sábado, 8 de outubro de 2011

Liminar proíbe Itaú de ato antissindical. Juíza da 4ª Vara
do Trabalho de Campinas atende pedido do Sindicato

A juíza Siumara Junqueira de Oliveira, da 4ª Vara do Trabalho de Campinas, concedeu hoje (7/10) ao Sindicato dos Bancários de Campinas e Região liminar em que proíbe o Itaú de atos antissindicais. O pedido do Sindicato foi apresentado após o Banco das famílias Sétubal, Vilella e Moreira Salles apelar para o recurso jurídico denominado Interdito Proibitório, visando impedir o exercício constitucional do Direito de Greve.
Em sua conclusão, a juíza diz: “Ante o exposto, determino ao requerente (Itaú, grifo nosso) que se abstenha da prática de quaisquer atos antissindicais, que possam obstaculizar o direito constitucional de greve, tais como impedir a permanência pacífica dos grevistas em frente às agências bancárias, a distribuição de folhetos informativos, o emprego de meios pacíficos de aliciamento de funcionários não-grevistas, práticas previstas no art. 6º da Lei 7.783/89, sob pena de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por ato de violação”. Em outros termos, o Itaú não pode ligar para o funcionário e convocar para entrar mais cedo no trabalho, mudar o local de trabalho e até arrancar os cartazes do Sindicato. “A decisão judicial deixa claro que o Itaú tem que respeitar o direito de greve. Inclusive disciplina a atuação do banco durante o movimento da categoria. O que representa uma importante conquista. Vitória mesmo. O tiro do banco saiu pela culatra”, analisa o presidente do Sindicato, Jeferson Boava. Diante desse novo quadro, “qualquer desrespeito do Itaú deve ser denunciado ao Sindicato”, destaca Jeferson.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

GREVE - 8.951 AGÊNCIAS FECHADAS

Greve dos bancários fecha 8.951 agências no 11º dia e pressiona Fenaban

 
Crédito: Caetano Ribas/Seeb São Paulo
Caetano Ribas/Seeb São Paulo Carlos Cordeiro e Daniel Reis durante paralisação nos callcenter do Itaú

A greve nacional dos bancários chega a seu décimo primeiro dia nesta sexta-feira (7) ainda mais forte. Os trabalhadores fecharam 8.951 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

"A greve segue se fortalecendo a cada dia. Os bancários estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos bancos. Se de um lado eles não marcam nova negociação e sequer respondem à carta enviada pela Contraf-CUT na terça-feira (4), de outro divulgam informações falsas para confundir os bancários e a sociedade ao dizer que as tratativas continuam e que estão abertos ao diálogo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"A culpa pela greve é dos bancos, que mesmo com um lucro altíssimo, que chegou a de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre, se recusam a negociar com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Enquanto dão as costas para as reivindicações de seus funcionários, os bancos gastam cada vez mais com a remuneração dos altos executivos", diz Cordeiro. Segundo dados do Dieese, entre junho do ano passado e o mesmo mês de 2011 o crescimento foi de 12% em média. No Itaú Unibanco, por exemplo, os gastos com os executivos aumentaram de R$ 297,6 milhões para quase R$ 333 milhões.

"Além de ignorar as reivindicações da categoria, os bancos desrespeitam o direito constitucional de greve ao utilizar práticas antissindicais, pressionando e intimidando seus funcionários para que furem o movimento. Eles chegam a utilizar helicópteros para levar bancários para os centros administrativos", indigna-se Cordeiro. "Mesmo assim, a participação na greve continua aumentando e nesta sexta, os trabalhadores fecharam áreas de callcenter de vários bancos", completa.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

GREVE CONTINUA

A postura da FENABAN causa em todos nós,  sentimento de frieza e inconformidade.

Depois de 13(treze) dias da última proposta apresentada de reajuste de 8% em todas as verbas, com apenas 0,56% sobre a inflação, ficamos imaginando a falta de compromisso para com a sociedade
praticada pela instituição.

Todos temos consciência das necessidades das pessoas, usuárias dos serviços de bancos.

Porém o grau de percepção da FENABAN, está longe da racionalidade.

Quais os motivos de não dialogar na mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários?

O que estamos reivindicando é "mais que justo", conforme Minuta entregue aos banqueiros em 12/08/2011.

"NÃO À VOLTA AO TRABALHO, TODOS JUNTOS À GREVE"

HARLEY AP.VIZONÁ
Presidente

SANTANDER

Colegas do Santander, boa noite

Nossa luta, como já disse anteriormente, é por melhores condições de trabalho, mais contratação de funcionários, conseqüentemente menos filas, fim das metas abusivas com menor incidência de licenças e adoecimentos de bancários, reajuste maior no vale refeição, maior no auxilio creche-babá, melhora na distribuição dos lucros e como sempre um REAJUSTE RAZOÁVEL que  valorize o nosso trabalho e outras reivindicações constantes da minuta entregue aos banqueiros.

