sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Bradesco paga PLR dia 6 de fevereiro

Atendendo a pedidos do Sindicato, banco comunicou que antecipará a segunda parcela e pagará o teto, descontando a primeira parcela creditada em setembro de 2018
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 31/01/2019 08:00 / Atualizado em 31/01/2019 08:00
O Sindicato solicitou e o Bradesco informou que antecipará o pagamento da PLR. A segunda parcela, cujo prazo de crédito é até 1º de março, será paga pelo banco já no dia 6 de fevereiro.
O Bradesco também informou que pagará o teto da PLR (a regra majorada, que é 2,2 salários com teto de R$ 27.802,48) e o teto da parcela adicional, que é R$ 4.711,52, descontando a primeira parcela da PLR que já foi paga em setembro de 2018.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/bradesco-paga-plr-dia-6-de-fevereiro

Lucro do Santander cresce 24,6% em 2018

Bancários ultrapassam a meta de crescimento de 20% cobrada por Sérgio Rial em 2017 e como “prêmio” ganharam aumento abusivo no plano de saúde, demissões, rotatividade com salários mais baixos, mais cobrança de metas, desrespeito e retirada de direitos
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 31/01/2019 15:49 / Atualizado em 31/01/2019 18:20
Matriz do banco espanhol no Brasil; grande parte dos lucros da instituição é remetida para fora do país sem pagar impostos
Foto: Divulgação
O Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 12,398 bilhões em 2018, crescimento de 24,6% em doze meses e 9,5% em três meses encerrados em dezembro. O lucro obtido no Brasil representou 26% do lucro global, que foi de € 7,810 bilhões (crescimento de 18% no período).
“No fim de 2017, o Santander promoveu uma festa suntuosa com direito a show da Ivete Sangalo, na qual o presidente do banco, Sérgio Rial, fez uma aparição espalhafatosa, deslizando de rapel, e cobrou dos trabalhadores meta de crescimento de 20% no lucro em 2018. A meta foi superada em quase 5% e o que os bancários ganharam? Demissões, rotatividade com diminuição de salário, aumento abusivo no plano de saúde, crescimento das metas e retirada de direitos por meio da implantação de medidas da reforma trabalhista que prejudicaram os trabalhadores. E além de tudo, em 2018, a festa de fim de ano foi apenas para alguns poucos privilegiados”, critica Maria Rosani, diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e bancária do Santander.
Segundo o balanço do banco, as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 17,269 bilhões em 2018, aumento de 10,6% em doze meses encerrados em dezembro. 
Apenas com essas receitas, o Santander cobre 185,4% das despesas de pessoal (folha de pagamento, PLR, treinamentos etc.). Um incremento de 13,7 pontos percentuais em relação a 2017, que foi de 171,71%.
A despesa de pessoal, incluindo PLR, totalizou R$ 9,313 bilhões em 2018, crescimento de 2,4% em doze meses. Dentro da despesa de pessoal, se for considerado apenas o item remuneração (salário pago aos empregados), houve uma queda de 1,89% em 2018. No mesmo ano a categoria bancária teve reajuste de 5%. 
“Se compararmos a queda na remuneração com o reajuste de 5% da categoria bancária em 2018, podemos concluir que o banco está demitindo trabalhadores e recontratando novos empregados com salários mais baixos”, afirma Maria Rosani. 
Durante 2018, foram abertos apenas 608 postos de trabalho. O aumento se deveu à internalização dos empregados das empresas de tecnologia do banco Isban e Produban, que antes eram vinculados diretamente à matriz espanhola. 
A sobrecarga de trabalho aumentou, pois o banco espanhol passou de 836 clientes por empregado, em 2017, para 895 clientes por bancário em 2018. Crescimento de 7%.
“Essa relação leva em conta o total de empregados do banco, por isso a relação na área de atendimento é muito maior. São números que ajudam a explicar por que o Santander sempre figura entre os bancos com maior número de reclamações de clientes no Banco Central”, avalia Maria Rosani.
“É uma instituição que lucra muito com tarifas, serviços e juros altíssimos, e não oferece aos seus clientes atendimento satisfatório e condizente devido ao número insuficiente de funcionários, que por sua vez, enfrentam adoecimentos por causa da sobrecarga de trabalho e da cobrança abusiva de metas”, acrescenta a dirigente. 
A carteira de crédito atingiu R$ 386,736 bilhões no final de dezembro de 2018, crescimento de 11,2% (ou alta de 9,8% desconsiderando o efeito da variação cambial). O destaque continua sendo o de segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo, com alta de 22,6% e 19,5% em doze meses, respectivamente.
Houve variação positiva no número de agências bancárias. Em dezembro, o banco possuía 2.283 agências, 23 a mais do que dezembro de 2017 (2.255).
“Um lucro de R$ 12,6 bilhões é um verdadeiro insulto em um país no qual grande parte da população vive na pobreza e está desempregada. E o Santander ainda contribui com o desemprego quando demite todos os anos milhares de pais e mães de família apenas para recontratar novos empregados pagando salários mais baixos. É uma lógica perversa que beneficia somente os acionistas e meia dúzia de diretores executivos com suas remunerações cada vez maiores”, protesta a dirigente sindical e bancária do Santander Lucimara Malaquias.
“Cobramos responsabilidade social dessa empresa estrangeira que lucra tanto no Brasil e nada contribui para o desenvolvimento econômico e social do pais, já que grande parte dos lucros são direcionados para a Espanha, sem pagar um centavo de imposto, em uma reprodução autêntica da relação colônia e metrópole que explorou e lesou a América Latina por séculos”, afirma a dirigente.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/lucro-do-santander-cresce-246-em-2018

