segunda-feira, 26 de agosto de 2013



Comando começa a discutir remuneração com os bancos nesta segunda


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, realiza nesta segunda e terça-feiras, 26 e 27, a terceira rodada de negociação da Campanha 2013 com a Fenaban, que tratará do tema remuneração.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,93% (5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%), PLR de três salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese) e R$ 678 ao mês (salário mínimo nacional) dos vales alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá.

Nas duas rodadas anteriores, os bancos rejeitaram as reivindicações sobre saúde, condições de trabalho, segurança, emprego e igualdade de oportunidades.

Veja aqui como foi a primeira rodada de negociação com a Fenaban, nos dias 8 e 9.

E aqui saiba como foi a segunda rodada, nos dias 15 e 16.

"Os seis maiores bancos apresentaram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre. Eles têm a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas fecham postos de trabalho e reduzem a média salarial da categoria com o mecanismo perverso da rotatividade, apesar do aumento da produtividade dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Por isso os trabalhadores exigem remuneração decente, que passa por aumento real de salário, valorização do piso e melhoria da PLR."

Desconcentrar renda

Para Cordeiro, trata-se de uma luta por desconcentração de renda. "Apesar de ser a sexta maior economia do planeta, o Brasil ocupa ainda o vergonhoso 12º lugar no ranking dos países mais desiguais do mundo. E no sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior", afirma o presidente da Contraf-CUT.

Segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, os 10% mais ricos no país têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha durante 3,3 anos para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico.

No sistema financeiro a concentração é ainda maior. No Banco Itaú, por exemplo, os executivos da Diretoria recebem em média R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 234,27 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsam R$ 5,6 milhões, o que significa 145,64 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que paga R$ 5 milhões anuais a seus executivos, a diferença é de 129,57 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos e o caixa do Bradesco 9 anos.

"A sociedade brasileira mostrou nas recentes manifestações de rua que quer mudança e certamente está de olho na prática dos bancos, de juros e tarifas escorchantes. Queremos transformar o crescimento em desenvolvimento econômico e social. Isso passa por melhoria de salário e mais emprego, o contrário do que os bancos estão fazendo", conclui Carlos Cordeiro.

Veja como ficam os salários e demais verbas com as reivindicações de 2013



Como é hoje
Como fica
Salário
-
11,93% (inflação + 5% de aumento real)
Piso portaria
966,74 (1.058,96 pós 90 dias)
2.860,21 (mínimo Dieese)
Piso escriturário
1.385,55 (1.519,00 pós 90 dias)
2.860,21
Piso Caixa
1.385,55 (2.056,89 pós 90 dias, incluído gratificação de caixa)
3.861,28 (mínimo Dieese + gratificação de caixa)
1º Comissionado
-
4.862,36
1º Gerente
-
6.435,47
PLR
Regra básica
90% do salário + 1.540,00
3 salários-base + 5.553,15
Auxílio-refeição
493,58 (mês)
21,46 (dia)
678,00 (mês)
29,48 (dia)
Cesta-alimentação
367,92
678,00
Auxílio-creche/babá
306,21
678,00


A negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban começa nesta segunda-feira às 14h e continua durante toda a terça-feira.

Calendário de luta

Agosto

26 e 27 - Terceira rodada de negociações entre Comando e Fenaban
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e Caixa
30 - Dia Nacional de Mobilização e Paralisação das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora

Setembro

3 - Previsão de votação do PL 4330 da terceirização na CCJC da Câmara


Fonte: Contraf-CUT

BB não apresenta contraproposta na segunda rodada de negociação com Comando

 

 Dia 29, Comando e Fenaban discutem remuneração

 

O Banco do Brasil, seguindo a mesma trilha da Fenaban e da Caixa Federal, não apresentou nenhuma contraproposta na segunda rodada de negociação com o Comando, realizada sexta-feira (23) em São Paulo. Na pauta, continuidade dos temas Saúde, Condições de Trabalho, Previdência, Segurança, e Igualdades de Oportunidades. Entre os pontos ‘debatidos’, ascensão profissional (com regras claras e transparência); fim da trava de dois anos para transferência; pagamento de substituições (extinção da lateralidade); contratações imediatas; fim da cobrança de metas diárias e individuais; Cassi e Previ para todos; e fim das metas individuais na GDP.

O fato de não apresentar contrapropostas, se limitar apenas em ouvir o Comando, mostra falta de seriedade do Banco do Brasil. “As reivindicações apresentadas podem ser atendidas pelo BB. Os sindicatos, o Comando, esperam que as contrapropostas à pauta dos funcionários sejam apresentadas antes do encerramento do processo de negociação com a Fenaban. Afinal, o BB reúne todas as condições para contemplar os anseios do funcionalismo”, avalia o secretário-geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), Jeferson Boava, que participou da rodada de hoje.

Dia 29, terceira rodada

Na próxima quinta-feira, dia 29, o Comando volta a se reunir com o Banco do Brasil. Na pauta, remuneração, as chamadas cláusulas econômicas.

 Resultado da primeira rodada

 Na primeira rodada de negociação, realizada no último dia 14, em Brasília, os temas debatidos foram Saúde, Condições de Trabalho e Previdência. Isso porque a maioria das reivindicações tratam de assédio moral, violência organizacional e metas abusivas.

No que se refere à assistência médica e previdência complementar, o Comando reivindicou o fim da discriminação dos funcionários egressos dos bancos incorporados pelo BB, que não usufruem dos serviços da Cassi e não têm os mesmos direitos dos 100 mil participantes da Previ. “Essa discriminação tem sua origem nos custos”, destaca o secretário-geral da FEEB SP e MS, Jeferson Boava, que participou da rodada.

 Durante o debate, o Comando demonstrou o seguinte cálculo, divulgado na

Revista O Espelho nº 23, editada em março último. Enquanto um bancário contratado diretamente pelo BB custaria 175 mil pela Cassi - cálculo feito com base em salário de R$ 5 mil, 30 anos de Banco e 30 anos de expectativa de vida após aposentadoria -, um bancário oriundo da Nossa Caixa custaria R$ 87 mil pela regra do plano do Banco incorporado.

 Plano de funções

O Comando ressaltou que a lucratividade do BB, no primeiro semestre deste ano (R$ 10,03 bi) deixa claro o absurdo que foi a implantação unilateral do plano de funções, em janeiro último, que reduziu os salários e as gratificações de funções. Essa decisão equivocada do BB aumentou o passivo trabalhista em 14% nos últimos 12 meses, passando a R$ 3 bilhões.

Mais contratações

 Diante do aumento da base de clientes em quase três milhões, em 2012, o BB optou em encolher o quadro de funcionários: menos 276. O Comando ponderou que são urgentes novas contratações e revisão da dotação nas unidades.