Temos informações que Gestores estão ligando para os funcionários alegando da necessidade da abertura da agência no dia 07/10/2011.

Não há nenhuma LIMINAR DE  INTERDITO PROIBITÓRIO em nossa base sindical, portanto de Cosmorama até Rubinéia, todos os funcionários estão aptos à cruzarem os braços e aderirem ao movimento grevista.

Ocorre também que ainda não houve nenhuma manifestação por parte da FENABAN no que consiste “REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES” .

Temos que fortalecer nossa paralisação, afinal sem negociação não nos é permitido o retorno ao trabalho.

Temos sim que ter DIGNIDADE, afinal trabalhamos muito e merecemos respeito.

“NÃO À VOLTA AO TRABALHO, TODOS JUNTOS À GREVE”

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA           
Harley Ap.Vizoná - Presidente
06/10/2011

Greve completa 10 dias, fecha 8.758 agências e cobra negociações

  Crédito: Seeb Belo Horizonte
Seeb Belo Horizonte










Bancários ampliam greve e pressionam bancos por proposta decente

A greve nacional dos bancários completou 10 dias nesta quinta-feira (6). O movimento cresceu e paralisou 8.758 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

"Trata-se da maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A culpa pela greve é dos bancos, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca.

A Fenaban ainda não respondeu à carta enviada na terça-feira (4) pela Contraf-CUT cobrando a retomada das negociações. "Vamos despertar os banqueiros ampliando ainda mais a greve, a fim de que tragam uma proposta à altura dos lucros estrondosos de R$ 27,4 bilhões que acumularam somente no primeiro semestre deste ano", destaca Cordeiro.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Segundo dados do Dieese, o setor financeiro apresentou o terceiro maior crescimento na economia, comparando-se o segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2010. A intermediação financeira cresceu 4,5% no período, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu 3,1%. "Esse ganho é fruto do trabalho dos bancários, que merecem uma remuneração digna. Além disso, os bancos estão devendo contrapartidas sociais como forma de melhorar a prestação de serviços e contribuir para o desenvolvimento do país", afirma Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT destaca a importância da valorização do piso salarial dos bancários. Dados do Dieese demonstram que o salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

O valor por hora trabalhada também é bastante inferior no Brasil. O piso dos bancários brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo a pesquisa, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

"O Brasil está crescendo e já é a sétima economia do mundo, mas ocupa a vergonhosa posição entre os dez países mais desiguais do planeta. O setor financeiro está entre os que mais lucraram nos últimos anos, mas se nega a distribuir renda aos seus funcionários, enquanto paga bônus milionários para os seus altos executivos, que chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso de um bancário. O caminho para mudar essa situação passa por aumentos reais de salários para os trabalhadores", defende Cordeiro.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28292

TERCEIRIZAÇÃO

Em audiência pública no TST, bancários defendem emprego
Durante debate sobre terceirização em diferentes áreas, Sindicato expõe mazelas causadas pela prática no setor financeiro


Brasília - A terceirização no setor financeiro foi discutida em um bloco específico em audiência publica no Tribunal Superior do Trabalho. Os debates acontecem durante essa terça e quarta-feira, em Brasília.

A diretora executiva do Sindicato Ana Tércia Sanches refutou os dois principais mitos da terceirização bancária: a de que ela gera emprego e visa à especialização. “Os trabalhadores terceirizados cumprem jornadas extenuantes de trabalho, muito superiores à dos bancários. São 44 horas semanais contra as 30 horas dos bancários.” A consequência, acrescentou Ana Tércia, é a redução do número de postos de trabalho.

A falácia da terceirização como meio de especialização dos serviços foi denunciada pela dirigente com fatos: “São os bancos que detém o know-how dos serviços prestados pelas terceirizadas. São eles que ensinam o serviço às contratadas, fornecem manuais e scripts de atendimento. Além disso, a contratada trabalha no próprio sistema do banco, que monitora todas as atividades, estabelece metas e tem, inclusive, um preposto do banco na prestadora de serviço.”

Ana Tércia também ressaltou a total subordinação das empresas terceirizadas em relação aos tomadores de serviço. “Os bancos têm inclusive ingerência na admissão e demissão de pessoal das contratadas.”

A dirigente destacou também o papel da terceirização na pulverização dos trabalhadores e no ataque à organização sindical. “Faço parte de um Sindicato com 88 anos de conquistas. Temos uma Convenção Coletiva de Trabalho que vale em todo o território nacional. Um bancário do Piauí ganha o mesmo que um de São Paulo. Isso sim gera emprego com condições dignas.” Ao mesmo tempo, disse, um trabalhador terceirizado de determinada empresa é filiado a um sindicato em um estado e a uma entidade diferente em outro. “Como vão poder se organizar?”, questionou. Esse processo não prejudica apenas os trabalhadores, mas também clientes e toda a sociedade, afirmou. “A alta rotatividade nas terceirizadas prejudica a qualidade dos serviços.”

