terça-feira, 24 de julho de 2012


Emprego no setor bancário é 70% do total há duas décadas, aponta Dieese


O total de 508 mil empregos existentes hoje no setor bancário brasileiro, embora tenha crescido ao longo de toda a última década, representa apenas 69,4% do que o setor tinha em 1990. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, encerrada no domingo (22) em Curitiba.

Em 1990, havia 732 mil bancários no país. Esse total caiu 46,3% até 1999, quando chegou a 393 mil vagas - uma redução de 339 mil postos de trabalho. Após uma oscilação positiva em 2000, o número voltou, em 2001, ao mesmo patamar de 393 mil vagas. "Durante a década de 1990, esse estoque [de empregos nos bancos] teve queda, especialmente devido ao processo de reestruturação produtiva que atingiu diversos setores da economia brasileira no período", diz o estudo do Dieese.

De 2002 a 2011, por dez anos consecutivos, o total de empregos em bancos apresentou um crescimento contínuo. As 508 mil vagas, registradas no final do primeiro trimestre, representam uma recuperação de 115 mil postos de trabalho em relação a 2001, um crescimento de 29,3% ao longo de pouco mais de uma década.

"A queda do número de empregos bancários, na década de 90, deve-se, principalmente, ao processo de terceirização de serviços, como os de tecnologia e vigilância, uma forma que os bancos encontraram para reduzir custos", disse à Agência Brasil o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. "Já a recuperação de parte dos postos de trabalho nos últimos anos deve-se também à pressão da sociedade, porque os clientes se deparam com poucos bancários nas agências."

Na última sexta-feira (20), o Dieese divulgou balanço segundo o qual o ritmo de abertura de vagas caiu 83,3% nos primeiros três meses de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março deste ano, o saldo positivo foi 1.144 vagas.

"Os postos criados este ano foram resultado da contratação de novos bancários pela Caixa Econômica Federal, que abriu 1.396 novos postos", afirma o Dieese. "Sem essa participação, o saldo do emprego bancário no período [primeiro trimestre de 2012] teria sido negativo."

Campanha Nacional 2012

Mais de 600 bancários, que participaram como delegados da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, aprovaram no domingo a pauta de reivindicações deste ano da categoria, que possui uma convenção coletiva de trabalho de alcance nacional. A data-base dos bancários é 1º de setembro.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 10,25%, o que inclui 5% de aumento real, fim da rotatividade e da terceirização, piso de R$ 2,4 mil, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais participação nos lucros e mais segurança nas agências e postos de atendimento.

Nos últimos oito anos, os bancários obtiveram 13,9% de aumento real. Apesar disso, a média salarial da categoria cresceu apenas 3,6% no mesmo período, de R$ 4,2 mil, em 2004, para R$ 4,4 mil, em 2011. A categoria culpa a rotatividade por esses números. Os bancos, segundo os bancários, estariam trocando profissionais com salários mais altos por novos empregados com menor remuneração. Entre 2004 e 2011, o lucro dos maiores bancos subiu de R$ 23,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões.

Negociações

A categoria entregará sua pauta de reivindicações no próximo dia 1º de agosto para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A primeira reunião de negociação está marcada para os dias 7 e 8 do mesmo mês.

"Nossa expectativa é a de que os bancos apresentem uma proposta satisfatória, já que a rentabilidade anual do setor é 23% sobre o patrimônio, o que significa dizer que os bancos dobram de tamanho a cada três anos", diz Cordeiro.

Perguntado se há perspectiva de greve da categoria para este ano, o presidente da Contraf afirmou que o calendário ainda não prevê paralisações. "Teremos agora um processo de negociação e vamos mobilizar a categoria. Só iremos falar em greve se não houver proposta patronal ou então se ela for insatisfatória", disse Cordeiro.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Geração de empregos cai 25,9% no primeiro semestre e fica em 1,047 milhão


A economia brasileira criou 1.047.914 postos de trabalho com carteira assinada no 1º semestre de 2012, queda de 25,9% em relação ao mesmo período do ano passado (quando foram criados 1.414.660 postos), informou nesta segunda-feira (23) o Ministério do Trabalho e Emprego.

Em junho, foram criados 120.444 postos de trabalho. É o pior resultado para o mês desde 2009, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor que mais criou empregos nos primeiros seis meses do ano foi o de serviços, que ofereceu cerca de 469 mil postos, seguido pela construção civil, com aproximadamente 205 mil. A indústria de material de transporte, por outro lado, teve queda equivalente a 3,7 mil vagas.

Os estados com os maiores saldos de criação de empregos formais foram Santa Catarina (57,5 mil vagas), Mato Grosso (37,8 mil) e o Distrito Federal (18,4 mil). Alagoas foi o único estado com saldo negativo, 37,5 mil postos formais a menos. De acordo com o MTE, o decréscimo foi resultado da seca que atingiu o setor de cana-de-açúcar.

No acumulado de 12 meses, o Brasil gerou 1.527.299 de empregos com carteira assinada.

No governo, a avaliação é de que a oferta líquida de vagas se manterá em nível elevado em 2012, mas inferior à dinâmica observada em 2011. A indicação oficial é que o mercado de trabalho tende a apresentar desempenho melhor no segundo semestre em comparação ao primeiro devido à perspectiva de maior crescimento da economia na segunda metade do ano.

Na ata apresentada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quinta-feira (19), o Banco Central informou que a recuperação da atividade econômica doméstica vem ocorrendo de forma "bastante gradual", mas que o cenário central sinaliza um "ritmo de atividade mais intenso neste semestre".


Fonte: Agência Brasil, Reuters, UOL e Contraf CUT

BRADESCO - Plano de Saúde


Pressionado, Bradesco amplia plano de saúde


 

Pressionado pelos bancários, o Bradesco confirmou que vai se adequar à Resolução Normativa 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que prevê atendimento de especialidades como psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, nutricionista e vasectomia a partir do dia 4 de agosto.

A decisão foi anunciada no último dia 18, durante rodada de negociação com federações e sindicatos.

Odontoprev

Diante da reclamação do número reduzido de profissionais credenciados, depois da mudança de Bradesco Dental para o Odontoprev, o banco informou que os associados passaram a contar com os 24 mil dentistas da rede de atendimento UNA, atual gestora do plano. Os representantes do banco admitiram que parte dos profissionais do Bradesco Dental não estão atendendo pelo Odontoprev, mas anunciaram que a UNA fará visitas a esses dentistas para que se credenciem e, assim, continuem atendendo os bancários. O Bradesco se comprometeu também em divulgar aos funcionários as informações sobre onde localizar os dentistas que continuam atendendo pelo Bradesco Dental e os credenciados na UNA. E garantiu ainda que todas as regras de atendimento e periodicidade do antigo plano foram mantidas no atual.

