terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Jornada de trabalho de 28h semanais é aprovada na Alemanha

Acordo com setor metalúrgico e de engenharia representa um marco nos já generosos direitos trabalhistas alemães

Um dos maiores sindicatos da Alemanha conseguiu fechar um acordo com o setor industrial no sudoeste do país para reduzir a jornada de trabalho dos funcionários do setor para 28 horas semanais.
O IG Metall, que representa a indústria metalúrgica e de engenharia no país, negociava novas condições para os trabalhadores desde outubro de 2017. Nesta segunda-feira, anunciou um acordo com a Südwestmetall, a confederação de empregadores do setor no estado alemão de Baaden-Württenberg.
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A resolução determina que trabalhadores com filhos pequenos ou que prestam cuidados a familiares doentes ou idosos podem reduzir suas horas de trabalho semanais para 28 horas por até dois anos. Atualmente, a carga semanal é de 35 horas.
O desejo inicial do sindicato era que a redução na jornada de trabalho não afetasse a remuneração dos trabalhadores. O órgão representante das empresas do setor, contudo, não aceitou a proposta, e os funcionários que optarem por diminuir suas horas de trabalho terão seus salários afetados.
Em contrapartida, os trabalhadores que desejarem agora poderão trabalhar até 40 horas semanais e receberão mais por isso.
Além disso, o acordo também determina aumentos salariais de 4,3% a partir de abril — a demanda inicial do sindicato era por um aumento de 6%. Em contrapartida, os trabalhadores receberão um bônus fixo de 100 euros pelo primeiro trimestre de 2018 e, a partir de 2019, dois bônus: um fixado em 400 euros e outro equivalente a 27,5% do salário mensal do trabalhador. Em vez de parte dos bônus, o trabalhador também poderá escolher ter oito dias extras de folga, com dois deles remunerados pelo empregador.
A resolução afeta cerca de 1 milhão de trabalhadores e foi alcançada na segunda-feira à noite, após 13 horas de discussões durante a sexta rodada de negociações entre o sindicato e a entidade patronal em Stuttgart, a capital estadual. Essa região da Alemanha abriga grandes fábricas de gigantes industriais como a Daimler AG (Mercedes-Benz) e a Bosch.
As concessões feitas pela Südwestmetall tendem a ser emuladas pelas entidades patronais análogas nos demais estados alemães. Por sua vez, as decisões do setor metalúrgico alemão historicamente influenciam outros setores do país em efeito cascata, o que significa que os acordos do sindicato IG Metall devem representar um novo marco para a indústria alemã e ser aplicados por outros setores em breve.
fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/jornada-de-trabalho-de-28h-semanais-e-aprovada-na-alemanha/

Paim desmente Temer: 'Previdência tem superávit'

Senador que presidiu CPI reafirma que é a sonegação e a inadimplência das grandes empresas que causam desequilíbrios, enquanto o governo tenta passar a conta para o trabalhador
  • Rede Brasil Atual
  • Publicado em 06/02/2018 11:54
Intuito do governo Temer com a reforma da Previdência é privilegiar o sistema financeiro, diz Paim
Foto: Agência Senado
São Paulo – Em transmissão ao vivo pela página do PT no Senado no Facebook, na manhã desta terça 6, o  senador Paulo Paim (RS) disse acreditar que a reforma da Previdência não será aprovada pelo Congresso. Ele reforçou conclusões do relatório da  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apontou não haver o alegado déficit no sistema de aposentadorias, argumento utilizado pelo governo para justificar a necessidade de alterar as regras de aposentadoria. A reportagem é da Rede Brasil Atual.
Segundo Paim, que presidiu a CPI, o que desequilibra as contas da Previdência são os incontáveis programas de refinanciamento (Refis) proposto pelo governo, que incentiva a inadimplência, em especial, dos grandes devedores – bancos, frigoríficas e montadoras.
"Em vez de cobrar fiscalizar, combater a sonegação, a corrupção, e o desvio de dinheiro, eles querem mais uma vez passar a conta para o trabalhador", afirmou o senador. Ele também defendeu a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que impeça a utilização de recursos da Seguridade Social (que inclui a Previdência) para outros fins, expediente aplicado atualmente conhecido como Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite remanejar até 20% dessas receitas. 
Segundo ele, pondo fim à DRU e aos Refis, e combatendo a sonegação, o sistema previdenciário tem condições de registrar superávits por décadas consecutivas, podendo arrecadar mais de R$ 2,5 trilhões. 
Desfeito o argumento do desequilíbrio estrutural, o que sobra, segundo Paim, é o esforço do governo em privilegiar o sistema financeiro, pois o enfraquecimento do sistema público de aposentadorias representaria a possibilidade de ampliação de mercado para os fundos de previdência privada. 
O senador afirmou, ainda, que o governo mente ao dizer que o país não conta hoje com uma idade mínima para as aposentadorias. Segundo o parlamentar, a fórmula 85/95 progressiva, aprovada em 2015 durante o governo Dilma, estabelece 30 anos de contribuição e 55 anos de idade mínima para as mulheres e 35 de contribuição com 60 anos de idade mínima, para os homens.
Confira o vídeo:
fonte: http://spbancarios.com.br/02/2018/paim-desmente-temer-previdencia-tem-superavit

