segunda-feira, 29 de julho de 2013

LUCRO DOS BANCOS DESDE O ANO 2003
   
Lucro 2013
    • Ano Banco Período Lucro
      2
      0
      1
      3
      Itaú Unibanco
      1º trimestre
      R$ 3,472 bilhões
      Bradesco
      1º trimestre
      R$ 2,919 bilhões
      Banco do Brasil 1º trimestre R$ 2,557 bilhões
      Santander 1º trimestre R$ 1,519 bilhão
      Itaúsa 1º trimestre R$ 1,378 bilhão
      Caixa 1º trimestre R$ 1,3 bilhão
      BTG Pactual 1º trimestre R$ 612 milhões
      BB Seguridade 1º trimestre R$ 472 milhões
      BMG 1º trimestre R$ 121,3 milhões
      Paraná Banco 1º trimestre R$ 39,5 milhões
      BicBanco 1º trimestre R$ 39,4 milhões
      Panamericano 1º trimestre R$ 39,007 milhões
      1º Trimestre/2013

      Lucro 2012
Ano Banco Período Lucro
2
0
1
2
Itaú Unibanco 2012 R$ 13,594 bilhões
Banco do Brasil 2012 R$ 12,2 bilhões
Bradesco 2012 R$ 11,38 bilhões
Santander 2012 R$ 6,329 bilhões
Caixa 2012 R$ 6,1 bilhões
HSBC 2012 R$ 1,3 bilhão
Safra 2012 R$ 1,281 bilhão
Banrisul 2012 R$ 818,6 milhões
Banco do Nordeste 2012 R$ 508,5 milhões
Itaú Unibanco 3º trimestre R$ 3,412 bilhões
Bradesco 3º trimestre R$ 2,893 bilhões
Banco do Brasil 3º trimestre R$ 2,7 bilhões
Santander 3º trimestre R$ 1,501 bilhão
Caixa 3º trimestre R$ 1,3 bilhão
Banrisul 3º trimestre R$ 207,5 milhões
Itaú Unibanco 1º Semestre R$ 6,73 bilhões
Bradesco 1º Semestre R$ 5,626 bilhões
Banco do Brasil 1º Semestre R$ 5,51 bilhões
Santander 1º Semestre R$ 3,23 bilhões
Caixa 1º Semestre R$ 2,9 bilhões
HSBC 1º Semestre R$ 602,5 milhões
Safra 1º Semestre R$ 597 milhões
Itaú Unibanco
2º trimestre
R$ 3,304 bilhões
Banco do Brasil 2º trimestre R$ 3,008 bilhões
Bradesco
2º trimestre
R$ 2,833 bilhões
Caixa 2º trimestre R$ 1,7 bilhão
Santander
2º trimestre
R$ 1,464 bilhão
BTG Pactual 2º trimestre R$ 822 milhões
Banrisul 2º trimestre R$ 205 milhões
Itaú Unibanco
1º trimestre
R$ 3,426 bilhões
Bradesco
1º trimestre
R$ 2,793 bilhões
Banco do Brasil
1º trimestre
R$ 2,5 bilhões
Santander
1º trimestre
R$ 1,766 bilhão
Caixa
1º trimestre
R$ 1,2 bilhão
  • Lucro 2011
 
Ano Banco Período Lucro
2
0
1
1
Itaú Unibanco 2011 R$ 14,621 bilhões
Banco do Brasil 2011 R$ 12,1 bilhões
Bradesco 2011 R$ 11,028 bilhões
Santander 2011 R$ 7,8 bilhões
Caixa 2011 R$ 5,2 bilhões
HSBC 2011 R$ 1,35 bilhão
Banco Safra 2011 R$ 1,254 bilhão
Banrisul 2011 R$ 904 milhões
Paraná Banco 2011 R$ 359,5 milhões
Banese 2011 R$ 91 milhões
Panamericano 2011 R$ 67,043 milhões
Itaú Unibanco 3º trimestre R$ 3,807 bilhões
Banco do Brasil 3º trimestre R$ 2,89 bilhões
Bradesco 3º trimestre R$ 2,815 bilhões
Santander 3º trimestre R$ 1,802 bilhão
Caixa 3º trimestre R$ 1,3 bilhão
Itaú Unibanco 1º Semestre R$ 7,133 bilhões
Banco do Brasil 1º Semestre R$ 6,26 bilhões
Bradesco 1º Semestre R$ 5,487 bilhões
BNDES 1º Semestre R$ 5,3 bilhões
Santander 1º Semestre R$ 4,153 bilhões
Caixa 1º Semestre R$ 1,7 bilhão
HSBC 1º Semestre R$ 611,9 milhões
Banco do Nordeste 1º Semestre R$ 300,7 milhões
Itaú Unibanco 1º trimestre R$ 3,53 bilhões
Banco do Brasil 1º trimestre R$ 2,932 bilhões
Bradesco 1º trimestre R$ 2,702 bilhões
Santander 1º trimestre R$ 2,071 bilhões
Caixa 1º trimestre R$ 812,4 milhões
Banrisul 1º trimestre R$ 211,3 milhões
Panamericano 1º trimestre R$ 76,1 milhões
  • Lucro 2010
 