 Desrespeito ao acordo

 Ao contrário do estabelecido no acordo coletivo, o Comando observou que os gestores têm divulgado ranking de performance, expondo os nomes de bancários. E mais: no primeiro semestre deste ano, a cláusula sobre folgas foi descumprida (38º). Ou seja, enquanto existir saldo de folgas, o funcionário não pode fazer extra.

 Falta e conselheiro

 Na rodada do dia 14 o Comando cobrou também a reclassificação das faltas na luta contra o plano de funções – classificadas como não abonadas e não justificadas – e posse efetiva do conselheiro representante dos funcionários no Conselho de Administração, eleito no primeiro semestre deste ano.
 

Fonte: Jairo Gimenez – Seeb Campinas com FEEB SP/MS

sexta-feira, 23 de agosto de 2013


EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

 
 

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Votuporanga, inscrito no CNPJ/MF sob nº 49.074.172/0001-07, Registro Sindical nº 006.132.86232-7, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados pertencentes ao ramo financeiro, sócios e não sócios, da base territorial deste Sindicato, para assembleia geral extraordinária que se realizará dia 26/08/2013, as 19:30 horas, em primeira convocação e as 20:00 horas, em segunda convocação, no endereço à Rua Tibagi nº 3447, em Votuporanga-sp, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

 
1-Deliberar acerca da paralização das atividades 24 horas em adesão ao Dia Nacional da Luta da Classe Trabalhadora no dia 30/08/2013, cuja pauta prevê:

1-Redução a Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários.
2-Fim do fator previdenciário
3-10% do PIB para a Educação
4-10% do Orçamento da União para a Saúde
5-Transporte público e de qualidade/modalidade urbana
6-Valorização das Aposentadorias
7-Reforma Agrária
8-Suspensão dos Leilões de Petróleo
9-Contra o PL 4330, sobre Terceirização.

2- Informes acerca da Campanha Nacional das categorias pertencentes ao ramo financeiro.

 
Votuporanga, sp 23 de agosto de 2013
 
Harley Ap. Vizoná
Presidente

 

 
APCEF reúne-se com empregados para debater temas da campanha
Votuporanga
Trabalhadores de Votuporanga e região discutiram os principais temas da Campanha Nacional 2013

No dia 17 de agosto, o diretor-presidente da APCEF, Sérgio Takemoto, e a diretora administrativo-financeira, Ivanilde Miranda, estiveram na sede do Sindicato dos Bancários em Votuporanga, interior de São Paulo, em encontro para discutir questões referentes à Campanha Nacional 2013. Eles foram recebidos pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Votuporanga e Região, Harley Vizoná, e pelo diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Darci Marchiori.

Na reunião foram discutidos temas da Campanha Nacional 2013 e foi reforçado pelos cerca de 30 participantes as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelos empregados da Caixa. Um dos pontos críticos é a falta de empregados para atender a demanda de trabalho nas agências. O problema resulta na sobrecarga de trabalho, no atendimento ruim e no desgaste de trabalhadores e clientes. Outra questão levantada foi a das metas abusivas, que geram alto grau de estresse e adoecimento. Também foi falado sobre a falta de sistemas eficazes, que tem influência direta na qualidade do atendimento.

"O encontro foi muito produtivo e só confirmou a necessidade da participação e mobilização dos empregados. Temos de nos unir para cobrar da Caixa soluções para esses problemas que afligem trabalhadores em todo o Brasil", disse Takemoto.
Ao fim da reunião houve um almoço de confraternização com empregados da Caixa, seus familiares e membros do sindicato.

Para agendar uma reunião na sua cidade, entre em contato com a APCEF pelo telefone (11) 3017-8315 ou envie um e-mail para sindical@apcefsp.org.br.
Comando e Caixa fazem terceira rodada específica para debater Funcef, carreira, contratações e isonomia no dia 29
 
Encontro está marcado para Brasília e acontece após o Dia Nacional de Luta, realizado nesta quinta-feira (22) por decisão do 29º Conecef
 
Na quinta-feira da próxima semana, dia 29 de agosto, às 15h, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Caixa Econômica Federal para a terceira rodada de negociação específica da campanha salarial 2013. Estarão em discussão as reivindicações sobre Funcef, carreira, contratações e isonomia.

A nova rodada acontece após o Dia Nacional de Luta, definido pelo Comando Nacional e realizado nesta quinta-feira (22), conforme decisão do 29º Conecef, ocorrido entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo.

Nas duas primeiras negociações, os "nãos" da Caixa às reivindicações específicas se repetiram, indignando os empregados. Tanto que até agora não houve avanços. Nada foi apresentado pelo banco para as demandas sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, condições de trabalho, aposentados, Prevhab e segurança bancária. Enquanto isso, os empregados continuam sobrecarregados nas agências, situação provocada pela carência de pessoal.

Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, "o balanço semestral da Caixa mostrou que a empresa continua batendo recordes de lucro, não havendo, portanto, razão para serem recusadas as reivindicações específicas dos empregados. A situação é a mesma em relação ao restante do sistema financeiro nacional".

Ele afirma também que o tema das condições de trabalho é uma das prioridades das negociações específicas da campanha salarial deste ano. "É preciso acabar de uma vez por todas com a sobrecarga de trabalho nas unidades, pondo fim à frequente e desnecessária extrapolação da jornada".

Jair diz ainda que essa situação é devido ao aumento da demanda e à falta de empregados. "A luta do movimento nacional dos empregados é para que a direção da Caixa aumente a média de trabalhadores por agência".

"Mas para que haja conquistas é muito importante a participação dos empregados nas mobilizações. Sem força de pressão, as negociações não avançam", conclui.
 
Manifestações pelo Dia Nacional de Luta na Caixa reivindicam melhores condições de trabalho
Atividades integraram o calendário da campanha salarial 2013.
Protestos ocorreram nas principais capitais do país e visaram contrapor-se à intrasigência da empresa nas negociações específicas
 
Foi de luta o dia de ontem (quinta-feira – 22 de agosto) em agências e unidades da Caixa Econômica Federal espalhadas pelo país. Tudo porque os empregados do banco, por meio de suas entidades representativas, realizaram atividades para cobrar condições dignas de trabalho. Essa mobilização fez parte do Dia Nacional de Luta e integrou o calendário de atividades da campanha salarial de 2013.

Nos locais onde os protestos ocorreram, sobretudo nas principais capitais do país, foram realizadas reuniões em locais de trabalho, atos nas portas das unidades e retardamento na abertura de agências, como forma de denunciar que as agências e postos de atendimento da Caixa estão um verdadeiro caos, provocado pela falta de pessoal, pela extrapolação da jornada e pela falta de equipamentos importantes, combinada com condições físicas impróprias dos imóveis.

