quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mais empregos, aumento real, 

condições de trabalho

Representados por delegados de todo o Brasil, bancários definiram pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2015 a ser entregue aos bancos em 11 de agosto para renovação da convenção coletiva
São Paulo – Num cenário em que apesar da crise econômica mundial os bancos seguem com lucros cada vez mais altos, os bancários iniciam a Campanha Nacional Unificada 2015 com a certeza de que o setor tem plenas condições de acatar às reivindicações da categoria. Fim das demissões, mais empregos, aumento real para os salários, PLR, piso e vales alimentação e refeição maiores, além de melhores condições de trabalho, com o combate ao assédio moral e fim das metas abusivas, mais segurança estão entre os principais itens votados pelos 635 delegados de todo o país, eleitos para a 17ª Conferência Nacional dos Bancários.

MB de segunda destaca reivindicações
Vídeo: pauta definida após debates

Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, esses representantes dos trabalhadores debateram a conjuntura nacional e temas como remuneração, emprego, saúde, segurança e condições de trabalho para definir a pauta final de reivindicações que será entregue à federação dos bancos (Fenaban) no dia 11 de agosto. A data base da categoria é 1º de setembro.

> Fotos: O 1º dia e o 2º dia da conferência
Vídeo: entrevista com os palestrantes

“Finalizamos uma grande conferência, onde a participação democrática dos trabalhadores e a unidade nacional saíram reforçadas. Vamos dar início a mais uma forte campanha num cenário em que os bancos demitem demais, mesmo ganhando muito. Por isso emprego é nossa prioridade”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira (foto abaixo). “No primeiro semestre deste ano foram fechados 2.795 postos de trabalho nos bancos (dados do Caged, Ministério do Trabalho). Por isso, é fundamental que seja garantido algum instrumento na CCT para conter as demissões”, defende a dirigente. “Vamos lutar por isso e por mais um ano de aumento real para os salários, valorização do piso, da PLR, das verbas, por condições de trabalho melhores e mais segurança. E os bancários já sabem: o que faz diferença para conquistar é a participação. Vamos todos juntos para a luta.”

> Abertura da Conferência reforça união da categoria

Remuneração – A categoria quer reajuste salarial de 16% (que corresponde à reposição da inflação mais 5,7% de aumento real). Para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a reivindicação é de três salários mais R$ 7.246,82 de parcela fixa adicional. Também ficou definido piso com base no salário mínimo do Dieese (R$ 3.299,66) e o 14º salário. O valor do vale-alimentação e da 13ª cesta reivindicado é de R$ 788. Para o vale-refeição, R$ 34,26 ao dia.

“Tudo o que está sendo reivindicado reflete a vontade soberana dos bancários, expressa em consultas realizadas pelos sindicatos de todo o Brasil e que os bancos têm plenas condições de atender”, lembra Juvandia. O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Itaú e Santander) atingiu a marca de R$ 16,3 bilhões nos três primeiros meses do ano, crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. “E os balanços divulgados até agora indicam que os ganhos seguiram nesse patamar. Ou seja, não adianta vir para a mesa de negociação falar em crise, porque para esse setor não tem crise nunca. Os bancários exigem valorização e respeito”, ressalta a presidenta do Sindicato.

Emprego – As questões relativas ao emprego serão tema central da Campanha Nacional 2015. “Com os bancos lucrando cada vez mais, não há razão para tantas demissões e fechamento de postos de trabalho”, reforça Ivone Maria da Silva, secretária-geral do Sindicato.

Entre os principais pontos da pauta estão a inclusão de artigo em que se reivindica a garantia dos empregos de todos os trabalhadores abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), durante a vigência, e a ratificação do Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. Outro item importante é a determinação de no mínimo 15 funcionários por agência bancária, dos quais pelo menos dois caixas.

Os trabalhadores reivindicarão, ainda, a redução da jornada de trabalho para cinco horas diárias e 25 horas semanais, com intervalo de 15 minutos para descanso. Também se condiciona a ampliação do período de atendimento bancário ao público à criação de outros turnos de trabalho. Outra reivindicação que será apresentada aos bancos é a proibição de funcionamento de agências, inclusive das de negócios, aos sábados, domingos e feriados.

Vídeo: bancários definem reivindicações na defesa dos empregos

Saúde – O fim das metas abusivas permanece como uma das principais demandas dos bancários. “Os bancos reduzem o número de trabalhadores, sobrecarregam os bancários e têm como instrumento de gestão a cobrança de metas excessivas e abusivas. São metas diárias, que aumentam cada vez mais, o que dá ao trabalhador a constante sensação de nunca alcançar seus objetivos. Isso é um elemento altamente adoecedor”, diz o secretário de Saúde do Sindicato, Dionísio Reis.

Ele lembra que a categoria já acumula conquistas no combate às metas abusivas, como a proibição de divulgação de rankings de performance e a proibição de cobrança por meios eletrônicos. “As metas não podem ser impostas, têm de ser construídas coletivamente e levando em conta o local e as condições de trabalho. Para avançar nessa luta vamos precisar de muita ação sindical e mobilização dos trabalhadores.”

