terça-feira, 24 de setembro de 2019

Cassi: Reunião entre representação dos funcionários 

e o Banco do Brasil será dia 25


BB prestará esclarecimentos sobre pedido de prorrogação do Memorando
de Entendimentos da Cassi

Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e marcou reunião sobre a Cassi
dia 25.

A Contraf-CUT solicitou esclarecimentos sobre a resposta dada pelo banco ao
pedido de prorrogação do Memorando de Entendimentos, firmado em 2016 e 
com validade até dezembro de 2019. O memorando garante o aporte 
extraordinário de cerca de R$ 500 milhões por ano ao Plano Associados da Cassi,
sendo 60% deste valor de responsabilidade do banco e outros 40% de 
responsabilidade dos associados. O banco negou a prorrogação do aporte 
extraordinário a partir de janeiro de 2020.

Além de rejeitar a prorrogação do memorando, o banco ainda fez uma ameaça.
Segundo a carta-resposta, os recursos previstos na proposta para
podem não estar mais disponíveis até o final do ano. O banco alegou ainda que 
eventuais negociações sobre a Cassi só serão possíveis nos parâmetros da
proposta de maio.

“Queremos saber quais são os limites e as premissas citadas na resposta do 
banco e se este aceitará, ou não, a reabertura de negociações”, disse o 
coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do 
Brasil (CEBB), João Fukunaga.

A reunião entre o banco e as entidades representativas será no dia 25, 
quarta-feira, em Brasília.

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

BANCO DO BRASIL

Contraf-CUT cobra mesa de negociação sobre a Cassi

Trabalhadores destacam que o próprio banco reconhece a importância do histórico de conversas

Contraf-CUT, com edição Redação Spbancarios
  • Publicado em 18/09/2019 16:59 / Atualizado em 18/09/2019 18:43
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) cobrou, nesta terça-feira 18, que o Banco do Brasil reabra as negociações sobre a Caixa de Assistência dos Funcionários do banco (Cassi). A cobrança ocorreu durante reunião para apresentação do novo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), João Fukunaga, ao vice-presidente de Gestão de Pessoas, Suprimentos e Operações do BB, Antônio Gustavo Matos do Vale, e com o diretor da Diretoria de Pessoas (Dipes), José Avelar Matias Lopes.

“Temos um histórico de negociação que é reconhecido pelo próprio banco. Não podemos jogar tudo isso fora e deixarmos um terceiro decidir sobre uma coisa caberia aos associados e ao banco. Queremos a reabertura das negociações para que essa decisão seja de quem está envolvido no processo”, disse a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, referindo-se à intervenção na Cassi pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Sem negociação, todos perdem

A Cassi é muito mais do que um plano de saúde. Sua política de atuação preventiva reduz os custos com tratamentos e também os afastamentos de funcionários”, observou Fukunaga. “Se o banco não reabrir as negociações, a carteira de associados pode parar nas mãos do mercado privado, que não oferece este e outros serviços hoje oferecidos pela Cassi. Os funcionários serão prejudicados, mas o banco também será”, completou o dirigente.

A Contraf-CUT encaminhou um ofício ao BB solicitando esclarecimentos sobre a resposta dada pelo banco ao pedido de prorrogação do Memorando de Entendimentos, firmado em 2016 e com validade até dezembro de 2019. O documento garante o aporte extraordinário de cerca de R$ 500 milhões por ano ao Plano Associados da Cassi, sendo 60% deste valor de responsabilidade do banco e outros 40% de responsabilidade dos associados.

Em resposta enviada à Contraf-CUT e demais entidades de representação dos funcionários no dia 10 de setembro, o BB negou a prorrogação do aporte extraordinário à Cassi e ainda disse que os recursos previstos na proposta para sustentabilidade da Cassi, recusada em consulta aos associados, podem não estar mais disponíveis. Segundo o banco, as conversações são limitadas por premissas anteriores.

No ofício a Contraf-CUT questiona quais são os limites e as premissas citadas na resposta do banco e se este aceitará, ou não, a reabertura de negociações solicitada pela Confederação e as demais entidades que compõem a mesa de negociações com a Cassi.