Em Brasília, por exemplo, o vice-presidente da Fenae e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Jair Pedro Ferreira, participou dos protestos na entrada do prédio que concentra mais de 1.200 empregados, na antiga Rédea/Tecnologia, localizado na 512 Norte - Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva. No local, além de bate-papo com os empregados, houve a distribuição de panfleto, cujo conteúdo relatava a intransigência da Caixa em relação à pauta específica de negociações da campanha salarial deste ano.

A manifestação em São Paulo envolveu cerca de 800 empregados das agências Santana, Pedroso de Moraes, Paulista, Vila Esperança, Taboão da Serra e das concentrações Sé, no Centro, e CEPTI (antigo Rerop), em Osasco. Na ocasião, ocorreram reuniões com os bancários e foi distribuída carta à população, na qual é cobrada a ampliação do quadro de empregados.

O Dia Nacional de Luta na Caixa foi realizado em cumprimento a uma deliberação do 29º Conecef, ocorrido entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo. O recado, portanto, foi dado: condições dignas de trabalho têm relação estreita com a contratação de mais empregados, unidades adequadas para o atendimento ao público, fim das metas abusivas e do assédio moral e respeito à jornada de trabalho, combinada com uma política que aprimore o caráter de banco público da Caixa.

Negociações específicas

 Além de mais empregados e condições dignas de trabalho, as negociações específicas da campanha salarial 2013 reivindicam a criação de critérios para o descomissionamento e itens relacionados à saúde do trabalhador, Saúde Caixa, Prevhab, Funcef, aposentados representação do trabalhador no Conselho de Administração, carreira, isonomia e segurança bancária. Até agora, foram realizadas duas rodadas e não houve o registro de qualquer avanço, por menor que seja.

Na quinta-feira da próxima semana, dia 29 de agosto, está agendada a terceira rodada de negociações específicas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa. Nessa reunião, os temas em debate serão Funcef, carreira, contratação de empregados e isonomia.
 


Comando faz segunda rodada de negociação específica com BB nesta sexta


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, realiza nesta sexta-feira 23 às 10h, em São Paulo, a segunda rodada das negociações específicas com a direção do BB, para prosseguir nas reivindicações de saúde, previdência, segurança, condições de trabalho e igualdade de oportunidades.

Veja aqui como foi a primeira rodada de negociação, realizada no dia 13 de agosto em Brasília.

Cassi e Previ para todos

A pauta de reivindicações específicas condena a discriminação dos cerca de 15 funcionários oriundos dos bancos incorporados pelo BB e exige que tenham o direito de usufruir a assistência médica da Cassi, bem como de terem os mesmos direitos que os mais de 100 mil funcionários beneficiários da previdência complementar da Previ.

"Não queremos esperar vários anos de embates judiciais para incluir todos os bancários dos bancos incorporados na Cassi e na Previ. Queremos uma solução negociada e o mais rápido possível", defenda William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Preservação da saúde

O adoecimento por más condições de trabalho, pelos abusos nas cobranças de metas e pelo assédio moral é um grande problema enfrentado pelos bancários do BB. "Queremos resolver essa questão de uma vez por todas para que nenhum bancário perca salário e ou função quando estiver afastado para tratamento médico", diz William.

Outra coisa que os funcionários esperam solução é sobre o plano odontológico. Hoje ele é um plano tão limitado que os bancários não conseguem utilizá-los. "Além disso, queremos incluir no plano todos os aposentados", avisa o coordenador da Comissão de Empresa.

Combate às metas abusivas e ao assédio moral

Assim como a categoria bancária está cobrando fortemente na Fenaban o aprofundamento de medidas de combate ao assédio moral nas cobranças de metas, o funcionalismo que incluir no aditivo do BB a proibição de cobranças de metas via dezenas de sms, emails e telefones diários, inclusive fora da jornada de trabalho do bancário.

"Além disso, queremos o fim da cobrança de metas individuais e diárias e que o banco retire as metas individuais da nova GDP. Essa violência nas cobranças é um dos maiores males do dia a dia do bancário", critica William.

Mais contratações

A cobrança por aumento nas dotações das unidades é uma reivindicação tanto dos administradores quanto dos bancários e dos concursados. Em vez disso, o BB está diminuindo o quadro de funcionários com programas de incentivo ao afastamento e não substituição de aposentados.

"Queremos a contratação urgente de cinco mil bancários e a chamada de todos os aprovados nos últimos concursos", reivindica o diretor da Contraf-CUT.

Ascensão profissional

Outro tema fundamental para acabar com as injustiças e apadrinhamentos nos locais de trabalho é o estabelecimento de processos de seleção interna com regras claras, objetivas e transparentes, além de melhorias na cláusula contra descomissionamento.

"O BB é a única empresa onde a carreira tem regressão, porque os funcionários são descomissionados e têm redução salarial quando são transferidos para unidades com salários menores, como punição por não cumprirem metas impossíveis. Isso acontece inclusive com os primeiros gestores", critica William.

PSO/Caixas

A busca de soluções para os graves problemas de trabalho nas Plataformas de Suporte Operacional (PSO), que executam o atendimento de caixas das agências, é mais uma cláusula importante da pauta de reivindicações específicas.

Para o Comando Nacional, a primeira questão básica é avançar na carreira de mérito, ou seja, buscar que os caixas pontuem um ponto por dia e que a pontuação retroaja no histórico funcional. "E também queremos a nomeação de todos os caixas e o aumento da dotação", acrescenta o dirigente.

Volta do pagamento das substituições

Uma das questões que precisam avançar no banco é a volta do pagamento da substituição, pois além de acabar com os desvios de função ela tem caráter formativo e seria fundamental para resolver questões como, por exemplo, no setor dos gerentes de serviço das PSO, que têm um grande acúmulo de tarefas e quando estão ausentes, os caixas e escriturários realizam os serviços nas PSO sem receber pela responsabilidade.

"Também nos casos de afastamentos para tratamento de saúde defendemos que os bancários não devem perder sua função e dotação. E sim permitir que os gestores tivessem substitutos remunerados para os afastados de suas unidades durante esse período", conclui William.

A terceira rodada de negociação das reivindicações específicas do BB estão marcadas para a quinta-feira 29, em Brasília, para discutir remuneração, carreira e demais questões econômicas.


Fonte: Contraf-CUT


HSBC reduz lucro em 24,5% e atinge R$ 454,7 milhões no 1º semestre


O HSBC publicou o balanço do primeiro semestre de 2013 com lucro líquido de R$ 454,7 milhões, o que representa uma redução de 24,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses números, embora muito ruins, são melhores que os projetados no último dia 5 , quando da divulgação do lucro global pelo CEO do banco inglês, Stuart Gulliver.

