terça-feira, 11 de julho de 2017

Veja os senadores coveiros da CLT e nunca mais vote neles

Por 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção, os senadores aprovaram o PLC 38/2017, a reforma que desmonta os direitos trabalhista de autoria do governo Temer
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/07/2017 21:32 / Atualizado em 11/07/2017 21:45
Reforma trabalhista: veja quem enterrou os seus direitos
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado
São Paulo - Por 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção, os senadores aprovaram o PLC 38/2017, a reforma que desmonta os direitos trabalhista de autoria do governo Temer, com apoio de banqueiros, maus empresários e industriários. Veja como votaram os senadores. Em vermelho, os traidores dos trabalhadores.
DEM
Davi Alcolumbre (AP): Sim
José Agripino (RN): Sim

Maria do Carmo Alves (SE): Ausente
Ronaldo Caiado (GO): Sim
PCdoB
Vanessa Grazziotin (AM): Não
PDT
Acir Gurgacz (RO): Ausente
Ângela Portela (RR): Não
PMDB
Airton Sandoval (SP): Sim
Dário Berger (SC): Sim
Edison Lobão (MA): Sim

Eduardo Braga (AM): Não
Elmano Férrer (PI): Sim
Eunício Oliveira (CE): Não votou
Garibaldi Alves Filho (RN): Sim
Hélio José (DF): Ausente
Jader Barbalho (PA): Sim
João Alberto Souza (MA): Sim
José Maranhão (PB): Sim

Kátia Abreu (TO): Não
Marta Suplicy (SP): Sim
Raimundo Lira (PB): Sim

Renan Calheiros (AL): Não
Roberto Requião (PR): Não
Romero Jucá (RR): Sim
Rose de Freitas (ES): Sim
Simone Tebet (MS): Sim
Valdir Raupp (RO): Sim
Waldemir Moka (MS): Sim
Zeze Perrella (MG): Sim
PODE
Alvaro Dias (PR): Não
Romário (RJ): Não
PP
Ana Amélia (RS): Sim
Benedito de Lira (AL): Sim
Ciro Nogueira (PI): Sim
Gladson Cameli (AC): Sim
Ivo Cassol (RO): Sim
Roberto Muniz (BA): Sim
Wilder Morais (GO): Sim
PPS
Cristovam Buarque (DF): Sim
PRB
Eduardo Lopes (RJ): Sim
PR
Cidinho Santos (MT): Sim
Magno Malta (ES): Sim
Vicentinho Alves (TO): Sim
Wellington Fagundes (MT): Sim
PSB
Antonio Carlos Valadares (SE): Não
Fernando Bezerra Coelho (PE): Sim
João Capiberibe (AP): Não
Lídice da Mata (BA): Não
Lúcia Vânia (GO): Abstenção
Roberto Rocha (MA): Sim
PSC
Pedro Chaves (MS): Sim
PSDB
Aécio Neves (MG): Sim
Antonio Anastasia (MG): Sim
Ataídes Oliveira (TO): Sim
Cássio Cunha Lima (PB): Sim
Dalirio Beber (SC): Sim

Eduardo Amorim (SE): Não
Flexa Ribeiro (PA): Sim
José Serra (SP): Sim 
Paulo Bauer (SC): Sim
Ricardo Ferraço (ES): Sim
Tasso Jereissati (CE): Sim
PSD
José Medeiros (MT): Sim
Lasier Martins (RS): Sim
Omar Aziz (AM): Sim

Otto Alencar (BA): Não
Sérgio Petecão (AC): Sim
PTB
Armando Monteiro (PE): Sim
Telmário Mota (RR): Não
PTC
Fernando Collor (AL): Não
PT
Fátima Bezerra (RN): Não
Gleisi Hoffmann (PR): Não
Humberto Costa (PE): Não
Jorge Viana (AC): Não
José Pimentel (CE): Não
Lindbergh Farias (RJ): Não
Paulo Paim (RS): Não
Paulo Rocha (PA): Não
Regina Sousa (PI): Não
REDE
Randolfe Rodrigues (AP): Não
Sem Partido
Reguffe (DF): Não
fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/reforma-trabalhista-veja-quais-os-senadores-coveiros-da-clt

Por que Setubal defende a reforma trabalhista?