Dúvidas e reclamações sobre o plano odontológico também devem ser feitas pelo 0800-7012700.

Reembolso 

Quanto ao reembolso de tratamento com dentista não credenciado, o banco disse que esse procedimento está mantido e no que se refere à burocracia da Odontoprev para aprovar o tratamento, afirmou que o dentista precisa apenas adquirir uma senha para verificar se o paciente está ativo no plano. “Reivindicamos também que seja ampliado o atendimento, incluindo Ortodontia e Implantes Dentários”, afirma Gustavo Frias, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na COE Bradesco.

Fonte: FEEB SP/MS

Bancários querem reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores e mais empregos


Crédito: Leandro Taques - Contraf-CUT
Leandro Taques - Contraf-CUTParticiparam da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, 672 delegados e observadores de todo o país

Rede de Comunicação dos Bancários

Os 629 delegados (428 homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, aprovaram na plenária final deste domingo 22 a pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além de mais contratações e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral. Os delegados também aprovaram como bandeira política a construção de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, na qual a sociedade possa discutir e definir qual o papel que os bancos devem desempenhar no país.

A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. E já estão marcadas as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16.

A Conferência também decidiu intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos , pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários, de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário.

O coroamento de um processo democrático de discussão

A 14ª Conferência, que começou na sexta-feira 20, foi o ponto culminante de um processo de participação e democracia da categoria em todo o país, que passou por assembleias, consultas dos sindicatos junto às suas bases, encontros estaduais e conferências regionais. "Esse é um processo que coroa o movimento que teve início lá atrás", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Segundo Cordeiro, "entramos agora na fase das mobilizações que tratarão não apenas da remuneração e do emprego, mas também dos demais eixos que compõem a minuta aprovada neste domingo. Estamos com a categoria bastante mobilizada para termos sucesso em todas as nossas reivindicações".

"No dia 1º de agosto vamos entregar a pauta de reivindicações aos bancos e esperamos que os banqueiros estabeleçam um processo de negociação sério conosco. Debatemos e deliberamos nossas propostas de forma democrática. Vamos levar a negociação para além de aspectos econômicos, abordaremos temas caros aos bancários como saúde do trabalhador e segurança bancária", aponta Ivone Maria da Silva, secretária-geral da Contraf-CUT.

"Esta Conferência Nacional, resultado de um amplo e democrático processo de debates, atende a expectativa dos bancários de todo o país e aproxima ainda mais o movimento sindical da realidade cotidiana da categoria, da vida do bancário em seu local de trabalho e consolida a nossa unidade", afirma Carlos de Souza, vice-presidente da Contraf-CUT.

As principais reivindicações

* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.

* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).

* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.

* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).

* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.

* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.

* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.

* Mais segurança nas agências e postos bancários.

* Previdência complementar para todos os trabalhadores.

* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.

* Igualdade de oportunidades.

"É um marco para o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região a realização da 14ª Conferência Nacional em nossa cidade. Nossa avaliação é que o encontro foi muito positivo, não só pelos debates das demandas dos bancários, mas também pelas discussões políticas que tivemos. Uma novidade é que neste ano terminamos a Conferência com a data de entrega da minuta para a Fenaban já marcada, e também com duas rodadas de negociação já agendadas. Esperamos manter a unidade da categoria e que neste ano a adesão dos trabalhadores seja ainda maior, para conquistarmos cada vez mais", avalia Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

O presidente da Fetec-CUT-PR, Elias Hennemann Jordão, também elogiou a Conferência. "Mesmo com todas as divergências nos debates promovidos entre todas as delegações, as reivindicações sobre saúde, emprego, remuneração, condições de trabalho e segurança bancária resultaram na minuta aprovada pelos delegados", conclui

Fonte: Contraf-Cut


A Rede de Comunicação dos Bancários fez cobertura online da 14ª Conferência. Confira!






















Fonte: FEEB SP/MS



sexta-feira, 20 de julho de 2012


Após pressão dos bancários, Santander abre Portal de RH para afastados


Após várias reivindicações da Contraf-CUT, sindicatos e federações, o Portal de RH do Santander passou por alterações e, a partir de 6 de agosto, funcionários que não estão na ativa - como afastados por licença-maternidade, auxílio-doença e dirigentes sindicais - passarão finalmente a ter acesso às informações no site do banco.

As primeiras mudanças para melhorar o acesso aos dados do portal já ocorrem em 30 de julho.

A diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani, lembra que, atualmente, não é possível acessar informações pessoais no portal, como atualizar cadastro, verificar demonstrativos de pagamento, informe de rendimento, dados sobre plano de saúde entre outras informações.

"O trabalhador que não está na ativa precisa ir até uma agência ou departamento do Santander. Isso porque só é possível acessar o portal por meio da intranet do banco. Esse trâmite atrapalha tanto o funcionário afastado quanto o bancário, que precisa colaborar com o trabalhador para que possa acessar as informações a partir do seu login na agência, é uma situação constrangedora", explica a dirigente.

A partir das mudanças previstas pelo banco, o funcionário terá acesso de qualquer computador, mesmo fora das unidades do Santander. Na primeira semana de agosto os bancários que não estão na ativa receberão em suas residências correspondência com login e senha de acesso.

A página permanecerá com os links da Contraf-CUT e do Sindicato.

Avanços necessários

Maria Rosani avalia como um progresso o acesso às informações de fora das unidades pelos funcionários afastados. No entanto, critica o fato de que novas oportunidades do quadro de carreira não estarão acessíveis para esse público.

"Continuaremos lutando pelo aperfeiçoamento dessa ferramenta, e que ela seja mais igualitária possível para todos os trabalhadores do Santander", conclui.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quinta-feira, 19 de julho de 2012


Oito bancos são multados em R$ 1,174 milhão por falhas na segurança


Crédito: Aguinaldo Azevedo - Contraf-CUT
Aguinaldo Azevedo - Contraf-CUTBanco do Brasil foi o campeão das multas na 94ª reunião da CCASP

A Polícia Federal multou nesta quarta-feira (18) oito bancos em R$ 1,174 milhão por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança,, durante a 94ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília. Uma agência do Itaú, em Estação Experimental, no Acre, foi interditada. Os bancos foram punidos em processos abertos, na sua maioria em 2009, pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp).

Agências e postos de atendimento foram multados por ter número insuficiente de vigilantes, alarmes e porta giratória inoperantes, planos de segurança não renovados e câmeras de vídeo sem funcionamento, além de impedir a fiscalização de policiais federais. Os bancos também foram condenados pela inauguração de agências sem a aprovação do plano de segurança.

