terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bancários iniciam greve nacional nesta terça e cobram proposta decente

  




Crédito: Seeb BH
Seeb BHAssembleia dos bancários de Belo Horizonte, que decretou a greve


Os bancários de bancos públicos e privados entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (6), em todo o País. É a resposta que os trabalhadores decidiram dar para a proposta desrespeitosa apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última rodada de negociação, ocorrida no dia 25 de setembro. Os bancários participam de assembleias dos sindicatos nesta segunda-feira (5) para organizar o movimento. 

A categoria reivindica 16% de reajuste (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras pautas, como o fim do assédio moral e das metas abusivas. A Fenaban ofereceu apenas 5,5%, o que representa perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria, já que a inflação acumulada de agostou ficou em 9,88% (INPC). 

Outra proposta rechaçada pelos bancários foi o abono de R$2.500,00, o qual não se integra ao salário, incide imposto de renda, INSS e representa total retrocesso em relação aos últimos anos. Entre 2004 e 2014, os bancários conquistaram, com muita mobilização, 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% nos pisos. 

"Quem está jogando os bancários para a greve é a Fenaban", afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional. "A atitude dos bancos é desrespeitosa e oportunista. Essa proposta rebaixada vem justamente do setor que lucrou R$ 36,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. Com um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A resposta dos bancários não poderia ser outra senão greve. Exploração não tem perdão", completou.

Na última sexta-feira (2) o Comando Nacional enviou um oficio à Fenaban, para oficializar a aprovação de greve nacional unificada pela categoria. Na quarta-feira (30), o Comando já havia informado à Fenaban que está disposto a retomar negociações, desde que os bancos apresentem proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores, mas não houve nenhuma movimentação da parte dos bancos. 

"Eles querem aproveitar o momento político instável do Brasil para rebaixar a força do movimento sindical. Mas vão se decepcionar. Os trabalhadores unidos mostrarão toda sua força de mobilização na greve", ressaltou Roberto von der Osten.

As reivindicações da categoria, apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, são muito diferentes da proposta dos bancos, os quais não apresentaram nem mesmo respostas para as demandas sociais. 

Confira as reivindicações dos bancários: 

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Proposta dos bancos rejeitada pelos bancários:

Reajuste de 5,5% (representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%). 

Piso portaria após 90 dias - R$ 1.321,26. 

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.895,25. 

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.560,23 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 22.884,87.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16.

Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 01/03/2016. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.163,44, limitado a R$ 6.241,33 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 1.939,08.

Auxílio-refeição - R$ 27,43.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 454,87.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 378,56.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 323,84.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 147,11.

Requalificação profissional - R$ 1.294,49.

Auxílio-funeral - R$ 868,58.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 129.522,56

Ajuda deslocamento noturno - R$ 90,67.

Localidades que decretaram greve:FETEC-SP
ABC
Araraquara
Assis
Barretos
Bragança Paulista
Catanduva
Guarulhos
Jundiaí
Limeira
Mercado de Capitais
Mogi das Cruzes
Taubaté
Vale do Ribeira
São Paulo
Presidente Prudente

FETEC CN
Acre
Amapá
Barra do Graças
Brasília
Campo Grande
Dourados
Mato Grosso
Pará 
Rondônia
Rondonópolis
Roraima
Sintraf RIDE

FETRAFI NE
Alagoas
Campina Grande
Ceará
Extremo Sul da Bahia
Jacobina
Paraíba
Piauí
Pernambuco
Cariri

FETRAFI MG
Belo Horizonte
Cataguases
Divinópolis
Ipatinga
Patos de Minas
Teófilo Otoni
Uberaba
Governador Valadares
Juiz de Fora
Securitários BH

FETEC PR
Apucarana
Arapoti
Campo Mourão
Cornélio Procópio
Curitiba
Londrina
Paranavaí
Toledo
Umuarama
Guarapuava

FETRAFI RJ-ES
Baixada Fluminense
Campos dos Goytacazes
Macaé
Niterói
Nova Friburgo
Petrópolis
Rio de Janeiro
Sul Fluminense
Teresópolis
Três Rios
Angra dos Reis
Espírito Santo

FETRAFI RS
Alegrete
Bagé
Camaquã
Carazinho
Caxias do Sul
Cruz Alta
Horizontina
Litoral Norte
Novo Hamburgo
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
Santa Rosa
Santo Ângelo
São Borja
Vale Paranhana
Vale do Caí

FETEC SC
Criciúma
Florianópolis
Videira
Vale do Ararangua
Blumenau
Concórdia e Região
Rio do Sul
São Miguel do Oeste

SP
Ribeirão Preto
Itaperuna
Joaçaba
Naviraí
Campinas
Piracicaba
Santos
Votuporanga


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Comando Nacional define: Sem aumento real não tem acordo!