No comunicado à imprensa mundial, o banco havia anunciado um aumento do lucro global de 22%, totalizando U$ 10,284 bilhões, mas uma queda de 70% no Brasil comparativamente ao mesmo período de 2012, somando U$153 milhões, sustentado basicamente pelo banco de atacado e de investimentos, com lucro de U$ 290 milhões. Já o segmento de varejo registrava um prejuízo de U$ 117 milhões, conforme publicou o Jornal Valor Econômico.

A exemplo dos demais grandes bancos privados, o HSBC cortou 209 empregos no primeiro semestre e reduziu o seu quadro de funcionários em 724 postos de trabalho se comparado a junho de 2012. Assim, o número total de empregados do banco no Brasil caiu para 22.328 trabalhadores. O total de agências no país sofreu uma leve alteração, com o acréscimo de uma unidade entre os meses de junho de 2012 e 2013, totalizando hoje 867.

A Contraf-CUT já encaminhou ofício à direção do banco, solicitando o agendamento de uma reunião o mais breve possível para maiores esclarecimentos sobre os resultados apresentados no balanço e as possíveis repercussões sobre o nível de emprego e os pagamentos da PLR da convenção coletiva dos bancários e dos programas próprios (PPR).

"Ficamos muito preocupados com os números divulgados e estamos em estado de alerta. O HSBC usa como desculpa para o mau desempenho supostas dificuldades da economia brasileira, o que não se sustenta, pois os demais bancos comemoram recordes de lucratividade. Na verdade, a falta de funcionários nas agências e péssimas condições de trabalho, aliada à cobrança de metas abusivas, é que tem, a nosso ver, impedido melhor performance do banco inglês no Brasil. O HSBC, ao invés de ouvir o movimento sindical, que sempre reivindicou mais contratações, continua a eliminar postos de trabalho", critica Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

Números do balanço

As operações de crédito cresceram 3,97% entre junho de 2012 e junho de 2013, atingindo um montante de R$ 59,9 bilhões.

Clique aqui para ver a análise do Dieese.

As operações com pessoas físicas caíram 10,5%, em relação a junho de 2012, chegando a R$ 19,6 bilhões. As operações com pessoas jurídicas, por sua vez, alcançaram R$ 39,2 bilhões, com elevação de 12,4% comparado ao mesmo período do ano passado.

Do total, a carteira de pessoas jurídicas representou a maior parte da carteira de crédito (65,4%), seguida da de pessoas físicas (32,7%) e o restante (1,9%) é crédito destinado ao setor agropecuário e mineração.

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou redução de 0,5 ponto percentual, atingindo a marca de 4,30% no primeiro semestre.

O HSBC praticamente não alterou suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) de janeiro a junho deste ano em relação a igual período de 2012, permanecendo em um patamar de R$ 1,8 bilhão (equivalente a quase quatro vezes o lucro líquido do período).


Fonte: Contraf-CUT com Dieese


Comando negocia carreira, contratações e isonomia com a Caixa no dia 29


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), volta a se reunir com a Caixa Econômica Federal na próxima quinta-feira, dia 29, às 15h, em Brasília, para a terceira rodada de negociação específica da Campanha 2013. Estarão em discussão as reivindicações sobre carreira, contratações e isonomia.

A nova rodada acontece após o dia nacional de luta, definido pelo Comando Nacional e realizado nesta quinta-feira (22), conforme decisão do 29º Conecef, ocorrido entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo.

Nas duas primeiras negociações, os "nãos" da Caixa às reivindicações específicas se repetiram, indignando os empregados. Tanto que até agora não houve avanços. Nada foi apresentado pelo banco para as demandas sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, condições de trabalho, aposentados, Prevhab e segurança bancária. Enquanto isso, os empregados continuam sobrecarregados nas agências, situação provocada pela carência de pessoal.

Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, "o balanço semestral da Caixa mostrou que a empresa continua batendo recordes de lucro, não havendo, portanto, razão para serem recusadas as reivindicações específicas dos empregados. A situação é a mesma em relação ao restante do sistema financeiro nacional".

Ele afirma também que o tema das condições de trabalho é uma das prioridades das negociações específicas da campanha deste ano. "É preciso acabar de uma vez por todas com a sobrecarga de trabalho nas unidades, pondo fim à frequente e desnecessária extrapolação da jornada".

Jair diz ainda que essa situação é devido ao aumento da demanda e à falta de empregados. "A luta do movimento nacional dos empregados é para que a direção da Caixa aumente a média de trabalhadores por agência".

"Mas para que haja conquistas é muito importante a participação dos empregados nas mobilizações. Sem força de pressão, as negociações não avançam", conclui.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae


Passeata dos bancários no centro de São Paulo pressiona banqueiros


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloTrabalhadores saem às ruas para fazer ouvir sua voz e seu descontentamento

Quinta-feira, 22 de agosto, oito da noite. Horário em que uma multidão de bancários deixou de estar em casa com a família ou de ir a um happy hour com os amigos, até faltou à faculdade, e optou por percorrer as ruas do centro de São Paulo para demonstrar a força e a unidade da categoria, bem como seu descontentamento com a realidade dentro dos bancos.

A passeata da Campanha Nacional reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e esbanjou motivação para a luta e descontração, proporcionando uma miríade de atrações como o pop rock da sempre presente banda Ritz - a banda da greve - , além de artistas circenses como malabaristas, engolidores de fogo e equilibristas.

O batuque da bateria da escola de samba Tom Maior deu o ritmo para a marcha dos bancários. Mas a seriedade das reivindicações dos bancários não foi ofuscada pelo tom descontraído da passeata, pelo contrário.

Os manifestantes deixaram claro que estavam ali com o propósito de pressionar os bancos contra os abusos cometidos na rotina de trabalho.

Uma bancária do Itaú que não quis se identificar diz que fez questão de comparecer para lutar pelos direitos da categoria. "Estou aqui para protestar contra as metas abusivas e pelo aumento do nosso salário e da nossa comissão, que são muito baixos", afirmou.

Já um bancário do Santander marcou presença para cobrar respeito dos bancos. "Estou aqui pela valorização do nosso serviço. Nos bancos, quem ganha são só os executivos. Os [funcionários] menores não passam de um número. Hoje a gente trabalha em uma agência e do dia para noite nos mandam trabalhar em outro lugar, em outro canto da cidade, não importa nossa vida pessoal, nossa família, nossa qualidade de vida."

A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, lembrou que o setor bancário brasileiro é um dos mais rentáveis do mundo, tendo lucrado R$ 30 bilhões no primeiro semestre deste ano, e por isso, o argumento de que não podem dar aumento salarial por causa da crise mundial não é válido. "Essa passeata é para mostrar para os banqueiros a disposição de luta dos bancários, e nós estamos apenas começando", afirmou.

Para a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, o bancário adoece cada vez mais para dar dinheiro aos banqueiros. "Hoje é um dia muito importante para nós, para que nós mostremos para os banqueiros a nossa vontade de lutar e de se organizar, e a exigência que nós fazemos é saúde e felicidade. Bancário não quer só aumento de salário e de vale-refeição, quer ter paz, saúde e alegria", declarou.