TST desconsidera centrais e se reúne para discutir novas regras do Direito do Trabalho

Tribunal quer alterar normas internas para atualização devido à "reforma" trabalhista; entidades consideram precipitado fazer mudança agora
  • Rede Brasil Atual, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 06/02/2018 12:06 / Atualizado em 06/02/2018 12:07
Presidente do TST, Ives Gandra, durante cerimônia de posse, em 2016
Foto:Valter Campanato/ Agência Brasil
São Paulo – O pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST), formado pelos 27 ministros da Casa, reúne-se a partir das 14h30 da terça-feira 6 para discutir alterações em normas para atualização da "reforma" da legislação trabalhista (Lei 13.467), em vigor de 11 de novembro. Centrais sindicais chegaram a apresentar um pedido formal de suspensão ou adiamento da sessão de hoje, mas a reunião foi mantida. 
As entidades sindicais consideram precipitado analisar e alterar a jurisprudência do TST, principalmente considerando que a regulamentação da lei ainda é discutida no Congresso, por meio da Medida Provisória (MP) 808, que tem quase mil emendas. Também há questionamentos sobre itens da lei em ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo na sessão desta terça, as centrais reclamaram do pouco tempo de exposição destinado aos convidados e fizeram o pedido ao presidente do TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, que deixará o comando da Corte no final do mês.
Um dos itens polêmicos diz respeito à validade das novas regras. Há um debate em cursos se os efeitos da lei são válidos para contratos já em vigor ou apenas àqueles iniciados a partir de 11 de novembro. No caso das horas in itinere (de casa para o trabalho), por exemplo, a lei determina que não sejam mais remuneradas. A Comissão de Jurisprudência e de Precedentes Normativos do TST, ao discutir mudanças na Súmula 90, sugere preservar o direito adquirido e explicitar que não tem direito ao pagamento o emprego cujo contrato começar a partir da data de vigência da 13.467.
Divididos em três blocos, com 30 minutos cada, representantes dos trabalhadores (centrais, confederações e sindicatos), entidades patronais, associações (magistrados, advogados e procuradores) vão fazer uso da palavra. Há um quarto bloco, com Ministério Público do Trabalho, Advocacia-Geral da União e Ordem dos  Advogados do Brasil.
No total, a Comissão de Jurisprudência e Precedentes Normativos apresentará propostas para 34 temas. Será o ponto de partida da discussão. A sessão será transmitida pelo portal do TST e pelo canal do Tribunal no YouTube.
fonte: http://spbancarios.com.br/02/2018/tst-desconsidera-centrais-e-se-reune-para-discutir-novas-regras-do-direito-do-trabalho