Lucro do Bradesco cresce 30% no ano

Banco, que teve lucro líquido contábil de R$ 19 bilhões, pode gerar mais empregos, melhorando atendimento aos clientes e condições de trabalho dos bancários
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 31/01/2019 16:11
Foto: Juca Varella/Arquivo Seeb-SP
O Bradesco teve lucro líquido contábil de R$ 19,085 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 30,19% na comparação com 2017 (R$ 14,659 bilhões). No quarto trimestre de 2018, o lucro líquido contábil alcançou R$ 5,08 bilhões, alta de 1,4% em relação ao trimestre anterior.
Já o lucro líquido recorrente (que desconsidera efeitos extraordinários) foi de R$ 21,564 bilhões no ano passado, crescimento de 13,4% em relação a 2017. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira 31.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ficou em 19%, o que representa 0,9 ponto percentual a mais do que no ano anterior. Segundo o banco, “o bom resultado se deve à boa performance da margem financeira e das despesas de PDD, além do desempenho positivo das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização”.
“Apesar da crise, o setor financeiro continua apresentando lucros astronômicos. Nenhum setor da economia cresce 30% em um ano, como foi o caso do Bradesco em 2018. Com esses resultados, os bancos precisam dar a contrapartida à sociedade, gerando empregos para atender melhor a população, seus clientes e poupar a saúde de seus trabalhadores”, critica a secretária-geral do Sindicato e bancária do Bradesco, Neiva Ribeiro.
Neiva destaca que os bancos, com lucros cada vez maiores, fazem exatamente o contrário. Só em 2018, o setor bancários eliminou 2.929 postos de trabalho, dos quais 1.389 apenas no mês de dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Ministério da Economia. 

Empregos

O Bradesco também reduziu postos de trabalho: encerrou o ano de 2018 com 98.605 empregados, o que significa 203 empregos a menos em doze meses. No quarto trimestre de 2018, porém, foram abertas 446 novas vagas.
Segundo o banco, a elevação de postos no último trimestre do ano passado “está relacionada ao aumento da força de vendas da rede de agências e o fortalecimento da área comercial de produtos do agronegócio, além do incremento do atendimento personalizado no segmento de alta renda”.
Por outro lado, em doze meses, foram fechadas 132 agências.
A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5% em doze meses, totalizando R$ 25,2 bilhões. Já as despesas de pessoal caíram 8,9%, atingindo R$ 19,1 bilhões. Portanto, apenas com o que arrecada em receitas secundárias, o Bradesco cobre sua folha de pagamento em 131,8%.
“Não há dúvida de que o banco tem todas as condições de contratar mais, acabando com a sobrecarga a que estão submetidos os bancários”, destaca Neiva Ribeiro.
Os dados do balanço também mostram o aumento da sobrecarga de trabalho no Bradesco: o número de clientes por empregado chegou a 975 em 2018, aumento de 1,3% em relação a 2017, quando o número era de 963, ou seja, 12 clientes a mais por empregado em um ano.

