sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Lucro do Bradesco cresce 30% no ano

Banco, que teve lucro líquido contábil de R$ 19 bilhões, pode gerar mais empregos, melhorando atendimento aos clientes e condições de trabalho dos bancários
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 31/01/2019 16:11
Foto: Juca Varella/Arquivo Seeb-SP
O Bradesco teve lucro líquido contábil de R$ 19,085 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 30,19% na comparação com 2017 (R$ 14,659 bilhões). No quarto trimestre de 2018, o lucro líquido contábil alcançou R$ 5,08 bilhões, alta de 1,4% em relação ao trimestre anterior.
Já o lucro líquido recorrente (que desconsidera efeitos extraordinários) foi de R$ 21,564 bilhões no ano passado, crescimento de 13,4% em relação a 2017. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira 31.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ficou em 19%, o que representa 0,9 ponto percentual a mais do que no ano anterior. Segundo o banco, “o bom resultado se deve à boa performance da margem financeira e das despesas de PDD, além do desempenho positivo das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização”.
“Apesar da crise, o setor financeiro continua apresentando lucros astronômicos. Nenhum setor da economia cresce 30% em um ano, como foi o caso do Bradesco em 2018. Com esses resultados, os bancos precisam dar a contrapartida à sociedade, gerando empregos para atender melhor a população, seus clientes e poupar a saúde de seus trabalhadores”, critica a secretária-geral do Sindicato e bancária do Bradesco, Neiva Ribeiro.
Neiva destaca que os bancos, com lucros cada vez maiores, fazem exatamente o contrário. Só em 2018, o setor bancários eliminou 2.929 postos de trabalho, dos quais 1.389 apenas no mês de dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Ministério da Economia. 

Empregos

O Bradesco também reduziu postos de trabalho: encerrou o ano de 2018 com 98.605 empregados, o que significa 203 empregos a menos em doze meses. No quarto trimestre de 2018, porém, foram abertas 446 novas vagas.
Segundo o banco, a elevação de postos no último trimestre do ano passado “está relacionada ao aumento da força de vendas da rede de agências e o fortalecimento da área comercial de produtos do agronegócio, além do incremento do atendimento personalizado no segmento de alta renda”.
Por outro lado, em doze meses, foram fechadas 132 agências.
A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5% em doze meses, totalizando R$ 25,2 bilhões. Já as despesas de pessoal caíram 8,9%, atingindo R$ 19,1 bilhões. Portanto, apenas com o que arrecada em receitas secundárias, o Bradesco cobre sua folha de pagamento em 131,8%.
“Não há dúvida de que o banco tem todas as condições de contratar mais, acabando com a sobrecarga a que estão submetidos os bancários”, destaca Neiva Ribeiro.
Os dados do balanço também mostram o aumento da sobrecarga de trabalho no Bradesco: o número de clientes por empregado chegou a 975 em 2018, aumento de 1,3% em relação a 2017, quando o número era de 963, ou seja, 12 clientes a mais por empregado em um ano.

Crédito

A Carteira de Crédito cresceu 7,8% em relação a 2017 (desconsiderando o efeito da variação cambial, a expansão seria de 6,7%), totalizando R$ 531,615 bilhões.
O destaque foi o crédito à pessoa física com variação de 11% no ano, perfazendo um total da carteira de R$ 194,723 bilhões, sendo as maiores variações para crédito pessoal (17,8%), crédito consignado (15,8%) e CDC/Leasing de veículos (14,0%).
Já a carteira de pessoas jurídicas teve expansão de 6,1%, totalizando R$ 336,892 bilhões. O destaque desta carteira foi para Micro e pequenas empresas (R$ 101,563 bilhões), com crescimento de 10,1%, enquanto que para Grandes empresas (R$ 235,329 bilhões) a variação foi de 4,5%.
Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência apresentou redução e ficou em 3,51%, 1,2 p.p. menor do que em 2017. As despesas de PDD (Previsão para Devedores Duvidosos) em 2018 foi reduzida em 27,3%, totalizando R$ 18,225 bilhões.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/lucro-do-bradesco-cresce-30-no-ano

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

SANTANDER - LUCRO 4º TRIMESTRE

Santander Brasil supera estimativa de lucro no 4º tri ajudado por carteira de crédito

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil divulgou nesta quarta-feira lucro de quarto trimestre acima do esperado, apoiado em crescimento da carteira de crédito e receitas com tarifas. O resultado, porém, trouxe crescimento em provisões para perdas com crédito. 

