domingo, 11 de novembro de 2018

Itaú já está com proposta de renovação do PCR

Trabalhadores também entregaram um documento sobre plano de carreira
  • Publicado em 08/11/2018 17:48 / Atualizado em 08/11/2018 17:50
Foto: Contraf-CUT
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú apresentou ao banco na quinta-feira 8, uma proposta de renovação do Programa Complementar de Resultados (PCR), específico do banco.
A reportagem é da Contraf-CUT.
“A proposta é que o banco distribua 2% de seu lucro líquido aos funcionários referente ao PCR”, disse Jair Alves, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da COE do Itaú, explicando ainda que a proposta tem vigência de dois anos (2019/2020).
O montante é distribuído linearmente entre os funcionários do banco. O último valor recebido foi de R$ 2.662,66 por funcionário.
“Pensamos em estabelecer a porcentagem de 2% do lucro líquido do banco, porque o banco, ano a ano tem rentabilidade e lucro crescente. É uma forma de valorizar o esforço dos funcionários, que contribuem para os bons resultados do banco”, explicou José Altair Monteiro Sampaio, representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR).
Jair Alves disse que a proposta prevê também o reajuste do valor a ser pago pelo programa. “Queremos que seja feita a correção pela inflação medida pelo INPC/IBGE mais uma porcentagem da rentabilidade do banco no ano”.
O assunto volta a ser debatido na reunião de negociações entre a COE e o banco, no dia 29 de novembro, às 10h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Pauta de negociações

No Encontro Nacional dos Bancários do Itáu, ocorrido nos dias 7 e 8 de junho de 2018, ficou definido que a COE deveria pautar com a direção do banco a renovação do PCR.
Além do PCR, os trabalhadores também entregaram ao banco uma proposta de discussão da remuneração total dos empregados, incluindo salários, vales alimentação e refeição, PLR e todos os programas próprios do banco. “Isso trará para a mesa de negociações a criação de um Plano de Cargos e Salários (PCS) para todos os empregados do banco”, explicou o dirigente da Contraf-CUT.
Outros pontos que devem fazer parte das discussões em futuras reuniões entre o banco e seus funcionários são o Score de Qualidade de Vendas (SQV) e a cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, que trata sobre o adiantamento emergencial de salários nos períodos especiais de afastamento por doença. Estes dois pontos de pauta também foram definidos durante o último Encontro Nacional dos Bancários do Itaú.
fonte: http://www.spbancarios.com.br/11/2018/itau-ja-esta-com-proposta-de-renovacao-do-pcr

‘Generoso’, Santander antecipa pagamento de dezembro

Banco creditará no dia 20 salário do mês, segunda parcela do 13º, vale-alimentação e vale-refeição; até março deste ano, funcionários recebiam na mesma data
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 09/11/2018 17:37 / Atualizado em 09/11/2018 19:10
Arte: Freepik
Em comunicado enviado nesta sexta-feira 9, o Santander, querendo parecer generoso, informou que antecipará para o dia 20 de dezembro o pagamento do salário do mês, segunda parcela do 13º, vale-refeição e vale-alimentação.  
O banco ainda anunciou que funcionários admitidos este ano receberão a primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro.
“Até março deste ano, o pagamento dos bancários do Santander era sempre realizado no dia 20 de cada mês - mas foi, unilateralmente, adiado para o dia 30 - e a antecipação de dezembro geralmente acontecia no dia 15. O banco este ano dizer, querendo parecer generoso, que em dezembro fará a antecipação para a mesma data não muda muita coisa", critica a diretora executiva do Sindicato e bancária do Santander Maria Rosani.
fonte: http://www.spbancarios.com.br/11/2018/generoso-santander-antecipa-pagamento-de-dezembro

quinta-feira, 1 de novembro de 2018


EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS EMPREGADOS ITAU/UNIBANCO

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA, CNPJ/MF nº 49.074.172/0001-07, por seu Presidente, convoca todos os empregados do Itaú/Unibanco, sócios e não sócios, na base territorial deste sindicato,  para Assembleia Extraordinária que será realizada dia  05 do mês de novembro de 2018, em primeira convocação às 18 h e em segunda convocação às 18h30min, no endereço na Rua Tibagi nº 3447, bairro Patrimônio Novo em Votuporanga/Sp, para discussão e aprovação da seguinte ordem do dia:

Deliberação e aprovação das condições estabelecidas para o funcionamento da Comissão de Conciliação Prévia – CCP.