Crédito

A Carteira de Crédito cresceu 7,8% em relação a 2017 (desconsiderando o efeito da variação cambial, a expansão seria de 6,7%), totalizando R$ 531,615 bilhões.
O destaque foi o crédito à pessoa física com variação de 11% no ano, perfazendo um total da carteira de R$ 194,723 bilhões, sendo as maiores variações para crédito pessoal (17,8%), crédito consignado (15,8%) e CDC/Leasing de veículos (14,0%).
Já a carteira de pessoas jurídicas teve expansão de 6,1%, totalizando R$ 336,892 bilhões. O destaque desta carteira foi para Micro e pequenas empresas (R$ 101,563 bilhões), com crescimento de 10,1%, enquanto que para Grandes empresas (R$ 235,329 bilhões) a variação foi de 4,5%.
Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência apresentou redução e ficou em 3,51%, 1,2 p.p. menor do que em 2017. As despesas de PDD (Previsão para Devedores Duvidosos) em 2018 foi reduzida em 27,3%, totalizando R$ 18,225 bilhões.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/lucro-do-bradesco-cresce-30-no-ano

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

SANTANDER - LUCRO 4º TRIMESTRE

Santander Brasil supera estimativa de lucro no 4º tri ajudado por carteira de crédito

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil divulgou nesta quarta-feira lucro de quarto trimestre acima do esperado, apoiado em crescimento da carteira de crédito e receitas com tarifas. O resultado, porém, trouxe crescimento em provisões para perdas com crédito. 

O lucro líquido recorrente da unidade brasileira do banco espanhol Santander saltou 23,8 por cento no quarto trimestre, para 3,405 bilhões de reais, superando os 3,197 bilhões esperados por analistas, segundo dados da Refinitiv. 

A carteira de crédito do banco somou 386,7 bilhões de reais, alta de 1,6 por cento no trimestre, impulsionada principalmente por empréstimos a pessoas físicas. 

O Santander Brasil elevou a rentabilidade novamente no período. O retorno sobre patrimônio alcançou 21,1 por cento, alta de 1,6 por cento sobre o terceiro trimestre. 

O banco registrou índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias de 3,1 por cento no quarto trimestre, 0,2 ponto percentual acima dos três meses anteriores. 

A margem financeira líquida, a diferença entre o que o banco paga para obter recursos e o que cobra dos clientes em empréstimos, caiu 3,1 por cento no trimestre, para 7,761 bilhões de reais, por causa do aumento da provisão para inadimplência. 

Fonte: UOL (Por Carolina Mandl)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

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Jornada, saúde e condições de trabalho: como foram garantidos esses direitos?

Toda semana, o Sindicato relembra as produções em vídeo que marcaram história de luta da categoria. Assista, reveja e compartilhe!
  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 24/01/2019 18:20 / Atualizado em 24/01/2019 18:25

Jornada, Saúde e Condições de Trabalho é o destaque desta quinta-feira 24, na playlist Curta-Bancários do Canal do Youtube do Sindicato.
Embora a produção seja de 2013, como parte das comemorações dos 90 anos do Sindicato na época, o tema também continua atual já que com a aprovação da Reforma Trabalhista e da Terceirização irrestrita os direitos dos trabalhadores como férias, carga horária, CLT e acesso à Justiça, estão em risco.
Por isso, o Sindicato faz questão de relembrar que todos os direitos conquistados foram frutos de muita luta. E que somente a união da categoria com seu Sindicato é que será possível barrar a retirada de direitos.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/jornada-saude-e-condicoes-de-trabalho-como-foram-garantidos-esses-direitos

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Gerentes são constrangidos a tirar selfies com clientes

