sexta-feira, 26 de setembro de 2014

GREVE - Bancários de Votuporanga e Região rejeitam proposta da Fenaban e aprovam paralisação a partir do dia 30

A exemplo dos Sindicatos de todo o país, o Sindicato de Votuporanga e Região em assembleia da categoria realizada na noite de quinta-feira 25, decidiu por unanimidade rejeitar a contraproposta apresentada pela Fenaban e aprovou greve por tempo indeterminado a partir de 30 de setembro. 

Veja abaixo a matéria divulgada pelo SEEB São Paulo e Contraf-CUT sobre a greve na base de São Paulo:

Bancários de São Paulo aprovam por unanimidade greve a partir do dia 30

  



Crédito: Maurício Moraes
Maurício MoraesSem nova proposta, assembleia decide paralisar as atividades 

Os bancários de São Paulo vão parar! Assembleia da categoria realizada na noite de quinta-feira 25, com 1.500 bancários, decidiu por unanimidade pela greve por tempo indeterminado a partir de 30 de setembro. Os maiores sindicatos do país também votaram pela paralisação nessa data.

Na segunda 29, os trabalhadores fazem outra assembleia para organizar o movimento grevista ou apreciar uma nova proposta, caso os bancos venham a apresentá-la.

Levados à greve 

Este é o 11º ano consecutivo em que os trabalhadores estão sendo levados à greve pelos bancos. A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Fenaban em 11 de agosto. 

De lá para cá foram realizadas sete rodadas de negociação, mas os bancos pouco avançaram nos debates, apesar da insistência do Comando Nacional dos Bancários que apresentou uma série de números que comprovam: eles podem atender às reivindicações de seus empregados.

No dia 19, uma proposta econômica foi feita pelas instituições financeiras, com reajuste de 7% para salários, PLR, vales e auxílios e 7,5% para o piso. O índice foi considerado insuficiente pelo Comando, que comunicou isso à federação dos bancos na mesa de negociação. 

"Além disso, a Fenaban não trouxe respostas para questões fundamentais como o fim da pressão pelo cumprimento de metas absurdas, das demissões e da sobrecarga de trabalho, mais segurança para clientes e funcionários, e igualdade de oportunidades na ascensão profissional", lembra a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando. 

"Nossa greve não é só por aumento salarial. Os bancos podem e devem resolver essas questões que estão diretamente relacionadas ao modo de gestão dessas empresas. Isso precisa mudar porque os bancários estão adoecendo, não aguentam mais!", afirma Juvandia.

A dirigente sindical destaca, ainda, a excelente saúde financeira do setor, com lucros e ganhos com tarifas em alta, expansão nas carteiras de crédito. "Sem proposta que contemple aumento real maior, inclusive para piso, PLR e vales, e solução para esse quadro de injustiças, os bancários vão parar", reforça Juvandia.

Negociações específicas 

As negociações com os bancos públicos também não avançaram.

"Na Caixa, além de não trazerem proposta para mais contratações de bancários, isonomia, carreira e respeito à jornada, não querem garantir nem o pagamento da PLR Social", relata Dionisio Reis, diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

Com o Banco do Brasil não foi diferente. "Nada de resposta para reivindicações dos bancários para melhoria do PCR (Plano de Carreira e Remuneração), mudança do interstício para 6% na carreira, inclusão dos escriturários na carreira do mérito, mais contratações, melhorias para o SAC (Serviço de Apoio ao Cliente), CABB (Central de Atendimento) e PSO (Plataforma de Suporte Operacional), entre outras", explica o diretor do Sindiato, Claudio Luis de Souza, que é integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Ou seja, por mais um ano, os bancos estão perdendo a oportunidade de resolver a campanha na mesa de negociação. Mas os bancários não fogem à luta. São 11 anos seguidos avançando nas conquistas e garantindo direitos com muita mobilização. Se não apresentarem proposta que atenda às nossas reivindicações, os empregados de bancos vão parar em todo o Brasil. Unidos vamos fazer uma grande greve", completa a presidenta do Sindicato.

Assembleia dia 29 

Os bancários fazem assembleia organizativa na segunda-feira 29, também na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Participe! Todos os locais de trabalho devem estar representados para organizar a greve que terá início no dia 30. Leve crachá do banco e documento com foto para o credenciamento. Faça sua parte na luta!