Os bancários também vão reivindicar alteração na redação da cláusula da CCT intitulada “programa de reabilitação ao trabalho” para programa de retorno ao trabalho. “Reabilitação profissional é atribuição pública do Estado, não pode ser executada pela empresa que adoece o trabalhador. Os bancos não têm interesse em poupar os bancários de tarefas que ainda não podem executar logo que retorna ao trabalho, o que é uma determinação do processo de reabilitação”, explica Dionísio. Também será reivindicada a participação dos bancários no processo de retorno ao trabalho.

Vão cobrar ainda a extensão integral de benefícios para funcionários afastados por problemas de saúde, ampliação da licença-maternidade para pais de crianças adotadas, independentemente da idade, além da redução da jornada para mães que amamentam por um período maior, de 12 meses.

Segurança – O fim da revista de funcionários, praticada em muitas agências pelo país, está entre as principais reivindicações dos bancários. Outra é a extinção das tarifas para transferências de dinheiro via DOC e TED. O objetivo é combater o crime de “saidinha”, já que muitas vítimas sacam grande quantias em espécie para evitar as tarifas.

A categoria quer, ainda, garantir a permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários. A abertura e o fechamento remoto das agências é outra reivindicação, assim como a instalação dos biombos nos caixas e melhor atendimento aos bancários e demais vítimas de assaltos.

“Segurança é uma das prioridades da categoria. Os bancos investem muito pouco e não estão dando a importância devida à vida dos trabalhadores. Os bancários não podem continuar colocando sua vida em risco todas as vezes em que vão trabalhar. Por isso queremos a implantação em todo o país de itens como porta com detectores de metal, biombos nos caixas e abertura remota de agências”, defende o diretor executivo do Sindicato Carlos Damarindo.

Vídeo: segurança e combate às metas abusivas são prioridade

Cidadania – Entre as decisões dos trabalhadores, foi aprovada a luta pela reforma política, fim do financiamento privado para campanhas eleitorais, reforma tributária, democratização dos meios de comunicação, defesa da Petrobras (não à quebra do sistema de partilha), defesa da democracia e dos direitos, redução da taxa de juros com crescimento e desenvolvimento econômico, auditoria da dívida pública e contra a criminalização dos movimentos sociais.

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Cláudia Motta - 2/8/2015

Banco do Brasil terá concurso para nível médio!

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Os interessados em participar do concurso para escriturário do Banco do Brasil (BB), que incluirá seis estados das regiões Norte, Sudeste e Sul, ganharão um pouco mais de tempo para os estudos. Segundo informou, na última quarta, dia 27, a gerente executiva de Gestão de Pessoas do banco, Ana Cristina Rosa Garcia, o BB divulgará o próximo edital somente após o encerramento do concurso em vigor, que vai até dia 26 de setembro. A previsão inicial seria de que as regras pudessem ser liberadas ainda neste primeiro semestre.
De acordo com a gerente executiva, a mudança da diretriz do BB, que é de abrir uma nova seleção três ou quatro meses antes do término do prazo de validade do certame em vigor expirar, foi alterada em virtude da necessidade de se incluir vagas imediatas no edital. “Tendo em vista que, a partir do próximo certame, o banco divulgará vagas, além do cadastro de reserva, o novo edital será divulgado após o encerramento da vigência do edital anterior. Não há definição quanto à data prevista para divulgação de novo edital, uma vez que os estudos necessários ainda não foram concluídos”, destacou.
A previsão de que o BB divulgaria, neste primeiro semestre, o seu edital era baseada nas declarações dadas no início deste ano, pelo diretor de Gestão de Pessoas do BB, Carlos Netto. Na ocasião, o dirigente disse que o banco iria manter sua diretriz de abrir uma nova seleção de três a quatro meses antes do término do prazo de validade do certame em vigor expirar. Como o concurso do Rio encerra sua vigência em 26 de setembro, o limite para a publicação do edital seria junho.
No entanto, essa diretriz precisou ser alterada a partir de um acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), em abril. É que ele obriga o banco a oferecer vagas imediatas nos seus próximos concursos e a chamar pelo menos 500 aprovados da seleção em vigor, que inclui o Rio de Janeiro e cujo prazo de validade ainda está vigente. Devido a essa nova situação, o banco optou por postergar o concurso por mais alguns meses.
Anteriormente, quando o concurso era somente para cadastro, a empresa sentia-se à vontade para publicar editais e ir chamando os aprovados de acordo com suas necessidades, que sempre foram altas. No entanto, agora o BB será obrigado a contratar aquele número fixado em edital (vagas imediatas), o que exige um estudo mais detalhado, o que já está sendo realizado. Além de não desejar ficar sem um cadastro de reserva ativo, o banco possui grande necessidade de pessoal, o que reforça a necessidade de se abrir novas seleções. Segundo o Sindicato dos Bancários, a necessidade é de mais de 8 mil funcionários em todo o país.
Quem sonha com uma vaga de escriturário, no entanto, deve manter a preparação em dia, pois a seleção irá ocorrer, já que os estudos sobre a oferta de vagas imediatas estão em andamento e, também, porque não é interessante para o banco ficar sem um cadastro válido de pessoal por muito tempo, já que o impediria de realizar novas contratações. Além disso, uma fonte ligada ao concurso informou que o BB tem se reunido com a Fundação Cesgranrio, organizadora, para tratar do concurso.
Na visão da especialista em concursos Rosângela Cardoso, os futuros candidatos não devem ficar desanimados com o eventual atraso. Segundo ela, em um concurso tão concorrido como esse, quanto mais tempo de estudo, maiores as chances de vencer a concorrência e obter uma boa classificação. “Para quem quer mesmo ingressar no serviço público, não há motivos que o faça parar de estudar. Atrasos em editais ocorrem com uma certa rotina. Por isso, quem está estudando há algum tempo deve aproveitar esse período extra para reforçar a preparação nas disciplinas em que possui maior dificuldade. Já aquele que começou há pouco tempo ou ainda não iniciou os estudos terá tempo suficiente para recuperar o atraso”, disse.
A estrutura da seleção já está definida: os candidatos serão avaliados por meio de 70 questões objetivas, além de uma redação, e o programa deverá ser o mesmo da seleção anterior para 15 estados. Haverá 25 questões de Conhecimentos Básicos e 45 de Conhecimentos Específicos, com a redação sendo do tipo dissertativo-argumentativo. Os interessados devem seguir se preparando, tendo em vista que a seleção promete ser bastante concorrida.
Vantagens – O cargo de escriturário exige o nível médio e tem remuneração inicial de R$3.280, somando salário-base de R$2.227,26, ajuda-alimentação de R$572, vale-refeição de R$431,16 e vale-cultura de R$50. Os funcionários do BB recebem participação nos lucros ou resultados, vale-transporte, auxílio-creche, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, assistência médica (planos de saúde), previdência privada e participação no Programa de Qualidade de Vida no Trabalho. Isso sem falar na possibilidade de crescimento profissional. A seleção será destinada ao Amazonas (parte do estado), Espírito Santo, Minas Gerais (parte), Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (parte). O BB contrata pelo regime celetista.

