terça-feira, 18 de abril de 2017

Câmara rejeita pedido de urgência para reforma trabalhista

A sessão foi marcada por protestos da oposição, uma vez que a medida de urgência interromperia o prazo de apresentação de emendas na comissão especial

O plenário da Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo ao rejeitar um requerimento assinado por 13 líderes partidários pedindo regime de urgência para apreciação do projeto da reforma trabalhista. A manobra daria celeridade à tramitação da proposta, mas não alcançou o número necessário para ser aprovada. Foram 230 votos a favor, 163 contrários e uma abstenção. Eram necessários 257 votos favoráveis
O resultado foi comemorado pela oposição, que se articulou e aproveitou que menos de 400 deputados estavam presentes na sessão. “Com a Previdência também será assim”, avisou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “O governo Temer registrou uma grande derrota”, celebrou Afonso Florence (PT-BA).
A sessão foi marcada por protestos da oposição, uma vez que a medida interromperia o prazo de apresentação de emendas na comissão especial e as propostas de alteração no projeto só poderiam ser apresentadas na votação em plenário.
O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), pediu a suspensão da votação por considerar que a não apresentação de emendas na comissão seria “desrespeitosa” com os membros do colegiado. “Consideramos que está se tolhendo a tramitação normal do projeto”, criticou. “Votar a urgência hoje é um atropelo”, concordou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP).
Questões de ordem da oposição questionando a votação da urgência foram ignoradas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), até o início da noite, quando ele percebeu o risco de derrota para o governo. Diante da pressão da oposição, Maia propôs um acordo para manutenção do prazo de emendamento do texto substitutivo na comissão especial até amanhã.
O relatório da reforma trabalhista, do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), mexe em 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto dá força de lei aos acordos coletivos negociados entre empresas e trabalhadores em vários pontos. Entre eles, permite que sindicatos e empresas negociem jornadas de até 12 horas diárias, desde que respeitado o limite de até 48 horas por semana (contabilizando horas extras).
Segundo a proposta, também poderá ser negociado o parcelamento das férias anuais em até três vezes, com pagamento proporcional, desde que um dos períodos corresponda a pelo menos duas semanas ininterruptas. O relatório também regulamenta o trabalho intermitente – que permite jornadas inferiores a 44 horas semanais – e o fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.

Emendas

Pela regra interna, as emendas nas comissões podem ser apresentadas por qualquer membro do colegiado. Até o momento foram apresentadas 882 emendas, sendo metade delas acatadas pelo relator Rogério Marinho (PSDB-RN). Para apresentar uma emenda em plenário, será preciso reunir o apoio de 103 deputados ou de líderes que representem esse número de parlamentares. “Essa manobra que está acontecendo aqui é absurda. Não há legitimidade para votação dessa matéria”, atacou o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ).
Dando como certo que sairia vitorioso minutos antes do encerramento da votação, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) contou que amanhã haveria uma reunião com os oposicionistas para discutir procedimentos de votação. O objetivo era impedir que a oposição obstruísse os trabalhos, uma vez que a urgência aprovada abria brecha para votação direto no plenário.
Assim que a tramitação do projeto for concluída na comissão, a proposta seguirá ao plenário. O relator espera que a votação no colegiado aconteça na terça-feira (25). O presidente da Câmara disse nesta tarde de terça-feira que o projeto poderia ser votado no plenário na próxima semana mas, sem a urgência aprovada, ainda não há data para o tema entrar na pauta.
(Com Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Por que somos contra as Reformas Trabalhista e da Previdência Social