Uma agência do Bradesco, em Bom Sucesso-MG, foi multada porque um gerente do banco transportava valores de R$ 15 mil a R$ 30 mil, durante mais de cinco anos, para abastecer correspondentes bancários de cidades próximas.

O Banco do Brasil foi o campeão das multas com R$ 332,1 mil, seguido pelo Itaú Unibanco com R$ 310,3 mil, Bradesco com R$ 239 mil e Santander com R$ 135,5 mil. Caixa Econômica Federal, HSBC, Banco Rendimentos e Mercantil do Brasil também foram punidos.

Veja o montante de multas por banco:

Banco do Brasil - R$ 332.198,19
Itaú Unibanco - R$ 310.378,82
Bradesco - R$ 239.072,41
Santander - R$ 135.504,62
Caixa Econômica Federal - R$ 74.844,54
HSBC - R$ 53.560,41
Banco Rendimentos - R$ 14.543,05
Mercantil do Brasil - R$ 14.187,64

Total de multas: R$ 1.174.289,68

Houve ainda aplicação de penalidades contra empresas de segurança, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes. Foi a segunda reunião da CCASP em 2012.

A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários. A Contraf-CUT representa os bancários. Já a Febraban é a porta-voz dos bancos. A reunião foi presidida pelo coordenador-geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP) da Polícia Federal, delegado Clyton Eustáquio Xavier.

"Essas multas comprovam outra vez que os bancos continuam tratando com negligência a segurança de trabalhadores e clientes, o que contribui para a onda de assaltos e sequestros, que tem ocasionado mortes, feridos e pessoas traumatizadas", afirma Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa e representante da Contraf-CUT na CCASP e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo o Dieese, os números dos balanços comprovam o desleixo. Os cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 50,7 bilhões em 2011. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 2,6 bilhões, o que representa uma média de 5,2% em comparação com o lucro.

Avaliação

A 94ª reunião da CCASP foi acompanhada pelos integrantes do Coletivo Nacional de Segurança Bancária. Para eles, os bancos não priorizam os investimentos em segurança.

"É inadmissível que o Banco do Brasil, uma empresa pública, seja o campeão das multas por descumprir a lei de segurança e, pior, vem inaugurando agências sem portas giratórias, mostrando que não zela pela proteção da vida de trabalhadores e clientes", declara Leonardo Fonseca, representante da Fetraf de Minas Gerais.

"Além de campeão de demissões, o Itaú Unibanco foi novamente vice-campeão de multas, o que revela a falta de responsabilidade do banco com os seus funcionários e clientes", salienta André Spiga, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

"Essas multas, decorrentes de processos abertos em 2009, revelam a necessidade de agilizar os trabalhos da Polícia Federal, através da ampliação da equipe e de reuniões mais frequentes da CCASP", aponta Daniel Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

"Todas essas multas provam que os bancos seguem mais preocupados em gastar milhões de reais em campanhas de marketing do que na segurança de trabalhadores e clientes", avalia Valdir Machado, diretor da Fetec de São Paulo.

"Essas multas revelam o descaso dos bancos, não cumprindo os planos de segurança, deixando bancários, vigilantes e a população insegura e vulnerável", afirma Samuel Nicolette, diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas.

"Um avanço foi o enquadramento como pena máxima de multa a inauguração de agências e postos de atendimento sem a aprovação do plano de segurança pela Política Federal", destaca Lupinha Moretto, representante da Fetec do Paraná.

"Notamos que um dos temas relevantes que afeta a categoria, que é o transporte de valores, continua sendo desrespeitado pelos bancos, reincidindo nessa prática ilegal e que coloca em risco a vida dos bancários", ressalta Sandro Mattos, diretor da Fetec Centro-Norte.

"O movimento sindical precisa continuar verificando se a legislação federal de segurança está sendo cumprida em agências e postos de atendimento e, ao identificar irregularidades, deve encaminhar denúncias para a Delesp mais próxima", destaca Lúcio Paz, diretor da Fetrafi do Rio Grande do Sul.


Fonte: Contraf-CUT

Santander apresenta proposta indecente para Plano II do Banesprev


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloPara tentar dar calote, a direção do Santander apresentou proposta indecente para o Plano II do Banesprev. O banco se recusa a negociar de forma decente uma solução para o problema de estruturação do plano.

Após três reuniões, fruto do desdobramento da denúncia da falta de aporte do Serviço Passado - protocolada pelo Sindicato dos Bancários de Paulo, Contraf-CUT, Fetec-SP, Feeb SP-MS e Afubesp na Previc -, o Santander e o Banesprev ficaram de apresentar proposta de reestruturação com algumas premissas previamente acordadas, sendo elas:

1 - Ajustar as premissas atuariais do plano (taxa de juros atuariais de 5%, tábua de mortalidade AT 2000 por sexo e obtenção de requerimento do benefício no momento do preenchimento dos requisitos legais e que o banco seja o responsável integralmente pelo saldamento);

2 - Garantir os benefícios dos assistidos (aposentados) conforme regulamento básico do Plano II;

3 - Proposta de um novo plano CV para os ativos com a contribuição também da patrocinadora.

Sem compromisso

Em reunião nesta quarta-feira (18), a representante do Santander Maria Cristina Carvalho apresentou a proposta do banco. No entendimento dos representantes dos participantes, essa proposta busca apenas proteger o Santander, livrando-o do compromisso com os aposentados e da dívida que tem com os banespianos em relação à falta de aporte do serviço passado.

Os pontos apresentados pelo Santander foram:

1 - Envolver os assistidos (aposentados) para que migrem de plano;

2 - Um plano Contribuição Definida (CD) puro como substituição ao Plano II que é de Benefício Definido (BD);

3 - Criação de um grupo de trabalho para elaborar o regulamento desse novo plano;

4 - Não há nenhuma possibilidade de o banco fazer o saldamento do plano.

Protesto

Diante disso, os representantes dos participantes do Plano II do Banesprev protocolaram uma manifestação por escrito onde registram protestos diante da falta de seriedade do banco.

"A proposta ora apresentada inviabiliza qualquer tentativa de negociação de forma séria e decente", afirma a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, que também é do Conselho Deliberativo do Banesprev.

"O Santander não leva em conta nenhum daqueles parâmetros apresentados pelos representantes dos participantes, apenas a migração de um plano de BD para um plano CD, no qual sequer se respeita o direito adquirido a renda vitalícia, nos moldes regulamentares aos participantes atualmente já assistidos", explica Rita. "Vamos analisar as medidas medidas cabíveis visto que através do processo negocial não tivemos sucesso."