Detalhes:

  • Banca organizadora:  Fundação Cesgranrio
  • Cargos: Escriturário
  • Escolaridade: Nível médio completo
  • Estados: RJ, AM, ES, MG, RS, SC
  • Número de vagas: Em definição
  • Salário: R$ 3.280
  • Situação: confirmado
  • Previsão p/ publicação do edital: 2° semestre de 2015
  • Link do último edital
Fonte: Blog Gran Cursos
Diretoria Executiva da CONTEC

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Itaú bate novo recorde de lucro, mas corta 2.392 postos de trabalho

  



O Itaú continua a registrar ganhos gigantescos e a liderar o ranking dos maiores bancos privados do País. De acordo com análise do Dieese, o lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 11,942 bilhões no primeiro semestre de 2015, alta de 25,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anual fechou em 24,7%, com crescimento de 1,6 ponto percentual em doze meses. Mas o progresso nos rendimentos não se reflete na geração de empregos. Ao contrário, o banco continua demitindo.

O número de empregados da holding no semestre foi de 85.028 e teve redução de 2,7%, o que representa o corte de 2.392 postos de trabalho em doze meses. A rede de atendimento do Itaú também encolheu. O banco fechou 43 agências no período, mas criou 44 "agências digitais", sem ponto físico, somente virtual. Também foram fechados 23 postos de atendimento (PAs). Por outro lado, o Itaú criou 721 novos correspondentes bancários de janeiro a junho deste ano.

Clique aqui para ver os destaques apurados pelo Dieese


Carteira de crédito

O Dieese identificou que a carteira de crédito do banco cresceu 9,3% em doze meses, atingindo um montante de R$ 566,6 bilhões (no trimestre houve queda de 2,1%). As operações com pessoas físicas cresceram 8,6% em relação ao mesmo período de 2014, chegando a R$ 187,3 bilhões, tendo permanecido estável em relação ao primeiro trimestre. Houve ampliação dos segmentos de menor risco, como o consignado (52,3%) e o imobiliário (20,8%). Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 295,4 bilhões, com elevação de 6,0% em doze meses, e queda de 3,0% no trimestre.

Inadimplência

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,1 ponto percentual, ficando em 3,3% no 1º trimestre. Apesar de a inadimplência estar baixa e em queda, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD's) subiram 26,2%, totalizando R$ 11,0 bilhões.

Efeito Selic

O crescimento do resultado com títulos e valores mobiliários foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic, que subiu para 14,25% ao ano. O aumento nos índices de preços também é outro fator que fez o resultado do Itaú quase dobrar, registrando 95% de crescimento em doze meses, totalizando R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2015.

Receita X despesas de pessoal

As receitas com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 12,2% em relação a junho de 2014 e somaram R$ 14,9 bilhões, enquanto as despesas de pessoal subiram 9,5%, chegando a R$ 8,7 bilhões. Diante disso, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 171,6%, representando 4,2 pontos percentuais a mais que em junho de 2014. 

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Brasil responde por 20% do lucro global do Santander de 3,4 bi de euros

  




O Santander obteve um lucro líquido gerencial de R$ 3,3 bilhões no primeiro semestre de 2015 no Brasil, com crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com primeiro trimestre, os números também são positivos, com crescimento de 2,6%. O lucro obtido no País representa 20% do resultado global de 3,4 bilhões de euros, com alta de 24% em doze meses. Os ganhos ficaram acima do obtido na própria Espanha, país de origem do Santander, com a fatia de 16% do lucro.