Nesse modelo, acrescentou a diretora do Sindicato, os ganhos ficam para os bancos e os prejuízos para a sociedade. “Os clientes perdem em qualidade e em segurança e os trabalhadores adoecem, o que leva a gastos com dinheiro público.” Pensar a terceirização portanto, concluiu Ana Tércia, é pensar em qual país se quer construir.

O dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Miguel Pereira também participou do debate. Ele iniciou a fala saudando dezenas de trabalhadores terceirizados do ramo financeiro que vieram a Brasília prestigiar a audiência. “São pessoas que sofrem na pele as condições de trabalho precárias da terceirização”, disse.

> Sindicato apresenta "bancário genérico" ao TST

Miguel classificou a terceirização como um processo avassalador, que ceifa postos de trabalho. “Das 56 bilhões de operações bancárias realizadas em 2010 (dado apresentado anteriormente pela Febraban), somente cerca de 10% foram realizadas em agências bancárias e por bancários”. Boa parte dessas operações, lembrou Miguel, são feitas via internet, caixas eletrônicos ou correspondentes bancários. “O que não foi dito aqui é que por trás de cada operação on line ou em caixa eletrônico, tem um trabalhador. A atividade-fim do setor é composta por uma série de etapas que se não forem realizadas a operação não se efetiva”. E essas atividades, acrescentou, vêm sendo cada vez mais desenvolvidas por terceirizados com salários menores e condições precárias de emprego.

Ele citou dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) de 2009, segundo a qual 1.131.833 consultados disseram trabalhar no setor financeiro. No entanto, a Rais 2009 (Relações Anuais de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego) há 741.263 trabalhadores formalmente vinculados ao setor. O que deixa 390.570 trabalhadores pulverizados em outros setores e desprovidos de direitos conquistados pela categoria bancária.

Menos empregos – O representante da Contraf enfatizou que um dos setores da economia brasileira que mais lucra é também o que menos contribui com geração de empregos. As instituições financeiras foram responsáveis por apenas 0.95% dos empregos gerados no país em 2010. “Além disso, os novos contratados do setor ganham em média 40% menos que os que foram desligados.”

Correspondentes – Miguel também refutou os argumentos da Febraban e da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) - representada por Magnus Apostólico – de que o crescimento dos correspondentes leva à inclusão bancária da população. “O Banco Central, ao arrepio de todos os marcos, inclusive da CLT, autorizou que os bancos abram correspondentes dentro de suas próprias holdings. Queremos sim a inclusão bancária, mas as agencias se tornaram pontos de venda de serviços, e os mais humildes não têm acesso, sendo empurrados para o atendimento em correspondentes, a grande maioria situada a poucos metros das agências.”

O dirigente concluiu lembrando que as instituições financeiras não funcionam em regime de concessão. “Os bancos não trabalham com recursos próprios, mas com recursos da sociedade. E eles podem e devem gerar novos e melhores postos de trabalho.”

fonte: http://www.spbancarios.com.br/noticia.asp?c=18364

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bancários param 8.556 agências no nono dia e greve já é a maior em 20 anos

 
Crédito: Seec Pernambuco
Seec Pernambuco Bancários de Pernambuco pressionam bancos por proposta decente

A greve nacional dos bancários de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos. A categoria fechou 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal nesta quarta-feira (5), nono dia de paralisação, superando o pico da greve de 2010, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.

O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 19h.

"A força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos bancários com o silêncio da Fenaban, que se mantém intransigente e não retoma o processo de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Que os bancos não se enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda as justas reivindicações dos bancários", completa.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28274