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O movimento sindical vem lutando há algumas décadas para garantir o direito dos trabalhadores. Atualmente, essa luta combativa se concentra na tentativa de barrar os projetos de reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam no Congresso Nacional. Isto porque temos certeza de que são textos injustos, inoportunos e desnecessários, que apenas retiram diretos do trabalhador e em nada contribuem para o desenvolvimento da nossa sociedade.
​A Reforma Trabalhista, por exemplo, pretende  estabelecer a predominância do negociado sobre o legislado. O que é claramente desnecessário, porque hoje o movimento sindical responde aos reclamos dos trabalhadores mediante as negociações diretas e às celebrações de Convenções e Acordos Coletivos, que já constituem leis entre as partes. Para que negociado sobre o legislado, então?
Por isto, embora haja centenas de emendas dos Deputados ao Projeto de Lei número 6787/2016, a CONTEC e as demais Confederações integrantes do FST permanecem lutando pela rejeição desta matéria, num trabalho de convencimento e pressão junto a  cada Deputado e cada Deputada. 
​​Já a Reforma da Previdência Social (PEC 287/2016) é inoportuna e injusta porque vem em hora errada, quando ninguém mais confia nos números apresentados pelo governo federal. Ainda na gestão passada, a Previdência Social foi reformada mediante a instituição do fator 85/95. Essa medida resolveu o Fator Previdenciário e outros males da nossa Previdência.
Sabemos que a Previdência privada não é deficitária. A Previdência pública é a problemática, mas o seu déficit, que é grande, deve ser resolvido pelo governo sem onerar os trabalhadores. Que o governo corte gastos, trabalhe melhor no combate à corrupção, feche as torneiras do desperdício! O trabalhador não pode pagar pela má administração pública e pela falta de controle adequado da gestão do governo! 
​​Por tudo isto, conclamamos todas as entidades sindicais a trabalharmos juntos. Convençam seus Deputados a votarem contra ambas as matérias, desenvolvendo amplo processo de conversações, mobilizações e pressões sobre Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores, para repercutirem junto aos Deputados Federais a justa necessidade de rejeição das Reformas Trabalhista e da Previdência Social.  
A CONTEC mantém o seu Diretor de Assuntos Legislativos, Gladir Antonio Basso, em tempo integral, na Câmara dos Deputados, agradecendo os votos favoráveis aos trabalhadores e buscando convencer os Deputados que apoiam o Governo a votarem em favor da maioria da sociedade brasileira, isto é, dos trabalhadores. 
Diretoria Executiva da CONTEC

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Anamatra: Reforma trabalhista deverá aumentar desemprego

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A Comissão Especial da Reforma Trabalhista concluiu a fase de debates da proposta esta semana e o relator do projeto na Comissão, deputado Rogério Marinho (PSDB), deve apresentar o seu relatório nesta quarta (12). A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é votar o texto na próxima semana. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) alerta para as ameaças das mudanças propostas pelo Governo para os direitos sociais.
Além de participar dos debates nas Comissões e em outras oportunidades, a entidade entregou nota técnica a líderes e diversos parlamentares na Casa.
A proposta, em linhas gerais, pretende fazer mudanças substanciais nas leis trabalhistas que, na visão da Anamatra, têm um viés totalmente precarizante. Entre as preocupações da Associação estão: a prevalência dos acordos coletivos sobre as leis, a possibilidade de jornadas de até 12 horas diárias, parcelamento de férias, remuneração por produtividade, trabalho intermitente com salários e outros direitos variáveis, entre outras.
Na avaliação do presidente da Anamatra, Germano Siqueira, vários pontos da reforma são inconstitucionais, por reduzir diversos direitos previstos na Carta Maior. “A Constituição de 1988 reforçou a importância de garantias sociais. Dessa forma, toda e qualquer reforma deve observar a Constituição Federal, que prevê a construção progressiva de direitos no intuito de melhorar a condição social do trabalhador e não de reduzir as suas conquistas históricas e fundamentais”, esclarece o presidente.
Para o magistrado, promover uma reforma com o objetivo de rebaixar sistematicamente vários direitos dos trabalhadores e aumentar sobrecarga de trabalho e de suas obrigações, sem a correspondente remuneração, não passa de mera exploração e violação da Lei Maior.
“O Brasil está vivendo um triste momento de ilegítima desconstrução de diversos paradigmas constitucionais de bem-estar social, curiosamente patrocinados hoje pelo Partido do Dr. Ulysses Guimarães, que cunhou a expressão ‘Constituição Cidadã’, sem jamais imaginar que décadas depois esse texto pudesse ser tão duramente atacado”, lembra.
A taxa de desemprego no Brasil, que bateu novo recorde, atingindo 13,2% no final de fevereiro (IBGE), não tende a ser reduzida em razão dessa reforma, se aprovada, e até deve aumentar, analisa o presidente da Anamatra. “A possibilidade de aumento da jornada para até 220 horas mensais, com jornada diária de 12 horas, vai representar, na prática, a redução dos postos de trabalho e o desestímulo a novas contratações. Aumentarão, talvez, os subempregos, com pouco ou nenhum direito garantido, como será o caso, por exemplo, dos trabalhadores com jornada flexível e dos terceirizados”, explica Germano Siqueira.
Para o presidente da Anamatra, o Governo tenta “vender” a reforma trabalhista como algo benéfico e que tem o intuito de modernizar a legislação trabalhista, o que não é verdade. “O discurso de ocasião usado pelos defensores da reforma é oportunista e coloca no centro da discussão, em verdade, a ideia de reduzir e precarizar direitos atingindo a legislação que tutela as relações trabalhistas há décadas, prejudicando os trabalhadores e aumentando os ganhos do capital”, critica o presidente.
O magistrado lembra também que, ao contrário do que vem sendo informado pelo Governo, a reforma não tem consenso entre os representantes de trabalhadores e empregadores e outras entidades que lidam com o tema. “Os debates na Comissão Especial e em outros fóruns no Parlamento têm revelado que, assim como a reforma previdenciária, as alterações às leis trabalhistas não representam o anseio da sociedade, que talvez mais adiante consiga expressar a sua voz insatisfeita de forma mais efetiva”, disse.
Fonte: Anamatra
Diretoria Executiva da CONTEC