Fonte: Seeb São Paulo


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Proposta insuficiente da Caixa empurra empregados para greve nacional

  




Crédito: Fenae
FenaeCaixa apresenta proposta muito aquém do que os trabalhadores reivindicam 

A negociação específica com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta quarta-feira (24), em Brasília, foi frustrante para os empregados. Embora a reunião tenha sido solicitada pela própria empresa, a proposta apresentada na mesa ficou muito aquém do que os trabalhadores reivindicam na Campanha Nacional 2014. Além de não contemplar questões prioritárias como condições de trabalho, isonomia, valorização do piso salarial, horas extras e promoção por mérito, o banco não garantiu o pagamento da PLR Social.

"Com essa posição intransigente, a Caixa está empurrando os trabalhadores para a greve. É fundamental a participação de todos os empregados nas assembleias que serão realizadas nesta quarta e quinta-feira pelos sindicatos em todo o país para mostrar à empresa a nossa insatisfação com a falta de propostas concretas às nossas reivindicações", destaca Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações específicas com o banco.

Segundo ela, os empregados devem se mobilizar na campanha deste ano, não só por aumento real e PLR digna, questões que estão sendo debatidas na mesa única com a Fenaban, mas também por valorização do Plano de Cargos e Salários (PCS), isonomia, contratação de pessoal, saúde e condições de trabalho, e respeito à jornada de seis horas. "O momento é de mostrar nossa força", atesta. Desde que teve início a Campanha 2014, esta foi a quinta rodada específica realizada com a Caixa concomitantemente com a mesa unificada. Nas reuniões anteriores, também não houve avanços nos itens pleiteados pelos empregados.

A proposta apresentada nesta quarta-feira prevê a renovação da cláusula sobre ingresso na empresa (REF 202) e enquadramento após a conclusão do contrato de experiência (REF 203). A representação dos trabalhadores cobrou da Caixa que o índice da Fenaban para o piso salarial seja aplicado no PCS. Os negociadores negaram o pleito, alegando que o banco não adota o piso e possui um plano de carreira com 36 níveis.

Outro ponto debatido na reunião foi a promoção por mérito. A empresa não definiu até agora os critérios que serão usados. O Comando argumentou que, como a sistemática não foi debatida em tempo hábil, a Caixa deve se comprometer a pagar dois deltas para seus empregados, em janeiro de 2015, a título de merecimento, com o compromisso de fechar a próxima sistemática em março de 2015. A empresa ficou de analisar.

PLR Social 

Os interlocutores do banco alegaram que não tem uma posição sobre a manutenção do pagamento da PLR Social, porque o assunto está sendo negociado no Ministério da Fazenda. O direito foi conquistado pelos trabalhadores durante a Campanha 2010 e prevê percentual de 4% do lucro líquido para ser distribuído linearmente entre todos os empregados.

Os negociadores do banco também descartaram a discussão sobre a isonomia entre novos e antigos empregados.

Universidade Caixa

A Caixa propôs disponibilizar o acesso ao portal da Universidade Caixa pela Internet. Os representantes dos trabalhadores criticaram o posicionamento do banco. Segundos eles, essa proposta representa um retrocesso porque o movimento dos empregados tem lutado para que os cursos sejam feitos dentro da jornada de trabalho.

Graduação

A Caixa aceitou recolocar no acordo específico a concessão de bolsas de incentivo à elevação da escolaridade, sendo até 300 para graduação, até 500 para pós e até 800 para idiomas. Os interlocutores da empresa alegam que a procura por cursos caiu e ficaram de apresentar o estudo realizado para redimensionar o programa. A empresa havia suprimido o direito de forma unilateral no primeiro semestre desse ano.

Fórum de Condições de Trabalho

A Caixa entregou ao Comando a proposta de atuação do Fórum de Condições de trabalho, que será formado por representantes da empresa e da Contraf-CUT. Serão constituídos fóruns regionais e um fórum nacional, que terão como atribuição construir ações preventivas e para solucionar problemas relativos às condições de trabalho.