De acordo com a análise do Dieese, no resultado brasileiro pesou um evento extraordinário, o qual gerou uma receita referente à reversão de provisões fiscais relativas à Cofins, contabilizado em "outras receitas operacionais e despesas tributárias". O Santander tinha separado reserva financeira por causa de processo na Justiça referente a obrigações legais relativas à Cofins, mas como teve parecer favorável, parte desse valor, no total de R$ 3,2 bilhões, passou a ser contabilizado no resultado do banco. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 12,8%, com crescimento de 1,5 ponto percentual em doze meses.

Confira aqui os destaques apurados pelo Dieese

Efeito Selic

Os sucessivos aumentos da Selic, chegando a 14,25% em julho, também refletiram nos ganhos do banco. O crescimento das receitas com títulos e valores mobiliários (TVM) foi influenciado pela alta da taxa básica de juros e pela elevação nos índices de preços, com crescimento de 64,5%, totalizando R$ 10,8 bilhões.

Emprego e despesas de pessoal

O banco encerrou o primeiro semestre de 2015 com 50.245 empregados, com aumento de 1.285 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado. Foram abertas dezoito agências no período.

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias chegou a R$ 5,7 bilhões, crescimento 7,9% em doze meses. As despesas de pessoal subiram 7,8%, atingindo R$ 3,5 bilhões. Assim, em junho de 2015, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 162,87%.

Carteira de crédito

A carteira de crédito ampliada teve crescimento de 15,0% em doze meses e atingiu R$ 321,6 bilhões, porém, teve queda de 1,0% no trimestre. As operações com pessoas físicas subiram 7,7% em relação a junho de 2014 e 2,1% no trimestre, chegando a R$ 81,5 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 137,5 bilhões e tiveram alta de 20,9%. No segmento de pequenas e médias empresas houve alta de 0,3% em doze meses, enquanto no segmento de grandes empresas, apesar do crescimento de 28,7% em doze meses, houve queda 3,9% no trimestre.

Inadimplência

O Índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,9 ponto percentual, em doze meses, ficando em 3,2%. Com isso, foram reduzidas as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 7,2%, totalizando R$ 4,5 bilhões. 

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Caixa inicia processo para licitar 46% das lotéricas do país

Eduardo Anizelli/Folhapress
Apostadores fazem fila em lotérica na rua Boa Vista, em SP por Mega-Sena da Virada
Apostadores fazem fila em lotérica em SP por Mega-Sena da Virada

A Caixa inicia no dia 20 de agosto o processo de licitação de quase metade das lotéricas do país.
O objetivo do banco é leiloar a licença de funcionamento de 6.104 pontos de atendimento, divididos em blocos de 500. O Estado de SP reúne 1.759 dessas licenças (29% do total).
Nesta terça-feira (5), foram publicadas as primeiras regras sobre a disputa. No dia 20, haverá um sorteio para definir quais serão as primeiras agências que serão licitadas.
O primeiro edital será lançado em 22 de outubro. Os pregões eletrônicos serão realizados nos próximos três anos (quatro por ano).
Vence quem der o maior lance. Os valores mínimos variam de acordo com a lotérica e ainda não estão definidos. Os atuais donos de lotéricas poderão participar.
Uma das exigências é que os novos administradores sigam regras de padronização dos espaços, que devem ficar maiores.
Com a licitação, algumas lotéricas mudam de lugar, mas o novo ponto terá de ficar dentro de uma região geográfica (como um bairro) definida pelo banco.
Embora representem menos da metade do total, esse grupo responde por 68% dos jogos, 61% das transações financeiras e 55% dos negócios de correspondente bancário, segundo a Caixa. Na maioria das unidades, o faturamento mensal varia entre R$ 13 mil e R$ 25 mil, mas há casos que ultrapassa R$ 60 mil.
Os contratos terão 20 anos de duração e poderão ser prorrogados por igual período.
O processo de licitação é uma exigência do TCU (Tribunal de Contas da União) para regularizar a concessão de lotéricas que começaram a funcionar antes de 1999. Até então, a licença era concedida pela Caixa sem que houvesse disputa.

Fonte: UOL
Conferência Nacional: Dirigentes aprovam reajuste de 16% e definem prioridades para campanha salarial

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários 2015 foi encerrada domingo (2), no Hotel Holiday Inn, em São Paulo com a plenária final para definição dos eixos da Minuta Nacional de Reivindicações. Participaram 635 delegados, 50 da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS).

A pauta de reivindicações aprovada inclui o índice de reajuste de 16%(sendo, aumento real mais a inflação no período setembro de 2014 e agosto de 2015) e também o Protocolo de Vendas Responsável – proposta encaminhada pela FEEB-SP/MS, retirada da sua Conferência Interestadual realizada no início de julho em Itanhaém - como estratégia de organização da luta como combate às metas abusivas no campo das Condições de Trabalho.