O lucro líquido recorrente da unidade brasileira do banco espanhol Santander saltou 23,8 por cento no quarto trimestre, para 3,405 bilhões de reais, superando os 3,197 bilhões esperados por analistas, segundo dados da Refinitiv. 

A carteira de crédito do banco somou 386,7 bilhões de reais, alta de 1,6 por cento no trimestre, impulsionada principalmente por empréstimos a pessoas físicas. 

O Santander Brasil elevou a rentabilidade novamente no período. O retorno sobre patrimônio alcançou 21,1 por cento, alta de 1,6 por cento sobre o terceiro trimestre. 

O banco registrou índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias de 3,1 por cento no quarto trimestre, 0,2 ponto percentual acima dos três meses anteriores. 

A margem financeira líquida, a diferença entre o que o banco paga para obter recursos e o que cobra dos clientes em empréstimos, caiu 3,1 por cento no trimestre, para 7,761 bilhões de reais, por causa do aumento da provisão para inadimplência. 

Fonte: UOL (Por Carolina Mandl)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

CONVÊNIO


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Jornada, saúde e condições de trabalho: como foram garantidos esses direitos?

Toda semana, o Sindicato relembra as produções em vídeo que marcaram história de luta da categoria. Assista, reveja e compartilhe!
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 24/01/2019 18:20 / Atualizado em 24/01/2019 18:25

Jornada, Saúde e Condições de Trabalho é o destaque desta quinta-feira 24, na playlist Curta-Bancários do Canal do Youtube do Sindicato.
Embora a produção seja de 2013, como parte das comemorações dos 90 anos do Sindicato na época, o tema também continua atual já que com a aprovação da Reforma Trabalhista e da Terceirização irrestrita os direitos dos trabalhadores como férias, carga horária, CLT e acesso à Justiça, estão em risco.
Por isso, o Sindicato faz questão de relembrar que todos os direitos conquistados foram frutos de muita luta. E que somente a união da categoria com seu Sindicato é que será possível barrar a retirada de direitos.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/jornada-saude-e-condicoes-de-trabalho-como-foram-garantidos-esses-direitos

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Gerentes são constrangidos a tirar selfies com clientes

Nova ação de prospecção do banco vem causando embaraço nos bancários; Sindicato já cobrou o fim da prática
  • Danilo Motta, redação Spbancarios
  • Publicado em 17/01/2019 18:26 / Atualizado em 17/01/2019 18:37
Foto: Freepik
Bradesco implementou uma nova ação que está causando mal estar entre os bancários. A Agita Sampa – inicialmente chamada de Agita Quarteirão – consiste em prospectar negócios e ampliar a base de clientes por parte de gerentes PF e PJ do banco. O problema é que, além da pressão por metas exorbitantes, os funcionários estão tendo que tirar uma selfie com o cliente em questão, causando constrangimento em ambas as partes.
“Todos gerentes PJ e PF vão para a rua feito doidos visitando estabelecimentos próximos à agência, convidando a abrir conta. Quem já teve conta no Bradesco e migrou pra outro banco, temos que saber o motivo, se foi pela tarifa, ver a oferta que o concorrente tem, tentar cobrir e voltar lá. E ainda temos que mandar uma planilha em separado dizendo o que você fez no dia. Eles estipulam as visitas e dão bases para a gente trabalhar com prospecção de clientes”, denunciou uma bancária, que terá sua identidade preservada para evitar represálias.
“Ha diretores e gerências regionais que ainda estão pressionando a gente a tirar foto das visitas e mandar pra eles, ficam cobrando o tempo todo que enviemos fotos. Acho isso um enorme constrangimento, tanto para o cliente como para nós funcionários”, criticou outra bancária.
O Sindicato entrou em contato com a direção do banco e cobrou o fim da prática. Como resposta, o Bradesco informou que se comprometeria a resolver o problema e afirmou que já havia entrado em contato com os diretores regionais e os orientado, reforçando que os gerentes não deveriam ser obrigados a tirar as tais fotografias.
“Entretanto, nos dias seguintes continuamos a receber relatos e denúncias de que as cobranças pelas selfies continuavam sendo praticadas. Isso é inadmissível, pois cria uma situação extremamente desconfortável para o bancário durante o seu exercício profissional”, criticou o dirigente sindical Alexandre Bertazzo, que também é bancário do Bradesco.
“Vamos continuar pressionando pelo fim desta prática e exigir o fim das metas abusivas e melhores condições de trabalho, para reduzir a carga de estresse entre os trabalhadores”, completou, reforçando que os bancários que tiverem passando pelo problema em seus locais de trabalho devem denunciar ao Sindicato clicando aqui, pelo telefone (11) 3188-5200 ou ainda através do WhatsApp (11) 97593-7749. Veja também os telefones e endereços das regionais. O sigilo do denunciante é garantido.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/gerentes-sao-constrangidos-tirar-selfies-com-clientes