Regras de eleição da Funcef desrespeitam participantes

Em ofício enviado à fundação, Fenae aponta irregularidades no edital, incluindo práticas que contrariam o estatuto ou que cerceiam os direitos dos participantes; Contraf-CUT divulga nota de repúdio
  • Fenae, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 06/02/2018 13:48 / Atualizado em 06/02/2018 14:53
São Paulo – Na manhã de segunda-feira 5, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) protocolou ofício na Funcef para questionar as regras previstas no regulamento divulgado pela fundação para as eleições deste ano. Dirigido ao presidente do Conselho Deliberativo, Joaquim Lima de Oliveira, e ao coordenador da Comissão Eleitoral, Aubiérgio Souza Filho, o documento aponta diversas irregularidades contidas no edital, incluindo práticas que contrariam o estatuto ou que cerceiam os direitos dos participantes.
A composição da comissão eleitoral é um dos pontos polêmicos. Ao contrário de anos anteriores, os participantes, que são os principais interessados na democratização e transparência da gestão, não estarão à frente da condução do processo. Na nova composição, ao invés de três representantes serão apenas dois, enquanto a Caixa terá dois e um da Funcef. A mudança, avalizada pelos conselheiros e diretores eleitos da fundação, só vem favorecer a patrocinadora, que passará a ter maior ingerência no pleito. A comissão terá poderes para excluir qualquer chapa no meio do processo eleitoral a partir de critérios absolutamente subjetivos e à margem da legalidade.
A distorção do mecanismo de listas de apoio é outro ponto que precisará ser revisto. Historicamente, os participantes e assistidos sempre puderam apoiar quantas chapas quisessem, o que é mais lógico já que o apoio antecede a efetiva escolha do representante. Porém, o formato previsto no regulamento aprovado no Conselho Deliberativo conduz a um processo em três turnos e sem nenhuma transparência. “Na prática, a limitação de apoio a apenas uma chapa, como prevê o edital, obriga o eleitor a escolher seus candidatos sem ao menos ouvir as propostas das demais”, alerta o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, que também chama atenção para o fato de a lista de apoio ser exclusivamente eletrônica. “As listas sempre foram físicas e é correto que sejam, pois somente assim as chapas têm garantia de poder ter a prova de que obtiveram o apoio necessário. As chapas não terão como acompanhar a apuração, o que leva a uma inaceitável falta de transparência”, afirma Ferreira.
A definição da internet como única plataforma de votação é outra proposta inadequada, que contraria os princípios democráticos. Ao extinguir a votação por telefone e abrir mão do sistema corporativo da Caixa, a Funcef ignora as diferentes condições de uso e acesso à internet e a smartphones por parte dos ativos e aposentados ao redor do país.
“Quem não tiver acesso à internet em um computador ou smartphone, simplesmente, ficará sem votar. Se a Funcef dispõe de uma central telefônica justamente para quem só pode ou prefere fazer contato por meio desse canal, porque na hora de votar essa opção não estará disponível?”, questiona o presidente da Fenae. 
A Fenae aguardará até terça-feira 6 a revisão do regulamento com as alterações propostas, e avalia eventuais medidas judiciais, caso a Funcef insista em desrespeitar os direitos dos participantes.
Nota da Contraf-CUT – A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgou nota contra as novas regras para a eleição da Funcef, que tornaram o pleito menos democrático.
Confira a nota da Contraf-CUT na íntegra:
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia as regras e a forma definidas para o processo eleitoral do Funcef (o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal).
Os problemas já começam na definição da Comissão Eleitoral. Desde 2006, quando os empregados da Caixa participantes do fundo conquistaram o direito de votar para escolher os diretores da Funcef, o processo eleitoral era conduzido pelos participantes e a Comissão Eleitoral era formada por três representantes dos participantes, dois da Caixa e um da Funcef. Nesta eleição, os participantes perderam um membro na comissão, o que favorece a patrocinadora.
Além disso, o pequeno prazo entre a publicação do edital, as inscrições de candidatos e o início da votação prejudica a organização das chapas, a difusão e o debates sobre as propostas e fere princípios básicos da democracia.
As regras preveem que, para que uma chapa possa concorrer ao pleito, tenha que, obrigatoriamente, ter 1.000 manifestações prévias de apoio de participantes do fundo, e proíbe a manifestação de apoio a mais de uma chapa, o que, na prática, obriga o participante a votar antes do início da eleição.
Por fim, ao definir a internet como única plataforma de votação, o processo eleitoral exclui os participantes que não têm acesso à internet. Isso parece algo pouco importante nas regiões Sul e Sudeste do país, mas o fato é que existem diferentes condições de conectividade e acesso a tecnologias por parte de ativos e aposentados nas diferentes regiões do país, que não foram consideradas na elaboração das regras do pleito e, por isso podem levar a que participantes percam o direito de voto.
A Contraf-CUT defende eleições amplas, inclusivas e participativas, que privilegiem o debate e permitam aos participantes definirem o perfil da Funcef a partir das propostas em disputa.
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)
fonte: http://spbancarios.com.br/02/2018/regras-de-eleicao-da-funcef-desrespeitam-participantes

