quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Funcionários vão pagar R$ 14 bi por 18 anos para cobrir rombo da Petros

Plano aprovado ontem pelo conselho do fundo de pensão da Petrobrás ainda precisa do aval da estatal

Funcionários vão pagar R$ 14 bi por 18 anos para cobrir rombo da Petros
Funcionários e aposentados da Petrobrás vão pagar por 18 anos uma conta de R$ 14 bilhões por perdas registradas pela fundação de seguridade social da empresa, a Petros. O rombo total no caixa a ser coberto é de R$ 27,7 bilhões, parte dele gerada por maus investimentos, alguns investigados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. A Petrobrás também vai ter de contribuir com R$ 13,7 bilhões, R$ 1,5 bilhão já no primeiro ano.
O plano de equacionamento foi aprovado ontem pelo conselho deliberativo da Petros, o órgão máximo da fundação. A proposta ainda vai ser analisada pelo conselho de administração da Petrobrás e, em seguida, encaminhada para a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).
Se aprovada, deve ser implementada no prazo de 60 dias. Segundo o presidente da Petros, Walter Mendes, o plano tem de ser colocado em prática até dezembro deste ano, para que seja cumprido o cronograma fixado com a Previc, órgão regulador do setor. “Com esse equacionamento, cobrimos o déficit de 2015 e ainda evitamos novos equacionamentos relativos a 2016 e 2017”, disse.
O rombo na Petros foi motivado, principalmente, por três fatores – investimentos que não geraram retorno suficiente para cobrir as obrigações com pensionistas e aposentados; o momento econômico ruim; e mudanças no perfil das famílias assistidas. Entre os maus investimentos, o mais danoso foi o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Florestal, criado para colocar dinheiro na empresa Eldorado Celulose, do grupo J&F, que tem como um dos sócios o empresário Joesley Batista, preso na Lava Jato.
O pagamento será proporcional ao ganho dos assistidos. “Quem ganha mais paga mais”, disse Mendes. Os pensionistas e aposentados sentirão ainda mais, porque representam a maior parcela dos integrantes da fundação. Assim, para alguém da ativa que recebe salário de R$ 10 mil, o desconto nos próximos 18 anos será de R$ 1.359,53 por mês, uma alíquota de 13,5%. Enquanto um aposentado na mesma condição terá de pagar R$ 1.924, alíquota de 19,2%.
“Ninguém gosta dessa notícia. Não gostaríamos de ser os mensageiros. Mas não queremos que o déficit aumente. Esse plano tem esse tipo de risco”, disse o presidente da Petros.
Revisão. Há a chance de o valor ser revisto, mas isso só vai acontecer se a receita crescer extraordinariamente por algum motivo e se a Petros, com isso, tiver uma rentabilidade muito maior do que a meta atuarial, que define o quanto o fundo tem de ganhar para fazer frente às suas obrigações financeiras. Por enquanto, não há nada no radar que garanta uma revisão do plano de equacionamento.
Mesmo uma dívida bilionária da Petrobrás com o fundo só vai ser considerada no cálculo do equacionamento quando a Justiça se posicionar sobre o caso. Segundo Mendes, “há muito a ser reavaliado na Petros, mas não dá para esperar por todos os ajustes para equacionar o déficit”.
fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/funcionarios-vao-pagar-r-14-bi-por-18-anos-para-cobrir-rombo-da-petros/

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Santander paga PLR no dia 20

Banco atende solicitação da Contraf-CUT, federações e sindicatos

O Santander pagará na quarta-feira (20) a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A instituição financeira atendeu a reivindicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos, encaminhada a todos os bancos, para a antecipação do valor, definido de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para o período 2016/2018
O pagamento da PLR corresponde a 54% do salário mais o valor de R$ 1.346,15. A parcela adicional é de R$ 2.243,58.  A segunda parcela da PLR deve ser paga até março de 2018.
Fonte: Contraf-CUT

Bancário do Itaú dispensado próximo da aquisição da estabilidade pré-aposentadoria será reintegrado