Votuporanga/SP, 01 de novembro de 2018


HARLEY APARECIDO VIZONÁ
Presidente

quarta-feira, 31 de outubro de 2018


Lucro do Itaú chega a R$ 19,25 bi nos nove primeiros meses do ano

Resultado corresponde a um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2017
  • Publicado em 30/10/2018 14:29 / Atualizado em 30/10/2018 14:30
O Itaú obteve lucro líquido recorrente de R$ 19,255 bilhões nos nove primeiros meses deste ano. O montante corresponde a um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2017. Com isso, a rentabilidade do banco foi de 21,7%, mesmo patamar medido no ano passado.
Contribuíram para o resultado o menor custo de crédito e as maiores receitas com prestação de serviços. O primeiro está relacionado à melhora da qualidade da carteira de crédito no Brasil, tanto no Banco de Varejo quanto no Banco de Atacado, o que reduz as despesas com provisão para devedores duvidosos (a queda foi de 22,7%). Além disso, houve crescimento de 13,7% na Receita de Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo.

Tarifas

Já as receitas do Itaú com prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 28 bilhões, uma alta de 7,7% em relação aos nove primeiros meses de 2017. Apenas com essa receita o Itaú cobre 162% do total de suas despesas de pessoal, ou seja, paga toda ela e ainda sobra R$ 10,8 bilhões.
Para Marta Soares, bancária do Itaú e secretária de Imprensa do Sindicato, os sucessivos lucros do banco deveriam refletir em valorização do seu corpo de funcionários. “Queremos o fim das demissões, dos adoecimentos diante de metas cada vez mais abusivas. Em empresa com tamanho resultado, os bancários deveriam trabalhar em paz. Mas não é isso que vemos, e sim um clima de intranquilidade, temor pelo emprego e em relação ao futuro”, ressalta.

Empregos e agências

Entre setembro de 2017 e setembro deste ano, o Itaú abriu 8 novas agências físicas, totalizando 3.531 unidades no país. E ainda 17 novas agências digitais - que agora somam 173. As agências digitais são responsáveis por 18% do volume financeiro do crédito, 40% dos investimentos e 74% dos pagamentos no Itaú.
Já o número de trabalhadores do Itaú no Brasil chegou a 87.070, um aumento de 4.669 em relação a setembro de 2017, em função da aquisição das operações de varejo do Citibank no país. Além disso, o Itaú destaca as contratações de consultores de seguros para a rede de agências e na área de tecnologia.

Carteira de crédito

A carteira de crédito apresentou crescimento de 10,6% em relação a setembro de 2017, chegando a R$ 636,4 bilhões. O crédito Pessoa Física cresceu 11,2%, com destaque para as linhas de cartão de crédito (+20,1%), crédito pessoal (+11,3%) e veículos (+9,7%).
O crédito para Micro e Pequenas empresas também apresentou alta de 14,3%, em contrapartida ao para as grandes empresas, que teve redução de 2,2%. De acordo com o Itaú, a queda se deu pelo fato destas últimas passarem a buscar mais recursos no mercado de capitais, ao invés do mercado de crédito.
O índice de inadimplência chegou a 2,9% da carteira de crédito, ante 3,2% em setembro de 2017.
fonte: http://spbancarios.com.br/10/2018/lucro-do-itau-chega-r-1925-bi-nos-nove-primeiros-meses-do-ano

Por que não se deve reduzir a contribuição previdenciária?