O ex-presidente do Sindicato e deputado estadual (PT) Luiz Claudio Marcolino aproveitou para lembrar a luta para implantar uma CPI na Assembleia Legislativa que pretende investigar as denúncias de corrupção que envolvem o governo paulista. "São mais de R$ 30 bilhões em 325 contratos fraudados entre o metrô, a CPTM, a Siemens e a Alstom, demonstrando a estrutura de corrupção ao longo dos 20 anos de governos do PDSB", afirmou.

O presidente da CUT, Wagner Freitas, lembrou o argumento dos banqueiros de que não podem dar aumento salarial por causa da crise econômica "Mas na hora de atender, os bancos extorquem o cliente nas tarifas, atendem mal, e banqueiro é isso, é um mal para a sociedade brasileira", completou.

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, usando a camiseta "Não ao PL 4330", enfatizou a importância da ousadia, unidade e mobilização da categoria para pressionar os bancos. "Precisamos tomar as ruas para cobrar nossos direitos, como remuneração, emprego, saúde, segurança e condições de trabalho, e combater o projeto da terceirização que, se aprovado, permite terceirizar caixas e gerentes", destacou.

Para o bancário Walter San Martin, da Caixa, a categoria tem que participar dos fóruns e atividades proporcionados pelo Sindicato, como as assembleias e as manifestações. "Afinal de contas, é a representação dos trabalhadores e tem mais força com a nossa participação. O bancário delega muito ao Sindicato quando na verdade ele tem que participar para fazer ouvir e valer suas reivindicações".


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo


TRT-PB barra demissões em massa no Santander e reintegra demitidos


Crédito: Seeb Paraíba
Seeb ParaíbaBancários presenciaram julgamento histórico no TRT da Paraíba

Em julgamento histórico ocorrido na quarta-feira (21), o Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-PB) julgou favorável aos trabalhadores o dissídio coletivo ajuizado pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba para barrar as demissões em massa praticadas pelo Santander em dezembro do ano passado.

Embasado nos cinco votos favoráveis e três contrários, o Tribunal determinou a ilegalidade das demissões em massa na Paraíba e a reintegração dos funcionários demitidos pelo Santander em dezembro de 2012. E ainda arbitrou uma multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento da decisão judicial.

Após a sustentação oral do advogado Marcelo Dias Assunção, calorosos debates se sucederam entre os desembargadores, cuja maioria seguiu o brilhante voto do relator do processo, desembargador Paulo Maia Filho.

Em seu voto, o relator destacou a importância do tema e afirmou que o Santander descumpriu as normas constitucionais de proteção ao emprego e não poderia ter demitido em massa, sem antes negociar com o Sindicato.

Já o desembargador Wolney Cordeiro, que também votou a favor dos trabalhadores, destacou que, pela primeira vez em quase 30 anos de instalação do TRT 13, uma matéria tão importante veio a julgamento, tornando-se um julgamento histórico.

O advogado Marcelo Assunção destacou a atuação do Ministério Público do Trabalho, que favoreceu o resultado do julgamento. "O parecer do Dr. José Caetano dos Santos Filho, favorável aos trabalhadores e seguido pela maioria dos desembargadores, foi decisivo para a vitória dos trabalhadores", ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, comemorou mais essa vitória. "A decisão do TRT 13 veio reparar o abuso cometido pelo Santander que, às vésperas do Natal do ano passado, demitiu quase 5 mil funcionários em todo o país, sem negociar com os sindicatos".

Jurandi Pereira, diretor responsável pelo Jurídico do Sindicato, também foi enfático ao avaliar o julgamento histórico do TRT-PB. "Essa memorável decisão do TRT da 13ª Região fortalece ainda mais a categoria bancária como um todo, extrapolando inclusive nossas fronteiras para servir como jurisprudência por outras entidades sindicais na luta jurídica contra as ilegalidades cometidas pelo Santander em todo o país", concluiu.

Agora, o Sindicato aguarda a publicação do acórdão para tomar as providências cabíveis à reintegração dos demitidos.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Paraíba

quinta-feira, 22 de agosto de 2013



84,5% das negociações no primeiro semestre tiveram aumento real




Revista do Brasil
Vitor Nuzzi

São Paulo - Em um cenário de baixo crescimento e inflação um pouco maior, as negociações salariais realizadas no primeiro semestre conseguiram resultados positivos, embora em ritmo inferior ao de igual período do ano passado, segundo pesquisa divulgada hoje (22) pelo Dieese. De 328 acordos coletivos analisados, 84,5% foram fechados com reajustes acima do INPC-IBGE, 7% tiveram índices equivalentes e 8,5% ficaram abaixo da inflação. O aumento real (acima da inflação) médio foi de 1,19 ponto percentual. A primeira metade do ano reúne categorias como trabalhadores na construção civil e nos transportes, além da indústria da alimentação, entre outras.

No primeiro semestre de 2012, quase 100% dos reajustes ficaram acima da variação do INPC. Foram 96,5% acordos com índices superiores ao da inflação e 3% equivalentes ao calculado pelo IBGE e usado como referência nas negociações trabalhistas. O ganho real médio foi de 2,23 pontos percentuais. Segundo o Dieese, esse foi o melhor resultado desde 1996.

O índice do primeiro semestre deste ano (84,5% de reajustes acima da inflação) é equivalente ao de 2011 (84,4%). Fica também abaixo de 2010 (87,2%) e acima de 2008 (75,9%) e 2009 (78%). Os acordos com índices abaixo do INPC subiram de 0,9% em 2012, para 8,5%.

O coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, identifica um cenário mais diverso devido às incertezas da economia. Mas acrescenta que os números não podem ser vistos como ruins. "É fato que há um ligeiro recuo. Mas não podemos considerar negativo o resultado. O que houve foi um pequeno recuo causado pelo aumento da inflação", afirma. Ele também critica o que chamou de "certo terrorismo de parte da mídia" em relação a um suposto descontrole inflacionário. "A inflação nada teve de anormal nesse período", diz.

Na avaliação do economista, esse "terrorismo" visava, sobretudo, a aumentar a taxa básica de juros. "É a justificativa para a gritaria que houve naquele momento."

Entre os setores, de janeiro a junho deste ano a indústria teve 85,2% de acordos com reajustes acima da inflação, o comércio registrou 97,8% e o setor de serviços, 79,4%. A indústria teve quase 10% de acordos abaixo do INPC, o pior resultado desde 2008. "Foi o setor que nos últimos anos teve desempenho pior em função da crise, e isso em certa medida se refletiu nas negociações", observa Silvestre.

Nas regiões, destaca-se o número alto de reajustes abaixo do INPC nas regiões Norte (23,8%) e Nordeste (15,9%). No Sudeste, esse percentual chegou a 8% e no Sul, a 8,9%. O menor índice foi do Centro-Oeste (5,9%).