Ano Banco Período Lucro
2
0
1
0
Itaú/Unibanco 2010 R$ 13,3 bilhões
Banco do Brasil 2010 R$ 11,7 bilhões
Bradesco 2010 R$ 10,022 bilhões
Santander 2010 R$ 7,382 bilhões
Caixa 2010 R$ 3,8 bilhões
HSBC 2010 R$ 1,082 bilhão
Safra 2010 R$ 1,048 bilhão
Banrisul 2010 R$ 741,2 milhões
BMG 2010 R$ 605,7 milhões
BicBanco 2010 R$ 348,7 milhões
Mercantil do Brasil 2010 R$ 135,2 milhões
Paraná Banco 2010 R$ 117,4 milhões
Itaú/Unibanco 4º trimestre R$ 3,4 bilhões
Bradesco 4º trimestre R$ 2,987 bilhões
Bradesco 4º trimestre R$ 2,987 bilhões
Santander 4º trimestre R$ 1,918 bilhão
Banrisul 4º trimestre R$ 229,9 milhões
Paraná Banco 4º trimestre R$ 33,8 milhões
Itaú/Unibanco 3º trimestre R$ 3,034 bilhões
Banco do Brasil 3º trimestre R$ 2,578 bilhões
Bradesco 3º trimestre R$ 2,527 bilhões
Santander 3º trimestre R$ 1,935 bilhões
Caixa 3º trimestre R$ 750 milhões
Bicbanco 3º trimestre R$ 278,9 milhões
Banrisul 3º trimestre R$ 206,4 milhões
BMG 3º trimestre R$ 146,6 milhões
Itaú/Unibanco 1º semestre R$ 6,399 bilhões
Banco do Brasil 1º semestre R$ 5,1 bilhões
Bradesco 1º semestre R$ 4,602 bilhões
Santander 1º semestre R$ 2,02 bilhões
Caixa 1º semestre R$ 1,7 bilhões
Safra 1º semestre R$ 512,2 milhões
HSBC 1º semestre R$ 423 milhões
BMG 1º semestre R$ 352 milhões
Banrisul 1º semestre R$ 305 milhões
BicBanco 1º semestre R$ 178,4
Mercantil do Brasil 1º semestre R$ 120,891 milhões
Paraná Banco 1º semestre R$ 31,8 milhões
Itaú 1º trimestre R$ 3,234 bilhões
Banco do Brasil 1º trimestre R$ 2,35 bilhões
Bradesco 1º trimestre R$ 2,103 bilhões
Santander 1º trimestre R$ 1,015 bilhão
Caixa 1º trimestre R$ 777,5 milhões
HSBC 1º trimestre R$ 247 milhões
Banrisul 1º trimestre R$ 121,9 milhões
Mercantil do Brasil 1º trimestre R$ 113,5 milhões
Panamericano 1º trimestre R$ 44,2 milhões
Cruzeiro do Sul 1º trimestre R$ 39,7 milhões
Paraná Banco 1º trimestre R$ 22,3 milhões
Sofisa 1º trimestre R$ 10 milhões
  • 2009
 