Santander é obrigado a apresentar metas mensais de todos os seus empregados à Justiça trabalhista

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MPT requer condenação do Banco por dano moral coletivo em R$ 460 milhões
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou Ação Civil Pública (ACP), com abrangência nacional, contra o Banco Santander pela prática de assédio moral e submissão dos empregados a metas abusivas. A ACP tramita na 3ª Vara do Trabalho de Brasília, em razão de outra Ação mais antiga com tema semelhante. O pedido de indenização por danol moral coletivo é de R$ 460 milhões.
O juiz Francisco Luciano de Azevedo Frota atendeu ao pedido do MPT, determinando que o Banco apresente as metas mensais de todos os empregados do Santander, abrangendo o período de janeiro de 2015 a março de 2017. Também, agendou audiência inicial para o dia 10 de maio próximo.
As irregularidades que geraram a ACP foram apuradas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Pressão psicológica e ameaças implícitas e explícitas de demissão dos bancários, bem como o subdimensionamento do quadro de empregados como punição pelo não-cumprimento das metas foram as constatações dos fiscais.
Para eles, a Instituição Bancária adota modelo de organização laboral baseado na gestão por estresse e humilhação, estabelecendo metas elevadas e cobranças excessivas. Há sobrecarga de trabalho, ameaças de demissão pelo não atingimento de metas e os bancários são punidos quando clientes fazem saques em aplicações. Toda essa pressão resulta em danos à saúde dos trabalhadores e também aos cofres públicos. A estimativa de gastos do Instituto Nacional de Seguridade Social com os empregados adoecidos do Santander chega a R$ 90 milhões.
Para os procuradores signatários da ACP, Paulo dos Santos Neto e José Pedro dos Reis, do MPT no Distrito Federal, e Sandro Eduardo Sardá, do MPT em Santa Catarina, “dessarte, amplamente demonstrado nos autos que a grave inadequação do meio ambiente de trabalho no Banco réu, baseado em metas abusivas, cobranças excessivas, subdimensionamento de pessoal, pressões excessivas, sobrecarga de trabalho, dentre outras, vem gerando uma verdadeira legião de jovens bancários acometidos de transtornos mentais, com danos irreparáveis à saúde dos empregados, mas com impactos negativas no sistema de saúde e previdenciário.”, afirmam.
O MPT também requisitou instauração de inquérito à Polícia Federal para apurar os crimes de lesão corporal, constrangimento ilegal e frustração de direito assegurado em lei trabalhista e de exposição a vida e a saúde de outrem a risco, contra os diretores do Banco e demais responsáveis pelas condutas ilícitas adotadas.
Processo nº 0000342-81.2017.5.10.0011
Com informações do MPT em Santa Catarina.
Fonte: MPT
Diretoria Executiva da CONTEC