Aumento abusivo nos planos de saúde do Santander causa revolta

Bancários estão indignados com reajuste muito acima da inflação; esse foi apenas um dos motivos das paralisações deflagradas pelo Sindicato em 20 de dezembro e 31 de janeiro
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 05/02/2018 19:32 / Atualizado em 05/02/2018 19:48
Arte: Marcio Baraldi
São Paulo – Dentre os vários prejuízos impostos pela direção do Santander aos bancários nos últimos meses, um dos que está causando mais indignação é o aumento abusivo na coparticipação dos procedimentos e consultas médicas vinculadas ao plano de saúde oferecido pelo banco. Sem qualquer negociação com o Sindicato, a empresa determinou reajuste de até 20% para quem aciona o convênio médico.
Esse aumento muito acima da inflação (2,95% em 2017) está gerando grande indignação entre os bancários e foi um dos motivos que levou o Sindicato a deflagrar paralisações em diversos centros administrativos e centenas de agências, no dia 20 de dezembro, e nos call centers, nesta quarta-feira 31.
“Estou muito chateada com isso. Mês passado fiz exames ginecológicos, foram vários e este mês tive um desconto de ‘apenas’ R$ 450. Isso é muito para o meu salário total”, queixou-se uma bancária.
“Uma vergonha. No mês de novembro tive um desconto de mais de R$ 800 de coparticipação, e mais R$ 200 de mensalidade do plano, simplesmente fiquei sem salário. Tinha exames e consultas que fiz no mês de junho e descontaram em novembro. Não adianta reclamar. Abri várias reclamações e o convênio disse que estão corretos em cobrar serviços retroativos”, conta outra funcionária.
“Nesses últimos meses só estou trabalhando pra pagar o convênio, pois com todos os meus problemas de saúde, não tem como não usar o convênio”, ponderou outro.
“Não podemos ficar doentes. Somos robôs”, resumiu outro. “Se ficar doente, é melhor partir para o SUS”, opina um colega.
“É uma desumanidade um banco que lucrou 35% a mais em um ano impor um reajuste tão alto aos seus funcionários que se matam de trabalhar e perdem a saúde diante das metas abusivas e do assédio moral praticados a fim de obter esse resultado astronômico”, protesta Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander e secretária executiva do Sindicato.
Avalanche de prejuízos – O reajuste abusivo na coparticipação dos procedimentos e consultas médicas é apenas um dos motivos que levou Sindicato e trabalhadores a deflagrarem paralisações em dezembro e janeiro.
Escorado na reforma trabalhista patrocinada pelo setor empresarial e promovida pelo governo Temer e Congresso Nacional, a direção executiva do Santander impôs acordo de horas extras e fracionamento de férias mediante acordo individual. A nova legislação permite que esses dois temas sejam “negociados” diretamente entre patrão e funcionário – sem acordo coletivo –, em uma correlação desigual de forças, já que o funcionário que não aceitar os termos impostos corre o risco de perder o emprego.
Horas extras – Os executivos do Santander estabeleceram a possibilidade de prorrogar em até duas horas a jornada de trabalho, sendo que a compensação dessas horas extras pode ser feita em até seis meses. Essas novas normas foram impostas aos bancários por meio da assinatura eletrônica em um termo individual, no Portal RH.
Essa imposição afronta o artigo 7º da Constituição Federal que determina: o acordo de compensação de horas só pode ser feito por meio de acordo ou convenção coletiva mediante participação do sindicato.
O acordo coletivo dos funcionários do Santander vigente garante o prazo de um mês para compensação da hora extra, com acrescimento de 50% sobre o tempo a mais trabalhado. Ou seja, o bancário que trabalhasse uma hora além da jornada regular poderia compensar uma hora e meia no prazo de 30 dias. Caso a compensação no prazo de um mês não fosse possível, o período a mais era creditado no salário, com acréscimo de 50% em relação a hora normal de serviço, e com reflexos nas demais verbas salariais, como FGTS, férias e 13º.
A extensão do prazo de compensação para seis meses praticamente impossibilita que o prazo a mais trabalhado se converta em remuneração e reflexos nas demais verbas salariais. Além disso, a mudança também acabou com o acréscimo de 50% para compensação.
Fracionamento das férias – Outra alteração determinada pela reforma trabalhista do governo Temer é a negociação direta entre funcionário e empregador com relação às férias, que poderão ser fracionadas em até três períodos, desde que nenhum deles seja menor do que cinco dias. Na prática, o chefe irá determinar como e quando as férias serão gozadas.
Salário e décimo terceiro – Além dessas duas mudanças, o presidente do banco, Sérgio Rial, apenas comunicou que a partir de março de 2018 o salário passará a ser creditado no dia 30, e não mais no dia 20. E o 13º salário será pago em maio e dezembro, e não mais em março e novembro.
“Não aceitaremos que a direção executiva do Santander imponha essas mudanças prejudiciais sem antes negociá-las com o Sindicato, que é o representante legítimo dos trabalhadores. Os protestos continuarão até que o banco aceite sentar à mesa para rever esses temas”, afirma Maria Rosani.
fonte: http://spbancarios.com.br/02/2018/aumento-abusivo-nos-planos-de-saude-do-santander-causa-revolta