  





Sem aumento real não tem acordo. Essa foi a avaliação do Comando Nacional dos Bancários em reunião realizado nesta sexta-feira (2), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O encontro foi convocado para debater as assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o Brasil, em que os bancários rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e deflagraram greve por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (6).

A reunião do Comando contou ainda com a definição de estratégias para a greve e para as assembleias de organização, que acontecem nesta segunda-feira (5). Além de informes sobre o andamento das negociações dos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa.

Para Roberto Von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional, a Fenaban está sendo oportunista. "Eles querem aproveitar o momento político instável do Brasil para rebaixar a força do movimento sindical. Mas, eles vão se decepcionar. Os trabalhadores unidos mostrarão toda sua força de mobilização na greve", convocou.

Ainda nesta sexta, o Comando Nacional enviou um oficio à Fenaban, para oficializar a aprovação de greve nacional unificada pela categoria. Na quarta, o Comando já havia informado à Fenaban de que estaria reunido e aberto para uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores. 

Fonte: Contraf-CUT
CAMPANHA SALARIAL 2015/2016

ATENÇÃO BANCÁRIOS



AMANHÃ (06/10), O SINDICATO ESTARÁ PRESENTE NOS LOCAIS ABAIXO ÀS 09:00H, É IMPORTANTE A PARTICIPAÇÃO DE TODOS PARA CONSTRUIRMOS O MOVIMENTO:


VOTUPORANGA - CONCHA ACÚSTICA

FERNANDÓPOLIS - AO LADO DO BANCO ITAÚ

JALES - PRAÇA DO JACARÉ

SANTA FÉ DO SUL - PRAÇA CENTRAL



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

CEE cobra esclarecimentos sobre tabela de reajuste encaminhada pela Caixa

  



Índices foram calculados como se o abono fosse incorporado aos salários

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, cobrou esclarecimentos da Caixa Econômica Federal quanto a um e-mail enviado aos trabalhadores com o detalhamento da proposta feita pela Fenaban na sexta-feira, 25 de setembro, na quinta rodada de negociação da Campanha Nacional de 2015. Ofício foi enviado nesta segunda-feira (28) ao gerente nacional de Informações Corporativas e Negociações Coletivas (GEING), José Isaac Arantes Freitas, que já se manifestou.

Na última coluna da tabela contida no e-mail, constam índices de reajustes que significam os 5,5% propostas pelos bancos acrescidos de R$ 192,30 mensais. Esse valor refere-se aos R$ 2.500 de abono, também oferecido pela Fenaban, divididos por 13. Um exemplo: a referência 201 do PCS teria aumento do vencimento de 14,23%, o que é equivocado. Na resposta encaminhada, a GEING informou que "o abono não possui caráter de incorporação salarial nos cargos efetivos e no Plano de Funções Gratificadas/Cargos em Comissão, bem como quaisquer reflexos em verbas e vantagens pessoais de qualquer natureza".

Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus, faltou, no mínimo, clareza na mensagem encaminhada aos empregados. "Abono não é salário, não pode ser contabilizado como reajuste, e a empresa sabe disso. Recebemos vários questionamentos dos trabalhadores. Infelizmente, isso ocorre às vésperas das assembleias que devem decidir pela nossa greve a partir do dia 6 de outubro. Assim que a resposta chegou, cobramos que a GEING esclareça a categoria", afirmou.

Clique aqui e veja o ofício enviado à Caixa

Negociação com a Caixa

O Comando Nacional dos Bancários ainda aguarda o agendamento de uma nova negociação específica com a Caixa. Em resposta ao ofício enviado na quinta-feira, 24 de setembro, o banco informou que não seria possível realizar a reunião na sexta-feira, mas ficou de avaliar e propor uma nova data. "Infelizmente, não houve avanço em nenhuma das quatro negociações com a empresa", lembrou Fabiana Matheus. 

Fonte: Fenae
Em assembleia realizada na Sede do Sindicato no dia 01/10, foi rejeitado a proposta apresentada pela Fenaban, e aprovado a paralisação (greve). 

Bancários de todo o País decidem pela greve a partir do dia 6

  




Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTA categoria ainda fará novas assembleias na próxima segunda-feira para organizar o movimento

Greve a partir da próxima terça-feira (6). Essa foi a resposta que os bancários de todo o Brasil decidiram dar para a proposta desrespeitosa apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última sexta-feira (25). A categoria ainda fará novas assembleias na próxima segunda-feira (5), para organizar o movimento. 