Foram aprovadas também: PLR de três salários mais parcela fixa; garantia de emprego, com internalização de todas as atividades bancárias (como cobrança, análise de crédito, funções em sua maioria terceirizadas, atualmente), contratação total da remuneração variável, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral (manutenção do acordo sobre o Programa de Prevenção dos Conflitos no Ambiente de Trabalho) e a manutenção do formato de negociação (mesa única, juntamente com os bancos públicos).

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários encerra o processo de construção da Minuta Nacional de Reivindicações que para FEEB-SP/MS iniciou no mês de maio com os ERBANs (Encontros Regionais dos Bancários), passando pela Consulta Nacional e a Conferência Interestadual. Com os eixos prioritários definidos, a Campanha Salarial, ingressa em uma nova fase de debate com as bases e assembleias até a negociação com a Fenaban.

Campanha de mídia 

Os participantes assistiram também à apresentação do plano de mídia para a Campanha Salarial deste ano. O mote da campanha é “Exploração não tem perdão” e tem como eixos os sete pecados do capital: assédio, discriminação, ganância, irresponsabilidade, mentira, ostentação e terceirização como os sete pecados do capital.

Fonte: FEEB SP/MS

Juntos, Bradesco, Santander e Itaú lucram R$ 12 bi no trimestre


Ganhos com juros garantiram lucro maior entre abril e junho, o que compensou a desaceleração do crédito
Apesar da corrida dos bancos para recuperar créditos vencidos, a preocupação com a piora dos calotes nas grandes instituições privadas se materializou no segundo trimestre, em meio à deterioração da economia e novos pedidos de recuperação judicial, dentre eles, de envolvidos na Operação Lava Jato. O crédito seguiu crescendo em taxas tímidas, mas margens e receitas de serviços garantiram o resultado no período.
Os bancos privados conseguiram, assim, manter a taxa de crescimento vista no trimestre anterior, com leve desaceleração. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander apresentaram lucro líquido contábil de R$ 12,1 bilhões de abril a junho, cifra 17,7% maior que a vista em um ano, de R$ 10,3 bilhões. No conceito ajustado, sem considerar a reversão de provisão do espanhol, o resultado cresceu 22,1%, para R$ 11,7 bilhões.
No trimestre. Bradesco foi o que mais cresceu em crédito 
Com o aumento do desemprego e menor disponibilidade de renda, os calotes subiram e a tendência, conforme executivos dos grandes bancos, é de novas elevações nos próximos trimestres. Do lado corporativo, a Lava Jato associada à fraqueza da economia pesaram na qualidade dos ativos dos grandes bancos. Nenhuma mudança significativa, porém, é esperada para os calotes.
Fruto deste cenário, as despesas com provisões, as chamadas PDDs, mantiveram elevados patamares de crescimento no segundo trimestre: subiram 13% em um ano e 3,2% ante o primeiro trimestre, ultrapassando os R$ 12 bilhões, somando os resultados de Bradesco, Itaú e Santander. 
Diante do aumento do risco de indivíduos e empresas e menor apetite para tomar recursos, o crédito manteve crescimento a taxas tímidas. Somente o Bradesco teve leve alta dos empréstimos no trimestre. No ano, o maior crescimento veio do Santander. 
A demanda ainda mais tímida por crédito fez os bancos reforçarem mais a oferta de produtos e serviços e também a venda de seguros que se beneficia da baixa penetração no Brasil. Bradesco viu esses ganhos crescerem 14,8% em um ano, contra alta de 9% do Itaú e de 8,5% do Santander.
O Bradesco revisou para cima sua projeção para a margem financeira de juros neste ano. A expectativa do banco é de que esta linha cresça de 10% a 14% e não mais de 6% a 10%. O Itaú já havia feito tal movimento no trimestre anterior. Sua expectativa atual é de avanço de 14,5% a 17,5% em 2015. 
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

Campanha Salarial 2015: veja o calendário de atividades

O XLIV Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários e Securitários, realizado na última semana, em Foz do Iguaçu (PR), aprovou as pautas de reivindicações dos bancários do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos demais bancos, com acordos específicos.
Veja o calendário de atividades da Campanha Salarial:
1. Realização, pelos sindicatos, das assembleias gerais para ratificar as Pautas de Reivindicações, até o dia 10.08.2015;
2. entrega no dia 11.08.2015, às 12 horas, das Pautas de Reivindicações à FENABAN e ao Banco do Brasil, em São Paulo;
3. até 13.08.2015, entrega das demais Pautas de Reivindicações, à Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia S.A, Banco do Nordeste do Brasil S.A, Sistema BNDES e BRB Branco de Brasília S.A;
4. até o dia 26.08.2015, início das negociações na FENABAN e nos Bancos com Acordos Coletivos específicos, com manifestações, atos públicos, concentrações em frente às agências do bancos e passeatas para mobilização da categoria profissional de apoio às negociações salariais e campanha de defesa dos empregos dos empregados do HSBC.
Diretoria Executiva da CONTEC

Bradesco emite comunicado sobre operação de compra do HSBC

  




O Bradesco divulgou comunicado nesta segunda-feira (3)sobre a compra do HSBC no Brasil. Conforme o Bradesco, a transação movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões. Com a aquisição, o banco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, e as agências e clientes.