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Temer terceiriza pressão para aprovar reforma da Previdência

Desesperado por votos, governo manda empresários pressionar deputados a aprovar o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros

Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil
O golpista e ilegítimo Michel Temer pediu socorro aos empresários para conseguir aprovar a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano. Ele repassou uma lista com quase 90 deputados indecisos que deverão ser pressionados pelos representantes do mercado a votar a favor da medida.
Temer se apropriou da estratégia usada com sucesso pelo movimento sindical brasileiro para pressionar parlamentares e impedir a aprovação de mais esse retrocesso. A ação começou desde que a proposta de reforma foi anunciada e popularizou o lema “Se votar, não volta”, uma referência à eleição deste ano, quando muitos deputados brigarão para se reeleger. 
O novo texto do projeto de reforma da Previdência está previsto para entrar na pauta de votação da Câmara dos Deputados a partir do dia 19 de fevereiro. A estratégia de Temer, revelada pela agência 'pró-mercado' Reuters, demonstra, mais uma vez, que o governo golpista e seus aliados no Congresso Nacional estão pouco se importando com a vontade e a opinião da maioria da população brasileira.
Clique aqui e veja matéria completa. 
Fonte: CUT BRASIL

CUT, demais centrais e juízes tentam barrar retrocessos no TST

Associações de juízes e procuradores do trabalho entraram com petição contra revisão de súmulas marcada pelo presidente do TST para esta terça-feira
  • Andre Accarini, da CUT
  • Publicado em 05/02/2018 19:13 / Atualizado em 05/02/2018 19:13