terça-feira, 11 de abril de 2017

Sindicatos de Votuporanga e região unem-se contra reformas
Representantes de dez classes aderiram ao movimento “União Sindical em Defesa do Trabalhador”
Com o intuito de unir forças para a Mobilização Nacional do dia 28 de abril, o Sincomerciários de Votuporanga, comandado pela presidente, Lia Marques, organizou na manhã desta segunda-feira (10/04), uma reunião entre líderes sindicais de diferentes seguimentos.
Estiveram presentes, representantes do Sincomerciários de Votuporanga, SETH (Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Votuporanga), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Votuporanga, SINTHOMRESVO (Sindicato dos Trabalhadores em Hoteis, Moteis, Restaurantes, Bares e Similares de Votuporanga e Região), Sindicato dos Motoristas de Jales e Região, Sindicato dos Bancários de Votuporanga e Região, Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, do Mobiliário, Montagem Industrial de Mirassol e Votuporanga, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Votuporanga e SSPMV (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Prefeitura Municipal, da Câmara Municipal, das Autarquias Municipais e Fundações Públicas Municipais, Ativos e Inativos de Votuporanga.
Os líderes sindicais presentes decidiram aderir ao movimento de forma unida para dar corpo à manifestação em Votuporanga, que tem como objetivo, assim como em todo país, deixar claro o descontentamento da classe trabalhadora frente às mudanças propostas pelo governo com relação aos direitos trabalhistas e previdenciários.
Cada item da organização ficou a cargo de um sindicato e uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 19, às 9h, na sede do Sindicato dos Bancários, onde serão definidos os últimos detalhes da passeata do dia 28 de abril, que tem concentração marcada para as 9h, na Praça São Bento.
As lideranças mostraram-se bastante alinhadas no sentido de promover um ato pacífico e apartidário, além de se comprometerem a informar seus filiados, engajar familiares dos mesmos e demais cidadãos diretamente atingidos pelas reformas e pelas consequentes perdas de direitos trabalhistas conquistados por meio de tanta luta.


http://www.acidadevotuporanga.com.br/cidade/2017/04/sindicatos-de-votuporanga-e-regiao-unem-se-contra-reformas-n34914

4,5 mil empregados saem no PDVE e Caixa não irá fazer novas contratações

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4.519. Esse é o número de empregados que aderiram ao Programa de Demissão Voluntário Extraordinário (PDVE) aberto pela Caixa Econômica Federal no início deste ano. Esse número faz parte de um balanço parcial feito pela empresa e a quantidade de trabalhadores que saíram pode aumentar. Isso porque, os números da última semana e, em especial, do último dia de adesão – dia 31 de março – ainda não foram fechados.
Na próxima terça (10), a Caixa vai pagar as indenizações dos últimos empregados que optaram pelo PDVE. Até o próximo dia 18, a estatal deve divulgar o resultado final do programa. De qualquer forma, a Caixa não atingiu a meta. A expectativa da direção do banco era que 10 mil empregados deixassem a empresa. O PDVE deve atingir, no máximo, 5 mil.
Apesar da grande quantidade de trabalhadores que deixaram a Caixa, a cúpula do banco reafirmou que não irá fazer novas contratações. A postura da estatal contraria decisão da justiça que determinou a contratação de 2 mil novos empregados que foram aprovados no concurso público de 2014. A Caixa perdeu por duas vezes na justiça e já recorreu.
NOVOS PSI
A direção do banco informou que até o fim do mês, vai reabrir os Processos de Seleção Interno (PSI). Esse é o prazo que a estatal disse precisar para reestruturar as áreas que perderam empregados no PDVE.
A Diretoria Executiva da Contec discorda da postura da Caixa em não substituir os empregados que aderiram ao PDVE e vai lutar para que novas contratações sejam realizadas.
Diretoria Executiva da CONTEC

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Os bancários vão aderir à greve geral no dia 28 de abril