O HSBC conta com 5 milhões de correntistas e está presente em 529 municípios brasileiros, com 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimento eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento e 4.728 caixas eletrônicos.

"A aquisição proporcionará vários benefícios para os clientes de ambas as instituições, como o aumento da cobertura e da rede de atendimento em todo o território nacional e o acesso aos produtos distribuídos pelas duas instituições", segundo o comunicado.

O patrimônio líquido do HSBC no Brasil é R$ 11,2 bilhões. Segundo o Bradesco, esse preço será ajustado pela variação patrimonial do HSBC a partir de 31 de dezembro de 2014 e será pago na data da conclusão da operação. Essa conclusão ainda depende dos órgãos reguladores. 

Fonte: Contraf-CUT

HSBC e Bradesco dizem para Contraf-CUT que não haverá demissão em massa

  



Crédito: Jaílton Garcia - Contraf-CUT
Jaílton Garcia - Contraf-CUTOs dois bancos disseram que haverá diálogo com o movimento sindical

Representantes da Contraf-CUT, dos sindicatos dos bancários de São Paulo e de Curitiba e da Fetec-PR se reuniram nesta terça-feira (4) com a direção dos bancos Bradesco e HSBC para garantir a manutenção dos empregos e direitos dos trabalhadores, após aquisição do banco inglês.

O encontro serviu para os dirigentes sindicais conhecerem detalhes da negociação, como o fato de o comando das operações só serem transferidos em janeiro de 2016. "A reunião nos tranquiliza porque eles garantiram que não haverá demissão em massa, mas vamos ficar atentos e acompanhando os desligamentos dos dois bancos", afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT. 

"O banco também afirmou que o Bradesco, entre os interessados pela compra do HSBC, é o que apresenta maior complementariedade em relação a produtos, serviços e rede de agências, gerando menos atritos e mais oportunidades", completou o presidente da Contraf-CUT. "Isso ajuda a negociação pela manutenção dos empregos nos dois bancos". 

Os representantes do Bradesco disseram que em todos os negócios deste tipo comandado pelo banco houve total transparência nos diálogos com o movimento Sindical. "Os dois bancos dizem que não haverá demissão em massa e reiteram a disposição de diálogo com o movimento sindical. Até que saia a aprovação da venda, que pode durar até seis meses pelos órgãos responsáveis, a gestão será do HSBC e o compromisso dos dois bancos é de manter a transparência com os sindicatos e os trabalhadores", disse Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, avalia que o encontro foi positivo. "Abrimos a possibilidade de monitorar as demissões até janeiro. Depois, será uma nova etapa. A necessidade do HSBC de ter um bom resultado este ano, nos garante que não haverá demissões. Já em relação ao Bradesco, vamos cobrar a promessa de aproveitar da melhor forma todos os funcionários."

Para Junior Cesar Dias, presidente da Fetec-CUT-PR, a preocupação também é com os acordos específicos. "Nosso próximo passo é garantir as conquistas que tivemos até agora."

Pelo HSBC, participaram do encontro Marino Rodilla, diretor de relações sindicais, e Juliano Marcilio, diretor de Recursos Humanos. Pelo Bradesco, André Cano, diretor executivo, e Glaucimar Peticov, do departamento de RH. 

Fusões aumentam concentração do sistema bancário
O número total de empregados do HSBC no País, em dezembro de 2014, era de 20.165 trabalhadores e o número de agências bancárias no Brasil era de 853 unidades. O setor bancário brasileiro já vive um oligopólio. Em 2014, os seis maiores bancos (BB, Itaú-Unibanco, Bradesco, CEF, Santander e HSBC) passaram a concentrar 82,5% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro. Em 1999 esse mesmo índice era de 59%. Com relação às operações de crédito observa-se a mesma tendência: enquanto em 1999 os seis maiores bancos possuíam pouco mais de 60% do total de operações de crédito do setor, em 2014 essa participação chegou a 84%.

Os cinco maiores bancos, antes da aquisição, concentravam 80% dos ativos, 84% do crédito, 87% dos depósitos à vista, 95% dos depósitos de poupança e 87% das agências. Depois da aquisição do HSBC, concentram 83% dos ativos, 86% do crédito, 92% dos depósitos à vista, 96% da poupança e 91% das agências. 

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Lucro do Bradesco no 2º trimestre foi de R$ 4,47 bilhões