Vote em Débora Fonseca para Caref

Candidata ficou em primeiro lugar no primeiro turno, com 11.178 votos, e tem apoio do Sindicato, da Contraf e outros

  • Danilo Motta, Redação Spbancarios
  • Publicado em 16/01/2019 16:03 / Atualizado em 17/01/2019 17:43
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Contraf-CUT apoiam e indicam voto em Débora Fonseca no segundo turno da eleição para Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do Banco do Brasil. A candidata ficou em primeiro lugar no primeiro turno, com 11.178 votos, e agora disputa a preferência dos bancários com Jair Miller, que é executivo do BB e teve 3.290 votos na primeira rodada. A votação do segundo turno acontece de 25 a 31 de janeiro. 
“Gostaria de agradecer a todos que estiveram junto comigo nesta primeira etapa. O Caref deve ser a voz que representa funcionários e funcionárias no Conselho de Administração, defendendo o BB enquanto banco público, a serviço da sociedade, e que respeite os funcionários e funcionárias”, afirmou a candidata.
Débora Fonseca é bacharel em Comunicação Social, tecnóloga em Gestão de Recursos Humanos, com MBA em Gestão Bancária e Finanças Corporativas, CPA-10 e CPA-20. A bancária tem compromisso real com as demandas e valorização dos funcionários. 

Unidade

Além do Sindicato e da Contraf-CUT, Débora Fonseca conta também com o apoio do conselheiro consultivo da PreviDavi Basso.
“Nesse momento, é muito importante escolhermos quem está comprometido com as nossas causas e as nossas pautas. É muito importante termos um equilíbrio dentro da mesa principal do Banco do Brasil, e é por isso que o meu voto vai para Débora Fonseca”, afirmou.
“Não é uma candidatura individual. Ao contrário, é uma candidatura coletiva, do movimento sindical. É diferente porque ela traz, em seu princípio, a defesa do funcionalismo, e não como candidaturas individuais, que não têm propostas e sim agem como se fossem mais um do próprio banco. A gente já tem sete pessoas do próprio banco lá dentro do Conselho de Administração. O que a gente precisa é de uma pessoa fazendo contraponto”, completou João Fukunaga, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do BB.
Débora Fonseca também tem o apoio de conselheira de usuários da Cassi, Silvia Muto; e do atual Caref, Fabiano Félix.


Fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/vote-em-debora-fonseca-para-caref

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
 DE VOTUPORANGA,

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 49.074.172/0001-07, INSC/TEM: 006.132.86232-7, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados bancários, associados ou não, que prestam serviços no Conglomerado do Banco Itaú S/A, na base territorial deste Sindicato, para a assembleia extraordinária específica que se realizará no dia 24/12/2018, às 12h30min, em primeira convocação, e às 13h, em segunda convocação, no endereço sito à rua Tibagi nº3447, bairro Patrimônio Novo em Votuporanga/SP – Cep: 15500-007, para discussão e deliberação acerca da seguinte pauta:
-Aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para pagamento da participação nos Lucros e/ou Resultados referentes aos exercícios de 2019 e 2020, disciplinado pela Lei nº 10.101/2000 e alterações da Lei nº 12.832/2015 e Termo de Compromisso para a Concessão de Bolsas Auxílio Educação para o exercício 2019 e 2020, a serem celebrados com Conglomerado do Banco Itaú S/A.

Votuporanga/SP, 20 de dezembro de 2018.