A decisão foi tomada na reunião do Comando Nacional dos Bancários

06/04/2017
Os bancários de todo o Brasil vão participar da Greve Geral do dia 28 de abril. A decisão foi tomada durante a reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada na sede da Contraf-CUT, na tarde desta quinta-feira (6). O movimento é uma estratégia das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para derrotar a reforma da previdência, a reforma trabalhista e a terceirização propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e chanceladas pelos aliados dos patrões, com mandato parlamentar em andamento. Trata-se de uma iniciativa construída com o conjunto das centrais sindicais.
“Os bancários já perceberam que os bancos estão por trás das reformas que estão precarizando os empregos e as relações de trabalho no Brasil. Sabem que os banqueiros apoiaram fortemente os projetos de lei de terceirização e torcem pela aprovação do PL 6787 que pretende fazer com que o negociado prevaleça sobre a legislação. Pretendem com isso alterar jornadas, férias e outros direitos. Os bancários vão resistir. Vão aderir à greve geral e vão pressionar os deputados nas suas bases eleitorais. Quem votar contra os trabalhadores não volta para o Congresso”, prometeu Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
A orientação é que os sindicatos e as federações se articulem com as centrais sindicais e movimentos sociais que estão organizando o ato em suas regiões para aderir ao movimento. “O comando orientou pela Unidade de ação. Juntos somos mais fortes”, completou o presidente da Contraf-CUT.
O Comando Nacional também debateu a conjuntura e definiu um calendário de lutas unificado da categoria em defesa do emprego, em defesa dos bancos públicos e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A próxima reunião do Comando Nacional dos Bancários foi marcada para o dia 10 de maio.
Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Calcule o estrago que a PEC da Previdência te impõe

Calculadora criada pelo Dieese e a CUT mostra, de modo fácil e claro, a diferença se aposentar pelas regras atuais e pelas que o governo Temer que impor
  • Publicado em 22/02/2017 17:29 / Atualizado em 17/03/2017 19:09
CUT, com edição da Redação
22/2/2017


São Paulo - A CUT lançou na terça 21 o Aposentômetro, uma calculadora que ajudará os trabalhadores a descobrir com qual idade se aposentarão, caso seja aprovada a Reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A ferramenta informa quanto tempo lhe resta de trabalho até a aposentadoria nas regras atuais e como ficará se a proposta de Temer for aprovada pelo Congresso Nacional.

É muito fácil usar o AposentômetroBasta informar gênero, data de nascimento e tempo de contribuição para o INSS e clicar no "calcula" para ver o tamanho do desastre que o governo federal quer impor aos trabalhadores.

O projeto de Temer aumenta a idade mínima para 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, do campo e da cidade; e aumenta o tempo de contribuição de 15 anos para 25 anos. O conjunto de medidas impõe tantas dificuldades e restrições que praticamente inviabiliza que amplas parcelas de trabalhadores e trabalhadoras consigam se aposentar. Como disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, "Temer não quer reformar a Previdência, quer acabar com a aposentadoria dos trabalhadores".

Com o mote Reaja agora ou morra trabalhando, a CUT deu inicio a um movimento que pretende tomar as ruas do país pela preservação da aposentadoria, um direito histórico da classe trabalhadora. O Aposentômetro é uma das ações que contribuirão para dar aos trabalhadores argumentos para combater essa reforma e foi elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

E por falar em ocupar as ruas, foram marcados para os dias 8 - Dia Internacional da Mulher - e 15 de março - Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) já está nas ruas, nos locais de trabalho, nas Câmaras Municipais e entidades de classe debatendo os prejuízos que esta reforma provoca, conscientizando a sociedade e convocando os trabalhadores para a ir às ruas contra o fim da aposentadoria.
fonte:  http://spbancarios.com.br/02/2017/calcule-o-estrago-que-pec-da-previdencia-te-impoe