O Bradesco abriu a temporada de resultados dos grandes bancos ao anunciar lucro líquido de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 18,4% superior ao mesmo período de 2014, de R$ 3,778 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi de R$ 4,244 bilhões, o crescimento ficou em 5,4%.
A carteira de crédito expandida do banco, que considera avais e fianças, alcançou R$ 463,406 bilhões ao final de junho, leve aumento de 0,02% sobre março, quando era de R$ 463,305 bilhões. No comparativo anual, quando os empréstimos totalizaram R$ 435,231 bilhões, a expansão ficou em 6,5%.
O crescimento do crédito de abril a junho foi motivado pela pessoa física que totalizou saldo de R$ 143,461 bilhões, aumento de 1% ante os três meses anteriores.
Na comparação anual, cresceu 6,2%. Os empréstimos para pessoa jurídica somaram R$ 319,945 bilhões no segundo trimestre, com retração de 0,4% em relação ao trimestre anterior e alta de 6,6% em um ano.
O banco fechou junho com R$ 1,029 trilhão de ativos, cifra 10,6% maior que há um ano, de R$ 931,132 bilhões. No comparativo com março, quando estava em R$ 1,035 trilhão, houve queda de 0,5%.
O patrimônio líquido do Bradesco foi a R$ 86,972 bilhões no segundo trimestre, elevação de 13,2% em 12 meses, quando estava em R$ 76,800 bilhões. Já na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando somou R$ 83,937 bilhões, foi visto crescimento de 3,6%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) recuou 0,4 pontos porcentuais de março para junho, alcançando 21,9%. Em um ano, subiu 1,2.
O Bradesco também informou, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, lucro líquido ajustado de R$ 4,504 bilhões de abril a junho, aumento de 18,4% em um ano, de R$ 3,804 bilhões. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a expansão ficou em 5,4%. A diferença entre o resultado líquido contábil e o ajustado no primeiro trimestre ante um ano se deve a constituição de provisões cíveis e efeitos fiscais.
No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado do Bradesco foi de R$ 8,778 bilhões, aumento de 20,6% em um ano, quando ficou em R$ 7,277 bilhões, correspondendo a rentabilidade de 21,9% sobre o patrimônio líquido médio ajustado. Do total, seguros contribuiu com 29,2% e atividades financeiras com a maior parte, 70,8%.
O índice de inadimplência do Bradesco, que considera os atrasos acima de 90 dias, subiu pelo segundo trimestre consecutivo e atingiu 3,7% ao final de junho, 0,1 ponto porcentual acima do visto em março. No comparativo anual, os calotes subiram 0,2.
Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o Bradesco explica que o leve aumento no comparativo anual e trimestral dos calotes ocorreu, principalmente, em função da desaceleração da atividade econômica, que impactou o crescimento da carteira de crédito, com destaque para retração dos empréstimos para micro, pequenas e médias empresas. A inadimplência deste segmento subiu 0,2 p.p. de março para junho, passando de 4,7% para 4,9%. Em um ano, aumentou 0,5.
Na pessoa física também houve piora da inadimplência. Os calotes foram a 5,0% em junho ante 4,8% em março. Nas grandes empresas, o indicador passou de 0,8% para 1,0%.
A inadimplência de curto prazo do Bradesco, que compreende atrasos de 15 a 90 dias, subiu de 4,1% em março para 4,2% em junho. Em um ano, aumentou 0,3 p.p. "A inadimplência de curto prazo apresentou leve aumento, tanto para a pessoa física quanto para a jurídica. No comparativo anual, o índice foi influenciado, principalmente, pela pessoa jurídica, uma vez que para a pessoa física manteve-se estável", explica o Bradesco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.
As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, do Bradesco totalizaram R$ 3,550 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,8% ante o trimestre anterior, de R$ 3,580 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 3,141 bilhões porém, subiu 13%
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

Lucro do Itaú Unibanco sobe 22,1% no 2º tri; mas calotes sobem após 11 quedas seguidas


SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco teve lucro líquido de 5,984 bilhões de reais no segundo trimestre, alta de 22,1 por cento na comparação com um ano antes, mas viu um repique da inadimplência após 11 trimestres seguidos em queda.
Em bases recorrentes, o lucro do maior banco privado do país foi de 6,134 bilhões de reais, 23,35 maior ano a ano e pouco acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, de 5,74 bilhões, anunciou nesta terça-feira..
O lucro foi lastreado em parte no aumento de 19,4 por cento das margem financeira gerencial, a 16,24 bilhões de reais, o que reflete maiores ganhos nas operações de crédito.
O estoque de financiamentos do banco, incluindo avais e fianças, avançou 9 por cento em 12 meses, fechando junho em 531,7 bilhões de reais.
O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi a 3,3 por cento, subindo ante os 3 por cento do trimestre anterior, embora ainda abaixo dos 3,4 por cento de um ano antes.
A provisão feita no trimestre para perdas com calotes somou 4,387 bilhões de reais, recuo de 1,5 por cento na base sequencial, mas um salto de 35,8 por cento sobre um ano antes.
De abril a junho, o retorno sobre o patrimônio líquido médio do Itaú Unibanco foi de 24,2 por cento, estável na comparação sequencial e alta de 0,9 ponto percentual ante mesma etapa de 2014.
(Por Aluísio Alves)
Fonte: UOL

segunda-feira, 3 de agosto de 2015



EDITAL
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE VOTUPORANGA


O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF: 49.074.172/0001-07, INSC/MTE: 006.132.86232-7, por seu Presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para Assembleia Geral Extraordinária que se realizará dia 06/Agosto/2015, às 19h30min, em primeira convocação, e às 20h00min, em segunda convocação, com qualquer numero de presentes, no endereço situado à Rua Tibagi nº 3447, Bairro Patrimônio Novo, Votuporanga Sp., para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1-Autorizar a Diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar Convenção Coletiva de Trabalho, Convenções/Acordos Coletivos Aditivos, bem como Convenção/Acordos de PLR, e frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;
2-Deliberar sobre aprovação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária, data-base 1º de setembro, definida na 17ª Conferência Nacional dos Bancários;
3-Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada.