Ano Banco Período Lucro
2
0
0
9
Banco do Brasil 2009 R$ 10,148 bilhões
Itaú Unibanco 2009 R$ 10,066 bilhões
Bradesco 2009 R$ 8,0 bilhões
BNDES 2009 R$ 6,7 bilhões
Santander Brasil 2009 R$ 5,5 bilhões
Caixa Econômica Federal 2009 R$ 2,9 bilhões
Banco Votorantim 2009 R$ 801,7 milhões
BMG 2009 R$ 522 milhões
Banco de Brasília (BRB) 2009 R$ 190,5 milhões
Paraná Banco 2009 R$ 104,3 milhões
Banco Pine 2009 R$ 85 milhões
Banco Cruzeiro do Sul 2009 R$ 81,9 milhões
Banco Rural 2009 R$ 50 milhões
Banpará 2009 R$ 43,69 milhões
Mercantil do Brasil 2009 R$ 40 milhões
Itaú Janeiro à setembro R$ 6,853 bilhões
BB Janeiro à setembro R$ 5,992 bilhões
Bradesco Janeiro à setembro R$ 5,831 bilhões
Caixa Econômica Federal Janeiro à setembro R$ 2,027 bilhões
Banrisul Janeiro à setembro R$ 356,8 milhões
BRB Janeiro à setembro R$ 134,4 milhões
Itaú 1º semestre R$ 4,586 bilhões
Bradesco 1º semestre R$ 4,02 bilhões
Banco do Brasil 1º semestre R$ 4,01 bilhões
HSBC 1º semestre R$ 2,1 bilhões
Santander 1º semestre R$ 1,874 bilhão
Caixa Econômica Federal 1º semestre R$ 1,158 bilhão
BNDES 1º semestre R$ 702 milhões
Banco Votorantim 1º semestre R$ 400,4 milhões
Banrisul 1º semestre R$ 210,8 milhões
BMG 1º semestre R$ 176 milhões
BicBanco 1º semestre R$ 156,3 milhões
Banco do Nordeste (BNB) 1º semestre R$ 133,8 milhões
Banco de Brasília (BRB) 1º semestre R$ 71,8 milhões
Paraná Banco 1º semestre R$ 54,1 milhões
Banco Mercantil do Brasil 1º semestre R$ 18,08 milhões
Banco Central do Brasil 1º semestre – R$ 941 milhões
Itaú 1º trimestre R$ 2,015 bilhões
Bradesco 1º trimestre R$ 1,723 bilhão
Banco do Brasil 1º trimestre R$ 1,665 bilhão
Caixa Econômica Federal 1º trimestre R$ 452 milhões
Santander 1º trimestre R$ 416,4 milhões
Banrisul 1º trimestre R$ 106,5 milhões
BicBanco 1º trimestre R$ 74,3 milhões
Panamericano 1º trimestre R$ 17,5 milhões
  • 2008
 
Ano Banco Lucro
2
0
0
8
Banco Central R$ 13,345 bilhões
Banco do Brasil R$ 8,8 bilhões
Itaú R$ 7,803 bilhões
Bradesco R$ 7,62 bilhões
BNDES R$ 5,3 bilhões
Caixa Econômica Federal R$  3,88 bilhões
Santander Banespa R$ 2,8 bilhões
HSBC R$ 1,35 bilhão
Banco Safra R$ 843,4 milhões
Nossa Caixa R$ 646,5 milhões
Banrisul R$ 590,9 milhões
Bic Banco R$ 320,5 milhões
BMG R$ 240,7 milhões
Banco Panamericano R$ 236 milhões
Banco da Amazônia R$ 215,850 milhões
Pine R$ 157,487 milhões
Paraná Banco R$ 84 milhões
Nordeste R$ 83,5 milhões
Mercantil do Brasil R$ 43 milhões
  • 2007
 
Ano Banco Lucro
2
0
0
7
ABN Amro Real R$ 2,975 bilhões
Banco da Amazônia R$ 179,8 milhões
Banco do Brasil R$ 5,058 bilhões
Banco Panamericano R$ 200,9 milhões
Banco Safra R$ 830,922 milhões
Banco Volkswagem R$ 108,717 milhões
Banrisul R$ 916,4 milhões
Besc R$ 26,9 milhões
Bic Banco R$ 195,1 milhões
BMG R$ 507,59 milhões,
BNDES R$ 7,314 bilhões
Bradesco R$ 2,193 bilhões
Caixa Econômica Federal R$ 2,5 bilhões
HSBC R$ 1,24 bilhão
Itaú R$ 2,03 bilhões
Mercantil do Brasil R$ 36,723 milhões
Nordeste R$ 219,7 milhões
Nossa Caixa R$ 303,1 milhões
Paraná Banco R$ 67,78 milhões
Pine R$ 567 milhões.
Santander Banespa R$ 1,86 bilhão
Unibanco R$ 3,448 bilhões
Votorantin R$ 1,16 bilhão
  • 2006
 
Ano Banco Período Lucro
2
0
0
6
Bradesco 2006 R$ 6,646 bilhões
Itaú 2006 R$ 6,48 bilhões
BNDES 2006 R$ 6,3 bilhões
Banco do Brasil 2006 R$ 6,04 bilhões
CEF 2006 R$ 2,386 bilhões
Unibanco 2006 R$ 2,21 bilhões
ABN Amro Real 2006 R$ 2,05 bilhões
Santander Banespa 2006 R$ 1,26 bilhão
HSBC 2006 R$ 946,7 milhões
Nossa Caixa 2006 R$ 453,5 milhões
Banco do Nordeste 2006 R$ 202,7 milhões
BB 1º Semestre 2006 R$ 3,888 bilhões
BNDES 1º Semestre 2006 R$ 3,317 bilhões
Bradesco 1º Semestre 2006 R$ 3,132 bilhões
Itaú 1º Semestre 2006 R$ 2,958 bilhões
Unibanco 1º Semestre 2006 R$ 1,068 bilhão
Santander Banespa 1º Semestre 2006 R$ 473 milhões
Nossa Caixa 1º Semestre 2006 R$ 289,9 milhões
Banco do Nordeste 1º Semestre 2006 R$ 76,4 milhões
Banco do Brasil 1º Trimestre R$ 2,343 bilhões
Bradesco 1º Trimestre R$ 1,53 bilhão
Itaú 1º Trimestre R$ 1,460 bilhão
CEF 1º Trimestre R$ 699,5 milhões
Unibanco 1º Trimestre R$ 520 milhões
Banespa 1º Trimestre R$ 408,1 milhões
  • 2005
 