Delfim ataca sindicatos para defender precarização

Criticar terceirização não é artimanha, como diz Delfim, é luta por emprego decente
  • Publicado em 06/04/2017 10:24 / Atualizado em 06/04/2017 10:32
Foto: Seeb-SP
Em artigo publicado na Folha de S Paulo desta quarta-feira 5, o ex-ministro da Fazenda de Costa e Silva e Médici, embaixador e assessor de outros ditadores, Antonio Delfim Netto, usa a tática da mentira, da enganação, de ataque aos sindicatos como arma para defender a terceirização irrestrita, que reduz os salários e aumenta os lucros dos empresários. O título é apenas uma provocação barata, uma tentativa de jogar o leitor contra os sindicatos: “Campanha contra terceirização é artimanha dos sindicatos”, leia aqui.
Delfim sabe que, no Brasil, terceirização é sinônimo de precarização e uma forma de burlar a lei. Terceirização tira direitos dos/as trabalhadores/as sim, ao contrário do que ele afirma em seu artigo. As terceirizadas não cumprem a CLT e a prova disso são os milhares de processos na Justiça do Trabalho de terceirizados demitidos sem receber sequer os últimos salários, sem direito a seguro-desemprego porque o patrão não depositou FGTS, nem o INSS, nem nenhum imposto devido. E o que fazem os donos das terceirizadas? Fecham as portas, somem do mercado; e, depois, no futuro, abrem com nova razão social, em nome de um laranja.
A terceirização da mão de obra representa um enorme rebaixamento do contrato de trabalho. Teremos mais trabalhadores/as formalizados em empresas, porém, esses – e isso não é um chute, é fato comprovado por uma pesquisa séria feita pelo Dieese -, ganharão menos (em média -23,4%); ficarão menos tempo em seus postos de trabalho – a rotatividade entre os terceirizados é de 57,7% contra 28,8% entre os empregados contratados diretamente pela empresa; trabalharão 3 horas a mais por semana; sofrerão mais acidentes de trabalho e estarão mais sujeitos a acidentes fatais, especialmente nos setores elétrico, de petróleo e na construção civil; serão mais vítimas de calote dos patrões (a incidência de não pagamento de contribuições previdenciária, FGTS e demais contribuições sobre folha, assim como de verbas rescisórias e mesmo salários, é muito maior nas empresas terceirizadas do que nas contratantes); e estarão entre as possíveis vítimas de trabalho escravo.
Dos 10 maiores casos de resgate de trabalho escravo, entre 2010 e 2013, nove envolviam terceirizados – o que totaliza 2.998 trabalhadores em um universo de 3.553 ações do Ministério Público do Trabalho.
O Projeto de Lei que Temer sancionou tem tudo isso e ainda mais: decretou que as empresas contratantes têm responsabilidade “subsidiária” ao invés de “solidária”, como a CUT defendeu. Isso significa que, quando a terceirizada der calote, por exemplo, não haverá responsabilização da contratante em relação aos problemas que possam ocorrer nas empresas terceirizadas.
O PL 4302 livrou, ou como dizem os empresários e defensores, deu garantia jurídica a quem utiliza mão de obra terceirizada, ou, como sempre digo, intermediação fraudulenta de mão de obra. O PL 4302 protege os sonegadores, enganadores e exploradores de mão de obra desprotegida. São vândalos e parasitas.
Quanto aos ataques de Delfim à postura corporativa das entidades sindicais dos trabalhadores, o que posso dizer é que “se ser corporativo é defender os interesses da classe trabalhadora”, então, somos, sim, corporativos. É esse nosso papel. Não custa lembrar ao ilustre economista, que as entidades sindicais patronais defendem o contrário. Estão aí os sindicalistas patronais da Fiesp e da CNI gastando fortunas em propagandas na televisão para atacar os direitos dos trabalhadores e defender medidas nefastas como a terceirização.
Lembrando também que essas entidades patronais, igualmente beneficiadas com ‘generosas’ fatias do imposto sindical, fizeram campanha pública a favor do golpe do impeachment. E o objetivo do golpe era fundamentalmente atacar os direitos da classe trabalhadora, como estamos vendo agora.
A estrutura sindical brasileira é a mesma, tanto para os trabalhadores, como para os patrões. Com a diferença de que os patrões, além de receber o imposto sindical, recebem milhões de reais por ano para o Sistema “S”, uma caixa preta de recursos que ninguém nunca ousou questionar ou dizer que precisa ser aberta em todos os níveis.
Já a assistência negocial que Delfim classifica como suspeita, é aprovada em assembleia, depois que o sindicato faz negociações que garantem ampliação de direitos e benefícios. Se há algo de suspeito no processo, o economista tem de detalhar o que é, de forma responsável.
Para finalizar, só me resta dizer que até o mundo mineral, como diz Mino Carta, sabe que emprego e renda se gera com crescimento e desenvolvimento econômico. Produtividade se aumenta com investimentos, educação e, principalmente, avanços tecnológicos na estrutura produtiva do país. Retirar direitos dos trabalhadores e de aposentadas nunca ajudou país nenhum do mundo a crescer.
fonte: http://spbancarios.com.br/04/2017/delfim-ataca-sindicatos-para-defender-precarizacao