EDITORIAL

Caixa será deixada de lado?
Com certeza, isso é resultado da omissão da direção do banco
O jornal Folha de S. Paulo publicou, nesta terça-feira, 4 de outubro, uma matéria que chocou os empregados da Caixa. A manchete era “Dilma elege o BB para tocar os novos projetos do governo”. No conteúdo, falava-se que a Caixa está sobrecarregada e que o trabalho está sendo considerado “malfeito”.
A Caixa sempre foi o principal agente de políticas públicas do governo, principalmente depois que Lula assumiu o comando do País. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas - falta de empregados, inexistência de treinamento adequado aos seus trabalhadores -, os funcionários do banco tiram “leite de pedra” para cumprir o papel social do banco.
A impressão que se tem é que a própria direção do banco não quer que a Caixa participe do desenvolvimento e do crescimento do Brasil e nem que enfrente os desafios propostos pelo governo.
Essa situação lembra algo que aconteceu em fevereiro de 2009, quando a direção da Caixa disse, ao presidente Lula, que não conseguiria atingir a meta de financiamento do plano de habitação de imóveis para os trabalhadores de baixa renda do País. Naquela época, já se cogitou a possibilidade de transferir a responsabilidade para uma outra instituição.
A postura da direção da Caixa foi lamentável e muito criticada pelas entidades representativas dos empregados - entre elas a APCEF/SP -, que afirmavam “ser UMA VERGONHA o posicionamento da direção da Caixa diante da negação à proposta do governo”.
O que esperávamos naquele momento - e agora também - era que a Caixa encarasse, e até superasse, o desafio, recebesse investimentos em tecnologia, que mais empregados fossem contratados, que o banco fosse preparado para um futuro de crescimento e investimentos em políticas públicas.
Falamos isso desde 2007, quando foi criada a campanha Mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil, porque acreditamos na capacidade dos trabalhadores brasileiros, nos empregados da Caixa e, ao contrário da direção do banco, NÃO desistimos dessa bandeira.
No entanto, não foi isso que vimos ao longo dos anos. A direção da Caixa investiu, sim, mas foi na ampliação da terceirização de serviços, com a criação dos correspondentes bancários. O que vemos, a cada dia, é o aumento das tarefas dessas “miniagências bancárias”, que cumprem seus trabalhos sem o comprometimento e as exigências impostas a um banco público.
A direção da Caixa deveria ter responsabilidade social, noção do seu dever e compromisso com o País e com o povo brasileiro. Precisa assumir seu papel de banco público, investir no empregado e humanizar o atendimento ao público. Os empregados sempre trabalham pelo desenvolvimento e querem fazer isso com perfeição. Mas, para isso, precisam de condições decentes de trabalho.
É muito importante que o governo reconheça, publicamente, como o fez na matéria da Folha de S. Paulo, a sobrecarga de trabalho existente na Caixa Econômica Federal. Mas não pode esquecer que é “ele”, o governo, o responsável pelo banco.
Estamos em plena campanha salarial, exigindo melhores condições de trabalho e contratação de mais empregados. A direção da Caixa apresentou sua última proposta para a solução do impasse há mais de 10 dias.
O Banco do Brasil não está preparado para assumir as tarefas da Caixa. Seria preciso fazer investimentos em contratações e em treinamentos. E é isso o que falamos há anos, é isso o que queremos.
A direção da Caixa precisa ter CORAGEM e resolver problemas antigos, denunciados há anos pelos representantes dos trabalhadores, para que o banco continue a cumprir, com eficiência, seu papel social. É imprescindível que o governo ACREDITE e INVISTA neste banco, que é do povo brasileiro!

Diretoria Executiva da APCEF/SP
Gestão Nossa Luta

TERCEIRIZAÇÃO

INTERESSES EMPRESARIAIS E SINDICAIS ENFRENTAM-SE EM PROJETO DA TERCEIRIZAÇÃO.
Com discrição, deputados ligados ao empresariado e aos sindicatos tentam colocar um fim à histórica disputa pela regulamentação da terceirização da mão de obra. As negociações estão em fase final, e a expectativa dos envolvidos nas tratativas é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprove em caráter conclusivo o projeto ainda neste ano. O Senado passaria então a analisar o tema, que precisará ainda da sanção presidencial para sair do papel.
O desfecho das negociações é acompanhado de perto por empresários e trabalhadores com interesses na regulamentação da prestação de serviços, atividade que carece de estatísticas oficiais que dimensionem quantas empresas e pessoas poderão ser afetadas pela proposta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, divulgou um estudo em 2009 segundo o qual 54% das empresas do setor utilizavam serviços terceirizados.
“Estou propondo um marco regulatório, não vou descer para as especificidades de cada setor”, afirmou o relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV-SP), que é vice-presidente da central sindical União Geral dos Trabalhadores.
Em seu relatório, Santiago pretende proibir a intermediação da contratação de mão de obra, prática comum em alguns setores e que já provocou, por exemplo, graves problemas na construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio. O parecer deve determinar que as prestadoras de serviços tenham apenas um objeto em seu contrato social. A ideia, sustenta o deputado, é garantir ao trabalhador benefícios sociais e direitos obtidos nos acordos coletivos de suas categorias. “Não poderá ter uma empresa genérica”, explicou Santiago.
Outro ponto do relatório pretende obrigar os contratantes a fiscalizar se as empresas que lhe prestam serviços estão recolhendo os encargos sociais e cumprindo os acordos coletivos fechados pelas categorias de seus funcionários. “Se ela [empresa contratante] não cumprir isso, será considerada solidária direta”, afirmou. “Quem contrata mal pagará duas vezes, porque terá responsabilidade solidária.”
As entidades patronais preferiam que a relação entre as empresas contratantes e as prestadoras de serviços fosse “subsidiária”. Ou seja, as contratantes só poderiam ser acionadas na Justiça caso as prestadoras de serviços não honrassem débitos devidos aos trabalhadores. Sendo solidárias diretas, as tomadoras e a prestadoras dos serviços se responsabilizam igualmente pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias.
Para o deputado Sandro Mabel (PR-GO), um dos representantes dos empresários na Câmara na negociação, as empresas que fiscalizarem suas prestadoras de serviços estarão protegidas: “Isso garante isonomia e segurança. Concordamos que não haja precarização do trabalho.”
O marco regulatório em elaboração pelos deputados também fixa regras para evitar que empresas sem solidez financeira entrem no mercado de prestação de serviços, o que visa reduzir os riscos de elas quebrarem sem quitar suas dívidas com os trabalhadores. Segundo o texto em discussão, empresas com até dez empregados precisarão ter um capital mínimo já integralizado de R$ 50 mil em máquinas e equipamentos para garantir seus contratos. Essas exigências chegarão a R$ 1 milhão para as empresas com mais de 500 funcionários.
Além disso, a receita de um mês do contrato fechado entre as empresas contratantes e contratadas servirá de caução para garantir o pagamento dos funcionários, caso ocorra algum problema com a empresa terceirizada. Em relação ao setor público, o parecer de Santiago deve proibir a contratação de prestadores de serviços para as funções que estiverem previstas nos planos de cargos e salários dos órgãos estatais.
A comissão especial para debater o assunto foi criada depois que a bancada de deputados ligadas aos empresários conseguiu aprovar na Comissão do Trabalho da Câmara um projeto de autoria de Sandro Mabel. O texto, relatado por Sílvio Costa (PTB-PE), deixava expresso que não existe vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços. Estabelecia ainda que a empresa contratante só terá responsabilidade subsidiária em eventuais disputas judiciais.
A proposta desagradou aos parlamentares com ligações no meio sindical, que perderam a votação na comissão. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) chegou até a apresentar um recurso ao plenário da Câmara questionando a decisão do presidente da Comissão do Trabalho de não adiar a votação do projeto de Mabel. Agora, a ideia de Santiago e Mabel é fechar um texto de consenso e apresentar, na Comissão de Constituição e Justiça, como substitutivo à proposta aprovada pela Comissão do Trabalho da Câmara.