Ano Banco Período Lucro
2
0
0
5
Bradesco 2005 R$ 5,514 bilhões
Itaú 2005 R$ 5,251 bilhões
Banco do Brasil 2005 R$ 4,153 bilhões
CEF 2005 R$ 2,073 bilhões
Unibanco 2005 R$ 1,838 bilhão
Santander 2005 R$ 1,744 bilhão
HSBC 2005 R$ 850,2 milhões
Bradesco Janeiro a Setembro R$ 4,051 bilhões
Itaú Janeiro a Setembro R$ 3,827 bilhões
Banco do Brasil Janeiro a Setembro R$ 3,417 bilhão
Unibanco Janeiro a Setembro R$ 1,329 bilhão
Banespa Janeiro a Setembro R$ 1,297 bilhão
Nossa Caixa Janeiro a Setembro R$ 551,78 milhões
Bradesco 1º Semestre R$ 2,621 bilhões
Itaú 1º Semestre R$ 2,475 bilhões
Banco do Brasil 1º Semestre R$ 1,979 bilhão
CEF 1º Semestre R$ 937 milhões
Banespa 1º Semestre R$ 878 milhões
Bradesco 1º Trimestre R$ 1,205 bilhão
Itaú 1º Trimestre R$ 1,141 bilhão
BNDES 1º Trimestre R$ 1 bilhão
BB 1º Trimestre R$ 965 milhões
Unibanco 1º Trimestre R$ 401 milhões
Banespa 1º Trimestre R$ 330,9 milhões
  • 2004

Ano Banco  Período Lucro
2
0
0
4
Itaú 2004 R$ 3,776 bilhões
Bradesco 2004 R$ 3,060 bilhões
Banco do Brasil 2004 R$ 3,024 bilhões
BC 2004 R$ 2,537 bilhões
Banespa 2004 R$ 1,750 bilhão
BNDES 2004 R$ 1,5 bilhão
Caixa 2004 R$ 1,4 bilhão
Unibanco 2004 R$ 1,283 bilhão
HSBC 2004 R$ 426 milhões
Itaú Janeiro a Setembro R$ 2,745 bilhões
Bradesco Janeiro a Setembro R$ 2,002 bilhões
Banespa Janeiro a Setembro R$ 1,250 bilhão
Unibanco Janeiro a Setembro R$ 908 milhões
Nossa Caixa Janeiro a Setembro R$ 205 milhões
Itaú 1º semestre de 2004 R$ 1,825 bilhão
Banco do Brasil 1º semestre de 2004 R$ 1,42 bilhão
BNDES 1º semestre de 2004 R$ 1,4 bilhão
Bradesco 1º semestre de 2004 R$ 1,25 bilhão
Banespa 1º semestre de 2004 R$ 865,4 milhões
Real ABN Amro 1º semestre de 2004 R$ 689,8 milhões
Caixa 1º semestre de 2004 R$ 623,7 milhões
Unibanco 1º semestre de 2004 R$ 581 milhões
Votorantin  1º semestre de 2004 R$ 358,2 milhões
Safra 1º semestre de 2004 R$ 274,79 milhões
HSBC 1º semestre de 2004 R$ 194,9 milhões
Boston 1º semestre de 2004 R$ 191 milhões
Nossa Caixa 1º semestre de 2004 R$ 146 milhões
Rural 1º semestre de 2004 R$ 60 milhões
Mercantil do Brasil 1º semestre de 2004 R$ 17,238 milhões
Besc 1º semestre de 2004 R$ 12,3 milhões
Banpará 1º semestre de 2004 R$ 4 milhões
Itaú 1º trimestre de 2004 R$ 876,1 milhões
BB 1º trimestre de 2004 R$ 616 milhões
Bradesco 1º trimestre de 2004 R$ 608,7 milhões
Caixa 1º trimestre de 2004 R$ 404 milhões
Banespa 1º trimestre de 2004 R$ 327,4 milhões
Unibanco 1º trimestre de 2004 R$ 276 milhões
  • 2003
Ano Banco Período Lucro
2
 
