terça-feira, 25 de julho de 2017

SantaderPrevi realizará eleições democráticas pela primeira vez

Sindicato apoia dois candidatos que terão o dever de defender os interesses dos trabalhadores no fundo de pensão que sempre foi gerido pelo banco e recentemente apresentou rombo milionário
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 19/07/2017 12:13 / Atualizado em 24/07/2017 17:24

Imagem: Seeb-SP
São Paulo – Após quase 10 anos de muita mobilização dos trabalhadores bancários, finalmente o Santander aceitou realizar eleições democráticas e transparentes para o conselho do SantanderPrevi. O fundo de pensão dos funcionários oriundos do Banco Real sempre foi gerido pelo banco e recentemente apresentou rombo milionário que gerou perdas consideráveis aos participantes.

Os bancários elegerão seus representantes entre 28 de julho e 3 de agosto. O Sindicato apoia e indica o voto em Patrícia Bassanin Delgado para o conselho Fiscal e Orlando Puccetti Junior para o conselho Deliberativo (veja propostas abaixo).

Patricia ingressou na carreira bancária em 1991, no banco América do Sul, adquirido pelo Sudameris, comprado pelo Banco Real, que foi englobado pelo Santander. Ela ocupou os cargos de escriturária e assistente comercial. Entrou no meio sindical em 1996, atuando por duas gestões como conselheira fiscal do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região. É atualmente diretora de patrimônio da entidade.

Formado em administração de Empresas, Orlando tem 46 anos de experiência como bancário. Ingressou no Banco Sudameris. Exerceu diversos cargos de gerência tanto em agências como em departamentos da Direção Central. Foi dirigente do Sindicato dos Bancários do ABC e hoje está aposentado.
Leia o jornal da Afubesp sobre a eleição

E por que votar nestes nomes apoiados pelo Sindicato? O Santander inscreveu dois candidatos que ocupam o alto escalão do banco para concorrer. “Se houver um eventual conflito de interesses entre o Santander e os trabalhadores, quem esses indicados irão defender? Claro que os do banco”, explica Camilo Fernandes, presidente da Afubesp (Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp ).

Nas gestões anteriores, todos os conselheiros que deveriam representar os interesses dos trabalhadores foram indicados pelo banco, o que inclusive causou a judicialização por ausência de processos eleitorais.

Recentemente, representantes dos participantes denunciaram o SantanderPrevi à Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) por prejuízo estimado em R$ 36 milhões imposto aos participantes da carteira Moderado sem ações, decorrente de compra e venda de títulos decidida por administradores indicados pelo banco. Por isso, eles foram autuados pela Previc com multa individual de R$ 53 mil.

Trabalhadores da ativa sofreram com diminuição de suas reservas em até 20%. Por conta do rombo causado, as aposentadorias sofreram severa deflação.

No ano passado, o Ministério Público instaurou inquérito para investigar irregularidades no fundo de pensão. Na decisão, o MPF menciona falhas de dirigentes em relação à governança, exercida sem transparência e má gestão dos recursos dos participantes e assistidos.
Direção do SantanderPrevi autuada por má gestão

“O dinheiro do fundo pertence aos trabalhadores e deve ser gerido por eles”, enfatiza Camilo. “Por isso é muito importante eleger conselheiros que tenham comprometimento com os funcionários e que os representem de fato”, alerta o dirigente.

A votação será feita diretamente pelo site www.santanderprevi.com.br. O voto não poderá ser identificado. Os funcionários ativos que participam do plano também podem acessar diretamente a área restrita do site via link disponível no Portal RH do empregador, na página da SantanderPrevi.
 fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/santaderprevi-realizara-eleicoes-democraticas-pela-primeira-vez