Fonte: Valor Econômico
  

Rotatividade nos bancos reduz salários entre admitidos e desligados em 38,39%

 
Além de provocar milhares de demissões, a política de rotatividade dos bancos privados é nociva para a renda dos bancários. A diferença entre a média dos salários de admitidos e desligados foi -38,39% no primeiro semestre deste ano, conforme a Pesquisa do Emprego Bancário, elaborada pelo Dieese e Contraf-CUT, com base nos dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego. A remuneração média dos desligados foi de R$ 4.054,14, enquanto que a dos admitidos ficou em R$ 2.497,79.

"Essa enorme diferença nos salários entre admitidos e desligados é perversa para a categoria, pois piora a qualidade do emprego e da renda e só favorece os bancos, que reduzem os seus custos e turbinam ainda mais os seus lucros estrondosos, que superaram R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Os bancos argumentam que existe rotatividade em todos os setores da economia, mas omitem o fato de que no setor financeiro ela é utilizada como uma forma de diminuir custos das empresas", salienta.

O dirigente sindical denuncia que esse índice de -38,39% é muito superior à média da economia nacional, que foi de -6,06% no primeiro semestre. "Isso representa mais de 30 pontos percentuais, revelando que os bancos andam na contramão da melhoria da renda dos trabalhadores", aponta.

Conforme a pesquisa, os bancos criaram 11.978 empregos no primeiro semestre de 2011. Eles fizeram 30.537 admissões e 18.559 desligamentos.
Diferença de salário entre admitidos e desligados
Brasil - Janeiro a Junho de 2011
Bancários
Admitidos
Desligados
Diferença da Rem. Média (%)
Rem. Média
(em R$)
Rem. Média
(em R$)
Total
2.497,79
4.054,14
-38,39%
Fonte: MTE/CAGED
Elaboração: DIEESE - REDE BANCÁRIOS


Diferença de salário entre admitidos e desligados
Brasil - Janeiro a Junho de 2011
Setor de Atividade Econômica, segundo IBGE
Admitidos
Desligados
Diferença da Rem. Média (%)
Rem. Média
(em R$)
Rem. Média
(em R$)
Extrativa mineral
1.588,86
1.485,30
6,97%
Indústria de transformação
929,50
1.012,10
-8,16%
Serviços indústria de utilidade pública
1.056,73
1.292,64
-18,25%
Construção civil
972,12
1.021,13
-4,80%
Comercio
787,53
841,01
-6,36%
Serviços
945,71
994,06
-4,86%
Administração pública
1.128,37
1.271,69
-11,27%
Agropecuária, extr. vegetal, caça e pesca
677,52
731,82
-7,42%
Total
895,47
953,20
-6,06%
Fonte: M.T.E/CAGED



Elaboração: Subseção DIEESE - CONTRAF/CUT

"Com a política de rotatividade, a ameaça de demissão paira sobre as cabeças dos bancários e serve como pressão para o cumprimento de metas abusivas e de combustível para o assédio moral. Precisamos de garantias que protejam o emprego dos bancários, como a ratificação a Convenção 158 da OIT que impede as dispensas imotivadas", sustenta Carlos Cordeiro.