0
 
0
 
3
Banco Central 2003 R$ 31,318 bilhões
Itaú 2003 R$ 3,152 bilhões
Banco do Brasil 2003 R$ 2,381 bilhões
Bradesco 2003 R$ 2,3 bilhões
Santander Banespa 2003 R$ 1,746 bilhão
Caixa Econômica Federal 2003 R$ 1,6 bilhão
Unibanco 2003 R$ 1,05 bilhão
Nossa Caixa 2003 R$ 449,3 milhões
Besc 2003 R$ 10,644 milhões
BC Janeiro à setembro R$ 29 bilhões
Itaú Janeiro à setembro R$ 2,298 bilhões
Banco do Brasil Janeiro à setembro R$ 1,744 bilhão
Bradesco Janeiro à setembro R$ 1,591 bilhão
Caixa Janeiro à setembro R$ 1,35 bilhão
Banespa Janeiro à setembro R$ 1,309 bilhão
Unibanco Janeiro à setembro R$ 761 milhões
Sudameris Janeiro à setembro R$ 133,329 milhões
Santander Central Hispano Janeiro à setembro US$ 2,27 bilhões
BC 1º Semestre R$ 24,181 bilhões
Itaú 1º Semestre R$ 1,490 bilhão
BB 1º Semestre R$ 1,079 bilhão
Banespa 1º Semestre R$ 1,067 bilhão
Bradesco 1º Semestre R$ 1,027 bilhão
CEF 1º Semestre R$ 860 milhões
Unibanco 1º Semestre R$ 491 milhões
ABN Amro 1º Semestre R$ 439 milhões
Nossa Caixa 1º Semestre R$ 250,3 milhões
HSBC 1º Semestre R$ 113,3 milhões
Paraná Banco 1º Semestre R$ 10,6 milhões
Santander/Banespa
1º Trimestre
R$ 830,049 milhões
Itaú
1º Trimestre
R$ 714 milhões
Bradesco
1º Trimestre
R$ 507,601 milhões
Banco do Brasil
1º Trimestre
R$ 479 milhões
Unibanco
1º Trimestre
R$ 218 milhões
BBV 1º Trimestre R$ 14,882 milhões


Campeão de demissões, Itaú é o banco que lidera reclamações no Procon


O Itaú, campeão absoluto de demissões, de lucros e de remuneração milionária aos altos executivos, é também o banco que liderou no primeiro semestre de 2013 as reclamações de consumidores do setor financeiro na Fundação Procon. A relação das 30 primeiras empresas foi divulgada pela entidade na quinta-feira, dia 25.

As instituições financeiras (bancos, cartões de crédito e financeiras) foram responsáveis por 34.971 queixas ou 28% das reclamações. O número só é inferior ao setor de telecomunicações (telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura), que concentraram 39.520 queixas ou 31% do total.

A relação das três primeiras empresas inclui dois bancos: em segundo lugar, o Itaú, e em terceiro, o Bradesco. O grupo Vivo (fixo, TV e internet) liderou o levantamento feito pela entidade.

Campeão de demissões

"Esse novo título não nos surpreende, na medida em que o Itaú tem sido o campeão das demissões nos últimos anos. A dispensa de trabalhadores e o corte de empregos impactaram negativamente o atendimento aos clientes, que registraram queixas no Procon", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

O Itaú foi o banco que mais demitiu no Brasil em 2012. Além da rotatividade, a instituição privada fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro funcional.

Desde março de 2011 até dezembro do ano passado, o banco eliminou 13.699 empregos. E no primeiro trimestre de 2013, cortou mais 708 vagas.

Campeão de lucros

Enquanto reduz custos com folha de pagamento e piora o atendimento aos clientes, o lucro líquido recorrente do Itaú foi recorde no ano passado e atingiu R$ 14,043 bilhões.

Campeão em remuneração dos altos executivos

Como se não bastasse, o Itaú foi também campeão em remuneração milionária dos altos executivos, superando o Santander e o Bradesco, que também pagam milhões de reais por ano para o alto escalão.

Segundo levantamento do Dieese, com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada diretor do Itaú ganhou, em média, R$ 9,05 milhões em 2012, mais do que o do Santander, que recebeu R$ 5,63 milhões e o do Bradesco, que embolsou R$ 5,01 bilhões. Enquanto isso, o bancário do piso salarial recebeu apenas R$ 38,64 mil no ano passado. Pode?

Isso significa que um diretor do Itaú ganhou, em média, 234,27 vezes mais que um funcionário recebe com o piso. No Santander, o executivo ganhou 145,67 vezes o piso.

"Trata-se de um modelo perverso, que escancara a falta de distribuição de renda no setor financeiro e que não pode continuar. Não é à toa que o Brasil é o 12º país com a maior concentração de renda do mundo", destaca Cordeiro.

Cadê a responsabilidade social?

"Está na hora de o Itaú, assim como os demais bancos privados, passar a oferecer contrapartidas para os trabalhadores e a sociedade, como o fim das demissões e da política de rotatividade, mais contratações, plano de cargos e salários e melhores condições de trabalho, bem como atendimento de qualidade para os clientes com mais crédito e redução dos juros e das tarifas", defende o presidente da Contraf-CUT.