Em artigo publicado na imprensa comercial, ex-presidente do Itaú reforça apoio do setor à retirada de direitos que só interessa aos patrões e não ajuda a criar empregos
  • Cláudia Motta, Spbancarios
  • Publicado em 05/07/2017 11:54
Ao contrário do que pregam os banqueiros, se a reforma trabalhista de Temer passar, desemprego deve aumentar no Brasil
Foto: Seeb-SP
São Paulo – O setor patronal, aliado ao governo Temer, quer usar a crise como ameaça para retirar direitos dos trabalhadores.
Em artigo publicado em 1º de julho, no jornal Folha de S.Paulo, Roberto Setubal, copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco e ex-presidente do Itaú, fala do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para defender sua teoria de “modernização das leis laborais”.
Mas o que Setubal finge ignorar, é que a redução da proteção ao emprego resulta sempre em mais desemprego, e não o contrário. A “reforma” de Temer defendida pelo ex-presidente do Itaú e outros banqueiros é, na verdade, um desmonte das leis trabalhistas. Vai agravar a já desastrosa trajetória econômica que o país percorre nos últimos anos e aumentar o gigantesco lucro dos bancos.
“A opção pela elevação da taxa de juro, iniciada em 2013, somada a medidas de ajuste fiscal do Plano Levy, que estrangularam o acesso ao crédito e por consequência o desaquecimento do mercado de trabalho, jogaram o Brasil de volta a anos de recessão e cortes de postos de trabalho. Um círculo vicioso em que pouquíssimos ganham muito e a esmagadora maioria perde quase tudo”,  explica a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva. Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre reformas legislativas laborais e de mercado de trabalho em 111 países, promovidas entre 2008 e 2014, mostra que flexibilizar a legislação trabalhista levou ao aumento no processo de demissões e não à elevação do nível de emprego.
“Ou seja, se a reforma passar, a situação do Brasil vai piorar e muito”, critica Ivone, presidenta eleita para estar à frente do Sindicato até 2020.
A dirigente lembra, ainda, que nos anos 2000 o Brasil chegou quase ao pleno emprego e não foi em função de nenhuma reforma trabalhista, mas pelo ambiente de elevação na atividade econômica (veja gráfico). 
Flexibilização é precarização – Setubal defende a “flexibilização das rígidas normas estabelecidas pela CLT e pelas várias súmulas do TST..., principalmente de questões relacionadas à jornada de serviço”. E defende o trabalho intermitente e a terceirização para levar a uma maior oferta de emprego.
“Enquanto bancam medidas como essas, cujo objetivo final é reduzir custos com os salários dos trabalhadores, os bancos pagam vultosos montantes a seus altos executivos. A remuneração total anual média de um diretor executivo do Itaú em 2016 foi de R$ 12,5 milhões”, lembra a dirigente.
“O banqueiro, espertamente, defende ainda o enfraquecimento dos sindicatos, de olho nos 14 anos consecutivos de aumento conquistados pelos bancários com muita mobilização nas campanhas nacionais unificadas. Sindicato fraco é trabalhador refém do patrão.”
Setubal trata, ainda, da quantidade de ações trabalhistas, como se os direitos fossem a razão disso, e não o desrespeito do setor patronal à legislação.
“A defesa do trabalho intermitente é uma mostra do que pretende o empresariado: manter funcionários de sobreaviso para ganhar só pelo tempo que efetivamente realizarem o serviço. É a legalização do bico. Assim como a terceirização, sonho dos banqueiros para acabar de vez com a categoria bancária e seus direitos conquistados em anos de luta”, alerta a secretária-geral do Sindicato.
“A perda de competitividade de nosso setor industrial nas últimas décadas”, ao contrário do que diz o banqueiro, não está relacionada à legislação trabalhista, mas sim ao desinteresse dos grandes empresários em investir, quando podem ganhar com o rentismo promovido pelas altas taxas de juro que também engordam os cofres dos bancos. A redução da importância da indústria está relacionada, ainda, à ausência de uma estratégia político econômica de juros e câmbio para o setor, assim como à fragilidade das tentativas de estabelecer políticas industriais desde os anos 1980.
“Como sempre dissemos, o golpe foi contra os trabalhadores e continua sendo”, ressalta Ivone. “Só nossa união e organização poderá virar esse jogo”, completa a dirigente, convocando os trabalhadores a acessar o napressao.org.br para enviar mensagens aos senadores contra a reforma trabalhista. “Vamos deixar claro: quem votar contra os nossos direitos, nunca mais será eleito.”
fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/por-que-setubal-defende-reforma-trabalhista