O fim da rotatividade é uma das principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários, como forma de travar as demissões e melhorar a renda e a qualidade do emprego nos bancos. "Além das questões econômicas, o emprego e as condições de saúde, segurança e trabalho são prioridades na mesa de negociações para resolver o impasse da greve", salienta.

A rotatividade é uma das maiores preocupações da categoria. Outra pesquisa nacional divulgada em junho pelo Dieese, feita a pedido da Contraf-CUT, mostra que 50% dos bancários indicaram a estabilidade como a principal prioridade de emprego. "Precisamos acabar com a rotatividade na categoria. Além da insegurança que ela traz para os trabalhadores, provoca achatamento salarial", frisa o dirigente sindical.

Rotatividade X aumento real

Entre 2004 e 2010, os bancários conquistaram 12,25% de aumento real no salário, mas a remuneração média, incluindo PLR e benefícios, cresceu apenas 3,66% no mesmo período. "Com a rotatividade, o banco pode substituir, por exemplo, um escriturário que ganha R$ 2 mil por outro que ganha R$ 1.300 e, assim, diminuir o gasto com a folha de pagamento da instituição", denuncia Carlos Cordeiro.

> Clique aqui para acessar o gráfico sobre evolução da remuneração média dos bancários

Limitando a rotatividade

Existem categorias que, com o objetivo de combater a precarização do emprego promovido pela rotatividade, já fecharam acordos coletivos com cláusulas que limitam o número de funcionários desligados.

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), por exemplo, conseguiram a garantia no emprego a 98% de seu efetivo de pessoal. Para tal controle, a empresa tem o compromisso de fornecer mensalmente a relação de empregados demitidos.

Os eletricitários da CPFL asseguraram o índice de 2,5% para a rotatividade anual, sendo que todos os casos de rescisão de contrato de trabalho serão mensalmente informados ao sindicato que representa a categoria.

Já os eletricitários da Celesc e da CEB obtiveram nos seus respectivos acordos coletivos a inclusão de cláusulas contra as demissões imotivadas, como prevê a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil ainda não é signatário. O fim das demissões imotivadas também está na pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários.

Emprego decente

O Brasil assumiu, em 2003, junto à OIT o compromisso pela promoção do Trabalho Decente, termo instituído em 1999. O país lançou, em 2010, o Plano Nacional para colocar em prática tal objetivo.

"Queremos emprego decente para os bancários com o fim da rotatividade, remuneração satisfatória, sem discriminação de nenhum tipo, condições seguras e saudáveis de trabalho, fim das metas abusivas e aposentaria digna", conclui Carlos Cordeiro.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28259

DESCONTO ASSISTENCIAL

 
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA

AVISO DE DESCONTO ASSISTENCIAL

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, por seu Presidente, avisa a todos os bancários, sindicalizados ou não, beneficiados com a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012, empregados em estabelecimentos bancários sediados em sua base territorial, que poderão exercer o direito de oposição ao desconto assistencial definido em assembléia geral da categoria realizada em 09/08/2011, à base de 3,33% (três, trinta e três por cento) sobre todas as verbas salariais já reajustada, incluindo  a comissão de função e ATS, no mês de novembro de 2011, mediante entrega de requerimento manuscrito de próprio punho, devendo constar do mesmo, nome, qualificação, número da CTPS e o nome da empresa em que trabalha, ser entregue individual e pessoalmente no período de 05 à 14 de outubro de 2011 , na sede do Sindicato, à Rua Amazonas, 3300, salas 101/102, Edifício Alpha Center – Centro – Votuporanga – SP, no horário das 08:00hs às 17:00hs.

Votuporanga-sp, 02 de Outubro de 2011

HARLEY AP. VIZONÁ
Presidente

O AVISO DE DESCONTO ASSISTENCIAL, foi publicado no Jornal Diário da Região no dia 05/10/2011


Nota do Comando Nacional dos Bancários

04/10/2011

Comando Nacional: silêncio dos bancos amplia greve nacional dos bancários

 
Nota do Comando Nacional dos Bancários

Silêncio dos bancos amplia greve nacional dos bancários

Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações. Essa postura das instituições financeiras irá ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, que completa nesta terça-feira (4) oito dias de paralisações em bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Desde segunda-feira (3), o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido em São Paulo avaliando a paralisação, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também enviou uma carta à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), comunicando que os integrantes do Comando Nacional estavam de plantão, na capital paulista, aguardando a retomada das negociações.

No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado na última quinta-feira, dia 29 de setembro, onde promete "disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários". Entretanto, nenhuma negociação foi marcada até agora, contradizendo o discurso dos bancos para os bancários, os clientes e a sociedade brasileira.