GT Saúde

O GT Saúde terá de apresentar até 15 de dezembro, com suporte de consultoria especializada, proposta de metodologia para utilização de superávit em benefício do Saúde Caixa. Ficou definido também que não haverá carência para atendimento em pronto socorro.

Confira outros pontos da proposta da Caixa:

*Manutenção, no Saúde Caixa, na condição de dependente indireto filhos/enteados com idade entre 21 e 27 anos incompletos que não possuam renda assalariada superior a R$ 1.800,00, sendo excluída a renda proveniente de pensão alimentícia.

*Manutenção, no Saúde Caixa, na condição de dependente direto, os filhos com deficiência permanente e incapazes, com idade superior a 27 anos, enquanto solteiros e sem renda proveniente de salário.

*Renovação da cláusula que garante a isenção de anuidade dos cartões de crédito aos empregados.

*Manutenção do enquadramento dos empregados, no programa de relacionamento para redução dos juros do cheque especial.

*Para efeito de ausência permitida para levar filho ou dependente ao médico, será elevada a idade para até 18 anos e incluído o enteado.

*Manutenção da sistemática de suplementação do auxílio doença pago pelo INSS

*Renovação da cláusula em que considera como de efetivo exercício os primeiros 15 dias de licença para tratamento de saúde do empregado.
* Será mantida a titularidade da Função Gratificada ou Cargo em Comissão, pelo período da licença de tratamento de saúde ou licença por acidente de trabalho até o limite de 180 dias

*Isenção de tarifas para empregados ativos e aposentados.

*Garantia da continuidade da licença maternidade até o término do período previsto inicialmente, em caso de falecimento da mãe e sobrevida do filho.

*A Caixa propõe reescrever a cláusula referente à Licença Adoção, facultando a qualquer dos adotantes o gozo da licença, incluindo, ainda os 60 dias concedidos pelo programa "Empresa Cidadã". O outro adotante poderá gozar o período equivalente à licença paternidade.

*Ampliação para até três dias do descanso remunerado para os empregados que cumprirem um ciclo de trabalho em Agências Barco.

Assembleias

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela CEE/Caixa, orienta os sindicatos que representa em todo o país a realizarem assembleias nesta quarta ou quinta-feira, dias 24 ou 25, para rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban e decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 30.

A proposta dos bancos foi considerada insuficiente pelo Comando, tanto as cláusulas econômicas quanto os itens sociais. Novas assembleias devem ser realizadas na próxima segunda-feira, dia 29, para deflagrar e organizar a paralisação.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae e Seeb Brasília

Banco do Brasil apresenta proposta com poucos avanços e a greve é inevitável

  



Crédito: Guina Ferraz
Guina FerrazProposta insuficiente do BB foi apresentada na quarta rodada, em Brasília

A quarta rodada de negociação, realizada nesta quarta-feira 24 em Brasília entre a direção do Banco do Brasil e o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, pouco avançou nas propostas econômicas e sociais. O banco apresentou o índice de reajuste de 7,0%, o mesmo oferecido pela Fenaban, que significa 0,61% de aumento real.

O Comando Nacional avalia que o Banco do Brasil pode avançar mais na pauta de reivindicações dos bancários e alerta a categoria que o momento agora é de total mobilização para pressionar os patrões. Assembleias para indicativo de greve a partir do dia 30 estão marcadas pelos sindicatos em todo o país.

O BB apresentou algumas ações de combate ao assédio sexual com três treinamentos. O primeiro será um curso para gestores que estão na função e funcionários que concorrerão à vaga de gestores para mediação de conflitos. O segundo será um curso sobre assédio moral e sexual, e o último, sobre gestão organizacional. Os treinamentos serão considerados para pontuação no programa de talentos e oportunidades do BB (TAO).

O banco também propôs o pagamento em dinheiro do vale-transporte nos mesmos moldes existentes para os funcionários que desejarem. Outra proposta do BB é o bloqueio de todos os sistemas e aplicativos para o funcionário que esteja fora do ponto eletrônico.

Durante a negociação, o BB se comprometeu com a autorização da hora extra até dezembro de 2014 para os funcionários que aderiram à jornada de 6 horas.