Em nota, Bradesco defende reformas

Outros empresários também apoiam as mudanças nas leis trabalhistas e na Previdência que avançam contra direitos dos trabalhadores
  • Danilo Motta, Redação Spbancarios
  • Publicado em 25/05/2017 18:32 / Atualizado em 29/05/2017 14:23
Só eles querem ganhar: banqueiros e grandes empresários apoiam as reformas que retiram direitos dos trabalhadores
Foto: Taís Nozue / Seeb-SP
São Paulo – O banco Bradesco distribuiu a alguns dos seus funcionários um comunicado de “circulação interna restrita”, no qual enaltece os retrocessos implementados pelo governo, objeto de combate e mobilização do movimento sindical e movimentos populares.
O documento, assinado, pelo economista chefe da empresa, Fernando Honorato Barbosa, tem como título Desempenho do PIB brasileiro e destaca a estimativa de crescimento econômico do país no primeiro trimestre. Segundo o texto, entre os fatores que proporcionaram esta "retomada", se destaca “a reorganização da política econômica que teve início em meados do ano passado”, justamente quando Temer assumiu a Presidência.
Mais adiante, a circular lista a liberação da terceirização irrestrita, as reformas trabalhista e da Previdência, e o congelamento dos gastos públicos como responsáveis pela diminuição da incerteza, “permitindo uma grande queda da inflação, corte dos juros e melhora da confiança de empresários e consumidores”.
“Essa nota reforça o que nós dizemos todos os dias: não são os nossos interesses que estão sendo votados no Congresso Nacional, são os interesses dos empresários e dos banqueiros, dos industriais e dos latifundiários. E eles não têm o menor pudor de explicitar isso. O que está em jogo são os direitos trabalhistas e sociais conquistados ao longo de anos”, afirma Neiva Ribeiro, dirigente do Sindicato.
Segundo a reportagem do Jornal do Brasil, o Bradesco se justificou informando que o documento foi distribuído no dia 16 de maio, antes da delação de Joesley Batista, dono da JBS, e se restringe a fazer uma análise da conjuntura do país.
Empresariado unido – O Bradesco não está sozinho nessa empreitada. O dono do Itaú já havia defendido a reforma trabalhista. Vários outros setores empresariais também declararam apoio às reformas que irão retirar direitos dos trabalhadores.
Na terça-feira 23, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou notadefendendo a continuidade da tramitação das reformas, como a trabalhista e da Previdência, chamadas pela entidade de “imprescindíveis”. O texto ainda as classifica como “fundamentais para recolocar o país no rumo certo”. O material é assinado por Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.
Paralelamente, um grupo de empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aumentou a pressão para que os parlamentares aprovem as medidas. De acordo com empresários ouvidos pela reportagem da Folha, a prioridade do setor no momento é aprovar a reforma trabalhista no Senado, uma vez que encontraria menos obstáculos que a da Previdência.
“Nós queremos que a economia se restabeleça com geração de emprego e renda, trabalho decente, com garantia de organização sindical,  com fortalecimento do mercado interno, defesa das empresas públicas, para que os ganhos do desenvolvimento socioeconômico sejam compartilhados por toda a sociedade. Esse é o projeto de país que defendemos, não esse projeto onde só o empresariado se beneficia”, completou Neiva Ribeiro.
fonte: http://spbancarios.com.br/05/2017/em-nota-bradesco-defende-reformas