Fonte: Contraf-CUT, com edição Redação Spbancarios

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

BANCO DO BRASIL

Lucro do BB é de R$ 8,679 bilhões no primeiro semestre

Montante é 38,5% maior do que o mesmo período do ano passado, graças aos impostos que o Banco do Brasil deixou de pagar; em 12 meses, banco reduziu 1.507 postos de trabalho
Redação Spbancarios
  • Publicado em 08/08/2019 14:25
Foto: Arquivo/Seeb-SP
O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil no primeiro semestre deste ano foi de R$ 8,679 bilhões, um crescimento de 38,5% em relação ao mesmo período de 2018. Segundo o BB, o resultado foi impactado pela redução de custos, pela queda de 87% das despesas com operações de empréstimos, cessões e repasses, e pela redução de despesas de recursos captados no exterior.
A utilização de créditos tributários também contribuiu para elevar o resultado, uma vez que nos seis primeiros meses do ano o banco gastou R$ 1,6 bilhão a menos com tributação sobre o lucro. E mais: se pagasse os cerca de R$ 1,45 bilhão em impostos que deixou de fazê-lo no primeiro semestre deste ano, segundo o jornal Folha de S.Paulo, o lucro teria crescido bem menos: 12,8%
Mesmo com o excelente resultado, o BB fechou 1.507 postos de trabalho, 399 apenas nos últimos três meses, chegando a 96.168 funcionários. Além disso, reduziu o número de agências em 48 unidades.
“O banco teve elevação de quase 40% do lucro no primeiro semestre, deixou de pagar montante relevante de impostos, mas, ainda assim, sua direção  prepara mais um plano de demissão, à revelia do movimento sindical, é importante ressaltar. Trata-se de uma reestruturação descabida que irá resultar em aumento da sobrecarga do trabalho para os funcionários remanescentes e atendimento ainda mais precarizado à população”, enfatiza João Fukunaga, diretor do Sindicato e funcionário do BB.
“Além disso, o presidente do BB, em declaração à imprensa, disse que o banco está em processo de “grande transformação para o mundo digital” e que teria maior rentabilidade, “não fossem as amarras estatais”. Oras, e a função pública e social Banco do Brasil, que deveria priorizar a bancarização da população e não abrir mão das agências físicas em detrimento às digitais?”, acrescenta.
Com o resultado deste primeiro semestre do ano, a rentabilidade do banco chegou a 14,9%, ante 11,5% no mesmo período de 2018.
As receitas com tarifas e prestação de serviços tiveram alta de 6,6%, chegando a R$ 14,2 bilhões no primeiro semestre. Apenas com este montante, o BB cobre 126% do total de suas despesas de pessoal, incluindo PLR.

Outros dados

A carteira de crédito do BB totalizou R$ 686,6 bilhões, queda de 0,4% em relação a junho de 2018.
A carteira Pessoa Física cresceu 7,8% em relação a junho de 2018 (+R$ 14,7 bilhões), reflexo do desempenho positivo em crédito consignado (+R$ 6,0 bilhões), em empréstimo pessoal (+R$ 4,8 bilhões) e financiamento imobiliário (+R$ 2,5 bilhões).
Já a carteira de crédito Pessoa Jurídica retraiu 7,8% em relação a junho de 2018, principalmente no segmento de Grandes Empresas.
O índice de inadimplência (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) alcançou 3,25% em junho de 2019.

Fonte: SP Bancários

sexta-feira, 2 de agosto de 2019


EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA
BANCO BRADESCO S/A
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 49.074.172/0001-07, Registro sindical nº 006.132.86232-7 por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados bancários, associados ou não, que prestam serviços no Banco Bradesco S/A, na base territorial deste sindicato, para a assembleia extraordinária específica que se realizará no dia 05/08/2019, às 17h30min, em primeira convocação, e às 18 horas, em segunda convocação, no endereço sito à rua Tibagi nº3447 – Bairro Patrimônio Novo em Votuporanga/SP – Cep: 15500-007, para discussão e deliberação acerca da seguinte pauta: aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho sobre Sistema Alternativo de Controle de Jornada de Trabalho, com vigência compreendida no período de 01/09/2019 a 31/08/2021; e Acordo Coletivo de Trabalho referente ao “Programa de Capacitação Designado CIPA”, com vigência compreendida no período de dois anos iniciando-se em setembro de 2019 até agosto de 2021, a serem celebrados com o Banco Bradesco S/A.
Votuporanga/SP, 02 de agosto de 2019.
Harley Aparecido Vizoná
Presidente

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Banco Santander lucra R$ 7,120 bilhões no 1º semestre de 2019

Número representa um crescimento de 21,0% em relação ao mesmo período de 2018
Banco Santander lucrou R$ 7,120 bilhões no 1º semestre de 2019, um crescimento de 21,0% em relação ao mesmo período de 2018, e de 4,3% no trimestre. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 21,3%, com alta de 2,0 p.p. em doze meses. O lucro obtido no Brasil representou 29% do lucro global que foi de € 3,231 bilhões (queda de 13,9% em relação ao 1º semestre de 2018).
“A grande participação do Brasil no lucro global do Santander já está se tornando comum nos últimos anos. É por essa grande importância que lutamos para que os bancários brasileiros sejam mais respeitados, tenham melhores condições de emprego e de vida. Isto não seria nada além de reconhecimento do ótimo trabalho que fazem todos os dias por todos os cantos do país”, afirmou Mario Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT e representante da confederação nas negociações com o banco.
Os números brasileiros compensam o fraco desempenho na Europa. Há anos os juros baixos pesam sobre os lucros dos bancos europeus, por isso o Santander aposta cada vez mais na América Latina, onde busca se beneficiar do crescimento da população, incluindo muitas pessoas que, pela primeira vez, têm acesso a serviços bancários. Os resultados destacam as disparidades dos negócios do banco, já que as Américas do Norte e do Sul são responsáveis por uma fatia cada vez maior do lucro subjacente.
A holding encerrou o 1º semestre com 48.912 empregados, com abertura de 904 postos de trabalho em doze meses. Foram abertas 40 agências entre junho de 2018 e junho de 2019.
A Carteira de Crédito Ampliada do banco teve alta de 7,0% em doze meses e de 1,9% no trimestre, atingindo R$ 394,1 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 18,0% em relação a junho de 2018, chegando a R$ 141,4 bilhões, impulsionado por cartão de crédito (22,3%), crédito consignado (23,2%) e crédito imobiliário (12,0%). A Carteira de Financiamento ao Consumo, originada fora da rede de agências, somou R$ 53,2 bilhões, com crescimento de 17,2% no período. Do total desta carteira, R$ 44,2 bilhões (83,1% da carteira) referem-se a financiamentos de veículos para pessoa física, que cresceu 17,0% no período.
O crédito pessoa jurídica apresentou queda de 1,8% em doze meses e leve alta de 0,2% no trimestre, alcançando R$ 123,0 bilhões. Entre junho de 2018 e junho de 2019, o segmento de pequenas e médias empresas cresceu 10,0%, enquanto o de grandes empresas caiu 6,1%. Desconsiderando-se o efeito cambial, a queda da carteira para grandes empresas foi de 5,9% em relação a junho de 2018. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias ficou em 3,0%, com crescimento de 0,2 p.p. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD), por sua vez, caíram 2,0%, somando R$ 6,4 bilhões.
A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 9,2% em doze meses, totalizando R$ 9,2 bilhões, enquanto as despesas de pessoal mais PLR subiram apenas 0,8%, atingindo R$ 4,6 bilhões no período. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 198,3%.

MP 881: uma reforma trabalhista disfarçada

Artigo de Sakamoto destaca que proposta foi ampliada e agora inclui dezenas de alterações na CLT. Uma delas permite trabalho aos domingos e feriados para todos os trabalhadores; outra prejudica diretamente a categoria bancária ao revogar lei que impede abertura de bancos aos fins de semana
  • Redação Spbancarios, com informações do Blog do Sakamoto
  • Publicado em 18/07/2019 18:16 / Atualizado em 23/07/2019 15:56
Arte: 123 rf
A Medida Provisória 881/2019, do governo Bolsonaro, inicialmente teria o objetivo de desburocratizar regras para incentivar o empreendedorismo. Mas na comissão mista em que foi analisada, a chamada MP da Liberdade Econômica recebeu mais de 300 emendas de deputados e senadores e se tornou o que juízes do Trabalho, economistas e sindicalistas chamam de uma nova reforma trabalhista. Os 19 artigos iniciais se tornaram mais de 50, como observa o jornalista Leonardo Sakamoto, que reforça o coro e chama a 881 de reforma trabalhista que tramita disfarçada no Congresso.
Com tantas mudanças no texto original, a medida provisória virou projeto de lei de conversão, o PLC 17/2019. Em seu blog, Sakamoto publicou quadro comparativoentre o texto original do Executivo e o atual (PLC 17/2019), aprovado na quinta-feira 11, na comissão mista. Agora a matéria segue para votação no plenário da Câmara e no do Senado, e deve ser apreciada antes de 10 de setembro, quando perderá sua validade, caso não seja aprovada.

Bancários sem descanso aos finais de semana

O jornalista observa que o PLC propõe dezenas de alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Uma delas é a que autoriza o trabalho aos domingos e feriados, sem permissão prévia. A Constituição prevê o descanso semanal preferencialmente aos domingos, se a proposta for aprovada pelo Congresso, os empregadores poderão determinar que o empregado trabalhe aos domingos, com pagamento de horas extras ou com folga compensatória.
Outra, que prejudica principalmente a categoria bancária, revoga a lei 4.178/62, que impede instituições financeiras de abrirem ao públicos aos sábados e domingos, como já divulgamos em reportagem no site e na Folha Bancária.
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) já se posicionou contra a medida, alertando que ela é inconstitucional. Sakamoto entrevista a presidenta da Anamatra, Noemia Porto, que alerta para o retrocesso que isso pode causar e diz que, ao invés de exaurir os empregados, as empresas deveriam contratar mais.
"Todos os dados estatísticos mostram que o excesso de disponibilidade para o trabalho é um risco laboral e está relacionado a doenças ocupacionais e acidentes, dos quais o Brasil é um dos campeões mundiais", diz Noemia Porto ao Blog do Sakamoto.

Vote contra o projeto

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região é terminantemente contra o projeto e está alerta à sua tramitação. A entidade convida os bancários a pressionarem os parlamentares contra a medida (veja e-mails dos deputados; veja os dos senadores aqui), e também a votarem contra a MP 881 na consulta pública no site do Senado (vote aqui). Até as 16h desta quinta-feira 18, os votos favoráveis estavam com uma pequena vantagem: 16.679 votos Sim, contra 16.252 votos Não.

Reedição do hipersuficiente

Outra proposta anexada à MP 881 prevê que contratos de trabalho para empregados que ganham acima de 30 salários mínimos mensais “serão regidos pelo Direito Civil, ressalvadas as garantias do artigo 7º da Constituição Federal – que inclui direitos como férias e 13º salário, mas exclui muitas das proteções à saúde e segurança previstas na CLT” e até mesmo as previstas em acordo coletivo da categoria.
Trata-se de uma reedição do trabalhador hipersuficiente, previsto na reforma trabalhista aprovada no governo Temer.
Ouvido pelo jornalista, o professor de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie e advogado trabalhista, Ivandick Rodrigues, disse que a medida como inconstitucional, por discriminar trabalhadores. "Tanto faz o valor de remuneração ou o tipo de trabalho exercido, sendo um trabalhador empregado, com vínculo celetista, ele terá os mesmos direitos que outro trabalhador celetista."
E Sakamoto alerta: “A mudança tem sido vista como a porta de entrada para a ‘carteira verde e amarela’, proposta pelo ministro da Economia Paulo Guedes, em que a ‘negociação’ individual estaria acima da CLT. Jovens ingressantes no mercado de trabalho podem ser o próximo alvo para esse tipo de contrato. Vale lembrar as palavras de Jair Bolsonaro, durante sabatina com empresários, em julho do ano passado: ‘o trabalhador vai ter que decidir se quer menos direitos e emprego, ou todos os direitos e desemprego’.”

Acidentes de trabalho

O projeto também torna facultativa a existência de Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) em locais com menos de 20 trabalhadores, e também em pequenas e microempresas. Sakamoto lembra que o Brasil é um dos campeões mundiais de acidentes de trabalho, e destaca: “Uma das principais razões para a medida é que os empregados que fazem parte dela (da Cipa) têm estabilidade no emprego.”

Mais retrocesso

A proposta ainda prejudica o descanso de trabalhadores rurais, ao prever que, “havendo necessidade imperiosa” na atividade do agronegócio, que é sujeita a condições climáticas, “o trabalho poderá ser exercido em sábados, domingos e feriados, prevendo remuneração ou compensação.” Dessa forma, ressalta o jornalista, “o trabalhador pode ficar quase duas semanas sem descanso em uma atividade naturalmente mais penosa.”
Há ainda o afrouxamento da fiscalização trabalhista, que pode acarretar em mais acidentes de trabalho e adoecimentos: hoje, para casos não considerados graves, os auditores fiscais são orientados a não multarem em uma primeira visita, apenas na segunda, se o problema se mantiver. O projeto amplia o leque de casos que demandam uma segunda visita. “A dupla visita pode se transformar na regra e não na exceção, como é hoje, levando parte dos empresários a aguardar a fiscalização para fazer o que já deveriam ter feito”, diz o artigo.

Concorrência predatória, destaca CUT

Ouvido por Sakamoto, o presidente da CUT, bancário Vagner Freitas criticou a medida: "A MP 881 fala de modernidade, mas o que ela faz na realidade é tentar arrebentar com o arcabouço de respeito a direitos dos trabalhadores. Você pode constituir um negócio e não ter fiscalização dos órgãos públicos, não seguir o regramento do descanso semanal, não gerar empregos de qualidade."
Vagner Freitas alerta ainda que o projeto também pode significar perdas para os empresários que cumprem a legislação trabalhista, que seriam vítimas de uma concorrência predatória com empregadores que, amparados pela nova lei, não gastariam recursos com segurança e nem se preocupariam com a qualidade de vida de seus funcionários.
“Isso vai gerar mais desregulamentação do trabalho, diminuir a participação da renda dos trabalhadores no PIB nacional e é um ataque à organização sindical, por abrir a possibilidade de contratos regidos pelo Direitos Civil e não pela CLT."

Próximos passos

O artigo lembra que a atuação da oposição retirou pontos ainda mais prejudiciais do relatório do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), como o “regime de contratação anticrise”, que suspenderia leis (como o artigo 224 da CLT que garante a jornada de seis horas e o não trabalho aos sábados dos bancários), acordos e convenções que tratam de jornada de trabalho e duração de contrato, enquanto o nível de desemprego no Brasil não fosse reduzido para 5 milhões em 12 meses consecutivos (hoje está em 12,9 milhões e supera os 11 milhôes desde o primeiro trimestre de 2016).
O ponto, segundo Sakamoto, caiu com a negociação conduzida por outro integrante da comissão mista, o deputado Ênio Verri (PT-PR). “Tiramos o que foi possível do relatório. Vamos discutir no plenário e, em caso de derrota, ajuizar o que for considerado inconstitucional”, afirmou Verri ao blogueiro.
Vagner Freitas informa que o movimento sindical está se articulando contra o projeto e pretende mobilizar a sociedade para tentar evitar o que ele considera perda de proteção dos trabalhadores.

Sob início de direção fiscal, Cassi está na mira do mercado

Broadcast do Estadão comemora que venda da carteira da caixa de assistência esteja sendo considerada internamente no banco; alinhada com atual governo, diretora fiscal nomeada tem histórico de liquidação de planos de saúde
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 24/07/2019 18:51 / Atualizado em 24/07/2019 19:21
Arte: Fabiana Tamashiro
Sob início de intervenção fiscal, a Cassi virou assunto da mídia que defende a privatização irrestrita da saúde, além de estar na mira dos privatistas da atual diretoria do Banco do Brasil. Segundo o Broadcast do Estadão, a venda da carteira da caixa de assistência, maior plano de autogestão do país, com cerca de 400 mil assistidos, “é uma opção considerada internamente no BB”. Caso isso ocorra, o público com salário maior que R$ 6 mil seria jogado para os planos de saúde privados, aumentando suas receitas e trazendo prejuízo aos associados da Cassi.
Na segunda-feira 22, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou resolução que instaura a direção fiscal na Cassi e nomeou diretora fiscal Maria Socorro de Oliveira Barbosa, agente de mercado alinhada ideologicamente com o atual governo e com um histórico de liquidação de planos de saúde no currículo. 
Maria Socorro terá, segundo o Broadcast do Estadão, 90 dias para reportar a situação da Cassi à reguladora. A partir daí, a caixa de assistência tem 30 dias para apresentar seu plano de resgate. A diretora fiscal terá o salário pago pela Cassi enquanto durar a intervenção (prevista minimamente por 6 meses, porém prorrogável até 24 meses). Sem poderes de gestão (apenas de auditoria), ela pode indicar, ao fim do regime, a alienação ou a liquidação da operadora.
“Se os indicados do mercado na atual diretoria do BB, verdadeiros urubus, miram a privatização do banco, o que dirá da Cassi? Não à toa que o governo, por meio da ANS, decidiu pela intervenção na caixa de assistência e colocou uma agente do mercado alinhada com os privatistas do atual governo para a direção fiscal. O objetivo é claro e alinhado com a notícia veiculada pelo Estadão: entregar a saúde dos funcionários do BB aos planos de saúde privados”, critica João Fukunaga, funcionário do BB e secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato.
“Este é um momento de unidade, no qual o futuro da Cassi e as propostas de recuperação financeira devem ser debatidos e negociados entre o patrocinador (Banco do Brasil) da Cassi e os associados. Não pode haver mais decisões unilaterais apoiadas por parte dos eleitos que prejudiquem e onerem somente os associados”, acrescenta o dirigente.
A Cassi estava com um patrimônio negativo de R$ 109 milhões em dezembro de 2018 e apresentava insuficiência de margem de solvência de R$ 810 milhões. Em 2019, a caixa de assistência vem apresentando resultados positivos, mas permanece em situação econômico-financeira crítica, com números insuficientes para recomposição do patrimônio nos níveis exigidos pelo órgão regulador.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

É falsa a mensagem sobre PAQ no BB

Em nota, Contraf alerta para informação equivocada que vem sendo veiculada na imprensa
  • Contraf-CUT
  • Publicado em 27/06/2019 16:38
É falsa a mensagem que tem circulado nos últimos dias sobre um possível Plano de Adequação de Quadros (PAQ) no Banco do Brasil. A falsa mensagem tenta passar credibilidade ao citar como fonte da informação o jornal Extra, do Rio de Janeiro. A informação não é encontrada no site do jornal, como conta a Contraf-CUT
A falsa mensagem também alega que as entidades sindicais foram comunicadas sobre o tal PAQ. A Contraf-CUT não foi comunicada pelo Banco do Brasil sobre qualquer processo de redução de funcionários via PAQ, mas entrou em contato com o BB. O banco disse que a informação é falsa e que, havendo qualquer movimento de redução de funcionários, as entidades sindicais serão comunicadas.
A Contraf-CUT esclarece que nunca negociou programa de demissão com o Banco do Brasil, ou com qualquer outro banco, uma vez que defende a ampliação do quadro de funcionários, não a redução. Quando os planos de demissão são lançados, a Contraf-CUT e os sindicatos pedem esclarecimento aos bancos, orientam os funcionários atingidos e colocam seus departamentos jurídicos à disposição dos bancários, em busca de qualquer reparação necessária.

terça-feira, 25 de junho de 2019


EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA, através de seu Presidente abaixo assinado convoca todos os associados, quites com suas obrigações estatutárias, para Assembleia Geral Ordinária a realizar-se no dia 28 de Junho de 2019, na sede da entidade, sito à Rua Tibagi nº 3447, bairro Patrimônio Novo, cidade de Votuporanga SP, às 17h30, em primeira convocação, ou às 18 h, em segunda convocação com qualquer numero de presentes, para deliberação sobre as seguintes pautas:
1)-Leitura, discussão e votação da Ata da Assembleia anterior.
2)-Leitura, discussão e votação do Balanço e Relatório da Diretoria, referente ao ano de 2018, com parecer do Conselho Fiscal.
Votuporanga SP, 25 de Junho de 2018 -  HARLEY APARECIDO VIZONÁ – Presidente.