Clique aqui para ler a integra do documento protocolado.

Participaram da reunião pela representação dos participantes: Rita Berlofa (Conselho Deliberativo), Paulo Salvador (Conselho Deliberativo), Camilo Fernandes (Comitê Gestor do Plano II), Valter Oliveira (Comitê Gestor do Plano II), Vera Marchioni (Comitê Gestor do Plano II), José Reinaldo Martins (Conselho Fiscal).

Pelo banco estiveram presentes Jerônimo Tadeu dos Anjos e Renato Franco. Pelo Banesprev, Jarbas de Biaggi e Maria Cristina Carvalho, além do atuário Satyro Teixeira Neto.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

terça-feira, 17 de julho de 2012


Brasileiro paga a maior taxa de juros do cartão de crédito da América Latina


A taxa de juros do cartão de crédito no Brasil supera a de todos os países da América Latina, segundo estudo divulgado pela Proteste - Associação de Consumidores nesta terça-feira (17). As taxas dessa modalidade continuam elevadas no País, apesar das recentes reduções da Selic (taxa básica de juros), que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) chegou a 8%.

No Brasil, a taxa de juros anual do cartão é de 323,14%, enquanto que na Argentina, por exemplo, que tem uma taxa básica de juros de 11,15% - superior aos 8% do Brasil - é de 50%. Já no Peru, que tem a segunda maior taxa de juros do cartão, a taxa anual é de 55%.

Motivo do endividamento

"Os juros cobrados nas modalidades do crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros", diz a Proteste. Para chegar a taxa anual de 323,14% no Brasil, foi realizado um levantamento durante o mês de junho deste ano. Ainda, essa taxa corresponde a 12,77%, em média, ao mês.

A média foi calculada com base nos valores cobrados pelos cartões dos seguintes bancos e financeiras: Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Banco IBI, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Citibank, Losango, Panamericano, Banco do Brasil, Banco BMG e BV Financeira.

Colômbia: a menor taxa

O estudo também revelou que entre os países da América Latina, a Colômbia possui a menor taxa de juros, de 29,23%. Na sequência aparece a Venezuela e o México, com taxas anuais de 33,0% e 33,8%, respectivamente.

Confira o levantamento realizado pela Proteste, com as taxas básicas de juros, a taxa anual do cartão de crédito e a inflação em cada um dos países pesquisados:

País Taxa Básica de juros Inflação Taxa Real Taxa do Cartão de crédito
Brasil 8,0% 4,9% * 2,96% 323,14%
Argentina 11,15% 9,9% 1,14% 50,0%
Chile 5,0% 3,1% 1,84% 54,24%
Colômbia 5,37% 3,2% 2,1% 29,23%
Peru 4,25% 4,0% 0,24% 55,0%
Venezuela 15,65% 21,3%-4,66% 33,0%
México 4,5% 4,3% 0,19% 33,8%
Fonte: Proteste
(*) Taxa acumulada nos últimos 12 meses




"Na análise da Proteste o levantamento evidencia que as diferenças existentes entre os indicadores econômicos dos países relacionados não são significativas. Isto só reforça o exagero das taxas de juros praticadas com cartões de crédito no Brasil. Caso a média anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo colocado, que é o Peru, com taxa anual de 55%", explica a associação.



Fonte: InfoMoney

Brasileiro paga a maior taxa de juros do cartão de crédito da América Latina


A taxa de juros do cartão de crédito no Brasil supera a de todos os países da América Latina, segundo estudo divulgado pela Proteste - Associação de Consumidores nesta terça-feira (17). As taxas dessa modalidade continuam elevadas no País, apesar das recentes reduções da Selic (taxa básica de juros), que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) chegou a 8%.

No Brasil, a taxa de juros anual do cartão é de 323,14%, enquanto que na Argentina, por exemplo, que tem uma taxa básica de juros de 11,15% - superior aos 8% do Brasil - é de 50%. Já no Peru, que tem a segunda maior taxa de juros do cartão, a taxa anual é de 55%.

Motivo do endividamento

"Os juros cobrados nas modalidades do crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros", diz a Proteste. Para chegar a taxa anual de 323,14% no Brasil, foi realizado um levantamento durante o mês de junho deste ano. Ainda, essa taxa corresponde a 12,77%, em média, ao mês.

A média foi calculada com base nos valores cobrados pelos cartões dos seguintes bancos e financeiras: Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Banco IBI, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Citibank, Losango, Panamericano, Banco do Brasil, Banco BMG e BV Financeira.

Colômbia: a menor taxa

O estudo também revelou que entre os países da América Latina, a Colômbia possui a menor taxa de juros, de 29,23%. Na sequência aparece a Venezuela e o México, com taxas anuais de 33,0% e 33,8%, respectivamente.

Confira o levantamento realizado pela Proteste, com as taxas básicas de juros, a taxa anual do cartão de crédito e a inflação em cada um dos países pesquisados:

País Taxa Básica de juros Inflação Taxa Real Taxa do Cartão de crédito
Brasil 8,0% 4,9% * 2,96% 323,14%
Argentina 11,15% 9,9% 1,14% 50,0%
Chile 5,0% 3,1% 1,84% 54,24%
Colômbia 5,37% 3,2% 2,1% 29,23%
Peru 4,25% 4,0% 0,24% 55,0%
Venezuela 15,65% 21,3%-4,66% 33,0%
México 4,5% 4,3% 0,19% 33,8%
Fonte: Proteste
(*) Taxa acumulada nos últimos 12 meses




"Na análise da Proteste o levantamento evidencia que as diferenças existentes entre os indicadores econômicos dos países relacionados não são significativas. Isto só reforça o exagero das taxas de juros praticadas com cartões de crédito no Brasil. Caso a média anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo colocado, que é o Peru, com taxa anual de 55%", explica a associação.



Fonte: InfoMoney

Queda de sistema nas lotérias reforça precarização dos correspondentes


Quedas constantes do sistema têm prejudicado clientes que procuram os serviços das lotéricas em São Paulo, segundo reportagem do jornal Agora São Paulo, na edição de sexta-feira (13). A denúncia foi feita ao veículo pelo sindicato dos donos de lotéricas.

Os empresários anunciaram que enviarão documento à CaixaEconômica Federal cobrando providências em relação às falhas que, de acordo com eles, vêm ocorrendo há mais de seis meses.

O problema nas lotéricas é mais um exemplo da má qualidade dos serviços prestados pelos correspondentes bancários e da precarização do atendimento, que traz insegurança e expõe o sigilo bancário dos clientes.

A secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas, afirma que, "com os correspondentes, os bancos terceirizam serviços e os clientes acabam sendo prejudicados. Os correntistas pagam a seus bancos taxas elevadas pelos serviços bancários, mas não recebem o atendimento adequado".

Raquel lembra que muitas vezes, dependendo do serviço que o correntista pretende fazer, ele é encaminhado pelo próprio banco ao autoatendimento ou a um correspondente.

"Os bancos, entre eles a Caixa, colocam empregados na porta das agências para barrar os clientes que farão operações pequenas, que interessam menos à instituição financeira. Esses clientes nem pisam na agência e são forçados a procurar os correspondentes", denuncia.

De acordo com o jornal, das 11.398 lotéricas existentes no país, 2.698 estão no estado de São Paulo e 789 na capital.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Contraf-CUT divulga programação da 14ª Conferência Nacional dos Bancários


Evento definirá a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2012

A Contraf-CUT divulgou a programação completa da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, que começa na próxima sexta-feira (20) e vai até domingo (22), em Curitiba.

O evento terá palestras, debates, trabalhos em grupos e plenária final para aprovar a estratégia e a minuta de reivindicações que o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entregará para a Fenaban, a fim de ser negociada na campanha deste ano.

O destaque nas palestras será a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que falará no painel sobre emprego.

"A 14ª Conferência ocorre após a realização de conferências regionais e estaduais preparatórias nos estados, que definiram propostas e elegeram os delegados, consolidando um processo democrático e participativo de construção da Campanha Nacional dos Bancários", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Mais de 700 pessoas devem participar do encontro, entre delegados, observadores, jornalistas e convidados. Trata-se do maior fórum nacional de deliberação da categoria.

O Sindicato dos Bancários de Votuporanga participará deste evento através de nossos Diretores Wilson Alves Caldas e Paulo Francisco da Silva.

Confirma a programação:

Sexta, 20 de julho

8h às 18h - Credenciamento

9h30 às 10h - Exposição "Transversalidade na Campanha Nacional dos Bancários"
- Didice Godinho Delgado, assessora de formação em gênero, trabalho e sindicalismo. Coordenou a Comissão Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, entre 1986-1993

10h às 13h - Painel sobre Emprego
- Sr. Brizola Neto, Ministro do Trabalho e Emprego
- Sr. Anselmo Luis dos Santos, professor do Instituto de Economia da Unicamp
- Sr. Nelson Karam, técnico do Dieese

13h00 às 14h30 - Almoço

14h30 às 15h30 - Painel sobre Remuneração
- Sra. Catia Uehara, técnica do Dieese

15h30 às 17h - Painel sobre Saúde, Condições de Trabalho e Segurança Bancária

- Sr. Roberto Heloani, professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e professor conveniado junto à Université de Nanterre (Paris, França): "Mundo trabalho, assédio moral e transtorno mental"
- Dr. Francisco Glauberto Bezerra, procurador do Ministério Público do Estado da Paraíba
- Sr. José Boaventura Santos, presidente da CNTV

17h às 18h - Apresentação da proposta de "Pesquisa sobre Trabalhadores do Ramo"

19h - Abertura solene da 14ª Conferência Nacional dos Bancários

21h - Jantar

Sábado, 21 de julho

8h30 às 13h - Credenciamento

10h às 10h30 - Votação do Regimento Interno

10h30 às 11h30 - Apresentação dos resultados da Consulta 2012

11h30 às 13h00 - Análise de conjuntura e Sistema Financeiro
- Sr. Moisés Marques, coordenador do Centro de Pesquisas 28 de Agosto, do Sindicato dos Bancários de São Paulo

13h às 14h30 - Almoço

14h30 às 18h30 - Trabalho em grupos:
- Grupo 1 (Azul): Emprego
- Grupo 2 (Verde): Remuneração
- Grupo 3 (Laranja): Saúde, Condições de Trabalho e Segurança Bancária
- Grupo 4 (Vermelho): Sistema financeiro nacional

19h - Jantar

Domingo, 22 de julho

10h às 13h - Plenária Final
13h às 14h30 - Almoço

Locais de credenciamento

Quinta, 19 de julho: 16h às 19h - Hotel Radisson (local da reunião do Comando Nacional)

Sexta, 20 de julho: 8h às 18h - Expo Unimed (local da Conferência)

Sábado, 21 de julho: 8h30 às 13h - Expo Unimed (local da Conferência)


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 16 de julho de 2012


Redução de juros e impostos viabiliza crescimento, diz presidenta Dilma


A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (13) que a governo redução dos juros e dos impostos viabiliza o crescimento do país. Ela disse, também, que a atual taxa de câmbio é benéfica para a indústria nacional.

"Queremos, de forma sistemática, reduzir os custos no Brasil. Não como estão fazendo lá fora que é reduzir os ganhos sociais e salários, queremos reduzir custos baseado em redução de impostos e capacitação da nossa força de trabalho, nosso caminho não é o de tirar direitos dos trabalhadores", disse a presidenta, em discurso durante a cerimônia de batismo da Plataforma P-59 da Petrobras em Maragogipe, na Bahia.

Dilma citou uma frase do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defender a redução de juros e disse que o nível atual da taxa de câmbio é necessário para evitar o enfraquecimento da indústria nacional com o favorecimento da entrada de produtos importados.

"Estamos mofidicando algumas condições no Brasil que geram entraves para o crescimento econômico e sustentável. A primeira mudança tem sido a redução dos juros que está em um nível nunca visto antes na história desse país, como dizia nosso presidente Lula. Outra é a taxa de câmbio que impede que nossa indústria seja sucateada".

Segundo Dilma, não se pode mais esperar que a economia cresça para dividir os dividendos com a população. "Foi-se o tempo em que foi concebível que o bolo precisava crescer para ser distribuído depois. Agora, à medida que cresce o bolo repartimos, isso leva a um bolo maior que o inicial".

A Petrobras investiu US$ 360 milhões na plataforma batizada hoje. A P-59 alcança 9,1 mil metros de profundidade e pode perfurar poços sob condições de alta temperatura e pressão. Segundo Dilma, a construção da plataforma se deve à "teimosia" da indústria brasileira e é simbólica para a retomada da produção naval nacional.

"O que tem aqui nessa plataforma não e só aço, nem apenas todo o sistema altamente computadorizado que permite que se extraia [petróleo] sem um grande risco para o ser humano. O que está aqui é um caminho de futuro, o fato de que vamos continuar gerando aqui emprego e renda para os brasileiros".


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 13 de julho de 2012


ASSEMBLEIA PARA VOTAÇÃO DO BALANÇO E RELATÓRIO DA DIRETORIA, REFERENTE ANO 2011.