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), orientou pela rejeição das propostas dos bancos por considerá-las desrespeitosas. A Fenaban propõe reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00, durante a rodada de negociação da última sexta-feira (25), em São Paulo. O reajuste está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88%, em agosto deste ano.

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional, classificou como desrespeitosa e oportunista a atitude dos bancos. "Justamente o setor que mais tem lucro no Brasil apresentou a pior propostas que os trabalhadores poderiam receber", afirmou. "A resposta dos bancários não poderia ser outra senão greve. Exploração não tem perdão", completou.

Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional, lembrou que os 5 maiores bancos do País lucraram 36 bilhões no primeiro semestre, um crescimento de 27%, em relação ao ano passado. "Aí chega na hora de negociar, eles desrespeitam todas as nossas reivindicações, como as de saúde, segurança e condições de trabalho. É uma proposta vergonhosa. A categoria bancária tem de ser respeitada, valorizada, pois são os responsáveis pelos lucros", repudiou. "Temos condição de fazermos uma greve muito forte para mostrar a reprovação dos trabalhadores com a proposta dos bancos", convocou.

Os funcionários dos bancos públicos além de rejeitarem a proposta da Fenaban, repudiaram também a falta de propostas das instituições para as pautas de reivindicações específicas.

Na última quarta-feira (30), a Contraf-CUT enviou ofício à Fenaban para informar que o Comando Nacional dos Bancários estará reunido, em São Paulo, nesta sexta-feira (2). O documento reafirmou a disposição de retomada das negociações para uma proposta global de resolução da Campanha Nacional 2015 "que contemple o reajuste do salário dos bancários pela inflação do período, acrescido de um ganho real que valorize os trabalhadores".

Proposta dos bancos
Reajuste de 5,5% (representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%). 

Piso portaria após 90 dias - R$ 1.321,26. 

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.895,25. 

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.560,23 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 22.884,87.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16.

Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 01/03/2016. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.163,44, limitado a R$ 6.241,33 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 1.939,08.

Auxílio-refeição - R$ 27,43.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 454,87.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 378,56.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 323,84.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 147,11.

Requalificação profissional - R$ 1.294,49.

Auxílio-funeral - R$ 868,58.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 129.522,56

Ajuda deslocamento noturno - R$ 90,67.

As reivindicações da categoria, apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, são muito diferentes da proposta dos bancos. Confira

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Resultado das assembleias
Conforme informações já enviadas para a Contraf-CUT até as 21h30 desta quinta-feira (01), a greve foi aprovada nas assembleias dos sindicatos de:
ABC (SP)
Acre (AC)
Alagoas (AL)
Alegrete (RS)
Amapá (AP)
Angra dos Reis (RJ)
Apucarana (PR)
Araranguá (SC)
Bahia (BA)
Barretos (SP)
Belo Horizonte (MG)
Blumenau (SC) 
Brasília (DF) 
Campina Grande (PB)
Campinas (SP)
Campo Grande (MS)
Campo Mourão (PR)
Campos de Goytacazes (RJ)
Carazinho (RS)
Caxias do Sul (RS) 
Ceará (CE)
Chapecó (SC)
Cornélio Procópio (PR)
Criciúma (SC)
Curitiba (PR)
Dourados (MS)
Extremo Sul da Bahia (BA)
Feira de Santana (BA)
Florianópolis (SC)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Ipatinga (MG)
Itabuna (BA)
Itaperuna (RJ)
Jundiaí (SP)
Limeira (SP)
Londrina (PR)
Macaé (RJ)
Maranhão (MA)
Mato Grosso (MT)
Mogi das Cruzes (SP)
Niterói RJ
Nova Friburgo (RJ)
Paraíba (PB)
Pará (PA)
Paranavaí (PR)
Passo Fundo (RS)
Pernambuco (PE)
Petrópolis (RJ)
Piauí (PI)
Piracicaba (SP)
Ponta Grossa (PR)
Porto Alegre (RS)
Rio de Janeiro 
Rio Grande do Norte (RN)
Rondônia (RO)
Rondonópolis (MT)
Roraima (RR) 
Santa Cruz do Sul (RS) 
Santa Maria (RS)
Santa Rosa (RS) 
São Paulo (SP)
Taubaté (SP)
Teófilo Otoni (MG)
Teresópolis (RJ)
Toledo (PR)
Três Rios (RJ)
Vale do Paranhana (RS) 
Vale do Ribeira (SP)
Videira (SC )
Vitória da Conquista (BA)
Votuporanga (SP)
Zona da Mata e Sul de Minas (MG) 

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Câmara aprova soma 85/95 para concessão de aposentadoria

  



Crédito: RBA
RBAFórmula vale até 2018, CUT é a favor da soma sem a progressividade

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30) projeto de lei de conversão da comissão mista para a Medida Provisória 676/15, que permite, até 2018, a aposentadoria no Regime Geral da Previdência Social pela regra alternativa conhecida como 85/95.