A intransigência dos bancos aumenta ainda mais a insatisfação da categoria e incentiva o crescimento da greve em todo Brasil. Os bancários rejeitaram o reajuste de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real, e reivindicam 12,8% (5% de aumento real mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

As reivindicações são justas, principalmente em face dos lucros estrondosos dos bancos nos últimos anos. Somente nos primeiros seis meses de 2011, as maiores instituições acumularam R$ 27,4 bilhões. É um dos setores mais rentáveis de economia e tem a obrigação de valorizar seus funcionários, gerar empregos, distribuir renda e contribuir para o desenvolvimento do país.

Os bancários reiteram que permanecem abertos ao diálogo e manifestam a disposição para a retomada imediata das negociações com a apresentação pelos bancos de uma proposta decente que venha a atender as reivindicações da categoria.

A culpa da greve é dos bancos. Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros.

São Paulo, 4 de outubro de 2011.

Comando Nacional dos Bancários
Contraf-CUT, Sindicatos e Federações de Bancários



Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bancários paralisam 8.328 agências em todo país no oitavo dia da greve nacional

 
Crédito: Seeb Belo Horizonte
Seeb Belo Horizonte Bancários de Belo Horizonte ampliaram greve nesta terça

O silêncio dos bancos está aumentando a insatisfação dos bancários e fortalecendo a greve nacional da categoria, que cresceu e fechou 8.328 agências de bancos públicos e privados em todos os estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (4), oitavo dia de paralisação. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou nesta terça uma Nota Oficial repudiando o silêncio dos bancos, que não retomaram as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores após oito dias de greve nacional. "Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações", denuncia o texto.

> Clique aqui para ver a íntegra da nota oficial

"Desde o início reafirmamos nossa disposição para o diálogo, que consideramos o melhor caminho para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Todos os integrantes do Comando estiveram de plantão nesta terça em São Paulo para retomar as conversas e a Contraf-CUT enviou uma carta à Fenaban com o mesmo objetivo. Mas não tivemos qualquer resposta dos bancos", afirma o dirigente.
fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28248

Piso dos bancários no Brasil é quase metade que na Argentina, diz Dieese

 
O piso dos bancários brasileiros é mais baixo que o praticado pelos bancos da Argentina e Uruguai, segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo o levantamento, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

Pisos Salariais dos Bancários - Brasil, Argentina e Uruguai*
País
Piso Salarial (US$)
Jornada de Trabalho
Salário/hora (US$)
Brasil
735,29
30 ou 40 h/sem
6,1
Argentina
1432,21
36,5h/sem
9,8
Uruguai
1039,00
32,5 ou 40 h/sem
8
*Dados de agosto/2010
Elaboração: Dieese - Rede Bancários

"É uma situação absurda. Os bancos brasileiros são os maiores da América do Sul e estão em franca expansão, aumentando sua participação nos mercados do continente, comprando bancos nos países vizinhos, como é o caso do Itaú. Não é possível que paguem aqui um piso salarial menor do que na Argentina e Uruguai", indigna-se Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Uma prova desse processo de internacionalização foi a notícia veiculada nesta quinta (29) nos jornais de que o Itaú Unibanco comprou a carteira de clientes do HSBC no Chile. São 5,5 mil novos clientes de alta renda para o banco brasileiro.

Cordeiro destaca que a valorização do piso é um passo na diminuição da concentração de renda no Brasil. "O Brasil está crescendo e já é a sétima economia mundial, mas ocupa a vergonhosa décima posição entre os países mais desiguais do planeta, sendo que o sistema financeiro nacional contribui ativamente para essa mazela. Um alto executivo de banco chega a ganhar até cerca de 400 vezes mais que um bancário que recebe o piso, o que é injustificável", avalia.

Levantamento do Dieese feito com base no relatório de administração dos seis maiores bancos do país mostra que a remuneração dos executivos somou R$ 665 milhões apenas no primeiro semestre de 2011, um crescimento médio de 12% em relação a 2010. No Santander, o crescimento foi ainda maior, atingindo 45% no mesmo período.

Após cinco rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Fenaban não garante a valorização dos pisos, limitando-se a um índice de reajuste de 8% em todas as verbas - o que significa um ganho acima da inflação de apenas 0,56%. Pela proposta, o piso passaria dos atuais R$ 1.250 para R$1.350, muito abaixo da reivindicação da categoria, que é o salário mínimo do Dieese, calculado em R$ 2.297,51 em junho.

"A valorização do piso é uma das principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários e, por isso, precisa ser contemplada pelos bancos na construção de uma proposta decente para resolver o impasse da greve da categoria", conclui o dirigente sindical.

fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28212

TERCEIRIZAÇÃO

Para CUT, terceirização impede geração de mais vagas e reduz salários

 
Crédito: CUT
CUT O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, concedeu entrevista coletiva no início da tarde desta segunda-feira (3) para anunciar a posição da CUT em relação às terceirizações no país.