Funcionalismo pressiona BB

Os representantes dos trabalhadores frisaram que há várias questões importantes que precisam ser avaliadas pelo banco, tais como a forma de cobrança de metas abusivas e metas incluídas no programa de Gestão de Desenvolvimento de Competências (GDP).

"Não estamos discutindo o fim das metas, mas a quantidade exigida e modo de pressão que é praticado pelos bancos, que tem comprovadamente adoecido a categoria", avalia Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O dirigente também denunciou o ranqueamento velado praticado pelo banco com mapeamentos onde constam nomes de carteira, nome da agência, bem como grupos nos whatsap de cobranças de metas e assédio aos bancários.

O banco tampouco nada sinalizou em relação a mudanças nos atuais moldes de substituição e incorporação de função.

"As propostas apresentadas pelo banco são apenas uma pequena parte das nossas reivindicações debatidas nas mesas de negociação. A empresa nada propôs em relação a mais contratações, revisão do plano de funções, substituições de licenciados, valorização da gerência média e pautas específicas do PSO e das CABB e revisão da Gedip", criticou Wagner. Para ele, há vários itens que o BB pode avançar e que não trazem impactos financeiros para o banco, como uma regulação da forma de cobrança das metas diárias que tem sido objeto de assédio e adoecimento.

"Outro vazio na proposta do banco são as questões envolvendo plano de saúde e previdência de todos os funcionários, inclusive os egressos dos bancos incorporados pelo Banco do Brasil.
Com a proposta apresentada pelos bancos de 7% na mesa da Fenaban, complementada por essa proposta específica do BB, a orientação é de lotar as nossas assembleias, rejeitar a proposta e irmos à greve a partir do dia 30", convoca o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

As reivindicações não atendidas pelo BB são as seguintes:

Plano de Carreira e Remuneração (PCR)

O funcionalismo reivindica a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.

Volta da substituição

O Comando insiste na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.

Previdência complementar

Os bancários querem a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento. 

Plano de Funções

Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.

Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade. Também querem a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.

Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.

Incorporação da comissão

Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência ,ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido. 

Gerência média

As principais reivindicações desse segmento são a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.

Reestruturações

Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nesses casos. O Comando propôs a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.

CABB

Os bancários cobram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.

Folgas da Justiça Eleitoral

Os funcionários também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB. 

Demais reivindicações

Os bancários também reivindicam a redução das taxas de empréstimos e de financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.


Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Brasília

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Empregados da Caixa cobram respeito à jornada de seis horas

  



Crédito: Fenae
FenaeLuta é pela adoção do login único e pagamento das horas extras trabalhadas

O cumprimento da jornada de seis horas segue como uma das principais lutas das entidades do movimento organizado dos empregados da Caixa Econômica Federal. A conquista é de 1985, ano da greve histórica em todo o país. De lá para cá, no entanto, foi necessário intensificar a mobilização da categoria contra o registro incorreto do ponto, problema que persiste e gera uma série de fraudes que prejudicam os trabalhadores.

Na Campanha Nacional 2014, não houve nenhum avanço na negociação da pauta específica com a Caixa. Os representantes dos empregados cobraram, além do respeito à jornada, a adoção do login único. Segundo eles, a estação única atual não impede que o bancário continue trabalhando após as seis horas. 

A empresa diz que também deseja o fim das horas extras sistemáticas e que tem envidado esforços para que isso ocorra. Uma nova reunião entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Caixa está marcada para ocorrer nesta quarta-feira (24), em Brasília.

Sobrecarga e pressão

"O dia a dia nas unidades de todo o país contraria o discurso do banco. Há sobrecarga e pressão para que os empregados trabalhem acima da jornada e não registrem corretamente o ponto. Nossa luta é para que não haja horas extras. Mas se houver, que elas sejam computadas e integralmente pagas. Esse é um direito que precisa ser respeitado", explica Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), órgão que assessora a Contraf/CUT nas negociações com a empresa.

"Tudo isso é fruto da falta de pessoal, problema que o banco teima em dizer que não existe. A empresa chegou à marca de 100 mil efetivos no início desse mês. É um dado importante, já que foram mais de 40 mil contratados desde 2003. Mas as convocações de concursados não acompanha o ritmo de abertura de unidades", observa Dionísio Reis Siqueira, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Essa realidade, acrescenta Dionísio, tem provocado a sobrecarga e o maior adoecimento da categoria. As entidades que representam os trabalhadores, inclusive, aguardam dados mais consistentes sobre afastamentos de empregados devido a acidentes de trabalho e problemas de saúde. 