"Além de crescimento, o Brasil precisa de desenvolvimento econômico e social, bem como de políticas de distribuição de renda e de justiça social", aponta Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT com UOL


Comando Nacional entrega pautas específicas para BB e Caixa no dia 30


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega na próxima terça-feira (30), às 11h, as pautas de reivindicações específicas dos trabalhadores para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As minutas serão apresentadas aos dois bancos públicos logo após a entrega da pauta geral de reivindicações dos bancários para a Fenaban, que acontece no mesmo horário, em São Paulo.

Seguindo o modelo de campanha nacional unificada, as negociações com o BB e a Caixa serão realizadas de forma concomitante com a negociação da categoria com a Fenaban.

A mesa de negociação com os dois bancos públicos é coordenada pela Comando Nacional, com a assessoria da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ambas integradas por representantes de federações e sindicatos.

Banco do Brasil

O 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou a pauta específica centrada no combate ao plano de funções comissionadas, ao assédio moral, às práticas antissindicais e às péssimas condições de trabalho.

"Temos propostas que buscam resolver problemas do funcionalismo nas mais diversas áreas, como saúde e previdência, em que reivindicamos a isonomia de tratamento e o direito de todos na Cassi e na Previ", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Segundo o dirigente sindical, também foram aprovadas propostas para melhorar as condições de trabalho, combater o fim das metas e o adoecimento que toma conta nos locais de trabalho no banco.

"Precisamos reverter nesta Campanha Nacional os prejuízos advindos da implantação unilateral do plano de funções que reduziu salários e não está respeitando a jornada correta dos bancários de 6h para todos. Os bancos públicos podem resolver diversos problemas internos e avançar nas mesas concomitantes, antes mesmo de finalizarmos as renovações dos direitos gerais da Convenção Coletiva de Trabalho", ressalta William.

Caixa

Os empregados da Caixa aprovaram no 29º Congresso Nacional dos Empregados(Conecef) a pauta específica com reivindicações que envolvem Saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa, segurança bancária, carreira e condições de funcionamento das agências, papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho, e questões que tratam da Funcef e aposentados.

"São demandas dos empregados que precisam ser atendidas pela Caixa. Todas são muito importantes, mas especialmente a melhoria das condições de trabalho, mais contratações, isonomia, plano de saúde e Funcef. Agora o que vale é a mobilização, que começa com a participação nas reuniões em cada local de trabalho para fazer a diferença e garantir novos avanços e conquistas gerais e específicas", salienta Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.


Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 26 de julho de 2013



Condições de trabalho agravam problemas de saúde no Santander


A falta de funcionários, a sobrecarga de serviços, as metas abusivas, o assédio moral e a insegurança estão agravando os problemas de saúde dos trabalhadores do Santander. Vários colegas estão tomando remédios de tarja preta. Outros estão adoecendo e vários se encontram afastados do trabalho. Os trabalhadores não aguentam mais essa situação de descaso do banco.

O diagnóstico foi feito na tarde desta quinta-feira (25) por dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos, durante o Fórum de Saúde e Condições de Trabalho do Santander, em São Paulo. Trata-se de um espaço de debates, previsto na cláusula 24ª do acordo aditivo à convenção coletiva. Também participou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale.

"Mostramos aos representantes do Santander a necessidade de acabar com as condições precárias de trabalho, sobretudo na rede de agências, e agora esperamos que o banco traga soluções que atendam as reivindicações dos bancários na reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), que ocorre na próxima segunda-feira (29)", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Condições de trabalho

Os representantes dos trabalhadores discutiram as propostas de saúde e condições de trabalho que constam na pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, realizado nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo.

As condições de trabalho no banco são assustadoras, pioram e se deterioram dia a dia. No ano passado, houve corte de 572 postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, segundo informações enviadas pela maioria dos sindicatos para a Contraf-CUT, o banco demitiu 2.604 funcionários, dos quais 1.820 sem justa causa.

"Essas demissões acontecem, principalmente, em razão da política de redução de custos, fusão de agências e a eliminação de cargos/funções, como o de coordenador de atendimento", denuncia o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Marcelo Gonçalves.

Foi denunciada a prática do assédio moral para o atingimento das metas abusivas. Um ato público foi realizado ontem (24) em frente à agência Liberdade, na capital paulista, onde fica o diretor de rede, que é responsável pelas regiões Leste SP, ABC e Baixada Santista.

"Essa situação é cruel e desmotiva os funcionários, sendo também prejudicial para os negócios do banco. Não é à toa que o Santander liderou, pelo quinto mês consecutivo, em junho, o ranking de reclamações do Banco Central", aponta Marcelo.