HARLEY APARECIDO VIZONA
PRESIDENTE

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Tire suas dúvidas sobre a cláusula 11ª

A cláusula garante que a gratificação de função dos bancários seja de 55% sobre o salário, acima do que determina a lei (33%). O Sindicato elaborou um perguntas e respostas para que o bancário tire suas dúvidas sobre o assunto
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 17/12/2018 16:18 / Atualizado em 17/12/2018 16:28
Arte: Fabiana Lumi/Seeb-SP
O que acontece se a cláusula 11ª da CCT fosse anulada?
É a cláusula 11ª da CCT que garante aos bancários comissionados que recebam no mínimo 55% de gratificação de função. Sem esse direito, os comissionados passariam a receber o que determina a lei (CLT): 33%. Ou seja, haveria uma redução significativa em suas remunerações.
E se toda a CCT fosse anulada, como chegaram a sugerir os bancos na audiência do TRT? A CCT anterior voltaria a valer até que se assinasse outra?
Não, se a CCT 2018/2020 fosse anulada, os bancários não mais teriam seus direitos resguardados. Isso porque a reforma trabalhista acabou com o princípio da ultratividade, que possibilitava a extensão da validade de um acordo até a assinatura de outro. Sem isso, a CCT anterior, de 2016/2018, deixou de valer em 31 de agosto deste ano. Assim, os bancários só teriam os direitos que a lei (Consolidação das Leis do Trabalho - CLT) estabelece para todos os trabalhadores, e não mais as cláusulas da CCT que preveem vantagens maiores que a lei.
Por que os bancos falam em “insegurança jurídica”?
O Sindicato respeita o acordo firmado na Campanha 2018. Mas há movimentação de advogados trabalhistas que estão incentivando, de forma irresponsável e leviana, os bancários a entrarem com ações judiciais e a fazerem denúncias ao MPT. Esses advogados não estão esclarecendo devidamente os trabalhadores, principalmente os da ativa, sobre os riscos dessas ações. Eles dizem que a cláusula é prejudicial, o que é mentira.
A cláusula 11ª prejudica os trabalhadores?
Não, a cláusula 11ª garante o mínimo de 55% sobre o salário de gratificação, portanto, beneficia os bancários com um direito que vai além do que determina a lei (33%). A compensação prevista em caso de ganho das 7ª e 8ª horas na Justiça não abrange toda a categoria: apenas os "falsos comissionados" que pretendem entrar com ação e desses somente quem ganha a ação (em muitos casos, o entendimento da Justiça não é favorável ao trabalhador). Enquanto que a extinção da cláusula prejudicaria todos os trabalhadores comissionados.
fonte: http://spbancarios.com.br/12/2018/tire-suas-duvidas-sobre-clausula-11a

Resolução da CGPAR ataca previdência das estatais

Resolução número 25 da CGPAR estabelece novas diretrizes para os planos de benefícios de previdência complementar das estatais federais
  • Apcef/SP, com edição de Spbancarios
  • Publicado em 07/12/2018 18:00
Foto: Apcef/SP
O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira 7, a resolução número 25 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) que estabelece novas diretrizes para os planos de benefícios de previdência complementar das estatais federais.
No caso da Funcef, o plano Não Saldado será o primeiro e o mais atingido pelas mudanças. As características que diferenciam o REG/Replan Não Saldado dos demais planos irão acabar com a aplicação das novas diretrizes. A resolução também permite a transferência a gestão dos planos de benefícios das Fundações (controladas pelos participantes e patrocinadora) para instituições de mercado.
As mudanças propostas reduzem a responsabilidade da patrocinadora com os planos de benefícios. Nos novos planos que forem criados após a vigência da resolução, a responsabilidade da patrocinadora no pós-emprego é simplesmente eliminada, “resolvendo o problema” da CPC 33.
"Os trabalhadores de estatais, junto as suas entidades representativas, precisam estar atentos a este novo ataque contra os nossos direitos. Será necessária muita mobilização para barrarmos retrocessos", comenta o dirigente sindical Valter San Martin. 
O Departamento Jurídico da APCEF/SP está analisando a resolução e em breve irá divulgar uma análise detalhada das mudanças. Saiba quais os principais pontos da resolução nº 25:
fonte: http://spbancarios.com.br/12/2018/resolucao-da-cgpar-ataca-previdencia-das-estatais