 
 

O Itaú Unibanco S. A. foi condenado pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho a reintegrar um empregado que foi dispensado depois de 30 anos de serviços à empresa e seis meses antes da aquisição do direito à estabilidade pré-aposentadoria, estabelecida em norma coletiva. Para a Turma, o banco violou tanto a função social do contrato e da empresa, como a dignidade da pessoa humana.
A norma coletiva da categoria impede a dispensa arbitrária se faltarem 24 meses para a aposentadoria proporcional ou integral. Ao pedir a reintegração, o bancário, admitido em 1979 e demitido em 2009, alegou que faltavam seis meses para atingir a estabilidade pré-aposentadoria, e que sua dispensa foi discriminatória.
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a sentença que julgou o pedido improcedente, sob o entendimento de que a norma coletiva impede a dispensa arbitrária se faltarem apenas 24 meses para a aposentadoria proporcional ou integral. No caso, faltavam 30 meses para que ele completasse o tempo mínimo para se aposentar.
TST 
No recurso ao TST, o bancário reiterou que, mesmo tendo recebido premiação por bons préstimos em função dos 30 anos de trabalho em conduta ilibada, foi dispensado com a finalidade de obstar sua estabilidade, em flagrante ofensa à função social do contrato.
O relator do recurso, ministro José Roberto Freire Pimenta, ressaltou que após três décadas servindo ao banco, seu trabalho deixou de ter valor quando restavam 30 meses para a aposentadoria. “Agora, com mais de 50 anos de idade, fica à mercê do mercado de trabalho, que é tão ingrato com trabalhadores nessa condição”, afirmou.
Em seu entendimento, a dispensa do empregado nessa situação teve por fim impedir o gozo do direito. “Trata-se de verdadeiro abuso de direito que contraria diretamente a boa-fé e a função social do contrato e da empresa, princípios norteadores dos contratos, especialmente do contrato de trabalho”, afirmou. “Afinal, o que são 30 meses perto de 30 anos de serviços prestados em favor do banco!?!”.
José Roberto Freire Pimenta destacou ainda que, à época da dispensa, o empregado não tinha 53 anos, como registrado pelo Tribunal Regional, mas esse requisito também seria cumprido no período de 30 meses. Considerando preenchidas todas as condições que garantem ao bancário o direito à estabilidade pré-aposentadoria, como disposto no ar. 129 do Código Civil, o relator determinou a reintegração, com pagamento dos salários relativos ao período do afastamento até a efetiva reintegração.
A decisão foi unânime. Após a publicação do acórdão, tanto o banco quanto o trabalhador opuseram embargos declaratórios, ainda não examinados. (Mário Correia/CF) Processo: RR-434-49.2010.5.01.0401
Fonte: TST
Diretoria Executiva da CONTEC