Desmonte trabalhista impede acesso à Justiça

Reforma de Temer foi concebida para afastar trabalhador da Justiça do Trabalho; nova legislação ataca direitos garantidos até pela Constituição Federal
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 24/07/2017 20:00
Arte: Fabiana Tamashiro
São Paulo – A reforma trabalhista de Temer, que na verdade é um desmonte das garantias dos trabalhadores, valerão a partir de novembro, inclusive para contratos de trabalho já existentes. Uma legislação que tem como pontos centrais a ampliação das garantias jurídicas às empresas, a imposição de dificuldades para desestimular o empregado a ingressar na Justiça do Trabalho a fim de requerer direitos, o enfraquecimento dos sindicatos. 
A relação entre patrão e empregado é desigual. A legislação anterior procurava equilibrar essa assimetrias por meio de garantias asseguradas pelo Estado, como a justiça do trabalho, as leis, o ministério público do trabalho e a atuação dos sindicatos.
A nova lei acaba com essa lógica de busca do equilíbrio ao reduzir a proteção do Estado e dos sindicatos aos trabalhadores com o objetivo de aumentar os lucros das empresas e proteger os empregadores de processos trabalhistas.  Agora, aos olhos da lei, trabalhador e patrão tem a mesma força.  
A nova legislação estabelece que convenções e acordos coletivos possam prevalecer sobre a lei em diversos temas (jornada de trabalho, banco de horas anual, enquadramento do grau de insalubridade, teletrabalho, entre outros).
Ou seja, a Lei 13.467 reverte a atual hierarquia da legalidade trabalhista em favor das negociações mais específicas, nas quais trabalhadores têm ou tendem a ter menos poder.
“São medidas pensadas para afastar o trabalhador dos sindicatos, da Justiça e desestimular a requerer seus direitos”, protesta a presidenta do Sindicato, Ivone Silva. “Por isso, o desmonte trabalhista de Temer estará no centro dos debates na Conferência Nacional dos Bancários, quando serão traçadas estratégias a fim de enfrentar essa verdadeira aniquilação dos direitos da classe trabalhadora.” A conferência será realizada entre os dias 28 e 30 de julho, em São Paulo. 

Plano de lutas em defesa de empregos e direitos
Mobilização é a resposta na defesa de empregos e direitos
 fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/desmonte-trabalhista-impede-acesso-justica

sexta-feira, 21 de julho de 2017

CAIXA anuncia reestruturação e vai fechar 131 unidades

 
 

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (17/07) aos empregados, o Conselho Diretor da Caixa Econômica Federal informou que a empresa vai passar por um novo processo de reestruturação. Ao todo, 131 unidades internas e administrativas em todo o Brasil serão fechadas. O banco vai passar de 424 departamentos para 293.
De acordo com a carta, sete vice-presidências serão atingidas.  São elas: Vilop (Logística), Vigov (Governo), Vihab (Habitação), Vifug (Fundos de Governo), Vific (Finanças e Controladoria), Vipes (Gestão de Pessoas) e a Vitec (Tecnologia da Informação).
Para atender a essa nova realidade e manter a qualidade do atendimento e serviços, o Conselho Diretor afirma que os processos vão ser, em sua maioria, unificados e padronizados. As chamadas Centralizadoras serão ampliadas e vão absorver as demandas das unidades que serão fechadas.
A previsão é de que o processo de reestruturação seja finalizado em março de 2018.
PERDA DE FUNÇÃO
Com o fechamento das unidades, várias funções também serão extintas. O Conselho Diretor da estatal não apresentou números, mas especula-se que cerca de 500 bancários vão perder suas gratificações.
Na tentativa de amenizar o trauma na vida dos empregados, a cúpula da Caixa vai conceder 2 meses adicionais de asseguramento, incorporação de função para quem atende aos requisitos, manutenção de bolsa de graduação, pós-graduação e idiomas. Além disso, os bancários atingidos poderão fazer PSI (Processo de Seleção Interno) para qualquer vice-presidência sem nenhum tipo de trava e terão prioridade na realocação no mesmo município.
A Caixa disponibilizou ainda, um Comitê Nacional de Realocação para auxiliar os trabalhadores na busca por uma nova lotação dentro da empresa.
Esse é mais um duro golpe contra o banco e seus empregados. Na última sexta (14), a direção da Caixa reabriu o PDVE (Programa de Demissão Voluntário Extraordinário). A meta é desligar 5 mil empregados.
FECHAMENTO DE AGÊNCIAS
Em agosto, o alvo será as agências. A expectativa é de que 100 a 120 unidades em todo o país sejam fechadas até o primeiro semestre de 2018. Dentre diversos critérios, a direção da Caixa estabeleceu o financeiro como o mais importante. Por isso, o fechamento das agências deve seguir a seguinte ordem: primeiro, as aquelas que dão prejuízo. Segundo, as que não dão lucro (empatam). Por fim, as que dão resultado abaixo do esperado.
Ao todo, a Caixa tem 4,2 mil agências e postos de atendimento espalhados por todo o Brasil.
A Direção Executiva da Contec repudia a iniciativa da empresa e cobrará explicações no sentido de reverter todo esse movimento que precariza as relações de trabalho e desvaloriza o banco.
Diretoria Executiva da CONTEC