Silvestre lembra que várias medidas foram adotadas pelo governo, como desonerações e redução das tarifas de energia. "A expectativa era de que isso estimulasse o setor industrial", comenta.

Já o mercado de trabalho exige atenção. "O que a gente vem observando é que tanto os dados da ocupação como os registros administrativos (Rais e Caged) mostram uma perda de dinamismo", diz Silvestre.

Para o segundo semestre, a tendência é positiva, afirma o economista do Dieese. "Um dado fundamental é que a inflação acumulada deve ser menor. E você tem um quadro mais definido sobre o crescimento da economia em 2013", afirma. Além disso, os resultados na segunda metade do ano costumam ser melhores, entre outros fatores por se tratar de um período de produção maior e com setores de ponta, como metalúrgico, químico, de petróleo e financeiro.

Bancários, metalúrgicos, petroleiros e trabalhadores nos Correios já entregaram suas pautas de reivindicação e iniciaram negociações. As três primeiras categorias têm data-base em 1º de setembro e a última, em 1º de agosto.

Silvestre observa que o ideal para um crescimento sustentado, com reflexo nas negociações, seria uma alta do PIB constante em torno de 4%, 4,5%. "Mas o Brasil não tem conseguido crescer 4% de forma continuada." Ele avalia que em 2014 a economia brasileira deverá subir em torno de 3% a 3,5%. "Não vamos crescer 7,5%, como em 2010. Foi um ponto fora da curva. Assim como o mundo não cresce. Tirando a China, qual país cresce nesse patamar?"

Fonte: Contraf-CUT

ALMOÇO - DIA DO BANCÁRIO


Estagiário de 21 anos morre depois de trabalhar por 72 horas seguidas

Moritz Erhardt morreu, supostamente, após trabalhar demais no banco onde estagiava
O estudante Moritz Erhardt foi encontrado morto no chuveiro de seu alojamento em Londres, após sofrer uma convulsão. Ele estava trabalhando há praticamente 72 horas seguidas no Bank of America, onde fazia estágio – por três dias seguidos trabalhou até 6h da manhã, na semana em que morreu.
Segundo o “The Independent”, Mortiz entrou em colapso após a rotina exaustiva. O rapaz de 21 anos, nascido na Alemanha, foi para Londres fazer o estágio no banco por sete semanas. Ele foi encontrado sem vida por seus colegas de alojamento, que relataram que o amigo sofria de epilepsia

Fonte: UOL


HSBC propõe acordo aditivo e negociação segue após Campanha Nacional


Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTBancários negociam pauta específica de reivindicações

Na terceira rodada de negociações permanentes entre Contraf-CUT, federações e sindicatos com o HSBC, que aconteceu nesta quarta-feira, dia 21, em São Paulo, o banco inglês apresentou Alexandra Roth, que substituirá Vera Saicali no cargo de diretora de RH,

Conforme previsto, a instituição trouxe os pontos para a formalização do acordo específico, contemplando direitos praticados atualmente:

- plano de saúde e odontológico com duas operadoras
- direito a folgas por tempo de casa e no dia do aniversário
- adiantamento salarial, no caso das férias, em até cinco parcelas
- bolsa educacional

Da pauta entregue e discutida até o momento, o banco negou a reivindicação referente ao CPK - reembolso de combustível, dizendo que não pode aplicar qualquer reajuste sobre os R$ 0,46 praticados atualmente.

Decorrente dos debates anteriores, as entidades sindicais solicitaram a inclusão no rol anterior de mais três itens: o Plano de Previdência Complementar já concedido, a criação da mesa paritária de saúde e utilização da treinet somente dentro da jornada de trabalho.

A redação do instrumento apresentado durante a negociação será submetido à avaliação da assessoria jurídica da Contraf-CUT para envio para os sindicatos filiados e uma vez aprovado, posterior formalização entre o banco e as entidades sindicais convenentes.

PPR

O banco admite que o programa esteja desvinculado da PLR da CCT dos bancários e, portanto, não efetuará a compensação entres os dois programas distintos. Mas não aceita incluir esses termos no acordo nem estabelecer negociação direta com as entidades sindicais para construção do programa neste momento.

Pendências

O banco concorda em prosseguir no debate, mas não apresentou uma redação final para os seguintes pontos:

- compartilhamento de agências: voltará ao debate e informou que Aides Jr, representante da área de operações, será convidado para esse debate.

- acesso dos dirigentes sindicais liberados e dos licenciados para tratamento de saúde ao portal RH e a comunicados internos: o banco disse estar tratando internamente da operacionalização para viabilizar o acesso.

- adiantamento de férias em dez parcelas.

- inclusão dentre as cláusulas do ACT que será formalizado, o direito de todos os admitidos até 31.12.2012 de permanecerem com seu plano de saúde nos casos de aposentadoria, uma vez que contribuíram para o plano nos termos da norma 279 da ANS.

- Plano de Previdência Complementar: apesar do benefício já estar implantado, uma série de ajustes foram propostos, entre ele a elevação do percentual mínimo de contribuição pela patrocinadora, de 0,5% para 3%, paritário.

- Vale Cultura.

Avanços e mais negociação

Segundo, Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT, todos os integrantes da comissão de empresa consideraram como positiva essa retomada do diálogo com o banco, inclusive com a construção de um acordo de trabalho específico contemplando direitos conquistados no passado: "Esses direitos ficavam a bel prazer da empresa, não havia garantia de que não seriam alterados unilateralmente", ressalta.

Carlos Kanak, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC, avalia ser fundamental que o processo de negociação seja permanente e avance cada vez mais, principalmente em questões relacionadas ao emprego, fim da rotatividade e mais contratações: "As condições de trabalho estão críticas e vem acarretando alto nível de adoecimento e pedidos de dispensa", afirma.

"Quando da retomada das negociações, após o fechamento da Campanha Nacional dos Bancários 2013/2014, daremos continuidade às discussões em temas como remuneração, PCS e PPR" destaca Alan Patrício, diretor Jurídico da Contraf-CUT e também representante da Fetrafi Nordeste na COE do HSBC.

Balanço semestral

A respeito do balanço semestral que foi publicado, ficou decidida a realização brevemente de uma reunião específica para analisar as perspectivas e problemas decorrentes dos maus resultados apresentados (LL 24% inferior ao mesmo período de 2012), particularmente impactos no nível de emprego, programas próprios de remuneração e PLR.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 21 de agosto de 2013



Bancos só dizem 'não' e bancários vão à luta nesta quinta em todo o país

 
Os bancários vão às ruas nesta quinta-feira 22 em todo o país manifestar sua indignação diante da intransigência dos bancos, que nas duas rodadas duplas de negociação realizadas até agora na Campanha 13 rejeitaram todas as propostas sobre saúde, condições de trabalho, segurança, emprego e igualdade de oportunidades. Os mais de 130 sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários farão passeatas no final do expediente bancário.