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

 
Pelo presente edital ficam convocados os associados do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, quites e em gozo dos seus direitos sindicais, para a assembleia geral ordinária a realizar-se no dia 17 de julho de 2012, em nossa sede social a Rua Tibagi nº 3447 – centro – em Votuporanga-sp as 19:00 horas em primeira convocação, para discutirem a seguinte ordem do dia a) leitura, discussão e votação da ata da assembléia anterior; b) leitura, discussão e votação do Balanço e Relatório da Diretoria, referente ao ano de 2011, com o parecer do Conselho Fiscal. Caso não haja número legal a hora anunciada, assembléia será realizada as 19:30 horas após, com qualquer número de presentes.

Votuporanga-sp, 13 de julho de 2012.

HARLEY AP.VIZONÁ

PRESIDENTE

quarta-feira, 11 de julho de 2012


BB afirma disposição em negociar, mas não discute jornada de 6 horas


Bancários cobram soluções para diversos problemas no BB

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta terça-feira (10) o processo de negociação permanente com o Banco do Brasil, em Brasília. Um dos temas em debate foi a jornada de 6 horas para todos os funcionários.

Nova negociadora

O diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, apresentou a nova negociadora do banco, Aurea Faria Martins, que manifestou o desejo de começar as discussões da pauta específica, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, assim que as entidades sindicais fizerem as entregas das minutas à Fenaban e ao BB.

Jornada de 6 horas

A posição do BB gerou indignação por parte dos representantes dos trabalhadores. O banco afirmou que não vai negociar a implantação da jornada correta de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.

A expectativa das entidades sindicais era a mesma de todo o funcionalismo que chegou a ouvir do próprio diretor do BB, Carlos Neri, em 2011, que o banco resolveria o problema da jornada.

Após uma mesa temática sobre jornada - com o objetivo de coleta de dados e informações entre as partes para posterior mesa de negociação -, ocorrida após a campanha de 2011, os trabalhadores esperavam que o banco cumprisse o compromisso público de resolver o problema e a afirmação hoje de que a empresa não vai discutir o tema com a representação sindical é um total desrespeito ao processo negocial.

O banco disse que a jornada de 6 horas é tema de Plano de Comissões e que isto é estratégico e não discute em mesa de negociação. Além disso, o BB ressaltou que não discute questões ligadas ao plano de metas, arquitetura organizacional e de remuneração da empresa.

O banco observou que isso não quer dizer que não possa apresentar ao movimento sindical a decisão sobre o tema, caso decida algo sobre a jornada mais adiante.

"Além de todos os problemas de péssimas condições de trabalho e do assédio moral institucional para o cumprimento do programa 'caótico' de metas Sinergia BB, o banco sinaliza uma coisa para os funcionários e depois não cumpre. Os bancários darão a resposta a esse comportamento na campanha nacional deste ano", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

Sinergia BB e assédio moral

A Contraf-CUT pediu ao banco que informasse como estão os números do fechamento do semestre nas várias agências do país. As entidades sindicais já sabem que a maior parte das dependências não conseguiu atingir a etapa ouro e os bancários estão sendo forçados pelos superintendentes do banco a fazerem diversas arbitrariedades para cumprir algo impossível e sem nenhuma regra clara.

O banco pediu que as entidades sindicais apontassem alguns dos problemas e assim foi feito: foco em metas individuais e carteiras, o programa muda a toda hora (três vezes neste semestre), a maior parte do país não cumpriu a etapa ouro (só cerca de 10%), não existem mais parâmetros para negociar qualquer eventual parcela adicional ao modelo básico de PLR da Fenaban na rede varejo. A Contraf-CUT já havia avisado isso ao banco em fevereiro deste ano.

Sobre assédio moral, os dirigentes sindicais relataram diversos casos como o descomissionamento de 23 gerentes de agência em MG, de maneira estranha. Também foi apontado o recente caso de assédio no Ceará, onde gerentes foram obrigados a assinarem "termos de compromisso" para cumprirem metas e que, se não cumprissem, seriam descomissionados por insubordinação.

Após mais alguns exemplos, o banco informou que não compartilha com essas ocorrências. Mas o fato é que o Sinergia BB é um programa que inevitavelmente leva a situação de assédio moral, causando fraudes e irregularidades.

PSO - implantação em nível nacional

Os sindicatos já fizeram plenárias por todo o país e constataram tudo aquilo que haviam apontado que ocorreria com as plataformas de suporte operacional. Os trabalhadores reafirmaram no 23º Congresso que são contrários a essa forma de gestão.

A Contraf-CUT apontou vários problemas e propostas para o setor. As dotações das PSO devem ser revistas e aumentadas. Os caixas devem ser efetivos, ter comissões e receber pontuação na carreira de mérito.

Não pode haver nenhuma dependência com apenas um caixa. Os gerentes de serviço não podem executar serviço de caixa. É uma lista enorme de problemas que também levarão os bancários do setor a participarem fortemente da Campanha Nacional 2012.

Pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI

As entidades sindicais já haviam discutido com o banco a respeito do acerto dos valores desde março de 2012, mas até o momento o BB não efetuou o pagamento.

O banco ficou de verificar a finalização dos acertos e informar à Contraf-CUT quando fará a regularização do pagamento, inclusive com os valores retroativos ao mês da conquista do direito.

Discriminação nas remoções automáticas

Essa importante conquista dos bancários do BB, que acabou com a discriminação interna para a transferência dos funcionários entre dependências (vide revista Espelho Nacional) vem sendo burlada sistematicamente pelos gestores dos departamentos do banco e com a conivência de algumas Gepes.

Com a desculpa de alegar que as vagas estão bloqueadas para alocar bancários envolvidos em processos de reestruturação, os gestores estão escolhendo escriturários para trabalhar, desrespeitando os normativos internos e o próprio concurso público.

A Contraf-CUT apresentou exemplos e suspeitas sobre a burla no sistema de remoção automática e na discriminação de escriturários que não conseguem ser realocados. O banco afirmou que não é orientação da empresa permitir aos gestores fazerem processos para escolher escriturários para atuarem nos setores.

Denúncias sobre burlas na remoção de escriturários devem ser encaminhadas para a Diref/Colet.

Visa Vale

Os trabalhadores do Espírito Santo, que possuem o vale refeição e alimentação Visa Vale, estavam sofrendo o risco de não poderem mais utilizá-los a partir do dia 16 por questões comerciais no Estado.

Após a cobrança de solução tanto por parte do Sindicato e da Federação dos Bancários do RJ-ES quanto da Contraf-CUT, o banco informou ao final da negociação que o problema foi resolvido. O convênio está em ordem e a partir desta quarta-feira (11) haverá comunicado nesse Estado avisando da regularização.