Bradesco terceiriza e demite bancários com 30 anos de casa

Sobrecarregados e sem direitos garantidos, terceirizados não conseguem desempenhar funções, o que cria problemas para as agências; há mais ataques do governo Temer contra os trabalhadores no horizonte e a CUT chama greve geral para o próximo dia 28
  • William De Lucca, Spbancarios
  • Publicado em 05/04/2017 13:17 / Atualizado em 06/04/2017 13:46
Arte: Dooder / Freepik com Spbancários
São Paulo – Nem bem a terceirização irrestrita foi aprovada (veja o nome dos deputados que aprovaram), os efeitos nocivos que já atormentavam os bancários começam a se agravar em setores do Bradesco. O Departamento de Suporte de Produtos e Serviços (DSPS), na Cidade de Deus, teve 10 trabalhadores, muitos com mais de 30 anos de banco e perto da estabilidade pré-aposentadoria, demitidos. E os terceirizados, em menor número e contratados com salários menores e menos benefícios, não conseguem suprir a demanda da área.
O processo de terceirização do setor de expedição de malotes começou em dezembro do ano passado, e a conclusão estava prevista para o mês seguinte. Como a empresa contratada não tinha conseguido suprir a demanda de cerca de 5,4 mil malotes expedidos diariamente, 24 horas por dia, o prazo para a conclusão da terceirização foi estendido até fevereiro deste ano. Nesse período, os bancários do setor continuaram trabalhando, com a garantia de que seriam realocados para outras áreas ao fim do processo.
“Na oportunidade, os gestores garantiram a realocação, mas não foi o que aconteceu. Já foram demitidos cerca de 10 funcionários, muitos deles com mais de 50 anos de idade, alguns em estabilidade pré-aposentadoria e outros perto de consegui-la”, denuncia o cipeiro da Cidade de Deus, Valdemar Piu-Piu.
Segundo ele, as demissões não tiveram critérios justos, e os gestores que cuidavam do setor durante o dia alegaram que apenas foram avisados sobre os desligamentos dos trabalhadores do período da noite e que não participaram das decisões.
“Os colegas estão revoltados com isso, porque os gestores do período da manhã não acompanham o serviço dos outros turnos, não dão feedback sobre o trabalho, então como podem avaliar o nosso desempenho? Agora está todo mundo indo trabalhar tenso, porque sabemos que podemos ser chamados a qualquer momento e perder o emprego”, lamenta Valdemar Piu-Piu.
“Após quatro meses da mudança, a empresa terceirizada continua tendo dificuldade em manter a qualidade do serviço que era feito por bancários, e muitas agências têm reclamado de problemas com o desempenho atual”, conta, lembrando que o serviço era feito por 30 bancários e agora é realizado por 19 terceirizados que  recebem salário inferior ao piso da categoria, têm jornada maior e outros direitos, como o vale-refeição, mais baixos.
Valdemar diz que o setor é mais uma prova de como a terceirização é ruim para os trabalhadores que perdem seus empregos e para os terceirizados, que têm sobrecarga e menos direitos. “O Bradesco não pensa na sua responsabilidade social quando demite colegas faltando pouco tempo para a aposentadoria. É injusto e cruel por parte da gestão”, finaliza.

Reaja - A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, lembra que há outros ataques em curso, como as reformas da Previdência e trabalhista. Ela convoca os bancários e demais categorias a enviar e-mails aos deputados dizendo que se votarem a favor não serão reeleitos.
fonte: http://spbancarios.com.br/04/2017/bradesco-terceiriza-e-demite-bancarios-com-30-anos-de-casa