Quanto menor a reserva acumulada, menor o benefício no futuro. Rentabilidade nos fundos de pensão pode ser até 53% maior que na previdência aberta
  • Fenae
  • Publicado em 30/10/2018 12:34
Foto: Fenae
O cenário de crise financeira e incertezas políticas acaba impactando a vida de quem contribui para os planos de previdência complementar. Dados divulgados pela Funcef referentes ao primeiro semestre de 2018 revelam queda de 5,32% nas contribuições dos participantes do REB e 1,65% no Novo Plano. Afinal, qual o impacto disso no futuro das pessoas e porque é importante contribuir o máximo possível?
1) A principal consequência é a redução do benefício futuro. Quanto menores as contribuições e a reserva acumulada ao longo dos anos, menor será o valor a receber na aposentadoria. No Novo Plano, a faixa contributiva prevista no regulamento é de 5% a 12%, enquanto no REB, é de 2% a 7%.
2) As contribuições são paritárias, ou seja, para cada R$ 1 do participante, R$ 1 é depositado também pela Caixa Econômica Federal. Independentemente da rentabilidade dos investimentos, somente a paridade já garante ao participante praticamente 100% de rendimento, excluindo-se o custeio administrativo, que hoje é 3,5% para os ativos e de 0,8% para assistidos (taxa de carregamento, calculada sobre o valor da contribuição ou do benefício no plano, respectivamente). Há, ainda, a taxa de administração, que corresponde a 0,1% sobre a reserva garantidora, que é cobrada em dezembro do ano.
3) Como mostra estudo da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar), considerando uma contribuição média mensal de R$ 500, sem paridade, a rentabilidade média obtida nos planos fechados de previdência, ou fundos de pensão, em um período de 35 anos de contribuição, chega a ser 32,3% maior que o resultado obtido em planos abertos como os comercializados por bancos e seguradoras. Para 49 anos de contribuição, a diferença chega a ser de 53%.
Nas mesmas condições, o valor do benefício vitalício nos fundos de pensão pode ser até 179% maior que nos planos abertos de previdência para quem se aposenta aos 53 anos com 35 anos de contribuição.
4) A situação do REG/Replan Não Saldado é diferente. No primeiro semestre de 2018, houve redução de 5,68% nas contribuições feitas pelos participantes do plano, mas a razão dessa diminuição não tem a ver com a decisão do trabalhador.
O Não Saldado é um plano de benefício definido, portanto, o valor do benefício na hora da aposentadoria será equivalente à média dos últimos 12 salários de contribuição. Nesse caso, a Funcef calcula o valor das contribuições que precisam ser feitas pelos participantes para viabilizar o pagamento dos benefícios futuros. Portanto, se houve diminuição na contribuição no Não Saldado, isso se deve ao cálculo feito pela Funcef e pode ter como razão, entre outros fatores, a diminuição da carteira de participantes devido a aposentadorias ou planos de demissão voluntária.
Fonte: http://spbancarios.com.br/10/2018/por-que-nao-se-deve-reduzir-contribuicao-previdenciaria


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Cassi: não aceite intimidação! Vote não à proposta do BB!

Sindicato repudia campanha de intimidação do banco, envolvendo gerentes executivos, para aceitação da sua proposta (que onera associados da ativa e aposentados) e orienta voto NÃO; Pleito vai até o dia 5 de outubro
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 24/09/2018 19:36 / Atualizado em 27/09/2018 11:50
A votação da proposta apresentada pelo BB para a Cassi, inócua em relação ao déficit e que onera associados da ativa e aposentados, começou nessa segunda-feira 24. Para tentar assegurar a aprovação , o banco colocou em prática uma pesada campanha, utilizando-se de táticas nada democráticas.
“A diretoria do BB está determinada em aprovar a sua proposta para a Cassi. Para isso, não mede esforços. Inicialmente, utilizou-se de notificações extrajudiciais enviadas pela Cassi para tentar intimidar entidades contrárias à proposta, como o Sindicato, com o objetivo que se abstivessem de informar os associados sobre os prejuízos da proposta e de orientar o voto não”, enfatiza o diretor do Sindicato e bancário do BB, João Fukunaga.
“Agora, começa a utilizar a máquina do banco para intimidar os funcionários. Gerentes executivos estão se reunindo com a gerência média, em horário de expediente, para fazer campanha da proposta e orientar suas equipes a votarem sim. A consequência disso é o aumento de sobrecarga com a retirada dos gerentes das suas posições e a dificuldade ainda maior para alcançar as metas, uma vez que o tempo de reunião com os gerentes executivos, transformados em cabos eleitorais da proposta, não será levado em conta para reduzir as metas estipuladas”, acrescenta.
Diante da ofensiva do BB para aprovar sua proposta, o dirigente questiona também as prioridades do banco na relação com os funcionários.
“Na hora de discutir metas abusivas, o banco não coloca seus gerentes executivos para debater com gerências médias. Quando é necessário colocar em pauta condições de trabalho e sobrecarga, também não. Agora, quando o banco quer orientar voto em uma proposta do seu interesse, coloca gerentes executivos na linha de frente para fazer a cabeça da gerência média na tentativa de promover um efeito cascata em todo o seu funcionalismo. A prioridade da direção do banco é essa”, diz João, reforçando ainda que a movimentação do BB para aprovar a proposta comprova que, ao contrário do alegado, ela foi gestada pelo banco.  