segunda-feira, 11 de setembro de 2017


GDP - Programa de desempenho do BB gera assédio moral

Sindicato apurou que programa de avaliação do funcionário é usado de forma punitiva por alguns gestores; e lembra que para descomissionar é necessário três avaliações semestrais negativas consecutivas
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/09/2017 12:09
São Paulo – O programa Gestão de Desempenho Profissional por Competência e Resultados (GDP) do Banco do Brasil está sendo usado de forma equivocada. Segundo denúncias de bancários ao Sindicato, alguns gestores se utilizam da ferramenta para punir bancários subordinados a eles.
“O GDP deveria ser um programa de orientação e de aprimoramento do funcionário, mas está sendo usado como instrumento de assédio moral no banco”, critica o diretor do Sindicato e funcionário do BB Claudio Luis de Souza.
O dirigente lembra que os bancários do BB conquistaram cláusula no acordo aditivo específico que aprimora o GDP ao impedir o descomissionamento arbitrário. Assim, desde 2010, para que o banco retire a função de um trabalhador são necessárias três avaliações negativas consecutivas, uma em cada semestre.
Mas alguns gestores estão burlando essa regra, distribuindo avaliação negativa sem qualquer feedback ao bancário. “Isso está errado. Antes de avaliar negativamente tem de ter uma conversa com o funcionário. O trabalhador tem de ter a chance de mudar se estiver fazendo algo errado e de saber porque está sendo avaliado de forma negativa”, diz. “A avaliação tem de ser uma ferramenta construtiva e não punitiva”, reforça o dirigente.
Cláudio Luis informa ainda que há rumores no banco de que a exigência de três avaliações negativas antes do descomissionamento não estaria mais valendo. “Recebemos denúncias de que gestores estariam dizendo, em reuniões, que isso não vale mais. Não é verdade, é direito do bancário conquistado desde 2010 e está valendo sim! O banco não pode descomissionar arbitrariamente”, afirma.
Ele orienta os bancários que estiverem passando por situações como essa, de descomissionamento arbitrário e avaliações negativas sem feedback, a denunciarem ao Sindicato. Isso pode ser feito diretamente a um dirigente sindical, pela Central de Atendimento (11 3188-5200), mandando mensagem para o WhatsApp da entidade (11 97593-7749) ou pelo canal Assuma o Controle. O sigilo do denunciante é garantido.
O Sindicato também propôs ao banco uma mesa temática sobre o assunto. O banco concordou e o Sindicato aguarda a confirmação de data para a negociação.
fonte: http://spbancarios.com.br/09/2017/programa-de-desempenho-do-bb-gera-assedio-moral

Aumento real de 1% e direitos garantidos

Bancários recebem até 30 de setembro, salários e vales reajustados, além da antecipação da PLR; demais conquistas estão valendo até 2018
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/09/2017 19:07 / Atualizado em 11/09/2017 19:22
Arte: 123RF
São Paulo - O Brasil já acumula seis trimestres seguidos de variação negativa do PIB. Ou seja, é um país em plena recessão. Apesar disso, os bancários terão aumento real para salários e demais verbas de 1%. Somado ao INPC, que foi de 1,73%, o reajuste será de 2,75% (veja tabela abaixo).
Esse resultado está diretamente relacionado à queda brutal da inflação que tem tudo a ver com a recessão que o país atravessa. “Com o agravamento da recessão econômica, os trabalhadores com campanhas no segundo semestre deverão ter ainda mais dificuldade em conseguir reajustes acima da inflação”, avalia a economista Catia Uehara, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Arte: Fabiana Tamashiro

Catia ressalta que nos bancos públicos a dificuldade seria ainda maior, já que a Secretaria de Coordenação Governança das Empresas Estatais (SEST) já havia informado que o governo federal não pretende reajustar salários este ano. “No caso das convenções coletivas, como a dos bancários, não há como a gente mexer”, afirmou o secretário Fernando Soares, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, em 7 de maio.
Luta por emprego – A presidenta do Sindicato, Ivone Silva, lembra que o acordo de dois anos garantiu esse reajuste mesmo em tempos de recessão, garantiu direitos até 2018 e ainda permitiu ao Comando Nacional dos Bancários negociar o que resultou na criação dos centros de realocação e requalificação profissional. Agora, um aditivo à cláusula 62 da CCT estabelece a criação desses centros e os detalhes serão definidos banco a banco. “Ao invés de demitir, os bancos deverão requalificar e realocar os bancários. Nesse cenário pós-golpe, de recessão e desemprego, essa foi uma conquista importantíssima para a categoria.”
Ivone reforça: “Nossos direitos estão previstos na CCT e garantidos até 31 de agosto de 2018. Mas, para não restar dúvidas, diante do desmonte da CLT imposto por Temer, deixamos isso ainda mais acertado no termo de compromisso entregue aos bancos em 8 de agosto. Não aceitaremos desrespeito nem ameaças como o trabalho temporário, o intermitente, a contratação de autônomos (PJ) e terceirizados, a responsabilização dos empregados em caso de teletrabalho, o risco de perda de direitos diante do enfraquecimento da relação com os sindicatos.”
O INPC é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. É o índice de inflação utilizado pelos bancos e bancários na correção dos salários desde, pelo menos, 1995. Na sua composição tem grande peso a alimentação e, além da recessão que o Brasil atravessa, essa é uma das explicações para a queda do índice, já que o país teve boas safras e o preço dos alimentos básicos caiu.
Além disso, a recessão faz com que o desemprego aumente – já são 13,486 milhões de trabalhadores desocupados no Brasil – e, por consequência, a economia se desaqueça, num círculo vicioso que representa menos dinheiro em circulação, fechamento de lojas, indústrias, empresas e mais demissões.
Para o período da data base da categoria bancária, de 31 de agosto de 2016 a 1º de setembro de 2017, a inflação pelo INPC ficou em 1,73%. Somado ao aumento real de 1% conquistado em 2016, os trabalhadores terão 2,75% de reajuste em salários, piso, vales e auxílios, além da PLR. Tudo deve ser pago até 30 de setembro.
 fonte: http://spbancarios.com.br/09/2017/aumento-real-de-1-e-direitos-garantidos