Essa regra permite que o trabalhador se aposente sem a redução salarial aplicada pelo fator previdenciário, criado em 2000 para reduzir a aposentadoria proporcionalmente à idade, para desestimular a aposentadoria antes dos 60 anos (se homem) ou 55 anos (se mulher).

Segundo a nova regra, a mulher que tiver, no mínimo, 30 anos de contribuição para a Previdência Social poderá se aposentar sem a redução provocada pelo fator se a soma da contribuição e da idade atingir 85. Por exemplo, uma mulher que tem 53 anos poderá se aposentar com o cálculo integral de seu benefício se tiver contribuído por 32 anos (53 mais 32 igual a 85). No caso do homem, o tempo de somado à idade deve atingir 95, no mínimo.

O texto aprovado, do deputado Afonso Florence (PT-BA), ampliou o prazo de aumento dessa soma proposto pela MP original, subindo um ponto na fórmula a cada dois anos, e não mais a cada um ano, como previa a emenda anterior. Assim, a fórmula 85/95 valeria para até 2018; passa a ser 86 para a mulher e 96 para o homem em 2019; 87/97 em 2021; 88/98 em 2023; 89/99 em 2025; e 90/100 a partir de janeiro de 2027 em diante.

O aumento da soma de idade não atende à reivindicação dos trabalhadores. A CUT defende que a regra 85/95 sem a progressividade. 
Vários deputados fizeram emendas para aumentar a progressividade, o que estendeu a validade da 90/100 de 2022 para 2027. "Mas o que nós estamos trabalhando, além do fim do fator, é para derrubar a progressividade", afirmou o secretário-adjunto de organização e política sindical da CUT, Valeir Ertle.

Para contar o tempo valem também os meses completos de tempo de contribuição e de idade. Os deputados estão analisando no momento destaque do Psol que pretende excluir do texto a exigência de comprovação da união estável como entidade familiar para o companheiro ou companheira pleitear a pensão por morte de segurado da Previdência.

A MP segue agora para apreciação do Senado. Se houver alteração, volta para a Câmara. Se for mantida como está a medida - ou o projeto de lei de conversão - é enviada à Presidência da República para sanção. A presidenta tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente, caso discorde das alterações feitas no Congresso. 

Fonte: Rede Brasil Atual - Redação

EUA são exemplo da falta que faz um sindicato

Sem qualquer canal de negociação coletiva, bancários nos Estados Unidos amargam salários reduzidos, anos sem qualquer reajuste, falta de plano de carreira e desrespeitos diários
São Paulo – Os bancários nos Estados Unidos passam anos sem qualquer reajuste ou promoção. Não recebem vales refeição e alimentação, nem vale-transporte, PLR, 13º salário ou adicional de férias que, por sinal, são de apenas duas semanas por ano. Não têm a quem apelar quando sofrem assédio moral de gestores ou enfrentam qualquer outro problema nos locais de trabalho. Também não têm licença-médica remunerada, um direito básico entre os trabalhadores no Brasil (veja quadro abaixo). Outra coisa que os bancários norte-americanos não têm é um sindicato que os represente.

“Essa situação ilustra muito bem a falta que faz um sindicato que negocie em nome dos trabalhadores”, afirma Rita Berlofa, diretora executiva do Sindicato e uma das representantes da entidade na campanha para organizar os bancários norte-americanos, realizada junto com a Uni Global Union (sindicato global), a CWA (Communications Workers of America), CUT e Contraf-CUT. Participam ainda várias organizações sociais estadunidenses como a Jobs With Justice (JWJ).

“Em uma economia globalizada, onde o capital não tem fronteira, problemas que atinjam trabalhadores em qualquer parte do mundo refletem sobre os demais. E no país que é o celeiro das ideias neoliberais, uma das principais economias do planeta e que concentra 1/3 dos trabalhadores do setor financeiro no mundo, a ausência de organização sindical é trágica para o restante dos trabalhadores. Daí a importância desse trabalho”, destaca a dirigente.