Vote não!

A votação da proposta apresentada pelo BB para a Cassi, inócua em relação ao déficit e que onera associados da ativa e aposentados, se encerra no dia 5 de outubro. O Sindicato, por entender que as mudanças propostas pelo banco são prejudiciais, orienta pela rejeição da proposta votando NÃO.
As mudanças sugeridas pelo BB para o custeio da caixa de assistência oneram todos os associados, transformando a contribuição extraordinária em permanente e estabelecendo cobrança por dependente. Além disso, o banco propõe mudanças na governança da Cassi, acabando com a paridade na gestão, com duas diretorias nas mãos de representantes do mercado e o voto de minerva para o banco.
“O interesse do banco com essa proposta é aumentar o controle sobre a Cassi, reduzir contribuições como patrocinador, excluir futuros funcionários e retirar o custeio para futuros aposentados. É preciso derrotar esse absurdo e defender a proposta apresentada pelos trabalhadores para a Cassi, que busca garantir a manutenção de direitos e a cobertura para funcionários da ativa, aposentados e dependentes. Orientamos o voto NÃO”, esclarece Fukunaga.

Cobrança por dependente

O BB propõe a instituição da cobrança por dependente na Cassi, o que não ocorre no atual modelo de custeio. A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II).
Os aposentados, com renda até R$ 5.409, teriam de contribuir com 80% do valor base (R$ 288,46) para o primeiro dependente e mais 5% do valor para o segundo em diante (R$18,03). Já os aposentados com renda entre R$ 5.410 e R$ 16.226 teriam de contribuir com 90% do valor base (R$ 324,51) para o primeiro dependente e mais 10% do valor para o segundo em diante (R$ 36,06). Os que possuem renda maior que R$ 16.226 teriam contribuição de 100% do valor base (R$ 360,57) e mais 15% para o segundo em diante (R$ 54,09). 
Já para os ativos, com renda até R$ 5.409, a contribuição seria 30% do valor base por dependente até o terceiro (R$ 108,17 por dependente) mais 5% do valor base (R$ 18,03 por dependente) a partir do quarto dependente. Já os ativos com renda entre R$ 5.410 e R$ 16.226 teriam de contribuir com 35% do valor baseaté o terceiro dependente (R$ 126,20 por dependente) e mais 10% do valor base a partir do quarto dependente (R$ 36,06 por dependente). Os que possuem renda maior que R$ 16.226 teriam contribuição de 40% do valor base até o terceiro dependente (R$ 144,23) e mais 15% do valor base a partir do quarto dependente (R$ 54,09 por dependente). Em todas as faixas de renda, 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil.
Governança
Além de onerar associados e quebrar o princípio da solidariedade na Cassi, prejudicando sobretudo os aposentados, a proposta do BB prevê mudanças na governança da caixa de assistência com a criação de duas novas diretorias, que ficariam nas mãos de agentes do mercado, além da instituição do voto de minerva pelo banco no Conselho Deliberativo.
“Colocar agentes de mercado na gestão da Cassi não significa boa governança. Pelo contrário. Foram agentes do mercado, sem compromisso com os associados, que faliram grandes planos privados como, por exemplo, a Unimed Paulistana. Não podemos aceitar que a nossa saúde seja mercantilizada como quer o BB. Com saúde não se brinca. Além disso, o voto de minerva encerra a paridade na gestão, que protege os interesses dos associados”, critica Fukunaga.