Cassi - plano associados

A nova gestão eleita da Cassi procurou a Comissão de Empresa para partilhar um problema existente na entidade em relação a valores devidos pelos associados, oriundos de inconsistências do sistema de cobrança da Cassi, que serão regularizados nos próximos meses.

Como o problema afeta aos associados, a Contraf-CUT e demais entidades sindicais reivindicaram que, caso os valores devidos sejam cobrados, o BB se comprometa a estabelecer o limitador de 1/24 no máximo de desconto ao mês para qualquer tipo de regularização de cobrança feita, para não prejudicar os bancários.

O banco ficou de analisar a reivindicação.

A Cassi informou que, assim que for tomada qualquer providência em relação à regularização das pendências, divulgará em seus veículos de comunicação.

Vacinação contra gripe A

Está havendo um grande surto de gripe A em Santa Catarina e foi solicitado ao banco que pague as vacinas. A medida vem sendo feita por outros bancos no Estado.

A Diref ficou de averiguar junto aos setores responsáveis do banco sobre a possibilidade de atendimento da reivindicação.

Adesão à Cassi e Previ pelos bancários incorporados

O banco disse que está estudando o caso, afrimando haver dúvidas quanto ao tema e sobre a maneira como implantá-lo.

Como o tema virá apresentado nas reivindicações da mesa específica, a empresa disse que terá melhores condições para avaliar a proposta dos trabalhadores.

O banco diz que há pré-disposição em resolver a questão. Mas cada caso deve ser avaliado com suas diferenças como, por exemplo, o Economus e a Fusesc. O banco não pode obrigar ninguém a migrar. O que o banco faria com as pessoas que já eram aposentadas antes das incorporações?

Devolução de delegado sindical na Previ

Os representantes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro protestaram contra a medida e vão tomar as medidas cabíveis. O banco disse que recorreu ao regulamento e afirmou que a Previ, a Cassi e entidades semelhantes não são dependências da empresa.

GDP usada de forma irregular por alguns gestores do BB

Foi feita a denúncia de que gestores do banco, como na CABB SP e na CSO prefixo 1900 (SP), estão usando de forma irregular a GDP para tentar intimidar os bancários que participam de atividades sindicais.
A GDP é para avaliar desempenho profissional e não foi feita para punir trabalhador ou fazer anotação sobre horas não trabalhadas ou coisas do gênero.

Os gestores das unidades têm dito que o banco havia autorizado tal anotação. Foi dito à Contraf-CUT que a informação passada pela Diref aos gestores é de que o ponto eletrônico deve refletir a jornada real dos trabalhadores. Nada mais que isso.

Descomissionamento nas três avaliações

Também foram feitas denúncias sobre o banco estar descomissionando funcionários com base nas três avaliações, inclusive quando a pontuação está entre 3 pontos e 4 pontos.

Tanto o banco quanto as entidades sindicais debateram a necessidade dos bancários acompanharem sempre qualquer tipo de anotação feita e, inclusive, discordar ou justificar quando for o caso.

Redução da trava de tempo para remoção das CABB

Devido à natureza do trabalho muito específica nas CABB, foi solicitado ao banco que haja redução no tempo da trava de remoção para outras dependências. Atualmente a trava no setor também é de dois anos. Foi citada como exemplo uma redução em setor semelhante na ouvidoria do DF.

Criminalização da luta pela democracia

A Contraf-CUT ainda fez um desagravo sobre a apostila institucional de segurança bancária do BB, que desrespeita a luta da sociedade brasileira pela democratização e contra a ditadura militar.

Após a descoberta do material interno do banco pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, até a presidência da República já recebeu a denúncia sobre o fato.

O trecho, citado no item 1.1.2 da apostila, nos Fundamentos Teóricos de Segurança, sob a organização da Diretoria de Gestão da Segurança do BB, descreve: "No Brasil, em razão do aumento de assaltos a instituições financeiras, a partir de meados da década de 1960, realizados por terroristas de orientação esquerdista, opositores do regime militar, entre eles o desertor do Exército, ex-capitão Carlos Lamarca, e o ex-deputado, com formação em guerrilha e terrorismo na China e em Cuba, Carlos Marighella, autor do tristemente famoso manual do guerrilheiro urbano, tem início a formalização institucional da segurança privada. Várias organizações terroristas assaltavam instituições bancárias e de crédito, agindo de forma violenta, muitas vezes matando guardas, policiais e pessoas inocentes, requerendo medidas especiais de repressão ao delito".

Negociações da Campanha Nacional 2012

A 14ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 20 a 22 de julho, em Curitiba. O evento definirá a minuta nacional dos trabalhadores que será entregue à Fenaban, ao mesmo tempo em que serão apresentadas aos bancos públicos as pautas específicas para iniciar as negociações.

Os bancários devem participar ativamente do calendário organizado pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, para que haja avanços e novas conquistas.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 10 de julho de 2012


Blog de Luis Nassif: O escândalo das taxas básicas de juros


O recente escândalo da manipulação da taxa libor (a taxa básica do Banco da Inglaterra) é mais um capítulo terrível na desmontagem do sistema financeiro internacional.

A taxa básica (libor, na Inglaterra, prime, nos Estados Unidos, Selic, no Brasil) serve de parâmetro para a articulação de todo o sistema de empréstimos de longo prazo.

Tais taxas servem de parâmetro para a troca de reservas entre bancos no chamado mercado interbancário. No final do dia, o banco com saldo em caixa empresta para o banco com déficit pagando a taxa do interbancário. São descartadas os dois lances mais altos e os mais baixos e tira-se uma média do restante. Além de afetar todo o mercado de crédito, essas taxas são alvo de enormes apostas no mercado futuro de juros. No caso da libor, as jogadas envolveram 20 grandes bancos internacionais.

Esse mesmo movimento se observa nos Estados Unidos, com jogadas em torno da prime, como se observa em artigo recente de Paul Craig Roberts, que acaba de lançar livro prevendo o colapso financeiro dos EUA (http://migre.me/9Pdpr), tradução de Argemiro Ferreira.

Para combater a crise bancária, EUA e União Europa inundaram os bancos de liquidez, jogando as taxas básicas para perto de zero. Mas a cada ano são US$ 1,5 trilhão de déficit público sendo financiado com novas emissões.

Há inúmeros jogos com títulos públicos. O resgate desses títulos é pelo chamado valor de face - por exemplo, 100. Se um título tem um prazo de, digamos, 10 anos a uma taxa de 1,5% ao ano, no lançamento será vendido a 85 (100 - 1,5 x 10). Suponha que a taxa caia para 1%. Imediatamente o valor dos títulos sobe para 90. Multipliquem-se esses 5 pontos por trilhões de dólares e se terá uma pálida noção dos valores envolvidos.