"Para completar, a Caixa ainda impôs o programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), que institucionaliza a cobrança de metas individuais, que estão entre as principais causas do adoecimento no trabalho. Nas negociações que já ocorreram, a empresa se recusou a suspender essa atrocidade", diz o dirigente sindical.

Descumprimento do ACT 2013/2014

Segundo Fabiana Matheus, mecanismos criados pela Caixa possibilitam o descumprimento de um dos principais avanços das negociações do ano passado: pagamento de 100% das horas extras realizadas em agências com até 15 empregados. A regra, que passou a vigorar em janeiro desse ano, consta no parágrafo sexto da cláusula sexta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2013/2014.

"Em primeiro lugar, foi dada ao empregado a chance de optar pela compensação, o que gerou uma brecha para que ele sofra pressão para isso. Em maio, o banco estipulou dotação orçamentária para pagar as horas extras e a obrigação de os gestores justificarem a extrapolação do limite. Além disso, os tesoureiros, massacrados diariamente com excesso de trabalho, ficaram de fora do acordo", detalha Fabiana Matheus.

Sipon para gerentes

No dia 1º de agosto, o registro do ponto eletrônico passou a ser obrigatório também para os empregados lotados em unidades da Caixa ocupantes de função gerencial. A medida atendeu a uma antiga reivindicação do movimento dos trabalhadores do banco. A exceção são os gerentes gerais e, no caso das Superintendências Regionais, os gerentes regionais e os superintendentes regionais.

A coordenadora da CEE/Caixa reforça que a marcação correta no Sipon é fundamental. "Só assim conquistaremos o pleno cumprimento da jornada e os avanços necessários no que diz respeito às contratações. A luta continua e é de todos nós! Por isso, os empregados devem denunciar caso sintam-se pressionados a cumprir jornadas extenuantes ou sem o devido pagamento", alerta Fabiana Matheus.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Queremos mais. Assembleias nesta quinta votam greve a partir de 30/9

  



Comando fez a orientação por considerar proposta da Fenaban insuficiente

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, orienta os 134 sindicatos que representa em todo o país a realizarem assembleias nesta quinta-feira 25 para rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban na sexta-feira 19 e decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 30. O Comando considera as propostas dos bancos insuficientes, tanto as econômicas quanto as sociais. Novas assembleias organizativas da paralisação devem ser realizadas no dia 29.

"Os bancos que atuam no Brasil continuam tendo a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional. Somente os seis maiores deles tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, graças em grande parte ao empenho e à produtividade dos bancários. Mas os banqueiros não querem atender as reivindicações da categoria. Propuseram apenas 7% de reajuste e rejeitam as principais demandas sociais, como preservação do emprego, fim da rotatividade, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional 

"Pela longa tradição de luta, os bancários sabem que todas as conquistas da categoria são resultado da sua capacidade de construir a unidade nacional, de se mobilizar e de pressionar os banqueiros. Agora é hora de intensificar a mobilização em todo o país, participando das assembleias e das atividades convocadas pelos sindicatos, para que possamos fazer uma campanha melhor ainda que no ano passado e alcançar novas conquistas", acrescenta Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial de 12,5%.

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

Veja aqui as propostas econômicas dos bancos. 

conheça aqui as propostas não econômicas da Fenaban e as reivindicações sociais que os bancos rejeitam. 

Calendário

Setembro
24 - Quinta rodada de negociação específica com o Banco do Brasil.
24 - Quinta rodada de negociação específica com a Caixa Federal.
24 - Quarta rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia.
24 e 25 - Terceira rodada de negociação específica com o Banrisul.
25 - Assembleias para aprovar greve a partir do dia 30.
26 - Segunda rodada de negociação específica com BNDES
29 - Assembleia para deflagração da paralisação
30 - Greve nacional por tempo indeterminado

Outubro
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul
2 - Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.


Fonte: Contraf-CUT