PLR do Bradesco sai nesta sexta-feira

Sindicato enviou carta a todos os bancos reivindicando o pagamento antes do prazo final previsto na CCT, que é 30 de setembro
  • Publicado em 11/09/2017 17:38 / Atualizado em 11/09/2017 18:20
Confira os valores da PLR que serão creditados
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
São Paulo - O Sindicato reivindicou e o Bradesco confirmou, na tarde desta segunda 11, o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) nesta sexta-feira 15. Serão creditados 54% do salário, mais R$ 1.346,15, além de adicional de R$ 2.243,58.
O pagamento da PLR para todos os bancários está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho assinada em 2016 e válida até 2018. Pelo acordo, o prazo final para crédito é 30 de setembro. Sindicato enviou carta para a os bancos cobrando a antecipação.
O pagamento para quem veio do HSBC segue exatamente os mesmos moldes.
Desligados - Os bancários desligados no PDVE receberão automaticamente, na mesma data, da mesma forma que o pessoal da ativa. Para os demais desligados que fazem jus ao pagamento vale a orientação vigente: entregar carta solicitando o pagamento na área administrativa de seu antigo setor.
fonte: http://spbancarios.com.br/09/2017/plr-do-bradesco-sai-nesta-sexta-feira

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Caixa tem lucro de R$ 4 bi no semestre, alta de 104%

 

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 4,073 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa uma alta de 104% em relação ao mesmo período de 2016. O banco público ainda não divulgou os números, mas os dados já constam no Banco Central.
A carteira de crédito da Caixa encerrou junho em R$ 703,7 bilhões, alta de 4% em 12 meses e de 0,2% no trimestre. As despesas com provisão para perdas no crédito recuaram 3% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, para R$ 9,733 bilhões.
As receitas de prestação de serviços do banco aumentaram 11%, para R$ 9,476 bilhões. A Caixa encerrou o primeiro semestre com um índice de capital nível 1 (de melhor qualidade) de 8,9%, levemente acima dos 8,7% registrados em junho do ano passado.
Fonte: Valor Econômico
Diretoria Executiva da CONTEC

segunda-feira, 4 de setembro de 2017


Correios lançam 3º plano de demissão em 2017 para tentar zerar prejuízo

Kelsen Fernandes/Fotos Públicas
Brasília - DF, 06/05/2014 - Os Correios apresentam ao Brasil sua nova marca.
Agência dos Correios em Brasília