Nova ação de prospecção do banco vem causando embaraço nos bancários; Sindicato já cobrou o fim da prática
  • Danilo Motta, redação Spbancarios
  • Publicado em 17/01/2019 18:26 / Atualizado em 17/01/2019 18:37
Foto: Freepik
Bradesco implementou uma nova ação que está causando mal estar entre os bancários. A Agita Sampa – inicialmente chamada de Agita Quarteirão – consiste em prospectar negócios e ampliar a base de clientes por parte de gerentes PF e PJ do banco. O problema é que, além da pressão por metas exorbitantes, os funcionários estão tendo que tirar uma selfie com o cliente em questão, causando constrangimento em ambas as partes.
“Todos gerentes PJ e PF vão para a rua feito doidos visitando estabelecimentos próximos à agência, convidando a abrir conta. Quem já teve conta no Bradesco e migrou pra outro banco, temos que saber o motivo, se foi pela tarifa, ver a oferta que o concorrente tem, tentar cobrir e voltar lá. E ainda temos que mandar uma planilha em separado dizendo o que você fez no dia. Eles estipulam as visitas e dão bases para a gente trabalhar com prospecção de clientes”, denunciou uma bancária, que terá sua identidade preservada para evitar represálias.
“Ha diretores e gerências regionais que ainda estão pressionando a gente a tirar foto das visitas e mandar pra eles, ficam cobrando o tempo todo que enviemos fotos. Acho isso um enorme constrangimento, tanto para o cliente como para nós funcionários”, criticou outra bancária.
O Sindicato entrou em contato com a direção do banco e cobrou o fim da prática. Como resposta, o Bradesco informou que se comprometeria a resolver o problema e afirmou que já havia entrado em contato com os diretores regionais e os orientado, reforçando que os gerentes não deveriam ser obrigados a tirar as tais fotografias.
“Entretanto, nos dias seguintes continuamos a receber relatos e denúncias de que as cobranças pelas selfies continuavam sendo praticadas. Isso é inadmissível, pois cria uma situação extremamente desconfortável para o bancário durante o seu exercício profissional”, criticou o dirigente sindical Alexandre Bertazzo, que também é bancário do Bradesco.
“Vamos continuar pressionando pelo fim desta prática e exigir o fim das metas abusivas e melhores condições de trabalho, para reduzir a carga de estresse entre os trabalhadores”, completou, reforçando que os bancários que tiverem passando pelo problema em seus locais de trabalho devem denunciar ao Sindicato clicando aqui, pelo telefone (11) 3188-5200 ou ainda através do WhatsApp (11) 97593-7749. Veja também os telefones e endereços das regionais. O sigilo do denunciante é garantido.
fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/gerentes-sao-constrangidos-tirar-selfies-com-clientes

Vote em Débora Fonseca para Caref

Candidata ficou em primeiro lugar no primeiro turno, com 11.178 votos, e tem apoio do Sindicato, da Contraf e outros

  • Danilo Motta, Redação Spbancarios
  • Publicado em 16/01/2019 16:03 / Atualizado em 17/01/2019 17:43
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Contraf-CUT apoiam e indicam voto em Débora Fonseca no segundo turno da eleição para Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do Banco do Brasil. A candidata ficou em primeiro lugar no primeiro turno, com 11.178 votos, e agora disputa a preferência dos bancários com Jair Miller, que é executivo do BB e teve 3.290 votos na primeira rodada. A votação do segundo turno acontece de 25 a 31 de janeiro. 
“Gostaria de agradecer a todos que estiveram junto comigo nesta primeira etapa. O Caref deve ser a voz que representa funcionários e funcionárias no Conselho de Administração, defendendo o BB enquanto banco público, a serviço da sociedade, e que respeite os funcionários e funcionárias”, afirmou a candidata.
Débora Fonseca é bacharel em Comunicação Social, tecnóloga em Gestão de Recursos Humanos, com MBA em Gestão Bancária e Finanças Corporativas, CPA-10 e CPA-20. A bancária tem compromisso real com as demandas e valorização dos funcionários. 

Unidade

Além do Sindicato e da Contraf-CUT, Débora Fonseca conta também com o apoio do conselheiro consultivo da PreviDavi Basso.
“Nesse momento, é muito importante escolhermos quem está comprometido com as nossas causas e as nossas pautas. É muito importante termos um equilíbrio dentro da mesa principal do Banco do Brasil, e é por isso que o meu voto vai para Débora Fonseca”, afirmou.
“Não é uma candidatura individual. Ao contrário, é uma candidatura coletiva, do movimento sindical. É diferente porque ela traz, em seu princípio, a defesa do funcionalismo, e não como candidaturas individuais, que não têm propostas e sim agem como se fossem mais um do próprio banco. A gente já tem sete pessoas do próprio banco lá dentro do Conselho de Administração. O que a gente precisa é de uma pessoa fazendo contraponto”, completou João Fukunaga, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do BB.
Débora Fonseca também tem o apoio de conselheira de usuários da Cassi, Silvia Muto; e do atual Caref, Fabiano Félix.


Fonte: http://spbancarios.com.br/01/2019/vote-em-debora-fonseca-para-caref