terça-feira, 18 de julho de 2017

Após enterrar a CLT, governo já arma ataque à aposentadoria

Depois de aprovar a reforma trabalhista exatamente como empresários e banqueiros queriam, Temer e cia. começam a articular formas para destruir a previdência pública
  • Redação Spbancarios, com informações da Band.com, O Globo e Folha de S.Paulo
  • Publicado em 17/07/2017 17:29
Foto: Carey Daniel / Freeimages
São Paulo – Nem bem enterrou os direitos previstos na CLT com a aprovação da reforma trabalhista, o governo Temer já prepara mais um grande golpe contra os trabalhadores. O alvo agora é a aposentadoria, sob ameaça da reforma da Previdência, prevista na PEC 287 (Proposta de Emenda Constitucional).
Diante do contexto, Ivone Silva, presidenta do Sindicato, reforça convocação a todos os bancários para pressionarem desde já os parlamentares contra a aprovação do novo desmonte. Para isso, foi criada a plataforma Na Pressão. Faça agora! É rápido e fácil.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), segundo matéria da Band.com, já está maquinando a estratégia: fatiar a proposta para empurrar as mudanças, rejeitadas por quase toda a população, goela abaixo. "Eventualmente, se algo não passar, devemos pautar esse algo para discussão em 2018 e para o futuro", disse.
Outro movimento está sendo puxado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), prometendo apoio político, nas eleições do ano que vem, aos deputados que votarem a favor, segundo O Globo. Os parlamentares sabem que como a reforma é muito ruim para o trabalhador, vão se 'queimar' em seus redutos eleitorais se aprovarem a PEC 287.
Além do discurso de que a PEC é importante para as contas do país, os prefeitos têm outros motivos para querer a aprovação. Condicionam seu apoio a benefícios oferecidos pelo governo federal às suas gestões que podem gerar mais gasto para os cofres públicos do que a pretensa economia prometida por Temer e seus aliados.
Grandes bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander, em notas públicas ou por meio de declarações dos seus executivos, já posicionaram-se favoravelmente. As justificativas “oficiais” dos banqueiros vão desde a retomada do “crescimento econômico sustentável” até a “solução dos nossos problemas sociais”. Entretanto, o que não assumem é um interesse bem particular das instituições que comandam: o crescimento da contratação de planos de previdência privada.
Desumana, cruel e nebulosa – Enquanto prefeitos e o governo se mexem para aprovar de qualquer jeito a reforma que os bancos querem, a sociedade se mostra contra as alterações sugeridas. Juízes e procuradores, por exemplo, já a classificaram como 'desumana'.
Advogados do ramo do Direito Previdenciário foram mais longe ao afirmarem que a reforma parte de diagnósticos equivocados e premissas seletivas, sendo “aberrativa” e vai levar o país “para o abismo”.
A juíza do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Vanessa Vieira de Melo, especialista em Previdência Social, considera que há falta de transparência e profundidade nos argumentos do governo. "Há toda uma campanha na sociedade de desinformação e de lesão àqueles que trabalham e que sustentam esse regime previdenciário. Atualmente, 30% dos recursos pagos para a Previdência são passados, na verdade, para pagamentos outros que não sabemos. Porque tudo fica muito vago para a sociedade, fica tudo infelizmente mal explicado" disse no Senado, em meados de junho.
Fora do campo jurídico, há também críticas pesadas sobre o ataque à aposentadoria pública do trabalhador. "São regras absolutamente incompatíveis com a realidade do mercado de trabalho brasileiro, que irão se agravar com a terceirização e a reforma trabalhista. E as regras de transição são, na verdade, regras de interdição. Isso penaliza a mulher, penaliza o rural, e o aposentado pelo BPC sofre uma crueldade ainda maior”, disse em maio Eduardo Fagnani, economista e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), em entrevista para o Portal CTB.
Alternativas – No mês passado, no Senado, os trabalhadores apontaram as inconsistências no discurso de que a Previdência é deficitária e também apresentaram alternativas para o custeio de uma aposentadoria digna. Dentre elas, tributação sobre lucros e dividendos, extinta em 1995 por Fernando Henrique Cardoso, e a criação de uma contribuição social sobre grandes fortunas e sobre rendimentos em aplicações financeiras.
Cobrar mais de quem tem mais também é a sugestão do sociólogo Marcelo Medeiros, um dos principais pesquisadores em desigualdade de renda, segundo matéria da Folha de S.Paulo.
"O debate atual está muito focado na responsabilidade fiscal, o que é necessário, mas ela precisa andar de mãos dadas com a responsabilidade social. Se olhar no curto prazo demais lá na frente todo mundo afunda", disse ao jornal. "O Brasil é um país desigual e a Previdência replica essa desigualdade. A maior parte dos gasto é com os mais ricos. Se precisa fazer economia, tem que se cortar no benefício dos mais ricos."
Trâmite – A PEC 287 já começou seu trâmite na Câmara por uma comissão especial, na qual já foi aprovado o parecer do relator, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) (veja quem bancou a eleição do relator da reforma da Previdência). O próximo passo é a votação no plenário, onde precisa de 308 votos para ser aprovada. Se passar, vai para o Senado.
 fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/apos-enterrar-clt-governo-ja-arma-ataque-aposentadoria