"Os balanços semestrais dos bancos mostram que eles continuam batendo recordes de lucro. Não há razão, portanto, para recusarem as reivindicações dos bancários. E como os banqueiros só agem sob pressão, é importante que todas as nossas entidades intensifiquem a preparação do Dia Nacional de Luta no dia 22, com passeatas em todo o país, e também da greve geral do dia 30 convocada pelas centrais sindicais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Veja aqui como foi a primeira rodada dupla de negociações com a Fenaban, nos dias 8 e 9, sobre saúde, condições de trabalho e segurança.

E leia aqui sobre a segunda rodada dupla de negociações, sobre emprego e igualdade de oportunidades.

O que os bancários reivindicam

> Reajuste salarial de 11,93%, composto de 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%.

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.

Calendário de luta

Agosto

22 - Dia Nacional de Luta, com passeatas dos bancários
22 - Primeira rodada de negociações específicas entre o Comando e o BNB
23 - Segunda rodada das negociações específicas do Banco do Brasil
26 e 27 - Terceira rodada de negociações entre Comando e Fenaban
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
30 - Dia Nacional de Mobilização e Paralisação das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora

Setembro

3 - Previsão de votação do PL 4330 da terceirização na CCJC da Câmara


Fonte: Contraf-CUT - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35420
Artigo da juíza Andréa Saint Nocchi: "A terceirização que escraviza"
 
Andréa Saint Pastous Nocchi
Juíza do Trabalho da 4ª Região


Se o trabalho infantil e o trabalho escravo podem, ainda, soar distantes e irreais para os juízes do trabalho, a terceirização, quarteirização e precarização das relações de emprego é o nosso dia a dia, nossa realidade a cada processo, a cada audiência. Nenhum magistrado trabalhista brasileiro poderá negar a presença, existência e os danos causados por estas formas de trabalho.

No início desta semana, mais uma notícia veiculada na grande imprensa, e com repercussão internacional, dá conta de que outra importante marca de roupas utilizava mão de obra escrava, ilegal e em condições desumanas na sua cadeia produtiva. O fato não é novidade. Outros trabalhadores bolivianos, submetidos a condição de escravidão, já foram resgatados e, nem assim, a perversidade das condições de trabalho sofreu alteração.

O exemplo do acontecido com a marca de luxo Le Lis Blanc nos ajuda, entretanto, a compreender melhor a relação estreita que une o ciclo de exclusão e exploração destes trabalhadores. No caso, mais uma vez, a mão de obra era de trabalhadores bolivianos, mas a realidade é mesma em qualquer idioma e nacionalidade. A pouca escolaridade, o desconhecimento de seus direitos, a necessidade de trabalho e de sobrevivência, a escravidão por dívida, longas jornadas e as péssimas condições de trabalho são características que se repetem a cada nova blitz de fiscalização da força-tarefa do Ministério do Trabalho. Neste fato, há a presença explicita e determinante da expressão máxima da precarização das relações de trabalho.

Os bolivianos trabalhavam em oficinas, sem qualquer direito trabalhista garantido, comandados por empresas terceiras contratadas pela marca de roupas de luxo, executando a atividade fim da atividade econômica - o produto a ser comercializado. Típica e ilegal terceirização que, no caso, já estava na fase da quarteirização. Tudo errado. Tudo de acordo com a lógica da exploração absoluta do homem, do seu trabalho e da busca pelo lucro fácil e sem precedentes.

E, lá, no meio daquela realidade um jovem de 16 anos. Trabalhando, como escravo, 12 horas de jornada, vítima do tráfico de pessoas, morando em condições degradantes. Uma juventude perdida, não para o tráfico de drogas ou para a violência das gangues. Uma juventude perdida pela necessidade de sobrevivência e porque há uma lógica de exploração que rege as relações humanas e domina a cadeia produtiva de diversas empresas que fecham os olhos ao que acontece ao seu redor.

Os juízes do trabalho, mesmo que não queiram enxergar o trabalho infantil e o trabalho escravo, não conseguem deixar de ver a terceirização e a precarização das relações de trabalho, especialmente em vias de votação do Projeto de Lei 4330 - chamada PL da terceirização - que, se aprovada, será a porta aberta para que casos como o noticiado virem muito mais do que notícia: virem rotina.

Fonte: TRT da 4ª Região - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35426

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Você já trabalhou com atestado na gaveta?
                             
Presenteísmo é o nome dessa prática, adotada por descaso com a própria saúde ou por medo de represália de gestores. Sindicato alerta sobre cuidados e responsabilidade para doença não virar pesadelo.

São Paulo – Você, bancário, já ouviu falar na palavra “presenteísmo”? Pode até não saber o que é, mas com certeza já passou ou viu algum amigo passando por tal situação. Presenteísmo é o mesmo que trabalhar doente. É o nome dado à prática de desempenhar as funções no ambiente corporativo com o atestado na gaveta, ou após ir ao médico e negar um atestado alegando que precisa trabalhar.

 O motivo da doença nem sempre é uma lesão por esforço repetitivo ou uma depressão. Pelo contrário. Qualquer gripe, crise de sinusite, rinite, ou outras doenças diagnosticadas por um médico e atestadas são motivos para desencadear o presenteísmo desde que o profissional ignore a necessidade da falta justificada e trabalhe mesmo adoecido.

 Para a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares, pode ser um agravante para a saúde: o bancário comparece ao local de trabalho, mas não consegue manter a produtividade dentro do normal por estar doente e não assumir diante da falta de conhecimento da gravidade do problema ou até mesmo por medo dos gestores. “É um caminho para graves consequências, alguns danos irreversíveis, como a perda de movimento causada pela gravidade da LER/Dort ou sequelas por uma depressão. Qualquer resfriado com atestado médico é motivo para o trabalhador se recompor, receber medicação, descansar, para voltar com saúde ao trabalho.”

 Quem sofre – O conselho de uma bancária que exercia a função de gerente-geral e está afastada há seis anos, é que o trabalhador jamais guarde atestado na gaveta ou recuse o documento quando o médico indica afastamento. “Percebi que estava doente quando comecei a ir dormir 1h e acordar 3h da madrugada achando que já tinha que ir para o banco. A ansiedade era enorme e eu só pensava no trabalho. Ficava acelerada, fora do normal.”

A trabalhadora procurou um médico, que diagnosticou o caso como estresse e ansiedade causados pelo trabalho. “Fiz vários exames, ele falou para eu me afastar, mas recusei pegar o atestado e fui trabalhar no dia seguinte.”