Nesta terça-feira (4), começará uma audiência pública no TST, em Brasília, que reunirá as centrais sindicais, trabalhadores e empresas, na qual será entregue um dossiê contendo importantes informações baseadas em pesquisas feitas pelo Dieese, PED e dados fornecidos pelos sindicatos.

Artur afirmou que, "quando se fala em terceirização, não é mais possível admitirmos o quadro atual. Não é aceitável compactuarmos com o modelo de terceirização adotado por empresas visando lucro e promovendo a precarização do trabalho. É ruim para os trabalhadores/as, ruim para as empresas e ruim para o governo".

O líder cutista lembrou que há um projeto do deputado federal Vicentinho (PT-SP) que prevê fiscalização prévia das empresas às suas contratadas. Ele citou casos como o de Jirau e Santo Antonio e, mais recentemente, da grife Zara, empresa que mantinha contratos com fornecedores que promoviam condições de trabalho análogo ao de escravos. Artur considera que é também de responsabilidade da empresa que contrata suas terceirizadas, as condições dignas de trabalho.

O fato ocorre porque as empresas tratam a terceirização como medida administrativa, simplesmente, sem ouvir sindicatos sobre as consequências dessa forma de contratação que, nos moldes atuais, provoca um impacto negativo muito grande na vida dos trabalhadores.

O estudo apresentado à imprensa contém outros dados como a geração de empregos. Mais de 800 mil postos de trabalho não foram criados, graças à terceirização.

Para ter acesso ao estudo completo, com tabelas, clique aqui

O sistema também aumenta a rotatividade da mão-de-obra, reduz significativamente salários (terceirizados ganham, em média, 27% a menos), calotes como o não pagamento de indenização a trabalhadores no caso de interrupção de atividades, além de prejuízos à saúde e segurança. Em cada dez casos de acidente do trabalho ocorridos no país, oito são registrados em empresas terceirizadas.

Leia, a seguir, alguns pontos que fazem parte da pesquisa que a CUT apresenta sobre terceirização. Esse levantamento, feito com base em dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) e em informações colhidas por sindicatos, servirá como base para a intervenção que a CUT fará na audiência pública, que ocorre nesta terça (4) e quarta-feira (5) sobre o tema que o TST realiza, em Brasília.

Geração de empregos
Ao contrário do que convencionou dizer, a terceirização não gera mais empregos que as contratações diretas. Os terceirizados têm jornada semanal superior aos demais - são três horas a mais, em média, sem considerar as horas extras. Por causa disso, realizam tarefas que, sem a jornada estafante, exigiriam novas contratações.

Segundo o Dieese, com base em dados da RAIS, deixaram de ser criadas mais de 800 mil novas vagas de trabalho em 2010 por causa das terceirizações.

Salários
Em dezembro de 2010 (dados mais recentes) o salário dos terceirizados era 27,1% menor que os salários de contratados diretos que realizam a mesma função (ver tabela 2, página 7).

A terceirização aumenta a rotatividade da mão de obra no mercado de trabalho.
Enquanto a permanência no trabalho direto é, em média, de 5,8 anos numa mesma empresa empregadora, no trabalho terceirizado é de 2,6 anos. Esses dados ajudam a explicar porque 44,9% de todos os terceirizados saíram do emprego entre janeiro e agosto de 2010, enquanto 22% dos diretamente contratados passaram pela mesma situação. Essa diferença puxa todo o mercado para baixo, trazendo a média geral da rotatividade para 27,8% (ver gráfico 1, página 7, do estudo completo, que pode ser acessado logo abaixo).

Os salários dos terceirizados é menor porque eles trabalham em empresas pequenas?
Esse argumento é falso. 53,4% dos terceirizados trabalham em empresas com mais de 100 funcionários. Já 56,1% dos contratados diretos trabalham em empresas de mesmo porte. Os percentuais, bastante próximos, não autorizam essa conclusão (ver tabela 8, página 11).

Os salários dos terceirizados são menores porque eles têm escolaridade mais baixa?
61% dos trabalhadores em setores tipicamente terceirizados têm ensino médio e superior. Entre os trabalhadores de setores tipicamente diretos, a percentagem é de 75%. O hiato não é grande o suficiente para validar o argumento (ver tabela 9, pagina 12).

É comum empresas terceirizadas interromperem suas atividades e não pagar indenização aos funcionários.
Há casos como esse até mesmo no Palácio do Planalto. Outros casos são citados como exemplo na página 13.

Mortes e acidentes no trabalho
Em cada dez casos de acidente do trabalho ocorridos no Brasil, oito são registrados em empresas terceirizadas. Em casos de morte por acidente, quatro em cada cinco vitimam trabalhadores terceirizados. Outros dados podem ser encontrados a partir da página 14.
Fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=28237