Santander defende desmonte trabalhista de Temer

Mais um grande banco produz nota tentando convencer funcionários de que reforma trabalhista é boa para o Brasil; argumento usado é falso: países que flexibilizaram direitos, aumentaram o desemprego
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 05/07/2017 17:48 / Atualizado em 05/07/2017 18:14
São Paulo – Depois do Bradesco e do Itaú, a reforma trabalhista de Temer – que na verdade é um desmonte dos direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) – foi defendida por mais um grande banco. O Santander produziu nota de 11 páginas tentando convencer seus funcionários de que o projeto de Temer (PLC 38), que tramita em regime de urgência no Senado, é bom para os trabalhadores e para o país.
Dono do Itaú defende reforma trabalhista
> Por que Setubal defende a reforma trabalhista?
“Na nota, o banco usa gráficos, números, abusa do economês e cita uma série de estudos supostamente científicos para defender uma tese que já se mostrou falsa no mundo real: a de que flexibilizar direitos dos trabalhadores cria empregos e aumenta o trabalho formal. Na verdade, o que se viu em dezenas de países que apostaram na redução de direitos não foi aumento de postos de trabalho. Pelo contrário, o desemprego é que cresceu nesses países após as reformas”, rebate a diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE), Maria Rosani.
A dirigente se refere a estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que analisou dados de 111 países que implementaram reformas para flexibilizar as relações de trabalho, no período entre 2008 e 2014. O levantamento mostrou que tanto em países desenvolvidos quanto nos de economia em desenvolvimento, a desregulamentação do trabalho resultou em queda na taxa de emprego no ano seguinte.
“O que gera emprego é o crescimento da economia. Foi justamente quando o PIB do Brasil cresceu que também houve aumento no número de empregos no país e de postos de trabalho formal. Foi o que aconteceu no período entre 2004 e 2014 [veja gráfico abaixo]. E nesse período não houve redução de direitos trabalhistas. Novamente a realidade mostra que a tese do Santander, de que flexibilizar leva a mais investimentos dos empresários e maior formalização do emprego, está errada”, argumenta Maria Rosani.
Extinção de empregos – Maria Rosani lembra que apesar de na nota o Santander se mostrar preocupado com a criação de empregos no país, na realidade contribui para o desemprego. “Foram 3.245 postos de trabalho extintos entre março de 2016 e março de 2017. E isso com o banco tendo lucro recorde [R$ 2,280 bi no primeiro trimestre, crescimento de 37,3% em 12 meses] e respondendo pela maior parcela de lucro do grupo espanhol [26%]. É no mínimo uma hipocrisia soltar nota defendendo geração de emprego no país”. 
Jogo de interesses – Ela também chama atenção para o fato de a nota do Santander ter sido divulgada agora, quando o banco acaba de ter perdoada uma dívida de R$ 338 milhões pelo governo, via Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). “O Itaú já havia sido perdoado em uma dívida de R$ 20 bilhões. Fica claro que quem manda nesse governo é o capital. Os banqueiros financiaram o golpe e agora estão sendo beneficiados”, diz Rosani.
Aumento das desigualdades – Outra dirigente e funcionária do Santander, Vera Marchioni, destaca que, na nota, o banco espanhol parece desconhecer que o Brasil ainda está entre os 10 países mais desiguais do mundo. “Como flexibilizar as leis, a jornada, os salários, a proteção para os demitidos se não temos política de acesso a moradia digna, educação e saúde pública? Vamos aumentar ainda mais a miséria no país”, critica, acrescentando que o projeto de Temer vai resultar em salários menores e diminuição da renda das famílias, o que levará à diminuição do consumo, piora da economia, e mais desemprego.
“A regulação do mercado de trabalho é parte do processo civilizatório e foi conquistada depois de muita luta, é necessária para coibir abusos na relação com o empregador, detentor do poder econômico. A CLT criada em 1943, já sofreu inúmeras mudanças,  e visa garantir direitos mínimos aos trabalhadores que é a parte mais fraca na relação capital x trabalho”, lembra Vera.
Descompromisso com o Brasil – Vera destaca ainda que o Santander e demais bancos no país nunca passaram por crise, mas seguem demitindo e por isso mesmo reduzindo sua folha de pagamento ano a ano. “As grandes corporações não têm nenhum compromisso social, apenas compromisso com o aumento da remuneração dos seus executivos e acionistas, contribuindo para o aumento da desigualdade e concentração de renda.”
Não é à toa, segundo Vera, que os bancos defendem a reforma trabalhista e inclusive participaram da elaboração do texto, como denunciou a publicação online The Intercept Brasil. “Eles querem gastar menos ainda com suas folhas de pagamento e aumentar mais ainda seus lucros.”
fonte: http://spbancarios.com.br/07/2017/santander-defende-desmonte-trabalhista-de-temer