  Em determinado momento, a situação se agravou. A bancária relata que não tinha paciência com as pessoas, falava alto no ambiente de trabalho e não conseguia se relacionar com os colegas. “Me arrependo bastante por não ter cuidado da minha saúde. Se o objetivo de um bancário hoje, que está doente, é continuar a trabalhar como bancário, meu recado é que ele procure logo se tratar, se cuidar para voltar mais forte ao trabalho. Saúde vem em primeiro lugar.”

 Além do transtorno psicológico, a trabalhadora entrevistada também trata de uma tendinite que se agravou nos últimos meses.

Epidemia na categoria – Mais de 21 mil bancários no Brasil estão afastados, dos quais 25,7% por doenças como estresse, depressão, síndrome do pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% por doenças do sistema osteomuscular (como as LER/Dort). Todas são epidemia na categoria bancária, mas os bancos discordam desse fato. E você? Concorda que o adoecimento dos bancários está relacionado com o trabalho bancário? Clique aqui e responda à enquete.

Gisele Coutinho – 16/8/2013 - http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5452
Após ação do MPT, Justiça condena BB a garantir Cassi e Previ para todos
 
Os bancários e as bancárias dos bancos incorporados pelo Banco do Brasil (Nossa Caixa, Besc e BEP), junto com seus dependentes, conquistaram o direito de se associarem à Cassi (plano de saúde) e à Previ (plano de previdência) nas mesmas condições aos demais empregados cujos vínculos se formaram diretamente com o BB.

A decisão é da 3ª Vara do Trabalho de Brasília, que condenou o BB após discriminação dos trabalhadores das instituições financeiras adquiridas pelo banco público federal. Assinada pelo juiz Carlos Augusto de Lima Nobre, a sentença foi publicada na última sexta-feira (16).

Na decisão, o juiz pede ainda a condenação solidárias dos réus ao pagamento de indenização por dano extrapatrimonial difuso, no valor de R$ 10 milhões, e por dano extrapatrimonial coletivo, no mesmo valor. Cabe recurso.

Desde o início da tramitação da ação, o Sindicato dos Bancários de Brasília contribuiu com o Ministério Público do Trabalho (MPT), mostrando que os trabalhadores oriundos dos bancos incorporados pelo BB são discriminados. Também fez encontro com bancários, participou de reuniões realizadas pelo MPT e convocou os bancários a acompanharem as audiências na Justiça do Trabalho.

Sindicato atuou em todas as frentes

"Estivemos presentes em todas as etapas da tramitação da ação do MPT. Além disso, reivindicamos nas reuniões com os representes dos BB na mesa de negociação uma solução para os bancários egressos dos bancos incorporados pelo BB. Esses trabalhadores, que também contribuem para os resultados da instituição financeira, devem receber o mesmo tratamento e condições dos demais funcionários", afirmou Rafael Zanon, diretor do Sindicato e representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Desde que tomou conhecimento dos problemas enfrentados pelos trabalhadores incorporados, o Sindicato acionou seu departamento jurídico para auxiliar a categoria e realizou atividades para denunciar a discriminação", lembrou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Wadson Boaventura, também bancário do BB.

"Importante, a decisão é mais uma prova de que atual administração do BB segue na contramão de um governo popular e democrático. Diante da condenação do banco, que põe em xeque sua credibilidade com clientes, usuários e bancários, esperamos, portanto, que os diretores da instituição financeira revejam sua postura e coloquem o BB no rumo certo", destacou o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Wescly Queiroz, que também é bancário do BB.

Na sentença, o juiz Carlos Augusto de Lima Nobre escreveu: "o direito à igualdade, ao contrário do que sustentado pelo Banco do Brasil, não se assenta no fato de ter-se garantido aos egressos dos bancos incorporados os seus planos de saúde e previdenciária das instituições de origem. O princípio da isonomia não autoriza qualquer tratamento diferenciado de iguais, e não há como se negar que após a incorporação dos bancos BNC, BESC e BEP, todos passaram a ser, igualmente, empregados do Banco do Brasil. Diferenciá-los pela origem (do vínculo de emprego) não significa outra conduta senão a discriminatória".

Ação coletiva do Sindicato gerou jurisprudência favorável

O Sindicato obteve êxito em primeira e segunda instâncias em ação pleiteando acesso à Cassi para os funcionários do incorporado Banco do Estado do Piauí (BEP). Essa vitória está presente na ação civil pública do MPT, o que fortaleceu a causa dos trabalhadores.

A pressão do Sindicato para o BB garantir plano de saúde aos bancários egressos dos bancos incorporados surtiu efeito. Depois da vitória na ação judicial e da pressão do Sindicato, os funcionários egressos do BEP que trabalham em Brasília podem agora utilizar a rede nacional da Cassi.

Em sua sentença, o juiz Carlos Augusto citou o seguinte acórdão da ação do Sindicato: "logo, tendo os empregados do Banco do Estado do Piauí se vinculado, como efetivos empregados, ao Banco do Brasil, a partir da incorporação daquela Instituição Bancária pelo ora Recorrente, e sendo este o instituidor e o patrocinador do plano de assistência médico-hospitalar Cassi, cuja associação dá-se em virtude do contrato de trabalho mantido com o Banco do Brasil, ressai claro que a discussão sobre suposto tratamento desigual conferido pelo Banco Reclamado aos seus empregados, no que tange ao direito de extensão da possibilidade de adesão ao plano de saúde da Cassi aos egressos do Banco do Estado do Piauí, decorre diretamente da relação de emprego mantida entre as partes".


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília - http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35406


Itaú recua sobre prazo de manutenção do plano de saúde para demitidos


O Itaú recuou e garantiu que vai manter o teto correto no prazo de manutenção do plano de saúde para demitidos sem justa causa, após pressão do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Os trabalhadores que foram prejudicados devem procurar a entidade para reaver os seus direitos.

Por conta própria, o banco havia reduzido para dois anos o período máximo de permanência no plano de saúde para desligados. O prazo é previsto na Lei 9.656/98 e Resolução 279 da ANS (Agência Nacional de Saúde), mas os bancários conquistaram tempo extra de seis meses para quem tinha até dez anos de casa e de nove meses para funcionários com mais de 20 anos de banco.

"O entendimento do estava simplesmente ignorando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, e a legislação é clara ao dizer que o prazo é acumulativo", afirma o diretor executivo do Sindicato e funcionário do Itaú, Carlos Damarindo.

O parágrafo 4º do artigo 30 da lei 9.656/98 é claro: "O direito assegurado neste artigo não exclui vantagens obtidas pelos empregados decorrentes de negociações coletivas de trabalho". Damarindo completa esclarecendo que com o consenso não há mais motivos para a ação coletiva.

O banco agora terá de atualizar seus cadastros para saber quem se enquadra nessas condições. Os trabalhadores também podem entrar em contato com o Sindicato pessoalmente, a fim de requerer o seu direito.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo