terceira Vara do Trabalho de Fortaleza.

Trabalho quase escravo – Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a remuneração dos trabalhadores terceirizados é 24,7% menor do que a dos trabalhadores regulares, enquanto a jornada de trabalho é superior, em média, em três horas semanais, e o tempo médio de emprego (rotatividade) do terceirizado 53,5% menor, alcançando uma taxa de rotatividade de 64,4%,contra 33% dos diretamente contratados.

No setor financeiro, um terceirizado chega a ganhar até 70% menos do que um contratado direto dos bancos, sem PLR e outros direitos garantidos pela categoria bancária.

“Com a legalização da terceirização, nós vamos deixar de ter uma relação de contato entre patrão e empregado, para ter uma relação de uma empresa que contrata outra empresa, que contrata o trabalhador. De uma forma grosseira, podemos comparar com a época da escravidão, quando uma empresa comprava mão de obra na África e as vendia para outras empresas no Brasil”, avalia Maria Graça Costa, secretária de relações do trabalho da CUT.  
fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=17438

Sindicato defende Caixa e empregados no sábado

Dirigentes sindicais protestam em agências contra determinação da direção para trabalhar em dia de descanso e denunciam à população processo de desmonte do banco público
Redação Spbancários
20/2/2017


São Paulo – O movimento sindical reagiu à determinação da Caixa para que os empregados trabalhassem no sábado 18 devido à política de saques das contas inativas do FGTS. Representantes dos trabalhadores percorreram agências no Centro, Avenida Paulista e zona norte para dialogar com a população e bancários a respeito do processo de desmonte do único banco 100% público com atuação nacional no país.

Fotos: imagens da Paulista e da Praça da Sé

Ao mesmo tempo em que liberou o saque das contas inativas do FGTS, o governo Temer vem promovendo um plano de demissão voluntária que pretende eliminar até 10 mil postos de trabalho na Caixa.

O resultado é a acentuação da sobrecarga de trabalho, que já é alta entre os empregados, e a piora do atendimento à população. Para tentar disfarçar esse panorama, a direção do banco resolveu convocar empregados de quase 1.900 agências em todo o país para trabalhar no sábado 18.

Muitos bancários denunciaram que foram coagidos a assinar um documento atestando que tinham sido convidados a trabalhar. “Com isso, a Caixa pretende se eximir de processos judiciais. A convenção coletiva dos bancários garante o sábado de descanso. Quem trabalhou tem de receber como hora extra e não pode ter hora compensada, inclusive os gerentes-gerais. Os bancários que não receberem dobrado têm de denunciar ao Sindicato”, orienta o dirigente sindical Renato Perez.

Para denunciar acesse o canal Assuma o Controle. O Sigilo é absoluto.

Durante os protestos, dirigentes sindicais entregaram carta aberta à população denunciando o processo de sucateamento do banco. “As agências não precisam abrir aos sábados. O que a direção tem de fazer é contratar mais empregados para atender melhor a população durante o horário de expediente bancário”, afirma Perez. 
fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=17440

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Caixa registra 3 mil adesões ao PDVE até agora

Publicado em .
20170104075530989322a
O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse nesta terça-feira que o Programa de Desligamentoe Voluntário Extraordinário (PDVE) da instituição teve até agora cerca de três mil adesões.
Occhi indicou que o ritmo de adesão está abaixo do esperado e, por isso, hoje a empresa deve soltar um comunicado aos funcionários esclarecendo dúvidas como a manutenção do plano de saúde após a saída e a assinatura do termo de quitação das obrigações da Caixa com o empregado, que não implica revogação de direitos.
O executivo avalia que após o esclarecimento a adesão deve se acelerar, mas não quis projetar um total até o fim do prazo, que se encerra na próxima semana, apenas lembrou que o limite é dez mil participantes.
Segundo Occhi, apenas no próximo ano a empresa vai analisar a possibilidade de um novo concurso para suprir parte do pessoal que deixará a Caixa por meio desse processo.
Fonte: Valor
Diretoria Executiva da CONTEC

Após negociação com BB, funcionários em VCP poderão trabalhar 6 horas

Assinatura do termo de VCP referente horas extras não será mais exigida

15/02/2017
Arquivo/Contraf-CUT
Negociação com BB no dia 03 de fevereiro, em Brasília - Arquivo/Contraf-CUT
Negociação com BB no dia 03 de fevereiro, em Brasília
O Banco do Brasil informou em comunicado nesta quarta-feira (15) que os funcionários que estão recebendo a VCP não precisarão cumprir jornada de 8 horas, conforme era o normativo até agora, e poderão trabalhar 6 horas. VCP é uma Vantagem em Caráter Pessoal que mantém por quatro meses a remuneração do cargo anterior.
A Contraf-CUT, através da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, vinha reivindicando a alteração da jornada desses trabalhadores, bem como contestando a assinatura do termo de recebimento de VCP.
Os funcionários em VCP eram obrigados a assinar um termo abrindo mão de horas extras durante o período de VCP, bem como cumprir a jornada de horas do cargo anterior.
Com a medida anunciada hoje, os funcionários em VCP somente farão jornada de 8 horas se o cargo atual, inferior ao anterior, seja de jornada de 8 horas.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, “é uma medida que atende à reivindicação feita pela Comissão de Empresa em Mesa de Negociação e atenua um pouco a situação de quem teve redução de salário, seja por perda total do cargo ou realocação em cargo inferior”, ressalta.
Nova rodada de negociação com BB está marcada para o próximo dia 22 em Brasília
Fonte: Contraf-CUT

Deputados pedem que STF suspenda projeto de reforma da Previdência

Publicado em .

Para oposição, projeto cria critérios para a aposentação desconectados da realidade 
Um grupo de 28 deputados da oposição impetrou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação da reforma da Previdência. O relator do caso é o ministro Celso de Mello.
Para os parlamentares, a proposta de emenda à constituição (PEC) “cria critérios para a aposentação desconectados da realidade, tais como a exigência de elevada idade e excessivo tempo de contribuição para a obtenção de aposentadoria integral”, além de promover “a redução da proteção dos trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde” e abrir a possibilidade de concessão de pensão por morte e benefício assistencial em valor inferior ao salário mínimo.
O grupo também alega que o presidente Michel Temer enviou a PEC à Câmara dos Deputados sem que fossem apresentados estudos com o impacto da medida.
Além disso, os deputados criticam a falta de diálogo no âmbito do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) para tratar da reforma.
“Considerando o quão impactante para a sociedade são as propostas contidas na PEC 287/2016, considerando que não foram apresentados estudos técnicos pela União, especialmente atuariais, que justificassem o seu teor, considerando que compete à União prestar informações e estudos técnicos ao CNPS sobre a matéria previdenciária, considerando que a União Federal é obrigada a enviar ao CNPS a proposta orçamentária previdenciária antes de remetê-la ao Congresso, a União também possui o dever de discutir com os trabalhadores proposta de reforma previdenciária no âmbito do órgão colegiado criado para tal mister, o Conselho Nacional de Previdência, antes de enviar ao Congresso Proposta de Emenda Constitucional - o que não o fez”, afirmam os parlamentares.
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

Reforma da Previdência ignora R$ 426 bi devidos

Dívida de empresas é o triplo do déficit anual calculado pelo governo. Entre as devedoras, estão as maiores do país, como Bradesco, Caixa, Marfrig, JBS e Vale
Ana Magalhães, da Reporter Brasil 
14/2/2017


São Pauylo - Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.

“O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas [na reforma]”, afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas, segundo estudo da procuradoria, que classificou 32.224 empresas do universo de mais de 1 milhão de devedores do INSS.

Na lista das empresas devedoras da Previdência, há gigantes como Bradesco, Caixa Econômica Federal, Marfrig, JBS (dona de marcas como Friboi e Swift) e Vale. Apenas essas empresas juntas devem R$ 3,9 bilhões, segundo valores atualizados em dezembro do ano passado.

Repórter Brasil entrou em contato com essas empresas para entender quais são os pontos em desacordo. O Bradesco afirma que não comenta processos judiciais. A JBS diz que está negociando a dívida com a Receita Federal. A Marfrig afirma, em nota, que discute judicialmente a possibilidade de compensação de débitos previdenciários com créditos relativos ao PIS e a COFINS e que negociou o parcelamento da dívida. A Vale informa que possui questionamentos judiciais referentes às contribuições previdenciárias e que ofereceu garantias da dívida, o que a permite estar em ‘regularidade fiscal’. A Caixa Econômica Federal não se pronunciou. Leia a íntegra das respostas.

> Dia do Aposentado tem protesto no Senado contra reforma da Previdência

Parte da dívida não pode ser recuperada - Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, como as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.
Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado. Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas (veja detalhes no quadro abaixo).

A prova disso é que o percentual de recuperação é baixo. Em 2016, a procuradoria recuperou apenas R$ 4,15 bilhões dos créditos previdenciários, o equivalente a 0,9% da dívida previdenciária total.

Apesar disso, a procuradoria diz tomar medidas para recuperar esse valor. “Estamos num momento em que sempre se ronda o aumento da carga tributária, e a PGFN entende que o verdadeiro ajuste fiscal é cobrar de quem deve para não onerar quem paga,” diz Daniel de Saboia Xavier, coordenador-geral de grandes devedores da procuradoria.

O estudo poderia, inclusive, ajudar a retirar algumas empresas do mercado. “A empresa fraudadora viola a livre concorrência e prejudica empresas do mesmo ramo que não fraudam”, afirma Xavier, destacando que o órgão priorizará a cobrança das empresas que entram nos critérios ‘alta’ e ‘média’. Xavier explica ainda que muitas das empresas que estão inscritas como devedoras de valores com alta chance de recuperação apresentam questionamentos judiciais.

Repórter Brasil questionou quais são as empresas que seriam priorizadas à assessoria de imprensa através da Lei de Acesso à Informação, mas a procuradoria negou a informação sob a justificativa de que a divulgação violaria o sigilo fiscal.

Por que a dívida é tão alta? - A morosidade da Justiça, a complexidade da legislação tributária brasileira e os programas de parcelamento do governo são apontados como os principais fatores que explicam a alta dívida previdenciária no país.

“Não é um crime dever, e grandes grupos empresariais se beneficiam disso, questionam valores na Justiça e ficam protelando a vida inteira,” diz Sônia Fleury, professora da Fundação Getúlio Vargas. “É preciso fazer uma varredura para ver como as empresas utilizam esse mecanismo protelatório na Justiça e tomar decisões no nível mais alto para impedir esse jogo, que só favorece as grandes empresas. Perde o governo e o trabalhador.”

A criação de varas específicas e especializadas poderia agilizar esse tipo de cobrança, segundo o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Vilson Romero. “A única forma de fazer com que as empresas não fiquem devendo ao INSS seria ter uma estrutura fiscalizadora e cobradora mais eficiente e eficaz, o que chega a ser utopia no Brasil de hoje”, avalia Romero.

Sem a criação dessas varas, o sistema de cobrança continua lento. Uma ação de cobrança da Fazenda Nacional demora cerca de nove anos no Brasil segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2012. A responsabilidade pela cobrança das dívidas é da PGFN. Por outro lado, é dever da Receita Federal fiscalizar se os repasses previdenciários estão de fato ocorrendo, mas o trabalhador pode também conferir se a sua empresa está cumprindo a obrigação dos repasses pedindo, em uma agência do INSS, o extrato CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

O coordenador de Previdência do Ipea, Rogério Nagamine, acredita ser necessário melhorar a recuperação dessas dívidas, mas aponta que ela não resolve todos os problemas da Previdência. Por isso, ele defende a reforma proposta pelo atual governo − que estabelece a idade mínima de 65 anos para se aposentar (com pelo menos 25 anos de contribuição) e que, entre outras alterações, muda a base de cálculo do benefício, com redução de seu valor final.

A complexa legislação tributária do país é outro motivo para o alto volume dessa dívida, na avaliação da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David. Hoje, os inadimplentes da União pagam multa sobre a dívida, mas, segundo a especialista, essa multa vem sendo reduzida pela Receita Federal, pela procuradoria e pelo INSS nos últimos anos, em decorrência do parcelamento especial de débitos tributários.

“Principalmente nas grandes empresas, isso gera uma segurança para colocar a inadimplência e a sonegação no planejamento tributário, porque o risco é menor que o bônus. A legislação praticamente incentiva uma empresa a ficar inadimplente ou a sonegar”, afirma, destacando que em outros países as leis costumam ser mais rígidas.

A procuradoria informou, por meio de sua assessoria, que “o que tem prejudicado a cobrança dessas dívidas, em realidade, são os sucessivos programas de parcelamento especial (“REFIS”) editados nos últimos 17 anos. Os devedores têm utilizado esses parcelamentos como meio de rolagem da dívida, migrando de programa de forma sucessiva, sem, contudo, quitar os débitos.”
fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=17391

Sindicato notifica Caixa contra trabalho aos sábados

Calendário para saque do FGTS inativo foi divulgado à imprensa antes dos funcionários; Sindicato cobra condições dignas de trabalho aos bancários e de atendimento à população e critica programa de demissões em fase de aumento de demanda. Valores de contas inativas poderão ser retirados entre março e
Redação Spbancarios
14/2/2017


São Paulo – A Caixa Federal divulgou na terça-feira 14 o calendário para os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os pagamentos serão realizados entre os meses de março e julho de 2017.

O cronograma foi divulgado para a imprensa, antes de ser repassado aos funcionários que terão de dar conta do serviço nas unidades da Caixa.

“Mais um desrespeito da direção do banco com seus empregados. Primeiro vem essa medida do governo, que provoca aumento da demanda de profissionais ao mesmo tempo que a Caixa anuncia um PDVE (Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário) que reduzirá, também a partir de março, em 10 mil o número de empregados. Agora o anúncio do calendário, via imprensa, sem que os bancários saibam antes o cronograma e possam se organizar”, critica o dirigente sindical Renato Perez.

“O movimento sindical sempre reivindicou mais empregados para diminuir a sobrecarga de trabalho, melhor atender a população e fortalecer o banco público. Ao invés disso, a Caixa faz exatamente o contrário. Diminui o número de bancários justamente quando se aproxima um aumento significativo da carga de trabalho. É uma conta que não fecha”, reforça.

O Sindicato notificou a Caixa contra a abertura de agências aos sábados. “O trabalho no sábado, além de desrespeitar Lei Federal, inviabiliza o usufruto do repouso semanal remunerado pelo empregado, previsto em Acordo Coletivo. A luta por mais contratações pela Caixa permanece. O aumento do número de empregados, além de cumprir o papel social na diminuição da taxa de desemprego, fortalecerá o atendimento ao público. Dessa forma, o Sindicato requer solução definitiva para o melhor atendimento a população sempre, como a contratação de mais empregados, não sendo o atendimento ao sábado a resposta”, afirma no documento.

“Os empregados não são obrigados a trabalhar no sábado que é o descanso remunerado. Caso sofra qualquer tipo de pressão, o bancário deve denunciar ao Sindicato pelo Assuma o Controle. O sigilo é garantido”, destaca Perez.

Calendário – Os trabalhadores que nasceram em janeiro e fevereiro poderão realizar o saque da conta inativa do FGTS de 10 de março a 9 de abril. Os nascidos em março, abril e maio poderão realizar o saque da conta inativa do FGTS entre 10 de abril e 11 de maio. Nascidos nos meses de junho, julho e agosto vão sacar entre os dias 12 de maio e 15 de junho. Quem nasceu em setembro, outubro e novembro vai receber os valores em entre 16 de junho e 13 de julho. Já os nascidos em dezembro vão fazer o saque entre os dias 14 e 31 de julho. Segundo o governo federal, 10 milhões de brasileiros poderão sacar cerca de R$ 30 bi do fundo.

Serviço – A Caixa criou uma página especial e um serviço telefônico para tratar das contas inativas no site do banco. O banco orienta que os trabalhadores acessem o endereço www.caixa.gov.br/contasinativas ou liguem no 0800-726-2017, para que possam, de forma personalizada, saber o valor, data e local mais convenientes para os saques. Os beneficiários também podem acessar o aplicativo FGTS para saber se têm saldo em contas inativas, mas é necessário lembrar que os saques só podem ser feitos em contas que foram desativadas até  31 de dezembro de 2015.

A Caixa quer abrir agências nos primeiros sábados dos cronogramas mensais de pagamento (com exceção de abril, mês que o cronograma de pagamentos coincide com a Semana Santa): 18 de fevereiro, 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.

Como sacar – Os beneficiários terão quatro opções para recebimento dos valores: quem tem conta-corrente na Caixa poderá pedir o recebimento do crédito em conta, por meio do site das contas inativas. O saque também pode ser feito em caixas eletrônicos. Para valores de até R$ 1.500, é possível sacar só com a senha do cartão do Cidadão, mesmo que o beneficiário tenha perdido o documento. Para valores de até R$ 3.000, o saque pode ser feito com Cartão do Cidadão e a respectiva senha.

Há, ainda, a possibilidade de retirar o dinheiro diretamente nas agências bancárias. Os documentos necessários são o número de inscrição do PIS e o documento de identificação do trabalhador. É recomendado levar também o comprovante da extinção do vínculo (carteira de trabalho ou Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho).
fonte: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=17395