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Trabalhador cobre rombo de fundos de pensão

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Até o fim do ano, 220 mil terão descontos em salário para arcar com prejuízo por má gestão 23 (Luciana Dyniewicz)
Era 1953, quando, aos 23 anos, Maria Augusta dos Santos começou a trabalhar na área administrativa da Caixa Econômica. Trinta anos depois, ela deixou o banco com uma aposentadoria de R$3.564, em valores atualizados.
Agora, aos 86 anos, teve uma redução no seu salário: o contracheque vem com um desconto de R$ 99,90 – valor que, a partir deste mês, aumentará para R$ 379,20. Maria Augusta é uma das centenas de milhares de aposentados que estão pagando a conta por casos de má gestão e desvios em fundos de previdência complementar.
Assim como ela, cerca de 142 mil funcionários e aposentados da Caixa e dos Correios sofrem descontos mensais para cobrir rombos dos fundos Funcef e Postalis, respectivamente. O número dos que terão de arcar com o prejuízo de fundos de pensão ficará ainda maior, já que cerca de 77 mil trabalhadores da Petrobrás foram notificados de que, até o fim do ano, também passarão a contribuir para a redução do déficit de R$ 26,8 bilhões de um dos planos da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros). O porcentual dos descontos será definido nos próximos meses.
Como os funcionários, as patrocinadoras (Correios, Caixa, Banco do Brasil e Petrobrás) também aportam recursos para cobrir os rombos – 50% é pago por elas e 50% pelos trabalhadores.
Embora também esteja sob investigação, a administração da Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, é considerada mais responsável por especialistas. No entanto, há um plano no fundo do BB cujo déficit alcança R$ 13,1 bilhões e que reúne contribuições de 103,1 mil profissionais.







Por enquanto, esses funcionários não sofrem com descontos, já que os investimentos feitos pela Previ renderam, nos últimos anos, o suficiente para equacionar parte do rombo. Essa tendência, porém, pode mudar se os investimentos não remunerarem, neste ano, o suficiente para cobrir o resultado negativo de R$ 1,44 bilhão de 2016.
CPI. Os déficits bilionários dos fundos começaram a ser motivo de preocupação para os trabalhadores quando surgiu a CPI dos Fundos de Pensão, em 2015. As apreensões ganharam força no ano passado, com a Operação Greenfield, da Polícia Federal. Tanto as investigações da CPI como as da operação apontam desvios bilionários nos fundos.
Um dos casos mais polêmicos é o de um investimento feito pela Funcef na Sete Brasil, empresa de sondas para a exploração de petróleo que se mostrou foco de corrupção na Lava Jato. O aporte de R$ 1 bilhão na companhia é apontado como uma das fontes de prejuízo na Funcef.
“Não tenho culpa que houve roubo (no fundo)”, diz Maria Augusta. “Agora, estão descontando de mim. Tenho 86 anos, estou bastante doente e há mês em que gasto mais de R$ 1 mil com remédios”, afirma a aposentada, que também recebe benefício do INSS.
Comparação
Sobrinha de Maria Augusta, Selma de Medeiros, 64 anos, também é aposentada da Caixa. É ela quem leva as informações sobre os cortes nos salários para a tia. “Pode ser que parte desse déficit seja conjuntural, sabemos que o mercado passou por uma situação atípica. Mas, quando se vê que fundos privados não tiveram prejuízos como o nosso, percebe-se que há algo errado”, diz.
O receio dos trabalhadores é que os descontos têm crescido. Até junho, a Funcef descontava 2,78% dos participantes do plano com prejuízo. A parcela cobria o déficit de 2014. Agora, para equacionar o déficit de 2015, esse número subirá para 10,64%. Até dezembro, o fundo deverá apresentar uma proposta para o prejuízo de R$ 6 bilhões de 2016. “Imagina aonde devem chegar esses descontos, que estão programados para serem feitos por 17 anos”, indaga Selma.
Procurada, a Funcef afirmou que trabalha com o Ministério Público e a Polícia Federal para obter indenizações pelos prejuízos sofridos, além de ter adotado medidas para aumentar a transparência. A Petros informou que reforçou os critérios de decisão de investimentos e que comissões internas estão apurando eventuais irregularidades. Procurada, a Previ destacou que seu déficit é conjuntural e não decorre de casos de corrupção ou má gestão. O fundo ressaltou que seus dirigentes não foram indiciados pela CPI dos Fundos de Pensão.
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