Os Correios lançam nos próximos dias um terceiro e mais flexível plano de demissão incentivada deste ano, enquanto busca reduzir custos com benefícios a empregados e adotar uma série de medidas administrativas para tentar evitar o terceiro ano consecutivo de prejuízos, disse o presidente da companhia.
Após ter desligado 6.200 empregados nas duas primeiras edições do programa, a empresa agora vai eliminar a exigência de idade mínima de 55 anos, abrindo a adesão a todos os empregados com ao menos 15 anos de casa. O público-alvo é de 5.000 pessoas.
"Vamos fazer o necessário para a empresa zerar prejuízo neste ano", disse Guilherme Campos em entrevista à Reuters.
Hoje com 108 mil empregados, a empresa enfrenta os resultados de anos de má gestão e expectativa de receita cadente, à medida que o serviço postal gradualmente perde espaço para outros canais de comunicação, como a telefonia móvel.
Após ter tido prejuízo anual da ordem de R$ 2 bilhões em 2015 e 2016, a estatal corre para reduzir drasticamente suas despesas e assim evitar ter que ser capitalizada pelo governo.
Os Correios viraram alvo de atenção do mercado após o governo federal ter anunciado há duas semanas um pacote de concessões e privatizações que inclui a Eletrobras, que também acumulou prejuízos bilionários nos últimos anos.
O governo federal já pensa em um novo modelo de gestão para o Correios, inclusive com a abertura de capital, segundo disse na semana passada o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab.
Para Campos, no entanto, a empresa ainda precisa passar por ajustes importantes antes de ser levada a potenciais investidores. Parte do processo envolve a busca de opções para enfrentar uma potencial queda das receitas diante de mudanças que tornaram anacrônico o monopólio estatal na entrega de correspondências. A expectativa do executivo é de que a empresa tenha uma pequena queda na receita este ano em relação aos R$ 19 bilhões de 2016.
A queda se deve em parte ao novo acordo no Banco Postal, mas também a rápida decadência do sistema postal. Enquanto em 2012 o volume de objetos postais enviados por meio da empresa foi de 9 bilhões, para este ano esperam-se não mais de 6,7 bilhões.
Já no lucrativo serviço de entregas de encomendas Sedex, os Correios têm enfrentado crescente concorrência, não apenas de empresas especializadas, mas de algumas grandes clientes, como varejistas, que têm investido em logística própria.
Segundo Campos, os Correios devem enfrentar um processo parecido com o de empresas postais em países como a Alemanha, que passaram a prestar uma variedade maior de serviços públicos.
"O modelo brasileiro de correios está pelo menos 10 anos atrasado em relação ao cenário internacional", disse Campos.
Para isso, a empresa tem discutido com outras esferas do governo federal a prestação de serviços como entrega de passaportes e pagamento de benefícios previdenciários.
Simultaneamente, negocia com o governo a redução de exigências de universalização do sistema, com o argumento de que o sistema postal já não é o principal meio de comunicação das pessoas, que usam mais o telefone celular.
Como alternativa, diz Campos, os Correios poderiam ter representantes dentro de lojas de varejo, por exemplo. Seria um modelo parecido ao que os próprios Correios prestam hoje dentro da parceria no Banco Postal, mas de forma reversa.
A redução de custo num sistema como esse seria brutal, diz Campos, dado que das cerca de 6.500 agências dos Correios pelo país, apenas cerca de 800 são lucrativas atualmente.
"Nós carregamos o peso da universalização", disse Campos.
A empresa está negociando parcerias com empresas privadas para ampliar fontes de receitas, que devem ser anunciadas nos próximos meses, disse Campos sem dar detalhes.
POSTAL
Não bastassem os problemas oriundos de um modelo de negócios decadente, neste ano os Correios enfrentam pressão adicional nas receitas, devido à remodelagem do acordo no Banco Postal, parceria que tem com o Banco do Brasil.
O acordo anterior, vencido em dezembro, previa que o BB pagasse ao Correios uma remuneração fixa maior. Sem interessados na última licitação para mais cinco anos, coube aos Correios toparem uma proposta do BB de 36 meses baseada em remuneração mais variável.
Na prática, a receita que os Correios tinham com a parceria, que foi de R$ 1,2 bilhão em 2016, ficará ao redor de R$ 200 milhões neste ano.
Segundo Campos, essa receita sequer é suficiente para pagar os custos obrigatórios com vigilantes nas agências.
"Precisamos rever esse modelo; do jeito que está, o Banco Postal está fadado a sumir ou ser drasticamente reduzido", disse Campos.
CORTE DE BENEFÍCIOS
Além da redução do quadro de empregados, a empresa também busca mediação com sindicatos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para reduzir gastos com plano de saúde.
Em 2015, essa linha custou R$ 1,6 bilhão, ano em que os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,1 bilhões. No ano passado, plano de assistência médica custou R$ 1,8 bilhão à empresa, que teve um prejuízo de R$ 2 bilhões. Para este ano, a expectativa da empresa é de que essa linha consuma outros R$ 1,9 bilhão. O pacote de medidas que a empresa tentar implementar inclui transferir para os empregados os custos de assistência médica a dependentes.
O passo seguinte será emplacar um pacote de benefícios mais enxuto, reduzindo uma série de concessões que não estão previstas na CLT, como adicional de 70% de férias e auxílio-refeição para 30 dias.
"Isso tudo é um escândalo", disse Campos. Ele calcula que as mudanças tragam economia anual ao redor de R$ 1,4 bilhão.
Todas as férias previstas para este ano foram adiadas. Cerca de 400 cargos de diretoria foram extintos.
A empresa também cortou 80% dos valores destinados a patrocínios esportivos e zerou os voltados para cultura.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1915691-correios-lancam-terceiro-pdv-de-2017-para-tentar-zerar-prejuizo.shtml
REAJUSTES