Ives Gandra (à dir.) com ministro de Temer, Henrique Meirelles; Gandra tenta validar reforma que prejudica trabalhadores
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
São Paulo – A batalha da CUT e demais centrais contra a legalização de pontos inconstitucionais da Lei 13.467/2017 (reforma trabalhista) ganhou o reforço de entidades como a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho) e Abrat (Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas).
As entidades encaminharam na segunda-feira 5 uma petição ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) pedindo o cancelamento da sessão marcada pelo presidente do Tribunal, Ives Gandra Martins da Silva Filho, para esta terça-feira 6, com o objetivo único de revisar súmulas e, com isso, validar pontos da nova lei trabalhista que estão sendo questionados por serem inconstitucionais. A petição deve ser avaliada por todos os ministros do Tribunal.
O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, explica que tem sido boa a aceitação pelos ministros dos argumentos das centrais e demais entidades contra a revisão. Na sexta-feira 2, um ofício assinado pela CUT e demais centrais sindicais pedindo o cancelamento da sessão já havia sido encaminhado ao TST.
Sobre a argumentação para o cancelamento, o dirigente diz que “a jurisprudência para a elaboração das súmulas é algo que acontece de baixo para cima. É necessário tempo para que as Varas e Tribunais julguem uma série de processos trabalhistas porque é justamente isso que cria subsídios para novas resoluções.”
Valeir explicou que é esse o significado da palavra súmulas. São documentos elaborados com base em decisões sobre o direito do trabalho que adquirem força de lei em casos não previstos na CLT.
Ao marcar a revisão das súmulas, antes que haja um histórico de decisões judiciais sobre reclamações trabalhistas com base na nova lei, Gandra Filho quer, no tapetão, tornar a nova lei constitucional.
“É um absurdo, um golpe de Gandra contra os direitos da classe trabalhadora”, afirma Valeir.
O dirigente considera a atitude de Gandra como uma “maneira de colocar uma mordaça em juízes do trabalho”, já criando uma jurisprudência, de acordo com os retrocessos da nova lei. “Como um juiz vai poder analisar um caso, se  sequer chegou um processo no seu tribunal?”
Mas, mesmo com a petição, há o risco de a sessão acontecer nesta terça 6 e “nós estamos em uma frente de luta contra essa revisão”, diz Valeir Ertle.
“Nossos advogados estão articulando politicamente junto aos ministros do TST, mas se ainda assim ocorrer a sessão, esperamos que prevaleça o bom senso em não alterar súmulas e que sejam preservados os direitos dos trabalhadores”, diz o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT.
A CUT e demais centrais sindicais se reúnem na terça-feira, na sede da Nova Central, em São Paulo, às 11h, para traçar estratégias para o caso de as súmulas serem revisadas.
fonte: http://spbancarios.com.br/02/2018/cut-demais-centrais-e-juizes-tentam-barrar-retrocessos-no-tst

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Sindicato reivindicou e Participação nos Lucros será paga aos bancários no dia 9

Limite para pagamento é 2 de março, mas Sindicato reivindica que todos os bancos façam a antecipação
Foto: Agência Brasil
São Paulo – O Bradesco foi a primeira instituição financeira a atender à solicitação feita pelo Sindicato para que antecipasse o pagamento da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O banco informou na quinta-feira 1 que o pagamento será efetuado no dia 9 de fevereiro.
De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho, as instituições financeiras têm até 2 de março para fazer esse crédito. Mas com o início da temporada de publicação dos balanços dos resultados de 2017, já é possível calcular os valores finais da Participação nos Lucros e Resultados.
“Estamos reivindicando de todos. Os bancos podem pagar antes de março e seria muito bom para os bancários, quem sabe até aproveitar o feriado do Carnaval com o dinheiro já na conta”, afirma Ivone Silva, presidenta do Sindicato. 
A PLR deve ser paga no valor equivalente ao salário de setembro de 2017, sendo, ao valor resultante, acrescido a importância de R$ 2.243,58, limitado a R$ 12.035,71, ou a distribuição mínima de 5% do lucro líquido, até o limite de 2,2 salários ou R$ 26.478,75.  
 
O Bradesco informou ao Sindicato que, em face do lucro obtido em 2017, será adicionado proporcionalmente, a cada funcionário, valor complementar até os limites estabelecidos na Convenção Coletiva de Trabalho, de forma que o total de PLR distribuída será equivalente a 5% do lucro líquido, abatendo-se a parcela paga em 15 de setembro do ano passado. 
Cada bancário receberá parcela adicional complementar da PLR no valor de R$ 2.543,58 que, somada à parcela paga em setembro de 2017, também de R$ 2.543,58, totalizará R$ 4.478,16, atingindo o teto estabelecido, majorado para além da regra básica do adicional. 
É conquista - Os bancários foram a primeira categoria a conquistar o direito à PLR previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em 1995. A mobilização conjunta ao lado do Sindicato, na Campanha Nacional Unificada de 2007, garantiu o valor adicional à PLR. Além disso, desde 2013, os trabalhadores têm direito à PLR sem IR para determinados valores e, a partir destes, descontos progressivos.

Fonte: SP Bancários