Presidente do Senado confirma votação de reforma trabalhista na terça-feira

 
 

 A confirmação foi feita após reunião entre Eunício e Temer, no Palácio do Jaburu. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também participou do encontro
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), confirmou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, neste domingo (9), que vai colocar a reforma trabalhista em votação no Plenário na terça-feira, 11. A confirmação foi feita após reunião entre Eunício e Temer, no Palácio do Jaburu. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também participou do encontro.
Quando questionado sobre possíveis impactos de um revés contra o governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará a denúncia contra Temer, o presidente do Senado disse que a votação será pautada independentemente do que acontecer na Câmara dos Deputados.
O monitoramento para a votação da reforma trabalhista no Senado indica um quadro preocupante para o governo. Há uma semana, o Palácio do Planalto previa 43 senadores favoráveis ao projeto no plenário. A pesquisa mais recente indica que um deles não acompanhará o governo e deve votar “não”. Assim, a expectativa é de que 42 senadores apoiarão a reforma – apenas um a mais que o mínimo necessário.
Diante dessa margem apertadíssima de apenas um voto naquela que é considerada “a mais fácil das reformas” por precisar de maioria simples no plenário – a da Previdência exige três quartos – , o Palácio do Planalto tem se desdobrado para tentar derrubar a denúncia contra Temer e, ao mesmo tempo, convencer cinco senadores que ainda estão em dúvida sobre a reforma trabalhista.
O esforço é direcionado a Dario Berger (PMDB-SC), Lasier Martins (PSD-RS), Magno Malta (PR-ES), Omar Aziz (PSD-AM) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Esses senadores reconhecem pontos favoráveis da reforma, mas criticam itens do projeto ou a tramitação do texto na Casa. No grupo, Magno Malta parece ser o mais inclinado a votar com o governo. O Planalto, porém, acredita que poderá convencer os demais.
Na reunião de Temer com 22 ministros antes do embarque para o G-20 na Alemanha, na noite de quarta-feira (5), o presidente pediu apoio à equipe não apenas para derrubar a denúncia no Congresso, mas também para garantir a reforma trabalhista. No Planalto, o projeto considerado fundamental para dar “fôlego político” ao governo.
A iniciativa para agradar ao grupo está a cargo do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O parlamentar tem carta branca de Michel Temer para costurar acordo de ajuste de pontos da reforma trabalhista e já se compromete a mudar oito pontos da reforma, como a criação de quarentena para a migração de um trabalhador para o contrato intermitente e o cancelamento do artigo que permitia que grávidas e lactantes trabalhem em locais insalubres. Outro tema que será alterado é a criação de uma alternativa ao imposto sindical.
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

Boleto vencido poderá ser pago em qualquer banco a partir de 10 de julho



 