Trabalhadores apresentam proposta que não retira direitos 

As entidades representativas dos trabalhadores também apresentaram proposta para a sustentabilidade da Cassi que busca garantir a manutenção de direitos e a cobertura para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
A proposta preserva o princípio da solidariedade, segundo o qual os associados contribuem de forma proporcional ao salário, independentemente da idade ou condição de saúde; defende a manutenção da Cassi sob o comando dos representantes dos associados, sendo gerida de forma paritária; dentre outros pontos.
Quanto à questão financeira, o documento propõe uma receita operacional nova de R$ 862,5 milhões/ano – o que representa R$ 4,3 bilhões entre 2019-23 – para reequilibrar liquidez e margem de solvência, fazer os investimentos necessários e ampliar o modelo assistencial. 
Essa verba viria de um aditivo ao Memorando de Entendimentos, definindo 1,5% para o corpo social, que corresponderia R$ 345 milhões para os associados ao ano, ou seja, R$ 1,725 bilhão de 2019 a 2023; e 1,5 vezes esse valor a ser pago pelo banco, representando R$ 517 milhões ao ano, o que dá R$ 2,587 bilhões no mesmo período. Essa alteração sustenta a mesma metodologia contábil e legal que o banco construiu em 2016, inclusive dentro dos parâmetros da CVM695, e coloca de lado a CGPAR 23, que o banco quer impor para os associados.
fonte: http://spbancarios.com.br/09/2018/cassi-nao-aceite-intimidacao-vote-nao-proposta-do-bb

sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Atenção, bancário do Santander: não homologue sem passar no Sindicato!

Entidade apurou que trabalhadores do banco demitidos estão fazendo homologação em um escritório, e não mais no Sindicato; desde 31 de agosto, banco tem amparo da reforma trabalhista
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  • Leonardo Guandeline, Redação Spbancarios
  • Publicado em 13/09/2018 19:16 / Atualizado em 13/09/2018 19:34
http://spbancarios.com.br/sites/default/files/styles/destaque_full/public/destaques/homologacao_sindicato_1_0.jpg?itok=JY5t2teZ
Charge: Marcio Baraldi
Desde 31 de agosto, o Sindicato não recebe mais homologações de trabalhadores do Santander. A entidade apurou que, nesse ínterim, um escritório localizado no Jabaquara, zona sul, tem sido o responsável por todo o processo. O Sindicato procurou o RH do banco para solicitar esclarecimentos, mas não obteve retorno.
A homologação fora dos sindicatos tem amparo da reforma trabalhista encomendada pelo setor patronal. Dessa forma, entidades representativas não podem acompanhar o processo a fim de verificar se a demissão respeitou a lei e se os valores devidos aos trabalhadores foram pagos corretamente. Além disso, os sindicatos também ficam impossibilitados de evitar possíveis incorreções e outros abusos contra os bancários, como demissões em massa e a dispensa de funcionários em estabilidade pré-aposentadoria e adoecidos.
Por isso, neste momento, é importante que bancários demitidos do Santander procurem o Sindicato, que oferece gratuitamente atendimento pré e pós homologação, justamente para evitar erros muitas vezes cometidos pelos bancos. O serviço, contudo, deve ser agendado pela Central de Atendimento, pelo 3188-5200. É importante que os interessados tragam, no dia agendado, a carteira de trabalho profissional e os doze últimos holerites.
A dirigente sindical e bancária do Santander Ana Marta Lima lembra que há vários casos de demissões na Justiça porque o banco desrespeitou as estabilidades garantidas.
“O Sindicato acompanha ações de bancários demitidos no Santander por adoecimento, gravidez e outros tipos de estabilidades as quais muitos trabalhadores nem sabiam que tinham direito antes do pré-cálculo feito pelo plantão jurídico do Sindicato”, ressalta a dirigente.
“Não bastasse o desrespeito às estabilidades garantidas, recebemos casos com muitos erros de cálculos relativos às férias e ao aviso prévio, à Previdência e planos de saúde, além de outras verbas rescisórias. Por isso, é muito importante procurar o Sindicato tanto antes quanto depois da homologação”, acrescenta Ana Marta.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Proposta do BB para Cassi: Sindicato orienta voto NÃO