"Não vamos resolver os problemas de saúde se não melhorarem as condições de trabalho", alerta a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Vera Marchioni.

A exposição do ranking individual dos funcionários, apesar de proibido pela convenção coletiva, continua sendo feita em várias regiões, como em Araçatuba (SP). "Esse procedimento não pode continuar, pois é um desrespeito aos bancários", afirma o diretor da Feeb SP-MS, João Carlos.

O descaso é tão grande que tem caixas levando chaves da agência e do cofre para casa. "Em vez de eliminar riscos, o banco está expondo até os caixas. Queremos o fim da guarda das chaves pelos bancários, mediante a contratação de empresas especializadas de segurança para fazer a abertura e fechamento das agências ou a utilização de dispositivos de controle remoto para fazer esse procedimento, a fim de prevenir assaltos e sequestros e proteger a vida dos funcionários e seus familiares", destaca Ademir.

"Como se não bastasse, ainda há casos de estagiários e aprendizes que possuem metas, o que é um absurdo", protesta o representante da Fetrafi-RS, Bino Kohler. O banco ficou de avaliar uma forma de orientar a rede de agências sobre essa medida irregular.

Planos de saúde

Os dirigentes sindicais defenderam novamente a proposta de manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que o funcionário gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante o pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado de seu holerite (contra cheque).

Também foi ressaltado a importância de discutir a unificação da gestão dos planos de saúde, buscando garantir a participação dos trabalhadores e assegurar transparência, com acesso aos contratos e aos estudos atuariais que subsidiam as decisões sobre pagamentos e contribuições. Além disso, os bancários cobraram o recebimento de extratos mensais com as despesas realizadas, a exemplo do procedimento já adotado há muitos anos pela Cabesp.

O banco se limitou a dizer que o assunto está sendo estudado.

Os representantes dos bancários propuseram ainda que o banco estabeleça meses fixos para quem quiser fazer upgrade e downgrade, facilitando o planejamento e evitando transtornos.

Programa de retorno ao trabalho

Os bancários reivindicaram um programa de reabilitação, cujo objetivo é assegurar condições adequadas de reinserção do empregado no trabalho, após encerramento de benefício previdenciário, de origem ocupacional ou não.

O banco prometeu que apresentará e discutirá o programa com o movimento sindical antes da sua implantação.

Funcionamento das CIPAs

Os representantes dos trabalhadores apresentaram ainda ao banco um conjunto de garantias necessárias para o pleno funcionamento das CIPAs, bem como o respeito aos cipeiros eleitos e as decisões tomadas nas reuniões da CIPAs.

Garantir o pleno funcionamento da comissão significa avançar na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, buscando a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador, de modo a tornar o trabalho, direito fundamental do ser humano, em fonte de prazer e não doenças.

O banco ficou de analisar as propostas.

Comitê de Relações Trabalhistas

Na próxima segunda-feira (29), às 14h, ocorre nova reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), no prédio do ex-Banespa. Estará em discussão a pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais.

No mesmo dia, às 10h, a Contraf-CUT realiza uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, na sede da entidade (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista. O objetivo é preparar os debates com o banco.


Fonte: Contraf-CUT


Bancos e telecomunicações lideram queixas no 1º semestre, diz Procon


O setor financeiro e o de telecomunicações foram os campeões de reclamações em seus canais de atendimento no primeiro semestre de 2013, segundo levantamento do Procon-SP (órgão de defesa do consumidor).

As teles foram responsáveis por 31% das queixas, com um total de 39,5 mil reclamações, um aumento de 29% em relação ao total do primeiro semestre de 2012.

Já os bancos responderam por 28% do total. O número total de reclamações permaneceu praticamente inalterado, em cerca de 35 mil. Em terceiro lugar, aparecem as empresas de aparelho celular, com 8% do total, e 10,3 mil reclamações. Produtos de informática, móveis, planos de saúde, produtos da linha branca, cursos livres, aparelhos de televisão e instituições de ensino também aparecem no ranking por setor.

O ranking aponta também as empresas que lideraram as reclamações no último semestre e responderam por mais da metade das reclamações no período. Nesse ranking, as empresas de comércio eletrônico também se destacaram como líderes em queixas dos consumidores.

A Vivo foi a campeã, com 5.756 reclamações, seguida pelo Itaú, com 3.981. Em terceiro lugar, ficou a Claro, com 3.703 registros. Segundo o Procon, as principais reclamações à Vivo se referem a ineficiência da instalação de linhas, devido a falta de reparo, e serviço inoperante (linha muda).

Segundo o órgão, esses problemas incidem diretamente na qualidade do serviço e indica problemas estruturais da empresa.

Das instituições financeiras, os problemas mais recorrentes se referem a cobrança indevida de faturas, em cartão de crédito e conta corrente, além da cobrança de tarifas, sobretudo em financiamento de veículos.