Um novo sistema para pagamentos de boletos começa a funcionar em julho. A partir de agora, qualquer conta, mesmo vencida, poderá ser paga em qualquer banco. Além disso, o cálculo de juros e multa do boleto atrasado será feito automaticamente, o que reduzirá a necessidade de ir a um guichê de caixa e eliminará a possibilidade de erros no cálculo.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a nova plataforma vai reduzir fraudes na emissão de boletos de condomínios, escolas e seguradoras, por exemplo. A federação lembra que quadrilhas enviam boletos falsos às casas, que acabam sendo pagos como se fossem verdadeiros, gerando prejuízos. Há também casos de sites maliciosos que emitem “segundas vias” com informações fraudulentas, além de vírus instalados em computadores.
A implantação da nova plataforma seguirá um cronograma: a partir de 10 de julho, para boletos acima de R$ 50 mil; 11 de setembro, acima de R$ 2 mil; 13 de novembro, acima de R$ 200; e em 11 de dezembro, todos os boletos. Segundo Tadeu, esse cronograma é necessário para evitar falhas no sistema.
A Febraban está apresentando o novo sistema para empresas e jornalistas em várias cidades. Nesta quinta-feira, 6, foi a vez de Brasília. Na apresentação, o diretor adjunto de Operações da Febraban, Walter Tadeu, lembrou que a nova plataforma vem sendo desenvolvida desde o ano passado, devido ao elevado número de fraudes em boletos. “A nova plataforma vai trazer mais segurança”, disse Tadeu. Ele acrescentou que o sistema atual tem mais de 20 anos de existência.
Tadeu explicou que as informações de todos os boletos emitidos pelos bancos estarão na nova plataforma única, criada pela federação em parceria com a rede bancária. Na hora de pagar o boleto, os dados serão checados na plataforma. Se houver divergência de informações, o pagamento não será autorizado, e o consumidor só poderá pagar o boleto no banco que emitiu a cobrança, uma vez que somente essa instituição terá condições de conferir o que for necessário.
Fonte: Estadão
Diretoria Executiva da CONTEC

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Bancos são principais devedores da União, aponta levantamento

 
 

De acordo com levantamento divulgado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), os principais bancos comerciais em atuação no Brasil figuram entre os maiores devedores à União, com uma dívida de mais de R$ 124 bilhões.
O relatório, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação, tem mais de 1300 páginas e mostra que, juntas, incluindo débitos em situação regular ou irregular, as instituições financeiras devem pelo menos R$ 124 bilhões. Apenas em débitos relacionados à previdência, são cerca de R$ 7 bilhões.
Segundo o presidente do Sinprofaz, Achilles Frias, há projetos de lei que pretendem “privatizar” essas dívidas. Ele afirma que deputados e senadores ligados ao governo e com interesses próprios querem privatizar a dívida ativa da União para permitir que os bancos cobrem ou não cobrem as suas próprias dívidas. Ele ainda ressalta que, se as dívidas fossem cobradas, os recursos obtidos poderiam ser investidos em áreas de interesse público, como saúde e educação.
As dívidas regulares, aquelas que os endividados já estão regularizando os débitos, representam quase R$ 42 bilhões. Já o montante em situação irregular é quase o dobro desse valor, somando R$ 82,6 bilhões.
Fonte: Congressoemfoco
Diretoria Executiva da CONTEC

CONVÊNIO - COLÉGIO COMERCIAL DE VOTUPORANGA


COLÉGIO COMERCIAL DE VOTUPORANGA

O Sindicato dos Bancários renovou sua parceria com o Colégio Comercial de Votuporanga.


MATRÍCULAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE JÁ SE ENCONTRAM ABERTAS
-AOS BANCÁRIOS ASSOCIADOS 20% NO VALOR DAS MENSALIDADES-


CURSOS:
-Técnico em Eletrotécnica.
-Técnico em Segurança do Trabalho.
-Técnico em Açúcar e Álcool.
-Técnico em Meio Ambiente.
-Técnico em Enfermagem.
-Supletivo a Distância 1º e 2º Grau.



INFORMAÇÕES:
FONE: (17) 3421.6175 – (17) 3421.4973

Rua São Paulo 3942 – Centro – Votuporanga SP.