Valores da PLR e salários serão conhecidos no início do mês

Acordo de dois anos garante a todos os bancários aumento real nos salários, PLR e demais verbas. Cálculo preciso de quanto isso representa para o seu bolso só poderá ser feito após o anúncio do INPC
    Redação Spbancarios
  • Publicado em 01/09/2017 18:29 / Atualizado em 01/09/2017 18:34
Anúncio do INPC deve ser feito no dia 6 de setembro
Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas
São Paulo - A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária prevê neste ano aumento real nos salários de 1%. Ou seja, o percentual de reajuste é composto pela inflação entre 1º de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2017 acrescida de um ponto percentual de aumento real.
 
Sendo assim, para fazer o cálculo preciso de para quanto, de fato, vão salários e demais verbas - inclusive a regra básica e parcela adicional da PLR - é necessário primeiro saber quanto foi a inflação no período citado, medida pelo INPC. O anúncio oficial do INPC neste período ainda não foi feito pelo IBGE e está marcado para o início de setembro, provavelmente na quarta 6.
 
"Ou seja, não há como ninguém - Sindicato, banco, bancário - fazer qualquer cálculo preciso e confiável sem o anúncio do INPC. Nem os bancos sabem exatamente quanto terão de pagar", afirma a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro. "Por isso, não acredite em boatos. O Sindicato está atento à divulgação do INPC e assim que ele for conhecido, fará todos os cálculos e divulgará no site, Folha Bancária e redes sociais", completa, convidando todos a se cadastrarem no WhatsApp (99930-8483) para receber informações.
PLR - O pagamento da antecipação da PLR é composto por uma regra básica e uma parcela adicional. Ambas estão atreladas a valores que serão reajustados de acordo com a CCT (INPC + 1% de aumento real). A regra básica, por exemplo, é calculada sobre o salário do bancário (54% do salário), então, sem o valor atualizado dos vencimentos, não há como calcular a regra básica (lembre-se de que o salário será reajustado pelo INPC + 1% de aumento real). À mesma regra básica é acrescido um valor fixo, que também é reajustado pelo índice geral (INPC + 1% de aumento real). Isso vale para bancos públicos e privados.
O outro montante que compõe a PLR é a antecipação da parcela adicional. Esta depende do lucro do banco (distribuição linear de 2,2% do lucro do 1º semestre), mas o teto de pagamento também é reajustado pelo índice geral (INPC + 1% de aumento real).
Ainda de acordo com a CCT, os bancos têm até 30 de setembro para creditar a antecipação da PLR, e o Sindicato já enviou carta cobrando a antecipação.

Fonte: SP Bancários