Direção da Caixa volta a forçar encolhimento do banco

Reabertura do plano de demissão pretende eliminar cerca de 5,4 mil postos de trabalho da instituição pública que lucrou R$ 4,1 bilhões em 2016 e assistiu aumento de 81% no resultado do primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. A quem interessa a diminuição da sua atuação?
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 17/07/2017 18:34 / Atualizado em 17/07/2017 19:15
Agência da Caixa na Avenida Paulista durante protesto do Sindicato deflagrado em janeiro
Foto: Mauricio Morais
São Paulo – A direção da Caixa reafirmou a intenção de encolher o tamanho do banco público por meio da reabertura do Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE ). O objetivo é eliminar cerca de 5,4 mil postos de trabalho, totalizando os 10 mil empregados que o primeiro PDVE pretendia demitir, mas que teve 4.645 adesões, segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
“É a continuidade do sucateamento dos bancos públicos promovido pelo governo atual. Um projeto retomado da década de 1990 que prejudica a maior parte da população, que conta com a Caixa para o pagamento de benefícios sociais e crédito imobiliário mais acessível”, denuncia Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa e diretor executivo do Sindicato. “Sem contar os empregados remanescentes do banco, que também serão afetados por meio da sobrecarga de trabalho que a eliminação de postos agravará.”
Em 2015, a Caixa foi responsável por mais de 75% do crédito imobiliário concedido à população, direcionando mais de R$ 370 bilhões para essa finalidade. Para efeito de comparação, no mesmo ano Itaú, Santander, Bradesco e HSBC responderam, juntos, por R$ 86 bilhões.
No ano passado a Caixa lucrou R$ 4,1 bilhões. Somente no primeiro trimestre de 2017 o banco registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, crescimento de 81,8% em relação ao mesmo período de 2016 e de 115,3% em relação aos três meses anteriores. “Os resultados comprovam que não há nenhuma razão para um plano de demissão voluntária e reforçam que essa medida visa atender à concorrência dos bancos privados, que se beneficiarão com o encolhimento do banco público, um patrimônio de todos os brasileiros”, afirma Dionísio. 
No final de 2014, a Caixa chegou a ter 101 mil empregados. Nos Planos de Apoio à Aposentadoria (PAA) de 2015 e 2016, cerca de 5 mil deixaram o banco. Já no PDVE do início deste ano, pouco mais de 4.600. Enquanto isso, há mais de 30 mil aprovados no concurso público de 2014 aguardando convocação. A falta de contratações é alvo de Ação Civil Pública, impetrada pelo Ministério Público do Trabalho no DF e no Tocantins, que está em julgamento no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins).
O PDVE – O anúncio da reabertura do PDVE foi divulgado na sexta-feira 14. Na primeira fase, encerrada em 31 de março, a meta da direção da Caixa era de desligar 10 mil trabalhadores. O prazo para aderir ao PDVE começa na segunda-feira 17 e seguirá até 14 de agosto, com os cortes ocorrendo entre 24 de julho e 25 de agosto.  
Conforme o comunicado da direção da Caixa, estão aptos a aderir os aposentados pelo INSS ou que podem se aposentar até 31 de dezembro; trabalhadores com no mínimo 15 anos de efetivo exercício de trabalho; e empregados com adicional de incorporação de função de confiança/cargo em comissão ou função gratificada até a data de desligamento (sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na empresa).