Votuporanga SP, 02 de Agosto de 2015.                                

 HARLEY APARECIDO VIZONÁ-Presidente.

Bradesco compra operação brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões

Alastair Grant/Associated Press
Fachada de edifício do HSBC, em Londres; Operação brasileira do banco foi comprada pelo Bradesco
Fachada de edifício do HSBC, em Londres; Operação brasileira do banco foi comprada pelo Bradesco
O Bradesco comprou neste domingo (2) a operação brasileira do HSBC por US$ 5,186 bilhões (R$ 17,6 bilhões), diminuindo a diferença para o Itaú, maior banco privado do país.
Os detalhes do negócio serão anunciados nesta segunda-feira (3). O valor da operação ficou acima do previsto pelo mercado. Analistas esperavam que o banco fosse comprado por R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões.
O maior interesse do Bradesco está na clientela de alta renda do HSBC, sexta maior instituição financeira do país em ativos. O banco tem cerca de 10 milhões de clientes, uma rede de 853 agências e receitas da ordem de R$ 10,6 bilhões.

"Com a aquisição, o Bradesco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, bem como de todas as agências e clientes", informa o banco, em fato relevante publicado nesta segunda-feira.
O HSBC planeja manter uma pequena presença no Brasil para atender clientes corporativos.

Segundo o Bradesco, a aquisição vai proporcionar benefícios para os clientes das duas instituições, como o aumento da rede de atendimento em todo o país e o acesso a produtos oferecidos pelos dois bancos, principalmente nos mercados de seguro, cartão de crédito e administração de fundos (asset management).
"A aquisição possibilitará ganho de escala e otimização de plataformas, com aumento da cobertura nacional, consolidando a liderança em número de agências em vários Estados, além de reforçar sua presença no segmento de alta renda", diz o banco em comunicado.

Os clientes do HSBC, de acordo com o Bradesco, "continuarão a ser atendidos da forma habitual e, após a conclusão da operação, passarão a contar com todos os produtos, os serviços e as comodidades oferecidas".

ESTRATÉGIA
O negócio é concretizado quase dois meses após o HSBC ter anunciado uma reestruturação global, que incluía a venda de suas filiais brasileira e turca, para reduzir custos em US$ 5 bilhões e enxugar 25 mil vagas, número que representa cerca de 10% de seus funcionários.

O plano faz parte de uma estratégia do banco para recuperar a rentabilidade e superar as perdas ocasionadas pelo escândalo conhecido como Swissleaks, em que é acusado de ajudar clientes de alta renda a sonegar imposto e ocultar recursos depositados em contas na Suíça.

O HSBC chegou ao Brasil em 1997, ao comprar o antigo Bamerindus, com a promessa de acirrar a concorrência e consolidar um plano de expansão mundial. Mas, ao contrário do que a matriz esperava, suas operações foram deficitárias. No ano passado, o HSBC registrou prejuízo de R$ 549 milhões.

EMPREGO
A venda preocupa os bancários, que temem aumento das demissões em um período em que os cortes se intensificam. A defesa do emprego é um dos principais itens da pauta da campanha salarial aprovada neste domingo.
"Vemos com preocupação a venda do HSBC, que tem hoje mais de 20 mil trabalhadores em todo o país e milhões de clientes. E é com eles que o banco precisa se comprometer. Nenhum processo de venda pode causar prejuízo à sociedade brasileira", disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015


Bradesco desconversa, mas compra do HSBC deve ser anunciada no início da próxima semana


Presidente do Santander no Brasil disse que o banco espanhol continua na disputa e que o assunto só termina quando o negócio for concluído
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, evitou falar sobre a negociação para a compra do HSBC Brasil, em teleconferência com a imprensa na manhã desta quinta-feira (30) para comentar os resultados do banco. “Existe um processo em andamento. Não temos nada a comentar”, disse, sem confirmar que o banco está na disputa.
O Bradesco conquistou exclusividade para negociar a aquisição do HSBC Brasil, conforme antecipado pela Agência Estado, no dia 20 de julho, com base em informações de fontes com conhecimento no assunto.
A expectativa é que o negócio seja anunciado no final de semana ou no começo da semana que vem, já que o HSBC divulga seus resultados globais no dia 03 de agosto.
Conforme apurou a reportagem, o Bradesco teria feito uma oferta vinculante de cerca de R$ 12 bilhões para levar toda a operação do grupo no Brasil e não apenas o varejo.
Ao avaliá-la, chamou a atenção do banco a plataforma de atacado do HSBC no país, em especial, ‘corporate sales’, que responde pela área de derivativos, câmbio etc. Toda a unidade gera receitas anuais de R$ 1 bilhão, conforme fonte.
Na prática, o Bradesco foi tido como o favorito a levar o HSBC Brasil desde o início do processo de venda do banco no país. Fontes de mercado dizem que, antes mesmo disso, já existia uma negociação bilateral com o HSBC.
Fonte: Gazeta do Povo
Diretoria Executiva da CONTEC