Sem direitos básicos – “Para se ter uma ideia, os trabalhadores da limpeza nos EUA, que são sindicalizados, têm mais direitos que os bancários naquele país”, acrescenta o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Mário Raia.

“Por não estarem organizados em sindicatos, eles não usufruem de direitos que aqui no Brasil são considerados corriqueiros pela categoria, mas que na verdade são consequência de muita luta, mobilização e demonstração de força”, comenta. Como exemplos, o dirigente cita o fato de a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários ser válida em todo o país, uma conquista da negociação de 1992. “Assim, um bancário do interior do Acre tem os mesmos direitos que um trabalhador do centro de São Paulo. Recebe o mesmo valor de vales refeição e alimentação, tem os mesmos reajustes, que aliás estão acima da inflação desde 2004, outra grande conquista dos bancários. Quando não se tem negociação coletiva, qualquer avanço, seja no salário ou nas condições de trabalho, depende exclusivamente da boa vontade do patrão.”

Antissindical – Rita Berlofa lembra a resistência ao movimento sindical naquele país. “Os gestores chegam a ameaçar chamar a polícia quando se tenta distribuir algum material de sindicato, e dirigentes são impedidos de entrar nos locais de trabalho. O setor financeiro é o coração do capitalismo, e para esse setor, a organização dos trabalhadores representa um perigo.”

Mais justiça social – Rita ressalta ainda que a organização sindical não é importante apenas para garantir direitos a categorias específicas. “Os sindicatos também são fundamentais para estabelecer sociedades mais justas, mais igualitárias e mais democráticas. Para proteger os trabalhadores das barbáries do capital.” E faz uma analogia: “Vamos pensar no capital como uma fera com ganância insaciável por lucro. Sindicatos fortes e representativos são instrumentos fundamentais para impor limites a essa fera, na defesa da dignidade humana. E na maior economia do mundo é inadmissível que bancários não estejam organizados em sindicatos”.

BB na Flórida – A situação específica dos funcionários do Banco do Brasil na Flórida, estado norte-americano no sudeste do país, é um exemplo. A comparação com a situação dos brasileiros é surpreendente. Além de não receberem vales ou PLR, eles não possuem piso nem salários estabelecidos por função. Aliás, revelar os salários é proibido no banco, até porque reajustes, quando ocorrem, partem exclusivamente da decisão da diretoria, em geral baseados no bom relacionamento do funcionário com o gestor.

Além do baixo salário (muito inferior à maioria das outras categorias), os benefícios oferecidos pela empresa são próximos de zero. Fora o plano de saúde, que é elogiado pelos bancários, as demais condições são muito ruins. “Não têm reajustes ou perspectivas de crescimento, e os funcionários ainda são obrigados a se submeter a humilhações praticadas pelos gerentes. A grande maioria não toma qualquer atitude contra o assédio moral porque tem medo de perder o emprego. Além disso, não têm a quem se reportar ou pedir ajuda. A empresa disponibiliza um canal de reclamação, uma espécie de ouvidoria interna, mas ninguém usa, porque o sigilo não é respeitado”, relata o diretor do Sindicato e funcionário do BB João Fukunaga.

Ele conta ainda que muitos funcionários estão adoecendo. “Foram muitos os relatos de doenças por parte dos colegas e, na sua maioria, de origem psicossomática. Além do assédio moral a que são submetidos, eles passam cinco, seis anos sem aumento salarial e sem qualquer perspectiva de promoções.”

O sindicalismo é arduamente combatido e pessoas consideradas “formadoras de opinião” são veementemente reprimidas e constantemente vigiadas. “A principal palavra que ouvimos ao longo dos dias que passamos lá foi medo. Medo de represálias, medo de isolamento, medo de mais humilhações e, o principal, medo de demissão.”

Durante a estadia na Flórida, os dirigentes sindicais brasileiros conseguiram aglutinar um grupo de sete pessoas para começar um movimento de organização. “Diante de condições tão adversas como as que encontramos lá, conseguir essas sete pessoas foi, para nós, uma grande vitória. Esses participantes não são diferentes dos demais funcionários, eles também têm medo. Alguns mais, outros menos, mas o fato é que todos, sem exceção, chegaram à mesma conclusão de que, do jeito que está, não dá pra continuar e de que algo precisa ser feito. E estão  realmente dispostos a fazer o que for preciso para que essa mudança aconteça”, conta João. “Toda essa situação deixa muito claro: o enfraquecimento do movimento sindical sério e combativo é um grande negócio para os patrões.”

Série AS/DS mostra importância do movimento sindical
Andréa Ponte Souza - 24/8/2015
(Atualizado às 20h04 de 25/8/2015)
http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=12339