Os bancários que aderirem ao PDVE poderão poseteriormente pleitear direitos como verbas salariais por meio das Comissões de Conciliação Voluntárias. 

Dionísio Reis critica mais uma decisão unilateral da direção do banco. “Não houve negociação com os representantes dos trabalhadores. Estamos muito preocupados com a volta do PDVE, pois o recado é claro: não haverá reposição das vagas deixadas pelos que aderirem. Isso só piora as condições de trabalho dos colegas que permanecerem e afeta diretamente o atendimento à população”, reforça o dirigente, acrescentando que a CEE irá averiguar os termos do plano para garantir que não haja perda de direitos para os empregados que fizerem a adesão.
fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/direcao-da-caixa-volta-forcar-encolhimento-do-banco

Santander demite bancária com perícia agendada no INSS

Mais uma mostra da falta de respeito com bancários que ficaram doentes trabalhando para o banco; casos são cada vez mais comuns e reforçam perda dos direitos dos trabalhadores  
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 17/07/2017 18:43 / Atualizado em 17/07/2017 19:31
São Paulo – Os bancários do Santander que desenvolvem doença relacionada ao trabalho são obrigados a encarar dois problemas. Além da enfermidade, enfrentam os desrespeitos do banco a partir do momento em que se afastam da atividade laboral para cuidar da saúde. O Sindicato recebe todas as semanas diversos casos de funcionários que vivem um calvário quando adoecem trabalhando para a empresa. 
Paula (nome fictício) sofreu duas violências: um assalto dentro da agência e ameaças de um policial barrado na porta giratória. Por conta disso, desenvolveu transtornos psicológicos comprovados por exames e atestados que recomendaram afastamento.

Devido à violência e ao tratamento, ela conta que pediu diversas vezes ajuda e atenção do Santander para conseguir ser transferida para agência ou departamento em outra cidade. “O banco sempre se negou e falava para eu entrar em processo seletivo e concorrer a uma vaga. É uma omissão, só dão atenção quando o funcionário cumpre metas, tem destaque. Quando você deixa de fazer isso, torna-se um estorvo para eles.”
Mesmo com laudos e atestados recomendando afastamento, a perícia do INSS considerou-a apta para o trabalho. Enquanto aguardava a realização de uma nova perícia (um direito da trabalhadora),  o banco convocou-a para um exame médico. “Por ingenuidade eu fui. O médico ficou enrolando com assuntos estranhos para dar tempo do pessoal do RH chegar. Quando eu saí, eles me comunicaram o desligamento.”

Temer retoma revisão de benefícios previdenciários
A advogada previdenciária Sara Quental ressalta que se o trabalhador entender que está incapaz para o retorno ao trabalho, deverá de imediato agendar perícia no INSS e comunicar ao banco a data, além de enviar ao RH da empresa laudos do médico particular comprovando o seu estado de saúde e a sua incapacidade.
“Em todos os casos, inclusive na existência de estabilidade provisória, é sabido que o banco às vezes demite o trabalhador, mas temos judicialmente a possibilidade de pleitear a reintegração do funcionário na Justiça do Trabalho”, explica a advogada.
“O Santander desrespeita profissionais que se dedicam com afinco, dia após dia, para que o banco tenha o lucro fabuloso que tem. Neste caso, demitiu injustamente uma funcionária com perícia agendada pelo INSS. Se o banco demite um trabalhador com perícia agendada, então qual é a função da perícia? Essa prática demonstra que o banco não respeita nenhuma garantia que o trabalhador tenha”, protesta a diretora executiva do Sindicato, Maria Rosani.
“Vamos  exigir do Santander o fim dessas punições injustas. Ao mesmo tempo, também já orientamos a bancária a ingressar na Justiça. Outros colegas que enfrentarem o mesmo tipo de abuso, devem procurar o Sindicato”, alerta Maria Rosani.