Esse mesmo jogo ocorre no Brasil com a Selic. Desde que foi introduzida como elemento de política monetária em 1999 (com a criação das metas inflacionárias) criou-se, ali, o mais potente processo de enriquecimento que o país conheceu, fora de período de crises cambiais.

A cada definição da Selic, movimentavam-se apostas extraordinárias nos mercados futuros. E o Banco Central, de qualquer tempo, mantinha um contato cúmplice com consultorias de mercado, antecipando tendências. No período Henrique Meirelles, era comum uma reunião fechada com traders do mercado, antes de cada reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Rompeu-se esse cumplicidade em agosto do ano passado, quando o BC derrubou a Selic - provocando enorme estardalhaço de consultores e jornalistas membros da confraria da Selic. Depois, o BC continuou derrubando as taxas com resistência cada vez menor, porque suas apostas já estavam novamente alinhadas com as do BC.

No mercado de apostas, pode-se ganhar tanto na alta quanto na baixa, seja com libor, prime ou Selic. Se as taxas de juros aumentam, o preço do título cai. Digamos que caia de 85 para 82. O apostador vende um contrato futuro a 85. Quando o preço à vista cai para 82, ele lucra os 3 de diferença.

E aí se entra em uma espiral de descrédito perigosa para a regulação frouxa do mercado financeiro internacional.


Fonte: Blog do Nassif - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=31239

Conferências regionais preparam Campanha Nacional dos Bancários


Arte da 14ª Conferência Nacional

Federações e sindicatos de todo o país estão promovendo conferências e encontros estaduais e regionais, aprofundando os debates e preparando a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, o mais importante fórum de deliberações da categoria, que acontece entre os dias 20 e 22 de julho, em Curitiba.

Neste final de semana acontecem eventos em Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia/Sergipe e Santa Catarina. Confira:

Congresso começa nesta sexta em Brasília e prepara Campanha Nacional

14ª Conferência dos bancários de Minas Gerais começa nesta sexta

14ª Conferência dos bancários do RS ocorre neste sábado e domingo

14ª Conferência dos bancários da BA e SE ocorre neste sábado e domingo

Duas conferências de bancários de Santa Catarina ocorrem neste sábado

De acordo com o calendário definido pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, as conferências regionais devem acontecer até o próximo sábado, dia 14, quando se reúnem os bancários de São Paulo e do Nordeste.

No último final de semana, ocorreram as conferências dos bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo e Paraná, além dos encontros estaduais do Piauí e Pernambuco. Na quarta-feira, dia 4, foi realizada a conferência da Feeb SP-MS.

Quatro grandes temas estão em discussão: emprego; remuneração; saúde, condições de trabalho e segurança bancária; e sistema financeiro nacional. Eles devem ser abordados de forma transversal, levando em consideração as questões de gênero, raça, orientação sexual e pessoas com deficiência.

Nas conferências regionais são eleitos os delegados e as delegadas que participarão da 14ª Conferência Nacional.


Fonte: Contraf-CUT com federações e sindicatos

Federação de SP-MS realiza conferência e indica propostas para Campanha


Crédito: Feeb SP-MS
Feeb SP-MSBancários definem propostas para 14ª Conferência Nacional

A plenária final da Conferência Interestadual dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul aprovou na quarta-feira, dia 4, as propostas dos sindicatos filiados relativas a emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e segurança; e sistema financeiro nacional para a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece entre os dias 20 e 22 de julho, em Curitiba (PR).

Participaram da Interestadual, realizada nos dias 3 e 4, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, 185 delegados, sendo 145 homens e 40 mulheres, representantes dos 23 sindicatos filiados.

Para o presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Davi Zaia, a Conferência foi muito participativa, todos os sindicatos estiveram presentes e se preparam previamente para os debates. Além disso, a divisão por grupos possibilitou uma maior participação e aprofundamento nas discussões.

Entre as propostas aprovadas na Interestadual, estão 5% de aumento real mais a inflação acumulada no período compreendido entre 01 de setembro de 2011 e 31 de agosto de 2012; participação na Conferência Nacional do Sistema Financeiro e elaboração de uma pré-conferência pela FEEB-SP/MS; e luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT.

Zaia ressalta que a delegação da FEEB-SP/MS está bem preparada para a Conferência Nacional e os sindicatos prontos para realizarem uma boa Campanha Salarial. "Os rumos, claro, dependem da Conferência Nacional, mas temos apontado as principais questões, agora é importante que os sindicatos mobilizem a categoria", finalizou.


Fonte: Contraf-CUT com Feeb SP-MS

sábado, 7 de julho de 2012

Definidos critérios de promoção por mérito na Caixa

Regras, válidas por dois anos, são fruto de negociação entre dirigentes sindicais e a direção do banco
São Paulo – Os debates para definir as regras de avaliação de desempenho para a promoção por mérito dos empregados foi o tema central da negociação entre dirigentes sindicais e a direção da Caixa Federal.

Na negociação na terça 3, em Brasília, ficou definido que os critérios de promoção por mérito terão validade para 2012 e 2013. No entanto, haverá reunião de avaliação (prevista para maio de 2013) e caso seja necessário fazer alterações para corrigir distorções.

Entre as regras acordadas, ficou definido que parte da pontuação para o segundo Delta, referente à Universidade Caixa, será considerada extra tendo como nova nomenclatura “Horas de Capacitação à Distância”. Nesse caso serão necessárias 100 horas de cursos à distância para a pontuação total. Abaixo dessa carga horária, a pontuação será proporcional à quantidade de horas cursadas pelo empregado. “Os cursos da Universidade Caixa têm de ser feitos dentro da jornada de trabalho, caso contrário o empregado será prejudicado”, alerta o diretor executivo do Sindicato Kardec de Jesus.

Também ficou mantido o sistema de distribuição de deltas e a exigência de que o empregado complete 180 dias de empresa para ter direito a ser avaliado e promovido. “A manutenção desses seis meses para a promoção é resultado da resistência do Sindicato, pois a Caixa insistia que o bancário completasse 365 dias para poder participar do processo”, destaca o dirigente sindical, acrescentando que o objetivo é a melhora constante do processo para valorizar os empregados. “Isso passa necessariamente pela redução do Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercado (CTVA).”

Ele diz ainda que o fato de os critérios valerem até o próximo ano dá maior tranquilidade aos trabalhadores. “Os empregados têm reivindicado que o ano comece com regras claras para a avaliação. Isso é melhor para todos”, acrescenta Kardec.


Redação, com informações da Fenae - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=2038