O Procon destacou também o setor de comércio eletrônico, que tem observado aumento nas reclamações, segundo o órgão. O grupo B2W, que agrega Americanas.com, Submarino, Shoptime, Soubarato e Lojas Americanas é o primeiro a aparecer no ranking, em 13º.

Apesar do alto número de reclamações, a maior parte das empresas tem índices altos de resolução no primeiro atendimento, de 80%. Sabesp, Vivo e B2W têm 90% de resolução.

O Banco Votorantim apresentou índice de solução superior ao do ano passado, no entanto, ainda é a empresa do segmento com o menor percentual de atendimento em fase preliminar (61,75%).

O Procon considera no ranking o número absoluto de atendimentos. Assim, empresas com mais clientes tem maior propensão a aparecer no levantamento.


Fonte: UOL


Bancos privados fecham 5 mil postos de trabalho no primeiro semestre


Os bancos privados que operam no país fecharam quase cinco mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2013, andando na contramão da economia brasileira, que gerou 826.168 novos empregos de janeiro a junho. Além disso, a rotatividade continua alta no sistema financeiro, mecanismo que os bancos usam para reduzir custos.

Esses são os principais resultados da 18ª Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta quinta-feira 25 pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese com base nos dados dos Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho.

"Mesmo aumentando os lucros e mantendo a mais alta rentabilidade do sistema financeiro internacional, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuam demitindo trabalhadores e empregando a rotatividade para reduzir os salários dos trabalhadores", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Segundo o Caged, os bancos brasileiros contrataram 20.230 bancários no primeiro semestre e desligaram 22.187. No total do sistema financeiro, foram fechados 1.957 postos de trabalho. O Caged não discrimina a evolução do emprego por empresa; apenas por setor. Mas como a Caixa Econômica Federal é a única instituição do seu segmento, sabe-se que ela apresentou um saldo positivo de 2.804 empregos no primeiro semestre. E como o Banco do Brasil manteve o quadro de funcionários estável, fica evidente que os cortes nos postos de trabalho se concentram nos bancos privados.

Veja aqui o quadro com a evolução do emprego na categoria.

Rotatividade reduz salário

A pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra que o salário médio dos admitidos pelos bancos no primeiro semestre foi de R$ 2.896,07, contra salário médio de R$ 4.523,65 dos afastados. Ou seja, os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36% inferior à dos que saem.

"Isso explica por que, embora com muita mobilização os bancários tenham conquistado 16,2% de aumento real no salário e 35,6% de ganho real no piso salarial desde 2004, a média salarial da categoria diminuiu neste período. Esse é o mais perverso mecanismo de concentração de renda, num país que faz um grande esforço para se tornar menos injusto", denuncia Carlos Cordeiro.

Veja aqui gráfico com o comparativo entre a evolução do PIB, do lucro líquido dos cinco maiores bancos e da remuneração média dos bancários.

Mulheres ganham menos na entrada e na saída

Apesar de constituírem hoje praticamente a metade da categoria bancária e de terem nível de escolaridade superior ao dos homens, a pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra que as mulheres continuam sendo discriminadas no sistema financeiro.

Quando são contratadas, as mulheres recebem salário médio de R$ 2.479,92, ou 25% a menos que os homens (R$ 3.290,43). E quando são desligadas, o salário médio das bancárias é 30% inferior ao dos bancários homens (R$ 3.713,43 contra R$ 5.314,74).

Veja aqui a evolução do emprego por gênero.

"A pesquisa mostra por que os bancários definiram a defesa do emprego como uma das principais bandeiras da campanha nacional deste ano. O setor que mais lucra na economia não pode continuar fechando postos de trabalho e concentrando renda da forma escancarada como faz hoje", afirma o presidente da Contraf-CUT.

Os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha durante 3,3 anos para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico.

No sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. No Banco Itaú, por exemplo, os executivos da Diretoria recebem em média R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 234,27 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsam R$ 5,6 milhões, o que significa 145,64 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que paga R$ 5 milhões anuais a seus executivos, a diferença é de 129,57 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o Caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos e o caixa do Bradesco 9 anos.

"A sociedade brasileira mostrou nas recentes manifestações de rua que quer mudança e certamente está de olho na prática dos bancos, de juros e tarifas escorchantes. Queremos transformar o crescimento em desenvolvimento econômico e social. Isso passa por melhoria de salário e mais emprego, o contrário do que os bancos estão fazendo", comenta Carlos Cordeiro.

O Comando Nacional dos Bancários vai entregar à Fenaban na próxima terça-feira, dia 30, a pauta de reivindicações da campanha nacional de 2013 aprovada na 15ª Conferência Nacional, realizada em São Paulo no último fim de semana.


Fonte: Contraf-CUT