Votação sobre reforma estatutária, que onera associados e quebra princípio de solidariedade, além de ser inócua enquanto solução para o déficit, ocorre entre 24 de setembro e 5 de outubro
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/09/2018 16:12
Arte: Freepik
Os associados da Cassi, aposentados e da ativa, irão deliberar sobre proposta de reforma estatutária apresentada pelo banco a partir do dia 24 de setembro. A votação, que se encerra em 5 de outubro, será realizada em três canais: no App Cassi, disponível gratuitamente para download em celulares smartphones; no site da CASSI; e nos terminais de autoatendimento. Funcionários da ativa também podem participar pelo SisBB.
O Sindicato, junto às demais entidades representativas dos trabalhadores do BB, orienta o corpo social da Cassi a rejeitar a proposta do banco, votando NÃO.
Poderão votar os associados da Cassi que, em 30 de junho de 2018, estavam em situação regular junto à Caixa de Assistência, de acordo com o Estatuto Social.
As mudanças sugeridas para o custeio da caixa de assistência oneram todos os associados, transformando a contribuição extraordinária em permanente e estabelecendo cobrança por dependente. Além disso, o banco propõe mudanças na governança da Cassi, acabando com a paridade na gestão, com duas diretorias nas mãos de representantes do mercado e o voto de minerva para o banco.
“O interesse do banco com essa proposta é aumentar o controle sobre a Cassi, reduzir suas contribuições como patrocinador, excluir futuros funcionários e retirar o custeio para futuros aposentados. Apenas a direção do BB, seus prepostos na Cassi e, infelizmente, parte dos diretores eleitos, defendem essa reforma absurda.  É preciso derrotar esse absurdo na votação e defender a proposta apresentada pelos trabalhadores para a Cassi, que busca garantir a manutenção de direitos e a cobertura para funcionários da ativa, aposentados e dependentes. Orientamos o voto NÃO”, enfatiza o diretor do Sindicato e bancário do Banco do Brasil, João Fukunaga.

Contribuição

De acordo com a proposta apresentada pelo BB, a contribuição do banco se mantém em 4,5% e dos associados passa para 4%, o que torna a contribuição extraordinária de 1%, que valeria apenas até dezembro de 2019 conforme memorando de entendimento, em permanente. Além disso, a proposta não menciona o aporte de cerca de R$ 300 milhões por ano pelo banco para a Cassi, também previsto no memorando de entendimento.
“A proposta de contribuição por titular já deixa clara a intenção de onerar o associado. Enquanto não menciona o aporte anual acordado, transforma a contribuição extraordinária dos associados em permanente. A diferença de 1,5% entre os aportes do associado e patrocinador é justa, uma vez que as condições de trabalho no BB são responsáveis por índices cada vez maiores de adoecimento dos trabalhadores, o que por óbvio onera a Cassi”, critica Fukunaga.

Cobrança por dependente

O BB propõe a instituição da cobrança por dependente na Cassi, o que não ocorre no atual modelo de custeio. A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II).
Os aposentados, com renda até R$ 5.409, teriam de contribuir com 80% do valor base (R$ 288,46) para o primeiro dependente e mais 5% do valor para o segundo em diante (R$18,03). Já os aposentados com renda entre R$ 5.410 e R$ 16.226 teriam de contribuir com 90% do valor base (R$ 324,51) para o primeiro dependente e mais 10% do valor para o segundo em diante (R$ 36,06). Os que possuem renda maior que R$ 16.226 teriam contribuição de 100% do valor base (R$ 360,57) e mais 15% para o segundo em diante (R$ 54,09). 
Já para os ativos, com renda até R$ 5.409, a contribuição seria 30% do valor base por dependente até o terceiro (R$ 108,17 por dependente) mais 5% do valor base (R$ 18,03 por dependente) a partir do quarto dependente. Já os ativos com renda entre R$ 5.410 e R$ 16.226 teriam de contribuir com 35% do valor baseaté o terceiro dependente (R$ 126,20 por dependente) e mais 10% do valor base a partir do quarto dependente (R$ 36,06 por dependente). Os que possuem renda maior que R$ 16.226 teriam contribuição de 40% do valor base até o terceiro dependente (R$ 144,23) e mais 15% do valor base a partir do quarto dependente (R$ 54,09 por dependente). Em todas as faixas de renda, 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil.
“A cobrança por dependente penaliza todos os associados, mas especialmente os aposentados, já que 83,8% deles possuem um dependente, o cônjuge, e terão que arcar com 80% do valor base. O BB tenta se livrar da responsabilidade sobre esse dependente, que pelo perfil de idade mais avançada gera um custo maior com internações, medicamentos e cirurgias, justamente a despesa com a qual o banco não quer arcar. O BB até já propôs a criação de um fundo para que esse custo não fosse do patrocinador. No caso dos dependentes da ativa, esse perfil muda, com o predomínio de exames e consultas. O que o banco propõe, além de onerar todos os associados, é a quebra do princípio da solidariedade, que garante o atendimento para todos. Pela proposta, quem ganha menos, pagará mais por dependente”, avalia João.
“O que está claro na cobrança por dependente é que o BB quer retirar o cônjuge do plano, que não tem limite de idade e faz maior uso dos serviços. Não podemos ser hipócritas ao achar que o problema para o banco são os filhos, que podem ser dependentes até apenas 24 anos e não fazem uso tão frequente da Cassi. Os associados da ativa, que já são prejudicados hoje caso a proposta do BB se concretize, devem refletir que serão aposentados um dia e, no período de maior necessidade, não poderão contar com o princípio da solidariedade na Cassi. Inclusive, a proposta do BB vai de encontro com as resoluções da CGPAR, que pretendem excluir os aposentados e seus dependentes dos planos de autogestão”, acrescenta.

Governança

Além de onerar associados e quebrar o princípio da solidariedade na Cassi, prejudicando sobretudo os aposentados, a proposta do BB prevê mudanças na governança da caixa de assistência com a criação de duas novas diretorias, que ficariam nas mãos de agentes do mercado, além da instituição do voto de minerva pelo banco no Conselho Deliberativo.
“Colocar agentes de mercado na gestão da Cassi não significa boa governança. Pelo contrário. Foram agentes do mercado, sem compromisso com os associados, que faliram grandes planos privados como, por exemplo, a Unimed Paulistana. Não podemos aceitar que a nossa saúde seja mercantilizada como quer o BB. Com saúde não se brinca. Além disso, o voto de minerva encerra a paridade na gestão, que protege os interesses dos associados”, critica João.

Trabalhadores apresentam proposta que não retira direitos 

As entidades representativas dos trabalhadores também apresentaram proposta para a sustentabilidade da Cassi que busca garantir a manutenção de direitos e a cobertura para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
A proposta preserva o princípio da solidariedade, segundo o qual os associados contribuem de forma proporcional ao salário, independentemente da idade ou condição de saúde; defende a manutenção da Cassi sob o comando dos representantes dos associados, sendo gerida de forma paritária; dentre outros pontos.
Quanto à questão financeira, o documento propõe uma receita operacional nova de R$ 862,5 milhões/ano – o que representa R$ 4,3 bilhões entre 2019-23 – para reequilibrar liquidez e margem de solvência, fazer os investimentos necessários e ampliar o modelo assistencial. 
Essa verba viria de um aditivo ao Memorando de Entendimentos, definindo 1,5% para o corpo social, que corresponderia R$ 345 milhões para os associados ao ano, ou seja, R$ 1,725 bilhão de 2019 a 2023; e 1,5 vezes esse valor a ser pago pelo banco, representando R$ 517 milhões ao ano, o que dá R$ 2,587 bilhões no mesmo período. Essa alteração sustenta a mesma metodologia contábil e legal que o banco construiu em 2016, inclusive dentro dos parâmetros da CVM695, e coloca de lado a CGPAR 23, que o banco quer impor para os associados.
fonte: http://spbancarios.com.br/09/2018/proposta-do-bb-para-cassi-sindicato-orienta-voto-nao