Se você for vítima de uma situação semelhante, denuncie ao Sindicato, acessando o canal Assuma o Controle, pelo 11-3188-5200 ou enviando Whatsapp pelo 11-97593-7749. O sigilo do denunciante é absoluto. 
 fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/santander-demite-bancaria-com-pericia-agendada-no-inss

Sindicato apoia a chapa 1 para a Fundação Itaú-Unibanco

Processo eleitoral, entre 19 e 27 de julho, definirá representantes dos participantes nos conselhos Deliberativo e Fiscal e nos comitês dos planos de previdência complementar
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 22/06/2017 16:52 / Atualizado em 18/07/2017 16:50
São Paulo – A Fundação Itaú-Unibanco, que abriga os diversos planos de previdência complementar da instituição financeira, realiza eleições, entre 19 e 27 de julho, para representantes dos conselhos Deliberativo, Fiscal e para os comitês dos respectivos fundos de pensão. Podem votar todos os participantes dos fundos de previdência fechados, ativos, assistidos, autopatrocinados e optantes pelo BPD (Benefício Proporcional Diferido). A votação será via site da entidade ou por telefone, com a senha que será enviada aos participantes pelo correio.
Diante da importância de que sejam eleitos candidatos comprometidos com os interesses dos participantes, o Sindicato apoia a chapa 1 no pleito.
“A atuação do Sindicato e dos representantes eleitos para conselhos e comitês foi fundamental, por exemplo, para a distribuição do excedente de R$ 721 milhões,  incremento superior a 11% na reserva de mais de 21 mil participantes do Itaubanco Cd. Também foi essencial para que participantes do Plano PAC conquistassem a possibilidade de alterar o indexador de TR (Taxa Referencial) para IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), reivindicação antiga dos assistidos que significa ganho nos saldos dos mesmos”,  enfatiza a dirigente sindical e bancária do Itaú Erica Godoy. 
“Além disso, foi conquistado o benefício mínimo para o Pac Bd, no valor de uma unidade previdênciária, que hoje está em R$ 482,75. Portanto, é fundamental a participação de todos na eleição, votando em candidatos de fato comprometidos com os interesses dos assistidos. Por estas e outras conquistas, o Sindicato apoia a chapa 1”, conclui a dirigente.
Confira a composição da Chapa 1
Conselho Deliberativo - Ativos
Erica Monteiro de Godoy (suplente: Carlos Mauricio de Oliveira)
Mauri Sergio Martins de Souza (suplente: Cesar Gomes Caldana)
Conselho Fiscal - Ativos
Ted Silvino Ferreira (suplente: José Ribamar do N. Pacheco)
Onisio Paulo Machado (suplente: Antonio Augusto B. de Borges)
Conselho Deliberativo - Assistidos
Eurípedes Arantes de Freitas (suplente: Maria Lúcia Machado)
Manoel de Jesus Valverde (suplente: José Carlos Lavecchia)
Conselho Fiscal – Assistidos
Luiz Fernando da Silva Telles (suplente: Luiz Fernando Pinheiro)
Antônio Eduardo Dias Teixeira (suplente: Flavio de Martino)
Candidatos apoiados para os Comitês de Gestão
Ativos
Futuro Inteligente e Itaubank
Carlos Miguel Damarindo (Carlão)
Itaubanco Cd
Darci Torres Medina  (Lobão)

Pac
Marcelo Abrahão
Itaulam Básico, Itaulam Suplementar, Franprev e Bd Ubb Prev
Adriano Campos Rodrigues
Prebeg
José Geraldo Martins
Plano 002
Liliane Kelly O. B. Carvalho

Assistidos
Futuro Inteligente
Henrique José M. da Silva
Itaubanco Cd
Alberto Lacava
Pac
Carlos Gouveia
Prebeg
Wellington Carlos da Silva
002
Cleide Xavier Rocha Foreaux
fonte: http://spbancarios.com.br/06/2017/sindicato-apoia-chapa-1-para-fundacao-itau-unibanco